A SUA LINHA DE NOTÍCIAS

Tecnologia do Blogger.

Arquivo do blog

TWITTER

FACEBOOK

Premier League Brasil

Siga-nos nas redes sociais

Popular Posts

Quem sou eu

CLASSIFICAÇÃO

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A noite que o sonho virou pesadelo


No dia 23 de Novembro de 2016, após o milagre de Danilo aos 48 minutos do segundo tempo, a Chapecoense garantia à vaga para a grande final da Copa Sul-Americana. Após o apito final do árbitro, muitas lágrimas caiam na Arena Condá, muitos não acreditavam no que viam, aquele time sem divisão, esses colonos do oeste, levaram Santa Catarina na primeira final internacional.

Nos vestiários mais lágrimas, muita comemoração, a euforia era inevitável, os guerreiros verdes e brancos estavam a dois jogos da maior conquista de suas vidas. O som de VAMO VAMO CHAPE, que virou marca registrado de todos integrantes do elenco, comissão técnica, diretoria e funcionários, transformavam o vestiário em uma arquibancada.

A má notícia chegou minutos após a conquista, através da boca do presidente Sandro Pallaoro, o mandatário informou que a final não poderia ser disputada em Chapecó. A dúvida era entre duas cidades, Porto Alegre ou Curitiba? Arena do Grêmio, Beira-Rio, Arena da Baixada ou Couto Pereira?

A decisão foi tomada na sexta-feira (25), a escolha foi único estádio com as cores do clube, o majestoso Couto Pereira. Logo o torcedor já correu, com quem ir? Que horas sair? No sábado não existia mais ônibus na cidade para alugar, restava a busca por liberação do trabalho, era o jogo da nossa história, os 90 minutos mais importantes da vida dos torcedores Chapecoenses.


Em meio as finais, uma outra final, quis o destino que o Palmeiras pudesse receber a Chapecoense em busca do título Brasileiro, um empate já bastava. O técnico Caio Júnior pensando nos jogos mais importantes da história do Verdão do Oeste, poupou alguns titulares, dando chances aos “reservas”. A derrota por 1x0 não abalou, muito pelo contrario, deu ainda mais moral e força para o duelo do meio de semana, quem entrou em campo não decepcionou, e poderia sim ter saído de campo com o empate. Mas lá estavam os guerreiros, presentes na festa Palmeirense, seria o destino mostrando como se faz uma festa de campeão?

A semana iniciava e o torcedor não conseguia trabalhar, não conseguia estudar, e dormir quem consegue? Só nos restava esperar o tempo passar, vem logo quarta-feira, é nosso jogo, é a nossa história, NÓS VAMOS SER CAMPEÕES.


O torcedor Chapecoense deitou na noite de segunda-feira, sonhando como será o duelo, será que o Danilo vai fazer aquele milagre de novo? E o Caramelo ou o Gimenez, vão acertar aquele cruzamento buscando o centroavante? O Neto vai desarmar até a mãe dos adversários? E o que falar do Thiego, o zagueiro artilheiro vai aproveitar a falha da zaga e marcar de novo? O Dener acertará aquele chute como contra o São Paulo, por favor! Josimar não deixa ninguém passar, dá no meio deles. Gil nosso motor, vai sair àquela jogada de efeito apoiando pela direita? Ah e o Cléber Santana, nem precisa sonhar, todos sabemos que vai fazer uma partida mágica como todas em 2016. E no ataque, Tiaguinho e Ananias pelas pontas, em velocidade, contra o vento, leves como uma pena. Dentro da área a dúvida, Kempes ou Rangel, quem usar? Nessa acho que até o Caio Júnior tinha dúvida.

Em meio a esse sonho, o telefone resolve soar sem parar, ACORDA MARCELO, o que tu ta fazendo ai dormindo? Eis que o sonho se torna um pesadelo terrível, “meu, o avião da Chape caiu” era a mensagem que recebia do meu irmão Suyan, companheiro de Barra da Chape, do Chiqueirinho, de CHAPECOENSE. Eu me negava acreditar, era tudo brincadeira, deixa eu acessar o Globo Esporte, não vai ter nada, é tudo brincadeira de muito mal gosto.

Não era... As notícias confirmavam tudo o que ele me avisou, a final é adiada e sem data para ser disputada, os noticiários na TV não falavam de outra coisa, a Chapecoense era falada mundialmente, aos poucos as mensagens de apoio chegavam, era do Neymar, do Lucas Leiva, do atacante espanhol Raul, do goleiro Iker Casillas entre outros.


O dia 29 de Novembro de 2016 se tornava o pior dia da minha vida, as lágrimas que na semana passada eram de felicidade, de confiança, hoje era com a pior tristeza, somente três jogadores sobreviveram, um narrador esportivo de uma rádio de Chapecó, o restante todos foram perdidos.

Perdemos a diretoria que levou o time da Série D para a A, essa mesma que lutou, defendeu todos jogadores, treinadores e comissão técnica, respeitou cada funcionário igualmente, nunca atrasou um salário, pagou o 14° salário para TODOS funcionários, desde o roupeiro até o presidente.

Não existe mais Sandro Pallaoro, Cadu Gaúcho, Maurinho, Chinho, Boião, Cocada, Serginho, Anderson Paixão, Duca, Pipe, Gobbato, o médico Marcio, Luiz, a segurança do Adriano, as fotos do Cleberson Silva, os vídeos do Giba, eterno torcedor Chapecoense, do Anderson, outros membros da diretoria como Nilson, Decio, Mauro, Jandir, Edir, Ricardo.

Perdemos também vozes que nos emocionaram, seja nas rádios, nas TVs, como ver o gol do Apodi e não se lembrar da voz do Fernando Doesse, dos comentários do Douglas Dorneles, do Renan Agnolin, do Picolé, do sonho do Galiotto de narrar uma final internacional, Giovane Klein, Guilherme Marques, Ari Ferreira, Guilherme Laars, Bruno Mauri, Djalma, André, Laion, Victorino, Rodrigo, Lilacio, Paulo Julio, Mário Sério, Jacir Biavatti, e o dono da voz que emocionou a campanha da Chape na Sul-Americana, que o espírito de Condá esteja contigo Danilo, vai com Deus Deva Pascovicci.

Acabou o sonho dos guerreiros, dos campeões, quando pedimos para dar a vida, não era dessa forma, era apenas no campo, no gramado, dentro das quatro linhas, perdemos o paredão Danilo, vivendo a melhor fase da sua careira, perdemos o Caramelo, o Gimenez, Dener sendo elogiado até pelo Tite, técnico da Seleção Brasileira, perdemos o Marcelo, a alegria do Filipe Machado, perdemos junto com o Santos, o zagueiro Thiego, o Josimar, Matheus Biteco, Gil, Sérgio Manoel, Arthur Maia, Lucas Gomes, Ananias, o futuro pai e jovem Tiaguinho, o monstro Kempes, perdemos o capitão, o maestro, o cérebro do time Cléber Santana, e ele, nosso maior artilheiro, o cara que mais deu alegrias ao torcedor Chapecoense, autor de 81 gols, muitos deles importantíssimos, nunca mais a Arena Condá irá ouvir “uh terror o Rangel é matador”, e o que falar do Caio Júnior, esse monstro que nas palavras conquistou o coração do torcedor, deu alegria ao povo Chapecoense, encheu a todos de orgulho, obrigado comandante, obrigado a cada jogador por tudo que fez por esse clube, vocês jamais serão esquecidos.


Como falamos aqui em Chapecó, o elenco que conquistou tudo sem nenhuma estrela, sem nenhum jogador querendo ser superior ao outro, agora é o contrário, todos viraram estrelas, hoje do céu estão nos olhando, nos guiando e com certeza torcendo para quem voltar a vestir essa camisa, honrar da mesma forma que todos fizeram, sobrou nós torcedores e a Arena Condá, perdemos jogadores, perdemos nossa diretoria, comissão técnica, mas jamais vamos perder o amor pelo clube, pela camisa, vamos cantar por vocês, lembrar-se de todas as glórias futuras, pois NÓS TE APOIAREMOS ATÉ MORRER.

Marcelo Weber || @acfmarcelo 

Um lance de sorte e vitória fora de casa

No último domingo (27) , o Stoke City viajou até a cidade de Watford para enfrentar o time local em pleno estádio de Vicarage Road. O pensamento dentro do grupo era um só um: "voltar a vencer no campeonato". O último confronto entre os times, foi realizado naquele mesmo estádio, os Potters saíram com um resultado positivo, para os mais supersticiosos, a mística tinha que continuar.

Stoke celebrate victory at the end of the match
O Stoke City voltou a vencer fora de casa e subiu na tabela da Premier League (Foto: BBCSports)
Dessa vez, a missão para Mark Hughes era mais complicada, pois Joe Allen estava suspenso por ter levado o seu quinto cartão amarelo na última partida. Tirando o fato de não poder contar com um dos seus principais jogadores, o técnico galês ainda teve que lidar com as ausências do zagueiro Bardleys e do volante Whelan, ambos lesionados.

DISTRIBUIÇÃO TÁTICA

(Foto:Theguardian)

Com essas alterações forçadas, Mark Hughes optou por escalar o jovem zagueiro Muniesa e o francês Diouf, que até então nem tinha ficado no banco nos primeiros jogos. Para recompor a sua dupla de volantes, optou por Adam ao lado de Imbula, que foi a contratação mais cara do Stoke City e, até então, não teve uma sequência positiva para mostrar a que veio. Outro destaque foi a escolha do veterano Walters para poder fazer o papel de "falso-nove", deixando o novato Bony no banco. Mas a principal surpresa ficou por conta de Bojan, que foi para o banco depois da péssima partida no jogo passado, desperdiçando até um pênalti.
Adam comemorando o gol e Gomes desolado ao fundo (Foto: Themirror)
Desde os primeiros minutos, o jogo ficou marcado por poucas chances de gols, entradas desproporcionais e juiz apelando para os cartões amarelos, o que iria acontecer durante toda a partidaO único gol do jogo veio em um lance "esquisito". Aos 28', Shaqiri cruzou para área, Adam cabeceou e Gomes espalmou, só que a bola bateu na trave e rebateu no próprio goleiro, antes de entrar. A Premier League considerou gol contra do brasileiro.

No decorrer do primeiro tempo, o Watford não teve poder de reação e levou pouco perigo ao gol de Stoke City, que não sofreu pressão em momento algum. Só na primeira parte do jogo, foram marcadas 18 faltas e distribuídos 3 cartões amarelos, todos para a equipe da casa. O placar de 1 a 0 prevaleceu.

Na etapa complementar, o Stoke City seguiu dominando o meio de campo e teve superioridade na posse de bola, mas não conseguiu matar a partida. A vitória já parecia definida, quando o adversário teve um jogador expulso e Britos deixou o campo devido ao excesso de faltas no jogo, aos 88 minutos. Após o lance, os visitantes já se encontravam com o jogo na mão, mas o destaque ficou por conta de uma jogada de Shaqiri e a vantagem não foi ampliada.

Com o apito final, o jogo se tornou o mais faltoso da Premier League 2016/17 até aqui, tendo 38 faltas ao todo. O time visitante festejou por conseguir voltar a vencer no campeonato, ocupando agora a 11ª posição. Na próxima rodada, os Potters voltam para os seus domínios e enfrentarão o Burnley, no Britannia Stadium.

COME ON POTTERS!

"Por fim queria destacar a tragédia que aconteceu no dia 29/11/2016 com os integrantes do elenco e da comissão técnica da Associação Chapecoense de Futebol que comoveu o mundo inteiro. Eu, como colunista do Linha de Fundo, me sinto na obrigação de tentar expressar o que eu estou sentindo, mesmo sabendo que é impossível. Uma enorme tristeza seguida de um vazio, meus sentimentos aos familiares, vocês não estão sozinhos, todos os participantes do Linha de Fundo estão com vocês"  ForçaChape!




Por: Yuri Ramos || Twitter: @yuriramosq

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Guerreiros de Condá

A vida. Ah, que danada ela é. Nos prega peças assim, quando eu, você, todos nós menos esperamos. Não há como não sentir o peso de uma tragédia que vem como uma âncora e que te leva ao fundo do poço de tanta tristeza.

Eu, Patrick Silva, colunista do Figueirense aqui no Linha de Fundo, precisava, necessitava, e até me sentia na obrigação de parar alguns minutos, sentar e escrever o que hoje sinto e sentimos.

Garotinho sozinho e desolado. A personificação do mundo neste fatídico dia

Tantas vezes diante do sucesso esplendoroso da Chapecoense, me fazia cabeça dura e não queria admitir que eles se tornaram na raça, na vontade, um dos clubes mais organizados e bem planejado do futebol catarinense, e até brasileiro. Porém, no fundo, eu os admirava. Os tomava de exemplo e queria que o meu time tivesse a competência e se tornasse gigante de alma e espírito como era a Chapecoense.

Entre os vitimados, estava Cleber Santana e Kempes que jogaram em Avaí e Joinville respectivamente, e me fizeram chorar tantas vezes pelos gols que meu time levava deles. Hoje, eu voltei a chorar por causa desses caras. Chorei pela morte, mas queria muito que fosse por ter levado tantos outros gols.

Delegação da Chapecoense antes de seu último voo

Faleceu no voo, o presidente da Federação Catarinense, Delfim de Pádua Peixoto Filho. Personagem de tantas polêmicas, nestes mais de 30 anos presidindo a FCF, Delfim revolucionou o futebol de Santa Catarina. Queira ou não, o futebol de catarinense perdeu uma de suas maiores figuras e um dos seus maiores defensores. Vá em paz, Doutor!

No avião com a delegação da Chapecoense, também morreram alguns jornalistas. Jornalistas esses que honraram com brilhantismo suas profissões até o último segundo de suas vidas. Eu, como a equipe do Linha de Fundo, sonho em ser jornalista. Sonho e serei gigante que nem esses caras que caso não fosse essa tragédia, poderiam ser meus colegas de trabalho ou até mesmo meus chefes num futuro que agora está infinitamente longe. Esses 21 jornalistas se foram, mas ficam aqui como inspiração.

Esse sombrio 29 de novembro de 2016 nunca será esquecido por mim, por você, pelos torcedores da Chape, e principalmente pelos famiiares das vítimas. O time de Deus acabou de ganhar elenco, comissão técnica, presidente e uma equipe de jornalismo.

O que nos resta agora? Não sei. Talvez agradecê-los. É difícil pensar em algo nesse momento. Esse humilde texto é minha forma de solidariedade e agradecimento a esses homens mesmo sabendo que nada vai devolver a vida à eles. Obrigado, Chape! Obrigado, jornalistas! Que vão juntos e descansem em paz.

Patrick Silva | @figueiradepre

Sonhos vêm, sonhos vão e a humanidade fica. #ValeuChape

“Por debaixo desta certeza tranquilizadora percebia, contudo, o remoer surdo de uma dúvida, talvez se tratasse de um sonho enganador, um sonho de que teria de acordar mais cedo ou mais tarde, sem saber, nesse momento, que realidade estaria à sua espera” (José Saramago, Ensaio a Cegueira).

O dia começou estranho, cinzento, faltava algo, era vazio. Acordei aqui em Belo Horizonte com o coração na garganta, um aperto, meus sentidos me alertavam que algo terrível estaria por acontecer. Como reflexo peguei meu celular, mais ou menos as seis da manhã, e me deparei com a notícia, um direto de Mike Tyson na boca do meu fígado. O avião que levava a Chape a Colômbia havia caído, no exato momento acordei meu pai para contar a notícia, ele também não acreditou no que estava acontecendo, não parecia ser verdade. 
No exato momento eu pensei...minto nós pensamos em uma mesma palavra: sonho.



Aquela aeronave transbordava sonhos! Os sonhos de garotos que comeram o pão que o diabo amaçou para chegarem ao futebol profissional. Muitos deles saíram de casa cedo, saíram de perto de suas famílias, passaram fome e frio para viverem uma aventura. Nem 1% consegue chegar lá, e os que chegaram sabem exatamente a dificuldade necessária para se atingir a excelência. Em casa tenho um irmão mais novo que está vivendo esse sonho, que voa para São Paulo, Recife, Porto Alegre, jogando em todo tipo de campo em busca de uma chance, em busca da fantasia de ser um jogador de futebol, como 11 em cada 10 meninos dessa terra Brasilis.

E se o meu irmão estivesse lá? Nesse primeiro momento a primeira lágrima escorreu em meus olhos.

Por outro lado, pensando no âmbito esportivo, esse clube, a Chape, em um passado não muito distante estava na série D, como muitos outros clubes do Brasil vivia apenas da paixão de alguns abnegados do corpo diretivo e claro, de sua torcida. As vezes enxergamos o futebol apenas sob o olhar dos grandes clubes, das grandes massas, contudo, as vezes a realidade dos pequenos centros é tão ou mais visceral quanto. Quem torce sabe, quem sofre sabe.



Não é apenas futebol. Como colunista e membro do Linha de Fundo pude entender um pouco melhor disso através do convívio com os meus colegas torcedores que escreviam sobre essas realidades. Pensava comigo como pode, como esses caras conseguem ser tão fanáticos?  Talvez o mais “doente”, seja o portador do maior sofrimento do meu círculo de amigos. Falo do meu parceiro de Unanimidades e amigo Marcelo Weber, colunista da Chapecoense (PQP o Marcelo... outro pensamento que povou minha memória ao longo de todo dia). Esse cara redefiniu meu conceito de fanatismo, e talvez eu agradeça eternamente por esse novo aprendizado, por essa nova percepção que aprendi com ele e todos os outros. 

O Marcelo graças a Deus não estava no avião, mas eu sei que parte dele também se foi, e parte de mim o acompanhou em solidariedade.

Jamais entenderei os sentimentos do meu amigo, tentei imaginar se em 2013 depois de o Victor ter salvado o penalty do Riascos, o meu Atlético se envolvesse em um acidente como esse a caminho de Rosário ou de Assunção, acho que perderia meu chão. 

Meus caros, era sonho, fico imaginando se meu sonho como torcedor acabasse assim, enfim...olhos embargados novamente.

Para finalizar este pequeno ensaio, como diria Almir Sater, em sua icônica Tocando em Frente:

“É preciso amor; Pra poder pulsar; É preciso paz pra poder sorrir; É preciso a chuva para florir;

Da chuva, desse desastre eu vi nas redes sociais uma mobilização e uma sensibilização de tanta gente, de tantos torcedores e de tantos clubes que não via há muito tempo. Em uma época recheada ódio, e preconceito, vi um vestígio de humanidade, uma humanidade que sinceramente achei que estava perdida. 

Reza a lenda que o Índio Condá uniu todas as tribos da região de Chapecó em torno de um bem comum, de um bem maior. Estes jogadores, comissão técnica, jornalistas, dirigentes que vieram a óbito nessa tragédia fizeram o mesmo. 

Espero do fundo do meu coração que a comunidade do futebol, melhor, que o povo brasileiro honre o nome desses heróis em atitudes e ações que elevem nossa grandeza como seres humanos, com altruísmo e solidariedade com nossos iguais. 

A partir de hoje seremos todos Chape!


Olê, Olê, Olê, Olê...Chape Chape! 


por Matheus Henrique Valle e toda equipe do Linha de Fundo

Lyon mostra evolução ofensiva, mas sofre com erros defensivos e perde em casa

No último domingo (27), O Lyon recebeu o Paris Saint-Germain, no Parc OL, pela 14° rodada do Campeonato Francês. O jogo marcou o reencontro de Hatem Ben Arfa com o Lyon, time no qual o meia foi revelado.

Ben Arfa em ação contra o clube em que foi revelado (Foto: C. Gavelle/PSG)
O técnico fez poucas mudanças da partida anterior contra o Dínamo Zagreb para o clássico com o PSG. Apenas alterou a formatação tática e o posicionamento de alguns jogadores. 

A disposição tática de ambas equipes era muito similar. O Lyon, com a bola jogava no 4-3-3, sem a bola, variava para o 4-4-1-1. Com duas linhas de quatro jogadores, com Lacazette e Tolisso mais à frente. 

A partida começou com time de Unaí Emery dominando as ações, chegando à picos de 75℅ de posse no primeiro tempo. Apesar da maior posse de bola, os parisienses não eram incisivos. O Lyon, em contra-partida, marcava forte e jogava a partir do erro do adversário, para ser reativo e contra-atacar com velocidade.

Mas "água mole, pedra dura, tanto bate até que fura": depois de muito volume de jogo e de certa pressão explorando os lados do campo, o PSG fez o gol. Aos 28', o capitão Maxime Gonalons derrubou Thiago Motta dentro da área e cometeu pênalti, que foi bem assinalado pelo árbitro Ruddy Buquet. 

Na cobrança, o artilheiro Cavani não sentiu a pressão de 55 mil espectadores no Parc OL e fez, Lyon 0-1 PSG. Após o gol, os mandantes seguiram reativos e os visitantes possessivos, só que o jogo ficou mais morno e poucas chances foram criadas. O placar, portanto, não foi mudado antes do intervalo e o 1 a 0 permaneceu.

Na segunda etapa, os comandados do técnico Bruno Génésio voltaram mais ligados no jogo, afim de empatar. A marcação alta gera erro, e o erro gera chances claras. A partir disso, o Lyon chegou ao seu gol. Logo aos 3', Rafael chutou cruzado, Aréola defendeu e a bola sobrou com Valbuena, que bateu e fez, Lyon 1-1 PSG.

Com o empate, o Lyon cresceu no jogo e com a pressão de sua torcida criou várias e várias chances de gol, que não foram concretizadas. O time adiantou as linhas e com as entradas de Fekir e Valbuena se tornou mais incisivo, porém a recomposição era mal feita, o que tornava o jogo muito corrido.


Cavani deu a vitória aos parisienses (Foto: Robert Pratta/Reuters)
Já no fim, mais precisamente aos 36 minutos, o placar foi alterado mais uma vez. Em sequência do erro de passe no meio campo, o Lyon sofreu outro gol. Numa jogada de ultrapassagem do lateral, o belga Thomas Meunier, que havia entrado no lugar de Ben Arfa, cruzou a bola para Cavani, que fez o seu doblete. Lyon 1-2 PSG.

Em minha opinião, o técnico Bruno Génésio pecou na escalação. Começar com Fekir e Valbuena no banco, foi um erro. Os laterais do PSG, tanto Maxwell quanto Aurier, não marcam bem. Seria fundamental jogar naquele setor, o que não aconteceu e o que vimos foi um Paris Saint-Germain objetivo e preciso.

Com a derrota, o Lyon caiu para sétima posição, com 22 pontos. Antes da decisão na Champions League contra o Sevilla, no dia 7 do mês que vem, o time enfrenta o Nantes, fora de casa, pela 15° rodada da Ligue 1.

SOMOS TODOS CHAPECOENSE!

 

FORÇA CHAPECOENSE! (Mantos do Futebol)

Represento um time aqui no site que infelizmente já passou por uma situação parecida, são em dias como o de hoje que vemos como o futebol é pequeno em relação a vida. Por este motivo deletei meu texto que estava pronto para ser postado e deixo apenas minha pequena homenagem a Chapecoense, muita força aos familiares e que Deus traga conforto a todos!



#FORÇACHAPE

#wewillneverdie

#FlowersofChapeco



Meus sentimentos, Glory Glory Chapecoense!




Luto#

A Chape continua gigante. Apenas essa frase faz sentido nesse momento tão chocante.

Saudações, Fé e força.


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Tem que saber sofrer

No último sábado (26), Chelsea e Tottenham fizeram o clássico da rodada, em Stamford Bridge. O jogo era de muita importância, já que horas antes, City e Liverpool venceram seus respectivos jogos e ultrapassaram o Chelsea na tabela, jogando o londrino para terceira posição. 

A vibração do time desde à chegada de Conte é visível: Fonte (Getty Images

Antonio Conte manteve a escalação que lhe rendia 6 vitórias consecutivas sem sofrer gol, o 3-4-3: Courtois; Azpilicueta, David Luiz e Cahill; Moses, Kante, Matic e Alonso; Pedro, Hazard e Diego Costa. Os visitantes vinham de uma eliminação na Champions League, e buscavam vencer o líder para além da "redenção", encostar na briga pelo título.

Mauricio Pochettino mostrou uma forma de conter o 3-4-3 até então invencível de Conte, e os Spurs dominaram o jogo durante todo o primeiro tempo, deixando o time da casa aparentemente sem saída. O Tottenham jogava com as suas linhas altas, marcando a saída de jogo do Chelsea, que a todo momento se via obrigado a dar chutão pro ataque. A pressão não demorou a dar resultado, com 11 minutos, Eriksen acertou um lindo chute de perna esquerda vencendo Courtois.

Pedro e Diego após a virada dos Blues: Fonte (Getty Images)
 Após o gol os Spurs mantiveram a pressão alta, e dominavam amplamente o jogo. Mas aos 45 minutos, Pedro acertou um lindo chute, colocado, no ângulo e sem chances pra Lloris e empatou o jogo antes do intervalo. Não se sabia como o Tottenham reagiria ao gol, já que o Chelsea em nenhum momento fez por merecer o gol, mas não tiveram tanto tempo para admitir o primeiro golpe e já levaram o segundo. Diego Costa arrancou pela esquerda, levou para o fundo e rolou para Moses livre virar o jogo com 5 do segundo tempo.

Os Spurs sentiram demais o gol, e até fisicamente não conseguiam manter o ritmo do primeiro tempo, apenas tocava a bola em torno da área, mas sem conseguir entrar. Restou para o Chelsea administrar o jogo e conseguir uma duríssima vitória e reassumir a liderança da Premier League. Com a vitória os Blues chegaram aos 31 pontos, 1 a mais que LIverpool e City. 

A partida do Chelsea foi fraca em relação as últimas 6, principalmente no primeiro tempo, onde se o Tottenham aproveitasse, poderia ampliar o marcador. O fato é que, não se faz um campeão somente com grandes atuações, e Conte sabe disso, o técnico italiano assumiu a fraca partida de sua equipe, mas a de se destacar a raça do time em campo, a vibração a cada lance, um campeão também tem de saber sofrer.  Na próxima rodada, o Chelsea vai a Manchester enfrentar o City, valendo à liderança do campeonato.

Após 45 anos fora do futebol, Almirante Barroso é campeão da Segundona de SC

E está decidido o campeão da Série B do Catarinense. O Clube Náutico Almirante Barroso, de Itajaí, sagrou-se campeão neste domingo (08), após ser derrotado por 1x0 pelo Atlético Tubarão.

Almirante Barroso é o campeão da Segundona de SC (Foto: Assessoria/Almirante Barroso)

Jogando em seus domínios, no estádio Domingos Gonzales, o Atlético Tubarão precisava vencer por dois gols de diferença, já que havia sido derrotado por 3x1 na partida de ida. Tendo mais volume de jogo na partida, o Tubarão abriu o placar aos 29 minutos da etapa inicial, numa cobrança de pênalti do atacante Brasão.

A equipe do sul do estado queria a qualquer custo o título que estava apenas a um gol de "distância". Chegou a pôr duas bolas na trave do goleiro Rodolfo do Barroso. Até conseguiu marcar seu gol. Foram dois. Mas o árbitro Heber Roberto Lopes anulou os tentos do Peixe catarinense. O Tubarão tentou de tudo para alcançar seu gol decisivo durante os minutos restantes, porém nada conseguiu, e o título acabou ficando com o Almirante Barroso.

Gol de Brasão não foi o suficiente para Tubarão ser campeão (Foto: Scarduelli Comunicação/Paulo Scarduelli)

Inativo desde 1971, o Clube Náutico Almirante Barroso voltou aos gramados nesta temporada graças a uma parceria com o Navegantes/Litoral. Conquista o inédito título após ser uma das surpresas do campeonato e fazer uma campanha excepcional, só perdendo a liderança na fase classificatória na última rodada.

Outro acontecimento que mexeu com a cidade de Tubarão ontem, ocorreu momentos antes da partida. O Atlético Tubarão anunciou a contratação do atacante colombiano, Rentería. Com passagens por Internacional, Santos, Porto-POR e tantos outros clubes, o atacante vem para ser a principal contratação do clube para a próxima temporada em que disputará a elite do futebol catarinense.

Atacante Rentería foi anunciado como reforço do Tubarão para 2017 (Foto: Assessoria/Atlético Tubarão)

Ficha Técnica - Atlético Tubarão 1x0 Almirante Barroso

Data: 27 de novembro de 2016
Horário: 16h (horário de Brasília)
Local: Estádio Domingos Silveira Gonzales, Tubarão, SC
Público e renda: 1867 presentes; renda de R$ 35.220
Arbitragem: Heber Roberto Lopes (SC); José Roberto Larroyd (SC), Eli Alves (SC)
Cartões amarelos: Allyson e Matheus Barbosa (TUB); Jefferson, Robenval, Buru, Safira e Rodolfo Recife (ALM)
Gol: Brasão (ALM)

Atlético Tubarão: Jandrei; Ramon, Allyson, Vitor Hugo, Deca (Lucas Gabriel); Matheus Barbosa, Parrudo, Calyson, Israel (Alex Nemetz); Everton Jr (Marcos Vinícius), Brasão | Técnico: Marcelo Mabília

Almirante Barroso: Rodolfo; Pichu, Robenval, Tessio, Chuva; Buru, Jefferson, Couto, Safira (Rafael Recife); Carlos Henrique (Rodolfo Recife), Douglão (Diego) | Técnico: Renê Marques

Patrick Silva | @figueiradepre

Cucabol, perseguição e união torcida-elenco: O Brasil é verde outra vez

E o Brasil voltou a ser verde. Pela nona vez em campeonatos brasileiros, pela décima terceira vez considerando também as copas. Ninguém coloriu mais vezes esse país do que o Palmeiras, mesmo depois de uma longa espera de mais de vinte anos para voltar a gritar campeão do torneio mais importante do país. E foi mais do que merecido e com um sabor mais do que especial.

O título em si já seria motivo de sobra para comemorar, mas fica ainda mais saboroso diante de tudo que aconteceu ao longo do ano e, principalmente, pelo elenco que é certamente o mais palmeirense dos últimos tempos. É difícil escolher apenas um jogador que mereça o carinho da torcida palmeirense.

A sintonia time-torcida transcende completamente o jogo de futebol – e, é claro, isso não é só um jogo. Nunca foi. E talvez não há exemplo maior disso que o nosso Dudu, que a cada jogo parece mais um torcedor dentro de campo: xingando, vibrando, chorando. Não há quem não goste de ter um jogador assim no seu time. Ninguém mais do que ele merecia levantar a taça. E que belíssimo chapéu!

Não muito atrás temos o nosso profeta Moisés que ajudou a abrir muitas das defesas nesse campeonato, além de superar toda desconfiança e uma lesão para ser um dos melhores jogadores do campeonato. E ainda defendeu o clube como um verdadeiro torcedor, inclusive questionando certa emissora ao vivo sobre uma diferença de tratamento.

Impossível também não resumir um dos pilares desse time no momento que aconteceu na reta final do jogo diante da Chapecoense. Esqueça qualquer drible, chute ou passe, o momento em questão é uma substituição. Com uma dupla homenagem que emocionou a qualquer um: Jailson sendo merecidamente ovacionado por um estádio que via um dos grandes ídolos atuais voltar a campo. Justo essa troca que, meses antes, parecia ser o fim do sonho para o palmeirense.

A cena que fez o estádio desabar em lágrimas: Prass volta aos gramados no lugar do decisivo e invicto Jailson.
(Foto: Blog Mauro Beting)
E as histórias bonitas não param por aí. Tem a superação de Vitor Hugo, aquele mesmo que começou sua trajetória com a camisa verde errando um recuo em seu primeiro clássico, mas que hoje é um dos jogadores preferidos da torcida nesse elenco e que cansou de fazer gols desde que chegou por aqui. Tem a adaptação imediata de Tchê, Tchê, Mina e Roger Guedes, também importantes demais nessa conquista. Tem também a representação máxima de um time que joga com doze ou treze (Edu Dracena, Cleiton Xavier e Thiago Santos cansaram de iniciar partidas) e que joga junto com a sua torcida.

E falar o que do “menino” Zé Roberto – jogador que mesmo quarentão participou de um dos lances mais emblemáticos da campanha palmeirense: aquele incrível carrinho que evitou um gol do Cruzeiro de maneira fantástica e que valeu um ponto importante na oportunidade – e do contraste com o menino (e sem aspas) e xodó Gabriel Jesus que nem foi e já deixa saudades?

Por tudo isso e um pouco mais que tornaria este texto ainda mais longo do que já é, esse time encarnou na sua alma aquilo que o torcedor sempre sonha em ver no seu time. Um grupo que passou a sentir, aos poucos, o que é ser Palmeiras. Que se arrepia ao ouvir o “Meu Palmeiras”, saber que faz parte da pátria do palmeirense e que comprovadamente tem efeito como mostram os próprios jogadores.

Ser Palmeiras, contudo, é mais do que entender o sentimento que transborda na Turiassu e nos arredores do Allianz Parque. É entender que um gigante desses incomoda muita gente e que, aqueles que não vivem isso certamente tentarão atrapalhar. A imprensa esportiva brasileira nunca foi das melhores na imparcialidade, mas quebrou todos os protocolos e assumidamente passou a torcer por um time.

Assim, Cuca & Companhia precisaram ouvir críticas sobre o modo de atuar, os gols de bola parada ou mesmo a falta de um futebol bem jogado que outros concorrentes apresentaram por poucas vezes, mas o suficiente para receber um festival de elogios. Com raras exceções, os critérios eram diferentes dependendo da camisa. “Grupo rachado” ou “Cuca perdeu o elenco” foram repetidas insistentemente.

O Palmeiras que jogou bem no primeiro turno foi simplesmente esquecido e a segurança defensiva do segundo turno (elogiada em outros tempos para outras camisas) virou motivo de crítica. As comparações com rival campeão no ano anterior ignoraram o nosso bom primeiro turno e o (tecnicamente) péssimo primeiro turno que eles fizeram em 2015.

(Foto: Globo Esporte)
Manchetes buscando animar os concorrentes eram feitas a todo o momento. Em um dos casos mais bizarros, uma emissora divulgou que a disciplina poderia decidir o campeonato, mas ignorou o fato do Verdão não ter nenhum jogador expulso. A coisa chegou a passar dos limites quando outro canal teve tratamento absolutamente oposto entre as invasões de aeroporto feitas por flamenguistas e palmeirenses. Teve até revista que “jogou no lixo” suas próprias publicações para uma polêmica barata e baixa sobre os títulos anteriores a 1971.

Na reta final, já no desespero, apelaram até para um absurdo e ridículo fechamento da rua mais palmeirense do Brasil – e que nem precisaria de um novo nome para se firmar como tal. A polícia militar, sempre péssima, fez de tudo para atrapalhar a alegria alviverde, mas assim como alguns colegas da imprensa, fracassou. Se a Turiassu só pode ser tomada depois do jogo, a região ficou ainda mais verde em outros lugares.

E tudo isso chegou aos jogadores. Foram eles os responsáveis em fazer de cada jogo uma final, de responder dentro das quatro linhas às críticas (algumas raras justas, outras tantas absolutamente injustas) de uma imprensa parcial e de comemorar junto de quem sempre esteve do lado deles. O lema da torcida (“estamos juntos”) nunca fez tanto sentido.


Esses todos que tanto criticaram só esqueceram que o time em questão era o Palmeiras. O mesmo que passou o ano sendo menosprezado e criticas como havia sido em 2015 durante a Copa do Brasil. Como é desde 1942. E queremos que seja em 2017. Nenhum time gosta tanto desse clima de adversidade como este que é o maior campeão nacional. Afinal, o final desse enredo é o mesmo quase sempre – e costuma ter final verde.

Duas derrotas trágicas e um divisor de águas

Da eliminação na Champions à queda de invencibilidade na Premier League. Não foi uma semana nada agradável para o Tottenham. Pelo contrário, as derrotas para Monaco e Chelsea, ambas por 2 a 1, foram trágicas para as pretensões do time na temporada 2016/17.

Se por um lado todos sabiam que seria difícil repetir aquilo que acontecera na temporada passada, quando ocorreram enormes vacilos dos principais postulantes ao título e o time do norte de Londres se aproveitou para brigar pelo título da Premier League, chegar ao mata-mata da Champions era algo bem alcançável na atual. Após o sorteio, então, as expectativas só aumentaram e o grupo parecia bastante acessível.


O Tottenham se despede precocemente da Champions (Foto: AP Photo)
Parecia. Em momento algum, o time inglês confirmou o favoritismo no grupo e complicou a classificação que parecia provável, caindo precocemente nesta fase. Restando uma rodada, os Spurs terão que se contentar apenas com uma vaga na Europa League, o que também é incerta e será decidida no duelo contra o CSKA.

Mas será que vale a pena disputar a segunda competição do continente? Por um lado, a vaga trará mais prestígio na Europa e há a importância pelo aspecto financeiro, a medida que for avançando de fase. Por outro, serão mais jogos e isso trará um prejuízo no aspecto físico. E isso deve ser levado em consideração, caso o clube almeje repetir a campanha da última Premier League.

De certa forma, Maurício Pochettino teve que fazer essa "escolha" na temporada passada, priorizando a competição nacional e poupando títulares na europeia. No confronto contra o Borussia Dortmund, a equipe mista não foi párea para os alemães, perdendo os dois jogos das quartas-de-final.

Mesmo que a opção seja priorizar a competição europeia, todos sabem que o mata-mata propõe surpresas, não há a garantia que o título venha e, consequentemente, a vaga na próxima Champions também não. Ou seja, retornar à principal competição de clubes do mundo parece mais viável pela Premier League. E, ao meu ver, o técnico argentino deveria prioriza-la novamente.


Os Spurs saíram na frente no Stamford Bridge (Foto: Stefan Wernuth/Reuters)
Algumas coisas são certas: o elenco carece de peças de reposição, tanto em quantidade, quanto em qualidade; há uma inferioridade em relação aos seus principais adversários ingleses; e almejar título nas duas competições difíceis, será quase certeza de fracasso em ambas. A derrota para Blues no clássico, inclusive, evidenciam a queda no aspecto físico, sendo o principal fator para que a virada acontecesse. E o alto número de lesões em poucos meses só confirmam a tese.

Embora a 13ª rodada tenha sido péssima, ainda não estamos nem na metade do campeonato e não dá para descartar o Tottenham como postulante ao título, mas é bom que esqueçamos por um momentoO principal objetivo do Tottenham na temporada, portanto, deverá mesmo ser a briga para retornar à Champions na próxima edição, seja qual for o método escolhido afim de garantir essa vaga.


#COYS

Por: Marcelo Júnior


Twitter: @marcelinjrr / @SiteLF / @PLBrasil_LF

Com Scarpelli quase às moscas, Figueira vence Fluminense

Melancolia, tristeza e uma pitada de depressão. Esses foram os ingredientes da partida entre Figueirense e Fluminense, realizada neste último domingo (27). Já rebaixado à Série B, o Figueira derrotou por 1x0 o clube carioca que já não tinha mais chances de entrar no famigerado G-6 e se classificar à Libertadores.

Zagueiro Marquinhos fez o único gol da última partida do Figueirense em casa neste ano (Foto: Luiz Henrique/FigueirenseFC)

Como dito anteriormente, o Figueirense já entrava em campo rebaixado, e sua única responsabilidade era de apenas cumprir tabela. Se aproveitando desta triste situação, o técnico Marcos Santos testou um novo esquema e utilizou alguns jogadores da base alvinegra.

Querendo mostrar serviço desde o início de jogo, o Figueirense logo nos primeiros segundos teve uma boa chance de abrir o marcador. A zaga carioca bobeou, Lins aproveitou e saiu na cara do gol. Porém o goleiro Júlio Cesar defendeu a finalização do atacante alvinegro. Fria, a partida só teve uma nova boa chance de gol aos 19 minutos. Na verdade, não foi uma chance. Foi o gol. Falta pela esquerda de ataque, a bola foi alçada na área, e Marquinhos foi no terceiro andar para cabecear e mexer no placar do Scarpelli. Aos 31', troca de passes no ataque do Figueira, Rafael Moura bateu da entrada da área e a bola explodiu no travessão.

Usando alguns jogadores da base, Figueirense voltou a vencer após 9 jogos (Foto: Luiz Henrique/FigueirenseFC)

Na segunda etapa, o Figueirense, assim como na etapa inicial, criava inúmeras chances de gol, porém na hora de finalizar, nada do gol sair. O Fluminense praticamente não conseguia chegar ao ataque. E quando chegava, as oportunidades de gol eram desperdiçadas para longe. Foi um segundo tempo de dois times já sem mais nenhum objetivo no campeonato e que "escolheram" manter o placar de 1x0.

Após se despedir do Scarpelli nesta temporada, o Figueirense voltará a campo no próximo domingo (04), às 17h, quando encerrará a sua participação na Série A deste ano contra o Sport Recife, na capital pernambucana.

Ficha Técnica - Figueirense 1x0 Fluminense

Data: 27 de novembro de 2016
Horário: 19h30 (horário de Brasília)
Local: Estádio Orlando Scarpelli, Florianópolis, SC
Público e renda: 1.842 pagantes; 1.910 presentes; renda de R$ 21.870,00
Arbitragem: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS); Leirson Peng Martins (RS), Maurício Coelho Silva Pena (RS)
Cartões amarelos: Yago, Bruno Alves, Lins (FIG); Pierre, Cícero, Igor Julião (FLU)
Gol: Marquinhos (FIG)

Figueirense: Gatito; Marquinhos, Werley, Bruno Alves; Dudu (Jefferson), Marquinhos Pedroso, Renato (João Pedro), Yago, Matheusinho; Lins (Ferrugem), Rafael Moura | Técnico: Marcos Santos

Fluminense: Júlio Cesar; Igor Julião, Nogueira, Henrique, Giovanni; Pierre (Maranhão), Cícero, Danilinho (Pedro); Wellington, Richarlison (Dudu), Henrique Dourado | Técnico: Marcão

Patrick Silva | @figueiradepre

Faltou o ponto final

Corinthians vacila jogando na Arena, e se distancia do 'prêmio de consolo: G-6'

Minha reação em ver o Corinthians jogar em 2016 é semelhante ao do Cristian (Foto: Marco Galvão)

 Diferentemente das partidas anteriores, o Corinthians entrou mais ligado, pressionando o adversário desde os primeiros minutos e por falta de pontaria, não foram finalizadas. Finalização, está aí um dos principais problemas do Corinthians em 2016, as vezes eu não sei se eu estou assistindo aquelas peladas de fim de ano, que você pode isolar a vontade a bola que vão apenas te zoar, diferente daqui que o principal objetivo nessa reta final é o G-6.

Mesmo desperdiçando várias oportunidades, pressionando, estávamos bem superior ao adversário, com mais posse de bola, com mais objetividade, diferente do Atlético-PR em que se preocupava somente em se fechar e jogar no contra-ataque. Infelizmente atuação de alguns jogadores acabaram atrapalhando a equipe de sair vitoriosa, destacando de forma negativa, o Romero, Marquinhos Gabriel, Lucca, entre outros que devem ter algum estranhamento com a bola, é bem provável.

 Na segunda etapa, a equipe continuou da mesma forma, só que errando mais e perdendo chances inacreditáveis. E também, o adversário resolveu se impor em alguns momentos, mas foi somente isso, aliás tivemos Walter presente para nos salvar. Pelas estatísticas, o Corinthians era favorito a vencer na Arena, visto que o Furacão não vive de bons desempenhos fora de casa, porém ainda temos que ressaltar que o time também não está rendendo dentro de casa neste ano, que inclusive hoje faz muita falta pontos que não poderia ter perdido, contra: Chapecoense, Grêmio, São Paulo, Fluminense, Atlético-PR entre outros com todo respeito, mas até o ano passado era nossa arma mortal jogar dentro de casa e ainda é em algumas ocasiões.

Era de extrema importância conquistar os três pontos começando nessa última rodada para conquistar essa tão cobiçada vaga no G-6, mas o time decepcionou e eles sabem disso, sabem que era crucial vencer, mas eu não entendo o que falta nesse time? O Corinthians não é de sua tradição montar times astronômicos de estrelas mundiais/nacionais, sempre fizemos muito com tão pouco, e isso na maioria das vezes dava certo, nesse ano tivemos desmanche, contratações não pontuais e o time não está conseguindo render, o que falta é força de vontade? Empenho? Amor à camisa? Talvez seja. Eles deveriam começar a refletir o que estão fazendo com o Corinthians, não sabem o quão é pesada e sagrada essa camisa, o quão é emocionante vestir essa camisa e se emocionar, ter AMOR pelo clube.

 Uma notícia boa que tivemos pelo menos ao término dessa partida,  é que é a segunda partida seguida que não tomamos gols, já está melhorando,  Isso é positivo, por que até então, era de 'lei' levarmos pelo menos um tento ou não por partida. Falando em defesa, vale lembrar mais uma vez que vai precisar se reforçar para próxima rodada, se não vai ser mais um ano depenando, aliás o Corinthians precisa de uma reforma pra ontem e caras novas dignas de representar o Timão.

 Sua última chance, será agora no próximo domingo, pela última rodada no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte às 17h (horário de Brasília) contra o Cruzeiro. Desta vez não tem como vacilar e não depende somente das próprias forças. Esperamos que dêem o sangue e conquistem se forem merecedores essa vaga para a Libertadores da América.


VAI, CORINTHIANS! 

Césare Boralli || @cesareboralli

Linha de Fundo || @SiteLF

Um 2016 para ser esquecido

Enfim acabou a série B para o Ceará, a derrota de virada para o Vasco foi a decima quarta na competição.
FOTO: Paulo Fernandes / Vasco.com.br
O Ceará até tentou estragar o acesso do Vasco, mas como foi durante todo o campeonato o time sai na frente, mas acaba cedendo a virada. Um time bipolar, o do primeiro tempo lembrou o time do 1º turno, já o do restante da partida se resumiu em um time apático e desnorteado em campo.

Não é mentira, o Ceará foi melhor que o Vasco nos 45 primeiros minutos de jogo, mais incisivo e procurando o ataque, o Vozão criou as melhores chances e aos 27 minutos Eduardo acertou um belo chute e fez um golaço no Maracanã. O Vasco seguiu sem reação e assistia ao Ceará criar chances e descobrir espaços na sua defesa, com isso a torcida evidenciou sua indignação contra o time cruzmaltino com sonoras vaias ao fim do primeiro tempo.

Pronto, o Ceará demorou a voltar do intervalo e cedeu o empate e a virada, um Vasco avassalador nos minutos iniciais, aos 2 depois de cobrança de falta de Andrezinho, Thalles pegou o rebote e empatou a partida. Sem tempo para reação, Thalles virou a partida cinco minutos depois e fez explodir de alegria o Maracanã.
Thalles foi o responsável pela virada do Vasco. FOTO: Carlos Gregório/Vasco.com.br
Com o Vasco todo no ataque, o Ceará criou a sua melhor chance no segundo tempo, depois do passe de Lele, Wescley de frente pro gol chutou e a bola caprichosamente explodiu no travessão. Sérgio Soares tentou mudar algo na partida com as entradas de Rafael Costa e Robinho, mas o Ceará não pode fazer mais nada, além de assistir a festa vascaína.

Terminamos a Série B na decima posição, para um ano nefasto para os alvinegros ficamos bem aquém do que foi esperado para esse brasileiro. O momento não é de apontar erros, pois esses foram nítidos durante toda a temporada e sim corrigi-los e dar a volta por cima no ano que irá se iniciar. Para isso, a diretoria já fez uma faxina no elenco desse ano, alguns já haviam sido dispensados e outros cinco encerraram seus vínculos com o clube apos a partida do ultimo sábado, são eles: Eduardo, Ewerton Pascoa, Ricardinho, Felipe Baxola e Bill.
Artilheiro da B, com 15 gols Bill não fica no Ceará. FOTO: CearaSc
Por outro lado, ontem o vovô anunciou de forma oficial a sua primeira contratação para temporada 2017, trata-se do meia Ricardinho que atuou no clube entre 2013 e 2015. O jogador estava no futebol árabe desde Dez/2015, em um vídeo Ricardinho expressou sua alegria em voltar para onde obteve mais títulos em sua carreira, sendo dois estaduais e uma Copa do Nordeste. Ainda não foi oficializado mas clube já acertou com Gilmar Dal Pozzo para assumir a vaga de Sérgio Soares, também deve está chegando nos próximos dias em Fortaleza, Marcelo Nunes Segurado, o novo gerente de futebol do clube que trabalhou no Goias de 2007 á 2014.

Meia Ricardinho é do Ceará em 2017. FOTO: CearaSc
O ano não foi nada promissor, o Ceará precisa se sobressair na temporada que se inicia, um planejamento bem feito no setor de futebol é essencial para que as falhas de 2016 não se repitam. Estamos iniciando bem, não só pela contratação de Ricardinho (que já mostrou ser um excelente jogador) e sim por enfim a diretoria olhar com bons olhos para o departamento de futebol e trazer um profissional gabaritado para assumir esse setor. Só no resta torcer e acreditar que dias melhores virão para o alvinegro de Porangabussu. No mais, o novo elenco do Vozão ira se reapresentar somente no dia 02/01, quando inicia a pre-temporada e dia 22/01 a estreia no Campeonato Cearense contra o Tiradentes.

FICHA TÉCNICA
VASCO 2 x 1 CEARÁ
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Público/ Renda: 49.259 pagantes (56.426 no total)/ R$ 924.630,00
Arbitragem: Thiago Duarte Peixoto (SP)
Cartões Amarelos: Thalles (Vasco); Richardson (Ceará)
Cartão Vermelho: Valdo (Ceará)
Gols: Eduardo, aos 27 minutos do primeiro tempo; Thalles, aos 2 e aos 4 minutos do segundo tempo

VASCO - Martín Silva; Madson (William), Rafael Marques, Rodrigo e Julio César; Diguinho (Eder Luis), Douglas, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique (Julio dos Santos) e Thalles. Técnico: Jorginho.
CEARÁ - Éverson; Tiago Cametá, Ewerton Páscoa, Valdo e Eduardo; Richardson, Felipe (Ricardinho), Felipe Menezes e Wescley; Bill (Rafael Costa) e Lelê (Robinho). Técnico: Sérgio Soares.
Davi Maia | @davims



←  Anterior Proxima  → Inicio

Inscreva-se no canal LFTV

Curta nossa página no Facebook

Siga-nos no Twitter

Mais lidas da semana