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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Guia do Campeonato Paraense 2016

Arte via: Site campeonato Paraense
O Campeonato Paraense de Futebol de 2016 será a centésima quarta edição do certame, organizado pela Federação Paraense de Futebol (FPF). Os direitos de transmissão de televisão para a TV aberta pertencerão à TV estatal Rede Cultura de Comunicação.

O campeonato garante o direito a uma vaga na Série D conforme o desempenho e pontuação final das equipes, exceto os que disputam o Campeonato Brasileiro das Séries B e C, e o Águia, que possui vaga garantida na série D por ter sido rebaixado em 2015. Já os três primeiros colocados disputarão a Copa do Brasil de 2017.

O Campeonato Paraense, competição que reúne times de todas as regiões deste enorme estado, sendo assim a competição que une o povo paraense diante de sua grande paixão, o futebol. O campeonato possui muitas peculiaridades, como as longas viagens, cansativas e desafiantes, os gramados pesados das chuvas do inverno amazônico, as torcidas vibrantes e apaixonadas do interior e da capital, os jogos sempre com muitos gols e imprevisíveis, entre outras coisas que vemos neste estadual.

Uma curiosidade que temos no estadual deste ano é que pela primeira vez na história teremos uma cidade do interior com mais participantes que a capital, Santarém contará com três representantes, estes são, São Raimundo, seu rival São Francisco e o jovem Tapajós, enquanto a capital conta apenas com a dupla RExPA. Este ano, teremos a volta de dois gigantes do futebol paraense a elite, estes são Águia de Marabá e São Raimundo, este segundo detentor de um título nacional, a série D 2009.

O campeonato conta com 10 times, divididos em dois grupos de cinco "A1" e "A2", no primeiro turno, as equipes do mesmo grupo se enfrentam tendo um time em cada rodada 'descansando', e os dois times de melhor campanha de cada grupo se classificam e enfrentam os classificados dos outros grupos nas semifinais e os vencedores vão pra grande final disputar a taça cidade de Belém em dois jogos de ida e volta.

Arte mostrando os dois grupos do campeonato
Via: DOL- Diário on line
No segundo turno, os grupos se enfrentam, e os dois times com as melhores campanhas de cada grupo se classificam e enfrentam os classificados dos outros grupos nas semifinais, em regime de mata-mata, e os vencedores vão pra grande final disputar a taça estado do Pará em dois jogos de ida e volta. Os vencedores de cada turno se enfrentam para definir o grande campeão Paraense que erguerá a taça Açaí, também em dois jogos no regime de mata-mata e jogos de ida e volta. Entretanto, se o campeão do primeiro turno for também campeão do segundo turno, este é automaticamente declarado campeão paraense.

O campeonato começa no dia 30 de janeiro em Santarém com a partida entre São Raimundo e Tapajós válido pelo grupo A2.

Veja agora um resumo dos times que irão disputar o campeonato:
Águia de Marabá
Fundação: 22 de janeiro de 1982
Estádio: Estádio Zinho de Oliveira
Capacidade: 4.200
Mascote: Águia

2016 vêm para ser o ano do recomeço do Águia, após dois anos fora da elite do Campeonato Paraense e um amargo e doloroso rebaixamento a Série D em 2015, o azulão quer mostrar sua força e voltar a incomodar os grandes da capital como fazia. Para isso o time mais uma vez comandado por João Galvão, manteve seus principais jogadores do elenco de 2015, como o meia e artilheiro do time Flamel, os volantes Mael e Analdo e o zagueiro Charles. As contratações do clube foram poucas, devido à crise financeira que o clube vive, dentre elas, destaca-se o retorno do lateral direito Léo Rosa e do atacante Valdanes, velhos conhecidos da torcida marabaense, outro destaque é o zagueiro Rodrigo Miguel de 32 anos que já teve passagens por grandes clubes como Atlético Mineiro e Guarani.

O Azulão de Marabá tem como grande objetivo do campeonato, a ida para as semifinais dos turnos e uma possível ida as finais com o título, o Águia está no Grupo A1 e estreia contra o Remo em Belém no dia 31 de Janeiro.

Principal contratação: O retorno do Atacante Valdanes.

Clube do Remo
Fundação: 5 de fevereiro de 1905
Estádio: Estádio Evandro Almeida (Baenão)
Capacidade: 17.518
Mascote: Leão

O Clube do Remo segue seus preparativos para a temporada 2016, fisicamente e taticamente, naquela famosa pré-temporada, que deixa muito torcedor aflito com falta de jogos e vários boatos rolando pela imprensa esportiva. O maior triunfo do Clube do Remo no começo de 2016 foi à permanência do maestro Eduardo Ramos, um dos principais responsáveis pelas conquistas da última temporada.

O Fenômeno Azul espera ter mais um ano com título, se falando de Paraense. Aquele título que muitos desdenham, mas conquistá-lo é considerado uma obrigação. Uma competição difícil, com gramados pesados, onde clubes interioranos formam verdadeiras sucatas do futebol paraense, e ainda tem o tradicional clássico Rei da Amazônia. O tricampeonato é o grande desejo do primeiro semestre azulino. O atacante Ciro, com passagens por Fluminense-RJ, Sport-PE, é a contratação mais badalada desse primeiro momento azulino, mas sua estreia com a camisa do Remo deve ser adiada para a segunda rodada. E a torcida azulina terá o prazer de ver a reedição da dupla Eduardo Ramos e Ciro, que jogaram juntos no Sport Recife, em 2010.

Entrega, raça e comprometimento. São esses três requisitos que toda a nação azul quer para 2016. O remo está no grupo A1 da competição e estreia em Belém no dia 31 contra o Águia de Marabá no mangueirão.

Principal contratação: A contratação do atacante Ciro e a permanência do meia Eduardo Ramos.

Independente Atlético Clube
Fundação: 28 de novembro de 1972
Estádio: Estádio Municipal Antônio Dias (Navegantão)
Capacidade: 8.200
Mascote: Galo

O Galo elétrico vem de um Parazão “quase perfeito”. O tricolor de Tucuruí venceu o primeiro turno em cima do Parauapebas, e foi vice-campeão do campeonato, perdendo para o Remo. Entretanto, na Copa Verde foi bem diferente, o clube não conseguiu passar nem da primeira fase, sendo eliminado pelo Brasília. O time é conhecido por ter feito história quando em 2011 se tornou o primeiro clube do interior campeão estadual, quebrando um tabu centenário, o título foi conquistado em cima do Paysandu.

Para o novo ano, o Galo elétrico fez boas contratações. Os melhores nomes são os atacantes Jayme (revelado no Remo), Monga (vice-artilheiro do Parazão em 2015) e Daniel Papa-léguas (artilheiro da segundinha). Além destes, outras contratações foram feitas, como, o meia Fabricio (com passagem apagada pelo Remo), o volante Billy (ex-Paysandu) e o lateral-direito Pedro Balú, que tem a difícil missão de substituir Léo Rosa. Dos remanescentes, o destaque é o técnico Lecheva, ano passado sendo considerado o melhor técnico do Paraense, junto ao goleiro Alencar Baú.

O tricolor folgará na primeira rodada e fará sua estreia em casa, no dia 4 de fevereiro, contra o Paysandu. O Independente está no grupo A2 do Campeonato, e vem como um dos grandes favoritos ao título.

Principal contratação: Os atacantes Monga e Jayme.

Paragominas Futebol Clube
Fundação: 6 de março de 2012
Estádio: Arena Verde
Capacidade: 15.000
Mascote: Jacaré

O Paragominas vem de um 2015 difícil, no primeiro turno do Campeonato Paraense, o verdão não conseguiu nem passar de fase, amargando um quarto lugar no seu grupo. No segundo turno, o time conseguiu se classificar para as semifinais, mas acabou sendo eliminado pelo Remo.

E 2016 poderia nem existir para o Jacaré que estava afundado em problemas internos e dívidas, pensado até em desistir de disputar o campeonato por falta de recursos para contratações e pagamento das dividas. A história mudou, o clube ganhou um novo presidente, e conseguiu fazer suas contratações e formar um elenco. Entre as mais de dez contratações, a mais importante é a volta do atacante Aleilson (que brilhou no clube em 2013 e estava no Remo). O alviverde anunciou também a volta do atacante Beá, e a contratação do zagueiro Bruno Oliveira (ex-Remo), entre outros. Lourinho, Lukinhas, Rondinelli e Robinho são alguns dos jogadores que se manteram no elenco que será comandado por Mariozinho (ex-Desportiva).

O Jacaré do Norte estreia fora de casa, no dia 1 de fevereiro (segunda-feira). O time está no grupo A2 no campeonato e, busca uma reestruturação, se manter e até conquistar novamente uma vaga a Série D.

Principal contratação: O atacante Aleílson.

Parauapebas Futebol Clube
Fundação: 24 de junho de 1989 (registrado como time profissional em 2009)
Estádio: Estádio José Raimundo Roseno Araújo (Rosenão)
Capacidade: 10.000
Mascote: Trem de ferro

O Parauapebas vem de uma campanha surpreendente no Parazão 2015 com batidas na trave. O trem de ferro teve um bom começo de campeonato, no primeiro turno, o clube passou para as semifinais como líder do grupo A, com nove pontos, eliminou o Cametá nas semifinais, e foi para a final contra o Independente, no entanto, acabou perdendo o turno nos pênaltis. Já no segundo turno o time não passou das semifinais e foi eliminado nos pênaltis pelo Paysandu.

O Pebas começou 2016 anunciando a contratação do técnico Sinomar Naves, que estava no Nacional de Manaus ano passado, e tem várias passagens pelo futebol paraense. O treinador veio para substituir Léo Goiano que não havia sido demitido ainda e já havia até feito planos para o campeonato. Outros nomes conhecidos do futebol paraense vieram reforçar o tricolor, como os atacantes Arú (ex-Gavião Kyikatejê) e Danúbio (ex-Águia), mas os grandes nomes do Pebas para o parazão são o meia Fininho, do Nacional-AM e o goleiro Maycki Douglas, que teve passagens pelo Remo. Um dos nomes que chamaram atenção foi o meia-armador Jefferson, o jogador era do sub20 do Paysandu e passou na peneirada para se integrar ao time, uma das apostas do tricolor.

O Gigante de Aço estreia no dia 31 de janeiro (domingo) e terá como adversário o Cametá. O clube se encontra no grupo A2 da competição. E assim como a maioria dos clubes este ano, tem como principal objetivo a vaga na série D, o campeonato é uma segunda opção.

Principal contratação: O goleiro Maycki Douglas e o meia Fininho.

Paysandu Sport Club
Fundação: 2 de fevereiro de 1914
Estádio: Estádio Leônidas de Castro (Curuzu)
Capacidade: 16.412
Mascote: Bicho Papão/Lobo

Após um estadual frustrante para torcida e diretoria, onde o bicolor paraense amargou um 4º lugar ficando fora da grande final, em 2016 o Papão espera fazer diferente e vai mirar a conquista do 46º título paraense da sua história.

Para isso, o bicolor manteve jogadores chaves do elenco de 2015 como o goleiro Emerson, os zagueiros Gualberto e Pablo, os atacantes Leandro Cearense e Betinho e os volantes Augusto Recife e Ricardo Capanema. Outra manutenção importante foi a do técnico Dado Cavalcanti, que em 2016 terá a oportunidade de iniciar o ano no comando do time. Mas houve também perdas significativas, como a do lateral e ídolo bicolor Yago Pikachu e do volante Jhonnatan. Com isso a diretoria precisou trabalhar com peças de reposição para reforçar o elenco. As contratações vieram num pacote com 15 jogadores, dentre eles destacam-se Marcelo Costa, meia habilidoso e com visão de jogo, porém o mesmo possui 35 anos e a idade poderá atrapalhar, os atacantes Wanderson e Fabinho Alves, o primeiro por ser perigoso dentro da área e o segundo se destaca pela sua movimentação e suas assistências. Os outros reforços foram criticados, como por exemplo, o meia Bruno Smith e o atacante John Cesar, por culpa do histórico de poucos jogos como titulares e as passagens desastrosas pelos clubes.

O Paysandu está no grupo A1 da competição, e faz sua estreia no Parazão no dia 1, na Curuzu em Belém contra o Paragominas.

Principal contratação: O meia Marcelo Costa.

São Francisco Futebol Clube
Fundação: 30 de outubro de 1929
Estádio: Estádio Colosso do Tapajós
Capacidade: 17.846
Mascote: Leão

O São Francisco vem de uma campanha abaixo do que o torcedor santareno esperava no Parazão de 2015. Na primeira fase, o clube ficou em terceiro lugar no seu grupo e não chegou nem as semifinais. No segundo turno, o time somou sete pontos e ficou em quarto lugar. Sofreu com atraso de salários e ainda levou uma goleada histórica, um 9x0 arrasador do Paysandu.

Buscando um 2016 diferente, o Leão Mocorongo anunciou a contratação do técnico Valter Lima, que teve passagens pela dupla RexPa, e no seu maior rival, São Raimundo. O técnico se apresenta oficialmente quando voltar da Copa São Paulo, onde comandou a Desportiva. Outra grande contratação foi o goleiro Paulo Rafael, que já defendeu o Paysandu, e estava no Águia disputando a Série C. Além das contratações, o time conta com a permanência de jogadores importantes como o zagueiro Perema e o meia Ricardinho.

O clube azulino está no grupo A1, junto de Parauapebas, Cametá, Águia e Remo. O Leão mocorongo folgará na primeira rodada, e fará sua estreia em casa, no dia 3 de fevereiro (quarta-feira) contra o Leão da capital. O principal objetivo do clube não é vencer o campeonato, mas conseguir uma vaga na Série D.

Principal contratação: O goleiro Paulo Rafael.

São Raimundo Esporte Clube
Fundação: 9 de janeiro de 1944
Estádio: Estádio Colosso do Tapajós
Capacidade: 17.846
Mascote: Pantera

Assim como o Águia de Marabá, o São Raimundo busca sua reabilitação no cenário local. A pantera que já fez história em 2009 quando se sagrou o primeiro campeão da Série D, amargou por dois anos a segundinha do Campeonato Paraense e este ano volta querendo mostrar sua força.

Para isso, o time comandado pelo experiente técnico Samuel Cândido manteve a base do time que disputou a segunda divisão do Paraense em novembro de 2015, e contratou alguns jogadores para reforçar o elenco. Entre os reforços destaca-se o lateral direito Fábio Gaúcho campeão paraense com o Independente. No elenco, o time conta com jogadores experientes na disputa do certame, como os goleiros Evandro e Jardel, o experiente zagueiro Edilson Belém e o meia Caçula. Esta experiência é a grande receita do time santareno para conquistar seus objetivos no campeonato que são primeiramente a permanência do clube na primeira divisão e posteriormente uma vaga na série D.

O São Raimundo está no grupo A2 da competição e estreia em casa dia 30 no jogo de abertura do Campeonato contra o Tapajós no estádio colosso do Tapajós.

Principal contratação: O lateral Fábio Gaúcho.

Tapajós Futebol Clube
Fundação: 26 de maio de 2014
Estádio: Estádio Colosso do Tapajós
Capacidade: 17.846
Mascote: Boto

O Tapajós em 2015 surpreendeu a todos com uma boa competição, onde conseguiu brigar pela classificação as semifinais nos dois turnos. E esse ano quer fazer diferente, quer mostrar que veio para ficar e chegar as semifinais e finais dos turnos e conquistar a tão sonhada e disputada vaga na Série D.

O time precisou trocar de técnico ainda na pré-temporada, contratando o Victor Hugo. O boto manteve uma base de 2015, entretanto se reforçou fortemente para essa temporada, com cerca de 15 contratações de jogadores experientes na disputa do Parazão, como o goleiro Jader que já jogou no clube em 2015, os laterais Cláudio Allax e Elton Lira e o conhecido atacante Moisés, que também volta ao clube após passagem em 2015. O time santareno também se reforçou com jogadores de fora do estado como o volante Gabriel de 22 anos vindo do Guaratinguetá e o experiente meia Michell Machado que já defendeu o São Raimundo e tem boas passagens por times do Amazonas.

O boto santareno está no grupo A2 da competição e estreia em Santarém contra o São Raimundo pelo dia 30 válido pela primeira rodada, como foi mencionado no texto, o boto almeja no campeonato a vaga na Série D do Campeonato Brasileiro.

Principal contratação: O meia Michell Machado.

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Os direitos de TV dentro de casa

A discussão da divisão dos direitos de TV é antiga e motiva polêmicas sempre que levantada. Como cada país divide a fatia do dinheiro das transmissões entre os clubes? Como isso influência na competitividade e crescimento da Liga? Como é a disparidade entre os clubes considerados grandes e pequenos e como essa divisão influencia no rendimento dos clubes de forma continental?


Fizemos um levantamento das quatro principais ligas da Europa – Inglaterra, Alemanha, Itália e Espanha – para apresentar as diferenças e disparidades de como o dinheiro da TV são divididos entre os clubes, - levando em conta somente as transmissões domésticas - ou seja, como os ingleses, alemães, italianos e espanhóis assistem suas próprias ligas dentro de casa.

Inglaterra - Onde tudo é perfeito
Existe uma grande parcela de saudosismo quando se diz que o Brasil é o país do futebol, já que na verdade esse título é muito mais aplicável aos ingleses. O futebol na terra da rainha é tratado com o devido respeito e valor que ele realmente tem que ter. O dinheiro das cotas de TV é separado em três grandes pacotes: Um valor fixo, um por mérito e um de acordo com a audiência.
A primeira parcela é dividida igualmente pelos clubes, independente do “tamanho”. Na última temporada esse valor foi de 65,5 milhões de Euros por clube. A segunda parte obedece à colocação do clube na última temporada, a cada posição é pago 1,5 milhões de Euros, ou seja, o último colocado ganha 1,5 e o campeão 30 milhões de Euros. A terceira fatia é dividida de acordo com cada jogo transmitido pelo clube, que recebem aproximadamente 950 mil euros por transmissão.
Essa divisão justa, faz da Premier League Inglesa o campeonato mais atrativo do mundo. O valor fixo garante a clubes “menores” um bom poder de investimento no mercado. O prêmio por mérito estimula a competição até o fim, fazendo com que times que estão no meio da tabela ainda joguem seu melhor em busca de mais uma fatia para a próxima temporada. E o valor pago por jogo transmitido garante que os clubes de grande torcida e consequentemente maior audiência também fiquem satisfeitos.

Espanha - Dois times, um abismo e o resto
Quando se fala em direitos de TV, a Espanha tem de longe o pior modelo; muito parecido com o brasileiro, sendo que a grande diferença está no fato de existirem na Espanha, dois clubes gigantes e o resto, enquanto por aqui, ainda temos valores intermediários. Outra semelhança com o modelo brasileiro, é que lá, como cá, os direitos são negociados de forma individual com cada clube, o que faz com que cada um peça o que acha que vale. E claro que Barcelona e Real Madrid acham - e na verdade realmente valem - muito mais do que os outros dezoito times da liga.
Na ultima temporada, merengues e culés ganharam 140 milhões de Euros cada um. O Valencia é o time que chegou mais perto - se é que podemos dizer assim – recebendo 48 milhões, Atlético de Madrid aparece em quarto com 42 milhões, depois três times receberam 32 milhões e esse valor vai diminuindo até os quatro últimos que ganham 18 milhões cada, valor quase oito vezes menor que Barcelona e Real Madrid.
Essa distribuição na Espanha tem mais desvantagens do que vantagens.  Só Barcelona e Real saem ganhando, consequentemente se tornando mais fortes também na Europa. Em contrapartida, a liga vai ficando cada vez mais desinteressante, com um campeonato inteiro resumido a dois jogos entre os dois. Nas ultimas temporadas o Atlético conseguiu quebrar a hegemonia e se sagrar campeão, com um mérito gigantesco vista a diferença de poder de investimento. Resta saber se foi só um caso isolado, ou se isso vai se tornar uma tendência dos colchoneros.

Alemanha - Onde a economia forte acaba atrapalhando
A Alemanha tem algumas particularidades quando se trata de direitos de TV. A primeira delas é que o contrato principal de transmissão engloba a primeira e a segunda divisão, segundo a Liga, isso é uma medida para manter os times das duas divisões fortes. Em contrapartida, significa menos dinheiro para ser dividido. Outro fato interessante é que a forte economia da Alemanha – muitos apontam como o melhor cenário econômico de toda Europa – acaba atrapalhando o valor arrecadado pelas TVs. O alemão, falando de forma geral, tem mais dinheiro para ir aos estádios, somando a isso um valor de ingresso mais baixo se comparado a outros países europeus, surge o desestímulo e uma relativa baixa a audiência do futebol na TV.
O atual contrato de transmissão do futebol alemão gira em torno de 628 milhões de Euros por temporada. A divisão desse valor segue um ranking de desempenho das últimas cinco temporadas. Considera-se a posição de cada time na tabela e atribui-se um peso maior para as temporadas mais recentes. Os 36 times da primeira e segunda divisão são pontuados de acordo com a posição na tabela. O campeão da primeira divisão recebe 36 pontos e cada time abaixo vai diminuindo um ponto. Assim, o ultimo colocado da segunda divisão recebe apenas um ponto.
Cada ponto é multiplicado pelas temporadas anteriores. A ultima temporada vale cinco pontos, a penúltima quatro, três temporadas antes três, quarta temporadas dois e à quinta temporada mais antiga atribui-se um ponto. Assim, depois de formado o ranking uma parte do dinheiro vai para um fundo de desenvolvimento da liga. Do restante, 80% vão para os clubes da primeira divisão e 20% para os da segunda. Na Bundesliga, o primeiro colocado recebe exatamente o dobro do ultimo, entre um e outro há uma diferença proporcional. Na 2ª divisão da Bundesliga essa proporção é de 2.25, ou seja, o campeão recebe 2.25 vezes mais que o ultimo colocado.
Como o dinheiro da TV não é tão significativo assim para os clubes alemães o que acaba determinando o poder de investimento dos clubes são os acordos comerciais de patrocínio. Nisso o Bayern de Munique leva enorme vantagem, o que vem se traduzindo dentro de campo, os bávaros parecem não ter oponentes dentro de casa e na Europa se tornam cada vez mais fortes se colocando entre os maiores do continente.

Itália - Onde a torcida faz o time
Na Itália, existe um acordo coletivo para divisão dos direitos de TV, e isso é lei desde 2008. Na última temporada foi distribuído um total de 943 milhões de Euros em direitos de transmissão. Esse valor é dividido em três partes, 40% é dividido igualmente entre os clubes, 30% de acordo com o tamanho da torcida, – 25% pela base de torcedores e 5% levando em conta a população da cidade-sede – e os outros 30% são repartidos de acordo o desempenho do clube – 5% pela ultima temporada, 15% pelas ultimas cinco temporadas e 10% levando em conta desde a temporada 1946/47.
Esses 30% divididos de acordo com o tamanho da torcida acabam colocando a Juventus no topo da lista, com a arrecadação de 100 milhões de Euros. Milan e Inter vêm logo abaixo com 90 milhões, Roma e Napoli ficam com 65 milhões e a Lazio com 50 milhões - metade do que recebe a Juve. Na ultima temporada, o lanterna recebeu 24 milhões de Euros.
A Juventus acaba recebendo mais que o dobro do que recebe o Bayern na Alemanha, por exemplo, mas a economia italiana anda de mal a pior e isso reflete diretamente no futebol. Dentro de casa, a Juve acaba se beneficiando com sua grande torcida e vai garantindo a hegemonia no campeonato, mas fora do país, os clubes italianos não conseguem bons resultados, caindo cada vez mais no coeficiente de desempenho da UEFA.

Quem não precisa se mexer
Os ingleses são de longe o melhor cenário quando se fala em direitos de transmissão, não à toa a Premier League é a preferida de grande parte do publico. Se existe uma critica é com relação aos valores fora da realidade aplicados pelos clubes, com o grande poder de investimento jogadores relativamente comuns acabam sendo supervalorizados e ao mesmo tempo em que isso eleva o patamar da Liga também acaba ferindo a saúde financeira e comprometendo o chamado Fair Play financeiro adotado pela UEFA. Hoje os clubes ingleses parecem estabilizados, mas será que um dia essa conta vai chegar? E quando chegar o dinheiro da TV vai ser suficiente para suprir as necessidades?
Na Alemanha existe um clube fazendo tudo perfeito enquanto os outros 17 só precisam copiar. O dinheiro da TV é pouco e o que diferencia o Bayern do resto são seus acordos comerciais de patrocínio que transformaram o time em super potência, Borussia, Schalke, Leverkusen, entre outros precisam remar muito para oferecer qualquer resistência.

Quem precisa mudar
Na Itália o acordo de TV é até justo, não tanto quanto os ingleses, mas justo. A fraca economia italiana é que acaba com os clubes, os clubes não conseguem boas campanhas fora do país, mas isso não é um problema de arrecadação de direitos de transmissão e sim algo muito mais amplo que ultrapassa os limites do futebol. Primeiro a Itália precisa se recuperar financeiramente como país para depois pensar no futebol.
A grande mudança que precisa ser feita é na Espanha, a disparidade de Real Madrid e Barcelona vem prejudicando muito a Liga, não a toa já existe uma forte discussão para redistribuição do dinheiro da TV. E essa mudança deve vir mais cedo do que se espera, o movimento dos clubes começa a ficar mais forte e a tendência é que seja feita uma completa reformulação na tabela de transmissões, o mérito como critério deve entrar na conta como nas outras ligas. Claro que Barcelona e Real Madrid devem continuar ganhando mais, mas não tanto quanto hoje, tornando a Liga mais equilibrada e consequentemente mais atrativa.
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