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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Bicampeão Carioca 2016

Capitão Rodrigo levantando a taça (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)
No último domingo (8), os Cruzmaltinos fizeram a festa no Maracanã. O Vasco conquistou o título estadual invicto. O bicampeonato já era esperado pelos torcedores, já que o time havia ganhado a primeira partida, na semana anterior. Como a fé deve andar ao lado do bom senso, nada de comemorar antes da hora.

O título veio sim e trouxe consigo uma enxurrada de recordes batidos. Foi o 24° caneco que o Vasco da Gama levou pra casa e este veio recheado com o bicampeonato (2015/2016) em cima do mesmo rival, o Botafogo. Também é o maior campeão invicto do Rio de Janeiro, com seis títulos. Além disso, foi o primeiro clube que não disputa a série A do Campeonato Brasileiro a ser campeão carioca.

A partida foi de tirar o fôlego, um verdadeiro clássico. As chances de ampliar a vantagem não faltaram, assim como as chances do Alvinegro.  No primeiro tempo tudo igual e equilibrado. Duas finalizações que se destacaram no primeiro tempo foram de Riascos, pelo Vasco e de Gegê, pelo Botafogo.

Logo no início da segunda etapa que as coisas ficaram mais acirradas. Aos 4 minutos Leandrinho marcou de cabeça para o Botafogo. Com passe de Diego, os alvinegros começaram a comemorar uma provável virada. Essa euforia durou pouco. Apenas sete minutos depois o juiz marcou falta e Nenê cobrou direto para Rafael Vaz, que também de cabeça empatou, deixando tudo igual na partida. Com esse resultado o Vasco levava o caneco para São Januário. O Botafogo tentou e fez uma pressão, dando trabalho para Martín Silva, mas o Vasco soube administrar bem a vantagem e mostrou o bom trabalho do elenco e de Jorginho.

Como nem tudo são flores, o Gigante da Colina encarará a dura realidade da Série B, estreando no próximo sábado (14), às 16h, contra o Sampaio Correa, no Castelão. A equipe está confiante para a árdua tarefa de conseguir o acesso para a elite do futebol brasileiro. Mas antes encara o CRB fora de casa, na próxima quarta-feira (11), 21h50, pela segunda fase da Copa do Brasil.

Com susto e muita chuva, Chapecoense é campeã Catarinense


Cleber Santana, Rafael Lima e Nivaldo erguem a taça de campeão catarinense 2016. Foto: Cleberson Silva)
A Chapecoense escreveu mais uma página em sua história neste domingo (8). Com muita chuva, frio e sofrimento, os 15.279 torcedores que compareceram na Arena Condá, para ver Bruno Rangel marcar e empatar a partida em 1x1, e aguardar o apito final do árbitro Sandro Meira Ricci, para soltar o grito de É CAMPEÃO.

A festa começou cedo aos arredores da Arena Condá, muitos torcedores deixaram suas mamães neste domingo de dia das mães para o famoso churrasco com amigos na concentração, e antes da partida recepcionaram os pentacampeões com cantos e muita fumaça verde e branca.

Uma multidão recepcionou os jogadores antes da partida. (Foto: Cleberson Silva)
Guto Ferreira teve apenas um desfalque para a partida, o zagueiro Neto lesionado, o treinador fez apenas uma alteração em relação à equipe que entrou em campo em Joinville no último domingo (1), Ananias autor do gol da vitória, ganhou a posição de Maranhão no ataque.

Com a bola rolando, enquanto a torcida fazia a Arena Condá pulsar, o gramado todo encharcado dificultava a prática do futebol, a única alternativa era em bolas paradas. Sem chances de perigo, aos 14 minutos após uma disputa de bola mais forte entre Josimar e Naldo, o jogador do Verdão ficou caído e o árbitro chamou os capitães Cleber Santana e Bruno Aguiar, e decidiu paralisar a partida, a chuva foi diminuindo e depois de 9 minutos, a bola voltou a rolar na Arena Condá.

Com 34', o técnico Hemerson Maria já havia queimado duas alterações, a primeira por opção técnica, Juninho deu lugar a William Paulista, já a segunda por contusão, Naldo deixou o gramado sentindo dores após choque de cabeça, Kadu foi para a partida.

A chuva forte prejudicou o gramado da Arena Condá no primeiro tempo. (Foto: Cleberson Silva)
Aos 41 minutos, após cobrança de escanteio Pereira encontrou Diego Felipe livre na pequena área, o volante cabeceou sem chances para Danilo, abrindo o placar e colocando fogo na partida, o JEC precisava de mais um gol para ser campeão. A Chapecoense respondeu ainda no primeiro tempo, Cleber Santana aos 52', cobrou escanteio fechado e por pouco não marcou um gol olímpico.

As equipes voltaram para a segunda etapa sem alterações, a única alteração foi em relação ao gramado, agora sem poças de água. Quem aproveitou foi o verdão, e logo aos 7 minutos Kempes foi derrubado na área, o árbitro nada marcou, a bola sobrou para Ananias, depois de bate rebate a bola sobrou para o centroavante que de canhota finalizou nas mãos de Agenor.

A pressão da Chapecoense seguiu aos 10', Cleber Santana cobrou falta e quase surpreendeu Agenor, que caiu e espalmou, no rebote após confusão a bola sobrou para Lucas Gomes que finalizou em cima da defesa tricolor. Aos 12 minutos foi à vez do autor do gol dos visitantes salvar o empate, Lucas Gomes cobrou escanteio, Rafael Lima disputou com a zaga e a bola sobrou nos pés de Kempes que finalizou, o volante bem colocado salvou em cima da linha.

O Joinville ficou mais próximo do título aos 22 minutos, Felipe Alves ajeitou com o peito para Pereira que finalizou de primeira em cima de Danilo, perdendo grande oportunidade de ampliar o placar. E como diz o ditado, quem não faz toma, aos 23', Lucas Gomes deu belo passe para Bruno Rangel, que dentro da área teve calma, para na saída de Agenor, colocar a bola no fundo das redes, empatar o marcador, enlouquecer a Arena Condá e se tornar o artilheiro isolado do Campeonato Catarinense 2016 com nove gols.

Momento em que Bruno Rangel com categoria empata a partida. (Foto: Cleberson Silva)
Após o gol de empate, enquanto a torcida do verdão fazia a festa e aguardava o tempo passar, os jogadores com forte marcação seguraram o placar e depois do apito final do árbitro Sandro Meira Ricci aos 48 minutos, a Chapecoense se tornava pentacampeã do Campeonato Catarinense.

A festa que iniciou no gramado, se estendeu para a Avenida Getúlio Vargas, pintada de verde e branco, a emoção ficou ainda maior quando os jogadores em cima do caminhão do Corpo de Bombeiros desfilaram, uma noite emocionante e histórica para a cidade de Chapecó.

O título vem como presente antecipado para a Associação Chapecoense de Futebol, que nesta terça-feira (10), comemora 43 anos de existência. Uma linda festa está sendo programada para comemorar mais um aniversário do Verdão, a inauguração da loja oficial e a apresentação dos uniformes para as temporadas 16/17.

A Chapecoense volta a campo na próxima quarta-feira (11), quando viaja para Curitiba, para enfrentar o Paraná na primeira partida, da segunda fase da Copa do Brasil, às 19h30, na Vila Capanema.

A CAMPANHA

Chapecoense Pentacampeã Catarinense. (Foto: Cleberson Silva)
O título é indiscutível, com uma campanha excepcional a Chapecoense permaneceu invicta por 15 rodadas, conquistou o primeiro turno com sete vitórias e dois empates, com a melhor defesa e o melhor ataque, entrou para história da competição ao atingir a maior pontuação (23 pontos), com 10 equipes disputando.

Da mesma forma o Verdão seguia imbatível no returno, quatro vitórias seguidas davam a crer que o time conquistaria novamente título, evitando uma futura final. Mas dois empates seguidos e a queda de rendimento, combinado com a ótima campanha do Joinville de Hemerson Maria, renderam a queda da invencibilidade na 7° rodada, na derrota de virada por 2x1 para o Metropolitano, em Jaraguá do Sul. O duelo seguinte diante do Joinville na Arena Condá ainda davam chances matemáticas do Verdão conquistar o returno, mas uma derrota por 3x1 acabou com qualquer chance. Na despedida em Criciúma, com todas as reservas novamente uma derrota, agora 3x2 para o Tigre.

Na tabela geral, com 37 pontos o Verdão conquistou de forma antecipada a vantagem de jogar a grande final em casa, e ainda jogar por dois resultados iguais. E com essa vantagem o Verdão mostrou superioridade sobre o JEC e com uma vitória e um empate sagrou-se pentacampeã Catarinense.

NIVALDO

Há dez anos vestindo a camisa do Verdão, o goleiro e o maior ídolo do clube conquistou seu segundo título. Aos 42 anos, o contrato do jogador se encerra, e agora aguarda o posicionamento da diretoria nesta segunda-feira (9), tudo indica que o jogador se aposente, mas continue na comissão técnica do Verdão.

RAFAEL LIMA

O xerife da zaga da Chape, depois de perder a posição na equipe titular, o jogador jamais reclamou, e sempre mostrou seu amor pelo clube. Rafael Lima esteve presente na final diante do Criciúma em 2013, foi ele o autor do gol na vitória no jogo da volta na Arena Condá, mas não foi o suficiente, deixando o gramado aos prantos. O futuro do jogador ainda segue como de Nivaldo, deve ser decidido nos próximos dias.

CLEBER SANTANA

O capitão do penta, com 32 anos foi um dos principais responsáveis pela campanha do título, um jogador experiente, soube colocar a bola no chão e se tornar o cérebro da equipe. O jogador para a maioria da imprensa é o craque da competição.

BRUNO RANGEL

Estive pensando em como descrever Bruno Rangel em poucas palavras, o jogador contratado em 2013 teve seu nome muito contestado, após sair como refugo do Joinville. No estadual do mesmo ano teve poucas oportunidades, mas foi na campanha da Série B que o atacante mostrou seu brilho, com 31 gols se tornou o maior artilheiro da competição. Em 2014 o jogador deixou o Verdão, embarcando ao Catar, sem muito sucesso acabou voltando no mesmo ano para a Chape, e de gol em gol ia conquistando novamente seu espaço. 2016 foi o ano de marcar seu nome eternamente na história do clube, após marcar três gols na partida diante do Avaí, o jogador atingiu a marca de 65 gols com a camisa verde e branca, superando o ex-atacante Índio com 62 e se tornando o maior artilheiro do Verdão. Mas Rangel não estava satisfeito, faltava o título, e foi dos pés dele que saiu o gol que fez a Arena Condá explodir, e se tornar isolado o artilheiro do Campeonato Catarinense.

GUTO FERREIRA

O treinador que ganhou o apelido de Gordiola fez história na Associação Chapecoense de Futebol, depois de pegar um time afundando em crise depois da demissão de Vinicíus Eutrópio, foi ele que ajeitou os pingos nos “is”, unindo um elenco, conquistando vitórias expressivas, uma virada histórica e levando a equipe até as quartas de finais da Copa Sul-Americana. Em 2016 teve nas mãos o poder de montar sua própria equipe, foi com ela que se manteve 15 rodadas invicta. Após a queda de rendimento foi criticado por algumas opções técnicas. Mas na primeira final, surpreendeu e conseguiu montar uma equipe forte, unida e foi coroado com o título.

TORCIDA

Não existe palavra para descrever essa paixão, o torcedor a cada ano que passa se apaixona mais por este clube, vimos uma cidade pintada de verde e branco nas últimas duas semanas. A cada grito, empurrou a Chapecoense para esta conquista. E como dizem, a união faz a força, e foi com ela que as três torcidas juntas, fizeram uma festa linda na Arena Joinville no último domingo, e mostrou que nem a chuva forte separou esse amor.

Chegamos ao fim de um Campeonato Catarinense com sorrisos no rosto e o orgulho mais do que nunca de um time guerreiro, que representa não só Chapecó, mas sim a região Oeste do estado, de um povo trabalhador e apaixonado por futebol. Para você que acha que o estadual não é importante, um forte abraço, enquanto vocês viram seus rivais disputando o título pela TV, eu estava gritando e comemorando mais um título.

Em 43 anos de existência, são cinco títulos Catarinenses, três acessos nacionais e três anos em uma Série A do Brasileiro, além do mais, nos últimos 10 anos, estivemos presente em cinco finais de estaduais, conquistando três títulos. Prazer, somos Associação Chapecoense de Futebol, e juntos SOMOS MAIS QUE ONZE, SOMOS CHAPECOENSE! Até 2017, querido Campeonato Catarinense.

Marcelo Weber || @acfmarcelo

Na Casa dos Festejos, Santa Cruz é bicampeão Pernambucano

Santa Cruz segura Sport na Ilha do Retiro e conquista o bicampeonato estadual no Salão de Festas,  no placar agregado 1 a 0

Foto: JC Imagem
Festa tricolor na Ilha do Retiro / JC Imagem
Aquela competição que para muitos não valia nada, mas, no final das contas, a rivalidade pesou e o choro foi livre. Jogo muito tenso, pouco técnico e disputado na força, um 0 a 0 que levou o Santa Cruz a conquista do bicampeonato pernambucano diante do Sport na Ilha do Retiro, chegando a 29°conquista estadual sendo cinco nas ultimas seis edições, dentre elas, três conquistadas na casa do rival. 

Foto: JC Imagem
Jogo bastante disputado na grande final / JC Imagem
O jogo não teve muitas jogadas criativas e os lances que chegaram mais perto surgiram em bolas paradas e cruzamentos longos. A primeira bola perigosa do Santa surgiu em uma cobrança de falta de Tiago Costa, quando ele acertou um belo chute no ângulo esquerdo de Danilo Fernandes, que fez uma grande defesa salvando o Leão. A linha de três do Santa Cruz no meio campo, Lelê, Arthur e Keno, não conseguiam articular jogadas pelo setor, e a posse bola era maior para os Rubro-Negros, que não tinham criatividade e arriscavam nos cruzamentos ou em finalizações sem força da entrada da grande área.

Santa contou com defesa sólida e Tiago Cardoso implacável
Tiago Cardoso mais uma vez espetacular  / JC Imagem
Ao não ser criativo e jogando com o regulamento debaixo do braço, o Santa deixava o Sport gostar do jogo e não conseguia aproveitar os contra-ataques. No momento de pressão, o Sport esteve perto de marcar o gol duas vezes. Na primeira, aos 26 minutos do segundo tempo, o zagueiro Henríquez cabeceou na cobrança de escanteio da esquerda para direita e Tiago Cardoso fez um VERDADEIRO MILAGRE, DEFESA EXCEPCIONAL, A DEFESA DO CAMPEONATO. Dez minutos depois, o Sport ainda colocou uma bola na trave com Renê, mas o placar não saiu do zero e o Santa Cruz conquistou o segundo título do ano em apenas uma semana.

Milton Mendes o responsável pelo crescimento da equipe / JC Imagem 
De desacreditado à duas conquistas no primeiro semestre, impressionante o crescimento da equipe com a chegada de Milton Mendes. São dez jogos de inviabilidade e só decisão. Nas decisões do estadual, semifinal e final, foram três vitórias e um empate, sofrendo apenas dois gols. Treinador foi fundamental no resgate da confiança dos jogadores e na arrancada no momento mais crucial das competições.

Melhores Momentos:



FICHA DO JOGO: SPORT RECIFE 0 X 0 SANTA CRUZ

Campeonato: Pernambucano/ Final
Data: 08/05/2016
Hora: 16:00
Local: Recife (PE)
Estádio: Ilha do Retiro
Árbitro: Sebastião Rufino Filho (PE)
Auxiliares: Marcelino Castro e Marlon Rafael (ambos de PE)
Sport Recife
Escalação: Danilo Fernandes; Samuel Xavier, Oswaldo Henríquez, Durval e Renê; Luiz Antônio (Serginho), Rithely, Everton Felipe (Túlio de Melo), Mark González e Gabriel Xavier ; Vinícius Araújo.
Técnico: Oswaldo de Oliveira
Cartões Amarelos: Lelê, Tiago Cardoso e Grafite.
Santa Cruz
Escalação: Tiago Cardosoo; Vítor, Danny Morais, Neris e Tiago Costa; Wellington Cézar, Uilliam Correia, Lelê (Wallyson), Keno (Alemão) e Arthur; Grafite. Técnico: Milton Mendes
Técnico: Milton Mendes
Cartões Amarelos: Luiz Antônio, Túlio de Melo e Rithely.

Bocão || @_SiilvaSCFC

Vitória levanta o caneco na Arena e impõe mais um vice ao rival

Foto: Ecvitoria/Divulgação. 
Se computarmos apenas as decisões entre o Vitória e o Bahia na história dos Campeonatos Baiano, notará que o rubro negro leva ligeira vantagem. E ontem, na Arena Fonte Nossa, mesmo perdendo o segundo tempo do jogo de 180 minutos, o Leão se sagrou campeão baiano de 2016 e aumentou a vantagem no quesito embate em finais.


RESUMO

O time de Doriva entrou modificado em várias questões. A primeira foi no quesito motivação, já que os atletas se lançaram de forma "camicase" a frente; a segunda foi a modificação tática, talvez a mais relevante, pois levou vantagem o tempo todo contra um Mancini que negava-se a alterar a forma de jogar do Vitória; e a terceira foi ter lançado dois laterais de oficio dentro de um 4-4-2 com linhas.

Mancini poderia, por exemplo, com as mesmas peças modificar para 4-1-4-1, sistema que os atletas sabem fazer e melhoraria o buraco que ficou nosso meio campo por conta do jogo em linha do rival, descentralizando nossos encaixe individuais de marcação que tivemos em Juninho e o 8 no jogo do Barradão. 
Esses dois atletas atuaram por dentro no primeiro tempo do jogo de 180 minutos, ontem Juninho ficou de fora e o 7 passou atuar no extremo direito da segunda linha de 4 de Doriva.

Desde 1992, em poucos clássicos vi um Vitória que tem um time razoável, mas bem superior ao do rival, jogar tão mal. A primeira etapa foi bastante preocupante, com atletas com baixa concentração e correndo pouco para um segundo tempo de uma final, principiante o setor de meio e ataque.


Pelo primeiro tempo, não daria para culpar esse ou aquele jogador como mal no jogo, o todo da equipe foi abaixo e o gol do Bahia saiu em falha bem coletiva, apesar de Victor Ramos ser um dos que iniciou a reação em cadeia que resultou numa "bola doida" parar nos fundos das redes de Caique, surpreendido no lance.  


Mancini, na base da conversa, fez seus jogadores voltarem pelo menos mais ligados na segunda etapa, o suficiente para equilibrar mais o jogo. No entanto, continuou jogando muito mal tecnicamente e taticamente. Mas em um lance o resultado do duelo poderia ser outro, quando Kieza controlou bem a bola e fez a escolha errada do canto, 9 não pode perder desses.


Porém, no individual, alguns jogadores começaram aparacer no quesito de luta, destaque para Fárias e Victor Ramos, que em nosso quadro de "Analisando o Contratado" informamos suas limitações, mas também suas qualidades, e uma delas é não arregar em grandes jogos.


Ramon, essa joia do futebol nordestino, jogou abaixo de sua média, perdendo confrontos diretos para o Cone Baiano, numa delas na segunda etapa, quando foi driblado por esse atleta com baixa técnica e quase nenhuma explosão e velocidade. Sorte que a cobertura de Victor foi precisa e sem afobação quando o jogador do Bahia tentou mais um drible. 
O único confronto que Victor perdeu na segunda etapa, e é normal do futebol, foi contra um Henrique rápido e que havia entrado naquele momento, foi o lance de ganhar a frente. 

O Vitória foi campeão com méritos. E o cenário de perder o segundo tempo do jogo trouxe ao clube alguns alertas, principalmente no quesito técnico e de emocional. Apesar de que, mesmo com muito ímpeto do rival, pouco perigo real levou ao gol de Caique.


Alguns atletas ficaram com as pernas pesadas, mesmo sem sequência de jogos alta e com uma semana livre de trabalho, esse impacto na parte física é ocasionado pelo emocional pouco lapidado para jogos dessa magnitude.


Em resumo, quase todo time foi péssimo ontem, parem de querer eleger um BODE. E c
omemore, torcedor Rubro Negro, comemore.


Foto: Ligeirinho do Esporte
Já da diretoria do clube aguardo reforços para até junho, já que o time principal precisa de três jogadores para descer do Aeroporto vestidos com a camisa de titular, e o elenco de pelo menos mais duas peças de qualidade para aumentar a competição.

"NO CAMPO DA LUTA TÚ ÉS O MELHOR". Futebol é no campo!



Foto: TaperaTV
É CAMPEÃO

Seja Sócio SMV!

É isso aí galera!

Por @AdsonPiedade

FICHA TÉCNICA

Bahia 1 x 0 Vitória

Campeonato Baiano (jogo de volta)

Local: Arena Fonte Nova, em Salvador
Data: 08/05/2015
Horário: 16h

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)

Assistentes: Bruno Raphael Pires (Fifa-GO) e Luiz Cláudio Regazone (Asp. Fifa-RJ)
Cartão Amarelo: Amaral, Hernane, Thiago Ribeiro, Marinho, Vander, Éder, José Wellison, Tinga
Cartão Vermelho: Jean (expulso no banco de reservas do Bahia), Lucas Fonseca, Diego Renan, Doriva (treinador), Dedé (expulso no banco de reservas do Bahia) e Norberto (expulso no banco de reservas do Vitória)

Bahia: Marcelo Lomba; Tinga, Lucas Fonseca, Éder e Moisés; Feijão, Paulo Roberto (Juninho), Danilo Pires (Henrique) e João Paulo Gomes (Luisinho); Thiago Ribeiro e Hernane Brocador. Técnico: Doriva.


Vitória: Caíque; José Welison, Victor Ramos, Ramon e Diego Renan; Amaral, Willian Farias e Leandro Domingues (Tiago Real); Vander (Alípio), Marinho (Vinicius) e Kieza. Técnico: Vagner Mancini.

A fé esmeraldina nos deu o título goiano

Pela 26ª vez, o estado se torna esmeraldino. A soberania, a grandeza e a união desse elenco deu o título ao maior clube do Centro-Oeste com uma disputa de pênaltis onde brilhou a estrela do nosso goleiro reserva, Ivan. Eu, como todo torcedor do Goiás, não queria que tivesse ido para as penalidades, mas entendi o porquê daquilo ter acontecido e aproveitei o momento pra colocar toda minha fé em jogo. Deus me ouviu, e o Verdão conseguiu. Essa matéria será um misto de análise com elogios e críticas, agradecimentos e muita emoção de minha parte. O que pra muitos foi só mais um Goianão, pra mim significou muito mais do que isso.

Goiás vence Anápolis nos pênaltis e conquista o 26º título goiano. Foto: globoesporte.com
Como toda vez, fui empolgado para o Serra Dourada esperando não só uma vitória, mas o troféu de campeão goiano. Era um jogo complicado. O Anápolis vinha de um ano brilhante e conseguiu ir até a final do campeonato, sendo assim, queria coroar a campanha com o título. Ele não temeu o Goiás e foi pra cima no início ao fim. Praticamente, a bola só rodava nos pés de Felipe Baiano, Lucas Sotero e Marcelinho. O goleiro Ivan já aplicava algumas boas defesas nos primeiros minutos de jogo e a angústia do torcedor verde só crescia.

Ao menos, quando íamos ao ataque, a bola chegava com mais consistência e melhor para os atacantes. Nós criamos um pouco mais. Enderson percebeu que o jogo se ganha no meio de campo, e com o Léo Sena de titular, vimos uma boa melhora. No nosso primeiro ataque, Juninho cruzou rasteira para o garoto chegar no carrinho e marcar o primeiro gol dele como profissional logo na decisão do campeonato. Memorável.

Nós vencíamos, mas o Anápolis atacava mais. Não sei se poderíamos julgar tanto a defesa do Goiás no jogo de hoje, pois a forma como Waldemar Lemos conduzia o ataque do Goiás foi impressionante. Era uma velocidade extraordinária e não tomamos muitos gols porque a sorte estava do nosso lado. O Galo conseguiu um empate que nos deixou com um gosto amargo em um chutaço de Welder no finalzinho do primeiro tempo. O clima de penalidades começava a parecer mais real naquele momento.

Enderson fez boas mudanças colocando Patrick no lugar do Juninho, Cassiano no lugar de Carlos e Daniel Carvalho, depois de muito tempo voltando a campo, no lugar de David. O Goiás estava mais adaptado ao jogo, mesmo com Galo da Comarca criando cada vez mais e com mais perigo. Veio o pesadelo, vieram os pênaltis. O empate persistiu no placar mesmo com o Goiás dando uma engrenada no finalzinho e quase Rafhael Lucas foi o cara da partida, mas desperdiçou a chance mais clara de gol.

Eu apenas me lembrei da disputa de pênaltis contra o River-PI na Copa do Brasil desse ano, e achei que perderíamos de novo. Foi quando me veio em mente o momento daquela derrota. Eu estava na arquibancada de trás ao gol e me lembrei de uma garota no qual fui apaixonado (ainda sou) e como eu sonhava muito com aquele título nacional que nunca ganhamos, eu olhei para o céu e disse: "Eu já perdi ela, mas me deixe ganhar isso". Nós perdemos. Eu fiquei cabisbaixo e achei que era um sinal de que eu realmente não teria nenhuma chance de retornar à uma paixão do passado. Quando me vi, nesse domingo, na mesma situação, eu rezei muito ao lado do meu melhor amigo que estava de mudança e era o último jogo em que veríamos juntos no Serra Dourada. Ajoelhei-me e repetia "Eu tenho fé", "Nós vamos ganhar".

Jogadores do Verdão comemoram a conquista do título estadual. Foto: globoesporte.com
Quando Ivan fez a defesa no pênalti cobrado por Leandro Euzébio, eu caí em lágrimas e agradeci muito a Deus por ter ouvido minhas preces. Só ele sabe o que eu passei nesses dias difíceis de angústia, saudades e carências de amor. Rafhael Lucas bateu o pênalti e confirmou o título, e eu, ainda emotivo, não parava de agradecer. Esse sim foi um sinal de que eu tenho que ter fé de que em um futuro próximo, tudo dará certo e eu vou recuperar as pessoas que eu amo. Por isso, esse título goiano teve muito mais significado para mim do que o normal. Foi uma fé esmeraldina que me deu motivos pra continuar acreditando e indo em frente, a aprender mais e encarar aquilo que os outros chamam de "loucura".

Foi o meu time, mais uma vez, que me deu aquela vontade de viver e de agradecer as pessoas que estão por perto de mim. Eu começo essa semana, com certeza, com ânimos renovados e também com mais um jogo para guardar na cabeça. Isso sim foi emocionante. Agora é pensar na Série B, pensar em quem vem para reforçar o elenco e pensar em mais um título para a nossa conta. Eu tenho fé de que somos capazes. Se for pra ser, será!

A fumaça verde sobrevoou o Serra Dourada nesse domingo. Foto: globoesporte.com
Wagner Oliveira || @wagneroliveiraf
Linha de Fundo || @SiteLF
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