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terça-feira, 17 de maio de 2016

Fantasma assombra Paysandu no Paraná

Na noite desta terça-feira (17), o Paysandu voltou aos gramados para jogar a segunda fase da Copa do Brasil. Dessa vez, o clube paraense tinha pela frente o Operário-PR no Estádio Germano Krüger. O Papão precisava vencer por dois de diferença para eliminar o jogo de volta e chegar a terceira fase da competição.


O JOGO

A primeira chance do jogo saiu aos 11 minutos quando o Paysandu chegou após uma triangulação entre Roniery, Celsinho e Rafael Costa, o último bateu de primeira e a bola acabou indo para fora. Os donos da casa responderam aos 17' com chute de Washington após "bobeira" de Roniery, que acabou não resultando em nada. Aos 29' o Operário chegou novamente e de forma ainda mais perigosa, quando Chicão acertou a trave. Três minutos depois, Juan Sosa foi expulso e o Papão ficou com um a mais.

(Foto: Luciano Mendes)
No segundo tempo, o Operário precisou de 14 minutos para finalizar com perigo e chegou bem. Após falha grosseira de Fernando Lombardi, Washington aproveitou e abriu o placar em Ponta Grossa. O Paysandu tentou, sem sucesso, penetrar a área do Fantasma e levar perigo a defesa. Aos 30', Crystian foi expulso e as duas equipes ficaram com dez em campo. No finalzinho, Peixoto cruzou para Alessandro, mas o lateral não conseguiu chegar a tempo para completar.

Palavra da Colunista: Parece que a ressaca dos títulos ainda não acabou. Mesmo com um jogador a mais por mais de trinta minutos, o Paysandu não conseguiu fazer absolutamente nada. Hoje Lombardi falhou mais uma vez, foi a terceira nos últimos três jogos.

Próximo confronto: O Paysandu volta a jogar neste sábado (21), contra o Oeste, às 16h, no Mangueirão.


FICHA TÉCNICA:
Paysandu: Emerson, Roniery (Crystian), Lombardi, Gualberto, Lucas, Ricardo Capanema, Augusto Recife, Paulinho (Wanderson), Rafael Costa, Celsinho e Leandro Cearense. Téc: Dado Cavalcanti.
Operário-PR: Juninho, Alessandro, Douglas Mendes, Juan Sosa, Peixoto, Chicão, Lucas, Serginho Paulista, Washington, Rafinha (Fredson Baiano) e Lucas Batatinha (William Lira). Téc: Gérson Gusmão.
Arbitragem: Bráulio da Silva Machado, Helton Nunes e Alex dos Santos.
Cartões amarelos: (PSC) Leandro Cearense, Celsinho, Roniery e Capanema. (OPE) Juan Sosa, Lucas Batatinha.
Cartão vermelho: (OPE) Juan Sosa (PSC) Crystian

Dezessete gols separaram o Manchester United da UCL

Dezenove, esse era o número exato de gols que o Manchester United precisava fazer diante do modesto Bournemonth  para conseguir a vaga na UEFA Champions League. A partida seria realizada na manhã deste domingo (15), mas uma suposta bomba encontrada nas arquibancadas do estádio suspendeu o duelo, que foi remarcado e realizado nesta terça (17).

O JOGO:

O Manchester United venceu o Bournemouth por 3 a 1 no estádio Old Trafford, no jogo de encerramento da Barclays Premier League. Com gols de Rooney, Rashford e Ashley Young, os Diabos Vermelhos garantiram vaga na UEFA Europa League e vão embalados para a final da Copa da Inglaterra no próximo final de semana.


Agora com 66 pontos, o United retomou o quinto lugar. Apesar de ter o mesmo número de pontos do rival Manchester City, quarto colocado, o clube perde no saldo de gols, primeiro critério de desempate, e fica fora da Champions League.

(Fonte:Fox Sports)
Os dois gols primeiros gols dos mandantes foram feitos em jogadas bem trabalhadas. Aos 43 minutos do primeiro tempo, o primeiro surgiu a partir de uma boa tabela de Martial com Mata na entrada da área, o jovem francês cruzou rasteiro, Rashford deixou passar e Rooney concluiu. Aos 29' da segunda etapa, o segundo começou dos pés de Rooney quando o camisa 10 lançou para Valencia, que ajeitou de cabeça para Rashford e o jovem chutou de primeira para as redes.

No final do jogo, aos 41 minutos, Young ampliou a vantagem após grande lançamento de Rooney, quando o camisa 18 recebeu sozinho dentro da área, dominou no peito e virou batendo para o gol. Aos 47', o Bournemouth descontou em um lance feio em que um rebote de De Gea sobrou para Afobe, que bateu mal na bola e ela desviou em Smalling, parando no fundo da rede.

Lucas André ||@luc4s_andre
Linha de Fundo ||@SiteLF

Juiz de Fora não merece o Tupi ou o Tupi não merece Juiz de Fora?

O Tupi precisa do apoio de Juiz de Fora (Foto: Leonardo Costa)
O Tupi Football Club finalmente fez a sua tão sonhada estreia na Série B do Campeonato Brasileiro, diante do Goiás, na última sexta-feira (14). A partida foi histórica para Juiz de Fora, que viu um clube da cidade disputar a competição depois de 27 anos de espera. Infelizmente, não foi da maneira que muitos imaginavam, já que o Galo Carijó perdeu para o Esmeraldino por 1 a 0 no Estádio Radialista Mário Helênio.

Decepção? Pela derrota não. O time enfrentou um adversário difícil, tradicional no país e um dos favoritos ao acesso para a Série A, sem contar que a equipe merecia ter conquistado um resultado melhor, no mínimo um empate. Porém, sobre o jogo falei em outro texto, o foco deste é outro. Este é um desabafo. 

Decepção? Pelo público sim. O estádio deveria estar lotado - pelo menos a minha expectativa era essa - como esteve a Praça Antônio Carlos no dia que o acesso foi conquistado. A partida contra o Goiás foi acompanhada por 1.841 torcedores, sendo apenas 1.444 pagantes, ou seja, os mesmos que sempre estão presentes nos jogos e que acompanham o time normalmente. Nos últimos anos o Tupi frequentou diferentes divisões do futebol brasileiro e até do mineiro, mas nunca sozinho. Em especial, as organizadas Tribo Carijó e Império Alvinegro, as quais não faço parte, mas que tenho profunda admiração. Verdadeiros guerreiros carijós.


Média de público do Tupi no ano - atualizado no dia 12 de maio (Fonte: GloboEsporte.com)
O grande sonho de todos não era a Série B? Pois bem, estamos lá. Mas as desculpas continuam as mesmas de sempre: "O ingresso é muito caro'', "o estádio é mal localizado", "o horário do jogo é ruim", "a diretoria não monta um elenco de qualidade", etc. Concordo com bastante parte disso. Mas porque os outros 1.987 torcedores, em média, não usam essas desculpas para se ausentarem? Deixe-me que lhes respondo com prontidão.

É algo cultural, a maioria dos juiz-foranos são "mistos", isto é, torcedores que torcem para dois times. Não tem nada errado nisso, eu, por exemplo, torço para Tupi e São Paulo, mas na minha opinião a prioridade deve ser dada ao clube de sua terra. Não é o que acontece em uma cidade mineira, já que a prioridade é dada à um time grande, na maioria das vezes do Rio de Janeiro pela proximidade entre as cidades. Recentemente, times cariocas mandaram seus jogos em Juiz de Fora com ingressos custando um absurdo, mas mesmo assim a procura foi grande. A hipocrisia é enorme ao dizer que o ingresso do jogo do Tupi que é caro.

Está na hora da cidade demonstrar apoio ao seu principal clube (Foto: Felipe Couri/tupifc.esp.br)
Mais do que nunca o Galo Carijó precisa de apoio. Talvez seja o momento mais importante de seus 103 anos, e o clube espera crescer no cenário nacional. E isso passa pela torcida, que será fundamental para que o time arrecade, monte elencos melhores e consiga a sua permanência na Série B durante alguns anos para que, assim, possa brigar por algo maior no futuro. Aliás, o que é um clube sem a sua torcida? A pergunta que fica é: Será que nos próximos jogos será diferente? 

Espero que Juiz de Fora mereça o Tupi um dia...

Por: Marcelo Júnior || Twitter: @marcelinjrr

Aquecimento Olímpico: Ginásticas

Por definição do novo dicionário da Língua Portuguesa, a palavra “ginástica” que vem do grego gymnastiké, significa: “A arte ou o ato de exercitar o corpo para fortificá-lo e dar-lhe agilidade. O conjunto de exercícios corporais sistematizados, para este fim, realizados no solo ou com auxílio de aparelhos são aplicados com objetivos educativos, competitivos, terapêuticos etc.”

A definição do dicionário é perfeita e bem explicativa, crianças, jovens, adultos e idosos praticam esse esporte como hobby, recomendação médica ou profissionalmente. Nos Jogos Olímpicos, a ginástica é dividida em três vertentes: Ginástica Artística, Ginástica Rítmica e Ginástica de Trampolim.

Equipe americana de Ginástica Artística na Olimpíada de Londres 2012
Foto: AP Photo/Julie Jacobson
Na ginástica artística, também conhecida como ginástica olímpica, os atletas competem individualmente em até oito aparelhos distintos. Os homens se apresentam no solo, salto sobre a mesa, cavalo com alças, barras paralelas, barra fixa e argolas. Enquanto as mulheres fazem suas exibições na trave, solo, barras assimétricas e salto sobre a mesa. Na categoria masculina, os juízes analisam a força e o domínio do ginasta sobre os aparelhos, no feminino, se dá uma ênfase maior na parte artística e na agilidade das atletas.

A ginástica rítmica é uma ramificação da ginástica artística praticada, a nível de competição, somente por mulheres. Essa modalidade desenvolve harmonia, graça e beleza, em movimentos que combinam expressões técnicas, musicais e teatrais. Os chamados elementos corporais são a base das apresentações individuais ou em equipe, combinando movimentos ordenados e interativos com a música. As atletas utilizam cinco aparelhos em suas performances: corda, arco, bola, maças e fita.

O terceiro elemento da ginástica é o trampolim acrobático. Nessa modalidade, os atletas executam uma série de saltos em um trampolim. O competidor salta até atingir uma altura de 6 metros e então, precisa executar 20 elementos técnicos, que são avaliados por oito juízes. A ginástica de trampolim é praticada tanto por homens, quanto por mulheres.

Lá vem história...

Como a maioria dos esportes, a ginástica surgiu na Pré-história, o homem das cavernas já praticava a ginástica sem técnica alguma, apenas para sobreviver. A modalidade evoluiu na Antiguidade, estacionou na Idade Média, se fundamentou na Idade Moderna e sistematizou na Idade Contemporânea.

A ginástica teria surgido na Grécia Antiga como atividade física e no Egito Antigo com acrobacias circenses, para entreter o povo. A prática da ginástica passou a ser adaptada como treinamento militar, aproveitando seus benefícios físicos e aperfeiçoamento das habilidades corporais.

Em 1793, já na Era Moderna, o professor alemão Friedrich Ludwig Jahn publicou o livro Gimnastik fur die Jugend (Ginástica para a juventude, em português), dedicado especificamente à ginástica, inspirando jovens, usando o orgulho de uma revanche contra as tropas francesas na guerra pela libertação prussiana e unificação alemã, através da prática sistematizada da ginástica. Em 1811, em Berlim, Jahn fundou o primeiro clube voltado inteiramente a prática da modalidade.

Com a popularização e o crescimento do esporte, não demorou muito para, em 1891, ser fundada a Federação Internacional de Ginástica, em Bruxelas, na Bélgica, uma das entidades esportivas mais antigas do mundo. O esporte foi incluído no programa dos primeiros Jogos Olímpicos Modernos, em 1896, em Atenas, apenas para os homens. As mulheres foram incluídas no programa olímpico na edição de 1928, nos Jogos de Amsterdam.

A ginástica rítmica estreou nos Jogos de Moscou, em 1980, apenas como modalidade de apresentação. Quatro anos depois, foi incluída em caráter competitivo nos Jogos de Los Angeles e em 1996, em Atlanta, passaram a ser disputadas provas em equipes. A ginástica de trampolim foi a última a ser introduzida nos Jogos, debutando em Sidney, no ano 2000.

RIO 2016

A delegação brasileira vai levar 17 atletas para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Por enquanto, apenas dois nomes estão confirmados, Natália Gaudio, na ginástica rítmica e Rafael Andrade, na ginástica de trampolim.

Natália Gaudio no Mundial de Glasgow
Foto: Ricardo Bufolin/CBG
Além deles, o Brasil tem direito a cinco vagas na ginástica rítmica por equipe. Na ginástica artística, o país garantiu cinco vagas para a equipe masculina, que se classificou no Mundial de Glasgow. A equipe feminina também garantiu cinco vagas em um evento-teste, realizado em abril de 2016.

Local de competição: Arena Olímpica do Rio

A Arena Olímpica do Rio está localizada no Complexo Esportivo Cidade dos Esportes, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O local será a sede de todas as modalidades da ginástica nos Jogos Olímpicos de 2016.

Arena Olímpica do Rio (Foto: Divulgação oficial Rio 2016)
Construída para receber os Jogos Pan-Americanos de 2007, a Arena comporta 18 mil pessoas e também é conhecida como Arena da Barra ou Rio Arena. O espaço de 92 mil m² tem um plano de responsabilidade ambiental com um sistema de reuso de águas da chuva. Além dos esportes, a Arena também pode receber shows, seminários, formaturas e espetáculos diversos.

Aproveite os jogos! Lucas Felipe (@lsouza73)

LEIA: Aquecimento Olímpico - Taekwondo

Guia da Eurocopa - Grupo C

O grupo C da Euro conta nada mais nada menos com última campeã mundial, a tradicionalíssima Alemanha. Obviamente o chaveamento merece todo destaque no Linha de Fundo.  É muito peso para uma camisa só.

Além dos alemães, e não menos importantes compõem também o grupo as seleções da Ucrânia, Polônia e Irlanda do Norte. Ucranianos e Poloneses a algum tempo vem pedindo passagem, ameaçam incomodar as grandes forças, enquanto a pequenina Irlanda é uma grata surpresa, pode incomodar, contudo na teoria é a surpresa, uma zebra listrada em verde e branco.

Que tal conferir a matéria e conhecer um pouco mais sobre como essas equipes (história, destaques e o caminho na Euro na França)? 




ALEMANHA:

Como apresentar a Alemanha? Fácil resposta, a maior campeão da Europa (e a maior presença em finais). Essa é a história dos alemães na Euro, glórias atrás de glórias.

A esmagadora seleção alemã de onze participações na Euro é dona de três títulos (1972, 1980, 1996), e três vices (1976, 1992, 2008). Foi anfitriã em uma oportunidade, o ano era 1988, mas acabou ficando pelas semifinais diante da Holanda de van Basten e Ronald Koeman.



Ficou definido quando sai a convocação. Löw faz uma pré-lista de nomes no dia 17 de maio e, um dia depois do jogo amistoso contra os eslovacos, em 30 de maio, o comandante anuncia os 23 convocados finais para disputa do torneio na França.
Jogador principal da Alemanha: 



O querido de todos, símbolo de lealdade no futebol mundial. Marco Reus com seus quase 27 anos, é o principal jogador da equipe alemã, em sua atual temporada pelo Borussia, atuou 42 vezes, marcou 23 gols e serviu seus companheiros com assistências em 7 oportunidades.

Verdade que hoje é mais um atacante do que um fantástico meia-esquerda de algumas temporadas atrás, mas continua com seu futebol em bom nível. Futebolista Alemão do ano em 2011, quando atuava pelo Borussia M'Gladbach, em 2013, foi eleito um dos 11 melhores jogadores da Europa no Time do Ano da UEFA. Figurou também como o melhor jogador da Bundesliga em 2013-14 em temporada espetacular. Contudo, se esperava um Marco Reus divino na Copa do Mundo de 2014, mas foi atrapalhado por uma lesão que o entristece até hoje.

Expectativa para a Alemanha: 

O esquadrão germânico é o favorito dos favoritos com toda certeza. Um time invejável, 11 craques de bola desde o goleiro ao ponta esquerda. Ou seja, o jejum que completa 20 anos para os alemães e que deve ser quebrado logo mais.

UCRÂNIA:

A antiga parte da União Soviética nunca conseguiu se classificar, apenas no ano de 2012, quando sediou a competição juntamente com a Polônia. Até hoje, se classificou tranquilamente apenas perdendo para Espanha e empatando com Eslováquia e Eslovênia. Em 2012 a Ucrânia caiu ainda na fase de grupos ficando na 3ª colocação, com uma vitória e duas derrotas em três jogos.




Em relação às estatísticas, o retrospecto não é agradáveis para os ucranianos, que vão para a sua segunda participação na competição. Antes disso, o selecionado do leste europeu falhou em tentar se classificar para as Euros de 1996, 2000 e 2004 e também para algumas edições de Copas do Mundo.

Realmente é uma seleção que não teve um passado, digamos fértil, no cenário europeu e mundial.


Jogador principal da Ucrânia:


A Ucrânia vem muito forte pela ponta com Konoplyanka. O ponta-esquerda rápido e habilidoso é uma das esperanças dessa seleção, cuja presença é marcante desde as categorias de base, o jogador é figurinha carimbada desde o sub-17 até o profissional, e muito, mas muito potencial. Atualmente, o jogador atua no Sevilla, da Espanha, e faz excelente temporada, sendo inclusive finalista da Liga Europa.

Expectativa para a Ucrânia:


A Ucrânia espera fazer uma boa campanha, pelo menos passando da primeira fase, o titulo seria inédito, mesmo tendo um bom selecionado, passar da quartas de final seria considerado uma zebra.


POLÔNIA:

Após decepcionar na Eurocopa de 2012 quando, mesmo jogando em casa, acabou eliminada na primeira fase, em último lugar e sem ganhar nenhum jogo, a Polônia embarca para a França disposta a apagar o péssimo desempenho nas edições anteriores.

A classificação veio apenas na última rodada com vitória diante da Irlanda por 2x1. Os poloneses perderam apenas um jogo e fizeram uma campanha bastante segura com o melhor ataque do grupo (33 gols), nove a mais do que a líder Alemanha. Os atuais campeões mundiais, inclusive, foram os únicos a derrotar o selecionado alvirrubro.





Fazendo um breve resumo da história da seleção, a Polônia demorou bastante para participar de uma fase decisiva de Eurocopa. Em que pese o formato inicial, quando participavam apenas as quatro melhores seleções do continente, foi apenas em 2008 que os poloneses conseguiram a vaga para a fase final do torneio. Em 2012 a participação não teve méritos: classificação era automática por ser país sede.

Em ambas as participações, não houve muito com o que se animar. Foram seis jogos, nenhuma vitória e duas eliminações com a lanterna do grupo. Em 2008, derrotas para Alemanha e Croácia, um empate diante da Áustria e apenas um gol marcado não deixaram o sonho de seguir na competição vivo.

Na edição seguinte, os poloneses contavam com o fator casa. O efeito prático, porém, foi mínimo. Depois de dois empates por 1x1 contra Grécia e Rússia, o time que já contava com Lewandowski no comando de ataque voltou a perder para a República Tcheca e terminou da mesma forma de 2008: eliminado.

A pré-convocação do treinador Adam Newalka não teve grandes surpresas em relação às convocações usadas durante as eliminatórias. O grande destaque segue sendo Robert Lewandowski, mas a equipe tem vários jogadores atuando nos grandes centros do futebol europeu. 

O goleiro será Fabianski (jogador do Swansea) e terá Szcesny (Roma) como substituto caso aconteça alguma lesão ou suspensão. A defesa também tem segurança com o bom Piszczek (Borussia Dortmund) aparecendo como grande referência. Glik (Torina) e Cionek (Palermo) também são nomes importantes. No meio-campo, a dupla de volantes titular é formada por Jodlowiec (Legia de Versóvia) e Krychowiak (Sevilla), que dá a segurança necessária para os meias ofensivos, especialmente Blaszczykowski (Fiorentina) e habilidoso Grosicki (Rennes). No ataque, a dupla Lewandowski (Bayern Munique) e Milik (Ajax) promete manter uma artilharia pesada.


Jogador principal da Polônia:

Não poderia deixar de ser Robert Lewandowski. O atacante que ganhou fama internacional jogando pelo Borussia Dortmund nas campanhas de título nacional e de vice-campeonato europeu quando, entre outros, o Borussia goleou o poderoso Real Madrid.


Na atual temporada, Lewandowski não reduziu sua fome de gols. Foi artilheiro do campeão Bayern de Munique e da competição com 30 gols, cinco a mais que o segundo maior goleador.  Como se não bastasse isso, o atacante polonês chegou a fazer cinco gols em um mesmo jogo na goleada de 5x1 diante do Wolfsburg, todos em um intervalo de dez minutos. Pela seleção, o atacante não deixa a desejar. Já marcou 34 gols e promete deixar sua marca em solo francês. A Polônia dependerá bastante do seu desempenho para sonhar alto desta vez.

Expectativa para a Polônia:


A Polônia entra na competição com o desafio de passar de fase pela primeira vez na história, fato esse que é bastante provável. A Alemanha, time mais forte da chave, não assusta tanto quanto pode parecer: os poloneses venceram os alemães no jogo classificatório e ficaram com apenas um ponto a menos do que os atuais campeões.

Irlanda do Norte e Ucrânia não são times mortos, mas absolutamente possíveis de ganhar. A chave do sucesso será não perder pontos para esse dois adversários para conquistar a sonhada vaga. A equipe polonesa, porém, dificilmente passará das oitavas-de-final. Chegar às quartas já pode ser considerado como uma grande conquista.


IRLANDA DO NORTE:


Hora da Zebra Verde e Branca passar pelo Linha de Fundo, hora de falar da Irlanda do Norte.

Apesar do futebol ser praticado na ilha desde os primórdios, até mesmo antes do esporte ser conhecido como tal, a participação da seleção norte irlandesa em competições internacionais ao longo dos séculos XX e XXI foi discreta (Bom pontuar que a seleção disputa competições internacionais como “país independente” desde de 1953). Tanto que o grande George Best (dos grandes jogadores a vestir a camisa do United), na opinião do blogueiro que vos escreve, o maior jogador norte irlandês de todos os tempos jamais pode participar da fase final seja de Copa do Mundo e principalmente de Euro Copa, azar de ambas.






Sobre as competições disputadas, o exército verde e branco (green and white army) jogou três Copas Do Mundo: 1958 (caiu nas quartas de final), 1982 (caiu nas oitavas de final) e 1986 (caiu na fase de grupos) e tem a honra de ser um dos menores países em termos populacionais a ter superado a fase de grupos da competição mundial. Já em relação à Euro, esse time de 2016 fez história, pois essa (2016) é a primeira participação norte-irlandesa na fase final da competição.

Importante pontuar que tal proeza foi feita com louvor, visto que os mesmos se classificaram com o primeiro lugar (21 ptos – 6V 3E 1D) em um grupo com rivais atualmente não tão poderosos, porém tradicionalíssimos no certame europeu (a Romênia de Hagi, a Hungria de Puskas, e a Grécia campeã da EURO em 2004).


A já histórica equipe base comandada por Micheal O’Neill como todo bom time bretão old style praticante do famigerado “footbolton” (perdão fãs do Bolton) tem o seguinte alinhamento – imaginem um 4-4-2 típico: Carrol (Goleiro – Notts County), Cathcart (Lateral Direito – Watford), McAuley (Zagueiro – West Bromwich), Evans(Zagueiro – West Bromwich), Smith (Lateral Esquerdo - Peterborough United), Norwood (meia tanto central quanto lateral pela direita - Reading), McNair (lateral, ala, ponta esquerda – Manchester United), Fergunson (meia central - Milwall), Davis (meia central – Southampton), Washington (Atacante - QPR) e Ward (Atacante – Nottingham Forest).


Jogador principal da Irlanda do Norte:





O jogador mais lúcido certamente é o capitão Steven Davis, meia “box to box” clássico, de passe refinado, e mesma eficiência no ataque e na defesa. Atualmente, joga na equipe do Southampton, da Inglaterra.

Dita a escalação é perceptível que a maioria dos 11 titulares é oriunda de times menores do Inglesão, e a maioria deles assíduos frequentadores da segundona da terra da Rainha. Ou seja, esses caras jogam bola onde os fracos não tem vez. Se não são os melhores tecnicamente, certamente não são. O exército verde e branco já ganhou o troféu saco roxo da Euro, que só seria superado se a seleção do interior de Minas Gerais disputasse tal peleja.


Expectativa para a Irlanda do Norte:


Esta valentia certamente será essencial para os norte irlandeses seguirem para a segunda fase, visto que o Grupo C é no mínimo encardido. O mesmo é composto pela última campeã do Mundo, a Alemanha; e de duas seleções de segundo escalão no certame europeu, entretanto extremamente perigosas: A Polônia do Ministro do STF e artilheiro do Bayern de Munique Lewandowski; e a Ucrânia de Shev... Ops! (desculpe) Yarmolenko (mito do Football Manager) e Konoplyanca destaque do Sevilha e terror do FIFA 16 (maldito).

Dados os adversários acredito que será dificílimo para os bretões avançarem para a próxima fase, contudo o futebol, como diriam os mais velhos, é uma caixinha de surpresas (O Leicester, a Cinderela do Futebol de Clubes, está aí para não me deixar mentir).


Jogos do Grupo C

1ª rodada:

Polônia x Irlanda do Norte - Allianz Riviera - (12/06) - 14h
Alemanha x Ucrânia - Pierre-Mauroy - (12/06) - 17h

2ª rodada:

Ucrânia x Irlanda do Norte - Stade Des Lumiéres - (16/06) - 14h
Alemanha x Polônia - Stade De France (Saint-Denis) - (16/06) - 17h

3ª rodada:

Ucrânia x Polônia - Velódrome - (21/06) - 14h
Irlanda do Norte x Alemanha - Parc Des Princes - (21/06) - 14h

Produzido pelos colunistas: 

Felipe Calheiros || ALEMANHA
Gabriel Pereira || @Um_Carvoeiro || UCRÂNIA
Stéfano Bozza || @stebozza || POLÔNIA
Matheus Valle || @MhFernandes89 || IRLANDA DO NORTE

Linha de Fundo || @SiteLF
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