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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Cinco gols, hat-trick e liderança, o Remo estreou no Parazão

No ultimo domingo, 31, o Remo fez sua estreia no Campeonato Paraense. O time azulino vem focado na campanha em busca do tricampeonato e agora bem mais leve, pois esse ano volta a disputar a série C do Campeonato Brasileiro. A torcida azulina compareceu em peso ao Estádio Olímpico do Pará e presenciou uma partida bem satisfatória entre Remo e Águia, com direito a hat-trick de atacante e o surgimento de uma dupla que tem tudo parar "mitar" ao longo do ano. O Remo agora lidera o grupo A1 do campeonato.

O jogo começou tenso para o lado do Leão. Os jogadores demonstravam falta de ritmo e entrosamento, erravam passes e pouco produziam em campo. Apesar de ter menos posse de bola, o Águia mostrou mais eficiência no meio de campo e logo conseguiu abrir o placar com Valdenes. Após o gol, o Remo passou a mostrar mais entrosamento em campo, principalmente entre a dupla Eduardo Ramos e Marco Goiano.  Remo passou a se movimentar corretamente e articular mais as jogadas, e o resultado disso veio logo após com lances mais perigosos pelas laterais, onde saiu o gol de empate com o Maestro Eduardo Ramos.

Ciro e Eduardo Ramos: Uma dupla que promete "mitar" em campo pelo Remo
Fonte: ercioafonso.blogspot.com
No segundo tempo, o Remo já mostrava certa superioridade, e Eduardo Ramos e Ciro sobravam em campo. Logo aos oito minutos, Ciro fez o gol da virada azulina. Sem muito tempo para sentir o gol, a equipe do Águia que permanecia apática e não esboçava reação, viu o Remo aproveitar o domínio em campo e ampliar o placar com Marco Goiano em menos de cinco de minutos após a virada. Leston colocou o atacante Leo Paraíba no lugar do volante Arthur, e a meu ver, essa mudança foi fundamental para a movimentação do time no meio de campo pra frente. Águia diminuiu a vantagem com um gol de Flamel, mas logo após o gol, o Remo conseguiu ampliar de novo com Ciro. O jogo seguiu tranquilo para o Remo, mas o Águia de Marabá marcou novamente, e dessa vez com um gol de pênalti, Flamel foi quem converteu. Aos trinta minutos, Ciro marca novamente e fechou o placar do jogo com o seu hat-trick.

Ciro foi a principal contratação do Remo para esta temporada e fez valer seu nome neste jogo. Mostrou entrosamento com o xodó da torcida, o maestro azulino Eduardo Ramos, que já foi seu companheiro no clube Sport Recife em 2010 e agora é apontado como o mais novo queridinho da torcida. E para agradecer tal carinho que anda recebendo, Ciro pediu o hino do Clube do Remo no programa Fantástico da Globo. Estaríamos vendo surgimento de um ídolo? 

Ciro pediu o hino do Clube do Remo no Fantástico após seu Hat-Trick.
REMO
Fernando Henrique; Levy, Henrique, Max e João Victor; Michel, Arthur, Chicão, Marco Goiano e Eduardo Ramos; Ciro
SUPLENTES
André, Igor João, Ítalo, Alisson, Edicleber, Léo Paraíba, Júnior Miranda, João Vitor e Welthon

ÁGUIA
Bruno Colaço; Charles, Rodrigo e Bernardo; Léo Rosa, Mael, Geovani, Flamel e Edinaldo; Joãozinho e Valdanes.
SUPLENTES
Marcelo Marabá, Daelson, Analdo, Léo Carioca, Kaique, Dias e Thiago Mandi.

PRÓXIMO JOGO
Quarta feira, 03, o Remo enfrentará o São Francisco em Santarém pela segunda rodada do Campeonato Paraense. O time do interior ainda não estreou na competição, mas o elenco do Remo sabe da força que o time interiorano tem dentro de casa e diante da torcida.

@Angel_Caldeira

Corinthians Audax empata com ADECO pelo Brasileirão de Futebol Feminino

Até quando o futebol feminino sofrerá preconceito? O jogo entre ADECO x Corinthians Osasco Audax realizado na tarde desta terça-feira não possuiu nenhuma transmissão que fosse, nem de TV ou rádio, nem mesmo os canais de internet fizeram o tal. A campanha não pode parar #VisibilidadeParaOFutebolFeminino.

Foto: Leandro Martins
Mas torcedor vai atrás, busca saber o que acontece e hoje infelizmente o placar ficou zerado no Baetão, que contou com tudo, expulsão, bola no travessão e muito mais.

O Timão entrou em campo com uma substituição diferente do time que venceu o atual campeão brasileiro, Rio Preto. Na lateral esquerda saiu Barrinha e entrou Juci.

O alvinegro começou com tudo, logo no começo teve uma chance de gol com Gabí. A defesa do ADECO estava bem posta, e mesmo o Corinthians dominando o jogo tinha dificuldades em avançar. Mimi ainda desperdiçou boa chance em boa jogada. O time da casa teve uma linda jogada ao chapelar duas alvinegras e mandar a bola rente ao gol.

O Centro Olímpico teve a jogadora Amanda expulsa ao receber o segundo cartão amarelo ao cometer falta em Byanca. No fim do jogo, Juci de fora da área cabeceou e a bola foi no travessão, impedindo o gol.

Destaque para Byanca Brasil que mais uma vez entrou dando velocidade ao time, indo pra frente buscando o gol.

Agora pelo Grupo 2, o ADECO segue líder com cinco pontos, o Corinthians Osasco Audax vem logo em seguida com quatro pontos conquistados. Vale ressaltar que o Timão tem um jogo a menos.

O próximo jogo do Centro Olímpico será contra o Rio Preto no interior de São Paulo dia 09 às 19h30min, enquanto o Timão receberá o América-MG dia 11 às 18 horas no José Liberatti.

Isabela Macedo || @ismacedo_

Busby Babes, as flores de Manchester


Dia 6 de fevereiro de 1958. Há 58 anos, acontecia um dos maiores desastres da história do futebol inglês. A queda do avião que transportava um dos times mais promissores da história do Manchester United marcou não só o clube, como o mundo inteiro, de uma forma que, até hoje, ninguém conseguiu colocar em palavras.

Contudo, para lembrar-se da maneira correta aquela geração de ouro, não se pode falar apenas dessa tragédia.

Os Busby Babes


O time comandado por Matt Busby era único. O aspecto mais incrível sobre essa equipe era o fato de quase todos os jogadores serem formados na base do United, algo incomum naquela época. Antes da explosão dos “Busby Babes”, os jornais criticavam o fato de a maioria ter 21 ou 22 anos, mas isso não incomodava o treinador.

Matt não estava sozinho. Dentre as muitas pessoas que estavam com ele no clube, um nome em particular se destaca – e não se esqueça dele. Jimmy Murphy era assistente técnico de Busby e os dois levaram os “babes” ao topo.

Tudo começou em 1952-53 e, de lá até 1958, o time conquistou dois títulos da Primeira Divisão (atual Premier League) em 1955-56 e 1956-57 e dois Community Shield em 1956 e 1957. A equipe de Busby conseguiu ser o primeiro time inglês a disputar a European Cup (atual Champions League), mesmo que o feito fosse contra a vontade da Football League.

O último jogo na Inglaterra

O dia 1º de fevereiro marcou o último jogo dos Busby Babes na Inglaterra antes do desastre. O Manchester United foi a Highbury – antigo estádio dos gunners – enfrentar o Arsenal. As estrelas dos Red Devils não desapontaram.

Em um jogo incrível, os babes conseguiram vencer por 5×4 e mostraram porque estavam defendendo o título. No aniversário de 50 anos da tragédia, o Arsenal escreveu sobre aquele memorável jogo: “Os Busby Babes deixaram todos aqueles que os viram com ótimas memórias para agraciar o futebol inglês”.

A última partida


À medida que avançava na European Cup, o Manchester ganhava confiança. Depois de uma vitória em casa por 2×1, a equipe precisou viajar até Belgrado para enfrentar o Estrela Vermelha de Belgrado pelo jogo de volta das quartas de final. A partida terminou com o incrível placar de 3×3 e o time visitante voltava para casa feliz.

O acidente

No dia 6 de fevereiro, um dia após o empate contra o Estrela Vermelha, o Manchester United voltava para casa classificado. A viagem, que partiu da Iugoslávia, tinha uma parada programada para que a aeronave reabastecesse. O destino era uma Munique encoberta pela neve e pelo mau tempo.

Assim que o avião tentou decolar pela primeira vez, os membros da tripulação perceberam que havia algo errado e trataram de resolver o mais rápido possível. Eles acreditavam que podia ser uma falha no motor, porém investigações posteriores provaram que o problema era uma camada de neve derretida na pista que causou a desaceleração da aeronave.

Aquele voo precisava chegar a seu destino sem mais atrasos, já que a Federação Inglesa proibiu o United de adiar o próximo jogo. Na terceira tentativa, a aeronave não conseguiu altitude o suficiente e se chocou com tudo que estava pela frente.

Harry Gregg, goleiro do time, ajudou várias pessoas que estavam dentro do voo. Mesmo abalado e com lesões, Gregg não abandonou o avião. Sua atitude, uma reação imediata ao caos diante de seus olhos, salvou vidas.

Fatalidades

Placa que está no Old Trafford com o nome de todos os mortos no acidente,
Dois membros da companhia aérea morreram, sendo eles o copiloto Kenneth Rayment – sobreviveu à queda, mas faleceu três semanas depois no hospital – e Tom Cable, comissário de bordo.

Oito jogadores do Manchester United perderam suas vidas naquele acidente: Geoff Bent, Roger Byrne, Eddie Colman, Duncan Edwards – um dos jovens mais promissores da Inglaterra, morreu 15 dias depois no hospital – Mark Jones, David Pegg, Tommy Taylor e Liam “Billy” Whelan. O clube ainda deu adeus a três membros de seu staff, sendo eles Walter Crickmer, secretário, Tom Curry, um dos treinadores, e Bert Whalley, treinador chefe.

Dez passageiros, entre jornalistas e civis, também perderam suas vidas: Alf Clarke (Manchester Evening Chronicle), Donny Davies (Manchester Guardian), George Follows (Daily Herald), Tom Jackson (Manchester Evening News), Archie Ledbrooke (Daily Mirror), Henry Rose (Daily Express), Frank Swift (News of the World,) Eric Thompson (Daily Mail), Bela Miklos (agente de viagem) e Willie Satinoff (torcedor).

Sobreviventes

Quatro membros da tripulação: Margaret Bellis (comissária de bordo), Rosemary Cheverton (comissária de bordo), George “Bill” Rodgers (radio officer) e o piloto James Thain.

Entre outros passageiros, Ted Ellyard (Daily Mail, telegrafista), Peter Howard (Daily Mail, fotógrafo), Frank Taylor (News Chronicle, repórter), Vera Lukic e sua filha Vesna – as duas foram salvas por Harry Gregg –, Eleanor Miklos (mulher de Bela Miklos, morto no acidente) e Nebojša Bato Tomašević (diplomata) sobreviveram.

Nove jogadores do United sobreviveram. Johnny Berry (falecido em 1994) e Jackie Blanchflower (falecido em 1998) nunca mais puderam jogar por conta da gravidade das lesões sofridas. Kenny Morgans (falecido em 2012) pode até ter voltado a campo, mas nunca mais foi o mesmo.

Ray Wood (falecido em 2002) também voltou, mas não teve oportunidades. Bobby Charlton, Bill Foulkes (falecido em 2013), Harry Gregg, Albert Scanlon (falecido em 2009) e Dennis Viollet (falecido em 1999) foram os únicos que seguiram normalmente suas carreiras.

Além desses, Matt Busby também sobreviveu. Depois sérios problemas causados pelo acidente – ele fraturou a costela, teve uma perfuração em um pulmão e lesões na perna –, Busby conseguiu se recuperar e voltou a comandar o clube cinco meses depois. Ele quase desistiu de tudo e por muitos anos se sentiu culpando, desejando até ter morrido naquele dia, mas sua mulher disse que “os garotos iam preferir que ele continuasse”. O treinador faleceu em 1994.

A reconstrução

"Mantenha a bandeira voando, Jimmy"
Jimmy Murphy teve que assumir o clube no meio do caos e da dor causados pelo acidente. O assistente, que não viajou com a equipe, precisou recrutar todos os jogadores disponíveis em qualquer clube para continuar com o trabalho. Jimmy carregou o Manchester nas costas, impedindo até que o United fosse fechado.

A primeira partida disputada pelos ainda traumatizados Red Devils foi no dia 19 de fevereiro contra o Sheffield Wednesday pela quinta rodada da FA Cup. Na súmula, onze espaços em branco. Em campo, a remendada equipe conseguiu vencer por 3-0. O United chegou à final e conseguiu o incrível vice-campeonato apenas três meses depois da tragédia.

Na final contra o Bolton, Matt Busby voltou pela primeira vez para o banco de reservas, mas apenas como espectador. A camisa do United tinha, naquele momento, o brasão de uma fênix ressurgindo das cinzas.

Mesmo com o time quebrado, o Manchester United disputou a semifinal da European Cup contra o Milan no dia 8 de maio, ganhando o primeiro jogo por 2×1, mas perdendo o segundo por 4×0 seis dias depois.

Os sete jogadores que ainda tinham condição de seguir a carreira voltaram para o time, e aos poucos o United se reergueu. Matt Busby retornou, o time foi reconstruído, uma nova geração vitoriosa chegou. Bobby Charlton se tornou o maior ídolo da história do Manchester United. Dez anos depois, o time conquistaria seu primeiro título europeu. Foi um período longo e muito difícil na história do clube, mas, apesar das fatalidades, tudo deu certo no fim.

Homenagens


Tive duas oportunidades de ir ao Old Trafford e ainda não consigo explicar a sensação de entrar na parte do museu dedicada aos Busby Babes. Ao fundo, o som do rádio noticia algo relacionado à época; os jornais que demonstram a incerteza, as frases ditas por membros do clube mostram toda a dor daqueles dias. No tour pelo estádio, é possível ver, além do memorial com a foto dos jogadores, um relógio que marca a hora exata da queda da aeronave.

Uma música chamada “The Flowers of Manchester” foi composta e conta a história do acidente. No cinema, o filme “United”, lançado em 2011, é, até hoje, a melhor e mais emocionante produção sobre o acidente. Recomendado a todos os fãs de futebol. Assista a homenagem de torcedores aos Busby Babes e o trailer do filme:

Mesmo depois de tantos anos, ainda é difícil lembrar este momento. Se nada tivesse acontecido, seria aquela a geração mais vitoriosa da história? Aquele 6 de fevereiro de 1958 mudou completamente a história de muitas pessoas e do Manchester United. Vinte e três vidas foram perdidas naquele dia, mas elas nunca serão esquecidas.

"Apesar de lamentar nossos mortos e chorar por nossos feridos, acreditamos que os bons dias não acabaram para nós. A estrada de volta pode ser longa e difícil, mas com a memória daqueles que morreram em Munique, o Manchester United renascerá.”

“Antes da queda, o Manchester United pertencia à Manchester. Depois, pertencia ao mundo”.

Memórias e agradecimento a ti, Paysandu

Paysandu Sport Club, 102 anos de glórias e conquistas do futebol paraense. Eu e toda torcida só temos que te agradecer por tudo que nos proporcionastes, as maiores alegrias que vivemos, as melhores histórias pra contar, tantas lutas para chegar ao estádio, as brigas com família, namorada e tudo que fazemos para ir te ver jogar, torcer e te apoiar eternamente, meu clube amado.

Torcer pelo Paysandu é algo diferente de qualquer outro time, nós vivemos o clube, não só torcemos. A todo o momento o torcedor está ligado do seu jeito no clube, pelo celular, notebook ou o velho radinho. O torcedor está lá querendo saber as novidades, discutimos do porteiro do prédio ao cobrador do ônibus sobre o time, porque todo bicolor tem o seu lado Dado Cavalcanti e quer escalar o nosso esquadrão.

Criticamos algumas vezes sim, pois quem ama cuida e sempre queremos o melhor para o nosso time, já que ele é nossa Payxão pra vida toda. Payxão essa com Y mesmo, que simboliza a paixão do torcedor bicolor pelo Paysandu, esta que, muitas vezes, é chamada de loucura, pois pelo Paysandu fazemos de tudo. Quem nunca foi para o jogo sem brigar com o pai ou a mãe ou a namorada? Quem nunca gastou o único dinheiro que tinha pra comprar um ingresso ou o sócio? E as viagens para acompanhar o clube, pois onde o bicolor paraense jogar sempre terá um torcedor alviazul com a bandeira a tremular, apoiando o time rumo a mais uma vitória.


Mas como toda Payxão, temos nossos altos e baixos. Todo torcedor já teve aquele dia que disse “não vou mais pra nenhum jogo”, e no próximo já está lá de novo apoiando o time. Já sofremos muito sim, quem não chorou quando caímos em 2006, quando o Paysandu perdeu o acesso para o Icasa em 2009 e, no seguinte, para o Salgueiro em casa na Curuzu lotada, em um dos piores dias da história deste clube.

Porém, se choramos por tristeza, também choramos e muito de felicidade. Em 2012, quando depois de seis anos voltamos à Série B com uma campanha sofrida, tensa, mas espetacular; em 91 conquistamos o Brasil pela primeira vez, aquele jogo com o todo poderoso Guarani está eternizado e nunca terá fim, é eterno. Em 2001 voltamos a conquistar o Brasileiro novamente com aquele esquadrão espetacular comandado por Givanildo Oliveira, naquele dia nós nos sagramos campeões oficialmente, mas ganhamos nosso titulo de verdade quando a fiel invadiu o aeroporto de Belém após uma traumática derrota por 4x3 para o Caxias de virada, e mesmo assim eles acreditavam no time e mostraram por que são chamados de "fiel". Naquele sábado de natal era só fazer a festa, pois nada nem ninguém tiravam nosso titulo, com certeza aquele natal de 2001 foi um dos mais felizes que vivemos.

Em 2002... É tanta emoção que é até difícil falar sobre. Voamos na Copa Norte, deixamos nosso rival para trás, espantamos o fantasma amazonense na final e nos sagramos campeões do Norte. Chegamos à Copa dos Campeões e nem o torcedor mais otimista esperava um título. Éramos a grande zebra do campeonato, mas nos agigantamos e fomos eliminando os grandes um a um, com a fiel mostrando sua força a cada jogo, empurrando o time e fazendo um caldeirão de pressão nos adversários. Chegamos à final contra, nada mais nada menos, que o Cruzeiro, um dos times mais fortes do Brasil na época. No primeiro jogo a torcida fez uma festa jamais vista, espetacular, com 50 mil pessoas vibrando e empurrando o Papão, mas perdemos por 2x1.

Torcidas normais desacreditariam no time e nem iriam à Fortaleza no jogo final, mas quem disse que a fiel é uma torcida comum? Fomos lá acreditando no título e invadimos o Castelão com cerca de 12 mil pessoas em uma cidade cerca de 300 quilômetros de Belém. Gritamos forte, sofremos de verdade naquele jogo de sete gols com a estrela de Vandick brilhando. Emoção e sofrimento o Paysandu parece adorar, mas, no final, o inacreditável aconteceu. Éramos o campeão dos campeões do Brasil, a maior glória do Paysandu e do futebol paraense acontecia, o Paysandu era a grande sensação do Brasil e, em 2003, ia disputar a maior competição do continente, a Taça Libertadores da América. Que torcedor do Paysandu sonharia com isso?

Pois chegamos à América mostrando que o Paysandu é grande e forte e nos classificamos em primeiro lugar com a melhor campanha da fase de grupos até hoje, vencendo times de tradição na Liberta como Universidad Católica e Cerro Porteño, quando aplicamos uma goleada épica por 6x2 no Paraguai.


Agora é a hora de falar do momento mais importante da história deste clube. Paysandu 0 Boca Juniors também 0, válido pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América. O Papão segurava a pressão do time argentino na mítica La Bombonera. 70 minutos de jogo, Sandro parte com a bola pelo meio do campo, o atacante Iarley se movimenta em diagonal, recebe o passe, dá um corte no zagueiro, joga para a esquerda e chute forte. Nesse momento, o torcedor bicolor via a historia acontecer na sua frente. O Paysandu calou La bombonera, feito inesquecível, que apenas outros três clubes brasileiros conseguiram, sendo o Santos de Pelé, o Cruzeiro de Alex e o Fluminense de Fred.

Em 2006 caímos para a Série C, voltamos em 2012 em uma campanha épica de acesso, caímos novamente em 2014, ressurgimos e, em 2015, veio nossa afirmação, voltamos a mostrar nossa força. Em 2016 vamos fortes para as batalhas em campo, rumo a títulos e mais glórias para este amado e enorme clube, pois já provamos que nada nem ninguém vão separar o time e a torcida, e que, quando os dois estão em sincronia, nada é impossível. Muito obrigado por tudo que me fizestes viver e que viveremos juntos ainda, Paysandu Sport Club.


Paysandu, eu te amo!!!

Com facilidade, América-MG vence o Tupi na estreia do Mineiro

(Doug Patrício/Portal do Torcedor)
Neste domingo (31), America-MG e Tupi, estrearam no Campeonato Mineiro. Com grande atuação, sobretudo no segundo tempo, o Coelho não teve dificuldades para vencer. Apesar da reformulação, em relação ao elenco do ano passado, a equipe de Givanildo Oliveira já mostra entrosamento e lidera a competição. Por outro lado, o Galo Carijó fez uma partida para se esquecer, sendo derrotado com facilidade em Belo Horizonte.

O jogo

A partida começou com certo equilíbrio, o Tupi teve a melhor chance com Rubens, que errou a finalização de dentro da área. Porém, aos poucos o América-MG foi tomando conta da partida, repetindo a atuação do meio da semana, quando venceu o Figueirense pela Primeira Liga. Aos 19 minutos, Tony recebeu passe de Sávio e bateu forte, abrindo o placar para o América-MG. A partir daí, só deu América-MG no primeiro tempo, que teve várias chances para ampliar e não aproveitou. Aos 36 minutos, na cobrança de falta de Jonas, a bola bateu no travessão. No fim da primeira etapa, o árbitro marcou um toque de mão de Michel Douglas dentro da área, na cobrança do pênalti de Rafael Bastos, Glaysson defendeu.

Na expectativa de uma reação o Tupi voltou do intervalo com duas substituições, porém, o gol do América-MG no início desanimou qualquer reação da equipe. Na cobrança de escanteio, logo aos 2 minutos, Jonas mandou no primeiro pau e Osman desviou marcando o segundo gol. O Tupi ainda chegou algumas vezes, mas não levou tanto perigo ao gol de João Ricardo. Aos 22 minutos, Sávio arrancou pela direita e cruzou para Osman, que marcou o segundo dele e o terceiro do América-MG no jogo. Com a partida definida, o Tupi se fechou, tentando evitar uma goleada. O América-MG ainda teve um gol de Sávio anulado por impedimento e levou perigo no chute de Tiago Luís, porém, a partida terminou mesmo 3 a 0.

Na próxima rodada, na quinta-feira, o América-MG vai até Divinópolis, enfrentar o Guarani-MG, às 16h. Já o Tupi, no sábado, recebe o Uberlândia, às 17h, em Juiz de Fora.

FICHA TÉCNICA:

Local: Independência, em Belo Horizonte.
Público: 1.777 torcedores (pagantes)
Renda: R$23.945,00
Arbitragem: Ronei Cândido Alves, auxiliado por Luiz Antônio Barbosa e Douglas Almeida Costa
Cartões Amarelos: Danilo e Alison (AMG); Recife, Sidimar e Vinícius Kiss (TUP)
Gols: Tony, Osman (2)

AMÉRICA-MG: João Ricardo; Jonas (Claudinei), Sueliton, Alison e Danilo; Leandro Guerreiro, Pablo, Osman (Maranhão), Rafael Bastos (Tiago Luís) e Tony; Sávio.
Técnico: Givanildo Oliveira

TUPI: Glaysson; Osmar, Sidimar, Fabrício Soares e Pirão; Filipe Alves, Recife, Vinícius Kiss (Renato Silva), Willian Kozlowski e Michel Douglas (Hiroshi); Rubens (Michel Henrique).
Técnico: Junior Lopes

Por: Marcelo Júnior || Twitter: @marcelinjrr

O tabu permanece e o Paysandu estreia com vitória

(Foto: Rodrigo Pinheiro | @RPpinheiro_)
Na noite de ontem (01), o Paysandu estreou no Parazão contra o Paragominas, na Curuzu. A expectativa era grande, por ser o primeiro jogo oficial do ano, pelo PFC nunca ter vencido o Papão e porque alguns ficaram preocupados com o amistoso perdido para o Castanhal. Mas hoje o alviazul provou, jogo é jogo, treino é treino. Dando um presente antecipado de aniversário de 102 anos para o torcedor.

O JOGO

O Paysandu começou o primeiro tempo bem, não conseguia penetrar completamente a defesa alviverde, mas tinha um bom volume de jogo. Já o Paragominas não conseguia fazer muita coisa. Com o tempo, os clubes foram se arrumando e conseguiram levar perigo ao adversário. Aos 16’ Balão Marabá cobrou uma falta direto no gol e Emerson apareceu para fazer grande defesa e salvar o Paysandu. E no minuto seguinte foi à vez do Paysandu, que não só levou perigo como marcou o primeiro gol da partida. Crystian fez boa jogada e cruzou para Cearense, o atacante chutou e Paulo Eduardo espalmou, no rebote Celsinho abriu o placar para o time da casa. O Paragominas ainda teve chance de empatar o jogo com Balão Marabá, aos 34’, mas Emerson fez grande defesa no chute de primeira do jogador. Cinco minutos depois, foi à vez de Paulo Eduardo fazer grande defesa, após chegada e chute forte de Fabinho Alves.

(Foto: @Paysandu)
Na volta para o segundo tempo, os times permaneceram os mesmos. E logo aos 2’ o Paysandu chegou no gol, Celsinho deu o passe na medida para Leandro Cearense que não desperdiçou e mandou para o fundo da rede, mas o árbitro acabou vendo um impedimento inexistente, seguindo 1x0. O Paysandu acabou mudando de lado e investiu nas jogadas pela esquerda, a entrada de Pablo deu mais mobilidade a Fabinho Alves que começou a aparecer ainda mais. Já o Paragominas se aproveitou dos contra-ataques, não conseguia finalizar bem e quando conseguia, era parado por Emerson. E aos 36’ Cearense fez o dele, deixou o zagueiro para trás e bateu na saída do goleiro. Dois minutos depois, o árbitro marcou pênalti para o Paysandu após toque de mão de Ramon fora da área. Na cobrança, Betinho converteu e fez 3x0 para o Paysandu.

Palavra da colunista: O Paysandu jogou bem e, melhor, não jogou feio. Apresentou um futebol bonito, com exceção da zaga e de Raí. Falando sobre os estreantes, Celsinho fez uma ótima partida, agiu como um meia que há muito queremos ver no Paysandu. Crystian, no primeiro tempo foi bastante exigido e correspondeu à altura, na primeira etapa as jogadas só eram feitas pelo lado dele, foi muito bem e criou volume de jogo. Raphael Luz foi bem, não há muito que falar e nem o que reclamar. Fabinho Alves se saiu bem e apareceu ainda mais no segundo tempo, já que as jogadas começaram a ser feitas pelo lado esquerdo, e que Pablo entrou e deu a mobilidade que o jogador precisava. Mas falando das exceções, a zaga foi mal e falhou bastante, só não ficou mais claro porque o Paragominas não conseguiu aproveitar essas falhas, é algo que precisa ser mudado. E Raí jogou mal, não correspondeu bem as jogadas e ficou muito abaixo do nível do time. Quanto a Emerson, mais uma vez, o goleiro foi excelente, quando foi exigido se saiu super bem. Recife não comprometeu, mas foi abaixo da “média do time”.

Ficha técnica
Paysandu: Emerson; Crystian, Fernando Lombardi, Gilvan e Raí (Pablo); Ilaílson, Augusto Recife, Celsinho e Raphael Luz (Lucas); Fabinho Alves e Leandro Cearense (Betinho). Técnico: Dado Cavalcanti
Paragominas: Paulo Eduardo; Rondinelli, San, George (Ramon) e Carlinhos Maraú; Galvão, João Neto, Balão Marabá (Daniel) e Romário; Fabinho (Lourinho) e Aleílson. Técnico: Mariozinho.
Árbitro: Joelson Nazareno Ferreira Cardoso
Auxiliares: Luis Diego Nascimento Lopes e Robson João dos Reis.
Cartões amarelos: (PFC) San, Aleílson, Rondineli e Ramon. (PSC) Crystian e Raphael Luz
Público total: 12.262

  • Próximo jogo – 04/01 (quinta-feira) – 20h30min – Navegantão
    IACIndependente-PA×PaysanduPSC
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