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sábado, 26 de dezembro de 2015

De desacreditado a um dos destaques: a evolução do Grêmio em 2015

Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Mais um ano chegando ao fim e os resultados obtidos pelo Grêmio ao longo da temporada não foram muito diferentes daqueles alcançados em anos anteriores: vaga na Libertadores, alguns jogos excepcionais, falhas em partidas decisivas e nenhum título. Contudo, foi visível a evolução da equipe ao longo do ano de 2015. Inicialmente muito mal treinado, o time sofreu uma drástica mudança, permitindo que, ao contrário do que ocorria em anos passados, a torcida tivesse motivos concretos para acreditar em um futuro mais próspero.

Grande responsável pela evolução do time, o estudioso e promissor técnico Roger Machado renovou os ânimos da equipe e introduziu sua maneira de jogar, indo de encontro com o planejamento da diretoria, que objetiva resultados a médio/longo prazo. Além disso, como o projeto da atual direção busca uma reestruturação financeira do clube, tornou-se imprescindível a recuperação das categorias de base, fato que o treinador conseguiu realizar muito bem, com a revelação de novos atletas e lapidação de joias que a pouco haviam sido integradas ao plantel principal.


O Grêmio terminou o ano de 2015 em alta e, se levarmos em conta o início de ano desastroso, é um grande fato. Sim, acredito que todos os torcedores estejam fartos de “comemorar” vagas. Porém, a campanha que levou a equipe ao G-4 é digna de aplausos. Agora, para a Libertadores de 2016, ainda há muito a melhorar – ainda mais estando o Grêmio no grupo mais difícil da competição –, identificar as deficiências do elenco, trazer bons jogadores e, talvez, o principal seja evitar erros e decisões equivocadas, como ocorreu nas últimas participação do Tricolor no maior torneio da América: em 2013 e 2014, a direção apostou em elencos milionários, endividou-se e não conseguiu ir longe na competição. 

Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Confira a retrospectiva gremista do ano de 2015; a campanha que levou o Tricolor a Libertadores, todos os campeonatos disputados, destaques e decepções:

GAUCHÃO

Como já virou costume, o Grêmio iniciou a temporada muito mal. Já nos amistosos, o time demonstrava que este seria um longo ano. No início do Gauchão, a situação mostrava-se ainda mais preocupante, com derrotas para times do interior nas primeiras rodadas (contra Aimoré, fora de casa, na 2ª rodada; Brasil-PEL e Veranópolis, em casa, na 4ª e 5ª rodada, respectivamente).

Em meados do campeonato, o time de Felipão passou a engrenar, vencendo seus jogos e tornando o torcedor mais otimista. Ao contrário do que se via em edições anteriores, o Grêmio valorizou a competição estadual. Todavia, mesmo tendo sido suficiente para a equipe chegar à final do campeonato, o desempenho não foi o bastante para o time levantar o caneco. Na decisão do título, o Grêmio enfrentou o Internacional – que, embalado por bons resultados na Libertadores,  na época, vivia o seu melhor momento no ano – e, após empatar pelo placar de 0 a 0 em casa, viu o rival ficar com a taça, pela 5ª vez consecutiva, após vencer por 2 a 1 no Beira-Rio.

Foto: Lauro Alves/Agência RBS
COPA DO BRASIL

Uma competição que o Grêmio conhece muito bem: já foram quatro títulos conquistados – o maior campeão, ao lado do Cruzeiro. Sendo assim, o torneio gera muita expectativa, com os torcedores sempre invocando o espírito copeiro e vencedor, marca do Grêmio nos quatro triunfos. No ano de 2015, não foi diferente. Ainda sob o comando de Felipão, que também é tetracampeão da Copa do Brasil – fato que aumentou ainda mais a esperança dos aficionados –, o Tricolor iniciou a busca pelo penta, diante do Campinense, da Paraíba.

Nas fases iniciais, o Grêmio enfrentou ainda o CRB, onde venceu pelo placar de 3 a 1 e conseguiu eliminar o jogo da volta, e o Criciúma, vencendo nos pênaltis e “exorcizando o fantasma de 91”.

A partir das oitavas de final, passaram a integrar a competição os clubes que participaram da Libertadores. Por sorteio, ficou decidido que o Grêmio pegaria a equipe do Coritiba. Com duas vitórias, os comandados de Roger avançaram para a próxima fase, onde, também determinado por sorteio enfrentou o Fluminense e foram forçados a adiar o sonho do pentacampeonato.

O primeiro duelo entre os Tricolores, no Rio de Janeiro, terminou empatado em 0 a 0. No jogo da volta, o Fluminense surpreendeu com um gol de cabeça de Fred, após falha de marcação gremista, e com o goleiro Cavalieri pegando até pensamento. Mesmo pressionando muito a equipe adversária, o Grêmio conseguiu chegar apenas ao empate, com Bobô. O que não bastou, devido ao gol qualificado, e quem avançou às semifinais foi o Tricolor das Laranjeiras.

Com a eliminação da Copa do Brasil e o Corinthians disparando, cada vez mais, na liderança do Campeonato Brasileiro, que seguia paralelamente, os torcedores tiveram que se conformar com mais um ano sem nenhum título expressivo. O time, entretanto, não se abateu e continuou a sua saga em busca do G-4.

Foto: Ricardo Giusti
BRASILEIRÃO

As primeiras partidas do campeonato foram tão ruins quanto o início do Gauchão. Os mais céticos já cravavam o Tricolor gaúcho como postulante ao rebaixamento. A estreia, jogando em casa, contra a Ponte Preta, foi extremamente amarga, com a equipe cedendo um empate em 3 a 3, após ter aberto uma diferença de 2 a 0 e sofrendo gol no último minuto. Na rodada seguinte, o resultado foi ainda pior: uma derrota por 2 a 0 diante do Coritiba. Essa partida acabou sendo a última do técnico Felipão na casamata e ficou marcada como um divisor de águas do Grêmio na temporada.

Sai um ídolo, entra outro: Roger Machado, ex-lateral do Grêmio nos anos 90, com diversas conquistas como Copa do Brasil, Libertadores e Brasileirão, foi o escolhido para assumir o comando da equipe. Roger já havia comandado o Tricolor na condição de interino e participou do Gauchão 2015 como treinador do Novo Hamburgo. Com 40 anos, o jovem técnico foi uma aposta acertada da direção e, com exaustivo trabalho, modificou a maneira de jogar do time, introduziu um padrão tático, valorizando o coletivo, um futebol mais leve, flutuante.


Algumas vitórias importantes, ainda na primeira metade do campeonato, deixaram escancarados esses novos atributos da equipe. Contra o Corinthians, na Arena, o Tricolor surpreendeu a todos ao aplicar um placar de 3 a 1, jogando um futebol bonito, com objetividade e intensidade.

Na 17ª rodada, outra grande atuação. Um massacre sobre o maior rival. Dominando o adversário durante os 90 minutos, o Grêmio marcou sonoros cinco gols que não serão esquecidos tão cedo – por nenhum dos dois clubes. A elasticidade no placar, em um confronto que comumente é decidido somente nos erros, demonstrou o quão significativa foi à evolução gremista nas mãos do técnico Roger.

Na rodada que se sucedeu, mais uma partida extraordinária, que acabou coroando aquela semana como a melhor do Grêmio na temporada. Diante do vice-líder Atlético Mineiro, no Mineirão, o Tricolor venceu com autoridade, defendendo-se bem e aproveitando belos contra-ataques para marcar os dois gols da vitória.


O segundo turno do campeonato ficou marcado pela regularidade. O Grêmio manteve-se na 3ª colocação, posição que alcançou após a lavada no GreNal, até a última rodada da competição. Na Arena, com o apoio da apaixonada torcida, o Grêmio tornou-se praticamente imbatível. Longe de seus domínios, os resultados não foram tão bons assim e acabaram sendo um grande empecilho na perseguição ao líder.

DESTAQUES: Geromel e Luan

Um porto seguro na defesa e a grande referência no ataque: Geromel e Luan foram, sem sombra de dúvidas, os principais jogadores do Grêmio em 2015.

Pedro Geromel, que muitos achavam que jogava bem apenas devido a sua parceria com Rhodolfo, manteve as excelentes atuações mesmo após a saída do seu companheiro para a Turquia. Independente de quem estivesse ao seu lado, mostrou que é muito mais do que simplesmente um rostinho bonito no meio do futebol, sendo o principal responsável pela segurança defensiva tricolor.



Já Luan que, inicialmente, sofreu com as duras críticas vindas da torcida, firmou-se em 2015 e é o grande diferencial técnico da equipe. Com seu faro artilheiro, terminou o ano como goleador, marcando 18 gols, e líder de assistências (13). É craque e foi fundamental na temporada.


FURADAS: Cebolla e Braian Rodriguez

Um meia e um atacante que chegaram, ainda no início da temporada, para exercer funções que estavam em aberto na equipe. Um sofreu com constantes lesões, o outro sofreu com a ruindade. 

Cristian Rodriguez, o Cebolla, meia da Seleção Uruguaia, desembarcou em Porto Alegre com enorme expectativa. Um tipo de jogador que é praticamente impossível não vingar em algum clube. Ainda mais tendo características que vão de encontro com o que o torcedor gremista mais preza: garra, raça e vontade. Entretanto, mais uma vez, o Grêmio mostrou que nada é impossível. Cebolla mal vestiu a camisa tricolor e já sofreu com sucessivas lesões, que o tiraram de muitos jogos e o levaram a rescindir com o clube, menos de dois meses após a chegada e tendo disputado apenas duas partidas. 

O uruguaio Braian Rodriguez veio do Huachipato no início do mês de março, para suprir a saída do centroavante Hernán Bracos e acabou tornando-se uma grande decepção. Terminou o ano com números catastróficos para um atacante: balançou as redes apenas duas vezes, uma pelo Gauchão, contra o Cruzeiro de Porto Alegre, e outra no Campeonato Brasileiro, diante do Figueirense. 



GOL MAIS BONITO: Douglas (Grêmio x Atlético Mineiro)


Uma verdadeira obra prima. Um gol coletivo, oriundo de um contra-ataque fulminante, que começou no campo de defesa, com Galhardo, e, após uma troca de passes fatal, culminou no arremate do maestro Douglas, que apareceu extremamente bem posicionado. Um gol com a cara do técnico Roger, fruto de incansáveis treinos. O golaço, além de encantar torcedores, correu o mundo e virou destaque nos principais jornais e sites esportivos.


Não tinha como escolher outra partida. A 17ª rodada do primeiro turno do Brasileirão de 2015 ficará na memória de todos os gaúchos. O Inter ainda vivia o drama da eliminação da Libertadores e, naquela semana, havia demitido o técnico Diego Aguirre – para criar um “fato novo”, como a direção chamou, na época. O Grêmio vinha de uma crescente no campeonato, no entanto, ninguém imaginava que uma goleada fosse possível. Com gols de Giuliano, duas vezes Luan, Fernandinho e Réver (contra), o Grêmio de 2015 entrou para a história, já que desde 1948 nenhuma das equipes conseguia vencer por cinco ou mais gols de diferença um clássico GreNal.

PIOR PARTIDA: Coritiba 2 x 0 Grêmio

Ainda sob o comando de Felipão, a partida ocorreu no dia 16 de maio, pela segunda rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Com duas trapalhadas da zaga já na etapa inicial – sendo uma delas, um gol contra bizarro do zagueiro Erazo –, o Grêmio, jogando fora de casa, perdeu para o Coritiba e teve uma péssima atuação, sem objetividade, vontade e força de reação.


Janaína Wille | @janainawille
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