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quinta-feira, 31 de março de 2016

Tropeçando nos próprios erros


O retrato do Flamengo hoje é basicamente idêntico ao gol perdido por Willian Arão nos últimos minutos do jogo desta quarta-feira (30). O time tem a chance de algo maior ali, bem a sua frente, porém, a incapacidade coletiva de buscar vitórias acaba deixando as oportunidades sendo apenas isso, um desperdício.

Diferentemente das últimas partidas, o Flamengo jogou bem e jogou melhor, para vencer mesmo. Porém, o time não consegue parar de esbarrar no único que impede o sucesso na temporada: ele mesmo. Quantas chances o rubro-negro teve em que apenas um chute ou passe simples resolveria a situação e conseguiram complicar? É difícil entender o que exatamente tem acontecido com esse elenco, que tem tudo em suas mãos e acaba jogando fora.

Já ficou cansativo repetir as mesmas coisas toda semana. É óbvio que houve uma mudança de postura que fez diferença na partida e quase nos deu a vitória, mas perdemos dois pontos pelo mesmo motivo que perdemos pontos nas últimas rodadas. Sempre acabamos terminando nos jogadores marcados que não ajudam, não acrescentam e acabam virando um peso. Voltamos às falhas defensivas que são frequentes demais para serem ignoradas. E então há um ataque que não consegue marcar gols por fazer tudo, menos chutar na direção das redes.

Podemos sim tirar coisas positivas do empate, começando pela raça na disputa do clássico que há muito não tínhamos e que certamente fez o Flamengo ser superior durante os 90 minutos. Também é bom dizer que o time, apesar de cair na pilha vascaína algumas vezes, não diminuiu a pressão pelo número de faltas e até por pênaltis não marcados. As chances perdidas foram frustrantes? Sim, mas eles seguiram tentando.


É importante falar sobre três jogadores em especial. Começando por Guerrero, que, apesar de jogar dois jogos completos com a seleção peruana, fez questão de voltar e estava disposto para a partida. Ainda que tenha errado muito, foi importante ver que ele está dedicado à isso. Alan Patrick e Marcelo Cirino, que dividem opiniões na torcida, entraram na metade do segundo tempo e fizeram muita diferença, principalmente porque o segundo conseguiu finalmente tirar Emerson Sheik do campo e ainda marcou o gol.

A próxima partida é contra o Botafogo no próximo sábado (2) e será um confronto duro contra um dos times mais regulares do campeonato. Em Juiz de Fora, o Flamengo precisa vencer, já que, na sexta colocação, saiu da zona de classificação e tem que somar pontos urgentemente.

Mariana Sá || @imastargirl 

Chile volta aos trilhos e vence a Venezuela

Com dois gols de Mauricio Pinilla e dois de Vidal, Chile venceu por 4 a 1 no Estádio La Carolina, na Venezuela, e salta para a quarta colocação.


O jogo:

A Seleção Venezuelana começou pressionando muito o Chile, partindo para cima e tentando o gol a todo custo. passados os quinze primeiros minutos, pênalti para os venezuelanos. Otero foi para a cobrança e fez 1 a 0. Bastou o gol para os chilenos acordarem. No lance seguinte, bola cruzada na área e Pinilla empatou.

Depois do empate só dava Chile, em nova jogada com falha da defesa venezuelana, Pinilla teve espaço e fez seu segundo gol, o segundo dos chilenos. O Chile manteve a mesma intensidade durante toda a primeira etapa, só que a bola não entrava.

Na segunda etapa, La Roja voltou com a mesma força, pressionou muito chutando de fora da área. Em forte jogada pela direita, Arturo Vidal passou por dois e fez um golaço, colocando o 3 a 1 no placar. Vidal realmente estava inspirado, em mais um lance dele, acertou um chute muito bonito e fez mais um, 4 a 1 Chile.

Os chilenos tiveram uma incrível noite e mostraram porquê são os campeões da Copa América e também os favoritos nesta edição Centenária. Viva Chile, em 2018!

Francisco (@BorjaFrancisco_) || @SiteLF

O que se passa, Brasil?

Acredito que eu não sou o único Brasileiro a martelar essa pergunta na cabeça. Na última sexta-feira (25), o Brasil recebeu o Uruguai em casa, na Arena Pernambuco. A Seleção vinha confiante pelo fato de jogar em casa com o apoio de sua torcida, abriu o placar logo no início do jogo, ampliou com Renato Augusto e dormiu em campo. Sofreu dois gols que poderiam ser evitados. Vida que segue.

Neymar e Suárez, dessa vez em lados opostos
A seleção brasileira jogou novamente na última terça-feira (29) contra o Paraguai no estádio Defensores del Chaco, casa dos adversários. Os paraguaios tentariam usar sua melhor arma que era a torcida, enquanto os brasileiros tentariam usar a "camisa pesada" e o tal do bom futebol - que ainda não consegui encontrar. Para enfrentar o Paraguai, Dunga não contava com Neymar e David Luiz, que cumpriam suspensão automática. O Brasil começou com a sua famosa - ou cansativa, entendam como achar melhor - formação 4-5-1, que já está mais que conhecida e fácil de neutralizar.


A bola rolou e só o Paraguai parecia ter entrado em campo. A seleção brasileira tinha aparentemente esquecido seu bom futebol na concentração ou até mesmo, no vestiário. Só sobrava a camisa pesada em campo. A albirroja pressionava em busca da vitória - e não deveria ser diferente - por jogar em casa, com o Defensores del Chaco se transformando num verdadeiro caldeirão e o "prato" que seria servido era "a canarinho".

Aos 40 minutos da etapa inicial, a pressão paraguaia surtiu efeito. Lezcano aproveitou a deixada de Roque Santa Cruz e guardou a redonda no fundo da rede: 1 a 0 para os donos da casa. Intervalo de jogo e, na teoria, Dunga teria tempo pra mostrar aos jogadores a importância de cada um, o quê e quem eles representavam. Mas só na teoria. As equipes voltaram do intervalo, a bola rolou e logo aos 3 minutos, Benítez aproveitou a falha da defesa brasileira, ficou sozinho e guardou o seu: 2 a 0 para o Paraguai.

Benítez comemorando gol com seus companheiros
A desesperada seleção brasileira foi pro "tudo ou nada", mas com o pobre futebol que apresentava até ali, tudo indicava o "nada". Mas como eu havia escrito em outra oportunidade, independente de tudo, somos o Brasil. O desespero parecia começar a dar certo quando a bola foi levantada pra área e Gil cabeceou para o fundo do gol, mas o árbitro marcou uma falta de ataque.

Um pouco depois, aos 32 minutos do 2º tempo, o Brasil vinha animado com o "quase gol" de Gil e com o recuo paraguaio, e Hulk soltou um tiro com a sua perna canhota para o gol, Justo Villar deu o rebote, que caiu nos pés de Ricardo Oliveira sem marcação, que empurrou a bola para o fundo do gol. O Brasil diminuiu e ainda tinha mais 13 minutos e os acréscimos pra tentar um empate e, quem sabe, uma virada.


O Paraguai ficou fechadinho no campo de defesa e o Brasil passou a ter muitos meias e muitos atacantes, motivados pelo gol de Ricardo Oliveira. A seleção canarinho pressionava, pressionava e pressionava, mas não conseguia êxito. Os erros da equipe e do técnico Dunga passavam a se intensificar diante do cenário que se desenhava. Chegávamos aos 45 minutos e o árbitro indicou mais três de acréscimos. Aos 46 jogados, Daniel Alves recebeu a bola na entrada da área, driblou a defesa paraguaia e estufou as redes de Justo Villar, que nada pôde fazer no lance.

Daniel Alves comemorando o gol de empate
Ainda no último lance do jogo, por muito pouco o Brasil não chegou à virada. A bola espirrada sobrou nos pés de Jonas, que não tinha equilíbrio algum no lance e o atacante não conseguiu fazer o terceiro. Sorte do Paraguai. Mas agora, a pergunta continua: O que se passa Brasil? Cadê aquela seleção que veste uma camisa vencedora, pentacampeã mundial e que tem por características o futebol bonito aliado à raça? Não quero o Brasil do 7x1, que não tem mais o temor das outras seleções. Quero Brasil pentacampeão mundial, um Brasil aguerrido em campo, que honra a camisa, que é temido pelos adversários, o Brasil nunca deveria ter deixado de existir.

LEO FERNANDES || @leo_fernandes_9
LINHA DE FUNDO || @SiteLF

Um verdadeiro clássico

Fala, Turma da Fuzarca!

A eterna pergunta “Qual é o maior clássico do Brasil?” é certeza de grandes debates nas mesas redondas pelo país. Ontem tivemos um desses acontecimentos – não, não é apenas um jogo, é uma emoção inexplicável.


Era Vasco e Flamengo, em Brasília, o Clássico dos Milhões, pelo Carioca. Os embates entre Rodrigo e Guerrero; gol e Martin Silva; Riascos e torcida, deram tudo o que um clássico necessita.

Sede de vingança, gols perdidos, lances emocionantes, gols, provocações, as famosas “Cenas Lamentáveis” com direito a beliscão e tentativa de cotovelada e um final dramático daqueles que o coração morre, mas passa bem.
  

Diferente das últimas partidas, o clássico foi disputado, e até mesmo, bem jogado. Lances de perigos para ambos os lados, com uma superioridade do Flamengo.

O time da Zona Sul parecia que iria ganhar já quase no fim, mas o popular clube da Zona Norte, que outrora era impedido de disputar o Carioca por não ter campo e hoje vê seus rivais nessa situação, empatou.
  
É, pensando bem, não foi tão diferente das últimas partidas. O Populista segue sem vencer o Popular.

Abraços.

Matheus Freitas      @_MFreitas9_   // @sitelf

Bolívia joga mal e já preocupa nas Eliminatórias


Depois da partida na última quinta-feira, quando a Bolívia perdeu em casa para a Colômbia, já era certo que a seleção precisava ligar o sinal de alerta. Entretanto, o que se viu contra a Argentina foi à falta de resistência boliviana, que se envolveu no jogo de Messi e pouco tentou sair dele.

Que seria um jogo difícil todos já esperavam, mas a Bolívia não ofereceu nenhum perigo ao adversário. A seleção, além de ter a bola por pouquíssimo tempo, não conseguia trocar bons passes e finalizava sem muita vontade. O Estádio Mario Kempes presenciou um show de Messi sobre bolivianos que pareciam querer assisti-lo e não pará-lo.

No fim, o número alto de faltas (21) foi idêntico à posse de bola boliviana (21%), então fica claro que o time visitante não conseguiu nem esboçar uma reação ou levar perigo ao gol adversário. O baixo número de passes, que somando certos e errados não chega a cem, também é preocupante. Depois de levar dois gols logo na etapa inicial, foi difícil voltar para a partida.


Em penúltimo na tabela e sem jogos das Eliminatórias até Setembro, a Bolívia terá bons meses para se reorganizar e pensar na melhor estratégia para ir à Rússia. Além disso, no meio do caminho será disputada a edição especial da Copa América, competição que os bolivianos quase surpreenderam quando passaram de um grupo complicado e deram trabalho ao Peru nas quartas de final.

Mariana Sá || @imastargirl 

Fluminense vence mais uma

Mais uma vitória tranquila. Mesmo com o placar magro de 1 a 0, o Fluminense começa a criar consistência como time. É verdade que hoje teve uma atuação abaixo dos últimos três jogos, mas ganhar não jogando tão bem também vale muito. Dá confiança para o restante do campeonato, e, visando a final da Primeira Liga, poderá se dar o luxo de poupar alguns jogadores importantes nas rodadas finais do estadual.

Scarpa em ação contra o Bangu. (FOTO: Nelson Perez/FluminenseFC)
A partida foi morna e o Flu jogou muito mal o primeiro tempo, sendo lento na saída de bola e tendo muita dificuldade para fugir da forte marcação do Bangu. Já no segundo, Levir mudou o esquema tático e com duas mudanças, entraram M. Júnior e Douglas nos lugares de Osvaldo e Gérson. E, em uma jogada de Marcos Júnior pela esquerda, saiu o gol tricolor. Ele cruzou de canhota e o zagueiro, na tentativa de corte, empurrou para a própria rede. Depois disso o Fluminense administrou bem o jogo e venceu com tranquilidade.

Um dos destaques da partida, Wellington Silva parece estar "em casa’’ como lateral-esquerdo. Correu muito, deu chapéu, fez bem seu papel defensivo. Outro destaque positivo foi Henrique, muito seguro na defesa, tem muita elegância na saída de bola, melhorou bastante fisicamente e tem tudo para crescer ainda mais.

Levir pensativo na vitória tricolor. (FOTO: Nelson Perez/FluminenseFC)
Agora o Time de Guerreiros é o segundo colocado na Taça Guanabara, com oito pontos, e soma oito jogos de invencibilidade, coincidentemente após a estreia da camisa da Dryworld e a chegada de Levir, fechando o mês de março invicto.

Saudações Tricolores

Curtinhas:

Final da Primeira Liga tem que ser em Juíz de Fora, nada de inventar Sr. Peter Siemsen.

Edson mais uma vez não foi relacionado, pode ser uma boa moeda de troca em uma negociação futura.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Botafogo derrota Volta Redonda e sobe no Carioca

Visando se recuperar da primeira derrota sofrida na temporada, o Botafogo recebeu o Volta Redonda, na noite desta quarta-feira (30), em São Januário. E voltou a vencer. Com gols de Rodrigo Lindoso e Joel Carli, o Glorioso chegou a 7 pontos na Taça Guanabara e ocupa a 3ª posição na tabela. Agora, o Alvinegro se concentra para o próximo jogo, sábado, diante do Flamengo, às 16h. 

O JOGO

O Botafogo foi melhor no primeiro tempo. A iniciativa partiu do Alvinegro, que chamava o Volta Redonda para o seu campo de defesa. Logo nos primeiros minutos, o Glorioso já havia armado dois contra-ataques perigosos e aos cinco minutos, como consequência desse bom início, teve um pênalti a seu favor. Ribamar caiu na área em disputa com o zagueiro Luiz Gustavo. Rodrigo Lindoso cobrou e fez o gol. Botafogo 1 a 0. 


Lindoso comemora seu primeiro gol com a camisa do Botafogo (Foto: André Durão)
Após abrir o placar, o Botafogo continuava jogando com tranquilidade, dominando as ações da partida. Aos 18 minutos, Salgueiro, de calcanhar tocou para Ribamar, que caiu na entrada da área. A falta, que aconteceu, foi ignorada pela arbitragem. Aos 26 minutos, Rodrigo Lindoso roubou a bola e Ribamar arriscou de fora da área, o goleiro Mota defendeu. Aos 29 minutos, Fernandes deu belo lançamento para Salgueiro, livre na área. O uruguaio errou na hora de dominar e desperdiçou o que seria um golaço. 

O Volta Redonda acordou e cresceu no jogo. Aos 31 minutos, Tiago Amaral chutou de fora da área. Jefferson defendeu. No minuto seguinte, foi a vez de Marcelo arriscar de longe. Jefferson mais uma vez defendeu, mas dessa vez soltou. Por sorte, a defesa botafoguense afastou. Aos 33 minutos, Ribamar invadiu a área e chutou forte. Mota mais uma vez defendeu. Aos 41 minutos, mais pressão do Volta Redonda. Também de fora da área foi a vez de Niltinho arriscar. A bola foi para fora. Instantes depois, mais precisamente aos 42 minutos, o Botafogo teve a chance de ampliar o placar, Salgueiro lançou Diogo Barbosa, que tocou rasteiro para Gervasio Nuñez. O argentino parou, dominou, pensou e isolou a bola. Aos 44 minutos, Salgueiro, participativo no jogo, pegou sobra na entrada da área e bateu colocado. A bola raspou a trave. Aos 47 minutos, o primeiro tempo chegou ao fim. 

O segundo tempo começou diferente. O Volta Redonda era superior. No primeiro minuto, Niltinho bateu colocado na entrada da área, Jefferson fez grande defesa. O Botafogo cansou, diminuiu o ritmo e passou a ter muitas dificuldades para criar jogadas. Somente aos 13 minutos que o Glorioso conseguiu levar perigo. Fernandes soltou uma bomba de fora da área que passou bem perto do gol. Aos 18 minutos, Ricardo Gomes resolveu mexer no time. Tirou Salgueiro, o melhor do jogo e colocou Neilton. O atacante, aos 21 minutos, participou de lance curioso, 'Yaca' chutou de fora da área e o goleiro Mota espalmou para frente, no rebote. Neilton perdeu um gol feito. Para a sorte dele, a arbitragem já havia marcado impedimento. Aos 27', Ricardo Gomes realizou outra alteração. Gervasio Nuñez foi substituído por Gegê. Aos 30 minutos, Ribamar bateu de primeira. A bola explodiu em Mailson, que evitou o gol. No minuto seguinte, o Botafogo enfim ampliou. Gegê cobrou falta na medida e Joel Carli, de cabeça, livre, fez o gol. 


Festa dos jogadores no gol de Joel Carli (Foto: Vitor Silva/ SS Press/ Botafogo)
Aos 39 minutos, terceira e última alteração no Botafogo. Lucas Zen no lugar de Bruno Silva. O Glorioso apenas administrava o jogo, deixando o tempo passar. Aos 47', fim de jogo. Botafogo 2 a 0. 

OBSERVAÇÕES

Salgueiro jogou bem diante do Vasco, no último domingo. Hoje, idem. Aos poucos vai se soltando. Atualmente, é peça fundamental. Não entendi a saída no jogo. Espero que o Ricardo Gomes esteja poupando o uruguaio visando o clássico. 

Ainda vencendo por 1 a 0, o Botafogo estava se complicando no jogo. Foi só o perseguido Gegê entrar em campo para a situação mudar. Gostando ou não, Gegê hoje é peça importante para o time. Faz um ótimo início de temporada. 

Em 2016, Lucas Zen ainda veste a camisa do Botafogo. Deus me livre! 

FICHA DO JOGO

Botafogo 2
Jefferson, Diego, Joel Carli, Renan Fonseca, Diogo Barbosa; Rodrigo Lindoso, Fernandes, Bruno Silva (Lucas Zen), Gervasio Nuñez (Gegê); Salgueiro (Neilton), Ribamar. Técnico: Ricardo Gomes.  

Volta Redonda 0
Mota, Luiz Gustavo, Luan, Mailson, Cristiano (Lopes); Bruno Barra, Marcelo, Vinícius Pacheco (Rafael Pernão); Tiago Amaral, Niltinho, Hugo (Dija Baiano). Técnico: Felipe Surian. 

Estádio: São Januário (RJ). 
Árbitro: Carlos Eduardo Nunes (RJ). 
Assistentes: Francisco Pereira de Sousa (RJ) e João Luiz Coelho Albuquerque (RJ). 
Gols: Rodrigo Lindoso (6' do 1º T), Joel Carli (31' do 2º T). 
Cartão amarelo: Fernandes (Botafogo).  
Público: 1.043. 
Renda: R$ 13.250,00. 

Por: Gabriel De Luca (@biel_dluca).  

Rubrão vacila em casa e se aproxima do rebaixamento

Oeste perdeu a chance hoje de tentar se livrar logo dessa situação desconfortável, o time até jogou bem no primeiro tempo, teve várias chances, abriu o placar aos 18 minutos de cabeça com Cristiano encobrindo o goleiro, mas após o gol, o Oeste recuou muito, sendo assim o time do Osasco Audax teve mais chances de ataque, algumas chances foram defendidas pelo goleiro Leandro Santos do Oeste. E em uma boa cobrança de falta, por pouco o time de Osasco não empata,  a bola bateu na trave.

O Segundo tempo foi mais equilibrado, tiveram muitas chances para os dois lados, mesmo o Audax tendo mais posse de bola. O Rubrão teve a maioria das chances de ampliar o placar e matar o jogo, mas infelizmente não soube aproveitar, desperdiçando oportunidades vitais. A velha máxima do futebol apareceu nessa noite, o velho ditado "quem não faz, leva" aconteceu novamente com o Oeste. Rodolfo soube aproveitar a oportunidade e acabou empatando a partida em 1 a 1.


Foto: Césare Boralli
O Rubrão tentava, mais faltava mais pontaria, faltava precisão. Muitas chances eram desperdiçadas, era muito impressionante como o Oeste perdia gols, o torcedor já estava aflito esperando a reação do rubro-negro, porém recebeu um balde de água fria. Rodolfo vira o jogo para o Audax aos 44 minutos do segundo tempo, se não bastasse isso, Juninho ampliou para o time visitante um minuto depois, decretando a vitória para a audaciosa equipe do Osasco Audax.

O que se viu na equipe do Oeste nesse campeonato é a falta de espírito, falta de amor à camisa, pouca vontade. A atuação foi muito apagada de todo o time, a única palavra que se pode dizer sobre o time neste momento, é vergonha. É triste, repudiante ver nosso Rubrão passar por isso. O Oeste agora luta por um milagre pra escapar da zona rebaixamento, precisa vencer de qualquer jeito o São Paulo, no Estádio do Morumbi, no sábado, às 18h30. Somente a vitória que interessa, empate rebaixa o time para a segunda divisão do futebol Paulista. E além de ter que vencer essas duas últimas rodadas, o time ainda precisa de algumas combinações de resultados para escapar da degola.


Ficha Técnica:

Oeste 1x3 Osasco Audax

Oeste: Leandro Santos; Matheus Salustiano e Fernandinho; Betinho, Elivelton e Marcelinho Paraíba (Renan Mota); Mazinho (Renato Kayser), Cristiano (Danielzinho) e Maurinho. Técnico: Renan Freitas

Osasco Audax: Sidão; Velicka, Bruno Silva (Bruno Lima), Yuri (Erick Luis) e André Castro; Camacho, Tchê Tchê, Juninho e Mike; Ytalo e Bruno Paulo (Rodolfo). Técnico: Fernando Diniz

Gols: Cristiano aos 18' para o Oeste do primeiro tempo, Rodolfo aos 21', Juninho aos 44' e Rodolfo aos 45' do segundo tempo para o Osasco Audax.

Cartões Amarelos: Danielzinho (Oeste)

Local: Estádio dos Amaros, Itápolis-SP

Césare Boralli || @cesareboralli
Linha de Fundo || @SiteLF

Corinthians Audax perde sua invencibilidade e assume a lanterna

Demorou, mas ela veio: a derrota. O Corinthians Audax tinha a obrigação de vencer o São José, já que o Flamengo venceu o Iranduba e assumiu a ponta do Grupo 2.

Foto: Globo.com
O Timão foi superior no primeiro tempo, fez seu papel e foi para cima, mas não abriu o marcador. Vivi, goleira adversária, fez excelente partida sendo um paredão. Não demorou muito e o Águia do Vale abriu o placar no começo da etapa complementar, quando Ludmila anotou em lance de bola parada. Foi ela também a autora do segundo gol. Fran, que sempre faz jogos fantásticos, perdeu uma cobrança de pênalti.

O placar de 2x0 coloca o Corinthians Audax na lanterna com apenas um ponto. Na próxima partida, o Timão irá enfrentar o líder Flamengo/Marinha. O jogo será na quarta-feira (6), dentro do José Liberatti, às 17 horas. O São José joga contra o Iranduba na terça-feira (5) às 16h30.

Só a vitória importa para o Corinthians Audax.

Isabela Macedo || @ismacedo_
Linha de Fundo || @SiteLF

Paraguai vacila novamente e passará seis meses "fora" da Rússia

Depois do empate em 2x2 contra o Equador fora de casa, quando os equatorianos empataram aos 47 minutos do segundo tempo, o Paraguai teve cinco dias para se preparar pro confronto contra o Brasil, em Assunção. O time, que teve altos e baixos na última quinta-feira, buscava uma consistência melhor, além tentar ter mais a posse de bola.

A seleção Albirroja queria aproveitar a força de seu alçapão para assustar os brasileiros e também tentaram usar a seu favor o desfalque de Neymar, principal jogador canarinho e atual artilheiro do Brasil.


Seleção Paraguaia pronta para enfrentar o Brasil
Foto: Divulgação/ Twitter @Albirroja
Para o jogo, o técnico Ramon Diáz fez três alterações: Deslocou o zagueiro e capitão Paulo da Silva para a lateral direita e promoveu Paulo Aguilar no seu lugar; Também houve troca de volantes, colocando Richard Ortiz no lugar de Celso Ortiz. Mantendo a opção tática no 4-4-2, o comandante queria que seus jogadores investissem na bola aérea.


Momento do hino, com o Defensores del Chaco lotado
Foto: Divulgação/ Twitter @Albirroja
Logo no início da partida, Ramon Diáz se viu obrigado a fazer a primeira substituição, colocando Roque Santa Cruz no lugar de Jorge Benitéz, que sentiu após se chocar com Filipe Luis. A primeira boa chance paraguaia foi aos 17 minutos em cobrança de falta. O goleiro Alisson defendeu cabeçada de Ortiz, a bola acabou batendo na trave e, no rebote, Gomez chutou em cima de Daniel Alves.

O Paraguai não se intimidou e dois minutos depois, em bela jogada de Benitez, Aguilar e Gomez, o goleiro brasileiro acabou defendendo no reflexo um chute da pequena área. A seleção da casa dominava por completo o jogo, mas pecava na marcação, dando espaço para o Brasil, que chegou a botar a bola no travessão. O bom jogo paraguaio só surtiu efeito aos 40 minutos, quando Lezcano aproveitou a deixada de Santa Cruz e estufou a rede do Brasil.


Seleção fazendo última conversa antes da partida
Foto: Divulgação/ Twitter @Albirroja
Nem deu tempo do Brasil ensaiar uma reação no segundo tempo e, aos 3 minutos, o Paraguai chegou novamente ao gol com Benitez, que aproveitou a falha defensiva em uma bola sem marcação brasileira pra ampliar. O gol deixou os Albirrojos mais tranquilos e eles conseguiram controlar o jogo sem dificuldades.

O Brasil, nervoso, não conseguia chegar com perigo e, quando chegou, Gil cabeceou pro gol, mas foi anulado pela marcação de falta no lance. Mas, como no jogo diante do Equador, o Paraguai começou a relaxar no jogo, permitindo o adversário a pressioná-los. A recuada paraguaia animou a equipe brasileira, que chegou ao gol com Ricardo Oliveira, aos 32 minutos.

O gol animou o time visitante, que partiu pra cima dos donos da casa muito recuados. A pressão brasileira surtiu efeito aos 46 minutos, quando Daniel Alves recebeu sozinho na área, driblou a defesa e chutou no canto de Villar para empatar a partida. Um banho de água fria para o Paraguai e seu técnico, que não queria acreditar que o seu time repetiu o feito do confronto anterior. E, por muito pouco, o Brasil não virou o último lance, quando Jonas chutou para fora a chance da virada. Final de jogo, Paraguai 2x2 Brasil.


Comemoração do 2º gol paraguaio, gol de Benitéz(c)
Foto: Divulgação/ Twitter @Albirroja
O resultado do jogo foi horrível para o Paraguai. Jogando melhor durante 90% da partida, o time perdeu chances e recuou cedo de mais, igual fez contra o Equador, permitindo a reação brasileira. Foram quatro pontos jogados no lixo nos acréscimos e que podem fazer falta no final. Quatro pontos que dariam a vice liderança à equipe paraguaia e seis meses sem pressão.

Porém, ao invés de vice liderança, os Albirrojos caíram para a sétima colocação, fora inclusive da zona de repescagem. Serão seis meses sem Eliminatórias e de muita pressão pelos pontos perdidos. A chance de se redimir com a torcida por esses resultados será na Copa América Centenária em Julho. É uma boa oportunidade de recuperar a confiança, trazer a torcida para o seu lado e ir com tudo para os jogos diante de Chile e Uruguai.

Em caso de fracasso nos EUA, a chance do Paraguai conseguir voltar a jogar o Mundial reduzirá muito, já que a equipe estará com moral baixa e enfrentará duas seleções mais fortes e que vivem momento melhor. Mas, quem sabe, não rola uma zebra paraguaia?


Lezcano(c) comemorando o gol que abriu o placar
Foto: Divulgação/ Twitter @Albirroja

Frederico Kuhnen|
Linha de Fundo|

Argentina ao som de Messi

A Argentina vem jogando fora de casa e conseguindo ótimos placares, vencendo Colômbia e Chile, e demonstrou esse mesmo estilo em seus domínios. Foi um jogo muito importante para seguir na briga pela ponta da competição e ter tranquilidade nas Eliminatórias. Nesse tipo de competição, o que é mais necessário é ter resultados, a maneira e o estilo de jogo ficam em segundo plano.

Porém, o time argentino vem convencendo e muito em todas as suas últimas partidas. Contra o Chile, o time teve uma variação distinta, o jogo foi mais acirrado e os desfalques deram uma prejudicada na equipe. Entretanto, Messi inteligentemente recuou da sua posição e fez a criação em meio a um jogo ríspido que os chilenos estavam propostos a fazer.

Messi: 50 gols pela seleção e 499 pela carreira.
O jogo de ontem foi um tanto significativo também para outro jogador, já que Higuaín demonstrou a força que tem dentro da seleção. Ele está em um ótimo momento em seu time na Itália e vem trazendo essa boa qualidade técnica para a Argentina. Agüero, o titular da vaga, também vinha tendo ótimos partidas e uma sequência de gols, mas os jornais pediam a entrada de Higuaín. Felizmente essa competição pela posição vem trazendo ótimos frutos e Tatá Martino está com essa bomba nas mãos, mas o próprio técnico disse que os dois não podem jogar juntos e que somente o esforço deles vai mostrar que merece a titularidade.

O jogo contra a Bolívia foi extremamente fácil, já que a Argentina teve enorme tranquilidade para vencer. Messi dominou a partida, o que já está se tornando frequente na seleção. A batuta de Lionel comandou a orquestra, criou a jogada do primeiro gol, feito por Mercado, e anotou o segundo, em pênalti sofrido por Banega. Os dois gols saíram no primeiro tempo e o segundo só serviu para a seleção da casa controlar o resultado sem sustos.

A próxima partida será somente em setembro, contra o Uruguai. Até lá, a seleção contará com os retornos de Dybala, Lavezzi e do suspenso Funes Mori, além de aguardar a recuperação de Di Mária que saiu no primeiro tempo com dores musculares.

Ismael Schonardie|@Ismahsantos

O sonho fica mais distante para Venezuela

Mais uma vez a Venezuela vacilou, perdeu mais uma, desta vez para o Chile, que de goleada venceu por 4x1, e terá que fazer milagre ser quiser ir à Copa na Rússia em 2018.


O Chile jogou melhor que a Venezuela e pressionou muito, já tentando conseguir o resultado. Porém, aos 10 minutos do primeiro tempo, Otero encobriu Herrera e fez um belo gol em cobrança de falta, deixando os visitantes atrás no placar.

Entretanto, os chilenos não se intimidaram com o golaço e partiram pra cima. Ainda na primeira etapa, aos 32', Pinilla acertou um belo cabeceio em cruzamento de Sanchez e empatou o jogo para o Chile. Com o placar igual, os dois times foram para o vestiário sabendo que precisavam marcar, mas a Venezuela esbarrou novamente nas deficiências de seu elenco.

No segundo tempo, o Chile continuou pressionando e, logo aos 7 minutos, Pinilla conseguiu marcar mais um, virando o placar da partida. Com a desvantagem e a clara inferioridade técnica, a Venezuela se viu cada mais mais encurralada e assistiu Vidal, aos 27', ampliar e fechar o caixão aos 46'.

Com o resultado, a Venezuela segue na última colocação e já começa a fazer contas para a improvável classificação no Mundial. Até setembro, quando a seleção volta a disputar as Eliminatórias, muito precisará mudar se o plano ainda for conquistar a vaga na Rússia.


Twitter: @Um_Carvoeiro || @SiteLF

O que esperar do Peru?


Após um empate tardio contra a Venezuela na última quinta-feira, o Peru entrou em campo sabendo que qualquer vacilo deixaria sua situação ainda mais complicada. Apesar disso, a seleção fez um jogo apático contra o desfalcado Uruguai e acabou saindo do Estádio Centenário com outra derrota na conta.

Foi mais uma partida em que o ataque chutou bolas ruins e perdeu muitas chances, e a defesa arriscou demais em lances simples. As principais peças não vêm mostrando serviço, o que tem atrapalhado e muito os planos peruanos. O trio chave, Guerrero, Farfán e Pizarro, não funcionou contra a Venezuela, já que o atacante do Flamengo só conseguiu marcar após a entrada de Ruidiaz.

Contra o Uruguai, Farfán ficou no banco e Ricardo Gareca nem fez questão de colocá-lo. Pizarro foi novamente substituído por Ruidiaz, mas dessa vez não surtiu efeito. Guerrero perdeu as melhores chances peruanas e sumiu no segundo tempo, já que a bola pouco chegava até ele. A partida pode ser resumida em falta de qualidade para aproveitar as deficiências uruguaias e desespero após o gol adversário, único momento que o Peru realmente dominou as ações, porém, novamente, por puro desespero pela derrota.

A próxima partida pelas Eliminatórias é só em Setembro, o que dá a Gareca tempo suficiente para reavaliar algumas escolhas. É fato que a safra peruana não está entre as melhores e que a classificação para a Copa do Mundo é muito improvável. Porém, não podemos esquecer que em Junho será disputada a edição especial da Copa América nos Estados Unidos, competição em que o Peru foi muito bem no último ano no Chile.

Com algumas mudanças, o fim da má fase de Guerrero, o melhor aproveitamento de Pizarro e Farfán e mais variações táticas, é possível reencontrar aquele Peru que surpreendeu no Chile e quase eliminou a seleção da casa na semifinal, terminando a competição em terceiro.

Mariana Sá || @imastargirl 

Após tratar de lesão no Brasil, zagueiro Ozéia retorna para o futebol asiático

Disputando a Liga do Bahrain pelo Busaiteen Club, o zagueiro Ozéia passou 30 dias na cidade de Chapecó, em Santa Catarina, para tratar de uma lesão no tornozelo esquerdo. Recuperado, o atleta de 34 anos, retornou nesta semana para a Ásia e agora foca em busca de mais um título na carreira.

"Felizmente consegui a liberação para tratar a lesão no Brasil com os profissionais que eu confio e agora retorno 100% para ajudar o time na competição", afirma o zagueiro. Gaúcho de Nonoai, o atleta ainda aproveitou para matar a saudade da família e acompanhar os primeiros dias do segundo filho: "Por uma coincidência boa, meu segundo filho nasceu um pouco antes de eu ir para o Brasil e assim eu consegui estar presente nos primeiros dias dele. Minha esposa e os dois filhos permanecem no Brasil por enquanto, mas deu para dar uma renovada na energia passando uns dias com eles".

Pela Liga do Bahrain, o Busaiteen Club é o quarto colocado com 16 pontos e enfrenta na próxima rodada o Al Hala, no dia 05 de abril. O técnico Khlifa Al-Zayani poderá contar novamente com o defensor brasileiro: "Desde que retornei, tenho treinado normalmente sem sentir dores. Espero estar dentro de campo para ajudar meus companheiros a conquistar mais uma vitória na competição. O time tem oscilado um pouco, mas estou confiante na recuperação e quero finalizar esta temporada com mais um título".

Ao longo da carreira, Ozéia já conquistou alguns títulos como o Campeonato Gaúcho pelo Grêmio em 2010, foi campeão da Série B pelo Coritiba, Campeão da Crown Prince Cup na Arábia Saudita, pelo Al Hilal, também esteve nas finais da Taça de Portugal, Super Copa de Portugal e Taça da Liga de Portugal pelo Paços Ferreira, Além de conquistar o acesso para a Série A do Campeonato Brasileiro pelo Avaí, Coritiba e Criciúma.

Foto: Arquivo Pessoal

Cavani acerta chute certeiro no Peru

Nesta terça-feira (29), o Uruguai venceu o Peru por 1 a 0. Com gol de Cavani aos sete minutos do segundo tempo, a Celeste assumiu a primeira colocação das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Após um hiato de quase cinco meses, a seleção uruguaia enfrentará a seleção argentina, no dia 2 de setembro, fora de casa.

Foto: AFP
Assim como no último jogo, diante o Brasil, o Uruguai melhorou na segunda etapa da partida. O início foi marcado por uma necessidade e busca insana pelo atacante do Barcelona Luís Suárez. Como o uruguaio estava sendo muito bem marcado pelos peruanos, as jogadas ofensivas não eram produtivas ao ataque celeste.

No entanto, o meia Carlos Sánchez tentou desenvolver mais lances pela direita do campo, a partir desta inversão, algumas oportunidades de abrir o placar surgiram. Como aos 31 minutos, quando o lateral Álvaro Pereira cruzou e a bola desviada pelo peruano Cristian Ramos acertou o travessão e levantou à todos. Foi a melhor chance do primeiro tempo.

Em Montevidéu, em casa, o atacante Edinson Cavani ia até o meio de campo buscar a bola, pois os lances de jogo eram pobres e as duas seleções pouco ameaçavam. A etapa final trouxe mais emoções e qualidade ao time uruguaio que só era melhor antes devido a força de vontade dos jogadores. Logo após a parada do intervalo, o Uruguai abriu o placar em bela tabela da sua dupla de ataque.

De Suárez, para Cavani, para o gol. O atacante do Barça enfiou uma bola de três dedos entre os zagueiros peruanos, ali estava Cavani que ao receber a bola encheu seu pé esquerdo e fuzilou para o gol. Um chute forte, na veia, seco, sem defesa para o goleiro Gallese. Depois do gol a Celeste ainda era melhor em campo, o goleiro Muslera foi acionado e fazia boas defesas, porém o rendimento dos outros jogadores uruguaios caiu muito e o jogo se aproximava da qualidade técnica e tática do primeiro tempo.

A vitória no estádio Centenário, nessa sexta rodada, deixou o Uruguai empatado com Equador por 13 pontos, mais os uruguaios levam vantagem no critério de desempate e assumem a liderança do grupo sul-americano das Eliminatórias. O próximo confronto será o clássico com a Argentina que está na terceira colocação e o atacante Suárez que passou em branco neste jogo, tentará marcar para se igualar ao argentino Hernán Crespo, maior artilheiro da competição.

Com carinho, Cássia Moura (@cassinha_moura)

Aquecimento Olímpico: Hóquei na Grama

Adivinhe qual esporte que tem 11 jogadores, gramado e uma bola. Se chutou futebol, errou. Este é o Hóquei sobre Grama em que os atletas conduzem, passam e finalizam todas as jogadas apenas com um taco, e o único atleta que pode encostar com o corpo na bola é o goleiro. Para o gol ser válido, ele deve ser marcado dentro da área.

Foto: portalesportenet.com
Lá vem história...

Há indícios de que a prática de utilizar tacos e correr atrás de uma bola já fosse comum entre os egípcios da antiga civilização. Etíopes, gregos, romanos e astecas também já faziam isso há milhares de anos. No entanto, embora haja esse histórico tão antigo, o hóquei sobre a grama como conhecemos e como é praticado hoje, só começou a ser formulado no século XVIII, na Inglaterra. Não existe um criador específico, o que se sabe é que no ano de 1875, as primeiras equipes já tinham sido formadas na Inglaterra e, nesse mesmo ano, surgiram às primeiras regras. A primeira partida considerada oficialmente internacional de hóquei sobre a grama foi praticada no ano de 1890, entre duas equipes universitárias: uma de Oxford e outra de Cambridge.

Esse esporte foi levado pelos ingleses para a região da Índia e do Paquistão, tornando-se muito importante nesses dois países. Inclusive, ressalte-se que o Paquistão ganhou doze medalhas em sua trajetória nas Olimpíadas. Dessas, dez vieram do hóquei.

Em 1908, o hóquei sobre a grama se tornou oficialmente um esporte olímpico. Desde então, ficou fora da grande competição apenas duas vezes, em 1912 (Estolcomo) e 1924 (Paris). Na Olimpíada de Moscou, em 1980, a modalidade ganhou uma versão feminina.

RIO 2016

Todos os continentes já conquistaram medalhas olímpicas, a Argentina é a representante da América do Sul nesta pesquisa. Nos jogos da Olimpíada do Rio, o tempo será dividido em quatro períodos de 15 minutos. No Evento-Teste, AqueceRio, a seleção masculina brasileira ficou em primeiro lugar e a feminina na quarta posição, porém as meninas não atingiram o índice exigido pela Federação Internacional de Hockey (FIH) e não conseguiram patrocínios para participarem dos Jogos de 2016.

Com a conquista do quarto lugar no Pan-Americano de Toronto, em 2015, a seleção masculina alcançou o índice exigido pela FIH para classificar-se como país sede dos Jogos Olímpicos. Como preparação, o time brasileiro passa uma temporada na Argentina para treinos. São 12 equipes de cada gênero, dessas, as duas primeiras avançam para a semifinal até a final olímpica.

Os países que estarão no Rio de Janeiro, em agosto, já estão decididos.  Os classificados masculinos são: Brasil, Alemanha, Argentina, Holanda, Austrália, Bélgica, Grã-Bretanha, Irlanda, Índia, Canadá, Espanha e Nova Zelândia. As vagas para disputa feminina estão preenchidas por: Coreia do Sul, Grã-Bretanha, China, Alemanha, Holanda, Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Estados Unidos, Índia, Japão e Espanha.

Local de competição: Centro Olímpico de Hóquei

A Arena Olímpica está atendendo os requisitos e exigências da FIH e passa por adaptação para os Jogos de agosto. Utilizada no Pan-Americano de 2007, o Centro Olímpico foi mantido como local de treinamento da modalidade. Com 11 esportes olímpicos e quatro paraolímpicos, Deodoro desenvolveu uma boa infra-estrutura e se tornou um centro comercial e de lazer da Zona Oeste.

Foto: Espn.com
As duas quadras para os jogos de Hóquei são compostas com grama sintética, que traz mais velocidade à partida, foram elogiadas no Evento-Teste. A quadra principal tem capacidade para dez mil pessoas e a quadra secundária para cinco mil espectadores.

Ismael Schönardie | @Ismahsantos
Cássia Moura | @cassinha_moura


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