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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Problemas aéreos

Na última terça-feira (19) Goiás e Joinville se enfrentaram pela 17ª rodada da Série B, confesso que depois dessa partida eu estou realmente preocupado com nossa defesa. Anderson Salles e Wesley Matos não transmitem nenhuma segurança à torcida, por diversas vezes "bateram cabeça" e entregaram gols que tiraram pontos que hoje seriam preciosos, e ontem provaram o quanto à bola aérea é um perigo contra nosso time.

O posicionamento dos zagueiros é algo fundamental para se evitar um gol de escanteio. São eles os responsáveis por marcar os homens de área do outro time (no caso de ontem, Rafael Donato e Fabiano Eller) e afastar a bola da área. Porém foi David, um dos mais baixos do time que ficou encarregado de marcar um zagueiro quase dez centímetros mais alto que ele (o resultado todos já sabem), e com 3 minutos o Joinville abriu o placar.


Mesmo com o gol adversário, os jogadores mostram algo que me faz acreditar no (quase impossível) acesso, a calma. Colocamos a bola no chão e usamos a qualidade que temos em nosso meio campo para criar algumas jogadas, mas Carlos Eduardo não conseguiu transformar nenhuma em gol mostrando nossa necessidade em ter um camisa 9 eficiente, que conclua para o fundo das redes as jogadas armadas por Léo Lima e Léo Sena.

O grande golpe veio aos 24 minutos. Em uma jogada muito parecida (se não idêntica) o time da casa abriu 2x0 e complicou muito nossa situação, já que precisávamos urgentemente da vitória. É ridículo ver nossa zaga cometer os mesmos erros.


O Goiás ainda tentou algo, e no primeiro tempo Rossi desperdiçou uma chance cara a cara com o goleiro Aranha. No segundo tempo tivemos a entrada de Daniel Carvalho e uma postura ofensiva da equipe esmeraldina, que várias vezes finalizou pra fora. Na marca dos 30 minutos o time já se mostrava cansado e pouco criou, o que dificultou a estreia do nosso atacante Marcão, que mesmo assim conseguiu arrumar um pênalti para Daniel Carvalho marcar e confirmar o placar final, Joinville 2x1 Goiás.

Erros precisam ser corrigidos. Se quisermos subir, temos que arrumar a defesa e fazer com que o ataque marque mais gols, como já disse antes vamos ter que matar um leão por jogo pra chegar ao G4. O Goiás tem uma semana pra organizar a casa e encarar o próximo, a Luverdense.

Artur Pinheiro ll @arturpinheirom
Linha de Fundo ll @ SiteLF

Vitória e agitação no mercado de transferências: saiba como foi a quarta-feira do Joinville

Na noite da última terça-feira (19), o JEC recebeu o Goiás na Arena Joinville e venceu pelo placar de 2x1, sendo muito superior durante a partida. Os três pontos conquistados pelo tricolor foram muito importantes para a equipe. Nessa quarta-feira fria da cidade de Joinville, assuntos como o mercado de transferências e a vitória, ajudaram há esquentar um pouco o clube e o coração dos torcedores e é sobre isso que irei falar nesse texto, começando pela vitória.

Com alguns ajustes feitos pelo técnico Lisca na defesa e no meio-campo, o Joinville, conseguiu a segunda vitória em casa desde que o técnico assumiu a equipe. Com um 4-2-3-1, a equipe foi a campo, fez o dever de casa e ganhou elogios do técnico.

- Vontade não está faltando mesmo, mas organização faz diferença. Jogar mais perto, não correr atrás do adversário, manter o controle do jogo. Podemos melhorar muito ainda. Hoje é um time praticamente novo. Fernandinho jogou muito bem. Fez um grande primeiro semestre comigo lá no Ceará, mas ainda tem muita lenha pra queimar. Nós vamos evoluir. Eu tinha que passar esses três jogos para ver, dar oportunidades. Precisamos qualificar - disse Lisca.

Foto: João Lucas Cardoso/JEC
Com o resultado positivo diante do Goiás, o JEC permanece na 18ª colocação com o mesmo número de pontos que o Bragantino, que é o 17º colocado com 17 pontos, levando vantagem nos critérios de desempate. O Goiás, que saiu da Arena Joinville com um revés, tem 18 pontos e a 16ª colocação. Em caso de vitória do JEC sobre o Oeste no próximo dia 30 e tropeços de Goiás e Bragantino, o tricolor escapa da zona de rebaixamento e empurra o Goiás para a mesma.

MERCADO DE TRANSFERÊNCIAS

O mercado de transferências tornou os últimos dias do JEC bem agitados, não só para o departamento de futebol do tricolor, mas também para o setor jurídico do clube. Com o fechamento da janela programado para o último minuto da última terça-feira (19), cartolas e o jurídico do Joinville corriam contra o tempo para negociar chegadas e saídas. Os nomes envolvidos na "corrida contra o tempo" eram os de Jael, Héber e Bruno Aguiar. Irei explicar um pouco de cada caso a seguir.

1. Bruno Aguiar dá "adeus" e deixa recado à torcida

Após 114 jogos e três temporadas pelo tricolor, Bruno Aguiar se despediu do Joinville. O zagueiro, que foi campeão da Série B em 2014 pelo tricolor, acertou sua transferência por empréstimo ao Muaither SC do Catar até maio de 2017. Bruno Aguiar tem contrato com o Joinville até o fim de 2018 e prometeu voltar em comunicado feito através de sua rede social. Confira:

Foto: Divulgação/ Al Mu' aidar
“Nação tricolor!

Em primeiro lugar gostaria muito de agradecer todo carinho e apoio que tive quando estive no JEC - Joinville Esporte Clube. Hoje tive a oportunidade de dar um grande passo na minha vida profissional, ao firmar um contrato de empréstimo ao Muaither SC. Em breve voltarei a vestir essa camisa pela qual tenho tanto carinho. Peço desculpas à nação pela demora na informação, pois eu estava lesionado, e o clube exigiu exames para ver a gravidade. Os momentos que vivi aí jamais se apagarão em minha memória. Nação, meu muito obrigado!”

2. Jael "O Cruel" está de volta

No início desse mês havia uma expectativa enorme a respeito da chegada de Jael, mas ela acabou não dando certo após uma alta pedida do Chongqing Lifan da China e o negócio esfriou, mesmo estando tudo acertado entre JEC e Jael. Mas como diz o antigo ditado, "a esperança é a última que morre". E a esperança só permaneceu acesa graças ao regulamento da Liga Chinesa, que só permite cinco estrangeiros, sendo que um deve ser obrigatoriamente asiático.


Nos últimos dias, o Chongqing havia acertado a chegada de Alan Kardec, ex-São Paulo, o que "obrigaria" o clube Chinês a liberar um de seus jogadores estrangeiros. Com esse cenário, o JEC decidiu dar a sua última cartada para contratar Jael, que viria em definitivo e não por empréstimo. O departamento jurídico do JEC começou a correr contra o tempo para obter o Certificado de Transferências Internacionais, o ITC, que daria segurança jurídica ao clube para continuar negociando com o atleta, mesmo com o encerramento da janela de transferências.

Ainda ontem, por volta das 12h, o JEC conseguiu o certificado e Jael assinou o contrato com o tricolor. Jael rescindiu seu vínculo com a equipe chinesa e acertou seu retorno com um contrato que vai até o final da temporada, com possibilidade de prorrogar por mais uma ou duas temporadas. Jael deve chegar em Joinville até sábado ou domingo.

3. Héber não vem mais

Ao contrário do desfecho que teve a negociação com Jael, o Joinville não conseguiu o ITC para concluir a transferência do atacante Héber, que seria emprestado pelo Coimbra-POR. O JEC não conseguiu o ITC devido ao empréstimo do Coimbra ao Alshkert, da Armênia, não ter sido desfeito até o fechamento da janela, às 23h59min de terça-feira.

LINHA DE FUNDO || @SiteLF
LEO FERNANDES || @leo_fernandes_9

Líder do Grupo 3 na Copa Paulista, Lucas Cunha vê o XV de Piracicaba forte para ir longe na competição

A equipe comandada pelo técnico Cléber Gaúcho segue invicta na Copa Paulista. Com duas vitórias e nenhum gol sofrido, o Alvinegro Piracicabano lidera o grupo que conta ainda com Ituano, Red Bull Brasil, Paulista, Bragantino, Juventus-SP e São Paulo. Para o zagueiro Cunha, o segredo do bom desempenho do XV está no conjunto.

- Nosso grupo está focado e cumprindo bem as orientações táticas do Cléber. Um bom exemplo da nossa equipe não ter tomado gols ainda é que a marcação já começa com os jogadores de ataque, quando o pessoal lá da frente pressiona os zagueiros adversários a bola chega com menos qualidade na nossa defesa e isso facilita o nosso trabalho, diz o atleta.

Natural de Piracicaba, Lucas Cunha fez a sua reestreia com a camisa do Nhô Quim no sábado (16), na vitória por 2 a 0 contra o Bragantino, fora de casa. O zagueiro quinzista ficou de fora do primeiro jogo da competição por conta de uma lesão no ombro.

- Essa é a terceira vez que visto a camisa do XV e estava louco para voltar. Infelizmente me machuquei durante os treinamentos e tive que esperar um pouquinho mais. No jogo de estreia da Copa Paulista eu estava presente também, mas como torcedor, e fiquei feliz com a vitória por 3 a 0 contra o Juventus, mas é claro que é melhor estar em campo, revela Cunha.

O próximo compromisso do Nhô Quim está marcado para domingo (24), às 10h, contra o Ituano no Estádio Novelli Júnior, em Itú.
Foto: Michel Lambstein / XV Piracicaba

Três jogadores são dispensados e deixam a Arena Condá

Depois de empatar diante do Figueirense no último domingo (17), o Verdão decidiu em liberar quatro jogadores do atual elenco para a sequência do Campeonato Brasileiro.

O primeiro nome é do meia Rodrigo Andrade, contratado no início ao se destacar no Audax-SP, sendo artilheiro com oito gols, o jogador foi dispensado pelo clube paulista após discutir com o treinador Fernando Diniz. Jogando pelo Verdão, não conseguiu render, e passou a ser muito criticado ao fazer uma falta no fim da partida contra o Flamengo, quando a equipe vencia por 2x1, a falta boba culminou no pênalti cobrado por Alan Patrick que empatou a partida.

Outro jogador que deixou Chapecó era um dos que mais chamaram a atenção do torcedor no início da temporada, contratado junto ao River Plate-URU, o Uruguaio Martin Alaniz recebeu poucas chances, e não conseguiu se adaptar ao futebol brasileiro.

Foto: Cleberson Silva
A última dispensa vem fruto da base do clube, o promissor zagueiro Igor, se destacou na equipe Sub20, mas recebeu poucas oportunidades no elenco principal, esteve em campo na primeira partida diante do Libertad, pela Sul-Americana, mas acabou sendo expulso injustamente minutos após entrar em campo. O atleta foi dispensado após recusar ser emprestado ao Concórdia, que disputa a segunda divisão do Campeonato Catarinense.

A jovem promessa deu sua versão sobre a rescisão com o clube para o Linha de Fundo, aonde declarou:

Eu nunca me neguei a ficar na Chapecoense, tanto que falei que queria buscar o meu espaço no clube, pois vinha fazendo bons treinos e a nova comissão havia gostado de mim, tanto que estava convocado para o jogo do Corinthians. A respeito do Concórdia quando falaram para me apresentar lá passei para meus agentes e em decisão conjunta decidimos que por estar com o contrato acabando no final do ano não seria bom no momento, pois como já falei queria ficar e buscar uma oportunidade no clube, por sempre ter me doado ao máximo e ter me identificado com a Chapecoense. Mas como fui exigido a apresentar-me no Concórdia pedi uma prorrogação em meu contrato, o qual foi negado pelos diretores”.


Marcelo Weber || @acfmarcelo

Novo empate e alerta ligado

Foto: EcVitoria / Divulgação
Brasileirão Série A 2016, 15ª rodada. O Vitória viajou a Curitiba para enfrentar o Clube Atlético Paranaense, e novamente amargou um empate. O time atuou de forma satisfatória desde o inicio do jogo. Mesmo a defesa claudicando em diversos lances. O resultado final, liga mais ainda o sinal de alerta na luta contra o Z4, mas a forma que atuou, trás esperança novamente.

RESUMO

O cavalo tem passado selado na frente do Vitória na luta para se afastar do Z4, grupo que amargará o rebaixamento para a Série B de 2017.

Mancini voltou ao 4-2-1-3 e teve no meia Nickson um jogador razoável no primeiro tempo. O time foi melhor com a bola, apesar dos problemas que temos em criar jogadas consistentes e limpas para finalizar.

Por outro lado, continua ocorrendo erros em excesso no compartimento de defesa. Isso porque até a primeira linha marca o jogador, não fechamos os espaços da bola e como defensor é quase sempre mais lento e sem mobilidade que o atacante, muitas faltas são cometidas. E em duas dessas faltas, Victor Ramos deveria ser expulso.

Com o tipo de marcação que Mancini implanta, aumenta às chances de erros individuais, que já é imensa devida a qualidade média que tem nossos defensores. O Vitória precisa reforçar a defesa novamente. Pelo menos um lateral que jogue na esquerda e direita e mais um zagueiro num nível acima dos que temos no clube no momento.

Analisei o jogo em tempo real e gostei do que vi ao longo dos 90 minutos. O Vitória poderia ter uma chance melhor no jogo caso a defesa fosse mais solida e Marinho se entendesse melhor com os demais companheiros do ataque.

É isso aí galera!

Seja Sócio SMV!

Por @AdsonPiedade

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-PR 1 x 1 VITÓRIA

ATLÉTICO-PR – Weverton; Léo, Thiago Heleno, Paulo André e Sidcley; Otávio, Hernani, Nikão (Yago) e Pablo (Giovanny); Walter (Marcos Guilherme) e André Lima. Técnico: Paulo Autuori.

VITÓRIA – Caíque; Diego Renan, Victor Ramos, Ramón e Euller; Marcelo (Tiago Real), Willian Farias, Nickson (Serginho) e Marinho; Dagoberto (Vander) e Kieza. Técnico: Vagner Mancini.

GOLS – Pablo, aos 44 minutos do primeiro tempo e Diego Renan, aos 25 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO – Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
CARTÕES AMARELOS – Kieza, Marinho, WevertonVistor Ramos e Hernani
RENDA – R$ 291.890.
PÚBLICO – 15.683 pagantes.
LOCAL – Arena da Baixada, em Curitiba (PR).

O triunfo de um Galo que carece de ideias

Independência lotado, Monday Night do futebol brasileiro foi um sucesso de aceitação entre os atleticanos. A vitória veio, o grande Lucas Pratto retornou de um longo tempo no estaleiro, contudo, se você caro leitor espera uma crônica leve, branda... Muito se engana. Adianto que nunca fui um corneta, acho inclusive o termo pejorativo demais em um tempo em que não são toleradas opiniões diversas.

Às vezes em alguns fóruns de atleticanos se você tem a opinião contrária, logo te chamam de corneta, de anti, etc..  Infelizmente tal comportamento não se resume apenas ao Atlético, discussões virtuais sobre cor de chinelo as vezes descambam para esse lado, enfim, essa é uma falha educacional do brasileiro médio, internauta, mas essa é uma outra história. Voltemos à bola que é melhor.

Fonte: Portal Superesportes
Marcelo Oliveira enviou na segunda feira um time alinhado no 4-2-3-1 de sempre com Victor, Carlos Cesar, Ronaldo, Leo Silva, Douglas Santos, Rafael Carioca, Eduardo, Maicossuel, Robinho, Carlos (logo substituído por Pratto) e Fred. De cara nesse princípio de trabalho do nosso novo técnico, identifico uma estrutura tática semelhante à de suas últimas equipes. Cruzeiro e Palmeiras jogavam de forma semelhante. Contudo algumas críticas atribuídas ao trabalho de Marcelo, mesmo no vitorioso Cruzeiro e com muito mais frequência no Palmeiras, se repetem e se escancaram. O que quero dizer, os times de Marcelo tem muita dificuldade na transição do jogo, principalmente defensiva.

A construção das jogadas é falha, obrigando o time a apelar para os famigerados chutões. O jeito mais simples de se lançar para o jogo com a bola nos pés é através da famosa “saída de três”. Esse movimento simples consiste em os zagueiros abrirem, um volante recua formando uma linha de três e a partir daí o jogo é construído. Os outros jogadores por sua vez em movimentos coordenados dão as opções necessárias para que a saída se execute, no caso dos laterais amplitude, no caso dos meias a ocupação. Falando um português mais simples, os laterais devem abrir o campo, alargar o campo adversário para que a meia cancha fique menos congestionada e os meias possam buscar o jogo nos pés desse volante executante da saída de bola.

No caso do Atlético a não execução dessa jogada simples é algo gravíssimo, quase imperdoável, pois o mesmo time tanto com Levir Culpi, quanto com o questionado Diego Aguirre fazia esse movimento com perfeição, tanto que as estatísticas de posse de bola do Atlético sempre foram dominantes, principalmente em seus domínios e até mesmo fora.  Além do fato de se ter no elenco um volante tarimbado, talvez o melhor do Brasil para se fazer esse jogo, falo de Rafael Carioca.

É até interessante a correlação da queda de Rafael Carioca à chegada de Marcelo Oliveira. Se a bola não passa pelo meio campo, Rafael fica excluído do jogo, o que é um desperdício e tanto pela sua apurada técnica (e não me venham dizer que o mesmo marca com os olhos, não tem pegada, seu jogo é improdutivo. Pois se trata muito do contrário, se o jogo de construção de Rafael é bem empregado, o time roda, controla as ações, domina o espaço, domina a posse de bola – indico a leitura de Guardiola Confidencial para o melhor entendimento dessa questão).

Bom, todo esse preâmbulo foi escrito para elucidar uma questão aparentemente simples referente ao último jogo. Até a entrada de Lucas Pratto aos 35 minutos do primeiro tempo, o Coxa dominou todas as ações ofensivas em pleno Independência, o Atlético não conseguia trocar mais do que três passes, inúmeras bolas foram roubadas na construção. A linha de três meias se posicionava espetada, os laterais pouco subiam, não alargavam o campo, enquanto os volantes se tornavam presas fáceis à um compacto Coritiba.

Fonte: Portal Superesportes
O Atlético só não saiu atrás do placar porque o time Paranaense é pra lá de limitado, candidatíssimo ao rebaixamento. Eu vi nos nossos rivais da ultima segunda organização e falta de capacidade técnica, coisa que no Atlético é exatamente o contrário. Sobra individualismo, falta coesão. Seria injusto de a minha parte atribuir ao treinador tal culpa, visto que o mesmo tem muito pouco tempo de trabalho, mas como disse anteriormente não vejo no Atlético de Marcelo a execução de movimentos simples, coisa que com um mês de trabalho aparentemente pelo menos deveria incentivar seus jogadores a executarem.

A situação clareou um pouco com a contusão de Carlos e a volta de Lucas Pratto. Com a entrada do Urso e todo o seu vigor físico, por linhas tortas o Atlético conseguiu reter a bola no seu campo de ataque. Pratto é muito forte fisicamente, consegue segurar a bola com seu vigor e ao mesmo tempo obrigou o Coritiba a desmontar seu meio campo para marca-lo. Explico melhor, no 4-2-3-1 a dupla de zaga adversária toma conta de Fred, os laterais pegaram os pontas individualmente; enquanto os três volantes do Coxa cuidavam de Robinho e as vezes atacavam Rafael Carioca e Eduardo na Saída.

Mas na prática como os dois volantes alvinegros se posicionaram muito atrás, distantes da linha de meias, Robinho estava sozinho sempre contra dois ou até três marcadores, o que torna seu jogo improdutivo, visto que o camisa 7 não tem o vigor de outrora para com dribles quebrar a defesa adversária. Com a entrada de Pratto houve uma confusão na defesa do Coritiba. Pratto apesar de entrar na vaga de Carlos se posicionou mais centralizado, como uma espécie de ponta de lança, que às vezes se juntava a Fred formando uma dupla de ataque.

Desse modo o atacante, aliviou Robinho, visto que no encaixe de marcação o lateral esquerdo do Coxa ficou praticamente “inutilizado” enquanto os volantes tiveram que se virar contra o Urso que sempre levava vantagem na força física, sendo imprescindível para a abertura de brechas na defesa adversária. Reparem no primeiro gol: quem está com a bola na direita é Eduardo (nas poucas vezes que se esgueirou ao ataque). Carlos Cesar faz o overlap, tirando um dos marcadores do lance.

Os três volantes do Coritiba que se entrincheiravam dentro da área, saem como malucos em direção a Lucas Pratto que se posicionava livre na entrada da área, deixando no mano os dois zagueiros do Coxa e o Lateral direito contra Maicossuel atacando o primeiro pau, Fred Centralizado e Robinho no segundo pau. Em uma jogada aérea ficar no mano com zagueiros que marcam bola é fatal. Todos se concentraram em Fred (a dupla de zaga, fecha no centro avante), porém a bola foi alçada com perfeição na direção de Robinho que se desvencilhou facilmente de Ceará, e não teve trabalho nenhum em testar para as redes. Galo 1x0 Coxa aos 38’ do primeiro tempo.

Lance do Primeiro Gol. Reparem na trinca de volantes saindo em cima de Pratto deixando a zaga no mano com os três atacantes alvinegros
O segundo tempo começou, as dificuldades na saída de jogo permaneciam, mas como frisei anteriormente a presença de Lucas Pratto ajudava na permanência da bola no campo de ataque. Detalhe, Pratto não fez uma grande partida, mas só o fato dele estar ali foi o suficiente para organizar o nada organizado o momento ofensivo do Atlético, contudo, por outro lado, com o passar dos minutos e pela grande quantidade de atacantes em campo, a defesa começava a ficar sobrecarregada, e o Coxa começava a explorar cada vez mais as costas dos laterais alvinegros, seja com Kleber saindo da área, seja com o folclórico Kazim Kazim, das contratações mais emblemáticas do ano no futebol brasileiro, digno dos melhores jogadores de Football Manager.

E foi de uma jogada desse tipo que saiu o gol de empate. Contra-ataque, Kleber fez o pivô. Carlinhos se lançou no ponto futuro de Cláudio Coutinho. Carlos Cesar sozinho contra dois adversários (e um espaço enorme a ser atacado) e caixa. Esse tipo de lance pelo lado direito da defesa alvinegra é uma constante, gols e mais gols adversários saíram em jogadas parecidas. Pivô e lançamento para a direita, quem lembra ai do gol do Danilo na final do Mineiro, a diferença que o Borges fez o pivô para a entrada da área e Kleber foi mais engenhoso e apenas deu um leve calcanhar para Carlinhos se projetar.  Galo 1 x 1 Coxa aos 30 do segundo tempo.

Lance do empate do Coxa. Carlos Cesar solitário contra dois adversários em projeção. Faltou suporte e faltaram pernas para os meias voltarem.

Parecia que o empate seria o placar final, se sinceramente meus amigos, era o resultado justo. O Atlético jogou mal, muito mal. Contudo quando se tem qualidade em um lance à peleja pode ser definida. E essa qualidade veio de uma jogada simples, porém incrivelmente eficaz. Virada de jogo e da visão de um jogador discreto e pouco falado: Douglas Santos. O lateral inverteu o jogo com precisão para Clayton (que finalmente entrou bem!) que teve uma avenida ao seu dispor. Com pulmão, espaço e opções dentro da área foi fácil para o atacante encontrar Robinho novamente livre na ponta esquerda. Galo 2 x 1 Coxa aos 38 do segundo tempo.

Lance do Gol da Vitória. Reparem na inversão  de Douglas Santos e no Corredor a disposição de Clayton.
Valeram os três pontos, valeu a volta de Lucas Pratto que será fundamental para a escalada, principalmente no segundo turno, mas Marcelo precisa trabalhar muito, precisa pensar melhor o jogo principalmente treinar muito situações em termos de construção de lances a partir da defesa. O Atlético precisa de alternativas, precisa de organização. Contra adversários mais qualificados confiar na clarividência das estrelas às vezes é insuficiente.

P.S. Parece que ontem (terça-feira) o Galo fechou a contratação do meia venezuelano Rômulo Otero, camisa 10 da seleção vinho tinto, jogador de muito talento, bate muito bem na bola. Espero que sua adaptação seja rápida, pois na ausência de Cazares a presença de um organizador para o funcionamento da equipe é imprescindível. Vejam aí o golaço de falta que o “Grande Otero” fez contra o Equador nas eliminatórias para a Copa do Mundo.

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