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sábado, 21 de maio de 2016

Procura-se gols

O Paraná Cube completou a marca de três jogos sem marcar gols e a torcida paranista começa a se perguntar por onde anda o badalado ‘quarteto ofensivo’ de Claudinei Oliveira? Com exceção a Nadson, que mantém uma regularidade, e Lucio Flavio, que é fraco mesmo, o que acontece com Valber, Robson? O que vem causando a má fase da equipe Tricolor?

Fonte: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
O primeiro tempo da equipe contra o Bahia foi bastante fraco. Vimos uma equipe que parecia nervosa, ansiosa para marcar de qualquer jeito. Vimos um Paraná que jogava basicamente na base do chutão, coisa que não estávamos acostumados a ver. O principal jogador da 1ª etapa, Nadson tentava criar, mas não conseguia furar a defesa baiana. A principal chance veio só aos 44’, quando Robson cruzou e Valber mergulhou pra tocar de cabeça e exigir boa defesa de Lomba.

As expectativas aumentaram para o segundo tempo, Jean saiu machucado e Claudinei colocou o time pra frente, com mais um meia. Além disso, Robert assumiu a vaga de Lucio Flavio na frente. Na teoria uma beleza, já na prática... Com a saída de Jean o Tricolor ficou totalmente exposto atrás e levava seguidos contra ataques do Bahia. A equipe se perdia em campo e o Bahia não aproveitava: a trave e Marcos mantinham o placar zerado na Vila.

O time só foi se reencontrar no final jogo, mesmo assim, por pouco não levou os três pontos. Na primeira, Diego Tavares avançou pela direita e cruzou na medida para Robert, mas ele não acompanhou e a bola atravessou a grande área sem ninguém pra empurrar pra dentro. Pouco depois Nadson recebeu na esquerda e bateu pra boa defesa de Lomba. Em lance semelhante, o mesmo Nadson bateu e carimbou a trave, na melhor chance paranista. 0 x 0 na Vila Capanema e o primeiro ponto conquistado.

Fonte: Giuliano Gomes/PR Press
O terceiro jogo sem vitória mexeu com os ânimos da torcida e parte dela já pede a saída do treinador Claudinei Oliveira. Apesar de não ter um bom elenco, Claudinei conta com boas peças e, como foi dito no último texto, está devendo. Apesar de não acreditar em sua saída, um nome interessante seria Léo Condé, que se demitiu do Bragantino. Claudinei também está sendo contestado pela saída do zagueiro e prata da casa Alisson do time titular. Alisson já demonstrou ser um bom jogador e não merecia perder a vaga, ainda mais para a dupla que chegou agora e se demonstrou perdida no jogo de hoje.

Outro ponto que merece ser citado hoje é a presença da torcida. Como vimos, não dá pra fazer futebol sem torcida hoje em dia, tivemos uma renda líquida de MENOS 16 mil reais contra o Bahia, com ridículos 3500 torcedores na Vila Capanema. Ouvi muitos ‘não dá pra vir no estádio pra ver esse time’. Se está ruim com você apoiando, com você abandonando não vai melhorar mesmo! Se tivermos o sonho do acesso, só abraçando a causa iremos atingir o objetivo, então mais do que nunca, VEM PRA VILA!

O próximo compromisso do nosso Paraná Clube já é na terça feira, contra o Sampaio Corrêa no Maranhão. Se a nossa fase não é boa, esperamos que a do adversário, que perdeu as duas partidas, seja pior. E também que a lei do ex se faça valer, seja com Nadson, Valber ou Robert. PRA CIMA DELES TRICOLOR!

Fellipe Vicentini | @_FellipeS

Goiás 1x1 Londrina: a segunda rodada e o primeiro ponto

Goiás e Londrina se enfrentaram em um jogo que, no início, dava sinais de que seria uma partida extremamente truncada e com poucas chances para ambos. De fato, o primeiro tempo seguiu desta maneira, mas o segundo tempo foi movimentado e a partida pegou fogo.

Foto: Diário de Goiás
Nos primeiros minutos os dois times tinham dificuldade em avançar ao campo ofensivo e ficavam trocando passes na intermediária procurando uma brecha que (quase) nunca aparecia. A única oportunidade que levou perigou foi à finalização de Jô após desvio de Keirrison, que acabou numa defesa sem muitas dificuldades para o goleiro esmeraldino. O Goiás por sua vez tentava pelas jogadas aéreas que quando não paravam nas mãos de Marcelo Rangel, eram cortadas por Matheus. Sim, desta maneira fria e sem graça, a primeira etapa teve seu fim e o intervalo parece ter sido mágico.

Logo aos 9 minutos o Londrina abriu o placar com Igor Bosel que desviou o chute de Zé Rafael, este lance foi polêmico, o jogador do Londrina estava impedido mas não é aceitável dizer que foi erro de arbitragem, uma vez que até a imagem pela televisão confundiu, o impedimento só foi confirmado com a régua do tira-teima e o gol foi confirmado pelo árbitro. Polêmica à parte, o Goiás deu uma resposta rápida e um minuto depois já finalizava com Cléo para achar seu gol de empate. A equipe esmeraldina fazia pressão em busca do gol e a alviceleste explorava os contra-ataques que originavam boas chances com Paulinho e Keirrison. Mas sem marcar, o Tubarão foi dando espaço até que o Goiás teve sua chance e empatou jogo com uma pixotada de Wendel. Dois minutos após o golaço, Wendel foi expulso por uma entrada dura em Sílvio. Os momentos que seguiram à expulsão originaram grandes chances, incluindo duas grandes defesas de Marcelo Rangel e uma furada monumental de Paulinho de frente ao gol.

Foto: imagem mostra o quão duvidoso foi o lance do gol
Mais uma vez o Londrina jogou bem, mas não venceu e em sua segunda partida conquistou o primeiro ponto. Espera-se a recuperação da equipe nas próximas partidas e a conquista das primeiras vitórias que deverão acalmar a relação com a torcida, esta relação segue estranha desde a derrota contra o Cruzeiro, alguns preferem ter paciência e pedir calma e outros se rendem ao momento de baixo rendimento e criticam (certas vezes até de forma exagerada). O fato é que vários momentos o Londrina peca na falta de garra e atenção e estes lances têm sido cruciais e originado gols dos adversários, resta esperar a próxima partida e torcer/rezar para que o time acorde e alcance um bom jogo, com boas finalizações e com gols.

O Goiás veio a campo com Renan, Sueliton, Anderson Salles, Deivid e Jefferson; Wendel, Patrick, David, John Cley (Thalles), Cassiano (Wagner) e Rafhael Lucas (Cléo), time do professor Enderson Moreira.

Cláudio Tencatti escalou o Londrina com Marcelo Rangel, Igor Bosel, Sílvio, Matheus e Léo; Germano, Diogo Roque, Zé Rafael (Júlio Pacato) e Rafael Gaba; Jô (Paulinho Moccelin) e Keirrison (Bruno Batata).

Esta foi uma partida para 2.478 torcedores e com renda de R$ 12000.

Na próxima rodada:
Criciúma x Goiás - 24/05 (terça feira) às 21:30
Londrina x Náutico - 24/05 (terça feira) às 19:15

Vitor Guimarães || @VitorBatata3
Linha de Fundo || @SiteLF

Ponte "surpreende" e vence o Palmeiras no Majestoso

Na tarde deste sábado (21), em um Majestoso vazio, os Pontepretanos presentes viram a vitória da "nega véia" por 2 a 1 sobre o Palmeiras.

Em um primeiro tempo intenso, a Ponte mostrou o poder de sua casa e aproveitou os deslizes do Palmeiras para sacramentar a vitória logo na primeira etapa. Destaque para a atuação impressionante dos jovens Ravanelli e Matheus Jesus, assim como do experiente Felipe Azevedo, os condutores da blitz Pontepretana que chegava ao ataque com perigo e conduzia a partida ao resultado construído, um teoricamente fácil 2 a 1.

Sinalizador poderá render punição a Ponte. (Foto: Rubens Cavallarii/Folhapress)
A blitz surtiu efeito e, em uma falta, Ravanelli cobrou na área, Felipe Azevedo subiu mais que todo mundo e botou no fundo da rede alviverde, até aí 1 a 0 Ponte Preta. Após o gol, a Ponte não desistia de atacar e continuava pressionando, fazendo as jogadas principalmente pelo lado esquerdo, quando Reinaldo chegava à linha de fundo e cruzava. Isso ocorreu repetidas vezes até que, em determinado momento, deu certo, Reinaldo cruzou rasteiro e novamente Felipe Azevedo guardou, finalizando o primeiro tempo com o 2 a 0 para a macaca no placar.

Na segunda etapa, o time de Eduardo Baptista voltou com uma proposta bem diferente, defender-se e deixar, na medida do possível, o Palmeiras sem ações ofensivas. Deu certo e, apesar de conseguir segurar a vitória como deveria, a Ponte Preta apresentou um futebol defensivo e muito ruim. Com isso, o Palmeiras não parou de tentar, mas a solidez defensiva da macaca impedia que o ataque palmeirense agisse.

Eduardo Baptista mostrou seu trabalho tático na construção das linhas defensivas com Jeferson e Reinaldo se passando por alas; e de Tiago Alves, que entrou no lugar de Matheus Jesus, e João Vitor fazendo a cobertura dos dois laterais. Desta forma, o time construiu o resultado e trabalhou em cima dele.

Entretanto, como nem tudo são rosas, no final da partida Moisés conseguiu marcar e o Palmeiras fez pressão no final, fazendo a Ponte quase sofrer o segundo e "perder" com o empate em casa.

Na próxima rodada a Ponte Preta fará uma viagem curta e passará o feriado em São Paulo, onde enfrentará o Corinthians.

Ponte Preta: João Carlos; Jeferson, Douglas Grolli, Kadu e Reinaldo; João Vitor, Matheus Jesus (Tiago Alves) e Ravanelli (Cristian); Clayson (Thiago Galhardo), Wellington Paulista e Felipe Azevedo
Técnico: Eduardo Baptista

Palmeiras: Fernando Prass; Tchê Tchê, Thiago Martins, Vitor Hugo e Egídio; Matheus Sales (Dudu), Jean e Cleiton Xavier; Roger Guedes (Moisés), Gabriel Jesus e Alecsandro (Rafael Marques)
Técnico: Cuca

Local: Moisés Lucarelli, Campinas/SP
Data: 21/05/2016, sábado
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)
Assistentes: Daniel Paulo Ziolli (SP) e Ricardo Pavanelli Lanutto (SP)
Público: 7.061 pagantes
Renda: R$ 233.200,00
Cartões amarelos: Wellington Paulista, Matheus Jesus e Thiago Galhardo (Ponte Preta); Matheus Sales, Tchê Tchê, Thiago Martins e Gabriel Jesus (Palmeiras)
Gols: Ponte Preta: Felipe Azevedo (2)

Palmeiras: Moisés.




Francisco Borja || @BorjaFrancisco_
Linha de Fundo || @SiteLF

Verdão joga mal e perde em Campinas

Depois de ótima estreia diante do Atlético-PR, o Palmeiras não conseguiu repetir a movimentação e os ótimos passes trocados em Campinas e acabou derrotado contra a Ponte Preta por 2x1. A primeira derrota alertava para a necessidade de ser mais regular nas partidas caso queira manter o ritmo positivo nos resultados.

A derrota em Campinas em si não é nenhum absurdo, já que a Macaca costuma complicar nos jogos disputados no Moisés Lucarelli diante dos paulistas – ano passado venceu Santos e São Paulo e forçou um suado empate diante do Corinthians -, mas a atuação do primeiro tempo chamou atenção negativamente. Depois de dez bons minutos iniciais, o Palmeiras simplesmente se perdeu em campo.

Jesus lutou muito, mas foi mais uma figura com pouca inspiração no jogo de hoje. (Foto: Cesar Greco / Palmeiras)
Com Matheus Salles e Jean perdidos na marcação, a Ponte tinha facilidade na troca de espaços e chegava fácil no campo de ataque. Além disso, ofensivamente o Palmeiras não conseguia trocar passes com a mesma tranquilidade da semana passada. A desatenção ficou evidenciada nas bobeiras de marcação que permitiram que a Macaca fizesse dois gols rapidamente, ambos com Felipe Azevedo.

Mesmo jogando mal, o Verdão ainda conseguiu incomodar a meta do goleiro João Carlos em algumas vezes. Na principal delas Cleiton Xavier ganhou de cabeça e quase marcou, mas muito pouco para quem tinha jogado tão bem na primeira partida.

O segundo tempo prometia fortes emoções. Cuca sacou Matheus Salles e deixou o time com apenas Jean na marcação. Apesar da pressão inicial, o Verdão não conseguiu descontar e logo o jogo ficou bem controlado pelo time campineiro. A bola era sempre do alviverde, que terminou o jogo na casa dos 60% no quesito, mas poucas chances de gol foram criadas dos dois lados.

Já no final, o Palmeiras descontou com Gabriel Jesus em lance mal anulado pelo assistente. Um erro tecnicamente grave (a bola veio do defensor da Ponte Preta), mas que não teve influência no placar. Seria um exagero culpar a arbitragem em uma partida que o Verdão simplesmente não jogou.  Ainda deu tempo de descontar com Moisés, gol agora validado, já nos acréscimos.

Se a empolgação pela goleada era descabida, também não há razão para pânico na derrota de hoje. Um jogo ruim que teve como ponto positivo a visão ofensiva de Cuca, que se arriscou a uma goleada para buscar o resultado. O próximo jogo será um bom desafio: o bom time do Fluminense, em casa. É preciso ganhar, mas principalmente jogar bem novamente.

O DESTAQUE: se foi difícil escolher um pior em campo no jogo anterior, hoje foi quase impossível ver um destaque. O “menos pior” foi Tchê Tchê, que repetiu a boa movimentação pelo meio e ajudou nos poucos momentos bons do time.

BOLA MURCHA: absolutamente perdido e substituído no intervalo, Matheus Salles dificultou muito a vida do Palmeiras no primeiro tempo e não conseguiu dar a segurança defensiva que vinha ajudando nas últimas partidas. Apenas um nome, porém, em uma tarde em que nada funcionou bem.

Fluminense e o seu caminho para o título

Fala, Guerreiros!

Após o jogo desta noite (21), ficou claro que novamente iremos sofrer com a arbitragem neste Campeonato Brasileiro. Parece que só falamos da mesma coisa sempre e sempre. Assim fica difícil almejar o G4 e, talvez, o tão sonhado título. Sobre o jogo, deixo apenas o destaque do golaço de Gustavo Scarpa cobrando falta (foto).

Tiago Cardoso até que tentou, mas não conseguiu buscar a bola. (FOTO: FluminenseFC)
Hoje lhes apresento uma tabela planejada com o que, basicamente, o Fluminense tem que fazer para conquistar os objetivos. Confira:

> > > CLASSIFICAÇÃO PLANEJADA < < < *

• No que se refere a pontuação:

- Nenhum time que alcançou os 73 pontos deixou de conquistar o título;
- Nenhum time que alcançou os 63 pontos deixou de ir para a Libertadores;
- Nenhum time que alcançou os 46 pontos foi rebaixado para a Série B.

• Como serão dividido os pontos:

- Em todos os jogos em casa VITÓRIAS são consideradas obrigatórias (exceto em clássicos). Totalizando 51 pontos.
- Todo clássico é obrigatório ao menos o EMPATE. Totalizando 4 pontos.
- Em jogos fora de casa contra América-MG, Coritiba, Figueirense e Santa Cruz a VITÓRIA será considerada obrigatória. Totalizando 12 pontos.
- Em jogos fora de casa contra Atlético-PR, Chapecoense, Cruzeiro, Ponte Preta, Sport e Vitória pelo menos o EMPATE é considerado obrigatório. Totalizando 6 pontos;
- Jogos fora de casa contra Atlético-MG, Corinthians, Palmeiras, Grêmio, Internacional, Santos e São Paulo são considerados derrotas normais. Não irão interferir na pontuação final.

• RESULTADOS apresentados em "gordura" (Atualizado pós Fluminense x Santa Cruz)

x América-MG (F) —> OK —> 0
x Santa Cruz (C) --> Falhou - -> - 2

*Créditos a tabela ao amigo Marcos Coelho.
Saudações Tricolores!

Glory Glory Man United: Red Devils faturam a FA Cup

Depois de uma temporada bastante apática, de altos e baixos e vitórias e derrotas pela Premier League e com o técnico Louis van Gaal sempre com "a corda no pescoço", o Manchester United conseguiu um excelente feito na tarde deste sábado (21): o título da Copa da Inglaterra.

Antes do fim da temporada 2015/2016, nada como um título para encher de orgulho o torcedor Red Devil. Na prorrogação, o United conseguiu virar para cima do Crystal Palace e conquistar a FA Cup pela 12ª vez em sua história, se igualando ao Arsenal como maior campeão do torneio mais antigo do mundo. 

Foto: @ManUtd
O Crystal Palace saiu na frente com Puncheon aos 33' do segundo tempo. Três minutos depois, Mata empatou e levou o jogo para o tempo extra. Na prorrogação, Smalling foi expulso e poderia ter complicado o United, porém, com golaço de Lingard, os Red Devils garantiram mais uma taça.

O JOGO

Muitos escanteios marcaram os primeiros 15 minutos, sendo um para o Crystal Palace e cinco para o United - todos pelo lado esquerdo. A primeira boa chance veio com o time londrino quando Cabaye cobrou falta na área e Bolasie desviou, mas De Gea espalmou. A resposta veio pouco tempo depois, Mata pegou sobra próximo a área e chutou colocado, porém, Hennessey se esticou todo e fez bela defesa com a ponta dos dedos.

O United começou a mandar no jogo e, em cruzamento de escanteio da direita, Fellaini desviou de cabeça com muito perigo. Em sua jogada característica, Bolasie trouxe da esquerda para o meio e soltou uma bomba defendida por De Gea. Na sequência, por conta de uma saída de bola errada, Wickham também experimentou de fora da área, mas errou o alvo.

A primeira vez que o centroavante Rashford resolveu sair da área quase deu certo. O jovem fez bonita jogada pela direita, escapando de Delaney na habilidade e, depois de três pedaladas, ele rolou para o meio e Martial chegou batendo de primeira contra o corpo de Ward, que evitou o primeiro gol do jogo.

Foto: @ManUtd
SEGUNDO TEMPO

Os times voltaram sem mudanças para a etapa final, mas a mentalidade de ambos mudou. O Palace passou a subir a marcação e incomodar mais a saída de bola do United, o que acabou dando mais espaço aos Red DevilsAos sete minutos, Fellaini recebeu de Rashford e mandou uma bomba no travessão. Foi nesse lance que a equipe de Van Gaal iniciou sua pressão e, pouco tempo depois, após muita troca de passe próximo a área adversária, Martial cabeceou na trave.

O Crystal Palace seguia levando perigo em lances de bola parada e não à toa o primeiro gol do jogo saiu assim. Após cruzamento de Puncheon, que acabara de entrar, em escanteio, a zaga afastou e McArthur jogou de volta para a área. O mesmo Puncheon, em posição legal, dominou e soltou uma bomba, estufando a rede do goleiro De Gea. 

Entretanto, o empate não tardou a sair. Três minutos depois, Rooney carregou, procurou espaço e, quando o achou, cruzou para a pequena área. Fellaini dominou mal e a bola caiu em Mata, que, de canhota, igualou o marcador. No último lance do tempo regulamentar, Zaha ganhou no alto de Smalling e chutou com força, mas a bola foi na rede pelo lado de fora.

Foto: @ManUtd
PRORROGAÇÃO

A primeira chance dos trinta minutos decisivos veio dos pés de Zaha quando ele recebeu em ótima posição para finalizar, mas preferiu carregar um pouco mais e acabou sendo desarmado por Smalling já perto de De Gea. Lingard, que tinha entrado no fim do tempo normal, fez bela jogada pelo lado direito e cruzou duas vezes para Fellaini, na primeira o belga pegou mal e na segunda a bola desviou e passou por cima, quase enganando Hennessey.

No último lance da primeira etapa, Smalling se sacrificou pensando em evitar o pior. Em contra-ataque puxado por Bolasie na altura do meio-campo, o defensor do Manchester, que já tinha amarelo, agarrou o jogador adversário pelas pernas e o derrubou, evitando que ele tivesse um campo inteiro sozinho para marcar. Expulsão correta e que não abalou o United.

Logo na volta para o segundo tempo, aos quatro minutos, Lingard pegou a sobra da zaga e encheu o pé, mandando no ângulo do goleiro Hennessey, garantindo a conquista.

Lucas André ||@luc4s_andre
Linha de Fundo ||@SiteLF

Guia da Eurocopa - Grupo D

Já passamos por três grupos contando um pouquinho de cada seleção nessa Eurocopa e agora é hora de conhecer as seleções da Espanha, República Tcheca, Turquia e Croácia. As equipes estarão no Grupo D da competição e será uma disputa duríssima em busca da classificação para as quartas de final.

Conheça sobre as seleções do Grupo D.
Foto: Wagner Oliveira / Linha de Fundo
ESPANHA:


A Eurocopa está a cada dia está mais perto de começar e, com isso, os treinadores estão mais nervosos ou até mesmo indecisos como nunca. A competição sem dúvidas é de alta importância, já que pode instaurar um ambiente de recomeço, esperança ou até mesmo uma crise. Isso depende, claro, do desempenho de cada seleção. A Espanha pode se encaixar em dois desses quesitos, já que é preciso de um recomeço e de uma pequena esperança. 


Deixando de lado um pouco o momento que a seleção vive ou até mesmo os vexames que passou na Copa das Confederações e Copa do Mundo, podemos dizer que a Espanha é uma forte candidata ao título. As atuações da Fúria nesse torneio são de encher os olhos. Já são três títulos na história, sendo dois conquistados nas últimas duas edições e sempre invictos. 

Das 14 vezes que o torneio aconteceu, a seleção espanhola disputou nove e chegou até a final quatro, sendo campeã em três ocasiões. A primeira conquista da Fúria na Eurocopa foi em 1964 contra a União Soviética, já as outras duas foram em 2008 e 2012 contra Alemanha e Itália respectivamente.

Mesmo faltando pouco para o início da Euro, os treinadores preferem esperar ao máximo para divulgar a lista principal da convocação para a disputa do torneio. A seleção espanhola só deve anunciar a lista no final de maio ou no início junho. A Espanha ainda tem alguns jogos amistosos e já anunciou a convocação para o próximo compromisso. 

Goleiros: Iker Cassillas (Porto), David De Gea (Manchester United) e Sergio Rico (Sevilla).

Zagueiros: Juanfran Torres (Atlético de Madrid), Mario Gaspar (Villarreal), Gérard Piqué (Barcelona), Marc Bartra (Barcelona), Jordi Alba (Barcelona), Sergio Ramos (Real Madrid), Nacho, Fernández (Real Madrid) e César Azpilicueta (Chelsea). 

Meias: Cesc Fábregas (Chelsea), Sergio Busquets (Barcelona), Mikel San José (Athletic Bilbao), Sergio Roberto (Barcelona), está substituindo Iniesta lesionado, Koke (Atlético de Madrid), Thiago Alcâtara (Bayern de Munique), Isco (Real Madrid), David Silva (Manchester City) e Juan Mata (Manchester United).

Atacantes: Paco Alcácer (Valencia), Álvaro Morata (Juventus), Aritz Aduriz (Athletic Bilbao), está substituindo Diego Costa lesionado, Nolito (Celta de Vigo) e Pedro (Chelsea).

Principal jogador da Espanha: 



A grande aposta da Espanha para tentar ganhar a Euro é na mistura entre a experiência de alguns jogadores e a qualidade dos mais jovens. Depois que Xavi saiu da seleção, o posto de líder ficou para Andrés Iniesta, que vem fazendo um grande trabalho e é a principal peça espanhola.

Expectativa para a Espanha:


Sem dúvida nenhuma a Espanha é uma forte candidata ao título e as expectativas de todos os espanhóis é de que a seleção ainda tenha muita lenha para gastar. Na fase de grupo eles não terão muito trabalho, já que o grupo é considerado fácil. 

REPÚBLICA TCHECA:


Apesar da República Tcheca não ser muito conhecida através do futebol e nem ter muitos jogadores conhecidos a nível mundial, a seleção Tcheca é uma das mais tradicionais da Europa e também uma das que mais participam da Eurocopa. Presente em 8 das 14 edições do torneio (sem contar a de 2016), o time irá para sua sexta participação seguida. Os tchecos têm muitas histórias para contar e momentos históricos para lembrar.




Para iniciar, um pouco de história: A República Tcheca se tornou independente há apenas 23 anos, em 1993. Nas 7 décadas e meia anteriores, o país era unificado com a Eslováquia, formando o país da Tchecoslováquia. E foi como Tchecoslováquia, que os Tchecos conseguiram escrever o maior feito futebolístico da sua história, ao ganhar a Eurocopa de 1976. 16 anos antes, porém, a seleção tchecoslovaca fazia parte da 1ª edição da Euro, sendo 3º lugar ao derrotar a França por 2x0. Em 1976, em sua 2ª participação, a maior glória da Tchecoslováquia. A fase final que foi disputado na Iugoslávia, foi disputado também por Holanda, Alemanha Ocidental e Iugoslávia. Na semifinal, diante dos holandeses, uma vitória histórica na prorrogação, após 1x1 no tempo normal. Com 2 gols nos últimos 5 minutos da prorrogação, a Tchecoslováquia venceu por 3x1 e foi enfrentar a poderosa Alemanha Ocidental na final. Na final, após abrir 2x0 em 25 minutos, a Tchecoslováquia viu a Alemanha empatar o jogo aos 44 minutos do 2º tempo. O jogo foi parar nos penaltis, onde a Tchecoslováquia fez 5x4 nos penais, e se sagrou campeão europeu de futebol.

Após 1980, a República Tcheca voltou a jogar a Euro apenas em 1996, já independente. E não parou mais de jogar. Nas 5 edições que jogou como nação independente, a República Tcheca perdeu um pouco o estrelismo, apesar de um vice campeonato em 1996, e um 3º lugar em 2004. Em 2000 e 2008, caiu na 1ª fase. Em 2012, os tchecos foram eliminados nas 4ªs de final por Portugal, por 1x0.

Principal jogador da República Tcheca:

O jogador que a torcida mais espera entrar em campo é exatamente Tomas Rosicky. O meio campista, que está jogando há 10 anos no Arsenal, mal entrou em campo na última temporada europeia. Devido a lesões, o jogador participou de apenas 1 jogo. Mesmo assim, o técnico Vrba se mostra confiante na participação do jogador na Euro. O capitão, que completou 100 jogos com a seleção, pode desequilibrar muito a favor dos tchecos, caso não se machuque. Já marcou 22 gols com a camisa tcheca, é o artilheiro entre os convocados.


Expectativa para o República Tcheca:

No grupo da atual bicampeã e favorita à 1ª vaga Espanha e junto com Ucrânia e Turquia, a República Tcheca chega com objetivo de conseguir a 2ª vaga do grupo para as oitavas, ou até mesmo uma das vagas do índice técnico da 3ª colocação. Pensar em chegar mais longe, não é achar muita expectativa pros tchecos, que sempre jogaram bem a eurocopa. O time espera recuperar o estrelismo que tinha até pouco tempo atrás nessa competição. Não são muitas seleções que já chegaram em 5 semifinais, 2 finais e ainda levantou um título nessa competição. Quem sabe, a estrela tcheca volte a brilhar.

TURQUIA:

A Eurocopa 2016 é a grande chance da Turquia deixar uma marca em sua história, pois essa é a seleção mais forte já vista pelos turcos e pelo mundo. Comandado por Fatih Terim e de uniforme novo (um dos mais lindos), eles vão com tudo para a França, prometendo não dar moleza para ninguém e jogar de igual para igual.



A Turquia participou apenas duas vezes da Eurocopa em sua história, uma em 2000, onde foi eliminada logo nas quartas de final, e a outra em 2008, onde parou nas semifinais. Nesse de 2008, onde os turcos chegaram mais longe, seu grupo era formado por Portugal, República Tcheca e Suíça. A Turquia passou em segundo, com o mesmo número de pontos da líder Portugal, mas perdendo no saldo de gols. Nas quartas de final, o adversário a Croácia, onde no tempo regulamentar terminou 1-1, e nas penalidades, deu 3-1 para a Turquia. Eles foram parados na semifinal, onde foram derrotados por 3-2 para a toda poderosa Alemanha, em um grande jogo. E assim, terminava a melhor participação da Turquia numa competição europeia. Nessa oportunidade, Arda Turan já jogou a Euro, e fez dois gols. Apenas um jogador turco integrou a seleção da competição, que foi Hamit Altintop.

Principal jogador da Turquia:




Arda Turan e Hakan Çalhanoglu carregam nas costas a esperança de toda uma nação, onde veem a real possibilidade de comemorarem um título europeu. Arda atualmente joga no Barcelona, onde não conseguiu demonstrar todo seu futebol (e dificilmente conseguirá), já Hakan, é a grande estrela do Bayer Leverkusen, e a forma como pega na bola e enxerga o jogo, amedronta os adversários que forem o encarar.

Expectativa para a Turquia:

Com várias seleções de extrema qualidade (Espanha, Alemanha, Inglaterra, etc), dizer que a Turquia é um grande candidato ao título seria dizer algo leviano, mas eles vão brigar comendo pelas beiradas, quiçá uma chegada a fase final já deixe contente o professor Fatih Terim, mas almejar o título em uma competição tiro curto no modelo de mata-mata é nada demais.

CROÁCIA:

A seleção croata vem se preparando para Euro 2016 com o intuito de vencer pela primeira vez na história o torneio, porém não será fácil, apesar de que nas últimos anos, a Croácia vem crescendo com seu futebol cada vez mais com jogadores experientes presentes nas últimas convocações como Ivan Rakitic e Luka Modric, entre outros.



O treinador Ante Cacic divulgou na última segunda-feira, a convocação da Croácia para a Euro 2016 que será sediada na França. Os principais nomes da convocação foram Ivan Rakitic e Luka Modric de Barcelona e Real Madrid da Espanha. Além da dupla de volantes, outros nomes se destacam que também estão na lista como o meia Mateo Kovacic atualmente reserva no Real Madrid, e a jovem promessa Alen Halilovic de apenas 19 anos, do Barcelona (Emprestado ao Sporting Gijon). Por outro lado a grande ausência, fica por conta do zagueiro Dejan Lovren do Liverpool.

Confira a lista completa da Croácia para Euro 2016:

Goleiros: Danijel Subasic (Mônaco/FRA), Lovre Kalinic (Hajduk Split), Ivan Vargic (Rijeka) e Dominik Livakovic (Zagreb).

Defensores: Darijo Srna (Shakhtar Donetsk/UKR), Vedran Corluka (Lokomotiv Moskow/RUS), Domagoj Vida (Dynamo Kiev/UKR), Ivan Strinic (Napoli/ITA), Gordon Schildenfeld (Dinamo Zagreb), Sime Vrsljko (Sassuolo/ITA), Tin Jedvaj (Bayer Leverkusen/GER) e Duje Caleta-Car (Salzburg/AUT).

Meio campistas: Luka Modric (Real Madrid/ESP), Ivan Rakitic (Barcelona/ESP), Ivan Perisic (Inter de Milan/ITA), Mateo Kovacic (Real Madrid/ESP), Milan Badelj (Fiorentina/ITA), Marcelo Brozovic (Inter de Milan/ITA), Alen Halilovic (Sporting de Gijon/ESP), Domagoj Antolic, Marko Rog e Ante Coric (Dinamo Zagreb/UKR).

Atacantes: Mario Mandzukic (Juventus/ITA), Nikola Kalinic (Fiorentina/ITA), Andrej Kramaric (Hoffenheim/GER, Marko Pjaca (Dinamo Zagreb) e Duje Cop (Málaga/ESP).

Principal jogador da Croácia:




Rakitic é a promessa dos croatas para essa Eurocopa. O camisa 7, que atualmente veste a camisa do Barcelona, vem de boas atuações e pode ser um dos destaques nessa competição, assim como Perisic, Brozovic, Modric e Kovacic. A Croácia não tem uma seleção tão ruim como muitos pensam.

Expectativa para a Croácia: 

A expectativa é de que a Croácia chegue pelo menos a fase final, ou quem sabe aconteça uma zebra de poder brigar por título, coisa que para os croatas seria inédito.

Jogos - Grupo D

1ª rodada:

Turquia x Croácia - Parc Des Princes - (12/06) - 11h
Espanha x República Tcheca - Municipal de Toulouse - (13/06) - 11h

2ª rodada:

República Tcheca x Croácia - Geoffroy Guichard - (17/06) - 14h
Espanha x Turquia - Allianz Riviera - (17/06) - 17h

3ª rodada:

Croácia x Espanha - Stade de Boudeaux - (21/06) - 17h
República Tcheca x Turquia - Stade Felix Bollaert - 17h

Produzido pelos colunistas:

Alzemir Neto || @NeetoMoraes96 || ESPANHA
Fred Kuhnen || @Fred_Metro2002 || REPÚBLICA TCHECA
Roberto Casagrande || @roberto_kza || TURQUIA
Cesare Boralli || @cesareboralli || CROÁCIA

Linha de Fundo || @SiteLF

Dois jogos, dois pontos

(Foto: Fernando Torres/ASCOM Paysandu)
Nesta tarde (21), o Paysandu voltou a jogar perto da torcida, enfrentando o Oeste no Mangueirão. O Papão vinha de um empate na Série B e o clube paulista de uma derrota, quem saísse vitorioso conquistaria os primeiros três pontos na competição. Entretanto, o empate acabou dando a ambos apenas um ponto.

O JOGO

O Paysandu começou o primeiro tempo pressionando. Aos 2 minutos, Ricardo Capanema roubou a bola na frente da área e deu o passe para Rafael Costa, que bateu de primeira, mas Felipe Alves espalmou. Logo depois, novamente o meia do Papão parou no goleiro do Oeste quando soltou uma bomba de fora da área.

O visitante só foi levar perigo aos donos da casa quando o cronômetro marcava 24 minutos, após Ricardo Bueno "gingar" para cima de Pablo e cruzar para Mazinho, que chegou isolando. Passados dois minutos, Mazinho apareceu novamente, Clebson recebeu na esquerda e cruzou para o atleta, que chutou forte mas para fora. Logo depois Alexandro foi derrubado na área pelo zagueiro, entretanto, o juiz sinalizou simulação. Aos 38', Clebson chegou sozinho pela direita, deixou Pablo para trás e cruzou rasteiro para Ricardo Bueno, que dominou e chutou para abrir o placar no Mangueirão.

Alexandro imitando o Lobo (Foto: Reprodução Premiere)
No segundo tempo o Paysandu começou atacando novamente com Rafael Costa, que arriscou de fora da área e viu o goleiro Felipe se esforçar para mandar para escanteio. No minuto seguinte, Roniery cruzou e Alexandre furou o que seria o gol de empate do alviazul. Aos 16', o Oeste respondeu quando Leo Artur driblou Roniery e quase ampliou o placar. Dez minutos depois, após lançamento na área de Rubrão, Gualberto desviou e Alexandro chutou para o gol, o goleiro defendeu e no rebote o atacante mandou para a rede e saiu para comemorar imitando um lobo.

O time da casa, que mandou no segundo tempo, ainda teve chance de ampliar com Capanema aos 30 minutos, quando ele chutou da entrada da área e a bola passou raspando a trave. Nove minutos depois, Ricardo Buena finalizou torto e perdeu a oportunidade de ficar na frente novamente. Placar final: Paysandu 1x1 Oeste.


Palavra da colunista: Pela primeira vez em muito tempo, o Paysandu voltou a atacar mais pelo meio e pouco pelas laterais. Rafael Costa só tem contribuído com chutes de longe. João Lucas péssimo na marcação. A dupla Alexandro-Cearense não deu muito certo, Alexandro precisa de um atacante veloz para acompanhá-lo.

Próximo jogo: Terça-feira (24), às 21h30, contra o Tupi em Juiz de Fora.

FICHA TÉCNICA:
Paysandu: Emerson, Roniery (Edson Ratinho), Pablo, Gualberto, João Lucas, Ricardo Capanema, Augusto Recife, Celsinho, Rafael Costa (Ruan), Leandro Cearense e Alexandro (Raphael Luz). Téc: Dado Cavalcanti
Oeste: Felipe Alves, Francis, Bruno Silva, Velicka, André Castro, Matheus Vargas (Bruno Lima), Clébson, Mazinho (Felipe Diadema), Maurinho, Ricardo Bueno, Léo Artur (Betinho). Téc: Fernando Diniz

Cartões Amarelos: Emerson, Celsinho e Alexandro (PAY) Matheus Vargas e Ricardo Bueno (OES)

Atlético Nacional 3x1 Rosário Central – A doutrinação Verdolaga em Medellín

Foto: ESPN
Para aqueles que encaram a Copa Libertadores como um torneio sanguíneo, de pura emoção e decidida mais na raça do que na técnica, o Atlético Nacional realizou uma partida catedrática em cima daquele que é considerado o melhor time do futebol argentino na atualidade. Quem viu os 180 minutos do duelo entre os postulantes ao título desta edição da Libertadores, verificou que nos dois jogos o time Verdolaga jogou de maneira ofensiva tanto no Arroyito quanto no Giradot, a todo o momento nestes duelos procurou muito mais o gol adversário do que o seu oponente.

A partida de volta entre as equipes mostrou porque o clube colombiano se tornou o melhor time desta edição. Jogando um futebol ofensivo, a equipe comandada por Reinaldo Rueda se mostrou mais feroz neste jogo de volta e massacrou o Rosário nos 90 minutos finais. Mas, para a classificação ser heroica e muito dramática, o roteiro inicial de suspense veio a calhar. Tudo começa no pênalti que não existiu do lateral esquerdo Diaz após a bola tocar em sua mão quando o mesmo estava caído na área. Aos 7 minutos, Marco Ruben bateu a penalidade de forma categórica e abriu o placar para a equipe canalla.

A partir daí, o que se viu foi o time argentino totalmente recuado e “picando” a partida enquanto a equipe colombiana jogava com muito mais audácia e atacava o tempo inteiro. As inúmeras chegadas ao ataque variavam entre o toque de bola na intermediária adversária, enfiadas de bola tanto pelas pontas, quanto no centro da área promovida pelo meio campo venezuelano Alejandro Guerra, e os chutes de fora da área, que são bastante característicos da equipe em todos os jogos.

O técnico Reinaldo Rueda promoveu uma substituição aos 35 minutos do primeiro tempo, que mudaria o rumo da classificação. Ele tirou o volante Perez, de boa partida, e colocou o atacante Orlando Berrio para reverter o quadro de tentar três gols nos próximos 55 minutos. Dez minutos depois, a substituição surtiu efeito e o atacante fez bela jogada para Macnely Torres empatar e fazer o jogo virar um verdadeiro Pandemônio para o adversário.


Após o intervalo, o técnico sacou do time Jonathan Copete e colocou outro atacante mais agudo, Pablo Ibarguen entrou com mais uma opção de tentar abrir a defesa canalla. Logo com 1 minuto do segundo tempo, a bola lançada ao ataque verdolaga contou com uma falha absurda do zagueiro Donatti. A bola chegou no atacante Marlos Moreno, que enfiou um belo passe para Alejandro Guerra. O meia pegou cara a cara com Martin Sosa e tocou na saída, virando a partida e colocando mais 45 minutos de esperança.

O jogo passou a ganhar contornos mais dramáticos e a pressão exercida pelo Atlético Nacional se tornava cada vez mais insustentável. Diversas chances de gols eram criadas e o terceiro parecia ser questão de tempo. Aliado a isso, tinha o perigo dos contragolpes do Rosário Central, o que poderiam causar uma frustração maior caso ocorresse o gol de empate. Porém, ainda assim a partida desenhava um jogo de ataque contra defesa e cada minuto que passava o time colombiano encurralava o adversário no seu campo defensivo.

Aos 47 minutos, o atacante Marco Ruben teve a chance de matar o confronto com uma bola que pegou cara a cara com o goleiro, mas resolveu tentar rolar para o Lo Celso, que não conseguiu a finalização e facilitou o corte da defesa. Aos 49' o golpe de misericórdia finalmente foi dado e a justiça futebolística foi realizada em campo, premiando a melhor equipe da competição. Ibarguen recebeu a bola na intermediária e partiu para a jogada individual, carregou com muita técnica, habilidade e raça, foi a linha de fundo e cruzou de canhota. Henriquez ganhou no alto de Donatti e cabeceou, dando o passe para Berrio complementar para o fundo da rede, conseguindo um resultado épico e heroico.




A partida acabou com aquele clima característico de Libertadores, o Atlético Nacional garantiu a sua classificação e agora vai enfrentar o São Paulo após a Copa América Centenário. Antes, a equipe finaliza a disputa do Campeonato Colombiano e com chances de título nesta temporada.





Por Marcos Paulo Fernandes Alves
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