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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Atlético X Villa Nova - Codinome Tradição


Segundo o Oráculo dos Tempos Modernos, o Google, a palavra tradição tem origem no latim Traditio, que por sua vez significa entregar, passar adiante. A tradição também pode ser interpretada como a transmissão de costumes, comportamentos, memórias, crenças, lendas, para pessoas de uma comunidade, sendo que os elementos transmitidos passam a fazer parte da cultura.  Portanto, a palavra remete à um registro histórico de fatos que identifiquem um povo com seus costumes; remete à manutenção de certos signos ao longo do tempo.

No futebol tal conceito erroneamente se mistura com envergadura.  Clubes vencedores se autoproclamaram tradicionais, sem que de fato uma tradição estivesse estabelecida, no imaginário, no folclore de sua gente e (por que não?) no olhar dos seus rivais.

Nesse quesito o Estado de Minas Gerais, e consequentemente o futebol praticado nas alterosas é riquíssimo (em todas as suas regiões), porém um jogo certamente ilustra de maneira mais clara os conceitos postos acima. Trata-se de Villa Nova x Atlético, confronto válido pela 10ª rodada do campeonato mineiro.

Os dois clubes foram fundados em 1908 – O Galo em 25 de Março e o Leão em 28 de Junho – e se enfrentam desde 1912 com uma estatística amplamente favorável ao Galo (143 vitórias), embora o Villa (42 vitórias) tenha um bom número de triunfos.  

Foto do Primeiro Confronto Entre os Times - 1912 - Fonte: Acervo do Jornal Hoje em Dia
A relação dos rivais do fim de semana é interessante, tendo em vista que ela se mistura com a própria introdução e a popularização da cultura do futebol em Minas Gerais. No caso do Villa Nova tal associação com a introdução do esporte é mais explícita, dada a umbilical relação da cidade de Nova Lima com a Inglaterra. O Villa Nova Athletic Club foi criado por mineradores britânicos (naturais de Birmingham, e torcedores do Aston Villa) da St. John Del Rey Minning Company. É importante ressaltar que estes ingleses foram responsáveis por introduzir o Football nas Minas, não só em Nova Lima, mas onde quer que eles estivessem trabalhando.

Ademais, o Villa Nova também foi o primeiro clube a disputar uma partida profissional na Região Metropolitana (Vitória por 2x1 contra um combinado do Bairro da Lagoinha em BH), antes mesmo do próprio Atlético; o primeiro a realizar uma partida interestadual (Derrota por 7x1 para o Riachuelo, no Rio de Janeiro); e o primeiro formar jogadores que disputariam uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira (Zezé Procópio e Perácio em 1938, embora ambos na realização do Mundial da França já não estivessem nos quadros alvi-rubros). Por fim, vale o destaque que o auge do Villa Nova ocorreu nos anos 30 (títulos estaduais em 32, 33, 34 e 35), certamente uma consequência direta da construção do seu estádio: o Alçapão do Bonfim, inaugurado em 1930, remodelado em 1989, e que está ativo até os dias atuais.

Rivalidade Aflorada: Atlético e Villa em 1955 - Fonte: Acervo do Jornal Hoje em Dia
No caso do Galo, sua história acima dos títulos e das glórias,  guarda ligação com a popularização do esporte na Capital. Assim como o Villa, o clube começou a ser encarado com mais seriedade pelos rivais nos anos 30, seja pelas conquistas (Campeão Mineiro em 31, 36,38 e 39; e Campeão da Copa dos Campeões Estaduais em 1937 – primeiro título interestadual de sua história), seja pelo crescimento estrondoso de sua torcida. 

Foi naquela década que o clube se assumiu como um dos únicos, se não o único da capital a abraçar os marginalizados.  Na Belo Horizonte de um Brasil Café com Leite, o América havia sido fundado pela Aristocracia, ganhando grande apelo também da classe média, enquanto o Yale/Palestra era exclusivo para os oriundi

O engraçado é que a História as vezes prega algumas peças: os “velhos” palestrinos em uma demonstração de asco, não só aos atleticanos como também às classes populares, cunharam um apelido para a torcida alvi-negra: “Cachorrada” (que perdura até hoje, e nós inclusive até nos apropriamos).  Ao passo que nos dias atuais, através de uma campanha de marketing/hashtag, os palestrinos contemporâneos se intitulam como “#timedopovo”, algo no mínimo estranho (mas que não é assunto para hoje).

Destarte, explanado o caráter retrô da peleja, quando Atlético e Villa entrarem em campo no próximo sábado, muito mais do que três pontos estarão em jogo - o desafio técnico pouco importa.  Trata-se de tradição, trata-se de história, trata-se do futebol respirando sua mais bela essência.

OBS 1: Dane-se Rede Globo, Dane-se Renda do Jogo; Dane-se Conforto, Dane-se Gramado, Dane-se Futebol Gourmet... Dane-se Figo, Ronaldo, Zidane (não podia perder a piada). Mando do Villa Nova no Mineirão é um atentado ao Jogo. A Casa do Villa é o Alçapão do Bonfim, das canchas mais hostis e mais Folclóricas de Minas Gerais (Carlos Alberto Parreira que o diga).  Tirar o Villa do Alçapão é contribuir para a dissolução, para a morte do ponto central desse breve texto – A TRADIÇÃO.

Estádio Castor Cinfuentes, o Alçapão do Bonfim - Fonte: Wikimapia
Estádio Castor Cinfuentes, o Alçapão do Bonfim - Fonte: Wikimapia
OBS 2: Fugindo um pouco do futebol, a interação desses ingleses (alguns mineradores, outros comerciantes) com os residentes das Gerais também criou algo extremamente importante para a identidade do Estado, talvez um dos maiores patrimônios da história oral das alterosas. Falo de um monossílabo composto de três vogais usado por 11 de cada 10 mineiros – o nosso “UAI”. Os moradores dos arredores das lavras de ouro instintivamente mimetizaram o “WHY”, escutado muitas vezes de ingleses.  A medida que o tempo passou, o termo se tornou um integrante permanente do nosso “mineirês”.

OBS 3: Villa Nova 2 x 7 Atlético. Que o Villa Nova ha pelo menos uns 50 anos não é um desafio técnico todos já sabemos. Contudo uma goleada desse quilate é o mínimo que se espera de uma equipe tecnicamente superior ao encontrar um adversário fraco. O teste de Diego Aguirre foi bem sucedido. O 4-1-4-1 - Uilson, Rocha, L.Silva (Edcarlos), Tiago, D.Santos (C.Cesar), Carioca, Urso, Donizete, Clayton, Robinho e Prato - com três volantes compondo o miolo (Carioca a frente da zaga, qualificando a saída de bola, Donizete e Urso alinhados criando espaços no momento ofensivo e destruindo as investidas adversárias no momento defensivo) deu grande consistência ao meio campo. O Galo executou com simplicidade dois conceitos básicos do futebol moderno: compactação entre linhas, e pressão coordenada na bola - puro ataque ao espaço. Individualmente, Robinho novamente mostrou que ainda tem um olhar bem afiado nessa terra de cegos, que se tornou futebol brasileiro; Clayton demonstrou muita qualidade na direita, o garoto João Capixaba, oriundo da base alvi-negra, deu seu cartão de visitas com muita velocidade e dribles rápidos; e por fim Lucas Pratto finalmente traduziu em gols toda sua capacidade ofensiva - o sétimo gol foi uma pintura, demonstração genuína de força e técnica.

Eu tenho fé é nessa rapaziada

Quem foi ao Beira Rio ontem teve motivos de sobra para voltar feliz da vida, mas como tudo no Internacional é sofrido e complicado, todos os colorados viram o Brasil de Pelotas mandar no primeiro tempo. O Inter se mostrava o mesmo de sempre, faltava organização, mecânica e não tinha forças para suplantar o elenco Xavante.  O time estava totalmente apagado.

Intervalo de jogo. Inter volta totalmente diferente, já antes da bola rolar, o time fez a tradicional rodinha e Anderson, sim o Andershow, puxou a fala, pedindo a reação e a mudança do time. O Segundo tempo começou com uma mudança, Willian saiu para dar lugar ao Marquinhos. Argel deslocou o volante Fabinho para a lateral direita e deixou o Marquinhos livre para atacar pela esquerda. Os frutos deram resultados rapidamente, não levou três minutos e o time já conseguiu o empate. 

Andershow o jogador que precisa assumir esse time carente de craque.

O Inter mudou da água para o vinho, e quem está comandando a equipe era Andershow, sim o criticado e vaiado Anderson, ele chamou o jogo para si e comandou uma grande virada do Internacional, marcando um gol de oportunismo puro, ditou o ritmo da partida e pifava seus companheiros a todo momento. O passe que ele deu para Andrigo fazer o terceiro gol foi uma obra de arte. Parece claro que Andrigo é o companheiro ideal de Anderson na armação e que, ao retornar, o volante Rodrigo Dourado deve ter Fabinho como parceiro na contenção. No final, ficou muito justo o 4 a 1. Agora é esperar o próximo jogo e ver se o time mantem o mesmo nível apresentado ontem. 

A unica coisa que me deixa um pouco chateado é que o por que esse time não entrou em campo com o mesmo espirito que entrou na segunda etapa, entendo que foi o Argel que dei uma xingada em cada jogador, inclusive acho que ele bateu na cara de cada um. Ele fez mudanças cirúrgicas e fez o Inter ser uma máquina no segundo tempo. Aviso ao Argel e ao Anderson, que por mais que o senhores estavam abaixo de vaias, nada justifica indignação com o torcedor, principalmente você Anderson, por mais que tu tenha destruído o jogo, saiba que o torcedor vive pela paixão.  Vivemos da suas emoções em campo e queremos que o sentimento que temos por esta camisa, seja o mesmo quando tu veste ela. Não faça cara feia, não nos xingue. Jogue sorrindo, assim como fez ontem, lhe prometo que vou aplaudir de volta. Prometo de coração.

"Nos momentos mais difíceis eu estava do teu lado e nunca te abandonei."

Ismael Schonardie|@Ismahsantos

Sem sustos, Palmeiras vence Rio Claro por 3x0

A situação vivida pelo Palmeiras antes do jogo contra o Rio Claro nesta quinta-feira ilustra bem os desfechos de um regulamento patético como o do Paulistão. Lanterna da sua chave, o alviverde começou a rodada podendo entrar na zona de rebaixamento do campeonato, mas com apenas uma vitória retornou ao pelotão da frente e, pior, hoje ainda estaria classificado. Coisas da FPF.

O cenário pré-jogo ainda ganhou um tempero especial daqueles que só o Palmeiras é capaz de colocar em um jogo simples, em casa, diante do pior time do Paulistão. Paulo Nobre entrou contra a própria torcida e criou um clima de protestos silenciosos ao conseguir um decreto que impedisse a entrada de faixas no estádio.

O silêncio que não atrapalhou durante os primeiros quinze minutos, quando o Palmeiras pressionou e criou ao menos três ótimas oportunidades, tornou arrastado um jogo que passou a ficar monótono no restante do primeiro tempo. Com Robinho outra vez mal, o Palmeiras dependia demais de lances isolados do Gabriel Jesus, especialmente quando ajudado por Egídio - que fez boa partida, por mais incrível que isso possa parecer.

Quando parecia que o intervalo viria em 0x0, a torcida resolver quebrar o protesto e cantar. Quase que como aqueles roteiros de cinema, chamou o gol: um minuto depois, Alecsandro desviou e colocou o Palmeiras na frente após toque caprichoso da bola na trave.

Palmeiras não fez grande jogo, mas passou com muita tranquilidade pelo Rio Claro. (Foto: Globo Esporte)
Contra um adversário que ocupa a lanterna com (de)mérito total, estava difícil imaginar uma nova zebra nesta noite. E ficou ainda mais improvável quando Jesus fez linda jogada pela esquerda e passou no meio de três defensores antes de marcar o segundo gol palmeirense. Um golaço! 2x0.

O resto de jogo foi bastante morno e sem graça. O Rio Claro, já entregue ao rebaixamento, pouco fazia para incomodar Prass. O Palmeiras, talvez ainda tenso pelos resultados ruins, também forçava pouco. Mesmo assim, ainda conseguiu o terceiro com Rafael Marques, escorando bom cruzamento de Egídio e consolidando a primeira vitória do técnico Cuca.

A classificação continua complicada. Será preciso vencer o Corinthians no próximo domingo para manter dependendo apenas de si mesmo para avançar à segunda fase. Um tropeço não elimina, mas complica bastante a situação do Palmeiras.  Na outra semana o Verdão ainda tem jogo decisivo diante do Rosário Central, na Argentina. Uma semana para jogar fora ou semestre - ou salvá-lo.

PONTO TÁTICO: Com Barrios em campo e em outra noite fraca de Robinho e Allione, Alecsandro fez às vezes de armador em alguns momentos do jogo. As laterais funcionaram bem, ainda que Egídio e Jean tenham desperdiçado bons espaços. O adversário, porém, não permite grandes avaliações.

O DESTAQUE: A pancada que rendeu um pequeno desmaio ao atacante Gabriel Jesus parece que funcionou para acordá-lo. Recuperado, Jesus não apenas marcou um golaço como foi a grande válvula de escape palmeirense, com dribles, tabelas e boas jogadas de velocidade.

BOLA MURCHA: Em que pese o desgaste das viagens pelo Paraguai, Barrios teve uma partida para esquecer diante do Rio Claro. Mesmo com uma marcação frágil, o atacante errou tudo que tentou e deu sorte que a partida não exigiu mais do que o básico do Verdão. 

Acredite: CRAC 0 x 9 Anapolinos

Na noite de ontem, o CRAC jogou com casa lotada e recebeu o Anápolis numa circunstância especial: ambos lutavam por uma vaga às semifinais do Campeonato Goiano. O estádio cheio viu o Leão do Sul ser goleado por 4 a 1 e mais uma vez, ser derrotado por um clube da Manchester Goiana¹.

Os visitantes abriram o placar aos 19 minutos do primeiro tempo com Michel Platini. O mesmo jogador ampliou aos 30 da etapa inicial. No fim dos quarenta e cinco iniciais, Dimba descontou para os anfitriões. No segundo tempo, David e Lucas Sotero concluíam os tentos do evento no Genervino da Fonseca.

Ao sofrer o primeiro gol, o time celeste demonstrou tamanho descontrole emocional. Abateu-se de tal forma que não soube utilizar o fator torcida para reverter a vantagem do Galo da Comarca², quando vencia o jogo por um a zero. O aspecto psicológico foi o ponto de desequilíbrio entre as duas equipes.

Contra o melhor ataque da competição, o Goiás, a defesa catalana fez uma brilhante partida. No entanto, diante do Tricolor³ sofreu quatro gols?

Nesse estadual, o time celeste enfrentou em três ocasiões equipes  de Anápolis e perdeu todas, veja:
CRAC 0 x 1 Anapolina - 3 pontos para os anapolinos.
Anapolina 1x0 CRAC - 3 pontos para os anapolinos.
CRAC 1x4 Anápolis - 3 pontos para os anapolinos.
Total de Pontos: Times Anapolinos 9x0 CRAC
  
Podemos dizer que próxima fase para a cidade de Catalão, só milagre.

Notas:
1. Cidade de Anápolis.
2. Anápolis Futebol Clube.
3. Anápolis Futebol Clube.

Pedro Silveira || @PedroSilveira7
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