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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

88 anos de Clube Atlético Bragantino

O Bragantino completa mais um aniversário nesta sexta-feira. São 88 anos de muita história e nada mais justo que fazer uma pequena retrospectiva do clube de Bragança Paulista que se originou de um rival, o superou e por pouco não dominou o Brasil em 1991.


Como é comum na história do futebol brasileiro, o clube foi fundado através de membros de um time rival que contestavam a maneira de pensar dos dirigentes. Tratava-se do Bragança Futebol Clube, clube que não veio a ter o mesmo sucesso do Massa Bruta.

Não por acaso, os clubes criaram uma grande rivalidade que marcou a história amadora do clube até a década de 40. Freguês de carteirinha do Bragantino, o Bragança não seria suficiente para competir com o novato. Foi inclusive mais uma derrota, onde o time mais antigo chamou atletas da capital para o clássico e perdeu, o que originou o mascote do clube - o Leão.

Ao longo dos seus 88 anos, o clube trocou algumas vezes de escudo.
(Foto: Cacellain.com)
A partir de 1949 o Bragantino passou a disputar as competições profissionais, entrando na quarta divisão do campeonato paulista. Foi uma fase de instabilidade onde o clube conseguiu o acesso para a primeira divisão em 1965, mas caiu logo em seguida por falta de preparação. Foram vários anos de idas e vindas às divisões sem grande destaque, mas o melhor estava por vir.

Torcedores assistem ao Bragantino em 195. O estádio ainda se chamava Marcelo Stéfani.
O auge do time de Bragança, chamado no clube de "anos dourados" começou em 1988 quando o clube tinha o seu mais notável presidente eleito novamente: Nabi Abi Chedid - nome atual do estádio em forma de homenagem. No mesmo ano o Braga sagrou-se campeão da segunda divisão do Campeonato Paulista e voltou para a divisão especial - e desta vez para fazer história.

Comandado pelo então desconhecido Vanderlei Luxemburgo o Massa Bruta bateu o Novo Horizontino na grande final e conquistou o título de campeão paulista em 1990, época em que o estadual era um dos campeonatos mais disputados do ano. Luxemburgo teve seu primeiro de protagonismo que o levou a outros grandes times e suas diversas conquistas e times que sequer precisam ser recordadas.

O time montado por Luxa era muito forte e contava com jogadores de seleção brasileira como Mauro Silva e Gil Baiano. Não por acaso o clube de Bragança Paulista conseguiu a oitava colocação no primeiro Campeonato Brasileiro que disputou, após ter vencido a segundona em 1989.

O time-base dos "anos dourados" do Braga: título paulista e vice-campeão brasileiro.
(Foto: Imortais do Futebol)
Os anos seguintes confirmaram o bom trabalho realizado pela diretoria do Massa Bruta. Mantendo a base em um cenário que não tinha tantas trocas de clubes como nos dias atuais, o Bragantino chegou à final do campeonato brasileiro eliminando o Fluminense na semifinal - e com direito a vitória em pleno Maracanã, gol de Franklin.

Depois de segurar o Flu em Bragança, o time de Carlos Alberto Parreira, substituto de Luxa, por pouco não surpreendeu o forte São Paulo de Telê Santana. O time que viria a ser bicampeão da Libertadores e do Mundial nos anos seguintes sofreu muito para bater o time interiorano por 1x0 no jogo de ida e conseguiu segurar o 0x0 em Bragança. Por muito pouco o título escapou.

Nos anos seguintes as boas campanhas seguiram. Um ótimo desempenho no ano seguinte deixou a final escapar no último jogo, ficando um ponto atrás do Botafogo. O Brasil chegou a ficar pequeno: o Braga participou de duas Copa CONMEBOL, mas acabou sendo eliminado na primeira fase em ambas as edições.

Bragantino x São Paulo: faltou pouco para o Massa Bruta comemorar um título nacional.
(Foto: Placar)
O passo, porém, acabou sendo maior que a perna. Perdendo aos poucos os principais jogadores, o Braga não conseguiu remontar seu esquadrão. O final da década de 90 foi sofrível, com rebaixamento no Campeonato Paulista ainda em 1995. No brasileiro ainda conseguiu um sexto lugar antes dos anos seguintes sempre brigando contra o rebaixamento.

Em 1998, porém, o Braga não conseguiu mais evitar o pior e acaba rebaixado. A decadência continuou com campanhas ruins nos anos seguintes, inclusive caindo para a terceira divisão quatro anos depois. Sem o acesso no ano seguinte, o clube que chegou a tentar a conquista do continente acabou ficando sem nenhuma competição nacional.

Se parecia terra arrasada, o ano de 2005 trouxe Marcelo Veiga, treinador que seria fortemente identificado com o clube nos anos seguintes. No mesmo ano veio o acesso para primeira divisão estadual e, dois anos mais tarde, o título da terceira divisão nacional. 

Marcelo Veiga ajudou a resgatar o Braga depois de anos de rebaixamentos.
(Foto: Vavel)
O Braga estava de volta à segunda divisão, fazendo campanhas medianas em praticamente todos os anos. Em 2015, mesmo com uma péssima campanha no estadual o acesso bateu na trave.

Será que os anos dourados voltam a sorrir em 2016?

Retrospectiva NFC – Parte II


EAST:

Washington Redskins (9-7)
You like that, Redskins? Que temporada. Foi um time quieto, sem nenhum estardalhaço, com um Draft muito bom (Brandon Scherff, Jamison Crowder), mas sempre competente. Depois da grande virada sobre os Buccaneers, Kirk Cousins e companhia entraram em sintonia e saíram de último da divisão para o título. Eleito o melhor jogador ofensivo da NFC em dezembro, Kirk jogou como um QB consolidado na NFL, nem de longe parecendo o da temporada passada. Agora o Redskins enfrentam o Green Bay Packers no FedEx Field pela rodada de Wild Card dos playoffs, tem tudo pra ser um jogaço.

Philadelphia Eagles (7-9)
Em uma offseason extremamente movimentada, com trade com os Bills (LeSean McCoy-Kiko Alonso), a contratação de DeMarco Murray, do até então rival Dallas Cowboys, o corte de um dos melhores Guards da NFL... Chip Kelly estava em outra dimensão, e isso teve influência na temporada. Um time muito irregular, com um ataque que parecia ser explosivo, mas não foi.
Murray, por exemplo, foi uma negação e não repetiu nem 10% da temporada passada. Chip Kelly usava a rotação de RBs, o que deixava Murray desconfortável. Até que Kelly foi demitido antes do final da temporada e, no jogo seguinte, Murray já correu bem melhor, o que nitidamente mostra que o esquema prejudicava o jogador. Agora resta saber quem será o técnico dos Eagles na próxima temporada.

New York Giants (6-10)
Poderia se chamar “New York Odell Beckham Jr’’. O que o Giants depende de seu astro virou uma enormidade. Após um training camp tranquilo, sem nenhum alarde, o New York Giants partiu pra a temporada regular já com problemas no clock management, o que fez com que perdesse para o Cowboys. Mas a sintonia de Eli Manning com o offensive coordinator Ben McAdoo melhorou demais, com um Eli mais calmo no pocket, sem arriscar big plays. Obviamente tivemos show de Odell, um super astro, porém a defesa foi a pior da NFL com várias lesões, fazendo com que, mais uma vez, a equipe não chegue aos playoffs.
Agora com o free agency e o Draft vindo, o Giants necessita melhorar sua defesa se quiser disputar algo a mais e focar as atenções para a escolha de um novo Head Coach, já que Tom Coughlin pediu demissão.

Dallas Cowboys (4-12)
Ah, Cowboys, temporada para esquecer. A offseason foi conturbada, já que começou perdendo seu melhor CB, Orlando Scandrick. Após um draft com aquisições interessantes, como Byron Jones, Randy Gregory e La’el Collins, o Dallas virou um dos favoritos para chegar até o Super Bowl 50. Após uma Week 1 que virou um jogo faltando seis segundos contra seu rival, a franquia viu Tony Romo sofrer uma fratura na clavícula e desfalcar o time por oito semanas, além de perder Dez Bryant por seis semanas, simplesmente os dois melhores jogadores do ataque.
Brandon Weeden não deu conta do recado e, após a bye week, Matt Cassel assumiu o comando do ataque dos Cowboys, porém conseguiu ser pior ainda. Após sete derrotas seguidas, Tony Romo e Dez Bryant voltam para tentar reerguer o time, porém, no thanksgiving, Romo teve nova fratura na clavícula e ficou fora da temporada. Cassel voltou tão mal que perdeu a titularidade pra Kellen Moore, que mostrou maior segurança no pocket, sendo o 4º QB utilizado pela equipe na temporada. Apesar da mudança, o Dallas não conseguiu nenhuma vitória e terminou na última colocação da divisão.
Resta saber como será a offseason do Cowboys, já que ter uma pick alta do Draft tem seu lado bom por poder selecionar os principais talentos. É preciso também ver se Greg Hardy irá ficar, já que tudo isso ainda pode mudar.


SOUTH:

Carolina Panthers (15-1)
Melhor time da Liga, o Carolina Panthers foi a grande surpresa da temporada. Ninguém imaginou que a franquia se daria tão bem a ponto de deixar poderosos concorrentes para trás. O Panthers saiu de uma season com 7-1-8 para outra quase perfeita – perdendo apenas para o Atlanta Falcons, rival de divisão, na Week 16 – em poucos meses.
O grande destaque é, sem dúvidas, Cam Newton, que chega forte na briga pelo MVP da temporada, brigando de igual para igual com QBs como Tom Brady, Russell Wilson e Carson Palmer. O camisa um de Carolina quebrou diversos recordes e pretende seguir destruindo os adversários nos playoffs. Nos próximos jogos, Newton terá que mostrar porque merece o título de jogador mais valioso do ano e, quem sabe, do Super Bowl.
Como recompensa pelo trabalho sensacional, os comandados de Ron Rivera terão a primeira semana de folga, enfrentando o pior colocado do wild card. Além disso, todas as partidas serão disputadas em casa, o que já é uma vantagem considerando a força da franquia em Carolina. Será que teremos um novo campeão vindo de Charlotte?

Atlanta Falcons (8-7)
A comissão técnica do Falcons mudou completamente de 2014 para o último ano. Pelo menos quinze coordenadores foram alterados, o que mostrou que seria um time totalmente diferente do que foi visto no último ano. Apesar do início sensacional, com 5-0, melhor marca desde 2012, a franquia de Atlanta não conseguiu segurar o ritmo e perdeu oito dos últimos onze jogos.
Apesar de não se classificar para os playoffs, o Falcons mostrou uma evolução evidente na comparação entre a temporada atual e a passada. Além de melhorar a campanha, tendo um 6-10 no outro ano, o time se mostrou mais competente durante as partidas. Entretanto, as derrotas vieram quando a franquia começou a ficar sem reação durante os jogos, deixando todo o trabalho ir por água abaixo.
Durante a offseason, o time de Atlanta precisará entender exatamente onde errou, para então voltar com mais chances de playoffs e não ser considerado o mais fraco da briga. Ainda que não tenha ficado com uma posição baixa no Draft, o que definitivamente é bom, o Falcons pode aproveitar bem a escolha, além de usar o período para “organizar a casa”.

New Orleans Saints (6-9)
O Saints repetiu o ruim 2014 e, novamente, teve uma campanha de 7-9. Era esperada uma melhora da equipe comandada pelo QB Drew Brees, mas isso não ocorreu. Em certo momento o time até sonhou com a vaga nos playoffs, mas a mesma ficou só nos sonhos e a franquia de Luisiana terminou atrás de Atlanta Falcons e Carolina na própria divisão.
O elenco necessita de diversas peças e uma reconstrução deve começar a ser feita em New Orleans, principalmente com o envelhecimento de sua maior estrela, Brees, que chegou aos 36 anos de idade. Mesmo com a idade avançada, o vencedor de um Super Bowl liderou a liga em jardas lançadas nesta temporada e teve ótimos números em geral. Entretanto, como já dizia o ditado: ''uma andorinha só não faz verão''; Brees teve pouca ajuda de seus companheiros, apenas o segundo anista WR Brandin Cooks e o DE Cameron Jordan, na defesa, tiveram uma temporada acima da média. De resto, todo o elenco do Saints pode considerar-se ''substituível'' para a próxima temporada. O desgaste com Sean Payton também prejudicou, mas parece que os comandantes do Saints não viram isso e renovaram seu contrato, o que atrasará a reformulação que a equipe tanto precisa.
O torcedor do Saints, que estava acostumado com playoffs, agora vê os rivais dominarem a divisão. Resta ter paciência e torcer para que a equipe volte logo aos anos de ouro. Em uma liga muito equilibrada e nivelada como a NFL, é normal que gigantes caiam e times ruins passem a ganhar em poucos anos. Para isso, tudo passa pelas mãos de uma boa administração do GM da franquia. A necessária reforma na equipe pode atingir até mesmo o ídolo Drew Brees, já que especulações dão conta de que o Saints tem a intenção de cortá-lo para liberar espaço no teto salarial e desenvolver um novo QB, visando o futuro da franquia. Essa ação divide opiniões, especialmente após a inspirada temporada do quarterback, mas é apenas mais umas das várias movimentações que devem acontecer na offseason de New Orleans. Será interessante conferir os próximos capítulos.

Tampa Bay Buccaneers (6-9)
Lovie Smith teve trabalho na offseason e isso já começou no Draft, com a aquisição de bons jogadores como Jameis Winston e Kwon Alexander. Existia uma grande expectativa acerca dos Bucs, principalmente com Winston. Com um começo muito apático e ainda tendo dificuldade na adaptação para a NFL, o QB engrenou e teve uma grande sintonia com Mike Evans. Porém, a linha ofensiva ainda precisa melhorar. No meio da temporada o time conseguiu boas vitórias, mas foi o último da divisão mesmo assim.
O Bucs demitiu Lovie Smith, e o grande sucessor deve ser o offensive coordinator do time, Dirk Koetter, que fará com que a franquia não precise começar do zero mesmo com as mudanças.


PLAYOFFS:
Bye-week: Carolina Panthers (seed #1) e Arizona Cardinals (seed #2).

Wild card:
Domingo, dia 10:
Seattle Seahawks (seed #6) x Minessota Vikings (seed #3), 16h.
Green Bay Packers (seed #5) x Washington Redskins (seed #4), 19h40min.

Divisional:
Sábado, 16:
A definir (time de maior seed do wild card) @ Arizona Cardinals, 23h15
Domingo, 17:
A decidir (time de menor seed do wild card) @ Carolina Panthers, 16h05

Finais de conferência:
Domingo, 24-01:
NFC: 21h40

Mariana Sá (@imastargirl), José de Castro e Henrique Charão (@ocharao).
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