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quarta-feira, 20 de abril de 2016

United vence Crystal Palace e sonha com a Champions

Os Red Devils ainda não desistiram da UEFA Champions League. Na quinta colocação do Campeonato Inglês e não tão longe assim da vaga, a briga está bastante acirrada com Manchester City e West Ham, que estão bem próximos do United.

A equipe de Manchester tem altas expectativas em poder disputar a próxima edição da Champions e vem de bons resultados pela Premier League.

O JOGO:

O Manchester United se manteve vivo na briga por uma vaga na Liga dos Campeões após derrotar o Crystal Palace, em 16º, em casa por 2 a 0, nesta quarta-feira (20), em partida atrasada válida pela trigésima rodada da Premier League.

(Fonte:ESPN Brasil)
Com o resultado, os Red Devils somam 59 pontos, um a menos que o Arsenal, que está em quarto e recebe o West Bromwich na quinta-feira (21), e dois atrás do Manchester City, que deixou o arquirrival encostar ao empatar em 1 a 1 com o vice-lanterna Newcastle na terça-feira. Logo atrás desse bolo, o West Ham, em sexto, chegou aos 54 pontos ao derrotar o Watford por 3 a 1 com dois gols de pênalti do meia Mark Noble.

Em Old Trafford, United saiu na frente logo aos 5 minutos de jogo com gol contra de Delaney. O lateral italiano Darmian ampliou aos 11' da etapa final.

"Estamos felizes com esta atuação, mas deveríamos ter marcado mais gols", lamentou o treinador do time de Manchester, Louis Van Gaal.

A semana sem competições continentais também foi aproveitada para a disputa de jogos válidos pela 27ª rodada.

O Liverpool (7º), que foi responsável pelo adiamento graças a sua participação na final da Copa da Liga inglesa (quando perdeu nos pênaltis para o City), atropelou o rival local Everton (11º) por 4 a 0 no dérbi Merseyside com direito a um gol do brasileiro Philippe Coutinho.

Lucas André ||@luc4s_andre
Linha de Fundo ||@SiteLF

Aos pés do Santa Cruz: Uma exegese futebolística

A rivalidade Bahia x Pernambuco é notória e secular, uma luta irrefragável e incessante pela ascendência da região Nordeste; tem sido assim desde  Duarte Coelho - o fundador de Olinda -  e Pereira Coutinho, primeiro donatário da capitania da Bahia de Todo os Santos. A história não permitiu que se cruzassem, o que não impedia a antipatia de um pelo outro revelada em cartas enviadas ao rei de Portugal. Baianos e pernambucanos, povos orgulhosos de sua cultura e peculiariedades vivem desde então a grasnar e cismar uns com os outros, na tentativa vã de assumir uma pretensa hegemonia sobre o Brasil acima das Gerais. O esporte reflete isso, sejam nos poderosos socos sem coordenação de Reginaldo Hollyfield ou na empáfia jocosa de Todo-Duro - Bahia versus Pernambuco é sempre uma batalha que envolve uma mística carregada de um antagonismo particular; perder significa aceitar temporariamente a condição de coadjuvante.

Esse contexto, óbvio, se estende ao futebol. Dentro dessa carapuça Bahia e Santa são forças similares, origem do povo e torcidas aliadas. Instituições tradicionais que passaram por perrengues no novo século. Vez por outra o destino se encarrega de inverter os pólos e colocar frente a frente  os clubes tricolores. No último ano o encontro tem se repetido e o enredo também.

Passaram-se 160 dias entre dois confrontos decisivos: O da série B, a virada do Santa que representou o turn-point da cobra coral no acesso, quando o time emendou a sequência de triunfos que o promoveu à serie A foi também a condenação final do cambaleante Bahia, que não subiria a partir daquela derrota mesmo que vencesse todos jogos restantes. 

O que mudou no time do Bahia entre 07 de novembro de 2015 e 17 de abril de 2016? Absolutamente TUDO. Desde o comando técnico até todo o time titular: Apenas dois reservas que entraram em campo durante o jogo estavam na Fonte Nova naquela tarde. No lado pernambucano o número sobe para oito, sete titulares - isso sem contar o três desfalques da equipe, remanescentes de 2015.  

A reformulação foi de tal monta que Luisinho, destaque do Santa no acesso, é atualmente reserva do Bahia. Uma leitura apressada poderia indicar isso como um inconteste processo de qualificação do elenco tricolor. Devagar com andor. O Santo não é de barro e o futebol não é afeito a simplificações tão grosseiras.


O time de Doriva é bastante diferente do Bahia da temporada passada e isso não se deve apenas às mudanças do elenco. O time tem excelentes números apesar do desempenho pouco encantador. A proposta mudou, o modelo de jogo é outro e o comportamento durante as partidas também. A essa altura da temporada passada o Bahia se expunha mais, arriscava mais, atacava mais [não necessariamente melhor], pressionava mais.... Empolgava mais. Chegou a duas finais, perdeu o Campeonato do Nordeste mas era apontado como um do favoritos à subir pra série A - mesmo com a necessidade de reforços. Os reforços não vieram, o mingau desandou e o time desmilinguiu quando o caldo entornou. Ficou na segundona.

Esse ano o time fez a melhor campanha da história no Nordestão e manteve a invencibilidade até o fatídico domingo passado. Mas os números não escondem que o desempenho na fase mata-mata foi bem abaixo do esperado: Apenas um jogo razoável contra o Fortaleza no Castelão e duas atuações muito ruins na sequência, minimizadas por empates satisfatórios. Se há algo a extrair de bom dessa dolorosa eliminação é justamente isso: Defeitos são tão evidentes que é impossível ignorá-los.

O principal deles Milton Mendes desnudou em 20 dias. O Santa Cruz que perdeu para o time misto do esquadrão [e quase foi eliminado por isso] era idêntico ao que passou pela Bahia nas semifinais - apenas Uillian Correia chegou como reforço. A mudança na equipe coral foi absurda: Organização, intensidade, transição e recomposição defensiva notáveis para um espaço de tempo tão curto. Depois de assistir os dois jogos da semifinal ficou evidente o motivo pelo qual o Santa classificou. Foi um time que se defendeu melhor quando foi preciso. Um time eficiente com sua estratégia. O Bahia abriu o placar no Arruda, não manteve a vantagem e não saiu derrotado por ter feito um gol casual. Na Fonte Nova o Santa repetiu o expediente da fase anterior contra o Ceará: Soube se defender quando precisava e construiu a vantagem quando teve oportunidade.

Defender-se bem exige menos qualidade e mais aplicação; o Atlético de Madrid de Simeone gabarita isso há pelo menos três temporadas. É ocupação de espaço, transição defensiva rápida e rigidez na zona de marcação; com esses elementos é mais fácil vencer as batalhas individuais independente da qualidade dos seus defensores. 

O erro de Robson [que era reserva de Gustavo e Valongo em 2015] que ocasionou o gol de Grafite não foi aleatório. Ele foi causado pelo adversário que pressionava sempre a saída de bola até ali, quase aconteceu momentos antes e foi 'desenhado' pela aplicação do Santa. Paulo Roberto erra o domínio, perde tempo e acaba tocando apertado para o zagueiro que tinha a opção de Éder para o passe, mas se atrapalha com a bola e permite o abafa. Falta automatismo nas ações e capacidade para decidir rapidamente a ação mais adequada.

A partir do gol o que se presenciou na Fonte Nova foi a mais pura essência do apaixonante futebol. Um jogo com nível de tensão altíssimo, muito mais pra LIBERTADORES DO SERTÃO que LAMPIONS LEAGUE, cenas lamentáveis, aplicação e entrega absurda. Os gols perdidos por Edigar Junio e Hernane fogem a qualquer tipo de explicação lógica, não aconteceram porquê algum tipo de alinhamento astral não confluiu para que as energias convergissem naquele momento. Talvez uma borboleta nas florestas tropicais de Camboja tenha acelerado o batimento das asas criando uma rajada de vento que passou pela ferradura do estádio que fica na direção do Dique. Mistérios sempre hão de pintar por aí.

O Santa Cruz foi novamente o carrasco que vem da quase morte para nos abater; quase sem chance em 2015, quase eliminado em 2016, um time que se reinventa no exato momento em que a única solução é se reinventar. O Bahia segue tateando no escuro e pisando no cadafalso quando se aproxima do último passo. As derrotas prescindem de explicação, mas é preciso entender os sinais. Ou seguiremos dando potentes socos no ar como Reginaldo Hollyfield.   



                                        Alex Rolim - @rolimpato - #BBMP

Futebol Americano Feminino: Conheça o Vasco Patriotas

Um dos esportes que mais crescem no país é, sem dúvida, o futebol americano. Depois de uma temporada com milhões de expectadores brasileiros, a modalidade é cada vez mais falada e mais pessoas se interessam não só em assisti-lo, mas também praticá-lo.



Com a paixão pelo football e a vontade de competir, Tatiana Sabino percebeu que o esporte precisava incluir também o público feminino. Fundadora, presidente e jogadora do Vasco Patriotas Feminino, a capitão do ataque e center da equipe de full pads queria mais.

Tatiana contou que, antes de ter a ideia de criar seu time, precisava jogar com os homens: "Conheci o esporte através da já extinta equipe de beach football Saquarema Tsunamis, em 2003. Era uma equipe masculina na cidade em que eu morava e, por não poder integrar a equipe nas competições, decidi montar um time feminino, o Saquarema Big Riders, que foi fundado em 2004".

O Saquarema Big Riders foi o primeiro time de futebol americano feminino, é o mais antigo em atividade e, assim como muitas equipes masculinas, jogava somente na areia. Após oito anos e títulos do Carioca (2005) e o tricampeonato do Saquarema Bowl (2008 e 2010), elas mudaram de rumo. "Em 2012, fechamos a parceria com o Club de Regatas Vasco da Gama, nos tornando o Vasco Big Riders. Em 2015 nos unimos à equipe masculina e aderimos ao nome Vasco Patriotas", disse Tatiana.

O TIME DE FUTEBOL AMERICANO DO VASCO E AS COMPETIÇÕES

Atualmente o Vasco da Gama conta equipes masculinas, incluindo divisão de base, e femininas, também com a de flag football. Ao todo são aproximadamente 250 atletas, entre eles 90 estão na modalidade feminina.

As meninas jogam duas modalidades e a presidente do Vasco Patriotas Feminino exlicou como elas funcionam:

"Futebol Americano de Grama, que aqui no Brasil muitas vezes é chamado de "full pads", fazendo referência ao uso do equipamento. Essa modalidade é a mais próxima do que é jogado na NFL, tendo como diferença somente algumas regras, pois usamos as regras da IFAF - International Federation American Football. As regras tem o intuito de proteger mais a integridade física dos jogadores, por isso é a mesma usada no College Football (NCAA).

Flag Football 5x5 é o chamado "futebol americano sem contato". As jogadoras portam cintos com flags nas cinturas e para uma jogada ser parada, ao invés do tackle, a adversária tem que puxar esta flag. É uma modalidade dinâmica e que é a mais difundida e evoluída no Brasil, tendo a seleção brasileira participado de dois mundiais e disputando vaga para o terceiro, em jogos eliminatórios no Panamá, para o Mundial de Bahamas ainda este ano".

OS PRECONCEITOS E DIFICULDADES DO FOOTBALL FEMININO


Quem não conhece acha que o futebol americano é um esporte muito violento e muitos que assistem acreditam que é muito masculino por ter muito contato, mas isso não é um problema para as vascaínas: "Tendemos a ignorar esses esteriótipos de gênero que a sociedade sustenta. Apesar de muitos ainda terem esse preconceito, de que o futebol americano é um esporte violento, esse estigma dia a dia vem sendo quebrado, haja vista que o futebol americano é o esporte que mais cresce no Brasil, tendo um aumento de 800% no número de telespectadores de um Super Bowl para o do ano seguinte. Isso mostra que as equipes adeptas aqui no Brasil tem feito um bom trabalho na quebra desse preconceito e ficamos felizes em fazer parte disso".

Como a maioria dos esportes femininos, ainda há muito problema para a evolução da modalidade: "Hoje a dificuldade que encontramos no meio, por sermos mulher, é o fato de que o nosso crescimento é mais lento, no sentido de que é difícil conquistar novas adeptas, difícil o surgimento de novas equipes, pelo menos em comparação ao crescimento exponencial do esporte masculino. Hoje temos mais de 100 equipes masculinas e somente 4 femininas e umas 3 em formação. Isso em relação ao futebol americano. No flag temos mais de 30 equipes no Brasil e o crescimento tem o fator ausência de contato físico como fomentador", ela disse. "Acho que o principal problema que enfrentamos é a resistência das próprias mulheres quanto à pratica do esporte", Tatiana completou.

FUTEBOL AMERICANO NO BRASIL

Recentemente o time masculino conquistou a unificação do campeonato nacional, o que foi uma grande conquista para o esporte. A center falou sobre isso também: "Isso fará com que o esporte ganhe ainda mais fãs, o levará a muito mais lugares e só temos a ganhar com isso, pois é através da prática, do fomento, que atingiremos nosso objetivo geral, que é tornar o futebol americano um esporte aceito e popular".

Nas competições femininas, a união sempre aconteceu: "Apesar de muito menores que eles - ainda - o futebol americano feminino sempre busca unificação. Unir forças para crescermos juntas. Temos uma rivalidade extremamente aflorada, isso é fato. Mas isso não faz com que a gente se divida. Estamos sempre jogando juntas, tomando decisões juntas, buscando crescimento pelos mesmos caminhos, sem nos dividir", explicou Tatiana.

O VASCO DA GAMA



Desde 2012 a equipe carrega o nome do Vasco da Gama, o que aumentou a dedicação do time ao esporte: "Hoje carregamos não somente os nossos sonhos e nossos objetivos, mas também uma nação de mais de 8 milhões de brasileiros. O vascaíno é um torcedor apaixonado pelo clube, não somente pelo do futebol, e onde vamos sempre temos parte da torcida nos incentivando e torcendo. Seja embaixo do sol ou de chuva, na vitória ou na derrota, os vascaínos estão sempre lá. Defender um clube que carrega toda essa história e todo esse sentimento é uma honra para todas nós. Ao sermos abraçadas pelo Vasco, fomos tomadas pelo peso de sua camisa e tudo deixou de ser por nós somente e passou a ser também pelo Vasco e por essa torcida linda que temos muito orgulho de defender em campo".

CAMPEONATOS DISPUTADOS

Hoje, o Vasco Patriotas disputa dois campeonatos nacionais, o Circuito Nacional de Flag Football Feminino 5x5 e o Torneio End Zone, organizados pela Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA) e pela Liga Feminina de Futebol Americano (LIFEFA) respectivamente.

O "Circuito Nacional de Flag Football Feminino 5x5" acontece por etapas: "Jogaremos a Etapa Regional Sudeste 01 em junho, a sede será definida até o final do mês. Dessa etapa regional, em que cinco equipes participarão, três irão para a Etapa Playoffs, em que são disputadas, também, três vagas para a Super Final do Circuito. Integram a etapa Playoffs 3 equipes classificadas do Regional Sudeste 02. Já na super final, participam as três classificadas dos Playoffs Sudeste e as três classificadas dos Playoffs Norte-Centro Oeste", explicou Tatiana.

Já o "Torneio End Zone" ocorre por rodadas, começando em julho. "Até agora temos três equipes confirmadas. Os jogos acontecem na casa do mandante. A casa do Vasco Patriotas é a Portuguesa da Ilha, na Rua Haroldo Lobo, 400, Ilha do Governador", completou a jogadora.



Acompanhar o time feminino é fácil: Como Tatiana lembrou, todas as informações são divulgadas e atualizadas na fanpage do time assim que os organizações disponibilizam.

Agradecemos muito a Tatiana Sabino, que foi muito simpática e se disponibilizou para responder as perguntas.

Mariana Sá 

Aquecimento Olímpico: Rugby Sevens - entrevista com Beatriz Futuro

Mão, bola, chão: Baby Try

Focada em um objetivo, é assim que a atleta de Rugby, Beatriz Futuro Mühlbauer encaminha sua vida. Acompanhando a irmã Cristiana Futuro Mühlbauer, ex-jogadora e atualmente árbitra do esporte, a pequena "Baby", menina de 13 se encantou pelo dinamismo apresentado no jogo, a necessidade de entrega total e a própria cultura a fizeram se apaixonar. Em 2016, mais experiente, o seu objetivo principal é a Olimpíada no Rio de Janeiro.


Heptacampeã sul-americana, Baby busca a medalha olímpica em 2016 (Foto: Estadão)
Para os Jogos Olímpicos é necessário um preparo psicológico e um consciente trabalho da parte física e técnica dos jogadores.  Todo o clima observado no Pan-Americano de Toronto foi considerado uma experiência para agosto, assim como o Evento-Teste, as viagens e recentes competições. Com o ciclo olímpico e o retrospecto de vitórias, o time brasileiro feminino é um dos favoritos a conquista de uma medalha nos Jogos.

“A medalha olímpica é um sonho. Acreditamos que existe uma possibilidade de sairmos medalhistas, mas temos os pés no chão e sabemos onde estamos no cenário mundial. Não estamos participando de todas as etapas do Circuito Mundial e isso nos prejudica um pouco na soma de pontos, tanto que caímos da 9° colocação para a 11° do Circuito Mundial por causa dessa ausência na última etapa, assim fica muito difícil de manter o Brasil no Top 10 do esporte, porém temos um desafio de chegar entre o TOP 6, talvez o TOP 4. O jogo de Sevens proporciona isso, ele é um esporte muito traiçoeiro, onde qualquer piscada de olho pode mudar a partida. O dinamismo do Sevens faz com que seleções menores possam ganhar de outras seleções mais tradicionais, essas coisas acontecem e o tempo é muito curto para permitir erros. Nossos treinamentos estão fortes para sabermos aproveitar todos os vacilos que os adversários derem, e conseguir manter o foco nos dois tempos para poder errar o mínimo possível”, explicou a Pilar da seleção medalhista de bronze no Pan de 2015.

Após 92 anos de um hiato, o Rugby retornou ao calendário olímpico, porém ele apresentou algumas mudanças, como a alteração na modalidade disputada. “O Rugby Seven tem algumas diferenças para o XV, o campo tem as mesmas medidas, porém a quantidade de jogadores jogando e o tempo de jogo são bem diferentes. No XV são 15 atletas para cada time e são dois tempos de 40 minutos. Já no Sevens são apenas sete atletas para cada time e o tempo de partida é mais curto, são dois tempo de sete minutos. Existem algumas peculiaridades também dentro de campo, o chute inicial, a maneira que se marca pontos de bonificação, mas no geral são adaptações que são feitas para que o jogo possa manter o mesmo padrão, porém de forma mais reduzida. Por exemplo o Scrum que é uma formação fixa, no XV são oito jogadores para cada lado, e no Sevens são só três disputando. Existem algumas diferenças, mas o jogo mesmo tem o mesmo modo, passe somente para trás e a bola só pode ser avançada com chutes, o esporte não muda muito da modalidade tradicional”, disse a jogadora do Niterói Rugby sobres as experiências com as diferentes modalidades.

Foi na busca da prática da modalidade tradicional do esporte, o Rugby XV que a jogadora Beatriz Baby cresceu e decidiu passar um tempo aprendendo outra cultura do esporte. “Tive uma passagem de um ano e três meses na Austrália. Foi uma experiência muito boa, estar sozinha em outro país jogando o esporte que amo em outra modalidade, porém foi um desafio enorme, pois tinha que trabalhar, estudar e aprimorar o meu inglês. E o que também foi um desafio grande foi quando eu retornei para o Brasil, por estar longe da seleção tinha que buscar meu espaço novamente, fui barrada da seleção pelo treinador na época pois a filosofia dele era que o grupo já estava fechado e que teria que lutar pela convocação. Tive bons resultados físicos e demonstrei minhas qualidades e consegui reconquistar minha vaga tranquilamente.”


Sua experiência e agilidade agregam ao grupo brasileiro (Foto: Betho Alves/Rugby Mania)
Praia, trilha e música MPB equilibram a rotina da atleta de Rugby Beatriz Futuro. Visto como um esporte de muito contato físico, para a Baby, é considerado mais um jogo de evasão. “A ideia do Rugby não é entrar em um combate físico com o adversário, mas a ideia é totalmente ao contrário. É mais estratégico, onde quem está com a bola tenta ultrapassar a defesa e já os defensores tentam controlar essas invasões e dominar a bola para si. No Brasil jogamos somente a modalidade olímpica, como ela é muito mais dinâmica e com pouca quantidade de atletas, aumenta os espaços para fugir do confronto físico. Dizem ser um esporte mais masculino, porém como disputamos o esporte com outras mulheres não existem essa diferença”, ela ainda ressalta como o Rugby é um esporte bacana que atrai adeptos de outros desportos, como judô, atletismo e futebol, o importante é não ter medo, é ter coragem, ainda mais que as regras existem. 



Na cidade olímpica, no Rio de Janeiro, em 1891 havia mais de 60 mil praticantes de Rugby, agora em 2016, o maior legado é conquistar as crianças, pois quando a futura geração começar a jogar, o esporte crescerá. “O desenvolvimento, também, é graças a projetos sociais temos um crescimento significativo e eles vêm dando muito resultado. Atualmente temos muitos projetos espalhados pelo Brasil, o VOR (Vivendo o Rugby) em Curitiba é um dos maiores da Região Sul, temos também o projeto do São José Rugby, o "Projeto Aprendendo e Jogando Rugby" onde eles levam o esporte para as regiões do interior de São Paulo e que hoje contam com cerca de 800 crianças praticando Rugby. Temos na capital paulista  o Bandeirantes Rugby e o SPAC Rugby que tem seus projetos também, sem falar no Sesi que em parceria com o URA Rugby tem levado o esporte para dentro dos colégios municipais. Já aqui no Rio de Janeiro estamos com alguns projetos um pouco menores na região de Niterói, mas que já contam com 50 crianças participando frequentemente.  Creio que todos esses projetos estão entrando gradativamente no cotidiano de todas as crianças e fazendo assim crescer o Rugby nas categorias de base, com isso teremos um crescimento bem grande que chega até a preocupar com a quantidade de locais adequados para a prática do esporte. Hoje o Rugby tem espaço para todos, é um esporte bem democrático em que todos podem se encaixar, desde a setores mais burocráticos ou até mesmo na arquibancada torcendo e disseminado a paixão pelo esporte.”

Devido a volta aos Jogos Olímpicos, o esporte atraiu apoio e patrocínio. A estrutura dos locais de treinamento e jogos elevou o rendimento e possibilitou aumentar o nível de competitividade, porém, ainda há muito que desenvolver e atrair mais pessoas para se encantarem pelo esporte, assim como a jogadora Beatriz Futuro se emociona “Graças a esse esporte ele me proporcionou momentos únicos na minha vida, e por isso eu estou nele e sou completamente apaixonada.”

Ismael Schönardie | @Ismahsantos
Cássia Moura | @cassinha_moura



Agradecimentos: Beatriz Futuro, Ronald Ricardo e Nymue de Medeiros
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