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sábado, 30 de abril de 2016

Papão vence Galo e avança na Copa do Brasil

(Foto: Fernando Torres/ASCOM Paysandu)
Num dia atípico para a Copa do Brasil, Paysandu e Independente se enfrentaram na Curuzu, no segundo jogo da primeira fase da disputa. O alviazul tinha consigo uma vantagem, já que venceu o primeiro jogo por 2x1 e podia até perder por 1x0 que se classificaria. Mas mais uma vez, o Papão venceu e aumentou sua invencibilidade.

O JOGO

O primeiro tempo foi meio morno, sem muitas chances para ambas as equipes, tanto é que a melhor oportunidade só saiu aos dezoito minutos, quando o cruzamento de Alexandre, teve desvio perigoso na área e por pouco não entrou no gol. O Paysandu tentava atacar, mas acabava se perdendo nas jogadas e parando na zaga do Galo Elétrico. Aos 36’ Cearense chegou com perigo após triangulação com Lucas e Recife, mas sua finalização passou a direita de Baú. Dois minutos depois, Cearense perdeu nova chance, Celsinho roubou a bola e deixou para o centroavante bicolor finalizar, mas ele acabou chutando por cima do gol.

Celsinho comemorando o gol (Foto: Fernando Torres/ASCOM Paysandu)
No segundo tempo, o Paysandu pareceu ter “acordado”, logo no começo da etapa com Gilvan cabeceou para o gol, após sobra de bola na área, mas a bola acabou indo para fora. Aos 7’ Raí foi derrubado na área e o juiz marcou o pênalti para o alviazul, Celsinho cobrou, a bola bateu na trave e entrou, abrindo o placar na Curuzu. O Independente tentou correr atrás do prejuízo, agora precisava de dois gols para levar a partida aos pênaltis e de três para se classificar. Com 23’ a zaga do Papão vacilou e Monga teve grande oportunidade de empatar o jogo, porém seu chute foi para cima. Aos 32’ o Lobo jogou um balde de água fria das esperanças do Galo Életrico, Celsinho avançou e chutou de bico, Baú espalmou nos pés de Raphael Luz que só fez empurrar para o gol, ampliando a vantagem bicolor. Nove minutos depois, o mandante teve outra chance de aumentar o placar, quando Wanderson deixou o marcador para trás e chutou no gol, para defesa de Alencar Baú.

Nas entrevistas depois do jogo, os atletas mal conseguiam falar do jogo de hoje e demonstraram que o foco total está na Copa Verde:

Fizemos um bom jogo e conseguimos a classificação, mas terça-feira o ‘bicho vai pegar’ no Mangueirão. A gente sabe que o adversário é qualificado, assistimos a última partida, mas estamos preparados e creio que será difícil ganhar da gente dentro de casa. Vamos com tudo para não escapar esse título novamente” – disse Ricardo Capanema.

Palavra da colunista: Hoje tivemos alguns destaques negativos, algumas menções honrosas positivamente, mas nenhum jogador conseguiu estar acima da média. Celsinho se saiu bem, fez um gol e participou do segundo, mas ainda não está 100%. Cearense aproveitou que não havia ninguém para substituí-lo e pouco se esforçou. A verdade é que hoje, precisamos muito falar sobre Wanderson e entender porque um atleta que já se destacou em outros times, simplesmente não consegue jogar bem aqui... Mais uma vez, teve uma atuação um tanto quanto desastrosa. Pouco fez e deixou a torcida muito irritada. Quanto a Roniery na lateral, é impressionante a facilidade que os jogadores têm de passar por ele, hoje ele até conseguiu se “fechar” mais, mas ainda assim, têm muito que melhorar.

Próximo jogo: Primeiro jogo da final da Copa Verde é na terça-feira (03), às 20h30, no Mangueirão. O clube paraense enfrenta o Gama-DF.

Próximo adversário da Copa do Brasil: Operário-PR

Com Griezmann em campo, Atlético é quase imbatível

Griezmann precisou de 42 segundos para deixar seu gol. Foto: www.amrca.com
Não foi uma partida brilhante, mas foi o suficiente para seguir na cola do líder Barcelona. O único gol do jogo foi feito por Antoine Griezmann, que entrou no segundo tempo e precisou apenas de 42 segundos para abrir o placar e dar a vitória ao time colchonero. Com essa vitória, o Atlético continua com 85 pontos, assim como o Barça.

O jogo:

O Atlético entrou em campo sabendo que qualquer resultado que não fosse a vitória significaria perder a disputa do título da Liga Espanhola. Mesmo sabendo que o duelo era decisivo, o treinador Diego Simeone optou por poupar alguns jogadores como Griezmann, Felipe Luís, Savic, Koke e Fernando Torres para a partida de volta da Champions.

No primeiro tempo o que vimos foi um time completamente fora de ritmo tanto na parte física como a parte técnica. Isso é até aceitável pelo fato de ter quatro jogadores em campo que quase nunca entra no time titular ou até mesmo no segundo tempo de alguns jogos. Vietto, Óliver Torres, Gámez e Kranevitter foram os escolhidos para iniciar o jogo. Já a parte física é completamente aceitável pelo o simples fato que o time está num momento de decisões tanto na Liga dos Campeões e na própria Liga Espanhola.

Mas voltando ao jogo, o time não jogou bem sentiu muita as ausências de alguns jogadores. A primeira parte o Atlético até que teve algumas oportunidades de gol, mas não conseguia colocar a bola para dentro do gol. No segundo tempo, o treinador Diego Simeone viu que tinha que mudar e no início do segundo tempo colocou Koke no lugar de Gabi, mas a verdade era que parecia que não tinha feito muita diferença. Quando o treinador percebeu essa dificuldade no jogo não pensou duas vezes e colocou em campo o francês Antoine Griezmann, o jogador precisou de uma bola e de 42 segundos para abrir o placar e dar a vitória para os colchoneros.

O serviço estava feito para o treinador Simeone, a vitória estava na mão, agora era só aguentar a pressão que o Rayo impóis ao Atlético, mas a melhor defesa do campeonato e da Europa conseguiu aguentar com sabedoria. O papel da defesa foi fundamental, mas um jogador pouco badalado vem fazendo um grande trabalho e despertando interesse em algumas potencias do futebol, o nome dele é Oblak e está fazendo uma grande temporada só tomou 16 gols em 35 jogos e hoje foi mais que decisivo foi importantíssimo para o time. Com o goleiro inspirado e o francês decisivo, o Atlético saiu com os três pontos e ainda segue na briga pelo o título Espanhol.

O próximo jogo do Atlético de Madrid será na terça-feira (3) contra o Bayern Munique, esse jogo é válido pela semifinal da UEFA Champions League, o Atlético está com uma pequena vantagem já que ganhou o primeiro jogo em casa por 1 x 0.

Resultado da Liga: 36ª Rodada

Atlético de Madrid 1 x 0 Rayo Vallecano
Betis 0 x 2 FC Barcelona
Real Sociedade 0 x 1 Real Madrid
Granada 3 x 2 Las Palmas

Classificação:          Pontos

1 Barcelona                   85
2 Atlético de Madrid      85
3 Real Madrid                84
4 Villarreal                     61

Texto escrito por Alzemir Neto, colunista do Atlético de Madrid.

Twitter:

Alzemir Neto: @NeetoMoraes96
Linha de Fundo: @SiteLF

I campioni dell'Italia siamo noi

A derrota do Napoli para a Roma na tarde da última segunda-feira fez com que "La Vecchia Signora" comemorasse com três rodadas de antecedência o seu 34º título da série A (32 contabilizados pela FIGC, que anulou dois títulos da Juventus em 2006 depois do escândalo do "calciopoli", mas tanto time quanto torcida consideram 34, pois alegam que foram ganhados em campo, mas isso é tema para outro debate).


A festa pelo 5º título é mais que merecida, pois quem vê esse segundo turno avassalador, quase que perfeito tem que olhar para traz e lembrar que o começo da temporada não foi essas mil maravilhas com o time chegando a ficar em 13º lugar na classificação geral e praticamente todos na "velha bota" davam como certo o título do Napoli.

Não só foi um campeonato de recuperação, mas como de remontagem do elenco que sofreu muitas mudanças em relação ao time que foi vice-campeão da Europa. Com as saídas de Pirlo, Vidal e Tevez como seus principais jogares e do técnico-bandeira-ídolo, Antônio Conte que foi dirigir a seleção italiana, o time do Piemonte teve que se reformular bastante e para isso trouxe reforços como Mandzukic, Quadrado e possivelmente o mais importante de todos Dybala que junto com os remanescentes Claudio Marchisio e Paul Pogba fizeram com que o meio campo bianconero não perdesse a qualidade do setor que era um dos pontos fortes da equipe nos últimos anos.

Esse título também é um presente para o técnico Massimiliano Allegri, que nunca foi unanimidade entre os torcedores e que foi muito contestado após a eliminação da Champions para o Bayern, responsabilizado por fazer alterações equivocadas no jogo e com isso fez o time perder a força e acabar levando a virada do time da Baviera.

Superada a eliminação no torneio continental a Juventus seguiu derrubando seus adversários que vinham pela frente e de quebra com um time praticamente reserva foi passando de fases na Copa da Itália e em uma semifinal que poderia ser roteiro de filme, eliminou a tradicional rival Inter dentro do San Siro - Giuzeppe Meaza em Milão, se classificando para a final contra o Milan que será disputada no estádio Olímpico em Roma no próximo dia 21 de maio.

De uma temporada que parecia perdida a uma temporada com o goleiro que ficou mais tempos sem levar gols pela Série A, foram 973 minutos sem que conseguissem vazar o experiente Gigi Buffon, chegando as quartas de final da UCL, classificando-se para a final da copa nacional com o time reserva e podendo levantar a taça pela 11ª vez e sendo fechado com chave de ouro com a conquista do Scudetto.

Para a próxima temporada fica o desafio de voltar a ser grande no cenário europeu porque no cenário nacional está cada vez mais gigante.

#FinoAllaFine
#ForzaJuve

Raphael  Prado || @raphael__prado

Inter, sejamos humildes

O time do Inter sempre quieto, lotado de crises, jogando menos que a bola estava pedindo para ser eliminado para o São José. Algumas coisas ainda não mudaram, seguimos jogando pouquíssimo, mas muitos diziam que não chegaríamos nem na semifinal, que dirá na final. E os mais otimistas diziam que se chegasse, seria uma final de Copa do Mundo, pois o Grêmio era o "grande time do campeonato". Todo o mar azul estava feliz da vida, ostentando a camisa tricolor pelas ruas, gritando pelas ruas "Dá-lhe tricolor!" e ao ligar a televisão só se olhava louros para o Grêmio e que a taça era deles. E o revés veio a galope, foram quatro dias e tudo mudou, eles perderam de salto alto contra o Juventude em Caxias e contra o Rosário Central fizeram a uma péssima partida, os argentinos jogaram com vontade, já o Grêmio jogou acovardado, pressionado e, desculpe a palavra, totalmente cagados.

Foco, Força e Humildade.
Mas, e daí que o rival não vai levantar o Gaúcho? E daí que ele tomou gols dentro de casa na Libertadores? E se for eliminado, e daí? Não me importo que eles vão completar mais um ano sem tirar a poeira da sala de troféus. Eu não me abalo muito com isso por que o que acontece com eles reflete diretamente dentro do Beira-Rio. A diretoria não vê o seu principal adversário como amedrontador, visto que "ninguém ganha nada por aqui mesmo". Não quero saber dos fracassos do lado de lá, me interesso no sucesso do lado de cá. Estou com saudade de sorrir com o meu time, quero saber dos reforços que precisavam chegar e nem sequer foram anunciados, quero saber da próxima eleição e do que a oposição pode oferecer. Quero saber como podemos transformar essa seca horrível para evoluir e elevar o nosso patamar para o ano que vem.

Embora, claro, eu não vá ser hipócrita com vocês e dizer que eu não dou aquela risadinha e aquela cornetada básica. Não sou de ferro. Mas e agora, contra a velha touca, continuamos freguês?

Sinceramente, somos a zebra do campeonato, por incrível que pareça. Lá em Caxias é ruim de jogar, eles vão dar a vida, estamos indo para a fogueira. Mas o que conforta é que o segundo jogo é dentro do Gigante. Temos que chegar lá na serra humildes como em todos os jogos. O jogo se ganha no campo, no escanteio, na dividida, na bola e na catimba também. Não precisa ser 8 a 1 que nem última vez pode ser 1 a 0 levando a bola para linha de escanteio e matando tempo. Não vamos ser orgulhosos, na era Argel 1 a 0 é goleada.

Ismael Schonardie || @Ismahsantos

Sevilla: Empate copeiro rumo ao pentacampeonato

Gameiro e Carriço comemorando o gol de empate
Nesta quinta-feira, Shakhtar e Sevilla realizaram um grande jogo pela semifinal da UEFA Europa League, em Lviv, válida pela primeira partida. O jogo em si foi marcado por algumas possibilidades reais de gol, mas também por muita estratégia envolvendo as duas equipes. Melhor para os espanhóis, que saíram com um empate e continuam mostrando a cada competição o seu poder copeiro que o torna cada vez mais o time mais respeitado e temido no torneio.

O que se percebeu na partida foi um time, como o Sevilla, bem postado em campo e consciente do que almejava para a partida. A estratégia de jogo armada pelo seu treinador Unai Emery foi bem ousada e equilibrada e buscou explorar melhor as qualidades de sua equipe, que era o trabalho com a bola entre o meio campo e ataque, mesmo jogando com três volantes.

Banega exerceu um excelente papel de transição de jogo e foi um dos grandes responsáveis pelo toque de qualidade essencial para a movimentação de sua equipe. O meia argentino comandava as ações da meia cancha e era o responsável tanto pela marcação mais em cima do meia atacante Kovalenko quanto pela infiltração central com sua movimentação e qualidade no passe

Já no tridente de ataque, se percebia um destaque muito grande do centroavante Gameiro que infernizava a vida dos zagueiros com sua intensa movimentação e sua capacidade de abrir os espaços para a entrada em diagonal dos outros atacantes e jogadores de outros setores de campo. Era incrível perceber como o francês conseguia envolver de uma maneira tão fácil o miolo de zaga ucraniano fazendo com que a equipe espanhola pudesse obter maior êxito em suas jogadas. Por outro lado, o ucraniano Konoplyanka fazia uma partida bastante discreta e não conseguia obter êxito para cima dos seus marcadores, hora o lateral brasileiro Ismailly e hora o seu conterrâneo Stepanenko. Com isso, a efetividade do ataque do Sevilla só não foi ainda maior porque o meia atacante não estava no seu melhor dia e ainda foi substituído no segundo tempo pelo dinamarquês Krohn-Deli (que, pouco tempo depois saiu com uma lesão no joelho, para a entrada de Coke). Por fim, Vitolo teve uma atuação de pouca participação, mas de muito poder de decisão pela sua equipe, conseguindo se movimentar muito bem, tanto pela direita e pela esquerda, além de ajudar na recomposição defensiva.

O ponto negativo esteve na marcação pelos lados do campo. Tanto Escudero e Carrizo (pela esquerda) quanto N’zonzi e Mariano (pela direita) encontraram muitas dificuldades para parar as investidas do meia atacante Marlos, que desequilibrava pelo time ucraniano e foi o responsável pelas melhores jogadas do time adversário. Os centrais da equipe, Rami e Krychowiak, tinham certa dificuldade com o argentino Ferreyra devido a sua movimentação intensa na partida, mas ambos não deram muita chance para o centroavante realizar alguma finalização mais clara contra o gol de Sória.

Comemoração do gol de Vitolo, que abriu o placar para o Sevilla
O Sevilla começou a partida impondo o seu melhor futebol e logo com 6 minutos de partida, o argentino Banega iniciou a jogada pelo meio, foi avançando e tocou para Gameiro enfiar um belo passe para Vitolo limpar com categoria o zagueiro Rakistkiy e finalizar no canto direito de Piatov, marcando um belo gol para o time da Andaluz. Mas o gol de empate saiu aos 23 minutos após a desatenção mencionada no meio campo, onde um lançamento do zagueiro Rakistkiy encontrou Marlos, entre Escudero e o zagueiro Krychowiak, que avançou com sua velocidade e com extrema categoria tocou no canto direito de Soria.

Ainda no primeiro tempo, o time ucraniano cresceu no jogo e conseguiu envolver ainda mais o time espanhol. Marlos desequilibrava na partida e, numa jogada de ponta esquerda, deu um belo corte em Mariano e acertou um magnífico cruzamento para Stepanenko cabecear como um chute e marcar outro belo gol da partida. O jogo deu uma efervescência ainda maior e o time ucraniano continuou dominando o primeiro tempo, tendo chances para aumentar o placar antes do fim dos primeiros 45 minutos.

Cabeçada de Stepanenko após bela jogada de Marlos
No segundo tempo a equipe espanhola voltou melhor e muito bem postada em campo fazendo com que o time ucraniano sentisse ainda mais o peso de uma decisão contra uma equipe que conhece bem os atalhos da competição e o domínio espanhol foi aumentando ao longo da partida. Mesmo com a saída de Konoplyanka para a entrada de Krohn-Deli que ficou poucos minutos em campo a equipe ainda manteve a sua qualidade de jogo e o atacante Gameiro se mostrou ainda mais decisivo na partida. Mesmo com um gol mal anulado, sofreu um pênalti mal marcado aos 37 minutos e converteu no meio do gol, colocando o confronto a feição para os espanhóis para o jogo da volta. A equipe também contou com a inoperância do técnico adversário que foi realizar uma substituição somente nos minutos finais da partida, quando Bernard, Wellington Nem e Eduardo da Silva entraram nos lugares de Marlos, Taison e Ferreyra, respectivamente aos 45 minutos do segundo tempo.

A próxima partida será na quinta-feira seguinte, dia 05 de maio, no Sanchez Pizjuán, na Andaluzia. O time espanhol poderá jogar por um empate em 0X0 ou 1X1, ou então, por até uma vitória simples para classificar a mais uma final de UEFA Europa League. No final de semana, o Sevilla volta a jogar o campeonato local contra o Espanyol, no Cornélia Du Prat, em Barcelona.

Plano tático: Shakhtar Donetsk 2x2 Sevilla 

Escalações: Shakhtar Donetsk 2x2 Sevilla
Por Marcos Paulo Fernandes Alves
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