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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Com gols de ex-avaiano, Avaí perde em casa

Na tarde desse domingo (16), o Avaí foi derrotado em casa pelo atual líder Corinthians por 2 a 1 com gols de Luciano. A derrota fez o Leão se aproximar do Z4. 

O Avaí agora pega o Santos no início do segundo turno na Vila Belmiro no sábado (22). 



Reservas do Goiás empatam com Brasília pela Sul-Americana.

Brasília e Goiás ficaram com o placar zerado em Gama.
Foto: Twitter @goleada_info
Brasília e Goiás apresentaram um jogo ruim no Bezerrão. Ambas as equipes não saíram do zero na partida de ida da primeira fase na Copa Sul-Americana. Os goleiros Renan e Arthur tiveram pouco trabalho para evitar que a bola entrasse e a decisão terá que ficar para o segundo jogo. 

Violência no futebol: vale a pena? (Parte 1 - Nacional)

A série de textos a ser postada não possui a menor intenção de ser clubista ou sentimentalista em excesso, estarão relatados aqui apenas casos que vi e ouvi e que (infelizmente) marcaram a história do futebol.  

Eu nasci numa família que tem muito amor a camisa. A maioria dos meus parentes torce pro mesmo time, alguns contrariam essa regra mas nada disso importa. Todos nós temos amor aos nossos clubes e acima disso, temos respeito ao amor que o outro sente pelo clube que escolheu viver para amar e servir. Desde pequena, ouço dizer que futebol é amor, que o futebol une as pessoas, que um simples gol faz com que pessoas que nunca se viram na vida se abracem no calor do momento, no meio do estádio, nas mesas dos bares, no meio da rua. Conforme fui crescendo, pude ver que isso é real sim, pude comprovar que o amor pelo clube só aumenta com o tempo, que entender de futebol é bom, que o conhecimento faz com que a gente se apaixone pela história do clube, pelos dramas, que a gente derrama suor e sangue e  o que mais for necessário para estar ali sempre apoiando, vibrando, gritando. Mas por outro lado, infelizmente, conheci o lado infernal do futebol. Perdi a contas das vezes que sai dos jogos 10 minutos antes do apito final por medo da multidão que sairia junto comigo. Quantas vezes já adiei minha ida aos jogos por ter que ir sozinha e esse fato me apavorar pois em caso de alguma confusão, eu não ter alguém fisicamente mais forte pra me proteger de algo que pudesse me ferir ou me ameaçar. Quantas das vezes evitei sair de casa com a camisa do meu time que tanto tenho amor ou simplesmente evitei sair de casa em dia de clássico por medo de alguém sem amor ao próximo, que só olha pro próprio umbigo e que só guarda dentro de si raiva e incompreensão, me machucasse pelo simples fato de eu amar o que eu amo, o que eu escolhi amar, o que eu nasci pra servir e pra torcer. 

(Créditos na imagem)

Nem tão raramente eu me pego pensando em quantas vidas já se perderam por causa dessa besteira. Sim, besteira. Porque nada nunca justificou ou vai justificar a destruição de vidas, de famílias, de futuros, de carreiras, por causa de falta de respeito. E não se trata apenas de respeito ao futebol, o que eu falo aqui é sobre respeito ao outro, é sobre respeitar o amor, a história e a vida. 

Lembro como se tivesse sido ontem do caso de Lucas Lyra, que hoje, com 21 anos, já consegue sorrir mas que passou por muitas dificuldades em 2013. Lucas levou um tiro na cabeça numa briga de torcida antes do jogo entre Náutico x Central, no dia 16 de Fevereiro de 2013. Lucas até hoje segue morando no hospital, já tendo conseguido de volta a fala e uma boa parte dos movimentos do seu corpo. No dia do jogo, quando foi baleado e levado para a emergência do Hospital da Restauração, no Recife, Lucas foi dado praticamente como morto. Os médicos informaram à sua família que a chance que ele tinha de sobreviver era de 1%. Mas Lucas, como um bom guerreiro, foi forte, contou com o apoio de todo o estado e do seu clube de coração, que acompanhou o caso de perto, e venceu essa batalha. 

(Foto: Lucas Melo | Folha de Pernambuco)

Lucas, felizmente e diferente de muitos, sobreviveu. Mas pare um pouco e pense, quantos jovens ou adultos já perderam suas vidas a troco de nada? A primeira vítima fatal entre briga de torcidas foi Cléo Sóstenes, palmeirense e um dos presidentes da Mancha Verde. Cléo foi morto à tiros em 17 de Outubro de 1988, supostamente por torcedores rivais, do Corinthians. A sua morte é tida como o primeiro caso de morte relacionado ao futebol no Brasil. Um último levantamento, feito nesse ano, revelou que desde essa primeira morte, o número de casos deste tipo chega à 275. E ainda revela mais: apenas 9 desses 275 ocorreram em estádios. A última morte dentro de um estádio foi em 2007, no Mineirão.  

Todos nós sabemos que a maioria desses casos de confusões, brigas e assassinatos estão, direta ou indiretamente, ligados às torcidas organizadas. As famosas T.O's começaram a surgir na década de 40. A primeira foi a Charanga do Flamengo e logo depois surgiu a Torcida Organizada do Vasco. Nessa época as torcidas organizadas não eram vistas como o terror dos estádios e/ou das ruas, e sim como uma forma nova de apoio aos times. Hoje, quando falamos em torcida organizada, a primeira coisa que vem em nossa cabeça é a violência causada por aqueles que deveriam apoiar os clubes.  

O Brasil conta com uma infinidade de torcidas organizadas espalhadas não só nas capitais mas também no interior dos estados. E, por coincidência ou não, o Brasil é o país líder no ranking de mortes ligadas ao futebol no mundo. Não, você não leu errado. Aqui é o país onde se mata mais gente NO MUNDO.  

São vários Lucas, vários Sóstenes, são Ronaldos (Ronaldo Pedro Ferreira, de 23 anos, agredido até a morte após tentar entrar no Mineirão pela entrada destinada à torcida rival, no segundo jogo da final do campeonato mineiro, em 2007), são Andersons (Anderson Livi, 16 anos, morreu após levar uma tijolada na cabeça dentro do Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, RS, e ficar internado sete dias na UTI), são vários Claudemir (Claudemir da Silva Reis, 16 anos, atingido por uma bomba no Mineirão), são Márcios (Márcio Gasparin da Silva, 16 anos, morto após ser atingido por pauladas na cabeça na batalha travada entre são-paulinos e palmeirenses, no Pacaembu, na final da Super Copa SP de Juniores, em 1995), são Sérgios (Sérgio Franceschini, 14 anos, que morreu pisoteado durante uma briga entre torcedores do seu time e do Guarani, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas), são Rodrigos (Rodrigo de Gásperi, 13 anos, torcedor do Corinthians, que morreu atingido por uma bomba caseira no Estádio Nicolau Alayon, durante uma partida entre São Paulo e Corinthians pela Copa São Paulo de Juniores). São Joãos e Marias e vários outros jovens e adultos que tiveram seus sonhos de um futuro, de um emprego, de uma família, interrompidos pra sempre por conta de atos injustificáveis cometidos por pessoas que tem como único intuito espalhar a violência. 

Em 1993, o repórter Claudio Tognolli, se infiltrou em 3 torcidas organizadas de São Paulo durante três meses para descobrir como as coisas funcionavam lá dentro. Tognolli afirma numa entrevista dada a ESPN em 2013, que no começo dos anos 90 as torcidas organizadas começavam a perder o controle e a tentarem se adaptar ao estilo dos hooligans, que será pauta da segunda parte desta matéria. Tognolli afirma também que haviam batismos para os primeiros viajantes das T.O's. Em sua primeira viajem por uma das torcida, ele afirma que foi obrigado a beber um gole de cachaça que mais parecia querosene e a passar por um corredor polonês, tomando várias porradas "de baixo pra cima" e cantando a letra de uma das músicas dos Racionais Mc's. Caso ele conseguisse cantar a letra até o final enquanto lutava pra sobreviver aos socos e pontapés, ele estava admitido na torcida. Tognolli conta ainda que as três torcidas eram protegidas por policiais corruptos e tinham relação de venda de armas e drogas por parte desses policiais e que nada disso estavam em sua matéria porque ele era censurado pela lei de impressa. Em resumo, Claudio Tognolli afirma que, depois de tudo que viu e viveu lá dentro, nunca mais pisou em campo de futebol (clique aqui para ser redirecionado à entrevista).

É triste e particularmente me dói e muito ver tanta gente que sorri, que chora e que dá o suor e o sangue pelo clube que ama, serem obrigadas a evitar os estádios, local que muitos tem como sua segunda casa, por medo de sair e de não voltar mais. Tantos pais que querem passar o legado de amor ao futebol para os filhos, tantos idosos que em 70, 80 anos de vida nunca foram a um estádio por terem presenciado essa fase de terror, por terem vistos tantos casos de morte e confusões, aqui ou fora do país. Pais como os meus, que acabam me convencendo a ficar em casa por medo de que o abraço antes de eu sair de casa e a frase "bom jogo, minha filha" sejam as últimas coisas que farão comigo. Me sinto confortada ao saber que não sou a única que pensa assim, que não sou a única que mesmo com todo o amor, sente medo. E a maior prova de que não estou sozinha nessa, são as torcidas CHOPP, já ouviu falar?

(Foto: jornaltudobh)


As torcidas CHOPP surgiram como um sopro de alívio e de esperança pra violência vista nos estádios do país. A primeira torcida CHOPP criada foi a Coringão Chopp (14 de Outubro de 1989), com o intuito de promover a paz nos estádios junto com os amigos e a amada loira gelada. Essa nova forma de torcida organizada não foi bem aceita pelos torcedores no início, mas com o passar do tempo provocou curiosidade e consequentemente a aprovação das torcidas. Para o nosso alívio, as Torcidas Chopp já são realidade nos clubes de futebol de todo o país. Essas torcidas vez por outra esquecem a rivalidade (a rivalidade saudável, vale salientar) e promovem eventos juntas, para mostrar que, mesmo sendo rivais dentro de campo, fora dele a vida segue e que todos nós podemos ser amigos. Boa parte das Torcidas Chopp possuem sites ou páginas no Facebook, caso queira entrar em contato, basta uma busca rápida nas redes. 

Atitudes como a dos idealizadores das Torcidas Chopp nos dão esperança de que o futebol um dia não será mais associado à violência e à mortes de um modo geral. Seja na arquibancada ou no sofá de casa, temos que nos lembrar sempre que não temos o direito de agredir o direito de ninguém e que a gente nunca vai agradar alguém por inteiro. Seja pelo gosto musical, pela religião, pelo time do coração ou por qualquer outras coisa pela qual já nascemos pré-destinados a amar. Seja na quarta-feira à noite ou no domingo as 16h, seja no sol ou na chuva, seja mandante ou visitante, que o amor, sobretudo, sobreviva. Que os abraços de comemoração sejam dados em desconhecidos, que as lágrimas de alegria escorram livremente pelo rosto, que o grito de campeão saia o mais alto e o mais forte que você puder gritar. Que na derrota, os palavrões saiam sem o mínimo pudor, que as lágrimas de tristeza também escorram livres pelo rosto, por que não? Que o torcedor ao lado sinta pena da mãe do juiz depois de você proferir aquelas palavras após ele não ter marcado o pênalti a favor do seu time. Mas que você se lembre sempre que o amor que você sente, que o hino que você canta, é cantado e sentido por outros milhões de brasileiros. Que cada um tem o poder de escolher o que é melhor pra si e que se todo mundo torcesse pro mesmo time, que graça o futebol teria? Que antes de ficar de cabeça quente, você pense na sua mãe, no seu pai, nos seus filhos. Pense no legado de amor que você pode passar para eles daqui uns anos, quando eles crescerem ou vierem ao mundo. Almeje e lute por um futebol melhor, por um futebol de paz, por campeonatos limpos, por torcidas conscientes, para que mais cenas como essas do vídeo abaixo possam se repetir.

(Créditos: Esporte Espetacular)

Milena Pereira@pdsmilena

O JOGADOR TORCEDOR

Existe alguma combinação melhor do que um jogador que consegue se identificar com a história e com a torcida?

Um ídolo mantém sua postura dentro e fora de campo e alguns jogadores que podem ser iguais para alguns na forma de jogar ou algo semelhante se tornam diferenciados quando abraçam seu clube junto com a torcida, uma sintonia bela que pode ser considerada uma das melhores químicas que existem. Garra e 
força total dentro das quatro linhas, um amor como o de um torcedor na arquibancada.

Manoel Neuer e os Ultras do Schalke04
Vemos cenas de jogadores que representam sua torcida dentro de campo, abraçam e honram as cores da camisa e se tornam o ícone para a torcida, temos como exemplo no exterior o meio-campista Felipe Melo que atua no Galatasaray da Turquia e seu parceiro de equipe Wesley Sneijder que após jogos decisivos o próprio Sneijder puxa os cânticos da torcida e o Pitbull Melo demonstra a raça, com essas atitudes os jogadores ganham crédito com os apaixonados da torcida e foi o caso do Felipe Melo que após ser suspenso por uma quantidade de jogos teve apoio total da torcida do Clube no quintal de sua casa com bandeiras e sinalizadores na madrugada sendo chamados de ''Soldados de Melo'', o jogador cria raízes e a torcida ajuda, podemos dizer que uma árvore cresce e os frutos são total dedicação em campo. 

''Soldados de Melo'' em apoio ao Pitbull

(Sneijder após fim de jogo)

No Brasil temos casos como o de Juan Pablo Sorín que mesmo sendo um hermano abraça a torcida do Cruzeiro como parte de sua família, um ídolo incontestável da massa Azul de BH. Sorín assim como o seu companheiro de País Gigena ídolo da Ponte Preta que após se aposentar foi flagrado junto com a torcida da Macaca no último jogo contra o Flamengo pelo Brasileirão 2015, puxando cânticos junto com a organizada, se tornam um torcedor ilustre e assim vão marcando seu nome na história, Sorín e outros jogadores não escondem o sentimento a coisa mais bela que existe, é aquele amor que você não nega, se torna um de nós, chora, sorri, comemora e apoia se aprende a amar os dois lados o de como guerreiro dentro do campo e como o torcedor nas arquibancadas

Sorín no meio da maior organizada do Cruzeiro
Na Europa, Buffon, quando está suspenso, é flagrado no meio dos Ultras da Juventus. Ele não deixa de acompanhar a velha senhora e se envolve no meio da Organizada. Manuel Nuer também, ainda quando era jogador do S04 na Alemanha, pegava o megafone do puxador da torcida após cada jogo e comandava a festa, cena que se repetia sempre e se tornou um aperitivo a mais nos belos jogos. Não escondem as raízes, isso é o melhor, e vão para o meio do povo porque sabem que só quem é de lá sabe o que acontece.

Buffon com os Ultras da Juventus - ITA
Jogadores torcedores, que sabem o que passamos para acompanhar mais que um jogo, que sabem que ali onde estamos é a força que precisam para estar em campo e quando se juntam com nós sabemos quem realmente criou raízes e quem devemos valorizar, sabemos quem é de verdade e quem é de mentira, diferenciamos os homens dos meninos.

No retorno de Falcão, Arena Castelão recebe amistoso de futsal entre Brasil e Portugal

(Foto: André Borges / GDF)
Um dos grandes palcos da Copa do Mundo do ano passado, a Arena Castelão receberá um amistoso entre Brasil e Portugal no retorno da lenda Falcão à Seleção Brasileira masculina de Futsal. A informação foi confirmada pela Luarenas, empresa que administra a arena cearense. Ainda sem data definida, o amistoso marcará o encontro entre Falcão e Ricardinho, dois dos grandes destaques dos últimos anos da modalidade.

A expectativa é de grande público e recorde mundial em um jogo de futsal, como destaca o Aymeric Magne, COO da Luarenas: “A partida fará parte da história da Arena Castelão e do futsal, afinal, esse será o primeiro jogo de futsal no estádio. Queremos bater o recorde mundial de 56 mil espectadores e contamos com a presença dos cearenses para lotarmos a Arena Castelão”.

Esse não será o primeiro jogo de futsal em um estádio de futebol ocorrido no Brasil. Em 2014, marcado pela também volta de Falcão, o Mané Garricha recebeu Brasil e Argentina em amistoso para um recorde mundial de mais 56 mil pessoas, em que a Seleção Verde e Amarela venceu os Hermanos por 4 a 1. O publico superou o antigo recorde da modalidade também ocorrido no Brasil: 25.712 pagantes na final da Liga Futsal entre Atlético-MG e Rio Miécimo no Mineirinho em 1999.

Para ser o primeiro tem que ser muito especial

   Menos de um ano para Olimpíada de 2016 e o Pan-Americano de Toronto nos aqueceu para essa disputa. Porém, com muita felicidade, podemos destacar os Jogos Parapan-Americano de Toronto. Este, com muitas histórias, recordes e superações traz mais esperança para os resultados em solo brasileiro.

Crédito:Toronto2015.org
   A quinta edição dos Jogos ocorreu de 7 a 15 de agosto. Participaram 24 países na disputa dos 15 desportos com mais de 1500 atletas paralímpicos. O Time Brasil Paralímpico teve representação em todas as modalidades, sendo a maior delegação participante. Juntos, os brasileiros bateram recorde de medalhas, foram 109 de ouro, 74 de prata e 74 de bronze, somando 257 medalhas.

   Os esportes que mais ajudaram a alcançar este recorde foram natação, atletismo e tênis de mesa. Só na natação foram conquistadas 104 medalhas e destaca-se oito de ouro para o nadador Daniel Dias que a cada disputa continental aumenta o seu recorde de conquistas, agora em 27 douradinhas. Outros dois nomes que brilharam nas piscinas foram André Brasil e Joana da Silva que ficaram entre os maiores vencedores da natação. Mas, o Paparan de Toronto também serviu para despedidas, colecionador de 23 medalhas continentais, Clodoaldo da Silva, agora, se prepara apenas para os Jogos do Rio.

Clodoaldo da Silva e Daniel Dias
Crédito: CPB/Mpix 
   Soma-se 80 medalhas do atletismo ao quadro brasileiro. Alan Fonteles voltou às competições, após um período sabático, um pouco a cima do peso e mesmo assim teve duas conquistas, um ouro na prova dos 200m (T44) e uma prata nos 100m (T44). Pelo lado feminino, a sorridente Terezinha Guilhermina levou o ouro nas provas dos 100m, 200m e 400m (T11). Muito importante também, é exaltar o trabalho dos guias, muito essenciais em várias provas, como nas vitórias da paravelocista Terezinha. Uma história interessante de ser relatada é de uma menina americana cega que por não ter um guia foi afastada da competição, e foi assim que o campeão olímpico brasileiro Joaquim Cruz dividiu-se entre os treinos que ministrava nos Estados Unidos para também treinar e voltar a correr ao lado da jovem Ivonne Mosquera.

Terezinha Guilhermina e seu guia.
Crédito: Marcelo Regua/CPB/Mpix
   Tantas histórias que deixam mais bonitas todas as conquistas, como a vovó medalhista do tênis de mesa. Aos 64 anos, Maria Luzia Passos subiu duas vezes pódio na categoria C5, em prova individual e de dupla. A tenista leva para os seus netinhos duas medalhas de prata e pretende participar dos Jogos Olímpicos.

A vovó Maria Luzia Passos.
Crédito: Leandra Benjamin/CPB/Mpix
   Muitas vezes o hino brasileiro foi tocado nesta edição dos jogos do Parapan. A conquista da douradinha no futebol de 5 serviu para confirmar a hegemonia brasileira neste desporto. O Brasil sagrou-se tricampeão continental e a esta soma os três ouros paralímpicos e três Mundias, todos títulos conquistados por atletas com deficiência visual. E não foi muito diferente na disputa de futebol de 7, o time brasileiro ficou em primeiro lugar ao derrotar a seleção argentina. Esta disputa, com atletas que possuem paralisia cerebral, voltou ao calendário Parapan-Americano este ano.

Segue campanha das duas modalidades futebolísticas:

Futebol de 5
Futebol de 7
Brasil 6 x Chile
Brasil 7 x 0 Venezuela
Brasil 3 x Colômbia
Brasil 7 x 0 Argentina
Brasil 4 x Uruguai
Brasil 8 x 0 Canadá
Brasil 0 x 0 Argentina
Brasil 6 x 0 Estados Unidos (semifinal)
Brasil 4 x 0 México (semifinal)
Brasil 3 x 1 Argentina (final – ouro)
Brasil 2 x 1 Argentina (final – ouro)


   Em vários outros esportes, os brasileiros tiveram bons resultados. Na disputa ciclística, conquistamos duas medalhas de ouro com Lauro Chaman na prova de estrada masculina (C4-5) e mista contra o relógio (C1-5). O ciclista Lauro também disputou em pista (C4-5) e terminou na segunda posição. Edson Rezende ficou em terceiro lugar na pista da prova mista B.

   No levantamento de peso não existe a divisão por classes de acordo com a deficiência, uma vez que todos disputam deitados e o diferencial está apenas no preparo físico de cada halterofilista. Joseano Felipe (acima de 107kg), Evanio da Silva (até 80kg) e Maria Rizonaide (até 50kg) conquistaram o ouro das oito medalhas do levantamento. No judô foram sete conquistas e duas douradas com Abner Nascimento (até 73kg) e Michele Ferreira (até 52 kg).

   Com muita mira, acertamos duas douradinhas no tiro com arco, Luciano Rezende e Jane Karla Gogel foram os mais precisos. Foi por pouco e Thais Carvalho terminou em segundo lugar. A porta-bandeira da festa de enceramento foi a tenista Natalia Mayara que venceu a estadunidense na final individual e a dupla colombiana na final de duplas ao lado de Rejane Cândida. No masculino, terminamos em terceiro lugar individual e segunda posição em duplas.

   A disputa de vôlei feminino sentado fez sua estreia no Parapan deste ano e a equipe brasileira terminou em segundo lugar ao ser derrotada pelas estadunidenses na final. Já no vôlei masculino, os brasileiros conquistaram o tricampeonato continental ao vencer a equipe dos Estados Unidos. Abaixo, segue campanha do vôlei sentado do Parapan.

Feminino
Masculino
Brasil 3 x 0 Cuba
Brasil 3 x 0 México
Brasil 3 x 0 Canadá
Brasil 3 x 0 Canadá
Brasil 3 x 0 Estados Unidos
Brasil 3 x 0 Costa Rica
Brasil 3 x 0 Canadá (semifinal)
Brasil 3 x0 Colômbia
Brasil 0 x 3 Estados Unidos (final – prata)
Brasil 3 x1 Estados Unidos

Brasil 3 x 0 Colômbia (semifinal)

Brasil 3 x 0 Estados Unidos (final – ouro)

   Sobre cadeiras especiais e mais resistentes, o basquete e o rúgbi, esportes de muito contato, puderam apresentar segurança aos para-atletas. O basquete em cadeira de rodas feminino venceu a seleção argentina na disputa do bronze. Por outro lado, os homens perderam para, também, seleção hermana e terminaram em quarto lugar. Estreante, o rúgbi, ficou na quarta posição ao perder de 50 a 48 para a Colômbia.

Bocha
Crédito: Leandra Benjamin/CPB/Mpix
   Mais do que especiais, esportes voltados a pessoas com deficiências pode-se apontar a bocha e golbol (goalball). Modalidade esportiva em que se lança a bola o mais próximo do centro e também tenta afastar a do adversário, a bocha, trouxe seis medalhas de ouro. Nas disputas individuais, José Carlos Chagas (BC1), Maciel Santos (BC2), Richardson Santos (BC3), Eliseu dos Santos (BC4), na prova de dupla (BC4) e na prova de equipe (BC1/BC2). Além desse esporte, considerado o mais inclusivo e que necessita de muita precisão e cumplicidade com aquele que é o calheiro (um ajudante de fundamental importância da prova), tem o golbol. Nesta modalidade os atletas possuem uma venda nos olhos e lançam a bola sempre rasteira para o outro campo na tentativa de não permitir que adversário defenda, esta possui um guizo preso ao seu interior. E podemos dizer que os brasileiros dominam. As equipes brasileiras conquistaram ouro na categoria feminina e masculina. Segue a campanha brasileira no golbol, abaixo.

Feminino
Masculino
Brasil 11 x 6 Argentina
Brasil 3 x 1 Canadá
Brasil 10 x 0 Porto Rico
Brasil 10 x 0 El Salvador
Brasil 9 x 2 Estados Unidos
Brasil 3 x 1 Estados Unidos
Brasil 10 x 0 Venezuela
Brasil 10 x 0 Nicarágua
Brasil 12 x 2 Canadá
Brasil 10 x 0 Guatemala
Brasil 9 x 4 Argentina (semifinal)
Brasil 10 x 0 Guatemala (semifinal)
Brasil 10 x 4 Estados Unidos (final - ouro)
Brasil 7 x 6 Estados Unidos (final – ouro)

   E foi com essa belíssima campanha que o Time Brasil Paralímpico terminou liderando os Jogos Parapan–Americanos de Toronto, Canadá. Muito apoiado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), toda a equipe volta para casa feliz com o empenho e animada para os Jogos do ano que vem na cidade do Rio de Janeiro, à ele, almejam um quinto lugar no quadro geral de medalhas.

Com carinho, Cássia Moura (@cassinha_moura)

Remo perde para o lanterna mas segue líder

Na ultima segunda feira, 18, Remo e Náutico-RR se enfrentaram no Estádio Ribeirão em Boa Vista RR. Pouco mais de 300 pagantes compareceram e viram o time da casa surpreender o líder do grupo. O Náutico, que estava com pontuação negativa após ter perdido quatro pontos no STJD, voltou a pontuar e, apesar de apresentar limitações técnicas, conseguiu manter o jogo inteiro recuado e em apenas três contra ataques decidiu a partida.

Enfim o G4 - #Portuguesa 4x2 Madureira

Jogadores comemoram com a torcida um dos gols diante da torcida Rubro-verde no Canindé (foto:NetLusa)
por Rodrigo Ferreira 

A Portuguesa enfim venceu aproveitou a chance e entrou no G4 de seu grupo, na Série C, ao vencer o Madureira por 4 a 2. A Lusa que já havia tido deixado a chance de estar no pelotão da frente de seu grupo em vários jogos, não deixou escapar a oportunidade ao vencer o time carioca ao vencer o time carioca de virada no Canindé, com grande atuação de Guilherme Queiróz. Agora a Portuguesa está com 18 pontos, mesmo número de pontos do Juventude, mas com uma vitória a mais conquista a quarta colocação.
Queiróz chegou a artilharia do campeonato

Aliás, Guilherme Queiróz marcou novamente hoje e além de fazer grande partida, ser responsável por comandar o ataque lusitano, dar uma assistência o atacante ainda fez um gol, o décimo dele na competição. Feito que o deixa na artilharia da competição ao lado de Leandrão, do Brasil de Pelotas também com dez gols.

A Portuguesa começou o jogo com um volume de jogo muito bom, o ataque da Portuguesa não é problema na equipe, mesmo sem um armador de ofício, a Lusa consegue se virar com Victor Bolt fazendo essa função, e Dieguinho jogando aberto. No entanto, a zaga lusitana é o grande problema, o Madureira abriu o marcador numa grande falha desse setor do time rubro-verde. Após cobrança de escanteio, João Carlos subiu sozinho e a defesa ficou olhando o atacante cabecear aonde quisesse e fazer o gol do time carioca e abrir o placar.

A Portuguesa iria vencer o jogo, mas antes ia fazer o torcedor sofrer, após virar o jogo pra 2 a 1, com gols de Hugo e um contra de Magno, após falta cobrada por Victor Bolt, ainda sofreria o empate numa falta na entrada da área cobrada por Leandro Chaves. Num momento do jogo em que a Lusa ia pressionando pelo terceiro gol, uma falta desnecessária, que resultou num gol.

Mas a Portuguesa estava fadada a vencer o jogo, e enfim voltar ao G4, Guilherme Queiróz que fazia boa partida aproveitou o bate rebate na área e tocou para Milton Jr, na entrada da área, que colocou novamente a Rubro-verde na frente do marcador. E por fim, Guilherme Queiróz recebeu sozinho frente a frente com o goleiro Márcio e não teve trabalho para colocar por cobertura e dar números finais a partida. 4 a 2, e Portuguesa de volta ao G4.

A Portuguesa ganha moral para seguir firme no G4. Na próxima rodada o adversário pe Guaratinguetá, no domingo às 11 horas, no Canindé. 


Mais incisivo na partida, o Madureira abriu o placar aos 12 minutos do primeiro tempo. Após cobrança de escanteio, o atacante João Carlos subiu mais que a defesa adversária e cabeceou na gaveta para colocar o Madura em vantagem. A Lusa tentou responder na sequência, mas Guilherme Queiroz bateu cruzado e parou em boa defesa do goleiro Márcio.

Pouco antes do fim da primeira etapa, cada equipe perdeu mais uma oportunidade de marcar. Aos 40, Arthur Faria rolou para João Carlos que, de frente para o gol, demorou a bater e foi travado pela zaga. Três minutos depois, Victor Bolt bateu de fora e mandou a bola poucos centímetros acima do travessão.





O início do segundo tempo também foi aberto, e a Portuguesa conseguiu empatar aos dez minutos, quando Hugo, sozinho na área adversária, recebeu cruzamento preciso e desviou para mandar a bola no canto e balançar as redes. Ainda melhor na partida, os paulistas viraram aos 23. Após cruzamento de Victor Bolt, Magno tentou cortar e errou, mandando a bola contra a própria meta e colocando a Lusa em vantagem.

Os visitantes, entretanto, correram atrás do placar. Aos 27, em cobrança de falta da entrada da área, Leandro bateu com categoria no ângulo esquerdo e não deu chances para o goleiro Tom, igualando o marcador.

Mas a partida ainda reservava mais emoção no Canindé. Cinco minutos depois, Milton Júnior aproveitou rebote em confusão na área dos oponentes e, da entrada da área, colocou no canto para recolocar a Lusa na frente. Melhor no jogo, o time da casa ainda ampliou em seguida. Em contra-ataque rápido, Guilherme Queiroz recebeu cara a cara com o goleiro Márcio e tocou por cobertura para dar números finais à partida.


FICHA TÉCNICA

PORTUGUESA: Tom; Osvaldir (Cascardo), Anderson Luiz, Luan Peres e Julinho; Renan, Milton Júnior, Victor Bolt e Diego (Igor); Guilherme Queiroz e Hugo (Guilherme Almeida).
Técnico:Estevam Soares
MADUREIRA: Márcio; Formiga, Admílton, Luis Felipe e Wallace; Gilson, Magno (Léo Guerreiro), Leandro Chaves (Ramon) e Bruno (Leleu); Arthur Faria e João Carlos.
Técnico:Toninho Andrade
GOLS: Portuguesa-SP: Hugo 11' 2T, Magno 24' 2T (contra), Milton Júnior 33' 2T, Guilherme Queiroz 36' 2T
Madureira-RJ: João Carlos 13' 1T, Leandro Chaves 27' 2T
CARTÕES AMARELOS: Portuguesa-SP: Igor
Madureira-RJ: Luiz Felipe, Bruno, Leandro Chaves
ÁRBITRO: Antonio Dib Moraes de Sousa - PI
AUXILIARES: Esdras Mariano de Lima Albuquerque-AL e Gustavo Rodrigues de Oliveira - SP

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