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sábado, 16 de abril de 2016

O maior de Alagoas vence novamente

CSA e CRB são as duas maiores equipes de Maceió e sempre que se enfrentam o clima muda em todo o estado e sempre há uma expectativa maior para ver quem será a equipe vitoriosa no duelo.

Os torcedores azulinos têm orgulho de dizer que seu time é o maior de Alagoas, já que é o maior ganhador de títulos do estado com 37 taças do Campeonato Alagoano. Já os Regatianos se orgulham por terem mais vitórias no confronto direto.

Há sempre um clima de rivalidade entre os torcedores e, ao longo dos anos, pode-se dizer que os Regatianos sempre tiveram uma "vantagem" no sentido "zoeira", já que o CRB disputa várias competições ao longo do ano e o time Azulino apenas o Estadual, esse sem demonstrar um bom futebol.

Entretanto, em 2016 as coisas mudaram e o jogo virou: O CSA é que vem muito bem durante o torneio e tem apenas uma derrota. Além disso, o time ainda está mostrando um excelente futebol com o técnico Oliveira Canindé.

O CRB vem oscilando bastante e não está conseguindo agradar seu torcedor, já que o técnico Mazola Júnior é mais um que não vem acertando e pode sair do clube no decorrer do Estadual se não conseguir bons resultados.

"Clássico é clássico", essa é umas das frases mais ditas em clássicos pelo Brasil e no Mundo. Em Alagoas não é assim tão diferente, principalmente se formos falar de um CSA x CRB. Porém, sempre há aquela leve vantagem da equipe que vem mostrando um melhor futebol no torneio, e este time é o CSA. Com a apenas uma derrota e sem perder como mandante, o Azulão com tinha um leve favoritismo antes do duelo. Além de estar jogando bem, eles ainda golearam o rival por 4x1 na última disputa.

O CRB queria mostrar a seu torcedor que a equipe não se abalou com a derrota em casa para o Murici por 3x1, e nada como um clássico para tentar amenizar resultados negativos.

O JOGO:




1º Tempo
CSA e CRB iniciaram o confronto com muita disposição em campo. Com uma forte marcação, o poder ofensivo dos dois times sentiu dificuldade para penetrar na área adversária. Aos 4', Soares e Olívio se desentenderam em uma jogada faltosa do atacante azulino, mas o árbitro Francisco Carlos do Nascimento não puniu os atletas e ficou apenas na conversa. Aos 10', David Dener finalizou de fora da área para a boa defesa do goleiro Juliano. Logo em seguida, Soares ajeitou a bola para trás e o meia Didira chutou por cima da meta regatiana.
Precisando da vitória para terminar na primeira colocação, o CRB não conseguia assustar o gol de Jeferson, enquanto o CSA havia criado duas oportunidades e começou a sair mais para o jogo. Aos 22', Didira recebeu de Soares, fintou Gabriel e chutou contra a defesa, a bola sobrou para o lateral-direito Choco, que mandou para fora. O Galo conseguiu chegar com perigo aos 29', quando Dakson experimentou de fora da área e chutou a bola à direita da meta azulina.
Na parte final da primeira etapa, os dois times diminuíram o ritmo. As melhores chances foram de finalizações de fora da área. O duelo seguiu truncado e sem fortes emoções. Assim, o árbitro deu por encerrado o tempo inicial do clássico. 

2º Tempo

Sem mudanças, os dois rivais voltaram para a segunda etapa. O Galo retornou melhor do intervalo e começava a buscar mais o ataque. Aos 6 minutos, Dakson cobrou falta para dentro da área, a bola desviou na cabeça de Leandro Souza e entrou no fundo do gol de Jeferson. Gol contra do zagueiro azulino. Aos 9', o lateral-esquerdo Rafinha acertou um chute forte e obrigou Juliano a fazer uma bela defesa. Aos 14', Dakson cobrou escanteio e Diego Jussani cabeceou para fora. A partida voltou mais movimentada, diferente do que foi no primeiro tempo.
Aos 16', o CSA chegou ao empate com João Paulo. O meia recebeu passe de David Dener, invadiu a área e chutou no contrapé do arqueiro regatiano. O gol inflamou a torcida azulina, que começou a empurrar a equipe maruja para buscar a virada. Aos 29', Rafael Oliveira foi lançado por Bismarck, entrou na área e chutou a bola na rede pelo lado de fora. Logo em seguida, João Paulo aproveitou bobeira de Gabriel e bateu cruzado, Soares não alcançou a bola e Diego Jussani afastou o perigo.
Os momentos finais seguiram com fortes emoções. Aos 36', Soares deixou João Paulo na cara do gol, o jogador demorou para finalizar e acertou o goleiro Juliano, que salvou o time regatiano. No rebote, Soares chutou por cima do gol. A virada azulina aconteceu aos 41', Rafael Oliveira passou para Bismarck, que, na frente do goleiro, finalizou com categoria, balançando as redes do Galo. Depois do gol, o CRB pouco fez para igualar o placar e o árbitro Francisco Carlos do Nascimento encerrou a partida.
SEMIFINAIS DO ALAGOANO:
CSA x Murici 
Coruripe X CRB
Ficha Técnica:
Campeonato Alagoano 2016 – 5ª rodada do hexagonal

CSA 2x1 CRB

Gols: CSA (10-João Paulo aos 16' do 2T e 18-Bismarck aos 41' do 2T); CRB (3-Leandro Souza, contra, aos 6' do 2T)

Local: Estádio Rei Pelé, Maceió/AL

Data: 16/04 (sábado)

Hora: 16h

Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (CBF/AL)
Assistentes: Brígida Cirilo Ferreira (CBF/AL) e Wladson Michellângelo Oliveira (CBF/AL)

CSA: Jeferson, Choco, Leandro Souza, Xandão, Rafinha, Jean Cléber, David (Bismarck, aos 12' do 2T), Didira, João Paulo (Cleyton, aos 37' do 2T), Luís Soares e David Dener (Rafael Oliveira, aos 26' do 2T). Técnico: Oliveira Canindé
CRB: Juliano, Bocão, Diego Jussani, Gabriel, Diego, Olívio, Somália, Rivaldo, Dakson (Marcos Aurélio, aos 32' do 2T), Luidy (Érico Júnior, aos 25' do 2T) e Lúcio Maranhão (Neto Baiano, aos 19' do 2T). Técnico: Mazola Júnior
Lucas André ||@luc4s_andre
Linha de Fundo ||@SiteLF

A inesquecível Inter de Milão

No meio dos fanáticos do futebol pelo Brasil, é normal vermos uma admiração muito grande pelos times europeus. Encontramos muitos torcedores de Real Madrid exaltando o craque Cristiano Ronaldo, do Barcelona aplaudindo as grandes exibições de Neymar, Suárez e Messi, do Bayern de Munique, Chelsea, Arsenal, Manchester United, Paris Saint-Germain, entre outros. Isso é comum pois esses são os principais clubes da Europa atualmente. Mas e as equipes italianas? Bom, já tiveram seus tempos de glória. Apesar de não estarem no mesmo patamar dos outros gigantes do continente (com a exceção da Juventus), já tivemos épocas fantásticas com dois italianos tomando conta de tudo. Um deles, com a bela camisa azul e preta, me conquistou com seu futebol magnífico naquele ano de 2010.


O "bicho papão dos títulos", mais conhecido como Internazionale, tinha grandes craques em seu elenco como Diego Milito, Cambiasso, Chivu, Sneijder, Javier Zanetti, Eto'o, Thiago Motta, entre outros jogadores, comandados pelo maestro José Mourinho, que, para mim, ainda é o melhor treinador do mundo. Como era bom ser nerazzurri naqueles tempos. O futebol magistral do time de Milão encantava as pessoas de todas as partes do nosso planeta, e sim, como citei no início dessa matéria, os brasileiros. A Inter de Milão era vista como o Barcelona é hoje. Era temida, respeitada, guerreira. 

A grande final da Champions League que acendeu uma admiração grande de minha parte pela Internazionale foi simplesmente um jogo sensacional. É até meio "clichê" falarmos isso, já que toda final da melhor competição de futebol de clubes é algo incrível. Um jogo único em que todos se reúnem no sofá de casa, sozinho ou com os amigos, com pipoca e refrigerante na mão, como se fosse uma estreia de um filme, mas é apenas para prestigiar um esporte brilhante com os melhores jogadores de todo o mundo. Alguns até acham melhor que uma Copa do Mundo.

Aquela final com o Santiago Bernabéu lotado dividiu as torcidas de Bayern de Munique e Inter de Milão na expectativa eufórica de conquistar o título. A torcida da Inter, empolgada e confiante, fez naquele jogo um mosaico que entrou para a história, deixando ali a marca de quem faria uma grande festa ao apito final. Na partida, o time alemão fazia grandes jogadas pela direita com o astro holandês Robben, deixando a defesa nerazzuri preocupada nos minutos iniciais. Mas também tínhamos um holandês do nosso lado: Sneijder, que controlava o meio-campo e ataque, e chegou a assustar com uma cobrança de falta venenosa. O jogo era bem disputado, mas os setores defensivos faziam sua parte, principalmente o goleiro Júlio César, que, apesar de nunca ter me agradado muito como goleiro na seleção, fazia boas partidas pela Inter.


No mosaico antes do início do jogo, a frase escrita: "...E ora insieme coroniamo il sogno", que traduzindo para o português significa "...E agora juntos coroaremos esse sonho". Os atletas da Internazionale estavam mesmo determinados a coroar esse sonho e, quando Sneijder deu um passe sensacional para Diego Milito abrir o placar, seria difícil impedir o nosso reinado na Europa. O argentino fazia arte com a bola, driblava, dava assistência, batia pro gol. Todos aplaudiam Milito e sua mágica feita com os pés. O Bayern de Munique criava, fazia de tudo e mais um pouco para empatar, mas quando Müller perdeu um gol na cara com uma defesa com os pés do brasileiro Júlio Cesar, mostrava claramente que não era o dia dos alemães. 

Müller continuava tentando de todo os jeitos, mas também começava a brilhar a estrela de cada jogador da Inter de Milão, inclusive de Cambiasso, que tirou um gol com a cabeça em mais uma finalização do atacante alemão. Mesmo assim, eles cresciam na partida e o placar de um a zero passava a não ser tão tranquilo para a Inter. Era nítido que a defesa da italiana não ia conseguir parar o Bayern por muito tempo, então o jeito era marcar mais um gol, não? Milito resolveu isso, como sempre. Com um belo passe de Eto'o para o argentino, que driblou Van Buyten, e bateu colocado para a rede. 


Um gol que explodiu a torcida da Inter em Madrid. Era o gol do título. Todos sentiam aquilo, mas Mourinho, sempre cauteloso, pediu para que deixassem os ânimos e as comemorações para depois o apito final. Era difícil, mas o comandante estava certo. Stankovic abraçava Milito, enquanto o argentino agradecia aos céus pelo segundo gol marcado e a certeza de que a coroação estava próxima. Quando ele saiu do jogo após uma substituição e os 90 minutos estavam próximos de serem concluídos, os jogadores já o abraçavam dando as merecidas parabenizações, enquanto só se ouvia um som de gritos italianos e os alemães se calavam com que viam. As bandeirolas azul e amarela se levantavam na mão de cada torcedor nerazurri só aguardando o juiz terminar o jogo para ser mais um dia histórico para o maior clube da Itália.

Ao fim, muita comemoração e festa nos gramados do Santiago. O orgulho da Inter de ter craques vestindo aquela camisa em 2010 era fascinante. Nos anos seguintes, tivemos infelizmente nossa força diminuída por problemas internos, mas nada que apague a história que construíram. Ainda espero poder ver novamente esse sonho sendo coroado.


"...E ora insieme coroniamo il sogno"


Wagner Oliveira || @wagneroliveiraf
Linha de Fundo || @SiteLF
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