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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Xepa LF FC - Rodada #11

  Fala, Cartoleiros e Cartoleiras!

   Senhoras e Senhores, quanta honra estar com vocês, brincar com vocês, mitar com vocês.


   Antes de começar a nossa querida resenha sobre o desempenho do Linha de Fundo na décima rodada, venho por meio desta agradecer ao Cazares e, como diria Luís Roberto, 
Esse Negro maravilhoso!”. Quarto jogo do Equatoriano, quarta vez que o Xepa aposta nele e o cara NÃO DECEPCIONA! QUE HOMEM!

   Agora que já nos recompomos, vamos a resenha: Numa rodada mediana, o setor defensivo (Sidão, L.Ricardo, V.Hugo, Maicon e Edilson) foi sólido com todos jogadores fazendo mais de 5 pontos. O meio (Cazares, Giuliano e T.Mendes) apenas satisfatório, não nos frustrou como o nosso ataque (Roger, Everton e Rangel). Com essa escalação, o Xepa LF, melhor time do LF na rodada, fez 58 pontos, dois a mais que o Chuck Norris LF.

  O quadro Unanimidades foi o destaque com as três dicas valiosas que somaram mais de 35 pontos. Patrão Cartoleiro e Site LF (time no qual os seguidores do @SiteLF escolhem no Twitter) foram abaixo do normal, fazendo 39 e 29 pontos respectivamente.
Resenha feita, vamos ao que interessa! #RumoAoG4doLinhaDeFundo


                                                       XEPA LF FC


Goleiro: F. Miguel (Vitória) – Apesar de ter passado o jogo sem tomar gol em apenas uma única partida, o goleiro do Vitória costuma a fazer boas pontuações jogando no Barradão.

Lateral: D. Santos (Atl-Mg) – O jovem lateral tem pela frente um clássico contra o América. Nada disso impede a escalação do jogador, uma vez que o Galo Forte e Vingador está numa crescente recuperação.

Zagueiro: Alan Costa (Inter) – Diante de um dos ataques mais ineficiente do campeonato, a aposta é ampla na zaga e ataque do Inter. Ataque é forte e a defesa segura, sendo ela a menos vazada do Brasileirão.

Zagueiro: Erazo (Atl-Mg) – Titular no Equador e no Galo, o time mineiro sentiu a sua falta quando esteve na Copa América. Junto com L.Silva formam uma zaga respeitada.

Lateral: Ayrton (Figueirense) – Ex-lateral do Coxa é a grande aposta do Xepa. Jogando no Scarpelli, o Figueirense não costuma a decepcionar e dificilmente é vazado, porém, mesmo quando é vazado, Ayrton consegue boa média.

Meia: Cazares (Atl-Mg) – Só escale.

Meia: Diego Souza (Sport) – Jogo na Ilha? Escale Diego Souza.

Meia: M.Gabriel (Corinthians) – Mesmo conturbado, o Timão é fiel na meiuca do Xepa. Em todo jogo na Arena, o nosso time costuma a ir bem quando escalamos um meia Corintiano.

Atacante: Sasha (Inter) – Amor e Ódio com os Cartoleiros. Esperamos que desta vez, diante do Botafogo, consiga mitar. Vitinho não joga.

Atacante: Marinho (Vitória) – Único motivo: Quando escalamos Kieza, o atacante não faz nada. Agora vamos tentar com o seu companheiro.

Atacante: Walter (Atl-Pr) – O dono da Barriga mais famosa do Brasil, mesmo numa fase terrível, é a aposta no ataque. Na Arena da Baixada, perante o Grêmio, já foi oferecido ao gordinho dois Big Mac, 3 cachorros-quente e uma breja gelada em caso de mitagem.

Técnico:  V.Mancini (Vitória) – Caso fossemos seguir a lógica de escalar o treinador do time que tenha mais jogadores no Xepa, iríamos ultrapassar o limite de Cartoletas, por isso não escalamos o M.Oliveira. A responsabilidade de comandar o time mais querido do Brasil ficará nas mãos do técnico do Rubro-Negro Baiano.

         Com esses jogadores, com esses mitos, o XEPA VAI MITAR!

   abçs, Galera,

       Matheus Freitas       @_MFreitas9_

       Linha de Fundo     @SiteLF

Estados Unidos e Colômbia se reencontram para despedida com honra

Na noite deste sábado (25), Estados Unidos e Colômbia se enfrentam na disputa pelo terceiro lugar da Copa América Centenário. Os dois adversários se reencontram depois de fazerem a abertura do torneio, quando os colombianos venceram os norte-americanos por 2 a 0 em Santa Clara, na Califórnia.

Estados Unidos x Colômbia fizeram o jogo de abertura da Copa América Centenário
Foto: AFP
Os norte-americanos criaram uma expectativa muito grande com o torneio sendo disputado em seu território, mas o sonho do título parou nas semifinais. Diante de uma inspirada Argentina, os Estados Unidos foram derrotados por 4 a 0 em Houston e agora buscam uma despedida digna com um terceiro lugar.

Com uma geração bastante promissora de nomes como James, do Real Madrid, Cuadrado, da Juventus, e Jackson Martínez, do Atlético de Madrid, os colombianos também viram como possível o sonho do título. Nas semifinais, a Colômbia caiu para o atual campeão Chile, derrotada por 2 a 0 em Chicago.

Ter chegado às semifinais da competição com as principais seleções do continente em disputa faz com que as campanhas de Estados Unidos e Colômbia sejam satisfatórias. A frustração da derrota tão perto da final pode ser minimizada com uma despedida com honra na disputa pelo terceiro lugar.

A partida está marcada para às 21h (horário de Brasília), no Estádio University of Phoenix, no Arizona. Após a Copa América Centenário, Estados Unidos e Colômbia voltam as atenções para suas Eliminatórias locais para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Lucas Felipe | (@lsouza73)

Unanimidades #11

Salve cartoleiros.

Feliz daquele que tem fé e que seguiram as dicas desta saudosa coluna na 10° rodada do Campeonato Brasileiro. Em uma rodada simplesmente perfeita, conseguimos alcançar todas nossas expectativas, foram três gols com o meio e ataque, enquanto nosso xerifão não decepcionou e garantiu o SG.


Começando de trás para frente, vamos contar um pouco da nossa mitagem na rodada e pedir novamente a sua confiança para as partidas no final de semana. Na terça-feira, como informamos poderíamos deixar como unanimidade todo elenco Palmeirense, jogando em casa contra um América-MG desesperado na luta pelo rebaixamento, mas como o regulamento interno do Linha de Fundo não permite isso, escolhemos apostar na fé, e ela não costuma falhar, com olhares Espanhóis dos camarotes, Gabriel Jesus não decepcionou e com dois gols fez a maior pontuação da nossa escalação, 15.70 pontos e uma valorização de C$ 1,27.

No dia seguinte, novamente Cazares esteve presente em nossa escalação, e aos poucos vem surgindo como mito da edição 2016. Um duelo difícil contra o Corinthians, que estreava Cristovão Borges, mas sem tomar conhecimento o Galo não decepcionou, muito menos nossa aposta, contando com a falha do jovem zagueiro Pedro Henrique, o Equatoriano marcou o segundo gol Atleticano e marcou 7.20 pontos.

Para fechar a nossa escalação, faltava o nosso xerifão da defesa, o zagueiro tricolor paulista Maicon entrou em campo e novamente não nos decepcionou, garantindo o SG e garantindo 8.40 pontos, além de valorizar C$ 1,81.

Para a décima primeira rodada, vamos repetir uma dose. Uma dose arriscada, ou seja apostar nos super clássicos que rolarão na rodada e em dois definidores de jogada, e um zagueiro. Do SanSão a aposta é em Gabriel, o Gabi Gol do Santos e em Calleri do São Paulo. E do FlaFlu, vamos com o zagueiro artilheiro Rever.

Santos, Vila Belmiro, jogo decisivo é velocidade, ritmo, e muita mas muita intensidade. Os meninos da Vila sempre foram sinônimo de futebol vistoso, brincalhão as vezes displicente mas sempre, sempre recheado de belas jogadas e gols. Se um dia a coroa passou por Robinho e Diego, Ganso e Neymar, hoje ela está soberana com Gabi Gol, garantia certa de pontuação alta.

Nome: Gabriel
Posição: Atacante
Time: Santos
Preço: C$ 12,71

Toca no Calleri que é gol. A sintonia entre a música das arquibancadas e a realidade é mais fina que de um maestro e sua orquestra. O Argentino sem sobra de dúvidas é o comandante do ataque são paulino, lider absoluto em gols marcados, fruto principalmente de seu posicionamento dentro da área. Calleri tem um faro de gols incomum.

Nome: Calleri
Posição: Atacante
Time: São Paulo
Preço: C$ 19,58

O zagueiro Réver há época que jogava no Galo mineiro sempre teve a fama de artilheiro, fez inúmeros gols, de cabeça em sua maioria como também com os pés. A garantia de um sg alto é real quando o zagueiro é colocado em pauta, visto que o sistema defensivo do Fla que não é dos melhores, não deve encontrar problemas em parar o ataque do Flu, que perdeu muita potência com a saída de Fred. Ou seja, a chance de Rever pontuar bem junto de seu sistema defensivo é real, como também a chance do mesmo beliscar alguns pontinhos numa testada certeira para a rede de Cavalieri.

Nome: Réver
Posição: Zagueiro
Time: Flamengo
Preço: C$ 6,45


Que todas unanimidades atinjam a #mitadaperfeita. Eu ouvi um amém!

Por: @afcmarcelo e @Mhfernandes89

No melhor estilo Série B, Vitória surpreende Grêmio em Porto Alegre

Foto: Gremio.net
Brasileirão Série A 2016, Rodada 10. O Vitória viajou a Porto Alegre desacreditado e precisando somar pontos contra um Grêmio que nem gol havia levado jogando em casa. Entretanto, o clube baiano surpreendeu e venceu por 2x1, quebrando a invencibilidade gremista como mandante. Kieza e Diego Renan marcaram para o Vitória, e Fernando Miguel/Victor Ramos marcou contra para o Grêmio.

RESUMO

Mas porque "ao estilo de jogo da Série B"? Vamos explicar aqui rapidamente que sim, jogamos como os clubes da Série B costumam atuar fora de casa, para levar pontos. Estilo Série B com um recheio de estudo por parte de Mancini como nos clássicos contra o rival local. 

Após assistir o jogo e já sabendo do resultado, notei uma estratégia quase que infalível de Mancini para ir buscar os pontos necessários, que é ajudado pela baixa atenção dos clubes grandes quando enfrenta o Vitória. Quando eles assistem e se prepararam para jogar contra nós, não acreditam que possam ser surpreendidos pelo nosso baixo nível de jogo com a bola. Ignoram o fato que esse esporte é FUTEBOL. De fato o rubro-negro joga futebol de Série B na Série A, mas ontem sem a bola jogou o fino da Série B.

Sobrou disposição e trabalho em grupo. Muita atenção nas propostas traçadas por Mancini. Jogou feio e sem brincadeiras. Mas quando tinha a bola, devolvia por não saber o que fazer ou pelas deficiências que todos na Bahia já sabem. A equipe é limitadíssima tecnicamente, o coração de um time, que é o meio campo, é inferior ao que tínhamos na Série B 2015.

Clubes da Série A costumam também se fechar como fez o Vitória, mas quando tem a bola também jogam, mostram qualidade para trocar passes, aproximação, jogadas de ultrapassagens, circulam a bola com confiança e valentia. Nosso time trocava dois passes e voltava a bola no goleiro para dar chutão, mesmo quando teve um jogador a mais no gramado.

Falando sobre tática, Mancini ontem foi o herói, se foi o vilão contra a Chapecoense, contra o Grêmio sobrou estudo. Atuou dentro de um 5-4-1, sistema que mostrava várias variações acertadas, como 3-5-2 ou 4-1-4-1 com Ramon hora zagueiro e hora volante entre linhas. 

O time marcava hora por encaixe individual no setor e hora por zona com referencia na bola. Descansou mais Dagoberto que mesmo assim voltava mais pra ajudar e fez um jogo muito bom no primeiro tempo, mostrando que esse colunista está certo quando ver evolução a cada do jogo do atleta. Mesmo que bem devagar.

Roger do Grêmio não soube remediar o nó tático e acreditou demais que uma hora o gol deles sairia. Gol que veio numa falha do goleiro Fernando Miguel. Grêmio que só não empatou porque Luan não soube finalizar, numa falha bizarra do zagueiro Ramon . 

Foi um resultado maiúsculo claro. Mas uma atuação ainda muito abaixo para um time que joga a Série A do Brasileiro. Precismos incomodar mais quando temos a bola. O meio campo do time precisa ser reforçado com jogadores de Alto Nível técnico. 

Pois me parece que se o Vitória jogar o que jogou ontem no próximo domingo no Barradão, terá enormes dificuldades pra vencer e pode amargar outro revês. Jogo que o torcedor normalmente se empolga por uma vitória como essa fora de casa, e vai em peso ao estadio para cobrar. 

E podem acabar se decepcionando porque tem tudo para ser uma partida totalmente diferente em termos de proposta de jogo.

Onde precisamos propor o jogo, onde o adversário que entra para jogar no erro e estuda muito o Vitória. É um jogo de iguais onde normalmente falta concentração ao Vitória por achar que venceu Corinthians, Inter e Grêmio, pode vencer a Ponte Preta sem problemas.

Certamente Mancini vai mudar a forma do time jogar novamente, visando remediar todos os problemas de qualidade que tem o elenco. Mas uma coisa é certa, e até quem não acompanha futebol sabe, é um esporte coletivo, ninguém joga e ganha sozinho.




Então é em jogos contra clubes do mesmo nível que nossas deficiências ficam ainda mais explicitas, uma vez que a torcida espera um triunfo e não admite perder para clubes médios ou pequenos no Barradão.

Mais uma partida de seis pontos domingo. A tabela esta muito apertada e esse texto também serve de alerta ao clube e jogadores. É coisa de Vitória ganhar um gigante e se apertar com um médio dentro do Barradão. Todo cuidado é pouco

Onde só melhorando nosso nível de jogo, poderemos começar a sonhar em jogar a Série A 2017. É um campeonato que exige muito mais técnica que força. Com a desorganização do Grêmio com um jogador a menos ontem, o Vitória tendo mais qualidade no meio campo, poderia encaçapar uma goleada no time do Sul.

Mas COMEMORE TORCEDOR, o Vitória quebrou um jejum de 34 anos e, mesmo jogando mal quando com a bola, venceu um Grêmio superior e que construiu bem mais. Quem não pode comemorar é o clube. Precisa trabalhar e muito, tanto Mancini como a diretoria, em especial os dois abaixo:


BOLA MUCHA DO VITÓRIA NO JOGO: 
Ramon e Leandro Domingues.


É isso aí galera!

Seja Sócio SMV!

Por @AdsonPiedade

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO 1 X 2 VITÓRIA
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Horário: 19h15 (de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (SC)
Assistentes: Carlos Berckenbrock (SC) e Neuza Back (SC)
Cartões Amarelos: Bressan, Marcelo Oliveira, Walace e Ramiro (Grêmio); Victor Ramos, Tiago Real, Euller, Dagoberto (Vitória)
Cartão Vermelho: Bressan (Grêmio)
GOLS:
GRÊMIO: Victor Ramos (contra) aos 10 minutos do segundo tempo.
VITÓRIA: Kieza, aos 25, e Diego Renan aos 31 minutos do primeiro tempo.
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Edílson, Bressan, Fred, Marcelo Oliveira; Walace, Ramiro (Jaílson), Giuliano, Douglas (Negueba), Éverton (Marcelo Hermes); Luan
Técnico: Roger Machado
VITÓRIA: Fernando Miguel; Victor Ramos, Ramon e Kanu; Diego Renan, Amaral (Leandro Domingues), William Farias, Tiago Real e Euller (José Welison); Dagoberto (Marcelo) e Kieza
Técnico: Vágner Mancini

Obrigado, Guto Ferreira

Parecia apenas mais uma viagem tranquila para a disputa da 9° rodada do Campeonato Brasileiro 2016. Com a bola rolando, pudemos ver nossa Chapecoense novamente honrando Santa Catarina, derrubando um adversário que no ano ainda estava invicto em sua casa. A vitória deu novo ânimo para a sequência da competição, trouxe sorrisos nos rostos de seus torcedores apaixonados.



Eis que, após o apito final do árbitro, toda alegria vira desespero, vira angustia. Isso por que no sábado, lá mesmo em Salvador, uma derrota do Bahia para o Londrina na Série B custou o emprego do técnico da equipe, Doriva. Campeão estadual e com a ótima campanha no Brasileirão, Guto Ferreira ganhou destaque nacional e foi procurado por dirigentes da equipe baiana. Na mesa, uma proposta irrecusável, praticamente o dobro do que ganha atualmente no Verdão para o treinador e sua comissão técnica.

A segunda-feira em Chapecó teve ares de tensão. Guto Ferreira é unanimidade, ganhou o carinho e o respeito de direção, imprensa e principalmente da torcida. Junto com a Chape, quebrou barreiras e desbravou a América, comandou uma virada heroica e conquistou seu primeiro título na carreira. Mas, mais do que isso, trouxe o espírito de Chapecoense de volta, uma equipe com forte marcação, sem nunca desistir de nenhuma jogada, com garra e raça, o coração na ponta da chuteira.

A missão do "Gordiola", como foi carinhosamente apelidado, não era nenhum pouco fácil, já que ele tinha que recuperar uma equipe desacreditada, deixada por um dos piores treinadores que já passaram pelo clube. Vinícius Eutrópio conseguiu deixar o ódio no torcedor Chapecoense. Guto, até então esquecido do futebol, ganhou a confiança da diretoria, chegando com a desconfiança, principalmente por seu trabalho em 2014 no Figueirense.

Em sua estreia, mesmo sem nem ao menos treinar, pegou a “bucha” e comandou a equipe contra o São Paulo no Morumbi, o empate em 0x0 foi muito comemorado. Na sequência duas derrotas, a primeira em casa para o Cruzeiro e a segunda em Recife para o Sport. Na volta de Pernambuco, um aeroporto lotado, todos imaginavam vaias, criticas, mas não. Guto Ferreira ainda não conhecia a torcida Chapecoense. Gritos de apoio e incentivo deram animo para o clube. Foi ai que o elenco pegou no tranco e iniciou uma campanha de muito orgulho.

Em 2016, Guto disse “sim” a diretoria e ao torcedor, permanecendo no comando do Verdão. Porém, deveria haver uma cláusula no contrato dizendo que, caso houvesse proposta de outros clubes e fosse aceita pelo treinador, não teria multa contratual. O departamento de futebol sem pensar aceitou, e garantiu a permanecia não só do técnico, mas sim de boa parte do elenco. O resultado? Uma campanha impecável no turno e o título Catarinense.

Para o Brasileirão, ficou a preocupação com perdas dos destaques da equipe para outros clubes. O alívio veio só depois da sétima partida, isso por que após sete jogos o jogador não pode se transferir para outro time da Série A. Infelizmente essa regra não vale em nenhum momento para os treinadores.

Guto Ferreira balançou ao receber a proposta do Bahia. Teve de fazer uma escolha difícil, as opções eram receber o dobro do que ganha atualmente em um clube da Série B ou ficar na Chapecoense e na elite do futebol nacional, com uma equipe que ele tem na mão e o principal: o carinho do torcedor.

Mas, como sabemos, o futebol atual não é movido pela paixão. O que realmente faz sentido é o dinheiro, essa moeda maldita que “traz” felicidade. Não vão existir outros Rogério Ceni, Marcos, Pelé, Zico e um dos exemplos dentro da Chapecoense como Nivaldo, há 10 anos no clube e a dois jogos para completar 300 com a camisa do Verdão.

O futebol virou cenário de negócios, em que empresários usam jogadores para enriquecer. Outros exemplos são os Chineses, que esquartejaram o elenco Corintiano campeão Brasileiro de 2015. Os principais destaques deixaram a visibilidade de lado e foram encher os bolsos na Ásia.

Chegou ao fim de uma história vitoriosa. Guto deixando o carinho do torcedor e seu nome gravado na história do Verdão, juntando-se a Edgar Ferreira (comandante do primeiro título estadual), Joel Carlos Flores (comandante do bicampeonato), Agenor Piccinin (tricampeão 2007), Mauro Ovelha (vice-campeão 2009 e tetracampeão 2011) e Gilmar Dal Pozzo (comandante dos acessos para as Séries B e A).

Podia muito bem vir usar este espaço para chamá-lo de mercenário, mas é impossível citar Guto Ferreira e não lhe respeitar. Um profissional excepcional, uma pessoa magnífica, nunca negou uma conversa com o torcedor. Se hoje ele deixa a equipe é porque seu trabalho vem sendo valorizado e a Chapecoense novamente faz ótima campanha em uma competição nacional.

Muito obrigado por ter nos dado inúmeras alegrias, obrigado por humilhar o Palmeiras em Chapecó, obrigado por virar uma partida dada a todos como perdida em Porto Alegre. Como não agradecer por me fazer chorar feito criança na classificação nos pênaltis diante do Libertad na Sul-Americana, e me fazer viver uma noite inesquecível ao enfrentar nas quartas de final o campeão da Libertadores e uma das principais equipes da América do Sul, batemos na trave, mas fica a experiência e uma linda história.

O “adeus” é uma palavra que machuca, ainda mais quando uma pessoa marcou seu nome de forma positiva em uma cidade apaixonada por futebol. Diferente de outros treinadores, você sai pela porta da frente, que estará sempre aberta no futuro para seu retorno. Quero te desejar sucesso em sua nova etapa, continue crescendo no cenário nacional, pois diferente de tantos outros no futebol, você é um profissional de grande caráter. Já que a palavra adeus é dolorida, quero finalizar com um até breve e muito obrigado, “Gordiola”.

Marcelo Weber || @acfmarcelo

Coritiba empata em casa

Nery Bareiro autor do gol Alviverde
(Coritiba/Divulgação)
Na fria noite Curitibana desta quinta-feira (23), o Coritiba recebeu a equipe do Internacional no Estádio Couto Pereira, em partida válida pela 10ª rodada do Brasileirão. O jogo terminou com a igualdade no placar, o gol Alviverde foi marcado pelo paraguaio Nery Bareiro, que fez a sua estreia perante a torcida Coxa-branca.

Inter sai na frente no placar

Buscando encontrar a melhor forma do time jogar, Pachequinho mandou a campo uma escalação bastante modificada na defesa. A equipe Alviverde iniciou a partida com Walisson Maia, Nery, Luccas Claro e Carlinhos atrás. Com isso, Dodô foi deslocado ao setor ofensivo pelo lado direito.

A primeira boa chance de gol foi coxa-branca. Aos 7 minutos, Juan cobrou escanteio do lado direito, o paraguaio Nery tocou de cabeça e a bola foi embora pela linha de fundo. Aos 19’, o Coxa chegou novamente ao setor de ataque. Felipe Amorim rolou para Juan, o camisa 55 bateu e a bola passou muito perto. Quatro minutos mais tarde, foi a vez do Internacional responder quando Ernando cabeceou de dentro da área e Wilson fez grande defesa.

O Coritiba chegou novamente ao ataque aos 27 minutos, Juan descolou cruzamento da lateral, Kléber Gladiador ganhou a disputa aérea com os zagueiros e mandou com muito perigo. A equipe Alviverde se mostrava melhor em campo e tinha mais oportunidades, porém não estava as aproveitando. E aos 33', o Inter chegou ao seu gol. Após cobrança lateral na área coxa-branca, Ernando fez o desvio no primeiro pau, a zaga não fez o corte e Anderson desviou de cabeça, mandando para o fundo da rede.

Novamente em outra partida em casa o Coritiba leva um gol em cobrança de lateral, algo que é inadmissível, um erro que muito provavelmente nem o Juvenil comete. O Coxa tentou pressionar no restante do primeiro tempo, principalmente pelos lados do campo com Dodô pela direita e Felipe Amorim pela esquerda. Porém, a primeira etapa acabou mesmo 1 a 0 Internacional.

Nery Bareiro marca o primeiro com a camisa coxa-branca

Para o segundo tempo, o Coritiba voltou modificado. Pachequinho sacou Walisson Maia e colocou em campo Iago, jovem recém-contratado pela equipe do Verdão, fazendo inclusive sua estreia pelo Coritiba.

Mesmo com a alteração ofensiva do Coxa, foi o Internacional que criou a primeira chance de gol da segunda etapa. Aos 3 minutos, após cruzamento do lado esquerdo, Sasha tocou de cabeça e Wilson fez um verdadeiro milagre. Aos 23’, o atacante Leandro, que havia acabado de entrar no jogo na vaga de Felipe Amorim, fez boa jogada pelo lado esquerdo e rolou para trás, Kleber se esticou e bateu, mas Danilo Fernandes fez grande defesa e salvou o time visitante.

O empate Alviverde veio no lance seguinte. Aos 24 minutos, na cobrança de escanteio realizada por Juan, a bola sobrou para o zagueiro Nery na pequena área, o paraguaio não teve dúvidas e mandou para o fundo da rede da equipe colorada. Ainda nos minutos finais da partida o Coxa foi para cima e, empurrado pela torcida, a equipe do Verdão fez muita pressão.

O autor do gol do Coritiba acabou levando o segundo cartão amarelo e o vermelho, por consequência. Aos 50 minutos, Kleber ainda arriscou o chute, mas o árbitro assinalou o impedimento de maneira duvidosa. A partida terminou mesmo com o empate.

O próximo compromisso coxa-branca será domingo (26) no Orlando Scarpelli contra a equipe do Figueirense.
Mercado da Bola
Além de Iago, que já fez sua estreia com a camisa coxa-branca, e Kâzım-Richards, que aguarda seu nome ser publicado no BID, o Coritiba está para confirmar as contratações dos meias Danilinho (ex-Atlético-MG) e Bernardo (ex-Vasco), este último podendo ser confirmado ainda hoje.

Fora de campo, o Coritiba também vem se movimentando. Desde as demissões de Gilson Kleina e Valdir Barbosa, Pachequinho assumiu como o comando técnico da equipe como interino, enquanto Maurício Andrade vem fazendo dupla função no departamento de futebol Alviverde. Sempre foi deixado bem claro que a prioridade era a contratação de um diretor de futebol, visto que foi prometido que Pachequinho fica no comando da equipe até o final do primeiro turno.

Ainda não foi confirmado, mas Milton Cruz de início vem para ser o novo diretor do Coxa, isto porque foi oferecido a ele tanto o cargo de diretor de futebol, quanto o de treinador, dependendo apenas dele para decidir qual função irá realizar dentro do Coritiba. 
Reage Coxa!
Texto feito por:
@_Andreysuldovski

Um nebuloso empate


Neblina causou adiamento da segunda etapa. (Foto: Gilberto Pace Thomaz)
Chapecoense e Atlético Paranaense se encontraram pela primeira vez no ano, disputando a 10° rodada do Brasileirão 2016. Enquanto todas as atenções estavam no técnico Guto Ferreira, quem roubou a cena foi a natureza, já que a neblina que atingiu Chapecó obrigou o adiamento dos 45 minutos finais para esta quinta-feira (23). Com a forte marcação e a falta de inspiração do setor ofensivo das equipes, um empate sem gols manteve a sequência sem vitórias do Verdão jogando na Arena Condá.

Após vencer o Vitória na Bahia, o Verdão voltou para Chapecó com uma dúvida na bagagem, já que o técnico Guto Ferreira recebeu proposta do Bahia e ficou balançado. Após conversa com a diretoria na segunda-feira, ele garantiu sua presença no comando da equipe no duelo diante do Furacão. Em relação aos onze que iniciaram a partida no Barradão, Guto teve apenas um problema, Moisés rompeu os ligamentos do joelho e deve ficar afastado por no mínimo seis meses. Em seu lugar, Arthur Maia, que se destacou nas últimas partidas, teve a primeira oportunidade na equipe titular.

Com as atenções voltadas completamente ao técnico do Verdão e uma noite gelada, o primeiro tempo iniciou bastante truncado, com o Verdão marcando forte e sem dar espaços para os Paranaenses. Desta forma, a primeira oportunidade surgiu apenas aos 23', quando Arthur Maia pegou de primeira de muito longe e mandou no canto de Weverton, que caiu para fazer a defesa. O jogo esquentou minutos depois, em disputa de bola pelo alto, Walter acertou uma cotovelada no zagueiro Marcelo, o árbitro assinalou falta, mas sem punição ao atacante. No minuto seguinte, a dupla voltou a se encontrar, o atacante fez cama de gato no zagueiro do Verdão em disputa pelo alto e foi advertido com o cartão amarelo.

Com maior posse de bola, os visitantes tentavam furar o bloqueio do Verdão, mas sem sucesso, e viam a Chape criar as melhores oportunidades. Rangel, após cobrança de escanteio, quase abriu o placar aos 39 minutos, mas jogou para fora. A única oportunidade e a melhor da partida do Furacão veio apenas aos 44', quando Deivid recebeu e chutou de fora da área, a bola caprichosamente bateu no travessão e assustou o torcedor Chapecoense, finalizando a primeira etapa sem gols no placar.

Eis que a natureza entrou em cena e roubou as atenções. Uma forte neblina apareceu aos 43 minutos e aumentou de forma incrível no intervalo da partida. De volta ao gramado, o árbitro chamou os goleiros das duas equipes e juntos resolveram dar sequência ao jogo, que durou apenas um minuto e voltou a ser paralisado. Após aguardar o tempo exigido no regulamento, Francisco Carlos do Nascimento finalizou o confronto nesta quarta e garantiu sua volta nesta quinta-feira, às 15h.

A quinta-feira amanheceu novamente nebulosa, com o passar do tempo o sol foi aparecendo, mas não suficiente para esquentar os 44 minutos restantes do segundo tempo. Nas arquibancadas o torcedor Chapecoense compareceu para empurrar a equipe em busca de mais três pontos. Dos 3.788 torcedores que estiveram na Arena Condá na noite anterior, 2.582 estiveram presentes nesta tarde. A Chape foi obrigada a mudar nos primeiros minutos quando Sergio Manoel sentiu dores e foi substituído por Claudio Winck.

Com sol, as equipes não conseguiram balançar as redes (Foto: Gilberto Pace Thomaz)
Com a bola rolando, os visitantes seguiram no seu esquema de forte marcação e arriscando sair nos contra-ataques, enquanto a Chapecoense encontrava muita dificuldade de criar jogadas ofensivas. O Furacão por muito pouco não abriu o placar aos 18 minutos, quando Léo arriscou de longe, balançando as redes de Danilo pelo lado de fora.

Conforme os ponteiros do relógio iam passando, o desespero tomava conta do Verdão. Sem conseguir criar jogadas, Guto Ferreira resolveu sacar Silvinho e colocar Hyoran em campo. A alteração mudou em partes a partida. Se o paredão Atleticano afastava os atacantes do Verdão da área, a alternativa era arriscar de longe e foi assim que Lucas Gomes quase abriu o placar aos 28 minutos, após Thiego Heleno afastar mal, o atacante pegou de primeira e mandou a bola muito próxima a trave de Weverton.

A melhor oportunidade caiu nos pés de Hyoran quando Rafael Bastos, que acabara de entrar, cruzou e, após a primeira falha da defesa do Furacão, o meia chutou e Weverton fez milagre para salvar o gol, no rebote Lucas Gomes mandou para fora. Com o quarto empate seguido jogando na Arena Condá, o Verdão viaja para Recife, onde no próximo domingo, às 18h30, enfrenta o Sport, na Ilha do Retiro.

Ao final da partida, talvez o momento mais esperado da semana, houve a coletiva de imprensa com o técnico Guto Ferreira. Bombardeado de perguntas referente a sua transferência ao Bahia, o treinador preferiu despistar e novamente falou apenas do jogo. A única pista deixada no ar foi que o prazo para resposta do clube Baiano da contra posposta de Guto se encerra amanhã e talvez este seja o dia da definição.

Quanto a equipe, novamente encontramos dificuldades com a forte marcação dos adversários, anulando a criação de jogada dos meias e a finalização do ataque. O único desfalque para o próximo duelo é Sergio Manoel, que sentiu dores e ainda levou o terceiro amarelo. Muitos preferem se enganar com vitórias fora de casa, entretanto o que preocupa são os constantes pontos perdidos dentro da Arena Condá. Hoje eles podem não fazer falta, mas no futuro vamos lembrar daqueles pontos contra Santa Cruz, Fluminense, Grêmio e agora Atlético Paranaense.


Marcelo Weber || @acfmarcelo

Gigante Bowl: realização de um sonho

Uma noite épica e inesquecível. É assim que o Gigante Bowl pode ser lembrado pelos fãs de futebol americano no Rio Grande do Sul. No sábado, dia 18, o Santa Maria Soldiers enfrentou o Juventude FA, que até então estava invicto há oito partidas, no Beira-Rio. O "Super Bowl" gaúcho contou com tudo que um megaevento norte-americano pedia, mas em suas devidas proporções.

O Internacional realizou o sonho de muitos e os pouco mais de 12 mil torcedores presentes no estádio puderam consumir um bom espetáculo dentro e fora de campo. Banda marcial; show antes e durante o intervalo; entrada triunfal das equipes; interpretes para os hinos. Porto Alegre viveu algo parecido com o que acontece na final do principal campeonato nos Estados Unidos.

O torcedor de Futebol Americano pode ver e se emocionar com o Beira Rio no Clima de um "Super Bowl"Foto: Acervo
Se a versão norte-americana contou com Lady Gaga, a do Sul tinha Christina Sorrentino cantando o hino riograndense.  Se Coldplay que foi a atração nos Estados Unidos, Porto Alegre tinha como representante a banda Papas da Língua para abrilhantar o "Show do Intervalo". As duas equipes entraram igualmente aos moldes do Super Bowl: bandeiras, músicas e muita vibração dos fãs da bola oval. O jogo, que estava programado para às 18h30, começou pontualmente no horário quando o kicker Matheus Ely chutou a bola para os ares.

O Juventude FA tinha todo o favoritismo, enquanto o Soldiers estava disposto a sobrepor o time da Serra. A equipe de Santa Maria já começou forte e no primeiro drive chegou a Redzone. Entretanto, eles não conseguiram pontuar pelo erro do kicker Maurício Faé, que desperdiçou um field goal de 28 jardas.

No segundo quarto, o zero saiu do placar. Em uma corrida de 11 jardas, o RB Guilherme Busanello colocou o time de Santa Maria na frente. Os caxienses responderam logo em seguida com um field goal de 33 jardas de Ely. O primeiro tempo acabou com um placar aberto de Juventude FA 3 a 7 SM Soldiers. A temperatura na segunda etapa caiu, mas a intensidade dos Soldados de Santa Maria não. Fabrício Ziegler interceptou o QB do Juventude em duas oportunidades; e Douglas Elesbão e Guilherme Busanello ampliaram o placar, finalizando o jogo em 3 a 21.

Santa Maria Soldiers e Juventude FA entraram em um estádio de Copa do Mundo e deram um espetáculo. Foto: Acervo
Ao apito final, ninguém se preocupou em controlar a emoção. A alegria misturada com o suor brindaram o título do Santa Maria Soldiers. Entre os mais emocionados estava o OL Jean Ibaldo. Colorado, o atleta disputou a partida com a camisa do Internacional por baixo do uniforme. Quando o jogo acabou, Ibaldo, que é um dos atletas mais experientes do grupo, entre gritos e lágrimas, enfatizou: “É um sonho realizado. Sou colorado e é incrível estar aqui, no lugar onde vi duas Libertadores, Sul-Americana... Vi o Inter ganhar tudo da arquibancada e hoje ganhar um título com o futebol americano, que é o esporte que eu amo, dentro da minha casa, não tem comparação”.

Para fechar o evento, foi realizada a premiação dos melhores do campeonato. O MVP do ataque foi o RB Cleiton Paz, jogador do Santa Cruz Chacais. Na defesa, o premiado foi o DL Kawan Pivatto, do Juventude. O K Maurício Faé, do Santa Maria Soldiers, ficou com o prêmio do time de especialistas. Kauan Santos, CB que atua no Bento Gonçalves Snakes, venceu a disputa entre os indicados no Sub20 e Paulo de Tarso, do Restinga Redskulls, foi eleito o melhor HC. Entre as zebras, Evandro Fernando foi escolhido como melhor árbitro.

O MVP da partida foi o RB Guilherme Busanello. O jogador do Soldiers, autor de dois touchdowns e o mais acionado pelo QB Wagner Freitas durante o jogo, era só sorrisos e comemorou muito o resultado dos esforços do time. “Foi uma alegria conseguir marcar o primeiro TD do Gigante Bowl, esse baita evento que tomou uma grande proporção. Graças a Deus a gente treinou muito. Duvido que algum time tenha treinado mais, se dedicado mais, respeitado mais o adversário que o nosso. A gente foi recompensado e agora é só felicidade”, declarou Busanello.

Se em 2008 – ano em que foi realizada a primeira edição do Gauchão de FA – alguém dissesse que em menos de dez anos 12 mil pessoas acompanhariam a final do torneio em um estádio de Copa do Mundo, certamente seria chamado de louco. O primeiro campeonato foi realizado em um único dia, em Santa Cruz do Sul, com quatro equipes participantes e partidas com 40 minutos corridos. O torneio, na época, era no pads e as dificuldades nos anos seguintes continuaram sendo muitas, como, por exemplo, a falta até mesmo de vestiários. 

As marcações de Jardas dentro do gramado do Beira Rio foram a realização do sonho de qualquer adepto de Football. Foto: Acervo
O presidente da Federação Gaúcha de Futebol Americano, Jéferson Mendes, destacou a importância do Gigante Bowl para o futuro da modalidade, tanto no estado como no país. Jéferson enfatizou também a evolução técnica das equipes em relação a anos anteriores, principalmente dos finalistas. “Um dia histórico. O Rio Grande do Sul viu hoje um grande jogo. Uma partida disputada por duas equipes sensacionais. O Santa Maria se mostrou melhor e mereceu a vitória, mas o Juventude tem também uma baita equipe. Acima de tudo, quem ganhou foi o evento, o público e os 10 times da Federação”, salientou.

O Juventude entrou como o favorito. Estava até então invicto, havia sofrido apenas nove pontos em cinco partidas, era o atual campeão do torneio e é o único representante gaúcho na Superliga Nacional. Contudo, de acordo com o presidente Eduardo Ferreira, não havia no grupo um pensamento de superioridade em relação ao adversário. “A gente tinha consciência das nossas limitações e do potencial do rival. Sabíamos que tudo poderia acontecer em uma final”, afirmou.

O presidente falou ainda sobre a importância do Gigante Bowl e reiterou que o Juventude continuará focado no restante da temporada. “É nítido o crescimento do futebol americano no nosso estado. Eu olho pra trás e vejo que valeu tudo o que a gente passou e sei que tem muita coisa boa pra acontecer ainda. Não foi possível curtir a festa da forma que queríamos, mas bola pra frente e cabeça erguida sempre”, disse Eduardo Ferreira. O Juventude volta agora o seu pensamento para a disputa da Superliga – principal competição nacional.

O time de Santa Maria foi o grande campeão e levou seu terceiro troféu para a sua cidade. Foto: Acervo
Nada de fórmula mágica ou sorte: estudo e treino foram o diferencial do Soldiers durante todo o campeonato. Não que as outras equipes não tenham se dedicado, mas no time de Santa Maria o assunto foi levado muito a sério. Todos trabalharam duro e queriam mostrar que o time é muito mais do que a quarta força do estado. “É felicidade demais. A gente trabalhou, a gente sai de casa sábado, quarta-feira, nessa última semana a gente treinou quase todos os dias. Então isso ai é fruto do nosso trabalho”, contou o LB Gustavo Mendonça.

Para o head coach do Soldiers, Gustavo Petter, faltaram palavras para comentar o momento. “Três dias sem dormir e comer direito. Muitas horas de estudo. E agora ver todo mundo feliz, não tem como descrever”, revelou o treinador. O Soldiers foca agora na Liga Nacional, uma espécie de segunda divisão do futebol americano. O primeiro duelo será já no início de julho, contra o Porto Alegre Pumpkins, em Santa Maria.


Linha de Fundo|@SiteLF
Ismael Schonardie|@Ismahsantos
Janaina Wille | @Jaanaw_
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