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sábado, 4 de junho de 2016

A lágrima cai no último minuto

Um bom começo de jogo, mas que foi perturbado aos 5' em jogada de Tauã pela esquerda, ele lançou a bola, Romarinho na área bateu e Juliano não conseguiu aplicar a defesa, Avaí 1 a 0. Tentando sair de trás, atacar e marcar, o Galo teve chances com Lúcio Maranhão, mas o atacante não tava no dia dele, mostrava dificuldade nas finalizações para o gol catarinense.


Enquanto uns tentavam atacar, os outros erravam passes. Mesmo sendo mandante, a equipe do Avaí mostrava grande dificuldade em acertar os passes, errava muito e via o CRB subir a marcação e melhorar a posse de bola frente ao gol. Aos 25' Luidy mesmo marcado, achou Gérson Magrão e soltou a bola nele, o meia ajeitou e bateu forte no canto esquerdo do goleiro Renan que não conseguiu alcançar a bola.

Houve muito equilíbrio no final da primeira etapa, as equipes tentavam marcar o segundo gol, jogadores recebendo cartão amarelo pelo jogo pegado que foi, Juliano fez belas defesas quando foi solicitado. Sem mais perigos, assim acabou o primeiro tempo.

No segundo tempo, o CRB tomou conta do jogo, enquanto o adversário segurava a bola no meio e tentava abusar de contra-ataques pelo menos na primeira parte do segundo tempo. Lúcio Maranhão não conseguia encontrar seu poder de finalização e também não ganhava divididas pelo ar, quando era solicitado, mostrou muita dificuldade e foi substituído. Romarinho oferecia um perigo grande ao CRB quando recebia a bola, mas não conseguia marcar o segundo e deu lugar a Neto Baiano já no final da segunda etapa.

Era bem evidente o domínio do Galo, chegando a até mandar bolas na trave e pressionar o goleiro do Avaí. Mas quando o jogo já chegava ao seu fim, Bocão foi expulso de forma direta sem ao menos receber cartão amarelo, mas de forma injusta, o lance era no máximo para cartão amarelo. Olívio que estava como volante, desceu pra lateral direita, e foi segurando, mas no final da partida, já aos 46' em escanteio, Olívio cortou a bola, ela sobrou pra Romarinho, que marcou seu segundo gol na partida, o gol da vitória do Avaí por 2 a 1.

Contratações

Na tarde de ontem, o CRB anunciou a contratação de meia Éder que atuou no clube em 2014 e estava no Água Santa disputando o Campeonato Paulista. Hoje, foi anunciado os atacantes Assisinho e Wellinton Júnior, atacantes de velocidade.

Assisinho que estava disputando a Série B pelo Ceará, atuou na partida contra o CRB em Maceió. Wellinton Junior que não joga desde abril, em partida do Joinville contra o Camboriú pelo Catarinense, onde o jogador marcou o gol da vitória por 1 a 0.

Análise

O time de hoje do Regatas foi a campo com três volantes, um deles atuando como um meia central. Magrão assumiu a camisa de número 10, com a ausência de Dakson. Luidy foi bem utilizado no jogo e pode se dizer que foi uma espécie de garçom na partida, sempre driblando os adversários e tentando deixar os companheiros na cara do gol.

A decadência do CRB continua sendo o seu centroavante. Lúcio Maranhão recebeu oportunidade hoje e fez uma partida horrível, sendo digno até de dispensa. É notável que o torcedor está ansioso, aguardando a estreia de Zé Carlos para que os problemas com o gol acabem.

O próximo compromisso do CRB é já nessa próxima terça-feira no Estádio Rei Pelé, contra o lanterna da competição, Sampaio Correa. O Galo agora ocupa o 9° lugar com nove pontos.

Segunda derrota seguida e o Alerta já deve ser ligado

Com esquemas semelhantes e um jogo bastante amarrado, Santa Cruz perde para o Atlético Pr por 1 a 0, e acumula a segunda derrota seguida.
Jogo decidido nos detalhes (foto: Geraldo Bubniak)
A partida foi intensamente disputada na força física do inicio ao fim, técnica passou longe desse jogo, e o Santa Cruz esbarrou principalmente nas limitações do elenco e na pouca eficiência das finalizações, coisa que não pode ocorrer no esquema proposto por Milton Mendes, o time claramente joga pela famosa "uma bola"  e as ausências, na maior parte do jogo, de Keno e Arthur poupados por desgaste físico, colaborou muito pela ineficiência ofensiva. O atlético esbarrando na forte marcação, encontrou a bola aérea como aliada, e aos 31 minutos Após um cruzamento do lateral Léo, a zaga do Santa afastou mau e a bola sobrou para meia Vinícius, que mandou um chute rasteiro e forte no canto direito de Tiago Cardoso passando muito próximo a trave levando um certo perigo. Aos 34, Lelê recebeu um bom passe de João Paulo na direita e cruzou para Everaldo, que de pé peito chutou cruzado para fazer Weverton trabalhar pela primeira vez no jogo. Antes do fim da primeira etapa, Vinícius ainda teve uma oportunidade chutando da entrada da grande área passando com perigo para linha de fundo. 
Jogo pegado na Arena da Baixada (foto: Geraldo Bubniak)
No segundo tempo o jogo não se desenhou de forma diferente, o atlético continuava sem achar espaços e o Santa bem postado na defesa na expectativa de encaixar um bom contra-ataque. Mas aos 14, veio o gol do Atlético, Vinicius deu um passe para Ewandro na grande área, que tentou um chute cruzado, a bola desviou no Zagueiro Neris, de sobrou para o volante Deivid, que acertou um belo chute no ângulo, um verdadeiro golaço, fazendo assim 1 a 0. Tentando reverter a situação, Milton fez três substituições ousadas, colocando Keno, Arthur e Bruno Morais, deixando o time praticamente com 5 atacantes, uma formação meia sem organização, mais deu uma melhorada na equipe que esbouçou uma reação colocando uma leve pressão, que não levou ao exito. 


Com a derrota o Santa Cruz caiu para sétimo, com oito pontos temporariamente. Na próxima rodada, recebe o Santos no domingo, às 19h, no Arruda pela sétima rodada.

Suspenso... Uillian Correia levou o terceiro cartão amarelo, e desfalca o time contra o Santos, uma grande perca, difícil é ter no elenco um jogador que possa o substituir com a mesma qualidade. 

Melhores Momentos:

FICHA DO JOGO: ATLÉTICO/PR 1 X 0 SANTA CRUZ

Campeonato: Campeonato Brasileiro – 6° rodada
Data: 04/06/2016
Hora: 16:00
Local: Curitiba (PR)
Estádio: Arena da Baixada
Árbitro:  Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Fábio Rodrigo Rubinho (MT)
Público: 13.515
Renda: R$ 169.690,00
 
ATLÉTICO/PR
Escalação: Weverton; Léo, Thiago Heleno, Wanderson e Sidcley; Otávio, Deivid e Vinícius; Ewandro (Giovanny), Nikão (Marcos Guilherme) e Walter (André Lima).
Gol: Deivid
Técnico: Paulo Autuori
SANTA CRUZ
Escalação: Tiago Cardoso; Léo Moura, Danny Morais, Neris e Tiago Costa; Uillian Correia, João Paulo (Bruno Moares) e Wallyson (Arthur); Lelê, Everaldo (Keno) e Grafite.
Técnico: Milton Mendes
Cartões Amarelos: Danny Moraes e Uillian Correia


Bocão || @_SiilvaSCFC

Jogando como um time pequeno

Goiás faz péssimo segundo tempo e perde mais uma.
Foto: globoesporte.com
Do que mais o nosso presidente precisa para demitir Enderson Moreira? Talvez medidas mais extremistas como alguns torcedores gostam de propor como tacar fogo no carro, quebrar as dependências do clube, ir atrás de jogadores para ter uma "conversinha". Mais uma vez, Sérgio Rassi vai fazendo o impossível: conseguir piorar tudo o que ele já fez de ruim para esse clube. Será que agora ele vai agir como um frouxo e continuar mantendo Enderson no cargo? Só Jesus na causa.

Parecia que o Goiás ia conseguir ter uma partida digna de respeito pelo primeiro tempo que apresentou. Um jogo forte e equilibrado, com uma defesa que não estava decepcionando. Rossi e Cléo criavam boas jogadas com Thales e Léo Sena formando uma boa dupla de meio de campo e Wendel comandando tudo como sempre. Tivemos muito envolvimento. Demos duas boas cabeçadas que quase resultaram em gol e um pênalti claro que não foi marcado. Doeu ver Renan desmaiado no gramado após uma queda feia, mas ficou tudo bem com ele, mesmo tendo que sair no segundo tempo por precauções médicas.

Renan cai desacordado no gramado após queda.
Foto: globoesporte.com
É normal e nós já estamos acostumados com as ajudinhas rotineiras dos árbitros para os times cariocas, mas a culpa da derrota nossa não foi do pênalti não marcado, mas da atuação pífia e amadora do nosso time no segundo tempo. Fomos de um Goiás que todo mundo queria ver, para um Goiás que todo mundo já viu e detesta. O treinador do Vasco simplesmente ganhou o jogo com apenas uma substituição (colocou Andrezinho) e foi o bastante para deixar o nosso "treinador" mais perdido que cebola em salada de frutas.

A defesa fazia o que podia, porém, dava pra ver que as coisas estavam começando a querer dar errado. Ivan fez um showzinho à parte para bater o tiro de meta e levou amarelo, Rossi estava bem na partida, mas agiu como um jogador de cabeça pequena fazendo uma cera desnecessária. Higor Leite entrou para estrear, mas em sua primeira participação, já deu um belo cartão de visitas... para o Vasco. Não tirou a bola de cabeça e ela caiu no pé de Andrezinho, que marcou o gol.

Só depois disso que caiu a ficha do Enderson que estava na hora de mudar. Ele colocou Rafhael Lucas no lugar do Wendel, mas do que isso adiantou? Absolutamente nada. Essa foi a partida menos feia que fizemos depois da estréia, porém, do que adianta se não conseguiu pontuar como era esperado? Não sei o viram nesse Jeferson, que simplesmente não sabe cruzar uma bola, faz uma falta por segundo e marca mal demais. Se estamos precisando de laterais, onde estão as contratações que nos prometeram? Perguntas e mais perguntas. A certeza é de que essa diretoria medíocre vai continuar colocando a culpa em quem não tem culpa e prometendo coisas que jamais irão cumprir. 

Para completar: o modo como o Renan caiu hoje no gramado é como o torcedor do Goiás está nesse momento: desamparado, desacordado e sem saber o que está acontecendo.

Wagner Oliveira || @wagneroliveiraf
Linha de Fundo || @SiteLF

Hora de Reagir


Não existe verdade maior no futebol brasileiro do que aquela que diz que “Campeonatos Estaduais não servem de parâmetro para Campeonato Brasileiro”. E o América é mais um exemplo disso.

Passada a euforia com a conquista do título mineiro, depois de quinze anos, o que se viu nas primeiras rodadas da Série A foi um time completamente lento, sem poder ofensivo, e que via de regra dá espaços demais aos adversários, apesar da utilização de três zagueiros e dois volantes em muitos dos casos.

O péssimo início de campeonato, mesmo com mais de meio time titular no departamento médico, custou o emprego do Givanildo, até então o técnico com mais tempo à frente de uma equipe que disputa as séries A e B em 2016.

Sinceramente fiquei dividido com a saída do Giva, pois apesar de reconhecer que ele não tinha parte do elenco para colocar em campo nas primeiras rodadas, não consegui entender a razão da insistência com alguns jogadores, principalmente o Rafael Bastos, que na maioria das partidas conseguia a façanha de errar todas, repito, todas as jogadas em que ele pegava a bola.

Em defesa do Bastos, o auxiliar técnico permanente Claudio Prates (esse sim já deveria estar longe do América a muito tempo) disse que se olhar no GPS o Bastos é um dos jogadores que mais corre. Acontece que futebol não é maratona, e correr errado e em demasia não ganha jogo.

Outro fator que pesa a favor da saída do Giva é o rumor de que ele não respeitava os fisiologistas da equipe, e insistia em escalar jogadores que estavam no limite da condição física. Se isso for verdade, pode explicar a quantidade de jogadores fora de combate atualmente, e justifica uma demissão, pois em um campeonato difícil como o brasileiro não podemos dar ao luxo de sacrificar os melhores jogadores.

Fora do mérito da demissão, fica o imenso agradecimento ao Givanildo, que sem dúvida alguma vai ser lembrado para sempre na história do América, com os títulos da Série B, Série C, Campeonato Mineiro, além do acesso em 2015. Que ele seja feliz em sua vida, e continue sua trajetória no futebol brasileiro. Muito Obrigado!

Quanto ao Bastos, se realmente for para a Chapecoense, o agradecimento vai para o time de Santa Catarina, que nos fará um bem gigantesco levando esse enganador da bola daqui. Valeu Chape!!

Enquanto escrevia o texto o Coelho anunciou o português Sérgio Vieira como novo treinador. Com apenas 33 anos, parece ser um estudioso do futebol. Como não conheço seu trabalho, resta torcer e esperar que ele coloque o time nos trilhos e faça um grande campeonato, conseguindo permanecer na elite.

A reação tem que começar de qualquer maneira na próxima rodada, em casa, contra o Figueirense, que é um adversário direto na luta contra o rebaixamento. Uma vitória nos aproxima do meio da tabela, e uma derrota pode nos deixar ainda mais isolados na lanterna. Expectativa de jogo sofrido, mas estou confiante que a primeira vitória virá. Bora Coelho!!!!

Foto: Superesportes

Luverdense estraga a festa do Brasil


Saí de casa às 18h22 e mal batia 18h40, eu já estava chegando ao Bento Freitas para mais uma apresentação do Xavante. Além de meu fiel escudeiro e confessor, minha Canon também estava pronta para registrar tudo, tim tim por tim tim como sempre faz. Comigo é assim, além da Carteirinha de Sócio, meu rádio e minha máquina fotográfica fazem parte do ritual sagrado para cada jogo do G. E. Brasil. Para surpresa minha, os portões ainda não estavam abertos para a Torcida entrar. “Putz! E agora? Quero ganhar mais essa de uma vez.”, pensei cá com meus botões. Mas não adiantou querer forçar a barra para entrar porque os seguranças estavam ali perfilados qual dragões da Rainha.


Para não perder a viagem, costeei o muro e fui acalentar meus olhos com as Obras da goleira de entrada. Conheço os atalhos porque vigio a construção do novo Bento Freitas como minha própria sombra. Sob a luz dos refletores, lá estavam brilhantes e altaneiras a espera do público que brevemente testemunhará mais uma grande façanha da Torcida Xavante. Impossível fazer só uma foto quando isso se torna uma compulsão e fui clicando sem parar. Às vezes, uma visão nos assusta, mas sabemos que é preciso cortar na própria carne quando a cirurgia é a salvação. A contra gosto, saí dali e fui tratar de comer um churrasquinho para manter os anticorpos em dia.

Do outro lado do Estádio a cerveja corria solta com a Massa Xavante festejando até tropeço de juiz. Com a garganta ainda estragada, não pude nem chegar perto da gelada e fiquei mastigando meu gatinho no espeto com bastante farinha. Voltei para o outro lado e já encontrei os portões abertos. Cumprimentei um, dois, enfim, uma porrada de fanáticos prontos para empurrar o Xavante rumo à vitória. Tudo estava nos conformes e membros da Associação Cresce Xavante vendiam rifas em prol da reconstrução do Estádio Bento Freitas.

O Hino foi cantado, os atletas se cumprimentaram e o juiz tomou a si a condução da partida. Antes uma observação: parece que o Luverdense mandou até o presidente do clube fazer o aquecimento que antecede ao jogo. Eu nuca tinha visto tanta gente dos visitantes flexionando, agachando e correndo em busca de um calorzinho no corpo. E não era prá menos, estava difícil até de reconhecer os companheiros de arquibancada. Índios de todas as idades tapados a blusões, casacos e mantas até o pescoço.

Quem não estava nem aí para o frio era um cusco guapo e faceiro que entrou no gramado para ter seus quinze minutos de fama. Com uma marcação cerrada aos pés do Ramon, exigiu tratamento vip e foi carregado no colo até a tribuna de honra. Tudo registrado pela tv para todo o País.

Com o trilar do apito, iniciou o jogo. Parecia futebol de salão. Foi assim que vi o toque de bola do Verdão do Norte. Nem fiquei surpreso com isso porque assisti, via internet, os lances do LEC contra o Paysandu na casa do Papão da Cuzuru. Pelo visto Rogério Zimmermann também sabia da cadência bailada dos mato-grossenses e impôs o seu plano de jogo ao natural. Deu gosto, mais uma vez, ver o Brasil jogar com intensidade, garra e alegria.

Nas arquibancadas a Torcida fazia a festa e explodiu de vez aos dez minutos com o gol de Ramon. E assim foi todo o primeiro tempo, fora o finalzinho. Ao apagar das luzes, quarenta e seis minutos, Eduardo Martini salvou a pátria num lance de grande elasticidade e competência. Infelizmente, não dá para deixar em branco o erro da arbitragem que anulou um gol do Brasil graças a uma interpretação equivocada do bandeirinha que corria pelo lado das Sociais. Parecia que não ia fazer falta, mas pesou na conta final.

Bem que eu estava preocupado com aquele joguinho a la futebol de salão. Logo aos cinco minutos da segunda etapa, Jean Patrick concluiu uma série de passes do Luverdense mandando a gorduchinha de encontro às redes do Brasil. Estava igualado o marcador e a partir daí a temperatura subiu de vez para nós Xavantes. Aos dezenove minutos outra patuscada do juiz não marcando pênalt num lance em que Diogo Oliveira entrou na área, ganhou de Luiz Otávio e foi derrubado numa falta claríssima. Menos mal que não deu cartão amarelo para o atleta do Brasil porque, na maior cara de pau, marcou a falta foi a favor time de Mato Grosso.

E assim corria a partida. Jogo bom; para ver de pé e o coração na mão. O Xavante poderia definir a partida a seu favor a qualquer momento, mas aquele toque de bola do adversário nos deixava sempre alertas. Com poucos minutos de prorrogação o sr. Devarli Lima do Rosário/ES encerrou a partida dando os números finais para o embate. Empanou a nossa festa, mas já é passado.

Embora um pouco desencantada com o placar, a Garra Xavante saiu do Estádio batucando como sempre. Nem dava para notar o frio. Agora o sangue fervia pensando no próximo jogo. Num suspiro de esperança, virei minha Canon em direção às Obras e apertei o gatilho cheio de pertencimento. Guardei meu rádio no bornal feito especialmente para ele porque este patinava com as pilhas desgastadas. A máquina fotográfica foi para o aconchego de meu bolso. Tomei o rumo das cassa com aquele gostinho de derrota porque o jogo era tranquilamente de vitória.



Vencer é o melhor remédio

Depois do empate frente ao Náutico, as críticas ao time do Bahia subiram a fervura do cozimento à batata de Doriva – pelo menos entre a torcida e nas redes sociais. Mesmo com a negativa de Ney Pandolfo não restavam dúvidas que qualquer resultado que não fosse o triunfo contra o Paysandu na aprazível noite da sexta soteropolitana detonaria de vez uma crise e os questionamentos à permanência do ex-volante como treinador ganhariam mais força e eco nos corredores do Fazendão.

Por isso havia, além do clima de tensão no ar, certa curiosidade sobre o sistema de jogo e a postura do Bahia em campo. Com treinos secretos e muita especulação pela imprensa a equipe foi confirmada com o retorno de Danilo Pires no lugar do criticado Luisinho.

Na prática nenhuma novidade no sistema de jogo. Bahia manteve o 4-2-3-1, porém com outra postura em campo. Linha defensiva baixa, marcação em bloco médio e postura pouco agressiva para a retomada da posse de bola. O time até bloqueava as linhas de passe do adversário para dificultar a saída de bola, porém sem a habitual compactação para diminuir os espaços no campo. Se por um lado isso gera um latifúndio para o adversário construir o jogo, isso também diminui o desgaste da equipe e a exposição à bola longa do rival.  Em diversos momentos Juninho avançava para diminuir espaço e quase que reconfigurava o time no 4-1-4-1. Movimentações que não mudavam o plano de jogo da equipe: Tentar construir sem oferecer espaço no seu campo defensivo para que os atacantes pudessem correr às costas da defesa.

Isso dificultava a articulação entre meio e ataque. Com jogadores espaçados era mais difícil ultrapassar, triangular e aproximar do companheiro para tentar uma tabela. Até porque o Paysandu fazia uma marcação forte que negava espaços e apelava para faltas no intuito de não permitir a fluidez do jogo [Bahia também usou esse recurso]. Jogo ficou PICOTADO e MODORRENTO, já que o tricolor não acelerava os passes na fase ofensiva e não conseguia ter volume de jogo.

Quando a torcida já começava a se IMPACIENTAR, o lance que muda todo panorama da partida – e talvez do próprio futuro de Doriva: Reposição de Lomba para o campo de ataque encontra Hernane que trabalha bola com Danilo, que passa para Juninho. Nesse momento abre-se um CLARÃO no corredor esquerdo da defesa do Papão e Hayner tem toda liberdade do mundo para alçar a bola na área; Danilo infiltra e arrasta a marcação. O cruzamento não sai perfeito, mas o lateral esquerdo Lucas desvia o suficiente para deixá-la à mercê de Danilo que emenda uma belíssima BICICLETA, inapelável para Emerson.  Vantagem do Bahia que agora poderia colocar em prática o modelo de jogo favorito de Doriva.
 Logo após o gol o Bahia ‘recolhe as linhas ofensivas’ oferece campo e bola ao Paysandu e compacta-se defensivamente. Agora reconfigurado num 4-4-2 sem a bola, com  Cajá ao lado de Hernane no ataque – com o objetivo de ter qualidade para articular o contragolpe mais próximo do campo ofensivo quando da retomada de posse.
Na volta da segunda etapa Doriva trocou Edigar – sentindo lesão – por Luisinho, uma mudança que não alterou posicionamento nem o modelo do Bahia em campo. Equipe manteve a cadência nos momentos com a bola e ofereceu campo ao rival sem pressionar pela retomada de posse. Modelo extremamente reativo e que sempre foi característico do trabalho de Doriva. Jogar no erro do adversário e explorar o contragolpe como principal alternativa de ataque. Isso refletiu diretamente nas estatísticas da partida; pela primeira vez na série B o time teve menos posse de bola [45%] jogando na Fonte Nova. A vantagem no placar permitia essa estratégia e procurava minimizar os riscos.


Nada indicava mudança no cenário da partida até que o Bahia processou a segunda mudança na equipe. Cajá – que não é pai-de-santo, mas acertou bons passes - deu lugar ao estreante Régis que provou que é ILUMINADO. No primeiro contra ataque com sua participação, recebeu bola de Hernane e foi derrubado por Emerson quando limpava o lance para concluir. Pênalti indiscutível e expulsão do goleiro pelo segundo amarelo no jogo. Infração cobrada  com extrema categoria pelo Brocador e jogo definido.

Definido porque a partir deste momento o Bahia apenas ‘cozinhou’ a CONTENDA. Hernane saiu para o retorno de Thiago Ribeiro ao time e neste momento existiam tantos espaços que até ele conseguiu produzir algo: Deixou Régis em condição de marcar sem goleiro embaixo das traves mas o meia conseguiu desperdiçar; outro lance para entrar na coleção do INACREDITÁVEL ESPORTE CLUBE BAHIA nesta série B. Como parece ser, de fato, alguém ILUMINADO, Régis ainda teve oportunidade de se redimir em outra penalidade máxima cometida pelo goleiro do Papão, desta vez o reserva Marcão. Outra cobrança segura e, enfim, o Bahia sacramentava um triunfo sem o tradicional sufoco no quarto final do jogo, algo que a torcida sequer se lembrava mais.



Com o resultado a equipe subiu temporariamente para a terceira colocação e só sai do G-4 caso Criciúma e CRB vençam seus compromissos fora de casa contra Oeste e Avaí, respectivamente. O próximo desafio é contra o Goiás no Serra Dourada, outro choque de gigantes em que pese a má fase do esmeraldino que enfrenta o Vasco no fechamento da rodada.


NOTAS SOBRE ELA [A GOLEADA]

- Danilo voltou ao time e à sua posição original em grande estilo. Marcou seu segundo gol na série B e mesmo sendo o jogador com mais finalizações erradas da competição comprovou sua importância para o lado direito da equipe. O gol de bicicleta certamente entrará no rol dos mais belos do certame;

- Feijão é o jogador mais regular do Bahia na temporada. Porém contra o Papão ele ESMERILHOU.  Foi o líder em desarmes [4] errou apenas UM passe de 40 – quesito onde é o jogador de meio/ataque com maior índice de acerto 93,1%. Tem sido perfeito nas inversões de bola e nos passes em profundidades, com ótimo número de passes para finalização [4] – mesma quantidade de Hernane e um a menos que Luisinho.

- Régis foi uma ótima notícia da noite: Entrou ligado no jogo, mostrou mobilidade e boa condição física. Teve personalidade para pedir para bater o pênalti após perder um gol incrível. Cartão de visitas ótimo, mais uma opção de quilate para o plantel.

- O futebol é SORDIDAMENTE sorrateiro. Bahia fez primeiro tempo sofrível, estava se enrolando dentro da própria estratégia, mas viu tudo mudar graças a um gol.  Daí a importância de melhorar a eficiência: Time passou da CENTENA de finalizações [103] em apenas SEIS jogos para marcar NOVE gols.  Ainda são mais erros [61] que acertos [42], mas o equilíbrio já apareceu na balança desde o confronto contra o Vasco.  Sinal de evolução em um índice decisivo, como ficou provado contra o Paysandu.
Aréa mostra equilíbrio entre finalizações certas/erradas. Ideal é gráfico verde acima do vermelho.
 Fonte estatística: Footstats

ALEX ROLIM - @rolimpato - #BBMP






Um empate melancólico com gosto de derrota

Em noite marcada por protestos por parte da torcida, o Vila não saiu do 0 a 0 contra o Paraná. Empate no qual custou a saída do técnico Rogéiro Mancini. Após o jogo desta sexta-feira (03) o treinador deixou o cargo a disposição e a diretoria acatou. Clube agora procura um nome para a sequência do Brasileiro.

Como torcedora nem sei o que dizer, ficamos sem palavras nessas horas. Mas tenho certeza que aquele velho filme surge na cabeça de cada torcedor, 2014 o pior time da história, rebaixado em dois campeonatos, 2015 o ano que tudo deu certo, dois acessos e dois títulos, era o começo. Em 2016, o ano para se firmar, mas foi ao contrario sem Goianão, sem Copa Verde e até agora nada na Série B, seis jogos, quatro pontos.



Mesmo com um a mais desde os 11 minutos do 1° tempo o Vila não soube se impôr em campo, o ataque até que tentou levando risco ao gol do Paraná o clube, sendo salvou pelo goleiro. Impaciente a torcida vaiava toda subida de bola lateral Jefferson Feijão. O problema não era somente dele, Roger teve chances que jamais terá novamente. Mais não era a noite do Vila Nova, a bola não entrava mesmo com a equipe tentando. Jean Carlos e Pedro Carmona esse no qual mesmo fazendo seu primeiro jogo pelo Tigrão, já mostrou potencial.


"Voltamos a ver o circo onde os palhaços somos nós". Até quando ? Hoje o clube amarga a zona de rebaixamento, onde pode até terminar a rodada na lanterna da competição. Será mesmo que ainda teremos um time que vista essa camisa, e jogue com raça é força de vontade como vimos em 2015 ? Fica a dúvida.

Não vou criticar ninguém, porque sei o quanto e difícil tirar o clube da lama. Mais que tem algo errado, isso tem. Vivemos na esperança de uma equipe melhor, de uma diretoria com compromisso e que respeite o torcedor é não o critique.

Vão continuar iludindo o torcedor, enquanto todos aceitarem. Algo precisa ser feito, a instituição revive o passado. O Vila precisa acordar, a saída do técnico pode ter sido um sinal. Será mesmo que o culpado era ele ?




Ah, a arbitragem brasileira...

VILA NOVA 0 x 0 PARANÁ

Sorte. Sem dúvida esta é a principal coisa que está faltando ao Paraná Clube nas últimas rodadas. Contra o Londrina foram 2 lesionados com menos de 5’ de jogo, fora Nadson e Jean, que já estavam no DM e Valber, suspenso. Contra o Vila Nova o ‘time do DM’ foi reforçado com Lucas Otávio. Quase meio time fora e todos considerados titulares.

Apesar de não contar com a mesma qualidade do 11 ideal, a estrutura do time era a mesma e o Tricolor foi a campo com: Wendell; LSilva, João Paulo, Pitty e Fernandes; Uchoa, Basso, DTavares, Valber e Robson; Lucio Flavio.


Fonte: Premiere FC

10 minutos. Esse foi o tempo necessário para passarmos de ‘a vitória vem’ para ‘até que o empate não é tão ruim’. Com menos de 1’ Valber interceptou um passe no meio e Robson arrancou sozinho, tirou do goleiro e foi empurrado para o zagueirão: pênalti. Para o árbitro? Simulação e amarelo pro camisa 11. Aos 10’ Robson deu um chega pra lá em Douglas Assis. O árbitro caiu na dele e expulsou Robson. Após o jogo, Douglas Assis recebeu a noticia que está concorrendo ao Oscar.

Sem sua principal arma ofensiva, o Tricolor não conseguia chegar a meta de Wagner e se preocupava mais em não tomar o gol do que tentar abrir o placar. Do outro lado o Vila Nova tentava, mas não era efetivo e esbarrava na pontaria e em Wendell. A única chance Paranista surgiu já no finalzinho do jogo. Na esquerda, Robert tentou o cruzamento para Marcelinho, que estava livre na área, mas o goleiro antecipou o lance e cortou a jogada. 0 x 0 tenebroso no Serra Dourada.

Mais uma vez aquela menção honrosa para a arbitragem. O senhor Joelson Nazareno Ferreira assaltou o Tricolor e acabou com a partida em 10’. O penalti eu até poderia deixar passar, mas lance de expulsão do Robson é ridículo. Estava completamente perdido em campo o paraense (tanto que ele deu 4’ de acréscimo no 2º tempo sendo que a bola quase não saiu de campo).

Fonte: Paraná Clube

Apesar da revolta, a equipe conseguiu seu 5º jogo sem derrota e pontuou fora de casa. Essa é a fórmula para a série B, pontuar fora e vencer dentro. Se continuarmos fazendo isso, não demorará muito para estarmos na parte de cima da tabela. O próximo confronto é na Vila Capanema, contra o poodle goiano. Time a 5 jogos sem perder, ingresso a R$10, vai ficar de fora dessa?! É o começo de uma união ainda mais forte entre time-torcida. VEM PRA VILA! Pra cima deles Tricolor!


Fellipe Vicentini | @_FellipeS

Acabaram as desculpas

(Foto: @ecbahia)
Na noite de ontem, o Paysandu foi à Arena Fonte Nova enfrentar um adversário bastante difícil. Os torcedores tinham consciência da dificuldade de conseguir os três pontos em cima do Bahia e os jogadores não se esforçaram tanto para fazer diferente.

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