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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

2015 do Metrô: Mais um chopp amargo pra nossa conta

Em 22 de Janeiro, o Metropolitano completou 13 anos de vida. O ano começou com vacas magras, a promessa de um time mais simples, mais barato e mais jovem, devido ao baixo investimento, e a perca do patrocínio master, já em Julho de 2014.

Depois do fracasso, e do tombo na série D 2014, o time se viu novamente no zero. Começar tudo de novo. Montar elenco, buscar patrocínio, chamar sócios e mostrar competitividade em um dos estaduais mais equilibrados e fortes do Brasil. E claro... Buscar a vaga na série D do Campeonato Brasileiro.

Parte do elenco apresentado pra disputa do estadual. Apresentação dos uniformes. Créditos: (Sidnei Batista Assessoria/Metropolitano)
Com a permanência do técnico Pingo e comissão, e de alguns jogadores remanescentes, o Metropolitano apresentou os reforços para 2015. Entre eles, destaque para o goleiro Mauricio e o atacante Trípodi, esse último, já ídolo do clube e que faria a sua 2ª passagem pelo Verdão. Com um elenco mais jovem e barato, a promessa que a raça e a vontade supriria a técnica e a experiência dos outros times. Mas, com o fraco desempenho na pré-temporada, as dúvidas da qualidade do elenco começaram a surgir. A desconfiança aumentou, e muitos davam o time como provável rebaixado, visto que os concorrentes diretos aparentavam mais força e qualidade.

Enfim, chegou a hora da bola rolar no estadual. O objetivo, claro, chegar ao hexagonal. O campeonato era dividido em dois subgrupos: O grupo dos grandes, aqueles que usam o estadual para laboratório para o brasileirão; e o grupo dos médios, aqueles que sonham com um lugar ao sol. E era nesse grupo que o Metrô estava, junto com Atlético de Ibirama, Guarani, Inter de Lages e Marcílio Dias. Esses seriam teoricamente, os confrontos diretos, aquele pela "única" vaga dos médios no hexagonal.

Comemoração do gol contra a Chapecoense. Nosso maior público em 2015, ainda pífio. Pouco mais de 2500 pessoas no jogo. Créditos: Sidnei Batista (Assessoria/Metropolitano)
E a tabela do Metrô, reservou já nas três primeiras rodadas, três jogos diretos: Marcílio, Inter e Guarani. Três testes de fogo. E o time falhou, e muito. Empate fraco em 1x1 contra o Marcílio em casa, empate com gosto de derrota em 1x1 contra o Inter lá em Lages. E uma derrota catastrófica pro Guarani em casa, por 2x0. Com apenas dois pontos em três jogos, e com uma sequencia complicada pela frente, todos já temiam o pior. Metropolitano ser rebaixado. Mas, após a derrota, a diretoria contratou o jogador, que seria a nossa "salvação". Gustavo Sauer, meio campo da base do Joinville. Veio de empréstimo até o final do estadual. Com duas pedreiras fora de casa, contra times de serie A e B, era esperado duas derrotas verdes. Mas não, o milagre aconteceu. Fomos a Criciúma, e vencemos o Tigre por 2x1.

Na semana seguinte, fomos a Floripa, e surpreendemos o Avaí na Ressacada por 2x1 com gol salvador de Altino, nos acréscimos. Duas vitórias improváveis, mas que deu um ânimo para o elenco e torcida. Continuando na sequencia de pedreiras, o próximo adversário foi a Chapecoense, em casa. Um frustrante empate em 1x1, onde dominamos o jogo inteiro, mas levamos o gol de empate já na parte final do jogo e tínhamos um jogador a mais. Depois, clássico contra o Atlético, em Ibirama. Lugar onde nossa torcida gosta de ir. E lá, mesmo com a expulsão de Sauer ainda no 1º tempo, saímos com a vitória por 3x1 e uma festa incrível por parte da torcida.

A classificação inesperada estava próxima. E veio com a vitória sobre o Joinville, em casa. 1x0 e não estávamos apenas classificados pro hexagonal, como também tínhamos uma das três melhores campanhas da 1ª fase. Encerramos a 1ª fase, "cumprindo tabela" contra o Figueira, em Floripa. A derrota por 2x1 pôs fim a uma boa sequencia de resultados, mas que não diminuía em nada a superação do elenco. Junto com Figueira, Chape, JEC, Criciúma e Inter de Lages, fomos para o hexagonal já um pouco aliviados: A vaga na série D já estava confirmada. Agora era buscar uma vaga na Copa do Brasil, e por que não, na final do estadual?

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Vitória por 3x1 em Ibirama e Classificação garantida pro Hexagonal. Nossa única alegria no ano.
Crédito do vídeo: Sidnei Batista Assessoria/Metropolitano

Mas o Hexagonal já começou errado: A diretoria, de olho na renda, aumentou o preço do ingresso. Na estreia, um bom jogo contra o Joinville fora de casa. Mas a derrota por 2x1, com os dois gols tricolores nos últimos 10 minutos de jogo, esfriou o ânimo do torcedor. No 2º jogo, em casa, contra o Criciúma uma boa vitória, 2x0. Mas um público muito baixo, pois o jogo foi as 22 horas, com ingresso caro e passando na TV pra toda cidade. A empolgação voltou, mas não por muito tempo. No domingo seguinte, contra o Figueira, em casa, Sauer se machucou depois de uma entrada dura de França, "jogador" alvinegro. Sem o nosso principal jogador, e totalmente perdido, fomos goleados por 4x0 em casa. O time sentiu. E muito. Derrotas pra Chapecoense e Inter, mostrou que o time perdeu o gás. Com estádio vazio, perdemos ainda pra Chapecoense, Figueirense e Criciúma no returno do hexagonal. Conseguimos apenas dois pontos. Inter em Lages e Joinville em casa. E assim terminou, mais uma vez, o sonho de um título ou até mesmo uma Copa do Brasil. Com uma campanha de 1V, 2E e 7D, terminamos na 5ª colocação do estadual, a frente no saldo de gols do Criciúma. A impressão que ficou, é que tivemos apenas aqueles 4-5 jogos bons que nos levaram ao hexagonal. Sem aqueles jogos, certamente seríamos rebaixados.

Metropolitano apresenta o 3º uniforme na única vitória no Hexagonal. Uniforme que relembra os nossos dias em terras europeias em 2007. Pode se tornar nosso uniforme padrão. Créditos: Sidnei Batista(Assessoria/Metropolitano)
Após o estadual, no intervalo de três meses até a série D, o que entrou em campo foram os bastidores.

Em épocas de eleições pra nova diretoria, as especulações foram três: Quem assumiria o cargo de presidente? Quem investiria no time? O Metrô vai mesmo jogar a série D?

Pois bem, foi cogitada (e até confirmada por alguns) a desistência da Série D por motivos financeiros. Além de ter a folha baixa, sem um patrocinador fixo, pouca renda no estadual e ainda construindo o nosso CT, não seria novidade a desistência. Mas, no dia da eleição, mesmo negando que seria presidente, Ivan Kuhnen foi eleito presidente. Mas com uma condição: Que fosse formada uma comissão de empresários, onde estes fossem atrás de dinheiro para o clube. O combinado foi 10 empresários com $20 mil cada, totalizando $200 mil por mês para ajudar o time a formar um time forte na Série D. Prometido isso, Ivan assumiu como presidente e prometeu levar o time para a série C do Brasil.

Ivan Kuhnen(esq) e Vadinho foram eleitos presidente e Vice presidente do Metrô. Créditos: Sidnei Batista (Assessoria/Metropolitano)
SÉRIE D

A principal meta do clube no ano era o acesso para a série C. E pra já animar a torcida, a diretoria anunciou o 1º reforço: Lima, maior artilheiro da história do Joinville e grande expectativa sobre ele. Após ele, muitos jogadores com experiência e reconhecimento nacional foram apresentados. O mais conhecido, Joílson, meio campo ex Botafogo e São Paulo e Rafael Córdova, goleiro com vários grandes clubes na carreira. Com um elenco teoricamente forte, o Metropolitano tinha tudo para entrar forte na briga pelo acesso. A boa e adiantada pré-temporada animaram a torcida, e se viu uma qualidade muito melhor em relação ao elenco do estadual. A empolgação estava grande, pois o que se via era um time mais entrosado, mais focado e mais experiente. A expectativa pelo início da Série D estava alta. Os adversários foram conhecidos: Lajeadense- RS, um velho conhecido; Volta Redonda-RJ, tradicional time do interior carioca; São Caetano- SP, um time que chegou a ser vice-campeão da Liberta e do brasileirão e o Foz do Iguaçu- PR, um novato no cenário nacional.

Apresentação do elenco e comissão para a Série D. Muita badalação para pouco futebol. (Créditos: Sidnei Batista/Assessoria Metropolitano)
A estreia, já na 2ª rodada, mostrava que esse grupo seria difícil. E o Metrô parece ter entrado em ritmo de férias. Jogo muito ruim, time desencaixado e goleiro brilhando. No final, uma ducha de água fria: Derrota por 1x0 no interior gaúcho.

Com a má atuação e a derrota, o Metrô teve uma semana difícil e tensa, principalmente porque iria encarar algo novo no jogo seguinte: Jogar longe de casa e com portões fechados, devido a uma punição que o clube sofreu no jogo diante da Tombense, pela série D 2014. Eram dois jogos de punição. O estádio escolhido para jogar foi o Orlando Scarpelli. Lá, tivemos a 1º vitória na série D, 2x1 de virada contra o Volta Redonda. Na rodada seguinte, derrota para o São Caetano por 3x2, também no Scarpelli, com falhas bisonhas da defesa. Com três pontos em três jogos, a pressão aumentou, principalmente pelo péssimo futebol apresentado. Mas a esperança de uma classificação estava lá em Foz do Iguaçu. O adversário, até então com três derrotas, dispensou quase todo o elenco, que estava há três meses sem receber salários. Iam jogar o resto da série D com o time sub18 (vulgo time Júnior). A vitória virou obrigação. Até jogamos melhor os primeiros 30 minutos de jogo. Mas depois fomos dominados pelo time sub18 do Foz, e conseguimos a proeza de perder para eles. 2x0, com uma atuação patética no 2º tempo.

Após o jogo, foi anunciada a demissão do técnico Pingo. Com pouco tempo de preparação, e já com poucas chances de classificação, o Metrô trouxe o velho conhecido, e sempre presente César Paulista. Um dos responsáveis pela categoria de base e também de trazer e observar jogadores para o elenco principal. Mas o sonho do acesso tava indo para o buraco, ainda mais com uma nova derrota pro São Caetano, 3x1. Depois, um tropeço inadmissível com o Foz, já jogando em Blumenau, em 2x2 com um público pífio. Já eliminado, era hora de cumprir tabela. Jogando no Rio de Janeiro, vencemos o Volta Redonda por 1x0. Na despedida dos campos em 2015, jogo fraco, público fraco, placar zerado contra o Lajeadense, no SESI. Fim de linha pro Metrô na série D, na sua pior campanha nesta divisão: 2V, 2E e 4D 8GP 12GC. O que era pra ser o melhor time (e mais forte!!) do Metrô, virou a maior decepção verde. Panelinhas, invejas? Ninguém sabe, somente o "elenco" e comissão técnica pra responder. Toda estrutura e conforto foram oferecidos a eles. Mas o maior prejudicado, novamente foi o Metropolitano, a torcida e a cidade.

Uma das tantas decepções do ano: Empate contra o Foz17 em casa. Crédito: Sidnei Batista Assessoria/Metropolitano
Depois da vergonhosa campanha, novamente quem entrou em destaque foram os bastidores: Uma limpa foi feita na diretoria, inclusive o presidente, Ivan Kuhnen pediu para entregar o cargo, já que o prometido não foi cumprido: Os empresários que iam buscar recursos pra ajudar o Metrô na D, não entregaram esses recursos. Mas, quem então assumiria o time? No dia das novas eleições, sem uma chapa se quer, foi montado então, um comitê gestor do Metropolitano: 10 diretores e empresários passaram a comandar o Metropolitano, ainda sendo Ivan o principal. Com esse comitê formado, eles passaram a se reunir semanalmente, para planejar o futuro do Metropolitano, e o ano de 2016.

Os novos "chefões" do Metrô. Inovação na presidência. Créditos: Sidnei Batista(Assessoria/Metropolitano)
Em Novembro, o Metropolitano foi pego de surpresa, desagradável: Não poderia jogar o estadual de 2016 no SESI, visto que o mesmo vai ser reformado para ser um possível centro de treinamentos para as Olimpíadas no Rio2016. Sem o SESI, a diretoria correu para encontrar outro estádio, com condições para receber o estadual. O escolhido foi o estádio João Marcatto, do Juventus em Jaraguá do Sul, já que era a única opção que não precisaria de reformas e não tinha problemas com laudos e afins. A distância de 70 km entre Blumenau e Jaraguá, afastará a torcida, ainda mais depois de um ano fraco como foi 2015. Mas o Metropolitano já sabe como é jogar fora de Blumenau, e vai ter que superar mais esse obstáculo. Isso que da, depender de um estádio privado, e uma cidade que não possui um estádio municipal. Já está mais do que na hora, do nosso estádio (ou o municipal) sair do papel, e nos livrar de vez do SESI, que sempre dificulta a vida do Metrô.

A nova Casa Verde: Distância será um obstáculo difícil de se quebrar. Créditos: (Avante/GE Juventus)
A primeira grande "contratação" foi Paulo Pelaípe, conhecido gerente de futebol, com passagens por Grêmio e Flamengo. Mas não durou nem um dia. Pelaípe pediu um valor inviável e acima do que o clube poderia oferecer para montar um elenco forte para o estadual. Não desanimaram, e logo trouxeram outro conhecido gerente: Sidnei Loureiro, responsável por levar o Botafogo a Libertadores 2014. Ele chegou, já fazendo promessas de acessos e time forte. Já no primeiro anúncio, um impacto forte: Valdir Espinosa, técnico campeão do mundo com o Grêmio em 1983 foi anunciado como técnico. Um ótimo técnico, um dos mais experientes do país, mas que volta a treinar depois de um longo tempo: Seu último trabalho foi no Duque de Caxias, em 2011. Mas, quem conhece, nunca esquece.

Valdir Espinosa( Acima) e Sidnei Loureiro foram apresentados no Metropolitano. Créditos das Fotos: Sidnei Batista (Assessoria/Metropolitano)                  
Que 2016, seja, enfim o nosso ano. Que 2016, a gente supere cada obstáculo, e que vença cada objetivo. Que 2016 seja o nosso empurrão para crescermos a nível nacional. Que 2016, seja um ano VERDE.

Sendo em Blumenau, ou Jaraguá do Sul, VOU COM ELE ATÉ O FIM!

2015 do Tupi: Um ano inesquecível

Dificilmente o torcedor carijó esquecerá de 2015 (Leonardo Costa/tupifc.esp.br)
Apesar de a temporada ser considerada boa, o Tupi passou por altos e baixos no ano. No primeiro semestre a equipe iniciou o estadual sob o comando de Felipe Surian, que foi demitido após baixo rendimento no regional. Leston Júnior assumiu no fim da competição e foi fundamental para que o ano de 2015 fosse bom para o torcedor Carijó. A equipe mostrou evolução com o novo treinador, alcançando feitos históricos na Copa do Brasil e na Série C. Ainda em 2015, não podíamos deixar de destacar a perda de Geraldo Magela.

Janeiro

O Tupi se preparava para a temporada 2015. Após ter feito boa campanha, sendo eliminado apenas nas quartas de final da Série C no ano anterior, a equipe não conseguiu segurar vários jogadores e o treinador, que foram importantes em 2014. Ainda traumatizados com a derrota para o Paysandu, os torcedores estavam pessimistas sobre o futuro do Alvinegro, que levava a fama de ''amarelão'', por sempre perder partidas decisivas. Enquanto a diretoria fazia a reformulação do elenco, Felipe Surian treinava a equipe para a disputa do estadual que iria começar.

Fevereiro

No dia 1º de Fevereiro, o Tupi estreou no Campeonato Mineiro, em Belo Horizonte, contra a equipe que mais a frente ganharia a competição. Com gols dos argentinos Dátolo e Lucas Pratto, ainda no primeiro tempo, o Atlético-MG passou fácil pelo Tupi. No primeiro jogo em casa, o Alvinegro venceu o Tombense, no clássico da Zona da Mata, pelo placar de 2-1. Na 3ª rodada, veio o primeiro tropeço em Juiz de Fora, a equipe perdeu em casa, pelo placar de 2-1, para o América-MG. Na rodada seguinte, a equipe se recuperou e venceu, fora de casa, o Democrata-GV. Porém, contra os reservas do Cruzeiro, o Tupi voltou a perder em casa, 3-0.

Março

Leston Júnior assumiu o Tupi e mudou o rumo da equipe em 2015 (Foto: Leonardo Costa/tupifc.esp.br)
Na estreia da Copa do Brasil, o Alvinegro venceu o Alecrim no Rio Grande do Norte, pelo placar de 2-0, e avançou para a segunda fase da competição sem a necessidade do confronto de volta.  Na 6ª rodada do Campeonato Mineiro, a equipe voltou a perder na competição, desta vez para a Caldense fora de casa, por 2-1. Quatro dias depois, o Tupi recebeu o Boa Esporte e não saiu do 0-0. Na 8ª rodada, o Tupi voltou a vencer em casa, contra o Vila Nova, 3-0. Contra o Mamoré, após ser goleado por 4-0, Felipe Surian não resistiu e foi demitido. Leston Júnior assumiu a equipe praticamente sem chances de classificação para as semifinais do estadual e estreou com uma derrota, por 1-0, para o Guarani-MG.

Abril

Na última rodada da primeira fase do Campeonato Mineiro, o Tupi sem chances de classificação e com chances remotas de rebaixamento, recebeu o URT e perdeu de virada, pelo placar de 2-1. Por fim, a equipe de Juiz de Fora terminou a competição na 9ª colocação, um vexame! Com a eliminação na primeira fase do Campeonato Mineiro e mais tempo para treinar a equipe, Leston Júnior começou a mostrar o seu trabalho no fim de Abril, quando o Tupi venceu o Atlético-PR, por 1-0, pela Copa do Brasil.

Maio

O Tupi conseguiu classificação histórica em Curitiba (Foto: Felipe Rosa/Tribuna do Paraná)
Após garantir vantagem no jogo de ida, o Tupi foi até a Arena da Baixada enfrentar o Furacão. Mesmo perdendo pelo placar de 2-1, o Tupi garantiu a classificação para a terceira fase da Copa do Brasil pelo gol marcado fora de casa, um feito histórico do time, que nunca havia passado à terceira fase da competição nacional. Dois dias após a alegria em Curitiba, veio uma das notícias mais tristes do ano: o falecimento de Geraldo Magela, aos 87 anos. O ex-treinador e vice-presidente administrativo do Tupi, sempre esteve envolvido com a história do clube. Na estreia da Série C, o Tupi foi até Tombos e venceu por 1-0, o Tombense. Na primeira partida em casa, o Tupi contou com a grande atuação do artilheiro Daniel Morais, que fez dois dos três gols do time na partida e passou fácil pelo Guaratinguetá, 3-0. No último dia do mês, em Campinas, o Tupi arrancou um empate fora de casa, contra o Guarani, 1-1.

Junho

Na 4ª rodada, enquanto acontecia a final da UCL, o Tupi recebia o Madureira e por isso o público foi pequeno. Mas, os torcedores que foram ao Mário Helênio acompanharam um jogão. Em uma partida de muitos gols, Daniel Morais marcou três gols e a partida terminou empatada, 3-3. Na sequência da competição, o Tupi enfrentou a Portuguesa fora de casa e venceu por 1-0, com o artilheiro Daniel Morais decidindo mais uma vez para o Galo Carijó.

Julho

Diante do Ceará, o Tupi deu adeus a Copa do Brasil (Foto: Felipe Couri/tupifc.esp.br)
Contra o Caxias, o Tupi conseguiu mais um importante resultado fora de casa, venceu por 1-0 no Sul. Na rodada seguinte, o Tupi enfrentou outra equipe gaúcha, desta vez em casa, empatou com o Juventude por 1-1, se mantendo invicto na Série C. Pela terceira fase da Copa do Brasil, o Galo Carijó enfrentou o Ceará. Na primeira partida, fora de casa, Daniel Morais desperdiçou um pênalti e a oportunidade de abrir grande vantagem no confronto. Na partida seguinte, Leston Júnior teve o desfalque de vários titulares contra o Londrina em Juiz de Fora e a equipe perdeu a invencibilidade na competição, 1-0. Na segunda partida do confronto pela Copa do Brasil, a equipe precisava apenas de uma vitória simples para se classificar para as oitavas de final, mas diante dos reservas do Ceará, perdeu por 2-1, sendo eliminado e decepcionando os 9.372 torcedores presentes no Mário Helênio. Restando apenas a Série C para disputar, a equipe retomou as atenções para a competição mais importante do ano. E contra o Brasil de Pelotas, arrancou um empate por 0-0, fora de casa.

Agosto

Na primeira rodada do segundo turno da Série C, mais um tropeço. Em casa, o Tupi empatou com o Tombense, 1-1. Na 11ª rodada, após um jejum de partidas sem vencer, o Tupi conquistou os três pontos fora de casa, contra o Guaratinguetá, 1-0. Na sequência, venceu o Guarani em casa pelo placar de 1-0, Daniel Morais não atuou após anunciar sua saída para o Náutico. Mesmo sem seu principal jogador, o Tupi manteve a boa campanha na competição. Contra o Madureira, fora de casa, a equipe trouxe um ponto do Rio de Janeiro, deixando a vitória escapar nos minutos finais, 1-1. Em casa, contra a Portuguesa, o Galo Carijó repetiu o placar do primeiro turno, venceu por 1-0.

Setembro

Restando apenas quatro rodadas para o fim da primeira fase, o Tupi estava com a classificação bem encaminhada. Na 15ª rodada, recebeu o Caxias em Juiz de Fora e venceu, 2-0. Contra Juventude e Londrina, vieram às duas primeiras derrotas fora de casa na competição, 2-0 e 3-0, respectivamente. Na última rodada da primeira fase, o Tupi já estava classificado para a segunda fase e poupou vários titulares contra o Brasil de Pelotas, que ainda buscava a classificação.  Naquela partida, a equipe demonstrou estar desinteressada com o jogo e foi derrotado facilmente, em casa, 2-0. Com o resultado, o Tupi terminou com 30 pontos e caiu para a 3ª colocação, perdendo a vantagem de decidir a segunda partida das quartas de final em Juiz de Fora.

Outubro

O Tupi voltará a Série B após 26 anos (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)
Terminada a primeira fase da Série C, havia chegado o mês mais decisivo do ano para o Tupi, que enfrentaria o ASA-AL nas quartas de final. Pressionado após ter feito boa campanha na competição e ter perdido o embalo nos últimos jogos, a equipe já estava três partidas sem vencer. Na primeira partida em Juiz de Fora, o Tupi fez uma ótima atuação e venceu o ASA-AL pelo placar de 2-0, garantindo uma ótima vantagem para a segunda partida do confronto.  Em Arapiraca, o Tupi conseguiu segurar o ASA-AL no primeiro tempo, era de se esperar muita pressão do adversário no segundo tempo, mas o gol no começo da etapa final facilitou as coisas para o Tupi, que acabou vencendo os alagoanos novamente, desta vez por 2-1. O resultado, além da classificação para as semifinais, deu o acesso para do Galo Carijó para a Série B em 2016. Contra o Londrina nas semifinais, diferente dos confrontos da primeira fase, desta vez o Tupi conseguiu enfrentar a equipe paranaense de igual para igual nas duas partidas e empatou ambas em 0-0, mas nos pênaltis o Tupi perdeu e acabou eliminado.

Novembro

Júnior Lopes comandará o Tupi na próxima temporada (Foto: Leonardo Costa/tupifc.esp.br)
Fora das finais da Série C, a diretoria começou o planejamento para 2016 e ficou acertado que Leston Júnior não seguiria no Tupi.  Além de anunciar Júnior Lopes como treinador, a diretoria manteve a base da equipe que conquistou o acesso em 2015. Glaysson, Fabrício Soares, Osmar, Rafael Jataí, Filipe Alves, Ramon, Ygor e Vinícius Kiss tiveram seus contratos renovados e seguem no Tupi para a próxima temporada. Helder, Léo Fortunato, Douglas e Hiroshi foram contratados.

Dezembro

Neste mês, até o momento, as novidades são os contratos renovados de Gonçalves, George e Thiaguinho. Michel Douglas foi contratado, somando 16 jogadores confirmados para a próxima temporada. Há negociações adiantadas com um lateral-esquerdo, um meia-atacante e um atacante, que não tiveram os nomes revelados, mas deverão ser anunciados nos próximos dias. A diretoria ainda busca renovar com Sidimar e Kaio Wilker, que estiveram emprestados ao Alvinegro, nesta temporada. No último dia 15, o elenco se reapresentou para a preparação, visando 2016. A estreia oficial no Campeonato Mineiro será no dia 31 de janeiro, contra o América-MG, fora de casa.

''Nós despedimos de 2015 com a sensação de dever cumprido, após bater na trave duas vezes, o sonho de voltar a Série B virou realidade. Esperamos que na próxima temporada, o Tupi volte a mostrar força no estadual e que consiga se manter na Série B, para almejarmos algo maior em breve''.

2015 do Dragão: Aprendendo com os erros

Eliminação precoce no Campeonato Goiano e na Copa do Brasil, público de 47 pagantes e uma série B para ser esquecida. Um breve resumo do que foi o ano do Dragão, que fez um 2015 razoável, mas promete um 2016 melhor. Este foi o ano do Atlético Clube Goianiense!

Pré-temporada

Vindos de um 2014 onde vencemos o Campeonato Goiano e não subimos para a série A por displicência do nosso antigo presidente, o Atlético tinha tudo para planejar um 2015 vitorioso, manter a base e conquistar o bicampeonato Goiano, ir bem à Copa do Brasil e conquistar o acesso no Campeonato Brasileiro.


Porém, nosso ex-presidente Valdivino José de Oliveira resolveu atrapalhar a eleição para novo presidente no clube, atrasando todo o planejamento que só começou em janeiro de 2015, enquanto os demais clubes faziam amistosos já com elenco praticamente definido, o Atlético mal tinha jogadores para começar o estadual, já que todo o processo de renovação ficou travado devido à guerra política no clube.

Campeonato Goiano


Comandado por Marcelo Chamusca, a equipe Rubro Negra até começou bem o Campeonato Goiano, venceu a Anapolina fora de casa por 1-0 e acendeu as esperanças do torcedor que o ano poderia ser realmente vitorioso. Mas, a partir da segunda rodada o Dragão ficou um turno inteiro sem vitória, até a demissão de Chamusca do cargo de treinador e a contratação de Marcelo Martelotte, que era o atual Campeão Goiano, e até conseguiu uma reação da equipe, mas muito tardia.
O Atlético terminou o Campeonato Goiano apenas em 6º lugar com 10 times em disputa, com aproveitamento de 45,2% 19 pontos em 14 jogos (5v, 4e e 5d) deixando um frio na barriga para o torcedor, temendo uma série B desastrosa.

Copa do Brasil

O Dragão enfrentou o Coruripe-AL na primeira fase, apesar do primeiro jogo ter sido bem complicado onde arrancamos um empate com gol de Pedro Bambu SIIIIM, o segundo jogo vencemos por 2-0 até com certa facilidade e nos classificamos para enfrentar o melhor ataque do ano até então: o América de Natal.


No confronto contra o Dragão Potiguar em Natal, o Dragão Goiano sucumbiu durante 20 minutos deixando o adversário abrir 3-0 no placar, praticamente eliminando o Atlético com menos de meia hora de jogo. Mas o segundo tempo foi diferente, o Rubro Negro reagiu e emplacou uma sequência de boas jogadas, bola na trave e dois gols, o goleiro Bussato (que mais tarde seria contratado pelo ACG) foi o nome da partida, porém no apagar das luzes o América fez o 4º gol e foi com boa vantagem para o Serra Dourada.


Em Goiânia a obrigação atleticana era vencer por dois ou mais gols de diferença, começou com tudo pra cima do Mequinha, mas não conseguiu traduzir sua ofensividade em gols ao final dos 45 minutos iniciais. A etapa final foi carregada de emoção e suspense, o Atlético chegou a abrir o placar e até teve um pênalti escandaloso não marcado, aquele gol poderia ter classificado o Dragão Campineiro para a próxima fase, mas o 1-0 não foi suficiente e o Todo Poderoso ACG foi eliminado precocemente do torneio nacional.

Campeonato Brasileiro da Série B

A principal competição a ser disputada pelo Rubro Negro até que começou interessante, foram diversos reforços que chegaram para completar a equipe que, antes de começar a disputa, era tida como uma das que poderia brigar por um acesso a série A 2016, mas não foi bem isso que aconteceu.


O Atlético começou bem, venceu a equipe do Boa Esporte por 1-0 com gol do estreante Arthur, vindo do Londrina, o atacante barbudo seria o principal destaque atleticano na temporada e terminaria como artilheiro do time no ano e na competição. A segunda, terceira, quarta e quinta rodada foram marcadas pela ausência de gols atleticanos e foi acesa a luz laranja de alerta no escritório do nosso diretor de futebol Adson Batista.


Depois de vários resultados negativos, foi decidido pela demissão de Marcelo Martelotte, que mais tarde viria a conquistar o acesso pelo Santa Cruz com jogadores que ele levou do Dragão consigo, como Luizinho e Diogo Campos. Jorginho foi o escolhido para tocar a bola pra frente e, poucas rodadas depois foi demitido e Gilberto Pereira assumiu para levar o Dragão de volta as glórias.

Junto de Gilberto, chegaram reforços importantes como Júnior Viçosa, Jorginho e Feijão. A partir daí o Dragão engatou nove jogos sem derrota, perdendo apenas para o Botafogo no RJ, e depois foram mais 10 jogos sem derrota. Isso mesmo, 20 jogos e uma derrota apenas, para muitos não quis dizer muita coisa, mas, nessa altura do campeonato, o Atlético estava vivo na disputa pelo G4.


Infelizmente depois de uma crise interna de comando, o técnico Gilberto Pereira perdeu completamente o controle da equipe e emplacou uma série de resultados negativos, que fizeram o Dragão correr novamente risco de rebaixamento e culminou em sua demissão há duas rodadas do fim. Assumiu João Paulo Sanches, da comissão permanente atleticana, com a missão de vencer um dos jogos finais para o Dragão permanecer na série B em 2016, Oeste em casa e Bahia em Salvador eram os objetivos, mas nem precisou do segundo.

Atlético e Oeste fizeram um jogo de matar ou morrer em um verdadeiro temporal no Serra Dourada, em um jogo com quatro gols, uma virada e de quase cinco mil pagantes, o Dragão sobressaiu sobre o clube paulista vencendo por 3-1 e afastando de vez o fantasma do rebaixamento podendo assim pensar em 2016, fazendo apenas um amistoso sem importância contra a equipe do Bahia fora de casa, onde acabou perdendo a partida e terminando em 14º no Brasileirão da Série B.

Destaques no campo

É importante destacar alguns dos principais nomes da temporada atleticana, podem não ser a opinião de todos os atleticanos, mas com toda a certeza estão na seleção do ano do Dragão!


Arthur foi um dos destaques, o atacante veio do Londrina emprestado e mostrou a que veio, sendo o artilheiro da equipe no ano. O jogador teve seu contrato encerrado e deve ir para o futebol Chinês.


Júnior Viçosa veio da Suíça para tratar de uma lesão no rubro negro e acabou por ficar, é o atacante mais qualificado do elenco e jogou praticamente sem ritmo durante o ano, porém, foi um dos destaques do ano atleticano e promete muito mais para 2016.


Juninho fez um de seus melhores anos no Dragão, o atacante de 30 anos sempre foi alvo de lesões e nunca conseguia fazer uma sequencia de jogos, algo que conseguiu esse ano e foi fundamental para a permanência atleticana no final da temporada. Infelizmente está de transferência para o Fortaleza.


Jorginho resolveu o problema crônico na camisa 10 rubro negra, chegou junto de Jr. Viçosa vindo do futebol coreano e chegou voando, marcando gols e dando passes precisos. O jogador fica pra 2016 e promete ser um dos destaques positivos do Atlético no ano.


Pedro Bambu, como sempre, é a marca da garra desse time. Quando ele vai mal, tudo desanda, mas quando ele vai bem geralmente o Dragão vence e convence. É um dos triunfos rubro negro e motivo de orgulho para a torcida, o valente e polivalente jogador continuará em 2016 no ACG.


Éder Sciola começou bem questionado na equipe, mas evoluiu muito bem durante o ano e acabou por se tornar um dos principais jogadores do elenco e foi o líder de assistências no ano, o lateral direito provavelmente irá para o futebol paulista com promessa de retornar para a disputa do brasileiro.


Eron, apesar de tecnicamente não ter sido um destaque, foi na raça. A cada bola recuperada e cada lance perigoso era visível à entrega do lateral esquerdo que não desistia de nenhum lance. Seu contrato foi encerrado e provavelmente não será renovado.


Rafael, apesar de não jogar muito durante a temporada, foi peça importante inquestionável na zaga atleticana, sendo um verdadeiro xerifão, juntamente de Samuel e Marlon fizeram uma zaga firme e nos livraram de várias derrotas.


Todo bom time começa por um bom goleiro, nosso capitão não poderia ficar de fora, apesar de questionado pela torcida no fim do ano o goleiro Márcio foi um destaque positivo e tem contrato com o Dragão até o fim de 2016.


É importante ressaltar a importância da gerência de futebol que faz milagre com pouco dinheiro. Adson Batista é sem dúvida alguma, um dos maiores diretores de futebol do país, se não do continente, e devemos agradecer por ele continuar prestando serviços ao Atlético mesmo depois de tantos problemas. Por isso eu deixo aqui o meu obrigado e minha admiração a este grande profissional que vai nos ajudar por muitos anos ainda (Amém).

E que 2016 seja diferente!

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