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sábado, 12 de dezembro de 2015

No jogo mais difícil do ano, Bayern bateu Ingolstadt em Munique


Podemos considerar que hoje foi o jogo mais complicado do ano da equipe de Munique. O Ingolstadt foi claramente a melhor equipe durante todo o jogo, por falhas individuais da sua defesa perdeu a partida por 2 a 0.

Aos 36 segundos de jogo após um recuo do Boateng, Neuer saiu jogando errado, dando a bola de graça para o atacante do Ingolstadt que perdeu a chance de abrir o placar.

Com 10 minutos de bola rolando o Ingolstadt chegou novamente ao ataque com uma bola enfiada perigosamente para o atacante Leckie, mas Neuer saiu no momento exato e ficou com a bola.

O perigo continuou, a equipe do Ingolstadt jogou melhor que o Bayern a todo o momento, aos 24' Lewandowski recebeu lindo lançamento de Lahm, encobriu o goleiro, mas o zagueiro Breguerie tirou em cima da linha.

Leckie chegou à linha de fundo e cruzou rasteiro na área, a bola ficou com Gross mas ele foi interceptado na hora exata por Lahm. Aos 41' após uma cobrança de escanteio do Gross, Roger chutou de primeira, obrigando Neuer a fazer uma defesa difícil.

Ainda aos 41' após bate e rebate fora da área, à bola sobrou para Leckie, o Australiano driblou Boateng e chutou, mas Neuer fez linda defesa. 42' minutos, Buchner chutou de fora da área e obrigou Neuer a mandar a bola para escanteio.

Aos 49' Bayern tocou bem na entrada da área e a bola sobrou para Lahm, que passou bem pela defesa e chutou, mas o goleiro Ozcan salvou o Ingolstadt. 53' Coman driblou bem na direita, chegou na linha de fundo e cruzou, Lewandowski de letra tentou o gol, mas Ozcan salvou novamente o Ingolstadt.

Aos 56' uma ação bizarra, Guardiola deu um bilhete para Lahm ler e entregar a algum jogador, Lahm passou um tempo de jogo lendo o bilhete para ver o que era, quando finalmente o entregou a Martinez, inusitado.

Com 57' outro lance de ataque do Ingolstadt, Leckie achou Lex livre, o Alemão chutou em cima de Neuer, boa chance da equipe Shanzer.

Aos 64' finalmente saiu o tão esperado GOL. Lewandowski recebeu lindo lançamento de Boateng do campo de defesa, passou pelo goleiro Ozcan e chutou desequilibrado, mas a bola entrou, estava inaugurado o placar na Allianz Arena, Bayern 1-0 Ingolstadt.

E não parou por ai, aos 74' após driblar o zagueiro, Muller tocou para Lahm, o lateral não perdoo e marcou seu 14º gol com a camisa do Bayern.

Agora, o Bayern volta a campo dia 15, enfrentando o Darmstadt pela Copa da Alemanha.

A montanha-russa santista em 2015


Chegamos ao fim do ano e agora, nos resta um balanço final de tudo que rolou para o Peixe durante a temporada e emoções não faltaram. Título, vitórias, derrotas, fantasma de rebaixamento, sonho com G4, apenas o termo "montanha-russa" pode descrever a temporada 2015 do Santos FC.

PAULISTÃO

Como já é, virou clichê nos últimos anos, a temporada para os clubes que não disputam a Libertadores começa com os sonolentos estaduais, e por falar em clichê, o Santos mais uma vez mostrou bom futebol e largou na frente na competição, com um time recheado de jovens e liderado por Robinho.

O Peixe terminou a primeira fase com 10 vitórias, 4 empates e apenas uma derrota em 15 jogos, ficando com a segunda colocação geral, atrás apenas do Corinthians, que vivia um momento mágico na temporada. E depois de eliminar sem dificuldades o XV nas quartas e o São Paulo na semi, o Peixe chegou à sua sétima final consecutiva de Paulistão, e dessa vez, encarou dois jogos dificílimos contra o Palmeiras e após uma decisão por pênaltis na Vila Belmiro, se sagrou campeão.


COPA DO BRASIL

A Copa do Brasil ficou marcada pela regularidade santista e consagrou o time como um dos melhores do país. Após eliminar Maringá e Sport nas primeiras fases, o Santos passou pelo "imbatível" Corinthians, vencendo os dois jogos, Figueirense e por fim, assim como no Paulistão, eliminou o São Paulo nas semi finais, para também encarar o Palmeiras na grande final.

Mas o script não se repetiu na competição nacional, o Peixe pecou em perder inúmeras chances na primeira partida e levar uma vantagem de apenas um gol para segunda partida, na casa do adversário. O time que destruiu os oponentes durante toda competição, apagou na única partida em que não poderia apagar, e assim como no Paulistão, a final foi decidida nos pênaltis, mas dessa vez, com vitória palmeirense.


CAMPEONATO BRASILEIRO

O Brasileirão do Santos foi a maior prova do termo "montanha-russa". O time fez um início horrível de campeonato, com um futebol pouco produtivo e ainda viu Robinho abandonar o barco para jogar na China, deixando o time à beira da zona de rebaixamento.

Mas após tantos erros, a diretoria enfim acertou. A contratação de Dorival Jr foi acertada com o time já frequentando a zona de descenso e daí pra frente, foi só alegria. Dorival embalou 14 vitórias seguidas dentro da Vila Belmiro e mesmo com um desempenho baixíssimo fora de casa, o time marcou presença no G-4 durante as últimas rodadas, com um futebol de dar gosto.

Mas na reta final, o time deu prioridade para Copa do Brasil, deixou de vencer partidas contra times da zona de rebaixamento e por fim, amargou a sétima posição e com a derrota para o Palmeiras na Copa, ficou sem a vaga para Libertadores 2016.

DESTAQUES INDIVIDUAIS 


AH, É OLIVEIRA! Aos 35 anos, o atacante chegou com desconfiança no início da temporada, com um salário simbólico, porém bateu no peito e mostrou que ainda tinha muito a dar. Ricardo foi artilheiro do campeonato paulista com 11 gols e terminou a competição também com o título, e melhor jogador.

Mas não parou por aí, Ricardo deixou sua marca mais 20 vezes no Brasileirão, levando também a artilharia da competição e eleito como um dos melhores atacantes. O camisa 9 santista terminou o ano com 37 gols ao todo e foi o jogador com mais tentos durante toda temporada no país, foi convocado e deixou sua marca pela seleção brasileira nas eliminatórias e ainda teve seu contrato renovado e é figurinha certa no time para próxima temporada.


Vale destacar também, a grande temporada de Lucas Lima e Gabigol. O primeiro é considerado por muitos o melhor jogador do país na temporada, com uma dinâmica de jogo excelente e passes incríveis, o camisa 20 tem futuro incerto, pois deve receber diversas propostas do futebol europeu.

Já Gabigol, teve sua temporada de afirmação. O garoto foi artilheiro da Copa do Brasil e se mostrou com muita personalidade em diversas partidas, fazendo jus ao apelido e também pode deixar o clube na próxima janela de transferências.

BALANÇO FINAL

O ano de 2015 para os santistas terminou bem, mas com aquela sensação de que poderia ter sido bem melhor. O time bateu na trave de mais um título nacional e da vaga para Libertadores, mas jogou um futebol louvável e digno da história do Peixe. Destaques como Tiago Maia, Gustavo Henrique, Renato, Vanderlei e Marquinhos Gabriel apareceram bem durante toda temporada, agora nos resta esperar como ficarão nas renovações e elenco para próxima temporada.

Temporada que se inicia no dia 31/01 em partida válida pelo Paulistão 2016, na Vila Belmiro, contra o São Bernardo.

Pedro Henrique  |  @peeedrito17

Sampaio Corrêa: irregularidade em 2015

A irregularidade foi a grande marca do Sampaio Corrêa nesta temporada de 2015. Seja literalmente, quando a escalação irregular resultou em uma eliminação precoce na Copa do Nordeste, seja no desempenho dentro de campo: um festival de empates tirou a possibilidade de voltar a disputar a primeira divisão.

COPA DO NORDESTE: TUBARÃO PAROU NO EXTRACAMPO

O foco do ano foi declarado desde o começo: Copa do Nordeste. Uma competição curta e importante que merece a devida atenção. Poupando atletas no Campeonato Maranhense, o resultado dentro de campo veio.

Uma importante vitória contra o Sport abriu a campanha e mostrou que os tricolores vinham forte para buscar a competição, sempre pautado em boas atuações do destaque Pimentinha. A invencibilidade durou até a sexta rodada, quando perdeu para o mesmo Sport fora de casa.

Sampaio fez boa campanha no Nordestão, mas foi eliminado por escalação irregular.
(Foto: Maranhão Esportes)
A classificação, assegurada com tranquilidade dentro de campo, foi perdida por um fator amador: a escalação do volante Curuca. Irregular, o Tubarão perdeu seis pontos e acabou eliminado.

MARANHENSE: QUASE DEU

Com o foco total do primeiro semestre na Copa do Nordeste, a maioria dos jogos pelo estadual foi disputada com time misto ou reserva. E o mistão da Bolívia Querida não decepcionou: nenhuma derrota e a classificação com o quarto lugar.

É bem verdade que foram muitos empates (cinco em oito jogos), uma prévia do que seria visto no segundo semestre, mas a classificação foi essencial depois da eliminação precoce no Nordestão. O empate contra o líder Moto Club combinado com a vitória do São José classificou o time tricolor.

Mesmo jogando boa parte dos jogos com reservas, o Sampaio foi vice-campeão maranhense.
(Foto: Maranhão Esportes)
Na semi, dois jogos difíceis contra o mesmo Moto Club, time que acabou líder do campeonato. Já com time completo, o Sampaio venceu o jogo de ida por 3x1, de virada, e segurou uma derrota simples no jogo da volta para garantir a vaga na final.

O título escapou no último jogo. Depois de vencer por 2x1 no Castelão, o Tubarão foi atropelado no jogo da volta e já perdia por 3x0 aos 15’ do segundo tempo. O gol de desconto, aos 46’ do segundo tempo, não permitiu reação. A derrota gerou troca de treinador: Léo Condé chegou para a disputa da série B.

COPA DO BRASIL: DERROTA PARA O CAMPEÃO

A vida do Sampaio não foi longa na Copa do Brasil. Já começou com um susto: derrota para o fraco Estrela do Norte por 3x2, revertida com facilidade no Maranhão: 4x1. É verdade que um gol no final da segunda etapa, quando o placar ainda estava 2x0, assustou a pequena torcida que compareceu ao jogo, mas longe de ameaçar a vaga.

O duelo seguinte era contra o Palmeiras, o mesmo carrasco do ano anterior, ainda que tenha causado a demissão do técnico Gilson Kleina. A primeira partida foi bastante equilibrada e terminou empatada.

No jogo da volta, o Sampaio assustou. Com um Pimentinha abusado, Diones abriu o placar e deu mais alguns sustos ainda no primeiro tempo. O Tubarão ainda colocou duas bolas na trave, mas não conseguiu segurar a pressão no segundo tempo e acabou goleado pelos paulistas: 5x1.

Bolívia Querida deu trabalho ao Verdão, mas acabou eliminado.
(Foto: Sportv)
Serviu de consolo a derrota ser, ao menos, para o time que acabou campeão.

SÉRIE B: UMA GANGORRA DO COMEÇO AO FIM

Com técnico novo e a chegava do atacante Jheimy e mais quatro atletas, o Sampaio chegou como grande incógnita. Em tese um dos favoritos ao G4, porém com a dúvida sobre o entrosamento da nova comissão técnica e os novos jogadores.

A estreia empolgou: vitória contra o Vitória, um dos favoritos ao acesso, dentro do Barradão. Com oito pontos nas quatro primeiras rodadas, o sonho do acesso pareceu ficar mais real. A equipe entrosou rápido e só perdeu a primeira na quinta rodada, contra outro favorito – América-MG.

A campanha era muito boa até a 10ª rodada. Foram vitórias consistentes contra Ceará e Macaé e apenas mais uma derrota contra o Santa Cruz. Mas a derrota por 5x0 diante do grande favorito Botafogo colocou em questionamento a capacidade do time em um campeonato longo.

A resposta veio com três vitórias nos quatro jogos seguintes e a consolidação no bloco de cima, mesmo com tropeços para Oeste e Atlético-GO. A vitória diante do Bragantino e do CRB animaram a torcida, que fechou o turno oscilando dentro e fora do G4.

Oscilando muito ao longo do ano, Sampaio não conseguiu o sonhado acesso.
(Foto: O Imparcial)
O começo de segundo turno foi idêntico ao primeiro: oito pontos em quatro jogos, mantendo a equipe no bolo de cima da tabela. A primeira derrota também foi diante do América-MG, mas dessa vez mais dolorida: a primeira derrota em casa e um jogo de confronto direto.

O show de empates na sequência – foram quatro em cinco jogos – afastaram um pouco o sonho de acesso. Mesmo jogando bem, o detalhe fazia a bola não entrar. Um novo empate, dois jogos depois, diante do Boa Esporte foi um dos grandes tropeços do Tubarão. Os mineiros vinham perdendo todos os jogos mesmo dentro de casa.

As vitórias contra o Paysandu e diante do rebaixado ABC, com direito a show de Nadson, fizeram os maranhenses sonhar novamente com o acesso. Mas veio o tropeço imperdoável diante do Oeste, em casa. Mesmo jogando melhor a Bolívia Querida não saiu de campo com os três pontos e perdeu força.

Com apenas um ponto nos últimos três jogos, o Sampaio viu a vaga ficar com o Santa Cruz – que teve ótima arrancada no segundo turno. Fica a expectativa para entrar ainda mais forte em 2016 e conquistar o sonhado acesso.

Despedida de Ceni: o jogo que não teve fim

No gol, na linha, no palco, pra sempre no coração são-paulino!

Nessa sexta-feira (11/12), ocorreu à despedida do MITO, Rogério Ceni. Após 25 anos de carreira e 18 como titular, Ceni deixará os gramados, para a tristeza de todos os amantes de futebol. Entretanto, o clima sexta era de festa. Para a despedida do "Pelé do gol" foi marcado um jogo com os Campeões Mundiais de 92 e 93 x Campeões Mundiais de 2005. Além de muito rock e de muita festa da torcida Tricolor.

Morumbi lotado, 60 mil torcedores fanáticos ali homenageando Rogério. A festa começou com a banda República tocando playlist de rock escolhida pelo próprio homenageado. Entre uma música e outra, a torcida fazia homenagens aos ídolos da noite "Olêêê, olê, olê, olêêêêê, Telê, Telêêêê!" e "Raí, Raí, o Terror do Morumbi". Quando o show chegou ao fim, a emoção tomou conta, um a um foram nomeados os campeões mundiais que iam disputar a partida. Os campeões mundiais de 92 e 93 foram: Zetti, Vitor, Adilson, Ronaldão, Pintado, Ronaldo Luís, Müller, Toninho Cerezo, Luis Carlos Goiano, Raí, Cafu, Marcos, Válber, Dinho, Elivélton, André Luiz, Juninho Paulista, Jura, Doriva, Guilherme, Valdeir e Gilmar. Técnicos: Muricy Ramalho e Renê Santana, filho de Telê Santana. Os de 2005: Fabão, Júnior, Alex Bruno, Renan, Thiago Ribeiro, Richarlyson, Souza, Bosco, Flávio Kretzer, Edcarlos, Josué, Amoroso, Aloísio, Christian, Flávio Donizete e Mineiro. Além de Lugano e Rogério que foram os últimos a entrar, fazendo o Morumbi pulsar. Raí, Ronaldão e Rogério Ceni levantaram as taças dos mundiais de 92, 93 e 2005, respectivamente.


Logo no início Amoroso abriu o placar para os campeões de 2005 e em seguida Chulapa aumentou. Cafu descontou com uma bela jogada para os "veteranos". Mas foi ainda no primeiro tempo que Ceni saiu para a entrada de Bosco, não pensem vocês que Rogério foi para o banco, pelo contrário, o camisa 01 agora estava na linha. Na troca de posições, Ceni fez questão de passar a braçadeira de capitão para "El Diós", Lugano. O terceiro gol saiu ainda na 1ª etapa com triangulação de Ceni, Souza e Josué, esse marcou o gol. Pouco depois, Thiago Ribeiro ampliou. 4 a 1. Rogério fez pênalti em Cafu e a torcida (e o próprio Ceni) pediram para que Zetti cobrasse. Ele atendeu aos pedidos e mandou para o fundo da rede. 4 a 2. Todos comemoravam ainda quando o M1TO aproveitando que Zetti ainda voltava para seu gol, arriscou um chute do meio-campo e quase fez o quinto. No intervalo, Ceni largou o campo e foi para o palco, cantou ao lado de Nasi, vocalista da banda IRA, a música Envelheço na Cidade. Após grandes sucessos da banda, escolhidas pelo camisa 01, o M1TO recebeu homenagens e prêmios da FPF, CBF e do clube. Na segunda etapa, Cafu, novamente, diminuiu o placar. Porém, ainda faltava um gol do dono da festa. Amoroso sofreu pênalti e Ceni converteu, fechando o placar: 5 a 3. Não houve apito final, uma contagem regressiva o substituiu "porque o Tricolor jamais se despedirá de Ceni".


Em alguns momentos da partida, os torcedores exaltavam os ídolos, todos os nomes foram gritados e aplaudidos, Ceni, obviamente, era o mais lembrado, com gritos de “Todos têm goleiro, só nós temos Rogério: goleiro matador!” além de "Put* que **** é o melhor goleiro do Brasil!". Todavia teve outro que roubou a noite, foi ele, Lugano. A torcida ia à loucura cada vez que o uruguaio tocava na bola, os gritos de "Volta Lugano" contagiavam o Morumbi. E os torcedores esperam que contagie o Leco também.

No final da partida, Rogério reuniu todos em um círculo, agradeceu um por um por estar presente, citou que entende Danilo, porém quando o ex-são-paulino foi comentado, ecoou vaias pelo Morumbi (o meia se recusou a estar presente da despedida, pois ele não gostaria de vestir a camisa do São Paulo em respeito ao Corinthians, entretanto o clube tinha o liberado). Ceni anunciou que a camisa 01 será aposentada e que o novo dono dela será os torcedores, também se emocionou ao dizer que o sonho só foi realizado por causa dos mesmos. "Mais do que uma despedida minha, gostaria que vocês levassem isso como uma homenagem a vocês" foram palavras do MITO, que fechou o discurso com "Quando eu morrer quero que meu corpo seja cremado e minhas cinzas sejam jogadas aqui, para que eu me lembre de tudo que vivi aqui". Depois, Ceni deu volta olímpica para cumprimentar os torcedores. Uma noite que não valeu passagem para uma final e nem título, mas é uma das maiores noites da história do São Paulo!

"Nenhum amor futuro será maior do que foi essa história do São Paulo" - Rogério Mücke Ceni #ObrigadoM1TO #PraSempreM1TO

Por @pqmillen

2015, um ano histórico para a Associação Chapecoense de Futebol

Foto: Francieli Constante
Após muito sofrimento, a Chapecoense garantiu sua permanência na Série A do Campeonato Brasileiro na penúltima rodada, quando o Flamengo derrotava o Vitória por 4x0, o resultado eliminava qualquer chance de rebaixamento, o que gerou muita festa no hotel aonde os jogadores se concentravam para a partida.

Ainda em 2014, com o termino da competição, a diretoria não perdeu tempo e já acertou a contratação de Vinícius Eutrópio para comandar a equipe em 2015, junto com o treinador, foram contratados inúmeros jogadores, os nomes como de Roger, Vilson, Ananias, Richarlyson e Apodi animaram o torcedor, sendo considerado o favorito na conquista do Campeonato Catarinense.

PRÉ-TEMPORADA

O elenco se reapresentou no dia 05 de Janeiro, quando iniciou a preparação para a temporada, aonde foi realizado quatro amistosos, contra Passo Fundo-RS e Ypiranga-RS. No primeiro confronto diante da equipe do Passo Fundo, um empate em 0x0, na casa do adversário, em um jogo com poucas oportunidades, aonde o destaque foi o goleiro Vanderlei, salvando a equipe gaúcha da derrota.

O segundo teste foi realizado na cidade de Erechim, contra o Ypiranga, após um primeiro tempo sonolento e o 0x0 no placar, Eutrópio mandou os reservas para a segunda etapa, e com gols de Bruno Rangel e Hyoran, garantiram a vitória por 2x0 para o Verdão.

O terceiro amistoso novamente foi diante do Ypiranga, agora na Arena Condá, o jogo foi à chance para os reservas mostrarem serviço, e quando tudo se encaminhava para o 0x0, Danilo Santos abriu o placar aos 42 minutos do segundo tempo para os gaúchos, mas dois minutos depois, Bruno Rangel, sempre ele, empatou a partida e definiu o placar em 1x1.

No dia seguinte a Chapecoense fechou a preparação para a estreia no Campeonato Catarinense contra o Passo Fundo, também na Arena Condá, desta vez com os titulares em campo, Camilo, Roger e William Barbio marcaram para o Verdão, Cleverson ex Chapecoense, descontou, todos os gols marcados na primeira etapa e 3x1 no placar.

CAMPEONATO CATARINENSE

As preocupações do torcedor com os resultados nos amistosos acabaram logo na estreia da equipe no Campeonato Catarinense, quando na Arena Condá o Verdão passou por cima do Inter de Lages, vencendo por 5x0. As vitórias voltaram a vir contra o Guarani de Palhoça por 3x1, Criciúma 2x0 e Avaí por 1x0, em jogo que ficou marcado pela contusão de Danilo logo com um minuto de partida. Com Nivaldo na meta, a invencibilidade durou até a 5° rodada, quando o Verdão acabou derrotado pelo Figueirense em Chapecó, em seguida um empate em 1x1 diante do Metropolitano e as vitórias sobre Marcílio Dias e Atlético de Ibirama garantiram a primeira colocação do turno único. A última partida diante do Joinville valia a classificação ou não da equipe do norte para o hexagonal final, Eutrópio preferiu poupar os titulares e com o 0x0 classificou o JEC.

Além do Verdão, se classificaram para o hexagonal Figueirense, Joinville, Criciúma, Inter de Lages e Metropolitano. Logo na estreia a missão era derrubar um tabu de 15 anos sem vencer o Tigre no Heriberto Hulse, o Verdão abriu o placar ainda no primeiro tempo de pênalti, mas Maurinho empatou a partida na segunda etapa, mantendo o tabu. Na segunda rodada, uma vitória por 2x0 sobre o Inter de Lages, deixando o Verdão empatado em todos os critérios com o Figueirense na liderança. O empate em 0x0 contra o Joinville e a vitória por 1x0 diante do Metropolitano deixaram o Verdão na segunda colocação. Na sequência dois jogos contra o Figueirense, a derrota na capital por 2x1 e um empate em 1x1 na Arena Condá, complicaram o Verdão na tabela, já que o Joinville venceu suas partidas e ultrapassou a Chape na tabela, a vitória por 3x1 sobre o Metropolitano em Blumenau em nada mudou na tabela. A obrigação era vencer o JEC na Arena Condá, mas a derrota por 2x0, praticamente eliminou o Verdão da Competição, a confirmação veio na partida seguinte, após a derrota por 2x1 para o Inter de Lages. Na última rodada, o jogo vitória diante do Criciúma em Chapecó, em partida valendo apenas para cumprir tabela para ambas as equipes. Com o fim do estadual, Vinícius Eutrópio balançou, mas ganhou a confiança da diretoria para a sequência da temporada.

Muito criticado, Eutrópio seguiu no comando da equipe. (Foto: Cleberson Silva)
COPA DO BRASIL

Em meio ao Campeonato Catarinense, a Chapecoense iniciou a caminhada pela Copa do Brasil em partida contra o Interporto/TO, vencendo a primeira partida por 5x2, Hyoran duas vezes e Bruno Rangel três vezes marcaram para a Chape, Patrick duas vezes descontou no final da partida, que ainda teve a expulsão de Roger que se desentendeu com Wesley.

A vitória classificou a Chapecoense para enfrentar o Sport/PE na segunda fase da competição, na partida de ida em Chapecó, uma vitória por 2x0, gols de Hyoran e Maranhão, levando boa vantagem para o jogo da volta em Recife.

Na partida de volta, os donos da casa devolveram o placar e levaram a decisão para os pênaltis, na cobrança Bruno Rangel e Maranhão desperdiçaram suas cobranças e eliminaram o Verdão da competição.

CAMPEONATO BRASILEIRO

Em seu segundo ano consecutivo na competição, a Chapecoense buscava como seu primeiro objetivo que era acabar com qualquer chance de rebaixamento. No primeiro turno, uma campanha incontestável, foram 28 pontos, a maioria conquistados na Arena Condá, que acabou sendo a força da equipe em toda a competição, derrubando adversários como Santos, Grêmio, Fluminense, Vasco e Atlético-MG. Já fora de casa, víamos um time totalmente diferente, conquistando apenas uma vitória, diante do Cruzeiro por 1x0, no Mineirão. Fechando o turno na 9° colocação oito pontos distante da zona de rebaixamento.

O segundo turno iniciou totalmente diferente, nas primeiras três partidas foram três derrotas, deixando o Verdão muito próximo do Z4. Destaque para a derrota por 3x1 contra o Santos, na Vila Belmiro, quando Eutrópio preferiu poupar os titulares para a partida diante da Ponte Preta no fim de semana, no duelo um empate em 0x0 contra a Macaca, revoltou ainda mais o torcedor, que pedia a saída do treinador.

Assim como no Catarinense, a diretoria preferiu dar a última chance ao treinador, que durou apenas duas partidas, no empate em 0x0 contra o JEC, em Joinville e a derrota por 3x1 do Flamengo em plena Arena Condá.

Para seu lugar foi contratado Guto Ferreira, que logo na sua estreia empatou em 0x0 contra o poderoso São Paulo, em pleno Morumbi. Mas duas derrotas na sequência complicaram a situação da equipe na competição, diante do Cruzeiro por 2x0, em Chapecó e 3x0 contra o Sport, na Ilha do Retiro.

Guto Ferreira assumiu o comando do Verdão. (Foto: Diego Vara/Agência RBS)
Na volta a Chapecó, mais de 100 torcedores compareceram no aeroporto, quando muitos esperavam protestos, foram surpreendidos com gritos de apoio incondicional. O que motivou a equipe, na partida seguinte, uma sonora goleada sobre o Palmeiras por 5x1, na Arena Condá, foi o início de uma reação no campeonato. O empate contra o Vasco em 1x1 e a virada espetacular diante do Grêmio, quando os gaúchos foram para o vestiário na primeira etapa vencendo por 2x0, eis que o Verdão voltou para a segunda etapa pronto para surpreender, Tulio de Melo marcou duas vezes e empatou a partida, quando todos esperavam o final, Apodi em velocidade recebeu de Cleber Santana, e tirou do goleiro Bruno Grassi e virou a partida no último minuto. A vitória fez com que a equipe se distanciasse do Z4.

Faltavam cinco pontos para acabar com qualquer chance de rebaixamento, o Verdão com dois jogos na Arena Condá, não conseguiu sair do 0x0 diante de Avaí e Atlético-PR. O alívio veio na partida seguinte, quando viajou até o Rio de Janeiro para enfrentar o seu maior freguês nacional, e com a vitória sobre o Fluminense, garantia permanência na série A 2016.

Na partida seguinte, o Verdão recebia o Internacional de Argel Fucks, o jogo valia mais do que três pontos, valia também a honra, tudo em virtude das declarações do treinador colorado, ainda na época que defendia o Figueirense, a principal foi afirmar deixar o futebol no dia que perdesse para Sandro Pallaoro, presidente do Verdão, a vitória por 1x0 deixou o torcedor feliz, tirando onda com o treinador e os colorados que foram a Arena Condá.

A Chapecoense fechou sua participação na Série A 2015 com um empate sem gols diante do Figueirense, em Florianópolis, e duas derrotas, por 3x1 contra o Goiás, na Arena Condá, e na última rodada 3x0 contra o Atlético-MG.

Apodi foi um dos maiores destaques da Chapecoense no ano.
(Foto: Luiz Munhos/Gazeta Press)
COPA SUL-AMERICANA

Com a eliminação da Copa do Brasil e uma combinação de resultados, o Verdão ganhou a chance de disputar sua primeira competição Internacional. Na primeira fase, encarou a Ponte Preta, ainda sob o comando de Vinícius Eutrópio, e jogando com reservas, um empate em 1x1 no Moises Lucarelli. A partida de volta ficou marcada pelo dilúvio que caiu em Chapecó, e novamente com reservas, vitória por 3x0 e classificação para encarar o Libertad, do Paraguai.

Na segunda fase, com Guto Ferreira no comando, a primeira partida em solo internacional, no Estádio Nicolás Leoz, após onze horas de viagem de ônibus e jogando com os reservas, Camilo abriu o placar para o Verdão, mas Lopez aos 47 do segundo tempo empatou a partida para os Paraguaios.

Tiago Luis de pênalti classificou o Verdão para as oitavas de finais.
(Foto: Francieli Constante)
A partida de volta, a vantagem do empate sem gols durou poucos minutos, Mencia subiu mais que a zaga e abriu o placar para os Paraguaios. O Verdão não desanimou e após cruzamento de Cleber Santana, Tulio de Melo empatou aos 8 minutos do primeiro tempo. O placar levou a decisão para os pênaltis, nas cobranças o Verdão acertou todas as cobranças, e com Lopéz desperdiçando a primeira penalidade, garantiu vaga nas oitavas de finais.

Pela frente nada mais, nada menos que o atual campeão da competição, e ainda campeão da Recopa e Libertadores da América, os argentinos do River Plate. Na partida de ida, uma derrota por 3x1 complicou o Verdão.

Na volta em Chapecó, um jogo recheado de emoção, Bruno Rangel marcou duas vezes, mas Sánchez marcou para os argentinos, o Verdão ainda acertou uma bola no travessão com Tiago Luis de cabeça, o resultado eliminou a Chapecoense, mas encheu o torcedor de orgulho fazendo história em sua primeira participação Internacional.
 
A torcida novamente foi destaque nas arquibancadas em 2015.
(Foto: Divulgação/Chapecoense)

Despedimos-nos de 2015 felizes e confiantes que em 2016 o ano seja muito melhor, Guto Ferreira renovou, junto com ele Nivaldo, Neto, Thiego, Vilson, Gil, Neném, Ananias e Bruno Rangel, além dos que já possuem contratos como os goleiros Danilo e Silvio, o zagueiro Rafael Lima, o volante Bruno Silva, os meias Camilo, Cleber Santana e Hyoran. A diretoria já corre atrás de reforços, acertado estão o atacante Silvinho ex Joinville e o lateral esquerdo João Lucas ex Paysandu.

A estreia do Verdão em 2016 acontece no Campeonato Catarinense, quando recebe na Arena Condá o Inter de Lages no dia 31/01.

Marcelo Weber || @acfmarcelo

Entenda como funciona a temporada da NFL


O futebol americano é o esporte que mais cresce no Brasil. De três anos para cá, o número de adeptos e interessados na bola oval aumentou substantivamente, fazendo com que a NFL cogite realizar o Pro Bowl (jogo das estrelas da liga) no Maracanã em 2017. Para ajudar o interessado no esporte, vai esta matéria que ensina como funciona o regulamento e a organização de uma das ligas esportivas mais bem sucedidas do mundo.

Diferentemente do que ocorre no Brasileirão, mas semelhante ao resto do mundo - como na Barclays Premier League -, a liga é uma entidade privada que visa melhorar seu produto e obter lucro. Logo, as decisões não são tomadas por nenhuma Federação ou Organização vinculada ao governo, são as equipes e executivos que fazem a gestão o campeonato. Resultado: nove bilhões de dólares de arrecadação somente em 2014 e jogos disputados até em outro continente. É muito dinheiro nos cofres da NFL e, para estimular ainda mais a competição, a Liga distribui IGUALMENTE o lucro entre suas 32 franquias e estabelece teto e piso salariais. Com isso, um time de Nova York disputa de igual para igual com a equipe da pequena cidade de Green Bay, não importando o tamanho de torcida e mercado. Tudo isso só estimula a competitividade, fazendo com que se torne impossível prever quem vai bem ou mal a cada ano.

O sucesso é determinado pela competência e profissionalismo ao gastar sua cota de aproximadamente 150 milhões de dólares anuais, o teto salarial disponível para as equipes. Além da peculiaridade da distribuição de lucro, na NFL também não existe a aquisição de jogadores em contrato vigente com outra equipe, com o pagamento da multa rescisória. A franquia só contrata jogadores sem contrato, vindos do Draft (recrutamento de jogadores universitários) ou através de trocas com os outros times.


Desmistificado o lado executivo da Liga, vamos ao formato da competição. São 32 franquias, divididas igualmente em duas conferências (AFC e NFC) e cada conferência com quatro divisões (North, East, South, West) de quatro times, agrupando os times da mesma divisão por proximidade geográfica. Cada time joga quatro jogos de pré-temporada (amistosos) e 16 partidas na temporada regular, predominando os confrontos com os rivais de divisão e apenas alguns jogos com equipes de outra conferência. Não há rebaixamento ou acesso, as 32 equipes são fixas e novas franquias só entram com o aval de todos os outros e estrutura adequada (o último caso foi do Houston Texans em 2002). Após todos os confrontos, o primeiro de cada divisão e os dois times de melhor campanha que não ganharam a divisão (Wild Cards), vão aos Playoffs. Logo, classificam-se seis equipes de cada conferência, sendo que os dois de melhor campanha da conferência folgam na primeira rodada, já entrando uma fase à frente.

A ordem dos confrontos é definida de maneira que a franquia de melhor colocação enfrente a de pior, em jogo único na casa do melhor colocado, mas sempre entre times da mesma conferência, como um “chaveamento”, já que só enfrentam um time de conferências alheias na final. Nos playoffs, quem vence avança, quem perde volta mais cedo para casa.

As fases de confrontos são denominadas Wild Card, uma espécie de “repescagem” (quatro jogos no total, contando as duas conferências, sem as equipes de melhor colocação); Depois, acontecem os duelos divisionais (também quatro partidas, mas com a entrada dos times que tiveram folga), finais de conferência (dois jogos que colocam de frente os finalistas de cada conferência, são como as semifinais de um mata-mata comum).

Assim ficaram os playoffs em 2012/13
Só então, o campeão da NFC enfrenta o campeão da AFC no aguardado “Super Bowl”, nome dado à grande final. Este último jogo representa muito mais do que uma partida, é o momento de maior audiência na TV americana, para a cidade-sede por uma semana e no intervalo possui comerciais milionários e shows de renomadas bandas. O local do Super Bowl é decidido anos antes, priorizando os estádios mais novos e com clima favorável. Até hoje nenhum dono da casa conseguiu chegar ao título, o que torna o campo "neutro" para a disputa. Nesta temporada, a partida será realizada no dia 07/02/2016, em San Francisco e com show do Coldplay no intervalo, comemorando as 50 edições do evento. Atualmente, o maior vencedor é o Pittsburgh Steelers, com seis conquistas.

Até o momento está tudo indefinido, mas só faltam quatro rodadas para o fim. Com certeza jogos emocionantes estão por vir, e agora, com mais conhecimento, fique atento à corrida final dos times por uma vaga na próxima fase. Janeiro traz consigo os playoffs e o frio do inverno, o que torna a caminhada ainda mais difícil e imprevisível, separando os homens dos meninos no momento da decisão. Será imperdível conferir quem estará comemorando em San Francisco no dia 07/02, alcançando a maior glória do futebol americano. Passada a temporada, é bom ficar ligado na dança dos técnicos, contratações, draft e outras atividades importantes. Em meados de julho, os jogadores voltam das férias para o training camp, até que, em agosto, a bola oval volta aos gramados para a alegria dos fãs no mundo todo, com mais uma temporada imprevisível e emocionante. Tudo graças ao bom trabalho que a National Football League e seus integrantes fazem fora das quatro linhas, sendo um exemplo de gestão e equilíbrio para o nosso futebol tradicional.


Por José de Castro Neto

Goiás em 2015: fracasso do começo ao fim

O ano de 2015 para o Goiás se resume em apenas uma palavra: "fracasso". Um clube que não teve planejamento, vontade, ambição, garra, amor à camisa, que decepcionou e jogou contra a vontade do torcedor. Fez de tudo para ter um ano manchado. Esse foi o Goiás, e por mais que doa escrever um texto sobre retrospectiva depois de uma temporada detestável como essa, é necessário para podermos enxergar os principais erros e sabem em quem devemos confiar.

A expressão do torcedor mostra bem o que foi o ano de 2015 para o Goiás.
Foto: Esportes Terra
Pré-temporada:

O ano de 2014 teria sido um ano complicado para a equipe esmeraldina, então, o presidente Sérgio Rassi queria fazer um planejamento maior para 2015. Primeiramente, confirmou a saída do diretor de futebol, Marcelo Segurado, o que talvez tenha sido o primeiro erro do clube esmeraldino, e piorando a situação ao colocar o ex-goleiro Harlei para assumir o posto, que tinha acabado de se aposentar e não tinha nenhuma experiência na área. Após isso, o presidente quis tentar manter o treinador Ricardo Drubscky, que tirou leite de pedra do time do Goiás no ano passado, evitando o rebaixamento, mas Drubscky não gostou do projeto e acabou deixando o time.

Após isso, era necessário um treinador novo. O Goiás foi procurar no seu rival e trouxe Wagner Lopes, que quase subiu de divisão com o Atlético Goianiense disputando uma Série B de Campeonato Brasileiro. Bom nome, mas arriscado. E as primeiras contratações não estavam agradando: zagueiro Júnior Lopes, laterais Diogo Barbosa e Bocão, atacantes Ruan e Bruno Henrique e o retorno do meia Felipe Menezes, além de uma aposta ferrenha nos jogadores da base. Por mais que a diretoria colocasse confiança no elenco, a torcida continuava com muito receio na direção e também no elenco que estava sendo montado.

Coletiva de Sérgio Rassi, Harlei e o treinador Wagner Lopes no começo do ano.
Foto: Globo Esporte
Campeonato Goiano:

As preocupações começaram logo na primeira partida. Um empate sofrido contra o Trindade jogando em casa deixou a torcida preocupada e as críticas começaram a crescer. As vitórias começaram a vir depois disso, mas o Goiás seguia com uma média de público muito baixa, até pelo nível técnico do Goianão, que estava péssimo. Nem as vitórias em cima do Atlético Goianiense nos dois clássicos disputados agradaram tanto. O campeonato era ruim e todos nós sabíamos disso, mas o trabalho de Wagner Lopes era até satisfatório, pois as vitórias estavam vindo normalmente, mesmo sem uma apresentação de gala.

Goiás vence os dois clássicos contra o Atlético Goianiense no Goianão.
Foto: Globo Esporte.
Mas as vitórias não estavam satisfazendo a diretoria, que ao invés de ver que o elenco estava fraco, resolveram colocar a culpa no treinador Wagner Lopes e o demitiram, contratando assim, o velho conhecido do clube, Hélio dos Anjos. Um dos treinadores mais ultrapassados e encrenqueiros desse país estava retornando ao Goiás.

No início, tudo estava dando certo, mas era esperado, pois era o Campeonato Goiano mais fraco da história. Nas semifinais, eliminamos o Goianésia vencendo os dois jogos e na final, batemos a Aparecidense no primeiro jogo, para que no segundo jogo, bastasse um simples empate para levantarmos a taça de campeão goiano pela 25ª vez. Foi o que aconteceu, diante de um público de 38 mil pagantes. Detalhe que a torcida estava tão desanimada, que só foi para o jogo por causa da promoção dos palitos de picolé, mas o título veio mesmo assim.

Único momento de felicidade: Goiás é campeão goiano de 2015.
Foto: Globo Esporte.
Copa do Brasil:

A campanha na Copa do Brasil não foi nada agradável. Ficou explicito o quanto éramos ruins e o quanto iríamos sofrer no ano no restante das competições. O primeiro jogo ocorreu contra o Santo André, ainda no comando de Wagner Lopes, que venceu os dois jogos por um a zero, mas logo após sua demissão, Hélio dos Anjos assumiu o Goiás e na primeira partida contra o Independente-PA, perdemos por um a zero. Nessa época, eu disse uma coisa que virou verdade: "O pesadelo começou em Tucuruí", e não deu outra. O Goianão tinha acabado, e daí só iria sofrer com derrotas.

No segundo jogo, todo mundo achava que iria ser uma parada fácil, mas não foi. Até que vendo apenas o resultado, podia parecer isso, mas assistindo ele por inteiro, vimos à dificuldade e a falta de qualidade do elenco do Goiás. A vitória por três a zero veio só no final, mas o mico maior veio na terceira fase, quando fomos atropelados pelo Ituano no primeiro jogo graças à retranca desnecessária de Hélio dos Anjos, e mesmo vencendo o segundo jogo, acabamos sendo eliminados. Era a primeira vergonha de 2015.

Ituano atropela o Goiás na Copa do Brasil.
Foto: sobreisso.com
Copa Sul-Americana:

Talvez, uma das maiores decepções do Goiás no ano, além do rebaixamento no Brasileirão, foi a Copa Sul-Americana. O time entrou empolgado na competição com o técnico Julinho Camargo, que depois de muitas rodadas no Brasileirão, conseguiu algumas vitórias, mas infelizmente, isso não se repetiu na competição internacional. O Goiás pegou o time mais fraco de todos, que se classificou pela Copa Verde: o Brasília. Classificação garantida? Não mesmo.

Brasília cresce na frente do Goiás e tira ele da Sul-Americana.
Foto: Fox Sports
No primeiro jogo, em um gramado horrível e jogando com o time reserva, não saímos do zero a zero em um jogo entediante. No segundo jogo, a vaga poderia vir facilmente, mas o time fez corpo mole e aconteceu o inesperado (ou não): o Brasília venceu por dois a zero e eliminou o Goiás. Foi à noite mais decepcionante para toda a torcida esmeraldina e a desanimação voltou a reinar.

Campeonato Brasileiro:

O Goiás venceu o Palmeiras na Allianz Arena e empolgou no começo do campeonato.
Foto: Globo Esporte.
As primeiras rodadas para o Goiás não foram muito decepcionantes. No comando de Hélio dos Anjos, o Goiás pontuou nas primeiras rodadas e até chegou a dormir nas primeiras posições, mas é claro, com Hélio dos Anjos, isso tem um prazo. O Goiás perdeu para o Sport e Avaí, e assim, começou uma série de derrotas no campeonato, e depois da derrota para o Joinville, Hélio deixou o clube. O interino Augusto assumiu e tentou dar uma melhorada na equipe, retornando até o garoto Erik para o time titular. Hélio dos Anjos havia sacado ele do time em mais uma de suas "birras". Com Augusto, o Goiás conseguiu uma vitória importante contra o Santos, mas eis que chegou o Julinho Camargo quando todos esperavam Falcão, mas o Goiás usou a mesma desculpa do "salário muito alto".

O "pequeno Hulk" esmeraldino nas arquibancadas do Serra Dourada.
Foto: Globo Esporte.
O Goiás era um "pequeno Hulk" no campeonato. Queria passar medo, mas era pequeno demais em campo. Com Julinho Camargo, perdemos para Cruzeiro, Internacional, Flamengo, empatamos com Coritiba e Chapecoense, e só no jogo contra o São Paulo, vencemos o jogo em um show de toda a equipe. O Goiás parecia empolgado para ressurgir no segundo turno, e trouxe Zé Love como a esperança de salvar o Goiás. Em sua primeira partida, fez gol de bicicleta e afundou o Vasco na lanterna em um jogo cheio de emoções.

Zé Love, a promessa que ficou só na promessa.
Foto: Globo Esporte.
Mas foi só aquilo e fim. Depois disso, nenhuma partida satisfatória do atacante. Conseguimos vitórias importantes em cima de Palmeiras e Sport, mas depois da derrota para a Ponte Preta em casa, Sérgio Rassi se enfureceu com Julinho Camargo e o demitiu. Na partida contra o Joinville, vencemos tranquilamente por três a zero, mas era a equipe mais fraca de todo o campeonato, porém, o maior desastre do Goiás na temporada veio quando Hailé Pinheiro se intrometeu e contratou Artur Neto para ser treinador e destruir a equipe por completo.

Artur Neto foi o pior treinador que passou pelo Goiás em 2015.
Foto: Site Oficial do Goiás Esporte Clube.
Com Artur Neto, foram quatro jogos e quatro derrotas, a mais difícil de engolir foi à contra o Figueirense na qual o técnico discutiu por causa de um pênalti que ele não queria que Zé Love batesse e assim, criou uma racha no elenco. Depois de sua demissão, a diretoria que já havia "aceitado" o rebaixamento, nem se interessou em contratar um novo técnico e colocou Danny Sérgio no lugar, que tentou fazer o possível para salvar o Goiás, mas a equipe era fraca demais. Com Danny, o Goiás perdeu para o Cruzeiro, venceu o Inter, perdeu para o Flamengo, e no jogo decisivo contra o Coritiba, foi derrotado em casa e praticamente deu adeus à Série A. Conseguiu um empate com o Atlético Mineiro e uma vitória com a Chapecoense, chegando à última rodada com chances de permanência, mas acabou perdendo para o São Paulo e foi rebaixado.

Goiás nem faz sua parte contra o São Paulo e se despede da Série A.
Foto: ESPN
Esperança para 2016:


Depois de um ano desastroso, Sérgio Rassi bateu o martelo e vai procurar profissionalizar o Goiás. Demitiu Harlei de um lugar onde ele nem deveria ter ido, e trouxe Enderson Moreira de volta, mas sabemos que ele ainda vai ter um duro caminho pela frente e um mau-caráter sem noção como o Hailé Pinheiro para enfrentar. De qualquer forma, fica a minha torcida para que no próximo ano, eu possa fazer uma retrospectiva com um sorriso no rosto.


VOLTAREMOS!
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