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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

You'll Never Walk Alone: o dia que torcida e time andaram juntos no Milagre de Istambul


Há quem diga que torcida não ganha jogo e que, hoje em dia, milagres são improváveis no futebol, mas são duas afirmações que podem ser facilmente desmentidas. Há pouco mais de 10 anos, o Liverpool entrava para a história da UEFA Champions League como um dos maiores exemplos de superação em uma final da competição, no que ficou conhecido como "O Milgare de Istambul". E pra quem disse que não havia milagre no futebol, precisou rever os seus conceitos.

Antes de falar da final, vou relembrar um pouco da trajetória dos Reds até a grande final. O Liverpool fez a sua estreia na competição contra o Grazer, da Áustria, pela terceira fase. Na ocasião, o Liverpool venceu o jogo de ida por 2x0 fora de casa e perdeu no jogo de volta por 1x0, com um resultado agregado de 2x1 para o time inglês, a classificação para a fase de grupos foi garantida. No sorteio dos grupos, o Liverpool caiu no Grupo A junto com Mônaco, Olympiakos e Deportivo La Coruña e avançou para a fase seguinte na 2ª colocação.

O Milan, que seria o futuro adversário na final, se classificou em 1º do Grupo F, que contava também com Barcelona, Shaktar Donetsk e Celtic. O clube inglês somou 10 pontos, três a menos que o clube italiano. As equipes que se classificaram para as oitavas de final foram Mônaco, Liverpool, Bayern Leverkusen, Real Madrid, Juventus, Bayern de Munique, Lyon, Manchester United, Arsenal, PSV, Milan, Barcelona, Internazionale, Werder Bremen, Chelsea e Porto. Nas oitavas de final, o Milan eliminou o Manchester United com 1x0 na ida e 1x0 na volta (2x0 no agregado). Já o Liverpool, despachou o Bayern Leverkusen por 3x1 no jogo de ida e repetiu o placar no jogo de volta (6x2 no agregado).

Nas quartas de final, o Milan eliminou seu maior rival, Internazionale, vencendo por 2x0 no jogo de ida e 3x0 no jogo de volta (5x0 no agregado). O Liverpool eliminou a Juventus de Del Piero com uma vitória por 2x1 no jogo de ida e um empate de 0x0 na volta (2x1 no agregado). Nas semifinais, o Milan se classificou pelo critério de gols fora de casa: venceu na ida por 2x0 e perdeu no jogo de volta por 3x1 (3x3 no agregado). O Liverpool foi à final, eliminando o Chelsea com um empate de 0x0 no Stanford Bridge e uma vitória por 1x0 no Anfield (1x0 no agregado).

Quiseram os deuses do futebol, que Milan - que era de longe, o melhor time no papel - e Liverpool - que tinha um bom time, mas longe de chegar aos pés do Milan - se enfrentassem na final da UEFA Champions League de 2005 e fossem protagonistas de um jogo épico, que será lembrado para sempre como "O Milagre de Istambul" e é sobre isso que iremos falar nesse texto. No dia 25 de maio de 2005, Liverpool e Milan se enfrentaram no Estádio Olímpico Atatürk, em Istambul - a antiga Constantinopla - na Turquia. A capital do Império Romano, parecia estar dominada novamente pelos italianos naquela noite de 25 de maio de 2005. Os 45 minutos iniciais da final da Liga dos Campeões da UEFA haviam terminado e apenas um time desfilou seus talentos em campo com uma supremacia digna dos mais talentosos combatentes de Roma, ou melhor, de Milão.

O Milan, que era o favorito, engoliu o Liverpool sem dó nem piedade, deixando o rival arrasado, quase fora de jogo no estádio Atatürk: 3 a 0 na etapa inicial, com o primeiro gol marcado com menos de um minuto de jogo. Será que o Liverpool reagiria? Talvez não, praticamente, impossível - mas o impossível é uma palavra que não existia no dicionário dos Reds. O público presente estava mais certo de presenciar naquele dia uma das maiores goleadas da história da competição por um time que já havia aplicado placares elásticos em finais europeias em 1969 (4 a 1 no Ajax de Cruyff), 1989 (4 a 0 no Steaua Bucareste) e 1994 (4 a 0 no “Dream Team” do Barcelona).

Os ventos do "milagre sobrenatural" e os cânticos da apaixonada torcida do Liverpool - que cantava "You'll Never Walk Alone" - mudaram aquele panorama. Os combatentes de Milão foram alucinantemente surrados em 6 minutos perfeitos do time inglês. Levaram 1, 2, 3 gols. E o "impossível" aconteceu: Liverpool 3x3 Milan. O jogo seguiu frenético, emocionante, imprevisível e intenso. Mas, ao término dos 120 minutos, a decisão foi para os pênaltis. Nas penalidades, Dudek, o goleiro do outrora arrasado Liverpool, venceu a batalha contra o Império Romano erradicado em Milão e os Reds venceram por 3 a 2 (Hamann, Cissé e Smicer marcaram para o Liverpool; Tomasson e Kaká para o Milan). Depois de 21 anos o Liverpool era campeão europeu de futebol. Pela quinta vez, na mais épica decisão da cinquentenária Liga dos Campeões, o Liverpool provou que não existe o "impossível" no seu dicionário e a torcida provou que o Liverpool "Nunca Andará Sozinho".

Vamos relembrar de algumas curiosidades do jogo...

  • ·         Primeiro tempo - passeio italiano:

Pirlo e Maldini comemorando o 1º gol do Milan
Os times entraram no gramado turco e a atmosfera era a melhor possível. Rossoneros e vermelhos brindavam os amantes do futebol com uma festa linda e colorida. A torcida do Milan estava mais confiante, tamanha a constelação de craques que a equipe tinha em campo. A do Liverpool confiava no retrospecto copeiro do time (cinco finais de Liga e quatro taças conquistadas, com apenas uma derrota). Depois do hino oficial e de todos os trâmites cerimoniais, o árbitro Mejuto González apitou o início da partida. O jogo mal começou e Kaká sofreu uma falta de Traoré. Pirlo foi para a cobrança. Ele ia mandar na área. Fato. A zaga do Liverpool pareceu não entender. O capitão italiano Maldini estava livre. Pirlo mandou a bola para ele, que bateu de primeira sem chances para Dudek: Milan 1×0. Era o gol mais rápido da história das finais da Liga dos Campeões da UEFA: 50 segundos.

Segundo gol do Milan, marcado por Crespo
O gol mexeu com o time inglês, que ficou desnorteado. Kewell, do Liverpool, sentiu uma contusão e saiu do jogo para a entrada de Smicer. O Milan dominou a partida, atacou, atacou e atacou. Dida apenas olhava de camarote a partida. Aos 38 minutos, Kaká, em uma de suas habituais arrancadas, engatou um contra-ataque. Shevchenko passou pela direita e o brasileiro deu o passe para ele. O ucraniano cruzou e Crespo, na esquerda, fuzilou: 2 a 0. Cinco minutos depois, Kaká, fenomenal, deu mais um passe na medida para Crespo, que só teve o trabalho de tocar na saída de Dudek: 3 a 0. Era um baile. Dava dó ver o Liverpool em campo. O Milan lecionava uma aula de futebol e sacramentava seu heptacampeonato europeu com show. Parecia um replay de 1989, quando o mesmo Milan venceu por 3 a 0 o Steaua no primeiro tempo e fechou o caixão na segunda etapa com mais um gol. Será que veríamos o mesmo filme naquela noite?

Torcida do Liverpool incentivando o time, mesmo com a situação complicada
  • Segundo tempo: You'll Never Walk Alone


Os ventos de Istambul começaram a soprar de maneira misteriosa e sobrenatural durante o intervalo daquela decisão. Ao contrário de ficar calada, com olhos marejados e tristes por um título virtualmente perdido, a torcida do Liverpool começou a cantar o hino do clube, “You´ll Never Walk Alone” (Você nunca andará sozinho), como nunca antes ela havia cantado. O apoio e a emoção daquele momento parecia ter invadido o vestiário do time inglês na mais clara e pura devoção apaixonada de milhares de fãs a um clube de futebol. Quando os times voltaram ao gramado, o Milan parecia ser a estrela que chegava à festa apenas para tirar fotos e dar autógrafos. Já o Liverpool vinha com um instinto assassino em sua aura, pronto para retribuir o apoio de seus torcedores naquele momento tão difícil. Eles tinham apenas 45 minutos para fazer um segundo tempo perfeito e ao menos empatar a partida. Mas eles precisaram de apenas seis. Seis!? Isso mesmo... Seis!


Com força total, focado e determinado, o Liverpool partiu pra cima do Milan como se não houvesse amanhã. Aos oito minutos da etapa final, Riise cruzou na cabeça de Gerrard, que marcou o primeiro gol dos ingleses: 1x3. O capitão dos Reds pediu para a torcida gritar, apoiar, se inflar. Ela atendeu. Dois minutos depois, troca de passes do Liverpool na entrada da área do Milan e Smicer chutou. Baros encolheu a barriga, a bola passou e entrou: 2 a 3. A final ganhava ares épicos. Um jogo ganho estava quase igualado em apenas 2 minutos. O impossível começava a parecer possível. Mais algum tempo passou, Gerrard entrou na área italiana e foi derrubado: pênalti. Na cobrança, Xabi Alonso bateu e Dida defendeu. Mas o brasileiro deu rebote e o espanhol colocou a bola dentro do gol: 3x3.


O impossível acontecia. Em seis minutos o Liverpool empatava a decisão da UEFA Champions League de 2005. O antes morto time inglês se equiparava ao favorito e soberano Milan. Milhares de torcedores em Istambul e milhões pelo mundo afora viam a mais sensacional final de Liga na história. O jogo seguiu, mas os times não se atreveram a marcar mais nenhum gol naquele restante de segundo tempo nem na prorrogação. Era demais para o coração de todos. O Milan até tentou a todo custo marcar, mas a zaga e Dudek operavam milagres como quem diz “não escrevemos essa história para vocês manchá-la agora!”. Depois de 120 minutos estonteantes e intensos, a final foi para os pênaltis.




  • Uma muralha chamada Dudek:

Depois de um jogo memorável, os pênaltis iriam decidir quem seria o campeão europeu de 2005. O Milan, por um primeiro tempo fantástico? Ou o Liverpool, por reverter um resultado tão adverso em seis minutos? Ninguém se atreveria a responder… Jamie Carragher, zagueiro do Liverpool, encorajou o goleiro Dudek a repetir Bruce Grobbelaar – goleiro do time na final da Liga de 1984, vencida também nos pênaltis sobre outro adversário italiano, a Roma – a balançar as pernas e fingir estar com medo do batedor, como forma de intimidação e pressão psicológica. Dudek atendeu ao pedido de Carragher.

Serginho, do Milan, foi o primeiro a bater: na trave. Hamann partiu para seu chute contra o especialista em defesas Dida e converteu. Pirlo, do Milan, foi para a segunda do time italiano e caiu na artimanha de Dudek, que defendeu. Cissé foi o segundo do Liverpool e marcou, bola de um lado, Dida do outro. Tomasson bateu o terceiro do Milan e, enfim, marcou. Riise, aquele que cruzou a bola para o primeiro gol da reação do Liverpool, bateu o terceiro do time inglês e Dida defendeu no cantinho. Kaká foi para o quarto do Milan. Dudek se fazia de “espaguete” no gol, mexendo as pernas e zombando do brasileiro, mas o meia bateu e fez. Estava 2 a 2. Smicer foi para a última do Liverpool e fez: 3 a 2. Shevchenko era o próximo batedor do Milan. Se ele errasse, o Liverpool seria campeão europeu. O ucraniano partiu, bateu… E Dudek defendeu! Estava sacramentado o Milagre de Istambul: o Liverpool FC era pentacampeão da Europa!


O futebol dava mais um notável exemplo de que nunca, mas nunca um time pode ser considerado favorito e achar ter vencido uma partida sem antes o árbitro apitar o final de jogo. Nunca. Assim como nunca se deve duvidar de um time que não anda sozinho, mas sempre com sua apaixonada torcida, que cantou e cantou naquela noite, principalmente depois do capitão Gerrard levantar com a maior alegria do planeta a taça de campeão.



  • Pós-jogo, ou melhor, pós-milagre:

Mais de 300 mil torcedores do Liverpool recepcionaram a equipe na volta pra casa depois da epopeia de Istambul. O time ganhou a posse definitiva da taça da Liga e o direito de usar em sua camisa a estampa simbolizando os cinco troféus conquistados. Depois da festa, a equipe faturou a Supercopa da UEFA (derrotando por 3 a 1 o CSKA-RUS) e ficou com o vice-campeonato do Mundial de Clubes da FIFA ao perder para o São Paulo-BRA de Rogério Ceni, Lugano e Mineiro.


Sensibilizada pela conquista do time inglês, a UEFA decidiu incluir a equipe na edição 2005-2006 do torneio (mas na repescagem), já que os ingleses não haviam se classificado devido à má campanha no Campeonato Inglês. Mesmo como campeões, os vermelhos não tinham direito a vaga por causa do coeficiente que determinava que a Football Association (entidade que organiza o futebol na Inglaterra) tinha direito a apenas quatro vagas na competição (os quatro primeiros da Premier League), e não cinco. No torneio, o time chegou até as oitavas de final, mas foi eliminado pelo Benfica.

Na temporada seguinte, os Reds se redimiram do fracasso da Liga anterior e foram novamente finalistas, reencontrando o “companheiro” Milan. Em Atenas, os ingleses não conseguiram repetir a epopeia de Istambul e foram derrotados por 2 a 1. Desde então, o time tenta voltar a brilhar no continente e, mais que isso, conquistar o Campeonato Inglês, troféu que o Liverpool não vê desde 1990.

Ficha técnica do jogo:

Data: 25 de maio de 2005
Local: Estádio Atatürk, Istambul, Turquia
Juiz: Mejuto González (ESP)
Público: 70.024

Escalações:
Milan:
Dida; Cafu, Stam, Nesta e Maldini; Seedorf (Serginho 40´2o T), Pirlo e Gattuso (Rui Costa 6´2o T); Kaká; Crespo (Tomasson 40´2o T) e Shevchenko. Técnico: Carlo Ancelotti.

Liverpool:
Dudek; Finnan (Hamman intervalo), Hyypiä, Carragher e Traoré; Kewell (Smicer 23´1o T), Xabi Alonso, Gerrard e Riise; Luís Garcia e Milan Baros (Cissé 40´2o T). Técnico: Rafa Benítez.

Placar:
Milan 3×3 Liverpool (Maldini aos 50'; Crespo aos 38' e 43' do 1o T. Gerrard aos 8'; Smicer aos 10' e Xabi Alonso aos 14' do 2o T). Na decisão por pênaltis, 3 a 2 para o Liverpool (Hamann, Cissé e Smicer fizeram para o Liverpool. Riise perdeu; Tomasson e Kaká fizeram para o Milan. Serginho, Pirlo e Shevchenko perderam).

Gigantes voltam a ser protagonistas no futebol Argentino

O ano de 2015 foi marcado pelas conquistas dos gigantes Argentinos em cenário nacional e internacional, fechando com um balanço muito positivo ao que concerne a evolução dos times e do campeonato local, como vamos acompanhar na retrospectiva do ano:

Copa Libertadores da América

Uma edição marcada com muitas surpresas, polêmicas e superação - típica de Copa Libertadores - terminou com o River Plate Campeão da América pela terceira vez em sua história e ainda eliminando o rival Boca Juniors, onde a partida de volta, disputada em La Bombonera não terminou, devido aos incidentes provocados pela torcida local.

Torcida do Boca colocou um Drone com o "Fantasma da Série B" em cima do time do River Plate
A trajetória das equipes Argentinas na Copa:

San Lorenzo - A equipe campeã da Libertadores de 2014 e vice campeã mundial decepcionou e caiu na primeira fase, onde teve um grupo complicado com: Corinthians, São Paulo e Danúbio. O "Ciclón" ganhou apenas um jogo do São Paulo e outro do Danúbio, que conquistou apenas três pontos na competição, que foi justamente em cima do San Lorenzo, no Nuevo Gasómetro, estádio da equipe Argentina. Com apenas sete pontos, terminou na terceira colocação do grupo 2.

Huracán - O campeão da Copa Argentina em 2014, garantiu vaga na fase de grupos da Copa Libertadores em 2015 e também decepcionou: Somou os mesmos sete pontos do seu maior rival San Lorenzo, porém em um grupo bem mais fácil, onde tinha: Cruzeiro, Universitário Sucre e Mineros de Guayana. Para piorar a situação, os "quemeros" poderiam ter se classificado na última rodada, bastando apenas ganhar do Mineros de Guayana, que até então tinha apenas um ponto - conquistado em cima do Huracán, na Argentina - e perdeu: 3x0, com um time irreconhecível e apático.

Estudiantes - A tradicional equipe Argentina ganhadora de quatro edições da Copa Libertadores foi melhor do que San Lorenzo e Huracán, passando para a segunda fase da competição em um grupo equilibrado, onde teve Atlético Nacional, Libertad e Barcelona. O excelente centroavante Guido Carrillo conduziu o time até as oitavas de finais, onde foi eliminado pelo Independiente Santa Fé-COL. Ganhando o primeiro jogo na Argentina por 2x1, o time de La Plata sucumbiu em Bogotá, perdendo por 2x0.

Racing - Muito se esperava do campeão Argentino de 2014. Com uma torcida apaixonada e fiel ao seu lado e com bons jogadores no elenco, a expectativa de levantar a Taça Libertadores pela segunda vez em sua história era enorme. Confiança certamente depositada em seu capitão e ídolo Diego Milito. 
A primeira fase foi de certa forma tranquila: 12 pontos e a primeira colocação no grupo. E euforia aumentava. Nas oitavas, passou da fraca equipe do Montevidéu Wanderers (que passou na segunda colocação no grupo do Boca Juniors), mas passou sofrendo: 1x1 no Uruguai e 2x1 na Argentina. Depois, a torcida acreditava mais ainda... Mais um adversário considerado fácil: Guarani-PAR. A euforia aumentava e a torcida acreditava que a "mala suerte" realmente estava ficando para trás. Mas aí, veio à decepção... Perdendo por 1x0 no Paraguai e empatando em casa no placar de 0x0, com o estádio lotado, o Racing se viu fora da disputa pelo título. Mais uma vez.

Boca Juniors - A equipe Xeneize começou de forma dramática a competição, tendo que disputar uma repescagem contra o Vélez Sarsfield em jogo único, no qual ganhou por 1x0, em um golaço de Colazo. Na fase de grupos foi arrasador: Seis vitórias em seis jogos, somando 18 pontos e o primeiro lugar geral. Como dito de forma anterior, o Boca acabou sendo eliminado pelo seu maior rival: 1x0 pro River no Monumental de Nuñez e 0x0 no jogo de volta, no qual houve apenas a primeira etapa, pois na volta para o segundo tempo, a torcida do Boca tacou spray de pimenta nos jogadores adversários, sendo punido pela Commebol.

River Plate - Talvez um dos campeões mais sofridos, onde teve a maior história de superação na competição, o River Plate conquistou a América de forma incrível!
O River Plate caiu em um grupo fácil, mas fez questão de complicá-lo. Um grupo onde tinha Tigres, Juan Aurich e San José, o River perdeu para Tigres e San José (única vitória da equipe na competição) e empataram os dois jogos com o Juan Aurich em 1x1. Por fim, a equipe fez os mesmos sete pontos de San Lorenzo e Huracán, que foram eliminados, mas ele passou, graças a uma derrota em casa do Juan Aurich frente ao time reserva do Tigres no incrível placar de 5x4. O pior classificado em pontos, enfrentou justamente o primeiro: Boca Juniors. Com uma vitória no primeiro jogo por 1x0, gol marcado por Sanchez, o River segurou o empate em 0x0 na La Bombonera, no jogo onde só teve um tempo e avançou para as quartas de finais. Nas quartas, mais sofrimento, derrota no primeiro jogo no placar de 1x0 para o Cruzeiro, em pleno solo Argentino. A desclassificação que era iminente para muitos, se reverteu na volta: 3x0 no Mineirão. O River anulou o Cruzeiro e foi para a semifinal da competição. Na semi, o Guarani-PAR: A zebra. Eliminando Corinthians e Racing, sem deixar que os mesmos nos quatro jogos disputados fizessem um gol sequer, o Guarani veio para surpreender os Millionários. Tentativa frustrada. River ganhou em casa por 2x0 e arrancou o empate no Paraguai: 1x1

- A final

O velho conhecido da primeira fase estava de volta no caminho do River Plate. O Tigres, primeiro colocado no grupo 6, estava ainda mais forte do que aquele que ganhou um jogo em casa e empatou na Argentina. Contratações caríssimas e um investimento alto para ganhar a competição, até porque nenhuma equipe Mexicana havia sido campeã da Libertadores. Gignac foi contratado. Este, teve mais gols que o craque mundial Zlatan Ibrahimovic na Ligue 1, como é conhecido o Campeonato Francês. O River, por sua vez, havia perdido o seu principal atacante Téo Gutierrez, negociado com o Sporting-POR.

O primeiro jogo aconteceu no México, pois o regulamento da Commebol diz que times Mexicanos são convidados e não podem decidir uma final diante de seus torcedores. Em um jogo morno e amarrado, os Millionários seguraram o 0x0 e levaram a decisão pra sua casa.

No segundo jogo, a camisa pesou e o River não tomou conhecimento do rival e foi campeão ganhando o jogo por 3x0. Um massacre. Festa do gigante que ressurgiu e ganhou o seu passaporte pra final do Mundial Interclubes. 

River Plate três vezes campeão da Copa Libertadores da América.
Para a Libertadores 2016, os Argentinos classificados são: River Plate (Atual campeão da competição), Boca Juniors (Campeão Argentino), San Lorenzo (Vice campeão Argentino), Rosário Central (Finalista da copa da Argentina), Huracán (Melhor Argentino colocado na sul-americana) e Racing (Vencedor do torneio seletivo, batendo o rival Independiente). Os dois últimos jogam a pré-libertadores.

Copa Sul-americana

Mais uma vez um time Argentino disputou a final da competição secundária no calendário do futebol Sul-Americano, mas desta vez perdeu. O Huracán perdeu a final nos pênaltis para o Santa Fé e foi o vice campeão. Mais uma decepção para os Quemeros em 2015, mas que teve o alento de conseguir a vaga na pré-libertadores de 2016.

Partindo desde as oitavas de final, havia quatro representantes Argentinos na competição: Lanús, Huracán, River e Independiente. O primeiro foi o único eliminado nesta fase, após ser derrotado nos pênaltis para a equipe do Defensor, depois de dois empates em 0x0.

O próprio Defensor sofreria o revide de outra equipe Argentina na outra fase, o Huracán. Com um 1x0 na Argentina, o Huracán segurou o empate no Uruguai e foi para a semifinal. O River, por sua vez, passou da valente Chapecoense. Já o Independiente, foi eliminado pelo Santa Fé. O preço foi pago pela derrota em casa no primeiro jogo, em Avellaneda: 1x0. No segundo, empatou em 1x1 e ficou de fora.

Os dois únicos sobreviventes Argentinos se enfrentaram na semifinal. O Huracán bateu o poderoso River Plate pelo placar de 1x0 no primeiro jogo, nos domínios do River Plate. No segundo, assegurou um empate em casa no placar de 2x2 e foi para a final.

Com dois jogos mornos e ruins de assistir, terminando ambos em 0x0, as cobranças de penalidades máximas também foi um show de horrores, com muitos pênaltis perdidos. No fim, o Santa Fé conseguiu o título diante de sua torcida após converter três cobranças, contra uma do Huracán.

O Santa Fé acabou com mais um sonho do Huracán na temporada e se sagrou campeão em Bogotá.
Copa da Argentina

Em sistema de mata-mata, a Copa Argentina dá a chance para as equipes de todas as divisões se enfrentarem neste sistema de eliminatórias em jogo único, com mando longe dos territórios das duas equipes.

Com uma campanha incontestável, o Boca Juniors se sagrou o campeão da competição pela terceira vez, sendo o maior ganhador de todos.

- Uma final polêmica

Na final, o Boca Juniors derrotou o Rosário Central pelo placar de 2x0, onde houve a alegação de diversos erros de arbitragem. O Rosário reclamou de um gol mal anulado, um pênalti mal marcado para o Boca e o outro gol também sendo irregular, com o pedido de impedimento.

No lance do gol do Rosário, Larrondo e Marco Rubén subiram juntos para cabecear a bola. Quem tocou na bola foi Larrondo, que estava impedido.

O pênalti, convertido por Nicolás Lodeiro, foi uma falta sofrida por Peruzzi fora da área. O juiz se equivocou e marcou a penalidade máxima.

No segundo gol, Andrés Chavez recebeu em condição legal antes de finalizar com o gol aberto e decretar a vitória Xeneize.

O capitão Cata Díaz e Andrés Chavez carregando a taça conquistada.
Campeonato Argentino

Em 2015 foi adotado um modelo diferente de todos os outros anos no Campeonato Argentino. O torneio "Clausura" e o "Apertura" foram substituídos pelo modelo dos pontos corridos, tendo este ano, trinta times na primeira divisão.

O interessante de tudo, é que além das 29 rodadas, existe uma rodada somente com clássicos, onde os mandos são invertidos do outro clássico já estabelecido em tabela. Portanto, uma rodada só com os maiores clássicos locais, mais as outras 29.

O Boca Juniors depois de quatro anos, voltou a ser o Campeão Argentino, liderando e dominando o campeonato praticamente de ponta a ponta, sendo ameaçado, por vezes, pelo San Lorenzo, que não teve fôlego pra alcançar a equipe Xeneize, trinta e uma vezes campeã Argentina.

Esta edição do Campeonato Argentino, além de ser marcado por estas novidades, foi novamente marcada pela violência fora dos gramados. Godoy Cruz x Racing precisou ser adiado, devido à torcida local tacar muitas pedras e objetos no campo. Vale lembrar que não se pode ter torcida visitantes em jogos do campeonato, devido à violência que geralmente causava mortes entre as torcidas locais e visitantes.

- A volta do Apache

Este campeonato foi marcado pela volta de Carlitos Tevez ao Boca. Uma relação de puro amor entre Boca e Tevez foi o que fez o craque voltar aos solos Argentinos. Um jogador jogando em alto nível no futebol europeu largou tudo e veio ser campeão duas vezes pela sua equipe do coração. Carlitos, em alto nível, ajudou e muito a estas conquistas do Boca nesta temporada e quer mais: Quer ser campeão da Libertadores mais uma vez.

Tevez se apresentou em uma La Bombonera lotada só pra vê-lo. Chegou com status de rei.
- Jogo do título

O Boca foi campeão antecipado, mas precisou secar os rivais. O título poderia ter vindo à antepenúltima rodada, frente a um dos seus maiores rivais, Racing. O jogo em Avellaneda foi desastroso para o Boca, que teve Cata Díaz expulso ainda na primeira etapa, em um lance onde Gustavo Bou converteu a penalidade máxima. No fim, Boca perdeu por 3x1, mas só dependia de uma vitória em casa contra o Tigre pra se sagrar o campeão.

Diante de uma La Bombonera lotada, sendo um caldeirão, o Boca ganhou o jogo por 1x0, gol de Monzón de cabeça, mas mesmo que não ganhasse o jogo já seria campeão, pois o Rosário Central, até então segundo colocado, perdeu o seu jogo fora de casa frente ao Banfield. Boca campeão pela 31ª vez, somando 64 pontos com 20 vitórias, quatro empates e seis derrotas.

Tevez voltou para fazer o gigante voltar a conquistar títulos.
Mundial Interclubes

O River Plate abdicou do Campeonato Argentino depois do título da Copa Libertadores, focando apenas e somente no mundial, sonhando em ser bicampeão e terminando o campeonato nacional na 9ª colocação.

A equipe de Nuñez perdeu muitos jogadores importantes, como o ídolo Cavenaghi, Téo Gutierrez (Antes mesmo das semifinais), Pezzella e Funes Mori, não conseguindo repor às peças a altura.

- Semifinal

A semifinal contra o Sanfreece Hiroshima foi tensa, com cara de Libertadores. O River ganhou pelo placar de 1x0, com gol de Alário, depois de uma falha gritante do goleiro adversário. Goleiro que não faltava ao seu lado. Baroveiro foi o melhor jogador da partida, fazendo defesas sensacionais, principalmente quando o jogo ainda estava 0x0. A vaga pra final veio, mas sob os olhares mais conservadores: O River não jogou bem.

- Final

A torcida Millionária compareceu em peso no Japão e estava muito animada, afinal, faltava apenas um jogo para o River voltar a dominar o mundo. Um estádio com muitos "hinchas" do clube Argentino apoiou a equipe contra o poderosíssimo Barcelona, que tem incontestavelmente o melhor ataque do mundo, sendo dois dos três atacantes indicados para o troféu bola de ouro, de melhor jogador do mundo.

A final foi bem pegada no início, com a equipe Argentina marcando firme, fazendo muitas faltas e não dando espaço para a equipe da Catalunha fluir seu jogo. Porém, ainda no primeiro tempo, o gênio Messi fez o primeiro gol do Barcelona, após cruzamento de Dani Alves e passe de Neymar. Depois do 1x0, o jogo foi outro.

No segundo tempo, o River foi totalmente o oposto da primeira etapa. Muito espaço dado, pouca pegada e o 3x0 no final das contas saíram barato; O River poderia ter levado uma goleada histórica.

Trio MSN conquista o título que faltava. Atuação brilhante dos três jogadores na final, como de costume.
Para fechar, caros leitores, separei para vocês alguns bons nomes do mercado Argentino. Jogadores que se destacaram no ano de 2015.

Barovero (River Plate) - Sem dúvidas o melhor goleiro do futebol Argentino em 2015. Defesas sensacionais que ajudaram a equipe a ganhar a Copa Libertadores e chegar à final do mundial interclubes.

Mercado (River Plate) - Lateral direito com bom poder de marcação e que também sabe apoiar. Peça chave na equipe comandada por Gallardo.

Peruzzi (Boca Juniors) - Jogando na mesma posição que Mercado, disputa um lugar na reserva da lateral direita da seleção Argentina. Uma temporada muito boa e muito forte do lateral Xeneize, que tem como principal característica o apoio ao ataque.

Julio Buffarini (San Lorenzo) - Um jogador que se destaca muito pela velocidade e facilidade no apoio ao ataque, Buffarini pode jogar também de meia pela direita, mesmo sendo um lateral direito de origem. Fez um ótimo ano de 2015, assim como 2014.

Funes Mori (Everton) - O melhor zagueiro da Libertadores pelo River Plate foi vendido ao Everton. Funes Mori foi uma imensa perda e mesmo jogando meia temporada, foi um destaque e tanto.

Nicolás Colazo (Boca Juniors) - Jogador que surpreendeu a todos na lateral esquerda. Com chutes fortíssimos de fora da área, fazendo alguns golaços, até mesmo de falta, Colazo se tornou um marcador regular e excelente no apoio. Fez uma ótima temporada.

Cristian Villagra (Rosário Central) - Lateral esquerdo que muito se destacou nesta campanha do clube de Rosário em 2015. Bom cruzador, marca bem e tem muita explosão. Além disso, é versátil e joga muito bem também na lateral direita.

Emmanuel Más (San Lorenzo) - Mesmo que peque um pouco na marcação, Más é um excelente apoiador. Chega com muita facilidade na linha de fundo e proporciona cruzamentos rasteiros de altíssimo perigo ao adversário, sendo peça fundamental na equipe de Boedo.

Pichi Mercier (San Lorenzo) - Volante com a cara do futebol Argentino, Mercier é um volante incansável na marcação. Um pouco abaixo do que 2014, ainda sim, fez um ótimo ano de 2015.

Ezequiel Videla (Racing) - Outro volante incansável e de muita raça, Videla é uma peça chave na marcação do time do Racing. Um nato roubador de bolas.

Cristian Erbes (Boca Juniors) - Desde a base da equipe Xeneize foi um Leão e hoje em dia está mostrando toda sua capacidade de marcação, de roubada de bola e com muita vontade. Um jogador que além de ser promissor, também é realidade.

Pablo Pérez (Boca Juniors) - Caiu de rendimento nas últimas partidas do ano, mas foi muito bom nos outros nove meses. Jogador inteligente que fecha o meio campo tendo boa marcação e sobe ao ataque com muita classe e categoria.

Marcelo Meli (Boca Juniors) - Fazendo a linha de três volantes juntamente aos dois supracitados da equipe Bostera, Meli desperta interesse de clubes como o PSG. Sabe marcar, passa muito bem a bola e chuta de qualquer distância. Um volante de rara habilidade.

Carlos Sanchez (River Plate) - Um meia pela direita que também tem um papel de marcação. Dominou o meio campo do River e foi o melhor jogador do time na Libertadores da América. Atraiu a atenção de diversos clubes sul-americanos, mas seu destino na próxima temporada será o Monterrey-MEX.

Nery Domínguez (Rosário Central) - Meio campista habilidoso e inteligente, Nery se destacou ao lado do jovem Cervi, negociado com o Benfica. Nery é um jogador que pensa e cria oportunidades pros seus companheiros.

Nicolás Lodeiro (Boca Juniors) - Com um futebol ruim apresentado no Botafogo e no Corinthians, Lodeiro deu a volta por cima e foi um dos destaques do Boca nessa reta final de 2015, sendo importante no campeonato Argentino e fazendo gols decisivos na Copa Argentina. Muito se espera dele em 2016.

Atenção especial aos excelentes atacantes

Gustavo Bou (Racing) - Um atacante frio, que faz muitos gols, que corre muito, que é inteligente e não a toa foi o artilheiro da Copa Libertadores e um dos principais jogadores no título Argentino do ano passado. Bou é um jogador muito bom e ídolo do time de Avellaneda.

Guido Carrillo (Mônaco) - Infelizmente o Estudiantes perdeu um atacante sensacional. O jovem Carrillo vinha se destacando e não era de hoje. Um nove oportunista, fazedor de gols, alto, com técnica e sempre à disposição do treinador. Foi negociado esse ano, mas antes, fez uma excelente Copa Libertadores.

Rodrigo Mora (River Plate) - Cada dia que passa, Rodrigo Mora evolui mais como atacante. Deixou muito a desejar neste mundial interclubes, mas com a saída de Gutierrez, não decepcionou a torcida Millionária e fez gols importantes. Sempre está marcando e é um jogador rápido, inteligente. Seria uma excelente aquisição em qualquer time sul-americano.

Carlitos Tevez (Boca Juniors) – Desculpe-me leitores. Esse aqui dispensa qualquer comentário. Um absurdo de jogador. Fantástico.

Marcelo Larrondo (Rosário Central) - Foi à dupla perfeita de Marco Rubén. Jogador que se encaixou perfeitamente na equipe. Raçudo, de boa visão de jogo e boa finalização. Não deve ficar muito tempo na equipe de Rosário se continuar jogando assim.

Ramon Ábila (Huracán) - De certo, o segundo melhor 9 do futebol Argentino. Um jogador que faz gol de todas as formas. Finaliza muito bem, cabeceia muito bem e é a total referência desse time do Huracán. Chamou a atenção de vários clubes, mas nada de transferências concretas. Realmente, o ano de 2015 para Ábila foi sensacional. Um jogador muito acima da média.

Jonathan Calleri (Boca Juniors) - Ótimo centroavante. Do lado de Tevez, se tornou um jogador incontestável e muito querido pela torcida. Calleri é raçudo, tem presença de área e é frio. Excelente jogador, mas que deve ser vendido para o futebol Italiano.

Marco Rubén (Rosário Central) - Esse merece estar com o nome em negrito, porque sem dúvidas foi o melhor jogador do futebol Argentino neste ano de 2015. Artilheiro isolado do campeonato Argentino, Marco Rubén é um raro finalizador. Quase sempre fatal, sempre bem colocado, sempre inteligente e com um jogo aéreo muito forte também. Com certeza, um jogador desse nível, não será fácil pro Rosário segurar. Somente no campeonato nacional, em 29 jogos, fez 21 gols. Inclusive contra o maior rival Newells, fora de casa. Uma temporada simplesmente sensacional do camisa 9 do Rosário.

Para todos os leitores, espero que tenham gostado do resumo do ano de 2015. Em 2016, estaremos juntos aqui no Linha de Fundo cobrindo tudo o que rola pelos campos Argentinos.

Um feliz Natal e um feliz ano novo.

Por: @rafaelyancabj 
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