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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Vila surpreende e bate o líder Vasco no Rio de Janeiro

Na noite desta terça-feira (30), o Tigrão foi até o Rio de Janeiro enfrentar nada mais nada menos que o Vasco da Gama, líder da Série B. Sem medo nenhum do adversário, o Vila foi para cima e, jogando com certa facilidade, venceu por 2 a 1. Aos 5 minutos do primeiro tempo, em descida de Jean Carlos pela esquerda, o meia cruzou na área e Magno Silva, que vinha chegando no meio de dois defensores, empurrou a bola para dentro do gol, colocando o Colorado à frente do placar. O "Profeta" Moisés ainda fez um golaço e Douglas diminuiu para o líder.


Maguinho e Moisés autor dos gols do Tigre na partida Foto: Divulgação / Vila Nova Futebol Clube
Nos anos anteriores, o fator casa foi o essencial para o Vila. Em 2015, a torcida carregou o time nos braços, levando-o à vitória em jogos impossíveis no Serra Dourada. Nesse ano, a campanha do Tigrão é vista como estranha por muitos, visto que, em outras temporadas, o Vila saia de Goiânia para perder fora e era considerado um dos piores visitantes. Já em 2016, as coisas se inverteram e estamos perdendo dentro de casa e ganhando fora. 

Dos 29 pontos conquistados pela equipe, 15 foram como visitante e os outros 14 em Goiânia. Esse aproveitamento surpreende qualquer torcedor, que antes acostumava dizer que bastava o time atravessar o "meia ponte" que já voltaria com derrota. 

No ano, o Tigre já conseguiu feitos inéditos até então para o clube, vencendo o Bahia pela primeira vez na Fonte Nova e o Vasco em São Januário. Sei que ainda falta muito para entrar nos trilhos, mas hoje podemos dizer que vimos o "novo" Vila Nova lutar com raça para vencer adversários que jamais havia vencido. Queremos mais, sábado temos nosso rival Atlético, vice-líder do campeonato, pela frente e é vencer ou vencer. O Atlético vem embalado e Vila tem que aproveitar sua volta ao Serra Dourada, surpreender a torcida novamente.


Tigrão vence pela primeira vez o Vasco em São Januário. Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br
Não tem lógica manter um atacante feito Patrick no time, o técnico, que já foi um atacante nato, deveria entender um pouco mais sobre a posição. O Vila hoje sente falta de um autentico camisa 9, Vandinho, Frontini, Fabinho, Roger e o próprio Patrick já usaram essa camisa na Série B e nenhum conseguiu se firmar. Isso não é bom, já que uma equipe precisa de um matador que decida a partida e isso o Vila não tem. 

Moisés desde que chegou vem sendo o destaque da equipe ao lado de Fabinho talvez possa render mais. Só Victor Bolt marca pelo time todo, tem razão de ter tanto cartão. Reginaldo ainda mal, Fernando Neto pode pegar banco. Enfim, apesar de alguns tropeços, Vila venceu bem e pode ter convencido e animado a torcida para o clássico.

No próximo sábado, o Tigrão volta a jogar no Serra Dourada, onde recebe o Atlético-GO. O Vila, com essa vitória, chegou ao 10° lugar nesta Série B, abrindo sete pontos de vantagem do Z-4.

Em atuação drástica, Paysandu perde em casa para o Tupi

Mailson brigando pela Bola. Foto: Fernando Torres
Drástica, pífia, lamentável, horrenda e tenebrosa, são essas algumas das palavras que resumem a atuação bicolor na noite de terça-feira. Em um primeiro tempo fraco, porém movimentado, o Tupi, que é 17º colocado e está no Z4, teve completo domínio da partida. O galo carijó começou como esperado, ficou em seu campo na espera do avanço bicolor, uma retranca previsível, no entanto, o que não se esperava era que o Paysandu, o mandante, estivesse em um dia tão infeliz.

O time não conseguia trabalhar a bola com qualidade, errava passes e assim começou a dar brechas para um perigoso Tupi, que logo chegou aos 8 minutos com Gabriel Santos tirando tinta da trave de Emerson. A equipe mineira tinha como grande comandante o meia Marcos Serrato, que trabalhava a bola no meio com certo espaço, conseguindo cadenciá-la e ditando o jogo da equipe, algo inédito para o Tupi nessa Série B.

As principais jogadas fluíam pelas laterais bicolores, uma marcação falha deixava espaços. Nas bolas paradas, Giancarlo chegou duas vezes com grande perigo e o Tupi ainda criou três grandes chances em um intervalo de 15 minutos com Hiroshi, Giancarlo e Gabriel Santos, parando nas grandes defesas de Emerson. O Paysandu, completamente dominado, tentava na base de lançamentos levar perigo a meta do time mineiro, mas nada conseguiu. Aos 32 minutos, em cruzamento da direita, Giancarlo subiu livre entre dois marcadores e abriu o placar para o Galo Carijó. Tupi 1x0 Paysandu.

O Paysandu após o gol foi para cima e Tiago Luís e Mailson tentaram em arrancadas sem sucesso. Tiago Luís ainda levou perigo em cobrança de falta aos 39 minutos, porém, o goleiro Rafael Santos fez grande defesa. O camisa 10 bicolor ainda marcou o gol de empate após tabela entre Celsinho e Mailson, mas estava em impedimento aos 44’, e assim terminou o primeiro tempo. Paysandu 0x1 Tupi

Goleiro Rafael Santos defendendoFoto: Fernando Torres
No segundo tempo, Dado Cavalcanti tentou corrigir os erros do primeiro e escalação de início de jogo, colocando Robert no lugar do apagado Celsinho e Rivaldinho no lugar de Lucas, jogando o time para cima na tentativa do empate. Deu certo e o bicolor iniciou muito bem a etapa final, trocando mais passes e tentando envolver a zaga mineira, que estava muito bem postada. O Papão conseguiu chegar quando, após troca de passes com Robert, Mailson chegou livre de frente para o goleiro e chutou para grande defesa de Rafael Santos, perdendo a grande oportunidade bicolor do empate.

Foram os únicos 10 minutos de amplo domínio do mandante, até que chegou o momento que foi a gota d’agua para a derrota. Ricardo Capanema deu uma entrada violenta em Marcos Serrato e fui expulso, assim, além do placar adverso, o lobo tinha um jogador a menos em campo. A partir daí, o Tupi teve a tranquilidade para retomar o domínio de jogo contra um bicolor já desesperado, as chances mineiras voltaram a ser criadas e o Paysandu ainda conseguiu grande oportunidade com Mailson e no rebote Gilvan, mas o goleiro defendeu. Não demorou muito para o segundo gol sair e, aos 25 minutos, Marcos Serrato lançou Johnatan em contra-ataque, que só jogou no fundo da rede bicolor. Tupi 2x0 Paysandu.

O Paysandu se acabou no jogo e a torcida, ironicamente, aplaudiu o gol mineiro. Insatisfeitos, xingamentos a jogadores e comissão técnica começaram a surgir das arquibancadas e o galo apenas controlava o jogo. O Papão tentava desesperadamente um gol para manter as esperanças e chegou duas vezes com perigo, aos 32 e aos 33 minutos, com Tiago Luís e Rivaldinho. O Tupi se recolheu e só saía em contra-ataques, tendo duas grandes oportunidades, uma desperdiçada por Euller e, na segunda, o golpe fatal. Novamente Marcos Serrato lançou Giancarlo, que chutou na saída de Emerson para decretar a derrota Bicolor e a primeira vitória do Tupi fora de casa.

O time mineiro chegou aos 22 pontos e subiu para o 17º lugar, o Paysandu, com 28 pontos caiu para 15º.

FICHA TÉCNICA:
Paysandu: Emerson; Edson Ratinho, Fernando Lombardi, Gilvan e João Lucas; Augusto Recife, Ricardo Capanema, Lucas e Celsinho; Maílson e Tiago Luís
Tupi: Rafael Santos; Vinícius Kiss, Gabriel Santos, Bruno Costa e Luiz Paulo; Marcel, Recife, Marcos Serrato, Jonathan e Pedrinho; Giancarlo
Estádio: Curuzu, Belém (PA)
Hora: 19h15
Árbitro: Paulo Henrique de Melo Salmazio
Auxiliares: Leandro dos Santos Ruberdo e Edson Campos Mendonça

Eduardo Maya
@edumaya7

Um empate nem tão ruim assim

O torcedor carvoeiro não estava com as melhores expectativas para o jogo contra o Goiás, muitos tinham um pressentimento ruim de uma vitória facilmente aplicada pelo time do centro-oeste, porém não foi bem assim. O time carvoeiro entrou em campo sem Ferrón e Giaretta, que era improvisado na esquerda, passou novamente para sua posição de origem e na lateral entrou o atacante Niltinho.

A filosofia do tricolor catarinense era clara, se defendia como podia e esperava o Goiás vacilar e dar um contra-ataque de graça. Uma válvula de escape era Roberto, que tentava alguma jogada individual, porém o jogador tem um defeito grave: não consegue chutar e nem cruzar com a pena esquerda, isso abaixa muito o rendimento dele. Douglas Moreira era outra válvula de escape, o "motorzinho do time", volante mais adiantado, jogou muito bem essa partida fazendo uma função "box to box".


Alias, o único gol do tigre catarinense foi de Dodi, que marcou um belo gol encobrindo o goleiro. Na parte da zaga, Niltinho era uma "avenida" e isso fez com que o Goiás jogasse muito por ali. Em um cruzamento, falha da zaga e golaço de Rossi. O time esmeraldino recuou depois do gol e o Criciúma teve chances de virar o jogo, porém não teve competência para marcar o segundo. 

De novo venho reclamar de Roberto Cavalo aqui. Muitos jogadores estão de mal com ele e isso está afetando o time em campo, ele também é muito fraco em questão de substituições, não consegue mudanças táticas dentro do campo, a situação dele está se tornando insustentável. 

Quando não sai campeão o sentimento não se termina  

@gabrielcec__ 

Com um jogador a menos, Sampaio sofre gol no fim e perde para o Paraná

No Estádio Durival Britto, em Curitiba, o Sampaio Corrêa enfrentou o Paraná pela 22ª rodada da Série B. Era um jogo para tentar dar início a uma reabilitação. Os dois times precisavam da vitória, mas o tricolor maranhense necessitava ainda mais pela incômoda lanterna. O resultado para a Bolívia Querida acabou sendo negativo e a derrota por 1 x 0 foi inevitável.

Sampaio sofre gol no fim e soma mais uma derrota (Foto: Geraldo Bubniak/bemparana.com.br)


O primeiro tempo teve um nível técnico muito baixo, com o Paraná criando a primeira oportunidade de gol somente aos 21 minutos. Robson chutou de fora da área com muito perigo por cima do gol. Aos 29, quase o time paranaense abriu o placar. Diego Tavares cruzou da direita na pequena área para Fernando Caranga. O atacante se antecipou ao marcador e finalizou de primeira quase à queima roupa para a defesa de Rodrigo Ramos.

A Bolívia Querida só conseguiu a sua primeira chance aos 32 minutos. Elias encontrou espaço e arriscou de fora da área, mas a bola passou à direita do gol defendido por Marcos. Logo depois, Diego Tavares novamente tentou o cruzamento da direita, mas a bola acabou tomando a direção do gol e o arqueiro boliviano defendeu com segurança. O Sampaio só voltou a assustar no minuto final. Pimentinha chutou da entrada da área com muito perigo, mas não tomou a direção desejada.

O segundo tempo foi bem mais movimentado. Logo aos 8 minutos, Diego Tavares arriscou de longe e acertou um belo chute, mas Rodrigo Ramos espalmou para fora. Aos 10 minutos, ocorreu um lance determinante para o placar. Mais um erro da arbitragem, pelo quarto jogo consecutivo. Pimentinha recebeu passe na direita em posição legal e cruzou rasteiro para Enercino só completar para o gol. Mas o assistente assinalou erroneamente o impedimento do atacante boliviano, prejudicando o tricolor maranhense.

No momento do passe, o atacante boliviano estava em posição legal


Ao contrário do Sampaio, o Paraná também teve um gol anulado. Aos 17 minutos, Fernando Caranga recebeu cruzamento rasteiro da direita e finalizou na pequena área para o gol, mas estava em posição irregular. Gol anulado corretamente. Aos 34, mais um gol anulado do Sampaio, mas desta vez marcado corretamente. Éder cruzou, Marcos espalmou para frente e, na sobra, a bola tocou no braço esquerdo de Enercino, que dominou e empurrou para o gol. O árbitro viu bem o lance. Minutos depois, o Paraná partiu em contra-ataque e Lúcio Flávio finalizou na pequena área. A bola passou raspando a trave.

O Sampaio sofreu uma importante baixa aos 39 minutos. Luiz Otávio, após entrada dura em Diego Tavares, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Mesmo com a defesa vulnerável, o tricolor maranhense ainda se lançou ao ataque e foi o que ocasionou o resultado negativo. No minuto final do tempo regulamentar, Pimentinha perdeu a bola na área adversária e o Paraná saiu muito rápido em contra-ataque. Na entrada da área, Héverton escorregou ao tentar impedir o avanço de Lúcio Flávio e o centroavante invadiu a área, driblou o marcador e tocou no canto esquerdo de Rodrigo Ramos para garantir a vitória.

Após um primeiro tempo ruim, as duas equipes se empenharam mais na segunda etapa, mesmo com a falta de criatividade dos seus meias. O Paraná jogava com três atacantes, mas Cristian, sozinho, não conseguia municiar o ataque. O Sampaio jogou bem compactado no meio de campo, mas ofereceu muito espaço pelo flanco esquerdo, onde atuava o bom lateral Diego Tavares, que deu bastante trabalho para os marcadores, inclusive ocasionando a aplicação de alguns cartões aos seus adversários. Rayllan foi pouco efetivo ofensivamente e sempre voltava para ajudar na marcação. Do quarteto ofensivo, Enercino foi o mais participativo. Pimentinha teve poucas oportunidades para partir em velocidade. Elias, como sempre, mal posicionado entre os defensores, mas também recebeu apenas uma bola “limpa” para finalizar. Somando-se a fragilidade do time aos constantes erros da arbitragem contra o tricolor a dificuldade só tem aumentado nessa luta contra o rebaixamento.

O Sampaio Corrêa volta a campo no próximo sábado (03 de Setembro) para enfrentar o Náutico, no Estádio Castelão, em São Luís, às 21h.

FICHA DO JOGO:
PARANÁ 1 X 0 SAMPAIO CORRÊA

Local: Estádio Durival Britto, Curitiba (PR)
Data/Hora: 30 de Agosto de 2016, às 19h15
Paraná: Marcos; Diego Tavares, Alisson, João Paulo e Henrique Gelain; Leandro Silva, Claudevan (Lucas Otávio) e Cristian (Nadson); Guilherme Queiroz (Lúcio Flávio), Robson e Fernando Caranga.
Técnico: Marcelo Martelotte

Sampaio Corrêa: Rodrigo Ramos; Éder Sciola, Wágner Fogolari, Luiz Otávio e Héverton; Diogo Orlando, Tássio (Diego Lorenzi), Rayllan e Enercino (Guilherme Lucena); Pimentinha e Elias (Jean Carlos).
Técnico: Flávio Araújo

Gol: Lúcio Flávio, aos 45’ 2º T
Cartões: Alisson (Paraná); Tássio, Rayllan, Héverton e Luiz Otávio (cartão vermelho)
Árbitro: Cleisson Veloso Pereira (MG)

Marcos Fernandes || Twitter: @poetafernandes
Linha de Fundo || @SiteLF

Apáticos Esporte Clube

Mais um empate. Mais uma vez, quando a torcida se faz presente para dar força ao clube, os resultados não aparecem. Nesta segunda-feira, no Serra Dourada, a nossa aparente "reação" esbarrou em um time que está em má fase e finalizou corretamente apenas uma vez. E o Goiás? Nosso time que de diversas formas tentou o gol mais uma vez viu o travessão balançar, o goleiro adversário fazer milagre e o chute sair de forma errada. Enfim, mais um dos típicos empates que vivenciamos esse ano, afinal, já somos o 3º clube com mais empates na Série B.

O roteiro nunca muda. No primeiro tempo vimos um time apático, pois os nossos meias de armação estavam jogando atrás do meio campo. Rossi não começou bem e errava muitos domínios, entregando a bola para o adversário que nada fez ou tentou fazer. Se houve algo de positivo na primeira etapa foi a atuação do volante Adriano, que demonstrou muita raça e dedicação para recuperar a bola para nossa equipe. Resumindo, uma primeira etapa de cruzamentos errados do Criciúma em direção a nossa área e o Goiás da mesma forma, só chegava tentando uma ligação aérea com Marcão.

Com primeiro tempo ruim, Goiás e Criciúma ficaram no 0x0
foto: globoesporte.com
Faltava disposição, voltamos para o segundo tempo com volume de jogo, mas sem mostrar a raça e dedicação necessárias para a vitória. Anderson Salles acertou o travessão logo no início, mesmo assim de nada adiantava continuar atacando, pois Patrick diversas vezes perdia a bola ou Léo Sena errava um passe simples. Tiramos Léo Lima e Edinei e mudamos nosso esquema tático para o 4-5-1, mas a bola não entrava do mesmo jeito e, agora com a defesa debilitada (com Léo Sena na lateral), ficou fácil para o Criciúma achar uma brecha e abrir o placar. Douglas Moreira encobriu Ivan após bom lançamento e tirou a calma, a esperança, o ânimo, o orgulho... enfim, tirou tudo do torcedor goiano, além disso, ele também tirou o zero do placar. 1x0 Criciúma

Precisou sair um gol do adversário para Léo Conde perceber que precisávamos vencer, só daí em diante a dedicação em campo subiu e o Goiás conseguiu ter maior posse de bola para tentar buscar o empate. Aperta de lá, aperta de cá, mas o goleiro Luiz salvou nossas tentativas. Rossi, que estava um pouco sumido, chamou a responsabilidade e fez um golaço de cobertura para empatar o jogo aos 33 minutos do segundo tempo e garantir ao menos um ponto para a equipe esmeraldina.


Rossi encobriu Luiz e empatou o jogo para o Goiás
foto: globoesporte.com
Daí em diante, mesmo tentando não conseguimos mais nada. Daniel Carvalho não chutou a bola em nossa melhor chance e ainda vimos Léo Gamalho livre de marcação perder uma cabeçada cara a cara com o goleiro adversário. O Goiás pagou caro por sua apatia em campo e, se hoje está nessa situação, é devido a um técnico que mesmo com um elenco bom, não impõe seu jogo e pelo contrário, joga de forma defensiva até mesmo dentro de casa.

Já cheguei a defender Léo Conde, porém hoje concluo que a mentalidade dele não levará a equipe para frente. O que o Goiás  mais precisa nesse momento são resultados positivos e jogar por 1x0 dentro de casa não trará satisfação a ninguém. Está na hora de levantar a cabeça e olhar para o escudo do Goiás, ver toda a tradição e glória que construímos e mudar a mentalidade do time. Está na hora de encontrar o espirito de equipe, de partir pra cima e recuperar o orgulho do torcedor goiano para, quem sabe, aspirar um futuro melhor. E não será com essa apatia e falta de dedicação em campo que iremos conseguir isso. 

Linha de Fundo ll @SiteLF

Por que, Jorginho?

  Fala, Turma da Fuzarca!


    Desde o começo da Série B foi especulado que os jovens da base seriam testados ao longo desse campeonato que parece não ter fim, entretanto, estamos vendo os mesmos trintões e aquelas incríveis formações malucas.

(Foto: GE)
    Começou no Carioca, quando Jorge Henrique, atacante, jogou de zagueiro e volante por vezes. Na Copa do Brasil, aquele defensor que joga no lado de lá da cidade virou centroavante. Contra o Vila Nova chegamos ao cume do estresse. Entramos com três volantes diante do poderoso time goiano, terminando com quatro laterais e mais uma derrota em casa.

    Sem Martin, Nenê, Andrezinho e Jorge Henrique – Graças! –, o jogo já era meio preocupante. Era necessário que os jovens da base já tivessem uma maior participação no time titular para buscar o amadurecimento antes de começar o Brasileirão, em 2017. No meio do caos, Douglas Luiz fez sua estreia entre os onze iniciais e o garoto não sentiu o peso da camisa, sendo um dos poucos que se salvaram. Quando o Vasco começava jogar bem, apareceu Jorginho fazendo o meio campo ficar previsível com as saídas de Julio dos Santos e Diguinho para entradas de Henrique e Madson. Sim, mais dois laterais.

    Por que, Jorginho? Pobre Vasco...

Abcs, Galera, 

Matheus Freitas     @_MFreitas9_

Linha de Fundo     @SiteLF

Vencer fora de casa é sempre mais gostoso

Vai Xavante - Foto Carlos Insaurriaga
Pela terceira vez consecutiva, o G. E. Brasil conquista uma vitória fora de casa. Agora faltam só nove pontos para o Xavante atingir o objetivo inicial traçado, mas quem pensa nisso agora? Eu quero é Série A.

Tche! Que momento fantástico a equipe de Zimmerman vive neste Campeonato Brasileiro – Série B. Nas pegadas do Vasco, o Rubro Negro da Princesa do Sul já faz por merecer, no mínimo, o tão sonhado G4. Os números do Brasil são de encher os olhos. Trinta e seis pontos ganhos, dez vitórias, vinte e cinco gols marcados e ainda tem o Felipe Garcia como artilheiro da competição com onze tentos.

Felipe Garcia e Ramon - Foto Carlos Insaurriaga
Neste singelo texto, quero outorgar o título de Honoris Causa ao passe que o Diogo Oliveira fez para Ramon marcar o segundo gol do Brasil. Quem assistiu ao jogo ou viu o lance pela tv há de dar razão a mim. Eu também poderia dizer que foi um sacrilégio, uma barbaridade ou algo de outro mundo. Enfim, dá gosto ver o G. E. Brasil jogar. E agora tanto faz ser no Estádio Bento Freitas ou fora de casa.

Fica até difícil falar do adversário em uma hora dessas, mas o Bragantino realmente não assustou. Calma gente, eu explico melhor. É que temos Eduardo Martini. Que goleiro. Está em grande forma e tem sorte. Aliado ao trabalho, esses três fatores são determinantes para o sucesso na posição. Além das defesas importantes de Martini, a trave também teve seus quinze minutos de fama, recebendo aquela bola de Gabriel Dias que teria endereço certo se um ou dois centímetros mais baixa. Foi um chutaço do camisa oito do Bragantino, mas que mostrou o real momento do “Massa Bruta”.

Vou aproveitar a maré e alfinetar o regulamento do campeonato que exige estádios com capacidade mínima de dez mil lugares. Para quê? Se neste jogo em Bragança Paulista tinham apenas quatrocentos e dez almas. Coitado do estádio Nabi Abi Chedid. Isto que fica no Estado de São Paulo, o mais rico da Nação. Qualquer passeata de impeachment tem mais gente do que o público no jogo de hoje.

Agora é irreversível, Vasco, Atlético/GO, CRB e Ceará estão na nossa mira e pelo menos um deles vai ter que sair do G4, porque o Xavante está na ponta dos cascos, atropelando e pedindo passagem para a Série A de 2017.

A vigésima segunda rodada já foi. O Bragantino ficou ribanceira abaixo. Agora é a vez da equipe do Goiás sentir o “Caldeirão” do Bento Freitas. Vai ser dia dois de setembro, sexta-feira, no horário maluco das dezenove horas e quinze minutos. Coisa de tv.

Estádio Bento Freitas - Foto de Xavante Munhoso

West Brom empata e segue sem vencer em casa

O West Bromwich voltou a jogar em casa pelo Campeonato Inglês depois da derrota para o Everton na rodada passada. O adversário da vez foi o Middlesbrough, recém promovido para a elite inglesa. O ambiente no Albion não estava bom e piorou com a inesperada eliminação na Copa da Liga inglesa para o Northampton, que disputa a terceira divisão.

West Brom recebeu o Boro depois de 7 anos sem se enfrentarem na elite inglesa
(Fonte: Premier League)

Depois de uma atuação fraca diante do Everton, o técnico Pulis promoveu algumas mudanças no Bromwich, sacando Olsson, Gardner e Berahino – esse último deixando a torcida surpresa por não ser titular  e colocando Galloway, Field e McClean em seus lugares. Mas as mudanças não surtiram efeito no jogo. Apesar da "melhora" no futebol apresentado e no domínio da partida, o time não conseguia concluir em gols as jogadas, desperdiçando muitas oportunidades e jogando para longe. 

A falta de pontaria e também de criatividade chamaram atenção. Sempre com as mesmas jogadas, o time acaba sendo manjado e mais facilmente marcado. A defesa é boa, segura e consistente, ao contrário da parte ofensiva, que deixa muito a desejar. Parece que existe um buraco entre o meio e o ataque que impede o time chegar mais e com mais frequência. E contra um time que passou o jogo inteiro na defesa, não se pode perder pontos em casa.

O destaque do West Brom até agora é a defesa. E tende ser assim todo o campeonato.
(Fonte: Premier League)

 O West Brom precisa melhorar muito ainda caso queira fazer algo a mais no campeonato e não ficar apenas na luta contra o rebaixamento. Principalmente em casa, onde o time já fez dois jogos e em nenhum deles conseguiu traduzir o fator casa em vitórias. O técnico Pulis também tem uma parcela de culpa nisso, já que deixou um dos melhores jogadores no banco, além de sempre recuar a equipe após um gol, como foi diante do Everton. 

Agora o West Brom terá duas semanas para se preparar para o próximo jogo no campeonato, diante do Bournemouth, fora de casa. E são esses jogos que o clube precisa vencer, já que, pelo menos pelas próximas quatro rodadas, não irá enfrentar nenhum dos clubes favoritos ao título ou às vagas europeias. Lembrando que o time precisa se aproveitar do fato de jogar apenas o inglês esse semestre, já que foi eliminado da Copa da Liga Inglesa. A maioria dos clubes estão jogando mais de um campeonato e o West Brom precisa tirar proveito disso, mesmo que seja pouco.

Frederico Kuhnen| @fred_metro2002
Linha de Fundo| @SiteLF

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Uma partida razoável em que tomamos três

Oeste peca nas finalizações e perde para o CRB em Alagoas 


O Oeste, vindo de vitória na última rodada em casa diante do Paysandu por 1 a 0, foi até Alagoas para enfrentar o embalado o CRB, em um jogo que começou bem truncado, apenas com o clube mandante com chances mais perigosas e assustando várias vezes a zaga oestina, que também obteve algumas oportunidades mal finalizadas.

Porém, em um momento de desatenção da defesa do Oeste na saída de bola, o CRB não desperdiçou e facilmente abriu o placar, chutando no canto esquerdo do goleiro Felipe Alves, que não teve muito o que fazer. O Rubrão não se acanhou e, aos 34 minutos da primeira etapa, por muito pouco não empatou a partida com Léo Arthur, que chutou bem, mas que infelizmente o CRB conseguiu salvar em cima da linha. O problema do Oeste foi que a equipe perdeu inúmeras oportunidades e isso não pode acontecer, já faz algumas rodadas que o time anda pecando muito na finalização.

Na segunda etapa, o negócio foi mais diferente, os times exigiram mais um do outro. O Oeste começou bem, digamos que mandou mais no jogo, indo bastante para o ataque, porém não conseguia finalizar corretamente e acabava isolando ou recuando a bola para o goleiro. O time mandante foi mais esperto e, em um contra-ataque, o jogador do CRB cruzou na área e a bola acabou desviando em Francis e indo para o gol, ampliando o placar.

Logo em seguida, quando o Oeste já não tinha mais esperança, o CRB fez mais um com o carrasco do Oeste chutando forte no canto novamente, matando o jogo. Porém, bem no final, depois de tantas vezes tentando, o Rubrão acertou um belo chute de fora da área aos 40 minutos com Felipe Rodrigues. O time até tentou ir para cima fazer mais um, mas já era a tarde, finalizando então o resultado em 3 a 1 para o CRB, no Estádio Rei Pelé, em Maceió.

Oeste não está jogando tão mal, apesar desse toque de bola, que já não faz mais tanto efeito como era antes, e essas finalizações mal sucedidas, a equipe vem pelo menos criando jogadas, indo para cima do adversário e isso é bom para se manter. Porém, para melhorar de vez, precisa aproveitar mais as oportunidades e parar de desperdiçar tanto como é anda acontecendo.

O Rubrão agora terá quatro dias para se preparar para enfrentar o Paraná Clube na próxima rodada, sábado, em Barueri, às 16h. O Oeste precisa vencer e fazer seu papel, prevalecendo seu mando de campo.

VAMOS OESTE! 
Césare Boralli || @cesareboralli 
Linha de Fundo || @SiteLF

Olívio volta e traz junto a felicidade da vitória: CRB 3 a 1 Oeste

CRB e Oeste batalharam pela segunda vez nesta Série B. Hoje, o confronto em Maceió foi válido pela 22ª rodada. Marcado pelas voltas de Galdezani, Juliano e Olívio no time titular, o jogo foi muito bom tecnicamente e bem interessante para quem assistiu.

Foto: João Victor Souza (TNH1)
Primeiro tempo

Podemos dizer que este primeiro tempo foi do Olívio e, com ele, tivemos a "volta" de Luidy. O time é outro com o Olívio. A equipe marcando muito melhor e o camisa 5 do Galo até desarmou umas bolas no ataque. Aos 20 minutos, em troca de passes atrás, defesa do Oeste falhou feio, tocou errado e Olívio deu o bote certo. O volante pressionou e a bola chegou a Luidy, que invadiu a área e bateu de direita na saída do goleiro Felipe Alves. CRB 1 a 0.

Resultado de imagem para Olívio CRB 2016
Olívio voltou a jogar depois de quatro partidas fora. E com ele, sua braçadeira de capitão
Aos 23 minutos, o CRB avançou a marcação e criou outra chance quando Luidy entrou com liberdade e quase marcou o segundo gol, já que a bola passou muito perto. Não demorou muito e, aos 25', o Galo roubou mais uma no campo de ataque e Roger entrou na área com liberdade. Ele tentou Neto Baiano, mas Francis se antecipou e faz bem o corte.

Pressionando e deixando espaços atrás, o CRB tentava ampliar a partida. Mas, em um contra-ataque rápido do Oeste no minuto 35, Léo Arthur recebeu livre e bateu, Juliano estava vencido na jogada e a bola caminhava praticamente por cima da linha do gol. Entretanto, Olívio com um carrinho evitou o gol de empate e ouviu a torcida gritar seu nome da arquibancada.

No final do primeiro tempo, aos 43 minutos, o Galo ainda chegou mais uma vez. O Oeste saiu jogando mal, Galdezani roubou e entrou livre na área, o volante bateu à meia altura e o goleiro fez milagre. 

Segundo tempo

Nos quatro primeiros minutos do segundo tempo, parecia que o Oeste pressionaria totalmente o CRB e não cederia mais os espaços que cedeu no primeiro tempo. Aos 15 minutos, Marcos Martins cruzou da direita à meia altura e Francis cortou mal, a bola entrou devagar no gol do Oeste e o goleiro nada podia fazer. CRB 2 a 0.

Aos 19 minutos, Luidy recebeu na esquerda e, como é natural de toda sua temporada, puxou para a perna direita, levou a bola para a área e bateu, o goleiro tentou defender, mas não segurou a finalização que ainda desviou na defesa. Foi o segundo gol de Luidy na partida, o sexto na Série B. CRB 3 a 0.


Resultado de imagem para Luidy CRB 2016Luidy é o artilheiro do CRB nesta Série B de 2016.

Ao longo de todo segundo tempo, a equipe visitante segurava a bola tanto na defesa, como no ataque. O Galo aproveitava e tentava trabalhar sempre nos contra-ataques. Aos 26 minutos, Magrão recebeu, avançou em longa distância no campo ofensivo e preparou para a finalização já dentro da área, mas mandou errado para fora.

Aos 40 minutos, Felipe Rodrigues limpou a marcação, ganhou espaço para o arremate e acertou um belo chute, Juliano ainda saltou, mas não pegou. Um lance isolado, jogada individual e sem falha de marcação. CRB 3 a 1 Oeste. Após o gol, o Oeste ainda tentou marcar outra vez, mas não conseguiu. Depois dos 45', o CRB segurou a bola e começou a tocar. Diego caiu dentro da área no último minuto, mas o árbitro nada acabou. O lance continuou e partida acabou. CRB vencendo em casa novamente.

Próximo compromisso

O Galo volta a jogar agora no dia 3 de Setembro, mais conhecido como próximo sábado. O jogo é contra o Criciúma em Santa Catarina, às 21h. Lá, o CRB deve ter a volta de Zé Carlos para o time titular. Com a vitória de hoje, o Galo foi aos 37 pontos, figurando a 3ª posição. O alerta é que, com a vitória do Brasil de Pelotas fora de casa contra o Bragantino, o time pode deixar o G4 na próxima rodada se for derrotado. Mas a boa notícia é que, após o próximo jogo, o CRB terá duas partidas em casa, podendo assim conquistar os seis pontos.

Romário marca primeiro gol pelo Dragão e comemora vice-liderança na Série B

Na noite desta segunda-feira (29), o Atlético Goianiense empatou em 2 a 2 com o Ceará, no Serra Dourada, em partida que abriu a 22ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro e segue firme na briga pelo acesso. A equipe rubro-negra ocupa a vice-liderança da competição com 38 pontos conquistados. Mas a noite foi ainda mais especial para o lateral Romário, que balançou a rede pela primeira vez vestindo a camisa do Dragão.

"Um pouco antes de chegar ao vestiário, um amigo me mandou uma mensagem dizendo que tinha sonhado que eu faria um gol contra o Ceará. E aí quando saiu o pênalti, eu lembrei disso e não tive dúvidas de que daria certo. Foi um gol muito importante e muito especial por se tratar do meu primeiro com a camisa do Atlético e que eu já vinha buscando há muito tempo e o melhor tudo, é que pude oferecer para minha família", revela o camisa 6 atleticano.

O lateral-esquerdo, que sofreu uma lesão no jogo diante do Avaí no dia 21 de junho, ficou quase 2 meses fora dos gramados. O atleta passou por uma cirurgia no quinto metatarso do pé direito e voltou apenas na vigésima rodada, no jogo contra o Oeste, no Serra Dourada.

"Ter ficado fora por esse período foi muito difícil, nunca tinha passado por uma lesão grave assim na minha carreira. Busquei forças em Deus, na minha família e amigos, procurei focar o máximo possível para voltar o quanto antes. Agora estou de volta e feliz por estar ajudando o clube novamente", conta.

No G4 desde o início da Série B, o Atlético Goianiense tem mais um jogo difícil na próxima rodada. O Dragão enfrenta o Vila Nova, sábado (03), às 16h, no Serra Dourada."Clássico é sempre um jogo a parte. Conhecemos muito bem o Vila Nova e sabemos que não será uma partida fácil. Nós vencemos no primeiro turno e vamos fazer de tudo para conquistar os três pontos agora também", finaliza Romário.  
Foto: Álvaro de Castro / ACG

City faz primeiro tempo mágico e vence mais uma

(MirrorUk)
O que podemos dizer do primeiro tempo do City contra o West Ham? Algo fascinante, uma atuação digna de manual. Guardiola deve ter ficado bem contente com o que viu, elenco entrosado, com total posse da bola, a equipe de Londres não passou do meio campo. Já a segunda etapa sofreu um pouco, mas nada que afetasse o resultado.

A primeira etapa foi um espetáculo sobre as 4 linhas, De Bruyne, Silva, Nolito e Cia deram à bola um tratamento que há tempos não recebia. Sterling, contestadíssimo na temporada passada, começa em alto nível a época. O regularíssimo a subestimado Fernandinho fez mais uma partida exemplar, sendo coroado com um gol.

(MirrorUk)
O Manchester City abriu 2 x 0 com Sterling e Fernandinho na primeira etapa, mas bem que poderia ser uns 5, já que a equipe fez o que quis e deixou os Hammers na roda. Já a segunda etapa foi mais complicada do que parecia, a equipe Londrina conseguiu reter um pouco da posse da bola e aproveitou o cansaço e acomodação compreensível do City para ir em busca de um gol, conseguindo com Michael Antonio, que faz grande início de temporada.

O 2 x 1 era um resultado perigoso, mas o City conseguiu manter a tranquilidade para saber administrar o placar e fazer o gol de encerramento na final da partida, mais uma vez com Sterling, grande nome do City no início de temporada.

Vitória convincente do City, o foco agora é o United no dia 10 de setembro, após a data Fifa. Guardiola e Mourinho se encontrarão mais uma vez. Depois de anos rivalizando na Espanha, chegou a hora deles medirem forças no maior campeonato do mundo, ingredientes não faltam a essa grande partida, Manchester, a Inglaterra e o mundo vão parar por causa do Dérbi. Para finalizar, VAI CITY.

Guia dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 - Parte 1

Superação, coragem, grandeza, emoção e igualdade, valores que permeiam os Jogos Paraolímpicos. No Rio de Janeiro, de 7 a 18 de setembro, a cidade estará mais colorida com as competições de vários paradesportos e o Linha de Fundo preparou com muito carinho um guia.

Atletismo e Maratona

O brasileiro Alan Fonteles (Foto:CBP/divulgação)
As pistas do Engenhão ficarão pequenas para a qualidade dos atletas envolvidos nessa modalidade. Um dos oito esportes a estar nos Jogos Paralímpicos desde o início, em Roma 1960, o atletismo terá 1.100 competidores. As competições irão acontecer no Estádio Olímpico do Rio de Janeiro, ou Engenhão, do dia 8 ao dia 17 de setembro. No programa paralímpico, teremos provas na pista de 100 a 5.000m; e no campo, com saltos, lançamentos e arremessos. Ainda existe a maratona, que acontecerá pelas ruas do Rio, a qual tem o brasileiro Tito Sena como favorito.


A melhor marca do Brasil no atletismo foi em Londres 2012, quando o país conquistou sete ouros, oito pratas e três bronzes, ficando em sétimo no quadro de medalhas da modalidade. Teresinha Guilhermina, Petrucio Ferreira, Yohansson Nascimento, Daniel Tavares, Felipe Gomes, Alan Fonteles e Shirlene Coelho são esperança de medalha. Todas as provas são divididas por categorias, já que existem deficiências de todos os tipos ⎯ visuais, intelectuais e físicas. Existem numerações, especificações e classes em cada prova para facilitar a identificação da competição e do grau de deficiência de cada esportista.



Halterofilismo



Força e técnica são as principais características dos atletas desta modalidade. No programa paralímpico desde Tóquio 1964, o halterofilismo tinha apenas pessoas com lesões na coluna no início, mas ao longo dos anos foi se adaptando e hoje inclui outros tipos de deficiência, como hipertonia, ataxia, atetose, deficiência em membros (amputação), amplitude passiva de movimento diminuída, potência muscular prejudicada, diferença entre comprimento de pernas e baixa estatura combinada com outra deficiência. As mulheres participam desde Sydney 2000.



A competição, que será realizada no Riocentro, é disputada da seguinte forma: os atletas deitam de costas no banco e podem utilizar um ou dois auxiliares para levantar a barra de peso; quando o halterofilista estiver com controle total da barra, ele executa o levantamento e cada um tem três tentativas.



Triatlo



O Forte de Copacabana será o palco do triatlo durante os Jogos Paralímpicos. A mistura de três grandes e tradicionais modalidades forma essa competição, que une atletas na natação, ciclismo e corrida. Está será a primeira competição paralímpica do triatlo e terá características parecidas com o evento Olímpico. As distâncias serão de 750m de natação, 20km de ciclismo e 5km de corrida, atletas com diferentes deficiências estarão envolvidos. Teremos eventos em três classes para os homens (PT1, PT2 e PT3) e três para as mulheres (PT2, PT4 e PT5).


Hipismo

(Foto: Flickr)
A história entre homem e cavalo já é antiga e, com essa relação, veio o investimento na reabilitação de pessoas com deficiência e, utilizando essa ótima parceria, surgiu o hipismo paralímpico, que está no programa dos Jogos desde Atlanta 1996. Assim como na Olimpíada, homens e mulheres batalham lado a lado pela medalha e, de acordo com cada deficiência, os atletas utilizam uma "ajuda", seja com selas adaptadas ou pessoas que apoiam os deficientes visuais. São cinco categorias e, quanto menor o número da classe, maior a deficiência.

• Classes Ia e Ib: cadeirantes, atletas com pouco equilíbrio do tronco e/ou deficiência nos quatro membros ou sem equilíbrio do tronco e boas funções dos membros superiores.

• Classe II: cadeirantes ou pessoas com alto grau de deficiência motora no tronco, com boas funções dos membros superiores; além de atletas com alto grau de deficiência no braço e leve deficiência na perna ou grave deficiência unilateral.

• Classe III: normalmente os atletas conseguem se locomover sem auxílio. Têm deficiência moderada unilateral ou deficiência moderada nos quatro membros e comprometimento severo do braço. Deficiência visual total ou severa.

• Classe IV: atletas com deficiência em um ou dois membros ou alguma deficiência visual.

Vela

(Foto: CBP/Divulgação)
A corrida de barcos à vela iniciou no século XVII, porém, em 1996, Atlanta, esse esporte foi posto como demonstração nos Jogos Paraolímpicos. A competição destinada a atletas com deficiência visual e/ou física entrou para o calendário oficial na edição seguinte, em Sydney, 2000. Os barcos devem seguir nas regatas um percurso montado na Marina da Glória em menor tempo, contam com o vento para terem sucesso nas provas, no período de 12 a 17 de setembro. Há um sistema de classificação funcional, o qual considera os aspectos relativos à estabilidade corporal e amplitude do campo de visão para categorização das embarcações que não segrega os gêneros.

 2.4mR: tripulado por um único atleta, que pode ter uma deficiência mínima.

• SKUD 18: barco para dois tripulantes paraplégicos, um com deficiência severa e outro com deficiência mínima, sendo que é obrigatória a presença de uma mulher.

 Sonar: classe para três atletas. Cada um recebe uma pontuação que varia de um a sete, de acordo com seu grau de deficiência. O conjunto não pode somar mais que 12 pontos.

Canoagem de velocidade

Esta modalidade estreia na Paraolimpíada no Rio 2016. A bordo de caiaques, atletas com deficiências físico-motoras classificados a partir do seu potencial de movimentação para as regatas separam-se em KL1, KL2 e KL3 e percorrem 200m, em linha reta, no menor tempo. Nos dias 14 e 15, na Lagoa Rodrigo de Freitas, ocorreram seis provas com disputa de medalha dos Jogos Paraolímpicos.

Remo

Acompanhados de um anjo da guarda, o timoneiro, os atletas das três classes percorrem mil metros em linha reta. Os barcos são modificados de acordo com suas adaptações, podendo ser tripulado por um, dois ou quatro remadores, e o uso de próteses e órteses são regulamentados. As provas acontecerão na Lagoa Rodrigo de Freitas do dia 9 ao 11 de setembro.

• Skiff individual A: para atletas com deficiência no tronco e nas pernas, cuja mobilidade se restringe aos ombros e aos braços.

• Skiff duplo TA: destinada a atletas que realizam movimentos com o tronco e os braços. A prova é realizada em duplas formadas por um homem e uma mulher.

• LTA: para atletas que usam as pernas, o tronco e os braços para a remada. Esta categoria inclui até duas pessoas com deficiência visual. A embarcação é ocupada por quatro integrantes, sendo dois homens e duas mulheres, além de um timoneiro, independente do sexo e não precisa ter deficiência.

Natação

O nadador brasileiro multicampeão, Daniel Dias (Foto: Estadão)
No calendário paraolímpico desde a primeira edição dos Jogos, em 1960, Roma, a natação é um dos esportes mais tradicionais. Entre os dias 8 a 17 de setembro no Estádio Aquático Olímpico, os brasileiros André Brasil e Daniel Dias mergulham nas águas e são a nossa maior esperança de medalhas. Seja 50m a 400m, independente dos quatro estilos (livre, costas, peito ou borboleta) e da prova, revezamento ou medley, os nadadores devem buscar o menor tempo.


É o esporte com o segundo maior número de atletas, apenas atrás das delegações de atletismo. Os nadadores são agrupados em 14 classes funcionais e é proibido o uso de próteses durante a competição. Os grupos são definidos através das características de força muscular, mobilidade articular e motora (S1 a S10) e capacidade visual (classes S11 a S13), quanto maior a deficiência, menor a classe.

Mariana Sá | @marigarboggini e Cássia Moura | @cassinha_moura
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