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quinta-feira, 10 de março de 2016

Em time que está empatando, não se mexe

O ditado popular costuma dizer que "time que está ganhando, não se mexe", mas venho trazer um novo ditado, que agora, não faz muito sentido, mas no decorrer do texto, começará a fazer - "em time que está empatando, não se mexe". Vamos entender?

Na última quarta-feira (09), o Grêmio enfrentou o San Lorenzo-ARG em partida válida pela 3ª rodada da fase de grupos da Copa Libertadores da América e empatou com o placar de 1x1. O Grêmio fez um jogo sólido em sua casa, mas não o suficiente para furar o bloqueio Azulgrana. O Tricolor Imortal tinha uma equipe boa no papel e não foi muito diferente em campo, conseguindo trocar bons passes, fazendo transições rápidas da defesa para o ataque, parecia um pouco com o Grêmio de 2015.

O jogo começou morno, com as duas equipes se estudando bastante, o Grêmio trocando passes e o San Lorenzo fazendo o que sabia de melhor: se defendendo. Conforme o tempo foi passando, o jogo foi esquentando e o Tricolor foi avançando até que, aos 25 minutos, Wesley sofreu a falta. Douglas e Fred se posicionaram pra cobrança, mas o zagueiro que fez seis gols de falta na última edição do Brasileirão e foi ao Grêmio para fazer dupla com Geromel, guardou seu primeiro pelo Imortal.

Zagueiro Fred comemorando seu primeiro gol com a camisa tricolor
Instantes depois do primeiro gol, o Grêmio colocou fogo na partida e chegou bem ao ataque, desta vez, com Everton acertando o travessão - seria 2x0 para o time gaúcho. A bola no travessão poderia ter dois significados: o Grêmio se aproximava do seu segundo gol ou o San Lorenzo ficaria mais ligado a partir daquele lance. Mais alguns segundos se passaram, Geromel arriscou de longe e, de novo, quase fez o segundo gol do Grêmio. Mais uma vez, o Imortal chegou, mas não marcou.

Naquela altura do jogo, a frase "quem não faz, leva" começava a assombrar os gremistas presentes na Arena do Grêmio. O San Lorenzo, que tinha um sistema defensivo muito bem estruturado passou a se lançar mais pro jogo, afinal, não se pode pensar em ficar o jogo todo na defensiva, em plena Copa Libertadores, jogando fora de casa e estando na última colocação do grupo. A reação Azulgrana parecia ser boa quando, aos 32 minutos da etapa inicial, Edinho fez uma falta boba em cima de Cerutti.

Belluschi ajeitou a bola para cobrança, levantou a bola na área e Cauteruccio cabeceou. A bola ainda bateu na trave, em Marcelo Grohe e foi parar no fundo do gol. O Grêmio não fez o seu e acabou "levando". Tudo bem. E cadê o tal do "em time que está empatando, não se mexe"? Explicarei agora que o placar está igualado.

Cauteruccio comemorando o gol de empate, marcado aos 32 minutos de jogo
1- DESESPERO:

Tudo que o Grêmio não poderia fazer após o gol de empate, era se desesperar. O tricolor tentou chegar ao ataque de forma direta, mas sempre parava na defesa argentina. O Grêmio se mostrava uma equipe ansiosa - um prato cheio pra catimba local. O San Lorenzo quando passou a ter a bola, não tinha pressa alguma para chegar ao ataque, parecia que jogava em casa ganhando o jogo, enquanto, na realidade, se encontrava na última colocação do grupo.

O Grêmio tentava avançar rápido, tinha pressa. Começou a bater o desespero - e se tratando de desespero, os argentinos sabem muito bem como instigá-lo.

2- SUBSTITUIÇÕES:

Roger Machado vem fazendo uma ótima campanha no tricolor desde a sua chegada, isso é um fato. Conseguiu uma ótima arrancada com o Grêmio no Brasileirão 2015 e classificou a equipe para a Libertadores. Roger já está mais que acostumado com a copa, e inclusive, foi campeão pelo Grêmio em 1995. Nessa partida, que poderia deixar o tricolor em situação muito confortável na Libertadores, Roger não foi bem quando mexeu na equipe.

O Grêmio terminou o primeiro tempo com um empate de 1x1 e precisava de mudanças para chegar ao segundo gol, mas mudanças com coerência. As mudanças feitas por Roger, não foram boas para o tricolor. Seria melhor ter mantido a equipe. O Grêmio começou o jogo com o seguinte padrão tático:


Com o desespero em busca do segundo gol, Roger Machado sacou Luan, Giuliano e Douglas para as entradas de Fernandinho, Bobô e Henrique Almeida. A partir disso, o Grêmio, que já não conseguia chegar ao ataque com eficiência, passou a ter um esquema com a eficiência menor ainda, que foi o esquema a seguir:


Com esse esquema, o Grêmio passou a não ter um armador de jogadas. Perdeu muito na criação. O tricolor tinha muitos jogadores na defesa, o que impossibilitaria um novo gol do San Lorenzo. Tinha muitos jogadores no ataque, o que, provavelmente ocasionaria um novo gol gremista, mas não tinha o principal: um jogador que pudesse fazer a transição da defesa para o ataque.

Arrisco-me a dizer, que o Giuliano poderia ter ficado no lugar do Edinho, e esse sim, ter saído para dar lugar a um jogador ofensivo. O Grêmio teria pelo menos um jogador pra fazer essa transição com qualidade e talvez chegar ao 2º gol. E é por isso que afirmo: "Em time que está empatando, não se mexe".

LEO FERNANDES || @leo_fernandes_9
LINHA DE FUNDO || @SiteLF

Em jogo de despedida, Rafael brilha e garante vitória celeste

Em partida que marcaria a despedida celeste da Primeira Liga, e na noite de ontem, a Raposa se despediu de forma honrosa da competição, apesar de começar com desvantagem no marcador, o Cruzeiro se superou e virou o resultado para cima dos paranaenses, os gols cruzeirenses foram marcados por Douglas Coutinho e Élber e Pablo marcou para o Atlético-PR.

A primeira etapa foi marcada pela desorganização, falta de motivação e criatividade das equipes, porém os atleticanos conseguiram fazer um gol ainda fase inicial, aos 33 minutos.
                           

O técnico Deivid cumpriu suspensão na noite de ontem, desde modo, quem comandou a equipe foi o auxiliar técnico Pedrinho, que soube aproveitar seus jogadores de forma correta, apostando em suas substituições no segundo tempo que resultaram em pontos positivos no duelo, os gols dos mineiros saíram aos 30 e 34 minutos, ainda nos minutos finais, o goleiro Rafael teve a oportunidade de mostrar a qualidade dos goleiros cruzeirenses, quando defendeu uma cobrança de pênalti, evitando o gol de empate atleticano.

Foco total no Campeonato Mineiro, o time estrelado volta a atuar na terça-feira (15) contra o Uberlândia, ás 20h30min, também no Mineirão, pela 7ª rodada da competição estadual.

Sobre o jogo:

O Maior de Minas iniciou o duelo sem pressionar muito o Atlético-PR, com troca de passes, procurava achar espaços na marcação adversária para conseguir concluir suas jogadas, houve poucas tentativas a gol de ambos os lados, os goleiros praticamente não trabalharam nos primeiros minutos.

Aos 19 minutos, os atleticanos tiveram uma boa chance de abrir o placar com um contra-ataque, Marcos Guilherme passou para Walter, que chutou cruzado e o goleiro Rafael defendeu.
                             

Nos lances seguintes, a Raposa teve umas três boas oportunidades de estrear o marcador, com direito a duas assistências de Pisano que sempre acabava desarmado, Frederico Gino também teve um momento oportuno, mas sem sucesso suas jogadas.

Aos 33 minutos gol paranaense, depois de lançamento, o zagueiro Manoel desviou e a bola sobrou para Pablo, que chutou da entrada da área e balançou as redes azul e branca. Aos 38 minutos, Fabrício cobrou a falta perto do ângulo direito e Weverton espalmou, cedendo o escanteio.

Segundo tempo:

Com a finalidade de deixar o time com uma postura mais ofensiva, Pedrinho arriscou em suas alterações, colocando Allano no lugar de Uillian Correia para a etapa final. Logo aos 6 minutos, Pisano bateu o escanteio da esquerda e Bruno Viana cabeceou, quase o gol de empate do Cruzeiro.

Aos 18 minutos, segunda substituição no time estrelado, estreia de Alex no time profissional do Cruzeiro, seis minutos depois, o garoto de apenas 19 anos teve a chance de mostrar seus talentos, após bate-rebate dentro da área, mas ninguém do Cruzeiro conseguiu chutar e Deivid afastou o perigo.

Aos 30 minutos, finalmente o time mineiro conseguiu igualar o resultado, Fabrício cruzou da esquerda, Élber tocou a bola na segunda trave e Douglas Coutinho só empurrou para o gol.

O gol de empate cruzeirense deu um gás na partida, e aos 32 minutos, Roberto chutou rasteiro, no cantinho, e o goleiro Rafael se esticou toda e fez uma ótima defesa.

Aos 34 minutos, a Raposa respondeu o lance anterior, com o gol que marcaria a virada cruzeirense, Élber recebeu na direita, invadiu a área e chutou forte, a bola entrou do lado direito do goleiro atleticano.

Já nos acréscimos, o árbitro Leandro Pedro Vuaden interpretou pênalti, segundo o Leandro, Manoel colocou a mão na bola dentro da área e o juiz marcou penalidade máxima e Nikão foi o responsável para a cobrança de pênalti, porém o goleiro Rafael em uma noite totalmente inspirada brilhou e defendeu a cobrança com frieza, definindo de vez o placar construído, triunfo celeste.

@Paulinha_CEC

CRUZEIRO 2 X 1 ATLÉTICO-PR

Motivo: 3ª rodada do Grupo C da Copa da Primeira Liga
Data: 09/03/2015 (quarta-feira)
Local: Mineirão, em Belo Horizonte-MG
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden
Assistentes: Rafael da Silva Alves e Leirson Peng Martins
Público: 4.476 pagantes
Renda: R$ 79.211,00
Cartões amarelos: Rafael Silva (Cruzeiro); Deivid, Pará, Eduardo, Paulo André e Weverton (Atlético-PR)

Gols: Pablo, aos 33 minutos do primeiro tempo; Douglas Coutinho, aos 30, e Élber, aos 34 minutos do segundo tempo

Cruzeiro: Rafael; Fabiano, Bruno Viana, Manoel e Fabrício; Federico Gino, Uillian Correia (Allano), Marciel, Matías Pisano (Alex) e Élber; Douglas Coutinho
Técnico: Pedrinho (Deivid suspenso)

Atlético-PR: Weverton; Eduardo, Christian Vilches, Paulo André e Pará (Roberto); Deivid, Otávio, Nikão e Pablo (Anderson Lopes); Marcos Guilherme (Giovanny) e Walter
Técnico: Bruno Pivetti (interino)

Em atuação razoável, Paysandu vence o Águia em jogo com polêmicas

Em jogo válido pela primeira fase da Copa Verde, Paysandu e Águia se enfrentaram no Estádio Zinho Oliveira em Marabá, em mais uma noite de Celsinho. As duas equipes entraram em campo com alguns desfalques, o dono da casa não conseguiu inscrever sua principal contratação da temporada, o lateral Marlon com passagens pela dupla ReXPa, já o bicolor paraense, desgastado da final do 1º turno poupou alguns jogadores com lesões leves e desgastes como Emerson, Augusto Recife e Gilvan, já Bruno Veiga ficou fora por problemas pessoais.

O JOGO

(Ascom/Paysandu)
O jogo começou, e em arrancada de Lucas pela esquerda, que cruzou e Raphael Luz testou para fora logo no primeiro minuto de jogo, minutos depois Leandro Cearense recebeu passe de Celsinho, tentou girar, mas Bernardo chegou fazendo o corte, apesar dos dois lances de perigo do Paysandu em menos de 5 minutos, o jogo começou muito truncado, o Águia mesmo em casa esperava o Paysandu em seu campo, congestionando o meio de campo na tentativa de sair em contra ataque, e o jogo foi ficando morno, o time de Suiço tocava a bola, sem conseguir criar jogadas de perigo, Celsinho e Raphael Luz muito marcados não conseguiam criar boas oportunidades, Celsinho se movimentava mais e voltava para buscar a bola na tentativa de conseguir algo, enquanto isso, o Águia marcava forte a saída de bola bicolor e saia apenas no contra-ataque, mas a defesa bicolor não deixava o azulão chegar com perigo. A primeira metade do primeiro tempo se resumiu a muita marcação e pouco futebol.

O que atrapalhou bastante a criação de jogadas bicolor foi a falta de Augusto Recife, um jogador que tenta uma melhor saída de bola e criatividade, com ilaílson e Capanema, a marcação ficou mais forte, porém a saída de bola ficou dificultada. O time marabaense só chegou com perigo pela primeira vez aos 29' minutos de jogo, com Flamel que avançou e tocou para Joãozinho que abriu na direita para Léo carioca que chutou pra fora, o Águia começou a gostar do jogo e chegar com mais perigo até que aos 31' minutos Edinaldo cruzou e Pablo na tentativa do corte cabeceou contra a própria meta e Marcão salvou o gol contra. O jogo esquentou, ficou mais disputado e o Paysandu tentou responder as invertidas marabaenses, Celsinho puxou contra-ataque, lançou Leandro Cearense que arrancou com a bola e na hora de chutar, foi derrubado por Léo Carioca e o árbitro Andrey da Silva e Silva deu como lance normal um lance claro de penalidade para o papão da Curuzu que mais uma vez era alvo de erros de arbitragem pois houve o toque do lateral no atacante bicolor. O jogo voltou a ficar morno, e assim terminou o primeiro tempo.

(Ascom/Paysandu)
No segundo tempo, o Águia tentou começar pressionando o time alviceleste, mas a zaga bicolor afastou e o Papão voltou ao controle do jogo, e foi pra cima empurrado por Celsinho, que aos 11' minutos tabelou com Roniery na entrada da área, Bernardo tentou afastar e a bola sobrou em Fabinho Alves que driblou o zagueiro e ao tentar o chute foi derrubado, mais uma vez um lance polêmico, o time e a torcida bicolor reclamaram pênalti na jogada, este lance, porém foi mais complicado que o primeiro, entretanto houve novamente o toque e o jogador estava em clara chance de gol, portanto mais um pênalti não marcado para o Paysandu, e o arbitro Andrey deu amarelo para o atacante por simulação. O azulão respondeu com Valdanes após falha da defesa Flamel tocou e o atacante saiu sozinho pela direita, chutou forte e mais uma vez Marcão salvou o bicolor. Aos 13' minutos de jogo saiu o único gol da partida, Celsinho cobrou falta lateral, ninguém desviou enganando o goleiro Bruno Colaço e ela entrou no fundo da rede, o 4º gol de Celsinho na temporada, o artilheiro Bicolor colocou no placar: Paysandu 1x0 Águia de Marabá.

Aos 15' João Galvão veio para cima do Paysandu e tirou Geovane para entrada de Eric Lima, o azulão veio pra cima do lobo e chegou levando perigo com Mael e Edinaldo, aos 22' Raphael Luz saiu com dores para entrada de Marcelo Costa, o Paysandu voltou a ficar no controle do jogo e aos 27' chegou levando perigo com Leandro Cearense que chutou de fora da área com perigo à meta marabaense. O Águia mexeu de novo tirando Léo Carioca para entrada de Thiago. Com o tempo passando o time marabaense começou a se lançar ao ataque deixando espaços na defesa, o Paysandu recuou para tentar explorar esses espaços em contra ataque, o bicolor se aproximando os 40' minutos não tinha mais pressa para atacar, Leandro Cearense já ajudava na recomposição do meio, aos 40' minutos entrou Heliton no lugar de Joãozinho pelo Águia, o time marabaense tinha a bola, mas não conseguia criar jogadas, o time dependia dos avanços de Flamel que ainda tentava chutando de fora da área, o árbitro deu 4 minutos de acréscimos, aos 46' Celsinho deixou o gramado para a estreia de Bruno Smith com o manto bicolor, e no último lance do jogo, Flamel teve a grande chance de empatar a partida, o meia atacante recebeu livre na área e chutou colocado e MARCÃO  de novo salvou o Paysandu em grande defesa e deu números finais a partida. Águia de Marabá 0x1 Paysandu. O esquadrão de aço voltava a vencer no estádio Zinho Oliveira depois de quase oito anos de invencibilidade do time marabaense.

O GOL


Apesar da vitória, o lobo não jogou bem, teve problemas na criação de jogadas e na saída de bola, a defesa também errou bastante, deixou espaços, errou as linhas de impedimento. Os jogadores que entraram foram mal, Marcelo Costa e Celsinho juntos deixou o meio de campo lento demais, Leandro Cearense tinha que voltar pra marcar, Wanderson entrou muito mal no lugar de Fabinho Alves que também não foi bem. Os erros do juiz atrapalharam sim, dois pênaltis não marcados fazem falta, mas o Paysandu também não jogou bem, ficou muito preso na marcação azulina.

Jogo de volta: Os dois times voltam a se enfrentar no jogo da volta na próxima teça-feira (15) ás 20 horas no estádio da Curuzu com arbitragem Paraense de Joelson de Lima Nazário.

FICHA TÉCNICA:

Águia: Bruno Colaço; Léo Carioca (Thiago), Charles e Bernardo e Edinaldo; Mael, Robert, Geovane (Eric Lima) e Flamel; Valdanes e Joãozinho (Heliton). Técnico: João Galvão.

Paysandu: Marcão; Roniery, Fernando Lombardi, Pablo e Lucas; Ilaílson, Ricardo Capanema, Raphael Luz (Marcelo Costa) e Celsinho; Fabinho Alves (Wanderson) e Leandro Cearense. Técnico: Dado Cavalcanti

Local: Zinho Oliveira, Marabá
Hora: 19h
Árbitro: Andrey da Silva e Silva
Assistentes: Lucio Ipojucan Ribeiro da Silva de Mattos e Luis Diego Nascimento Lopes

"Aonde for vou te apoiar"

Eduardo Maya || @Edumaya7

Figueirense empata e é eliminado da Primeira Liga

Na noite desta quarta-feira (09), o Figueirense foi até Brasília enfrentar o Flamengo pela última rodada do Grupo C da Primeira Liga. Uma vitória do Figueira por dois gols de diferença daria a classificação de forma automática, mas até uma vitória pelo placar mínimo poderia classificar-nos pelo critério do melhor segundo colocado. Mas nem uma coisa e nem outra aconteceu. As duas equipes ficaram no mísero empate por 1x1 na Capital Federal.


A partida foi no começo, totalmente sonolenta. O primeiro lance de perigo veio somente aos 11 minutos quando Willian Arão ajeitou com o peito para Guerrero. O atacante peruano bateu forte, mas Gatito, bem posicionado, defendeu. Aos 29', o gol alvinegro. Dudu fez um passe em direção à área que aparentemente não daria em nada. Wallace não se entendeu com Paulo Victor na proteção da bola, Marquinhos Pedroso acreditou na jogada e conseguiu o toque para Everton Santos sozinho empurrar para o fundo do gol. Mas alegria de pobre dura pouco, não é mesmo? Aos 32', a zaga do Figueira se atrapalhou, a bola sobrou para Guerrero, ele da entrada da área bateu para o gol, Gatito não alcançou, e a bola morreu nas redes do estádio Mané Garrincha. Aos 36', Dodô fez o cruzamento e Nirley cabeceou bem. Mas Paulo Victor estava bem posicionado e fez bela defesa. Aos 44', outro cruzamento. Desta vez de Everton Santos para Dudu. No cabeceio, Paulo Victor encaixou bem.

Na segunda etapa, aos 3 minutos, Emerson Sheik foi lançado. O atacante rubro-negro tentou o chute por baixo e Gatito fez a defesa. Aos 6', Everton Santos fez o giro dentro da área e Dudu ficou com a sobra. A bola bateu em sua canela e ele perdeu o domínio e a chance do segundo gol. Aos 13', Jackson Caucaia perdeu a bola na intermediária. Willian Arão arriscou o chute e a bola saiu pela linha de fundo. Aos 14', Dudu invadiu a área pelo lado esquerdo, bateu e a bola passou tirando tinta da trave. Aos 21' Gabriel ficou livre pelo lado direito da defesa alvinegra. O atacante bateu para o gol e a bola explodiu na trave. No rebote, Guerrero chutou e defendeu. Aos 32', cobrança de falta ensaiada do Flamengo. Gabriel bateu, a bola desviou na barreira e passou muito perto da meta de Gatito Fernández. Aos 39’, Carlos Alberto fez bela jogada individual, quando entrava na área, foi desarmado. A bola sobrou nos pés de Dudu que na hora de finalizar para o gol, chutou em cima do goleiro. Aos 44', o Figueirense teve a sua última chance da partida em uma cobrança de falta, mas Carlos Alberto cobrou na barreira. E assim acabou o jogo em Brasília. Empate, Flamengo classificado e Figueirense eliminado.

O Figueirense volta a campo no próximo sábado (12), às 21h, no Orlando Scarpelli, onde enfrenta o Joinville pela segunda rodada do Campeonato Catarinense.

Ficha Técnica - Flamengo 1x1 Figueirense

Data: 09 de março de 2016
Horário: 19h30 (horário de Brasília)
Local: Estádio Mané Garrincha, Brasília, DF
Público e renda: 7.219 pagantes; renda de R$ 356.370,00
Arbitragem: Wanderson Alves de Souza (MG); Ricardo Junior de Souza (MG); Felipe Alan Costa de Oliveira (MG)
Gols: Guerrero (FLA); Everton Santos (FIG)

Flamengo: Paulo Victor, Rodinei, Wallace, Juan, Jorge; Cuellar, Willian Arão, Ederson (Gabriel); Marcelo Cirino (Lucas Paquetá), Emerson Sheik, Guerrero | Técnico: Muricy Ramalho

Figueirense: Gatito, Leandro Silva, Marquinhos, Nirley, Marquinhos Pedroso; Elicarlos, Jefferson (Jackson Caucaia), Bady; Everton Santos (Gabriel Esteves), Dodô (Carlos Alberto), Dudu | Técnico: Vinícius Eutrópio

Patrick Silva | @figueiradepre

99% controle da bola, mas aquele 1% é desatenção na defesa

O Palmeiras que fez um segundo tempo patético diante do Rosário Central, venceu o jogo por 2x0. O mesmo time entrou em campo nesta quarta-feira diante do Nacional, em tese um rival mais fraco que o time argentino. Não por acaso, o Verdão fez um jogo muito melhor, mas acabou derrotado. Coisas do futebol...

Os primeiros minutos indicavam uma postura bastante agressiva da equipe alviverde. Com ao menos duas boas chances de gol antes dos cinco minutos animaram a torcida palmeirense que lotou o Allianz Parque e fez uma festa muito bonita.

Claramente preocupado em evitar o chutão, o Palmeiras valorizava cada minuto de posse de bola. A ambição em reter o controle da partida, porém, fazia com que os toques fossem muito curtos e improdutivos, ainda que não permitissem nada ao Nacional além de escanteios.
Disputa na área do Verdão. A partida teve mais momentos de discussões do que bola rolando. (Foto: Globo Esporte)
Parafraseando o mito Wesley Safadão, se 99% é controle de bola e passes precisos, aquele 1% é a desatenção na defesa, marca registrada do time de Marcelo Oliveira. O já tradicional apagão apareceu por volta dos trinta minutos do primeiro tempo, e em dose tripla.

Na primeira falha, o atacante uruguaio tocou de calcanhar e acertou a trave esquerda de Fernando Prass. Poucos minutos depois, nova jogada pela direita que, desta vez, terminou em gol. Nem deu para colocar os ânimos no lugar: o árbitro ignorou falta clara em Cristaldo e permitiu um rápido e mortal contra-ataque. 2x0.

O jogo estava na mão dos uruguaios que, como sempre, se fechariam e utilizariam da comum e tradicional catimba. Eis que pouco depois do gol, Fucile exagerou na força e recebeu o segundo amarelo. Com um a mais o ânimo perdido foi renovado e Gabriel Jesus descontou para festa dos palmeirenses: 2x1.

Na segunda etapa foi um verdadeiro ataque contra defesa. Muito seguro atrás, onde quase não era agredido, o Palmeiras pressionou de tudo que foi jeito em busca do gol de empate. Perdendo vários gols, alguns na pequena área, e abusando de cruzamento para a área, o tempo foi ficando cada vez mais curto.

Já nos acréscimos, Lucas carimbou uma bola na trave quando nem precisava de tanta força. O apito do árbitro (que teve uma noite mais do que infeliz irritando os dois times) não determinou apenas o final do jogo, mas também a passagem de Marcelo Oliveira no comando do Verdão. Mas isso é assunto para um segundo momento.

PONTO TÁTICO: A demissão de Marcelo seria questão de tempo. A insistência em um esquema que não funciona é um dos principais deles. Robinho não é meia armador e é incapaz de organizar a troca de passes do Palmeiras - um dos principais responsáveis pelo alto número de chutões. Deixar a armação com Thiago Santos é outro problema grave que dificultou muito o jogo na primeira etapa. No segundo tempo, com a entrada de Allione, a armação melhorou.

O DESTAQUE: autor do gol e de muita dor de cabeça para a defesa uruguaia, Gabriel Jesus foi a principal referência ofensiva do Palmeiras nesta noite. Foram dos pés dele que surgiram as principais jogadas e dribles.

BOLA MURCHA: Se é um problema físico ou pessoal com o treinador, saberemos nos próximos jogos. Mas a má vontade que o lateral Lucas vem apresentando nos jogos é de assustar. Na partida teve uma verdadeira avenida e errou quase todos os cruzamentos.

Aprendi com minha rubro-negra favorita


Lá na minha casa sempre foi da mesma forma em dia de jogo. Família reunida, todos de vermelho e preto e a enorme expectativa pela partida que logo iria começar. Nas frequentes idas ao Maracanã, novamente unidos, saíamos para buscar mais uma vitória. Acima de tudo, o mais importante era sempre estarmos lá, nas derrotas e nas vitórias. Sempre foi mais divertido quando estávamos juntos.

Minha avó era uma figura diferente. Era daquelas rubro-negras que queriam tudo de Flamengo, de preferência a casa inteira. Jogo domingo, sábado, quarta, para ela não importava. Iria ao Maracanã até segunda dez horas da noite se fosse necessário. Cada música nova nas arquibancadas era escrita em um papel qualquer para ela poder acompanhar junto com a torcida, afinal, de que adiantava estar no estádio sem torcer? Ela ficava nervosa, se escondia atrás das netas e pedia para avisar quando a bola saísse de perto da nossa área. Era difícil ver o Mais Querido levar gol, doloroso. Sofria nos 90 minutos, independente do adversário. Mas a cada gol era uma vibração que deixava cada grito aliviado ainda mais feliz. Não podiam faltar os três pulinhos para São Longuinho, uma espécie de tradição particular.

Saíamos do Maracanã cantando todas às musicas com uma animação depois das vitórias que só aumentava pelas brincadeiras em família. Tudo parecia mais leve nesses momentos, até quando o resultado não era o melhor. Mesmo que ficássemos irritados com o time e insistíssemos que não iríamos mais aos jogos, no próximo já estávamos lá fazendo as mesmas coisas. O clássico espírito de torcedor.

Dona Zilda queria viver Flamengo até nos momentos mais complicados. Mesmo depois do câncer de intestino, ela ia, usando uma bolsa de colostomia, para o Engenhão porque fazia questão de estar lá. Nem nos piores dias ela desanimou, pois sabia que ainda tinha que ir ao Maraca muitas vezes. Como seu médico sempre disse, sangue de mulambo é forte, é ruim levar a gente.

Ela viveu 68 anos sem ver o Flamengo ser rebaixado. Viveu o melhor Maracanã e o novo também. Conheceu uma torcida que era a essência rubro-negra. Viu vitorias, derrotas, decepções, títulos. Minha avó pôde acompanhar o melhor e o pior do time que mais amou. Quando conversei com ela pela última vez no WhatsApp, falávamos sobre mais uma partida. O Mais Querido jogava mal e tinha acabado de levar o empate. Sua última mensagem para mim foi "Vamos ter fé, ainda dá tempo pra ganhar". E essa sempre foi ela.

Zildinha, como carinhosamente chamávamos, acreditava em cada minuto. Quando todos já esperavam uma derrota, ela falava que iríamos golear. Ela nunca deixava a esperança morrer antes do apito final. No dia 10/02 o Flamengo entrou em campo pela primeira vez desde que ela tinha sido internada. Mas tenho certeza que ela, de algum lugar, acompanhava e torcia novamente. Contra a Portuguesa, o rubro-negro jogou como nunca e venceu como não víamos há anos. Sei que ela sabia que, mesmo com toda dor que aquele momento nos causava, nós estávamos felizes. E assim, exatamente após o gol de Rodinei que fechou o placar, ela cumpriu sua missão e nos deixou aqui, morrendo de saudade.



Hoje faz um mês que ela foi embora e a saudade só aumenta. A cada jogo eu sei que falta alguma coisa. Cada vez que seu tão adorado Guerrero marca, sei que ela comemora lá em cima. Sem perceber, completará dois meses, um ano, uma década sem ela. Porém, não lembrarei com tristeza, pois ela me deixou a maior herança que eu poderia ter: deixou-me seu amor por mim e sua paixão pelo Flamengo. Aprendi com minha rubro-negra favorita que nem sempre o jogo, no campo ou na vida, será fácil, mas que, mesmo que o resultado esteja ruim, sempre há tempo para uma virada inesperada.

Mariana Sá || @imastargirl 

Com dois expulsos, Corinthians perde no Paraguai

Na noite da última quarta-feira (09), o Corinthians foi até o Estádio Defensores Del Chaco, em Assunção, no Paraguai enfrentar o Cerro Porteño. A partida foi válida pela 3ª rodada da Copa Libertadores da América e terminou com a vitória dos donos da casa por 3 a 2.


O Corinthians começou até bem o jogo abrindo o placar logo aos 13 minutos com André. Lucca cobrou uma falta, o goleiro Silva, do Cerro, espalmou a bola para frente e o camisa 9 alvinegro, mostrando oportunismo, mandou para o gol. O Timão seguiu jogando bem na primeira etapa, mas não conseguiu ampliar o placar.

Logo no começo da etapa complementar, aos 4 minutos, Alexis Beltran empatou para os donos casa, aproveitando cruzamento da direita. Três minutos depois, André levantou demais o pé em uma dividida e o árbitro considerou falta para cartão amarelo. O camisa 9 já tinha cartão e acabou sendo expulso.

Com um a menos ficou difícil para o Timão sair ao ataque e aos 28 minutos a situação piorou. Rodriguinho fez falta dura no meio de campo e também já tinha amarelo, o árbitro aplicou o segundo cartão e o Corinthians ficou com dois a menos em campo.

Dois minutos após a expulsão, Sérgio Diaz virou o jogo para o Cerro Porteño. Aos 37 minutos, Alexis Beltran marcou o segundo dele e o terceiro gol para os donos da casa. A essa altura, com dois a menos, a partida estava praticamente liquidada.

O Corinthians esboçou alguma reação aos 42 minutos, em uma falta cobrada na área, Yago foi empurrado e o árbitro assinalou o pênalti. Giovanni Augusto bateu forte no canto esquerdo do goleiro e diminuiu o placar. Não havia mais tempo para tentar o empate e o Timão acabou sofrendo o primeiro revés no torneio continental.

Com a vitória, o Cerro Porteño assumiu a liderança do Grupo 8 com sete pontos. O Timão está em segundo, com seis. Os comandados de Tite voltam a campo no domingo (13), quando viaja até Ribeirão Preto para enfrentar o Botafogo, em partida válida pelo Campeonato Paulista.

Pela Libertadores, o próximo compromisso será na quarta-feira (16), quando o Timão enfrenta novamente o Cerro Porteño, dessa vez na Arena, em Itaquera.
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