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terça-feira, 7 de junho de 2016

Como conquistar um país


Fundada em 10 de maio de 1973, a Associação Chapecoense de Futebol surgiu para ressuscitar o futebol de Chapecó, localizada no Oeste Catarinense. O surgimento veio entre uma fusão de dois clubes da cidade, Independente e o Atlético Chapecó.

Está fusão surtiu efeito, fez com que empresários da região apostassem no futebol Catarinense. Não demorou muito para o sucesso vir a tona, em 1977 o primeiro título, com uma brilhante campanha no Campeonato Catarinense, a cena se repetiu nos anos de 1996, 2007, 2011 e recentemente em 2016.

Mas nem tudo foram flores, o Verdão beirou a falência nos anos de 2005 e 2006, mas com a força do povo e novamente dos empresários, conseguiu dar a volta por cima, e seguir orgulhando o torcedor verde e branco.

Nivaldo, um dos responsáveis de levar a Chapecoense na elite do futebol Brasileiro. Foto: Francieli Constante)

Pouco conhecida até então nacionalmente, a Chapecoense seguia a luta para conquistar a vaga na Série D do Campeonato Brasileiro, além de suas participações na Copa do Brasil. Com os títulos em 2007 e 2011 e o vice em 2009, a equipe ganhou a tão sonhada vaga na Copa do Brasil, na primeira disputa em 2008, de cara um duelo contra o Internacional, a partida não terminou como o torcedor gostaria, a derrota em casa por 2x0 eliminou o jogo da volta e a equipe da competição.

Na segunda participação um duelo contra o Atlético-MG de Vanderlei Luxemburgo, em Chapecó, o Verdão aprontou para cima dos mineiros, com gol de Sagaz, a vitória por 1x0 deixou viva a chance de avançar na competição. No entanto, o jogo da volta não foi como gostaríamos, a derrota por 6x1 eliminou a Chape novamente. O destino colocou em 2012 novamente uma equipe mineira pela frente, assim como foi contra o Atlético, o Cruzeiro encontrou muita dificuldade jogando na Arena Condá, o empate em 1x1 levou o jogo da volta para Minas Gerais, acabando novamente eliminada após ser derrotada por 4x1 pela Raposa.

Mas o destino reservava algo a mais para a querida Chapecoense, foi em 2013 que o clube explodiu nacionalmente. A brilhante campanha na Série B do Campeonato Brasileiro, além de garantir vaga entre os 20 melhores do país, trouxe também o vice-campeonato da competição, ficando as 38° rodadas no G4 e o maior artilheiro de todas as edições, Bruno Rangel com 31 gols.

No ano seguinte, em seu primeiro ano na Série A do Brasileirão, o Verdão entrou como um dos principais candidatos ao rebaixamento. Entre altos e baixos, a Chapecoense conseguiu se manter na elite do futebol Brasileiro na penúltima rodada, quando o Flamengo goleou o Vitória/BA, eliminando qualquer possibilidade de rebaixamento.

Em sua primeira participação, a Chapecoense surpreendeu gigantes do futebol Brasileiro. O primeiro a sentir a força do Verdão do Oeste foi o São Paulo, em um Morumbi com mais de 43 mil pessoas, Ricardo Conceição marcou o gol da vitória e calou o torcedor tricolor. O segundo a ser flechado pelo índio foi o Colorado gaúcho, jogando na Arena Condá a goleada por 5x0 enlouqueceu o torcedor Chapecoense. Mas ainda teria mais uma travessura do estreante da competição, desta vez no Maracanã, a vítima da vez foi o Fluminense na goleada por 4x1. 


O famoso "ué" na goleada sobre o Internacional rendeu muita zoação no twitter.
Com a permanência em 2015, quem sofreu na Arena Condá foi o Palmeiras, assim como o Internacional, a goleada por 5x1 iniciou a reação da equipe contra o rebaixamento. A confirmação de visitante indigesto veio no duelo diante de outro gaúcho, desta vez o Grêmio jogando em sua Arena, mesmo vencendo por 2x0 na primeira etapa não desanimou o Verdão, que no segundo tempo voltou a campo e virou o placar para 3x2, com um golaço do lateral Apodi.

O sucesso não ficou só dentro das quatro linhas, um dos maiores destaques e fatores para outros torcedores aderirem a Chapecoense em seus corações é a zoação em suas redes sociais, o trabalho da equipe de Marketing vem conquistando torcedores do Oiapoque ao Xui. O destaque no Facebook rendeu o prêmio de página com maior número de curtidas entre os clubes de Santa Catarina (316.470), o destaque é tão grande, que a página tem um alcance em média de 2,6 milhões de pessoas por semana.


No dia 1 de abril a resposta dos Ingleses entrando na zoação via twitter.
Entre as principais jogadas de marketing, está a parabenização aos clubes em seus respectivos aniversários, além das saudáveis zoações e interação com redes sociais oficiais de adversários. Como não se lembrar da épica vitória sobre o Internacional por 5x0, e não vir na mente o famoso “Ué”, ainda o famoso desafio feito para o atual campeão Inglês Leicester. Entre outros destaques, as chamadas animadas para o torcedor em dias de jogos do Verdão.

Veja algumas das brincadeiras feitas pelas redes sociais oficiais do Verdão:

Na última brincadeira no Facebook, muitos elogios de adversários ao Verdão.

No Twitter, o tweet 10.000 deu sorte ao Verdão!


Brincadeiras também com famosos chamam a atenção no twitter.

O parabéns aos times adversários vem para ajudar ainda mais no carinho dos torcedores de outros clubes.
Para provar um pouco do carinho de torcedores de outros clubes tem pela Associação Chapecoense de Futebol, o Linha de Fundo percorreu os quatro cantos do país em busca da opinião desses torcedores confiram:

Em nossa primeira viagem pelas ondas da internet, chegamos aos representantes do Norte do Brasil, a santista Anne Andrade de Souza e o Vascaíno Henrique Siqueira, expressaram um pouco do carinho que sentem lá de longe pela Chape.

Anne diz que, “Quando se fala em Chapecoense, se trata de carisma, time de Santa Catarina que conquistou e ganhou o carinho do Brasil inteiro, inclusive o meu. Eu sou Santista, e tenho um grande carinho pela 'Chape' um time simpático, tem grande respeito com seus adversários, acolhedor e muito brincalhão e até com si mesmo, e quando se fala em goleada a zoeira fica completa, sabe aquele ente querido? Pois então, é a Chapecoense, como chamo carinhosamente de Minha Chape”.

Já Henrique, conhecido por ser mais pé frio que Mick Jagger destaca um pouco da história do clube, além da sua torcida apaixonada dizendo que: “A Chape tem uma história muito bonita no atual cenário do futebol brasileiro. Eu como admirador do futebol brasileiro sei que a valorização das pessoas que moram em Chapecó fizeram para o clube, se não me falha a memória o clube de vocês quase fechou as portas pela falta de dinheiro. Mas resolveram dar uma chance e hoje estão disputando a elite do campeonato brasileiro, jogam com raça, vontade e abraçados pela torcida em Chapecó, tanto que isso faz de vocês imbatíveis lá. A admiração vem pela torcida de vocês que abraçou o time de verdade, até fazendo alguns largarem a dupla GreNal e os clubes do RJ-SP. Que isso continue e sirva de exemplo para os clubes de outros estados”.

Seguindo pelo país, chegamos ao Nordeste, mais precisamente a Recife, aonde encontramos a Tricolor Pernambucana Geisiane Arcantes que destaca seu carinho pela Chape dizendo: “Apesar de ser Santa Cruz doente, tem times que admiro, a Chapecoense está entre eles, além do bom trabalho que vem fazendo, é um time organizado que com certeza vai dar trabalho aos times grandes. A Chape vem demonstrando uma humildade e força em campo, por isso minha simpatia, um time guerreiro que lembra muito meu Santinha, pela sua garra em campo e sua torcida apaixonada. #avantechape”.

A torcedora do Sport @gizafreitass deixou um recado no twitter ao Verdão.
Saindo do Nordeste, chegamos a capital do país, em Brasília, o seu representante é uma figura das redes sociais, o Palmeirense Luigi Berzoini cita: “Sou um jovem palmeirense, tenho um carinho muito grande pela Chape, por ser um time guerreiro, batalhador e ter chegado na Série A passando por todas as divisões. O que marcou e me fez ter muita admiração pelo Chapecoense foi a Série B 2013, que a Chape com baixo orçamento fez uma campanha impecável ficando atrás apenas do Palmeiras. Com a garra superou todas as dificuldades e chegou a elite do futebol Brasileiro. Foi assim que me fez ter admiração pela Chape”.

Depois de passar pela capital, não podemos esquecer-nos do Centro Oeste, representado pelo torcedor do Goiás, Wagner Oliveira, que diz um pouco do que o índio do oeste lhe representa: “A Chapecoense pra mim, é um dos times mais sensacionais do futebol brasileiro. Gosto muito do clube por ser verde, ter uma torcida apaixonada pela cidade, sua identidade e é claro, pelo seu time. O que mais acho incrível é a forma como a Chape conquistou o Brasil. Teve um planejamento forte para subir para a Série A rapidamente e atualmente, já está se adaptando e se firmando cada vez mais. Não é visto mais como um time pequeno do interior, mas sim, como um time respeitado do interior. Há 10 anos atrás, vocês já imaginaram ver um dia uma partida entre Chapecoense e River Plate? Nem eu. Mas o futebol é incrível. A Chape agrada vários simpatizantes promovendo uma "zoeira" saudável nas redes sociais, algo que está morrendo no futebol. Mas ela faz reviver. Faz a gente querer mais. Espero que em um futuro, os dirigentes do Goiás se inspirem na Chapecoense e que em nosso futebol, mais Verdões como estes, possam existir”.

Direto de São Paulo, o representante do Sudeste veste a linda camisa Lusitana, que em sua camisa já estampou a marca do antigo frigorífico Chapecó, Rodrigo Ferreira contou um pouco sobre seu carinho pelo Verdão do Oeste dizendo: “Eu vejo a Chape hoje na Série A, como a Lusa foi por muitos anos. A diferença é que a Portuguesa já era veterana em Série A, e a Chape foi a novata que muitos adotaram por carinho a um clube tão recente na Série A (mesmo contra o seu time no caso) e todos torcem pra ir bem nas competições continentais. Não vi ninguém aqui em São Paulo torcer contra a Chape, quando enfrentou o River na Sula. Até os argentinos daqui torciam. Enfim, agora eu espero, já que vejo este carinho que as outras torcidas veem na Chape como viam na Lusa, que a Portuguesa seja como a Chape em busca dos acessos e da elite que lhe cabe por merecimento”.

Do estado vizinho e representando o Rio Grande do Sul, Janaina Wille gremista de coração, leva com carinho a Chape em seu coração, ao dizer: “CHAPETERROR: Como não amar? A rápida ascensão faz da equipe uma das mais queridas do Brasil. De 2009 pra cá, o time subiu da Série D para a elite do futebol brasileiro. E o que encanta é que a Chape não é mais uma daquelas equipes “ioiô”, que sobem e descem de divisão ano após ano. O time de Chapecó já demarcou território no cenário futebolístico brasileiro, brigando, inclusive, com os chamados times grandes. Exemplo disso foram os sonoros 5 a 0 aplicados sobre o Internacional em 2014, os esmagadores 5 a 1 contra o Palmeiras em 2015, além das grandes partidas feitas com o todo poderoso River Plate pela Sul Americana. Outro fator que é determinante para o carinho que todos sentimos pela Chape, é a união. Jogadores, diretoria, imprensa, toda a cidade, que antes era conhecida somente pelo agronegócio, abraçou o time e empurra-o, cada vez mais, para o topo”.

Fechando nossa viagem, voltamos a nossa Santa e bela Catarina, pois se engana quem pensa que não pode existir o respeito e carinho de torcedores entre rivais no mesmo estado. Para provar, a Avaiana Manoella Pereira e o Carvoeiro Gabriel Frello Pereira.

Gabriel destaca que o Verdão jamais foi considerado para ele um inimigo, dizendo que: “A Chapecoense dentro de Santa Catarina para mim sempre foi uma “amiga” nunca uma inimiga. Além disso, ajudou muito o futebol no estado, subindo e se mantendo durante todo esse tempo na Série A. Aumentando ainda o movimento Barra Brava e mostrando seu fanatismo pelo clube”.

Já Manoella diz: “Cresci sabendo que em Santa Catarina havia quatro clubes de referência nacional, um deles é o meu estimado Avaí. Após alguns anos surgiu no estado um time novo, cheio de capacidade de estar entre esses quatro. Confesso que no início surgiu como uma ameaça, porém a Chape foi aos poucos conquistando o coração dos torcedores brasileiros e também o nosso. Quando os jogos são diretos ou no mesmo campeonato eu não consigo torcer a favor, tenho um motivo azul pra isso. Até porque em alguns momentos já ajudaram nosso arquirrival, o que nos deixou com uma raiva de leão. Ah, mas quando se trata de Chape contra qualquer outro time, brasileiro ou não, pinto o rosto de verde e imito um índio se deixar! Aproveito para parabenizar a Chapecoense pelo belo trabalho que vem realizando dentro e fora de campo. Com uma diretoria competente e organizada, o verdão do oeste tem alcançado vitórias importantes para sua história. Torço muito para que a Chape fique na Série A do brasileiro, somente até a sétima colocação, porque um degrau acima passa o meu leão como melhor colocação no campeonato”.

Para finalizar, não poderíamos de deixar de homenagear o pequeno Carlos Miguel Garcia, carinhosamente conhecido como o índiozinho da Chape. Carlinhos vem seguindo a equipe desde 2014, fazendo com que os não apenas os torcedores Chapecoenses se apaixonem por ele, mas também torcedores adversários. O pequeno mascote está presente em todas as partidas na Arena Condá, e já viajou muito para apoiar a equipe longe de Chapecó. 



Essa é a Associação Chapecoense de Futebol, um clube que me faz cada dia mais me apaixonar por ti, além de conquistar o coração de torcedores de todos os cantos do país. Eu te amo minha Chape, meu clube.

Marcelo Weber || @acfmarcelo
Linha de Fundo || @SiteLF
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2 comentários:

  1. Saudade das quartas-feiras ao meio dia se encerrava as atividades do comercio...bancarias..aulas para ir até Xaxim assistir a nascente chapecoense pois o velho indio conda estava em reforma..... apos voltavamos ao trabalho....

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