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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Jogando mal, mas campeão

Sem Nenê, Vasco volta a vencer na Série B e garante título simbólico de campeão do primeiro turno do campeonato.

Foto: GE
O jogo começou movimentado para os dois lados, aos 14 minutos o Criciúma teve a chance de abrir o placar e chegou até a fazer o gol após a falta batida por Elvis que Roberto mandou para dentro, mas estava impedido. Aos 28’, Éderson deixou limpo para Raphael Silva bater, porém, o goleiro Luiz fez uma defesa sensacional, com um tapa na bola, tirando a chance do Vasco. Entretanto, aos 36’ Éderson não deu bobeira e marcou para o time carioca, Madson cruzou para ele, que dominou e colocou no cantinho do gol do adversário, abrindo o placar.

Quem achava que seria fácil, se enganou. A equipe visitante não deixou assim e foi logo empatando, aos 43 minutos. Depois de uma cobrança de falta rápida, Roberto foi pela esquerda e mandou para Diego Giaretta, que estava livre para igualar a partida. 1x1 no fim da primeira etapa.

Foto: O dia
O segundo tempo começou mais animado, com direito a bola na trave aos 5 minutos, sobre a trave aos 7’ e no travessão novamente aos 10’. A Tigre veio para cima e deixou a equipe vascaína assustada, Martín fez boas defesas e novamente salvou o Gigante da Colina de um fiasco.

Mesmo com a pressão feita pelos catarinenses, quem fez o gol da vitória foi o time da casa, aos 27 minutos. Jorge Henrique colocou a bola na área e, depois da indecisão do goleiro Luiz, a bola sobrou nos pés de Thalles, que marcou o seu, fechando o placar. Final 2x1 para o Vasco da Gama.

Com esse resultado, a equipe carioca abre quatro pontos e não pode ser alcançada, sendo assim campeã do primeiro turno da Série B com uma rodada de antecipação.  Na próxima rodada, o Vasco pegará o vice-líder Ceará, no Castelão. Já o Criciúma enfrentará o Paysandu, no Heriberto Hulse, ambos na terça-feira.


Ana Clara Soares (@AnaClaraSoares)

FICHA TÉCNICA

Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP)
Cartões amarelos: Diguinho, Henrique, Rodrigo, Rafael Marques (VAS) e Elvis, João Afonso (CRI)
VASCO: Martin Silva, Madson, Rodrigo, Rafael Marques e Julio Cesar (Henrique 36'/1ºT); Diguinho, Andrezinho e Yago Pikachu (Junior Dutra 11'/2ºT); Jorge Henrique, Thalles e Éderson (Eder Luis 17'/2ºT). Técnico: Jorginho.
CRICIÚMA: Luiz, Ricardinho, Raphael Silva, Diego Giaretta e Marlon (Alex Maranhão 37'/2ºT); João Afonso (Gabriel Leite 32'/2ºT), Douglas Moreira, Juninho e Elvis; Gustavo e Roberto. Técnico: Roberto Cavallo.

Planejamento equivocado

“Planejamento” é a palavra mais falada pela diretoria do América. Toda vez que alguém faz uma crítica ou reclama do desempenho de algum jogador, aparece um dos nove presidentes para falar que o trabalho está seguindo um planejamento e que as contratações seguem quatro pilares profundamente analisados na hora de buscar os reforços.

Mas que planejamento é esse em que o time está cada vez mais agarrado na lanterna do Brasileirão? Que planejamento é esse que já estamos no terceiro técnico antes de acabar o turno? Que planejamento é esse que a equipe é eliminado na Copa do Brasil tomando goleada de clube que está na terceira divisão? Que planejamento é esse que conta com um diretor de futebol que pertence ao Atlético Paranaense, mas estava cedido a um clube do interior paulista (ou seja, se fosse bom estava no próprio CAP)? Que pilares são esses para contratação de jogadores, já que cada atleta que chega consegue ser pior dos que já estavam no elenco?

Falar de conceitos de gestão é fácil. “Não temos presidente, temos um conselho gestor...”, “trabalhamos dentro de planejamento...”. Porém, falta a humildade de reconhecer que o planejamento foi totalmente errado, tendo a conquista do Campeonato Mineiro camuflado várias deficiências da equipe.

Não vejo motivos para o time ter nove presidentes. Entendo que os membros do conselho são bem intencionados e fazem muito pelo América fora de campo, mas não tem competência para lidar com o futebol e isso é notório. Além disso, as decisões se tornam lentas e engessadas quando dependem de consenso entre nove pessoas, o que prejudica demais a equipe na hora em que as decisões devem ser rápidas, pois o futebol é dinâmico.

Esperamos que a diretoria pelo menos tenha a humildade de reconhecer que errou e faça uma limpa no elenco, bem como em duas peças extracampo: o auxiliar Cláudio Prates e o diretor Sidiclei Menezes. O ideal é já iniciar a busca por alguém que realmente entenda de futebol para assumir o cargo de diretor em 2017. Alguém que realmente entenda o conceito de planejamento e que o saiba fazer, de forma que não tenhamos que passar por mais vexames e ser alvo de mais piadas.

Falando do desempenho dentro de campo, no jogo contra o Grêmio a equipe apresentou outra postura, com mais vontade, correndo mais. Ainda é cedo para analisar, prefiro esperar a partida contra o Sport. Porém, se continuar com essa pegada, é capaz de cairmos com dignidade, somando bons pontos no returno.

Enquanto um milagre for possível, nós vamos acreditar...


foto:espn.uol.com.br

Com bom resultado fora de casa, Rubrão se afasta do Z4

Oeste aproveita desespero do Joinville e conquista vitória magra 


Como todo jogo entre essas duas equipes é truncado, esse não podia deixar de ser. A partida teve de tudo, com direito a tabu quebrado pelo Oeste, que nunca tinha vencido o Joinville em Santa Catarina. 

O jogo foi bem pegado para os dois lados, porém o time da casa estava mais desesperado e, com isso, o Oeste pode trabalhar melhor. O Rubrão agiu rápido no começo do duelo e marcou com Marcus Vinícius, uma das revelações oestinas nesse campeonato, aos 4 minutos.

No segundo tempo, o time da casa continuava para cima e impôs pressão no Oeste, enquanto o Rubrão também perdia inúmeras chances aproveitando os erros de contra-ataque adversário. Na sequência, o Oeste teve chance de aproveitar e matar o jogo de uma vez com a expulsão do jogador do Joinville, mas não foi possível.

Apesar da vitória magra fora de casa, é perceptível uma crescente melhora no time rubro-negro itapolitano. É assim que a gente quer ver o time, buscando resultado mesmo fora de casa, porém ainda temos que melhorar em vários aspectos, principalmente na pontaria. O Oeste ainda perde uma quantidade incrível de chances, o que pode fazer falta depois. 

O time não vencia há 4 jogos e estava precisando dessa vitória por 1 a 0 para dar um ânimo na equipe. Estou gostando de ver a performance de alguns jogadores do Oeste em campo, é assim que tem que ser. Seria muito bom se time voltasse a mandar seus jogos onde deveria ser, infelizmente as coisas não são como a gente quer e teremos que acompanhar o Rubrão jogando em Barueri, Osasco esse ano e talvez ano que vem. Pode parecer que não por ser um time de menor expressão, por não ter uma torcida gigante, mas faz a diferença jogar aqui. Na próxima rodada seria interessante voltar para dar um apoio legal nesse momento, aliás, aqui é a casa do Oeste Futebol Clube.

Com essa vitória fora de casa, agora o Rubrão soma 24 pontos na competição e está na na 11° posição. A equipe voltará a campo já nessa terça-feira contra o Náutico, na cidade de Barueri às 21h30. Promessa de jogo difícil, truncado, mas o Oeste tem que fazer o seu dever, rumo à vitória.

Césare Boralli || @cesareboralli 

Linha de Fundo || @SiteLF


VAMOS OESTE!

Gol mal anulado e vacilo na defesa: JEC perde mais uma

Estádio cheio, torcida empolgada, clima bom; ingredientes interessantes para uma tarde de futebol, pena que o principal não veio: a vitória. Desde erros de arbitragem até erros do próprio time, o Joinville se viu em uma tarde em que nada deu certo e que, com a derrota, seguimos na torturante zona de rebaixamento, uma situação extremamente incômoda e que precisamos nos afastar o mais rápido possível.

Bruno Ribeiro esteve apagado em campo.
Foto: Divulgação/JEC
Antes da partida começar, todos estavam cientes que seria um jogo atípico, até porque o técnico Fernando Diniz (comandante do Oeste) adota um método diferente dos demais, que é o da posse de bola e de dificilmente se desfazer dela com chutões, não foi diferente dessa vez. O clube paulista começou com o domínio total do jogo e conseguiu abrir o placar logo aos 4 minutos, quando Léo Artur botou a bola na cabeça de Marcus Vinícius, que facilmente se antecipou a Fabiano Eller (muito mal) e colocou a bola nas redes, 1x0 Oeste.

Além do bom toque de bola, o Oeste marcava muito bem, o que dificultou a vida do JEC, que até conseguiu algumas oportunidades de gol, mas desperdiçou. Carlos Alberto, Bruno Ribeiro e o próprio Jael tentaram, tudo isso aproveitando erros na saída de bola do adversário, que custava para rifar a mesma; porém, a vez que estivemos mais perto do gol veio com Fernandinho, quando o camisa 6 cobrou um corner de três dedos, linda cobrança, que o goleiro Felipe Alves não esperava, entretanto, ele conseguiu se recuperar e evitar o gol. 

No primeiro tempo, o Joinville teve poucas chances claríssimas de gol, talvez somente com Fernandinho, ou seja, uma só. Tudo porque o Oeste controlou bem a bola apesar de ter vacilado algumas vezes atrás quando o Joinville apertou a saída. Esse é um ponto, faltou o JEC morder mais no primeiro tempo, deveríamos ter começado sufocando eles desde o primeiro minuto, fazendo assim com que tomássemos a bola. O gol do adversário saiu em uma lambança gritante de Fabiano Eller, que viu o camisa 9 se antecipar facilmente, algo que não deveria acontecer com um jogador tão experiente, mas aconteceu. Não foi só no lance do gol que o camisa 4 foi mal, no conjunto da obra, está apresentando um futebol muito pobre para quem é titular do Joinville.

A segunda etapa foi sem tantos lances que empolgassem, pelo menos para a torcida tricolor, que via no atacante Jael a única esperança de algo diferente dentro da partida e realmente era. Ele é um camisa 9 com boa visão de jogo e que prende muito bem a bola, além do bom poder de finalização e da entrega em campo, mas só isso não foi suficiente, o restante do time precisa cooperar, coisa que não aconteceu.

Jael até tentou, e foi o melhor em campo, mas não foi o suficiente.
Foto: Divulgação/JEC
O tricolor teve duas boas chances de empatar o marcador, uma com Jael aos 23 minutos, em uma pancada de fora da área que exigiu uma bela defesa de Felipe Alves; e a outra com Heliardo, no último lance do jogo, mas a bola caprichosamente não entrou. Entre esses dois lances, o JEC foi gravemente prejudicado pela fraca arbitragem, que anulou um gol legítimo do tricolor; Fernandinho cobrou o escanteio no primeiro pau e lá estava Jael, que escorou para o segundo e Fabiano Eller completou para as redes, mas o assistente erradamente invalidou o que seria o empate e daria uma reviravolta no confronto.

A vaca foi para o brejo de vez quando o meia Pereira foi expulso aos 30 minutos, lembrando que no último minuto ainda tivemos uma chance de gol com Heliardo (já relatada acima), mas infelizmente não entrou. E fim de papo na Arena, derrota tricolor e a situação segue delicada demais.

Foi difícil tirar a bola deles, querendo ou não, é uma filosofia de jogo que acaba irritando, pois eles não se livram da bola fácil e ao mesmo tempo é difícil tirar ela deles. Porém, é uma ideia audaciosa do Fernando Diniz e é algo admirável, pois foge da ‘mesmice’. Já o tricolor, ah o tricolor, que tarde triste. Faltou um pouco mais de inspiração para cada um, principalmente para o tridente ofensivo da meia cancha (Everton Silva, Carlos Alberto e Bruno Ribeiro), se esses três fossem um pouco acesos na partida, poderia ser um pouco diferente. Bertotto esteve muito mal em campo, errando passes, domínios e botes, além do mais, está fora da próxima partida. Mas sendo simples, faltou o JEC morder mais desde o início do jogo, fazer o papel de mandante, que é sufocar o time adversário; pena que isso não aconteceu, tomamos o gol cedo e perdemos a partida. 

Confira abaixo a ficha técnica da partida:

Joinville 0-1 Oeste

Local: Arena Joinville, Joinville (SC);
Público e renda: 6.739 pessoas presentes, para uma renda de R$ 78.265,00;
Arbitragem: José Ricardo Vasconcellos Laranjeira foi quem comandou o apito, ele foi auxiliado por Maxwell Rocha da Silva e Wagner José da Silva;
Cartões amarelos: Danrlei (JEC), Fernandinho (JEC) e Bertotto (JEC);
Cartão vermelho: Pereira (JEC);

Joinville: Aranha | Reginaldo, Rafael Donato (Danrlei), Fabiano Eller e Fernandinho | Naldo, Bertotto, Everton Silva (Pereira), Bruno Ribeiro (Heliardo) e Carlos Alberto | Jael | Técnico: Lisca;
Oeste: Felipe Alves | Felipe Rodrigues, Francis, Velicka e Bruno Silva | Daniel Sertanejo, Matheus Vargas (Wesley) e Mazinho (Rodolfo) | Léo Artur, Marquinhos e Marcos Vinícius | Técnico: Fernando Diniz.

Fernandinho quase fez uma golaço olímpico.
Foto: Divulgação/JEC
Sem poder contar com Rafael Donato e Bertotto, o JEC volta a campo na próxima terça-feira (02/08) para enfrentar o Vila Nova fora de casa, o jogo tem seu início marcado para às 19h15.  

No Serra Dourada, Sampaio sofre goleada para o Atlético Goianiense

Em Goiânia, no Estádio Serra Dourada, o Sampaio Corrêa enfrentou o Atlético Goianiense. O confronto isolado, válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro Série B, aconteceu neste domingo, 31 de Julho, às 16h. Os donos da casa aplicaram uma goleada de 4x1 e o time maranhense continua amargando a última posição na tabela.



Ainda sem poder contar com Rafael Estevam e Renan Luís, o técnico Wagner Lopes novamente teve que improvisar Heverton na lateral esquerda. Lucas Sotero permanece lesionado e Pimentinha, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, também desfalcou a equipe.

O primeiro lance de relativo perigo saiu aos 10 minutos de jogo. O lateral esquerdo Michel, do Atlético, tentou cruzar da esquerda e a bola passou perto da trave esquerda. Aos 17, o Sampaio conseguiu assustar em cobrança de falta de média distância de Rayllan, a bola passou com perigo sobre o gol. No minuto seguinte, Edgar efetuou um bom cruzamento para o centro da área e Carlos Alberto cabeceou fraco para a fácil defesa de Klever.

O jogo estava bastante truncado, com o Sampaio marcando bem e dando pouco espaço para o time da casa trabalhar a bola em seu campo de ataque. Mas aos 25 minutos, acontecera o lance que mudou o panorama do jogo. Magno Cruz carregou a bola para a Linha de Fundo, pelo lado direito, e tentou fazer o passe para dentro da área, mas a bola tocou no braço direito do volante Levi e o árbitro da partida assinalou o pênalti. O próprio Magno foi para a cobrança e a converteu a favor do Atlético Goianiense, abrindo o placar no Serra Dourada.

O Sampaio só conseguiu levar perigo novamente no minuto final do tempo regulamentar. Wágner Fogolari cabeceou por cima do gol, após cobrança de escanteio de Rayllan.

O segundo tempo iniciou com o time da casa buscando mais o jogo e logo aos 4 minutos ampliou o placar com Alison. O atacante arriscou, com muita liberdade, de fora da área e acertou um belo chute no ângulo, indefensável para o arqueiro boliviano. O ímpeto do Atlético Goianiense persistiu e mais uma vez encontrou espaço para efetuar um novo chute de fora área, desta vez com Gilsinho, mas o goleiro Rodrigo Ramos estava bem posicionado e fez uma excelente defesa, espalmando a bola.

O técnico do tricolor maranhense não tinha outra alternativa a não ser colocar o time para frente e tentar ao menos um empate. Ele sacou o volante Felipe Baiano e lançou o atacante Henrique. Pela ausência de Diego Lorenzi, lesionado e substituído por Daniel Barros ainda no primeiro tempo, e agora pela entrada de mais um atacante, o Sampaio ficou exposto e sem proteção no setor defensivo. Mas logo após a substituição, a Bolívia Querida sofreu o terceiro gol. Aos 11 minutos, Gilsinho cobrou escanteio, Lino desviou de cabeça e a bola caiu nos pés de William Schuster, que só teve o trabalho de empurrá-la para o fundo da rede.

O Sampaio precisava desesperadamente de um gol para incendiar a partida. Aos 24 minutos, Rayllan recebeu passe enfiado, avançou para a área e finalizou, mas o goleiro Klever estava bem posicionado e fez a defesa com segurança. O tricolor continuava dando espaço para o adversário e aos 30, Gilsinho encontrou o caminho livre para efetuar mais um chute de fora da área, assustando o goleiro Rodrigo Ramos.

O gol tricolor saiu somente aos 42. Edgar recebeu ótimo passe de Rayllan entre a defesa, driblou o goleiro e com o gol livre, balançou a rede, diminuindo o placar. Não houve tempo para comemorar e nem para arquitetar um possível empate. Aos 44, o time da casa logo tratou de dar números finais ao marcador. Gilsinho fez o passe cruzado da direita para o meio da área e Alison chegou à frente do zagueiro adversário para completar, finalizando no canto esquerdo e aumentando a diferença. O Sampaio ainda tentou reagir após lançamento de Daniel Barros do campo de defesa, que encontrou Edgar entre os zagueiros. Ele driblou novamente o goleiro, mas perdeu o equilíbrio e não conseguiu finalizar como gostaria, mandando a bola por cima do gol. Já era tarde demais para mais tentativas e o jogo terminou assim, 4 x 1 para o Atlético Goianiense e o Sampaio Corrêa continua com apenas 12 pontos e vê seus adversários diretos na luta contra o rebaixamento se distanciarem ainda mais.

Após fazer um primeiro tempo marcando bem e anulando as principais jogadas do adversário, os jogadores pareciam ter sentido o primeiro gol e voltaram para o segundo tempo desligados e dando muito espaço para o Atlético jogar. Pela esquerda, não houve nenhuma jogada sequer de profundidade, com ultrapassagens, até mesmo pela ausência de um lateral de ofício naquela lateral. O atacante Carlos Alberto foi pouco acionado e nas duas vezes que conseguiu finalizar não obteve êxito. O meia Rayllan mais uma vez se destacou nas bolas paradas, mas no segundo tempo não apareceu tanto, além da jogada do único gol tricolor.

O técnico do tricolor maranhense não tinha outra alternativa a não ser colocar o time para frente e tentar ao menos um empate. Ele sacou o volante Felipe Baiano e lançou o atacante Henrique. Pela ausência de Diego Lorenzi, lesionado e substituído por Daniel Barros ainda no primeiro tempo, e pela entrada de mais um atacante, o Sampaio ficou exposto e sem proteção no setor defensivo. Fato tal que acentuo como determinante para o largo placar.

O próximo jogo do Sampaio será no dia 18 de Agosto contra o Goiás, no Castelão, em São Luís, às 20h30. Trata-se de um jogo muito importante, pois são dois times que brigam contra o rebaixamento.

FICHA DO JOGO:

ATLÉTICO-GO 4 X 1 SAMPAIO CORRÊA

Local: Estádio Serra Dourada, Goiânia (GO)
Data/Hora: 31 de Julho de 2016, às 16h

Atlético-GO: Klever; Matheus Ribeiro, Marllon, Lino e Michel; Pedro Bambu, William Schuster (Silva), Magno Cruz (Bruno Barra) e Marquinho (Jorginho); Gilsinho e Alison.
Técnico: Marcelo Cabo

Sampaio Corrêa: Rodrigo Ramos; Éder Sciola, Wágner Fogolari, Luiz Otávio e Heverton; Levi, Diego Lorenzi (Daniel Barros), Felipe Baiano (Henrique) e Rayllan; Edgar e Carlos Alberto (Fernandinho).
Técnico: Wagner Lopes

Gols: Magno Cruz - 26’1T, Alison - 3’2T, William Schuster - 11’2T e Alison - 44’2T (Atlético-GO); Edgar - 42’2T (Sampaio Corrêa)

Árbitro: Dyorgines José Padovani de Andrade (ES)

Marcos Fernandes || Twitter: @poetafernandes
Linha de Fundo || @SiteLF

Não dá para esquecer, foi contra o CRB


Simplesmente sensacional a vitória do G. E. Brasil contra o Clube de Regatas Brasil. A partida foi pela décima oitava rodada do Campeonato Brasileiro de 2016 – Série B, na casa do adversário. A importância dessa vitória ganhou consagração maior devido ao fato do Time Xavante ainda não ter ganhado nenhum jogo fora de casa. No Estádio Bento Freitas – A Casa Xavante –, a bola rola tranquilamente e, via de regra, as vitórias somam-se umas às outras, não importando a grandeza do adversário. Caiu na Baixada, três pontos na certa para o Brasil. Mas este ano a coisa estava encardida e, mesmo jogando melhor muitas vezes, até então os três pontos não haviam sido somados na tabela Rubro Negra. Para um time que sempre tem torcedor em qualquer lugar que ande, é fundamental ganhar fora também.

Atlético/GO, Goiás, Criciúma, Ceará, Sampaio Corrêa, Londrina e Vasco da Gama, “siscaparam”, mas o CRB não. Claro, como sempre, a partida teve lá sua dramaticidade, é o cagaço na arrancada não dá para deixar passar em branco. Os regatianos largaram na frente logo aos cinco minutos após falha incrível da barreira Rubro Negra. Daí, a cara do Diabo parecia ser mais feia do que o normal. Mas time macanudo não treme nas bases e o Brasil foi levando o jogo à sua maneira para dar o bote na hora certa. Não deu outra. Aos quarenta e seis do primeiro tempo, Ramon marcou seu quarto gol na competição e empatou para o Brasil.


A jogada foi de encher os olhos. Daquelas em que o torcedor levanta da arquibancada e já vai gritando “É gol! É gol! É gol! É gol!” desesperadamente, correndo junto com o jogador e chutando nada como se a bola estivesse ali, na sua feição. Quem olha de fora parece barbada, mas a julgar pela exaustão de Ramon após o gol, bem se vê que o buraco é mais embaixo. A partir do empate, a clareza da superioridade do time de Zimmermann sobre a equipe de Mazola Júnior foi clara e a segunda etapa seria quase que um passeio do Brasil nas terras de Alagoas. Já não havia mais dúvidas, a primeira vitória fora de casa chegaria.

Para o segundo tempo, os ânimos das torcidas eram antagônicos e a alegria Xavante contrastava com a apreensão regatiana. O Estádio Rei Pelé e seus sete mil e um pagantes estavam prestes a ver uma partida de luxo do G. E. Brasil conduzido por seu treinador Rogério Zimmermann. E realmente foi um espetáculo. Todas as manifestações, em especial de torcedores Xavantes, destacaram a grande atuação técnica/tática do time Rubro Negro.

Já aos sete minutos, Ramon deu o recado. Não foi gol, mas sabíamos que de hoje (29.07.16) não passava. Depois veio Felipe Garcia aos dezessete e vinte e um; Elias aos vinte e quatro; e, claro, Nathan aos vinte e oito do segundo tempo. O Brasil gaúcho brasileiro aproveita a trapalhada da defesa regatiana e passa a frente do marcador no Estádio Rei Pelé. Gol nada mais nada menos do que do AU! AU! AU! AU! AU! Nathan Cachorrão sacramenta a vitória do G. E. Brasil. Nathan mal tinha entrado em campo e sua estrela brilhou. Jogador velocista, Cachorrão lembra os tempos de Nazarildo ou de Tadeu Silva, quando do nada surgia um foguete, um raio a correr em direção ao goleiro adversário. Tempos em que, mesmo a jogada não sendo da boa, não dando em nada, valia pelo esforço, dedicação e busca infindável pela linha de fundo. Quando gol então, era um delírio total.


Daí em diante nem sei como aguentei escutar o jogo até o final. Quase desliguei meu fiel escudeiro e só não fiz isto pela parceria de há muito que curto com minha galena melhorada. Quarenta e seis! Aguenta mais um pouco coração! Nem pensa em pifar logo hoje. Dá-lhe Brasil! Show de bola!

E ela veio! A primeira vitória fora de casa finalmente chegou. Somando às outras, agora são sete vitórias. Dá-lhe Brasil! Dá-lhe Rogério Zimmermann! Dá-lhe Comissão de Obras!*


Eduardo Martini, Weldinho, Leandro Camilo, Teco, Marlon, Leandro Leite, Nem, Felipe Garcia, Diogo Oliveira (Clébson), Elias (Galiardo) e Ramon (Nathan) assinaram esse feito sob o comando maior de Rogério Zimmermann. Jogo perfeito, mas o segundo tempo... Báh! O segundo tempo foi de arrepiar.


* Comissão de Obras – leia-se

A esperança de um segundo turno melhor

Na partida deste domingo tínhamos cinco Libertadores, cinco Copas do Brasil, doze Brasileiros, cinquenta e nove Estaduais e nenhum rebaixamento em campo, já era de se esperar um grande jogo na Vila Belmiro. Porém, só a vitoria interessava a Raposa para tentar uma recuperação imediata no Campeonato Brasileiro.

 Se isso foi possível? Infelizmente o time celeste desperdiçou novamente a chance de conquistar os três pontos. É aquela velha história, o Cruzeiro foi superior a maior parte no tempo e no final foi o adversário que venceu o duelo. Ultimamente a vida desse time tem sido assim.

@Cruzeiro
A marcação e a saída de bola melhoram, mas o mais importante, que é a finalização, piora a cada jogo e isso não resolverá nosso problema, pois no final o que importa são os três pontos. Na próxima rodada, o Cruzeiro enfrentará o Internacional no Estádio Independência. A partida acontecerá na quinta-feira, às 21h, e a única coisa que queremos é comemorar um triunfo cruzeirense, a torcida não está pedindo muito.

Sobre o jogo:

Era o primeiro jogo em que Mano Menezes comandava a equipe celeste novamente e ele quis arriscar em um time que praticamente já conhecia, para depois apostar em novas peças. Um dos principais objetivos de Mano é ter consistência na marcação e, no confronto entre Santos e Cruzeiro, conseguimos ver boa marcação, um sistema defensivo bem encaixado e grandes números de finalizações, principalmente do lado cruzeirense que sempre chegava com perigo.

@Cruzeiro
Era dos pés do Willian Bigode que saíam as melhores oportunidades de balançar a rede, quer dizer, se o jogador cruzeirense não gostasse de perder tantos gols, a história do jogo poderia ser outra. Um primeiro tempo ofensivo, com boa movimentação e com pressão mineira, o Cruzeiro demonstrou mais vontade em poucos minutos do que durante a temporada inteira. Para ser melhor, só faltou o gol celeste para premiar a boa atuação da Raposa.

Para o segundo tempo, a postura do Maior de Minas não mudou, pelo contrário, a superioridade azul e branca só aumentou. Mas aquele velho ditado de “quem não faz, leva" se concretizou e, na primeira oportunidade que a equipe paulista conseguiu, balançou as redes com Vitor Bueno, que surpreendeu o setor defensivo.

Com desvantagem no placar, a Raposa não se intimidou e tentou correr atrás do prejuízo enquanto ainda dava tempo, porém alguém esqueceu de avisar para o Lucas que o gol era para o outro lado. O lateral tentou impedir um cruzamento e no fim acabou jogando contra seu próprio patrimônio. Para tristeza de milhões, o Cruzeiro trouxe mais uma derrota na bagagem.

@Paulinha_CEC – Paula Fernandes

Arsenal vence o Chivas e fica 100% na América

Na noite do último domingo (31), o Arsenal foi até Los Angeles para enfrentar o Chivas Guadalajara, do México, no Estádio StubHub Center. A partida foi um amistoso preparatório para a temporada 2016-17, o segundo em território norte-americano. Na quinta-feira (28), os Gunners já haviam vencido o time de All-Stars da MLS (2 a 1), em San José.

Akpom, Iwobi, Ox e Elneny comemoram o segundo gol do Arsenal. Foto: Arsenal.com
Ainda sem as principais peças que serviram suas Seleções Nacionais na Eurocopa e na Copa América, Wenger fez novas experiências no time e aproveitou para dar mais minutos aos jovens do elenco. Um dos novos valores da equipe, Rob Holding, zagueiro de 20 anos contratado junto ao Bolton, agarrou sua chance entre os titulares e abriu o placar para os londrinos aos 34’ do primeiro tempo.

Na volta do intervalo, o Arsenal veio com muitas mudanças e não demorou a ampliar o placar. Aos 5’ da etapa complementar, Alex Oxlade-Chamberlain fez o segundo dos Gunners. Seis minutos depois, foi a vez de Chuba Alpom, outra promessa, deixar a sua marca e praticamente garantir o resultado favorável para os comandados de Wenger.

Os mexicanos ameaçaram uma reação aos 29’ quando Angel Zaldivar diminuiu a vantagem em cobrança de pênalti. Mas já era tarde e o Chivas não teve forças para uma reação mais incisiva. O 3 a 1 no placar para os londrinos permaneceu até o apito final, garantindo 100% de aproveitamento ao Arsenal em território americano, com duas vitórias em dois jogos disputados.

Continuando a preparação para a próxima temporada, Wenger e sua equipe viajam para a região da Escandinávia. No dia 05/08, o Arsenal enfrenta o Viking FK, em Stavanger, na Noruega e no dia 07/08, o adversário é o Manchester City, em Gotemburgo, na Suécia. A estreia oficial na temporada 2016-17 está marcada para 14/08, quando os Gunners recebem o Liverpool, em Londres, em partida válida pela primeira rodada da Premier League.

#WeAreArsenal! Lucas Felipe (@lsouza73)

CRB e sua temporada quase perfeita: Faltam 20 batalhas

Chegando ao fim do primeiro turno, entrando em uma parada de 20 dias sem jogos do CRB. Analisamos os números do Regatas nesta Série B, seus jogadores, torcida e diretoria fazem o melhor que podem a cada semana, surpreendendo aqueles que ainda não conheciam a força do Galo.

Campeonato Alagoano

No estadual, tivemos várias e várias mudanças no time. Pra começar, a camisa 10 mudava de dono a cada partida, sem rumo, foi passando por Somália, Lúcio Maranhão, Luiz Fernando, Dakson e outros. Mazola testava o time, fazia do estadual sua pré-temporada, e assim foi. 

O começo foi ótimo, mas me refiro ao começo mesmo. Nas duas primeiras rodadas o CRB goleava o Murici pleno Rei Pelé, e vencia o ASA em Arapiraca. Lúcio Maranhão mostrava que seu contato com as redes seria agradável ao torcedor. Nesse período, se descobriu o talento do jovem Galdezani, emprestado do Sport. Mostrou desenvoltura na primeira partida, comandou o meio de campo, já que o Galo havia perdido Olívio por lesão na partida. Na rodada seguinte, o meia deu duas assistências para gol contra o Asa. Marcaria seus primeiros gols contra CSE e Sete de Setembro no Rei Pelé.


Foto: TNH1/AL

O que aborrecia o torcedor eram as mudanças no time, e os clássicos em derrota. Mas não para por ai, mesmo tendo goleado o Murici na primeira rodada por 5 a 1, o Galo foi surpreendido outras duas vezes contra o mesmo Murici, sendo derrotado em ambas. A campanha não era a melhor, mas foi suficiente para chegar a final. Camisa pesou, o Regatas venceu os dois jogos da final e ficou com o título. Nesta campanha pelo estadual, se descobriu também outro jovem, Luidy. O meia jogou de titular contra o Asa no Rei Pelé, fez chover, marcou um golaço e começou a agradar o torcedor. O prestígio por sorte e talento, dura até hoje. Sobre o ASA, o Galo venceu os três jogos que disputou contra o alvinegro. Contra o CSA foram duas derrotas, um empate e duas vitórias.

Copa do Nordeste

Somália, ganhou titularidade nos jogos da Copa do Nordeste. Marcou três gols, vestiu a 10 no jogo de despedida, foi peça fundamental na campanha. O Galo começou o Nordestão vencendo a equipe do Estanciano fora de casa, parecia que iria engrenar de vez. Acabou sendo derrotado na segunda rodada para o Coruripe no próprio estádio, Goevani, ex-CRB estava no clube adversário, aplicou um chapéu na partida e uma caneta em Lúcio Maranhão. Na terceira rodada, alívio após bater o América de Natal por 3 a 1, dois gols de Neto Baiano, tirando de si sua zica pelo CRB. No jogo de volta, falhas individuais de Gabriel resultaram na derrota, a arbitragem devia ter influenciado no jogo em expulsão de Olívio.



Foto: Aílton Cruz

Após vencer o Coruripe no Gérson Amaral por 3 a 1, Neto Baiano marcando novamente em duas oportunidades. O CRB fez sua sexta partida precisando apenas de um empate para acabar a fase como líder, jogo contra o Estanciano. Mas teria que torcer por um empate em Natal. Os dois jogos acabaram empatados, o Galo se classificou em primeiro no grupo e assim passou de fase para enfrentar o Sport. Vencendo o jogo de ida com gols de Lúcio Maranhão e Somália, o Regatas foi para Recife, empurrado por sua torcida em busca da classificação. Não veio, acabou sendo derrotado por 1 a 0 e eliminado. Mas fez boa campanha, acabou sendo parado por um Sport com elenco melhor.

Copa do Brasil

Começando de forma histórica, visitou a equipe do Ivinhema, no Mato Grosso do Sul. Venceu a partida por 2 a 0 com gols de Dakson e Lúcio Maranhão. No primeiro jogo da segunda fase, recebia o Vasco da Gama, clube que teria de enfrentar já na Série B novamente.


Foto: TNH1/AL

Na partida de ida contra o Vasco, estreia de Gérson Magrão. Dando mobilidade ao meio-campo, as jogadas aconteciam de forma mais eficaz e perigosa. Dominou o adversário totalmente no primeiro jogo, mas por azar teve a defesa vazada com um gol de falta de Rodrigo, Jordi pegou todas as bolas que foram em seu gol, sorte dele que todas foram no meio do gol, o placar foi de 1 a 0 para os vascaínos. No jogo de volta, dominando novamente o adversário, CRB abriu o placar com um golaço de falta do lateral esquerdo Diego, assim, foi segurando o jogo, mas faltando ainda a "catimba" para o grupo, esfriar o jogo. Grandes oportunidades surgiram ao longo da partida, mas nenhuma entrou. Até que aos 47'2T Rafael Vaz empatou a partida e o Regatas dizia adeus para a Copa do Brasil, placar de 1 a 1.

Série B

Fazendo história, essa é a campanha do CRB e motivo de criação desta matéria. Terceiro colocado em dezoito jogos disputados e forte candidato ao acesso por conta de vitórias conquistadas fora de casa, a campanha do Regatas é fascinante. O clube tem mais vitórias do que derrotas em jogos disputados longe do Rei Pelé, esta campanha fora de casa lhe rendeu até o dia de hoje 16 pontos, segunda melhor campanha como visitante.

Foto: TNH1/AL

Um elenco que orgulha. Olhar para o banco de reservas e ver jogadores em nível de ser titular, é algo que todo Regatiano pode se orgulhar. No próximo jogo contra a Luverdense, O CRB não terá Olívio que está suspenso por conta de doping, Somália e Zé Carlos por conta de cartões amarelos. Isto seria um grande problema, mas não é tão ruim, Mazola tem no banco de reservas Franco Razzotti, experiente volante argentino com carreira longa pelo Vélez Sarsfield e Neto Baiano que mesmo em sua fase, marca gols importantes. O elenco é peça fundamental do Galo em busca do acesso, mas ainda lhe falta peças nas laterais, onde não tem muitos substitutos, como é o caso de Diego.

O Regatas pode ir longe, são 32 pontos conquistados em 54 disputados. Os olhos dos grandes clubes brasileiros estão virados para a campanha e atletas do CRB. A estrutura oferecida aos atletas faz com que o desgaste não seja tão problemático. Sua diretoria, trabalha de forma eficaz, e buscando melhorar a cada semestre, desde 2011 fazendo o Galo ser um grande clube no Nordeste. 

Torcida

Aquele que está presente em todos os jogos do Regatas, sempre verá sua torcida em grande número no Estádio. "Invadindo" o estado vizinho, lotando seu espaço destinado na Arena Pernambuco, mostra o quão é fascinante a torcida do Clube de Regatas Brasil. Os dados e fatos sempre mostram que a torcida do Galo é a que mais comparece, tendo mais de 30 jogos com públicos superiores a 10 mil desde o ano de 2011, isto é para poucos. Ela cresce dia após dia, assim como seu clube. 

Foto: Nação Regatiana/Facebook

Não abandona. A torcida do CRB hoje quer comprometimento do clube com ela, se a diretoria tanto pede ao torcedor que se torne sócio do clube, a torcida faz também sua cobrança. Jogo à jogo, a cobrança de boa parte dos torcedores está em relação aos públicos divulgados, sendo assim, impedindo a torcida de conquistar outra vitória para o clube, na média de público do campeonato. 

Foto: Globo Esporte 

O papel da diretoria desta vez, deve ser disponibilizar com antecedência ingressos para seu torcedor. Aproveitar a campanha que pode render a Alagoas muitos benefícios, como turismo, visibilidade nacional, evolução do esporte e reformas no seu palco principal, o Estádio Rei Pelé. A próxima partida do CRB em casa será no dia 20 deste mês, falta muito tempo e assim, para deixar a festa mais bonita, o torcedor deseja que os ingressos sejam vendidos com antecedência para mostrar a força do CRB dentro de casa, e que seu amado adepto está com ele em busca do tão sonhado acesso.

Gostinho amargo


Em um Morumbi com mais de 54 mil torcedores, a Chapecoense surpreendeu o São Paulo, abriu 2x0 no placar logo no início da primeira etapa, mas não segurou a pressão, cedendo o empate nos minutos finais, após pênalti questionável cometido por Josimar.

Bruno Ulivieri/Raw Image/Gazeta Press
Para o duelo na capital paulista, o técnico Caio Júnior voltou a enfrentar problemas com contusões. Após perder Ananias por um mês e Sérgio Manoel por 15 dias, foi a vez de Lucas Gomes sentir lesão, na partida Copa do Brasil na quarta-feira diante do Furacão. As opções para o ataque eram jovens, por isso o treinador resolveu apostar na experiência do meia Martinuccio, que fez companhia a Hyoran e Kempes no setor ofensivo. A surpresa na escalação ficou na meta do Verdão, Danilo ganhou a vaga de Marcelo Boeck.

Com a bola rolando e o apoio em massa do torcedor, os paulistas, com 63,3% de posse de bola, esboçavam uma pressão. Já a Chapecoense, jogando no erro do adversário, foi mais eficiente, surpreendendo até mesmo sua torcida, já que, com 11 minutos de partida, o placar marcava 2x0 para o Verdão, gols de Kempes aos cinco minutos e Thiego aos onze, ambos em jogadas aéreas. A vantagem conquistada logo no começo da partida chamou mais ainda o tricolor para cima, mas a forte marcação do Verdão dificultava a criação de jogadas dos donos da casa, que só conseguiam chegar com perigo em chutes de fora da área, mas Danilo, o aniversariante do dia, completando 31 anos, se destacou com boas defesas e garantiu o placar até o intervalo.

Na volta para a segunda etapa, Bauza atendeu os pedidos e mandou Chávez a campo, o atacante vindo do Boca Juniors fazia sua estreia no lugar do volante Thiago Mendes. Caio Júnior também fez uma alteração, buscando mais velocidade, o treinador sacou Martinuccio e mandou o jovem Tiaguinho, que fazia sua segunda partida com a camisa do Verdão. Em campo, o panorama seguia o mesmo, com a Chape cada vez mais recuada e buscando segurar o placar, enquanto os paulistas ficaram tentando de qualquer maneira os gols, para, pelo menos, empatar o confronto. A pressão não demorou para surtir efeito, Centurión fez bela jogada e encontrou Cueva livre, o atacante peruano chutou colocado, sem chances para Danilo, diminuindo o placar.

O gol colocou fogo no jogo e o desespero na arquibancada virou apoio. O Morumbi tremia e, com toda pressão fora das quatro linhas, a bola bateu no braço de Josimar, o árbitro assinalou pênalti, convertido por Cuevas, marcando o segundo dele e o segundo do São Paulo na partida. O Verdão não se entregou após sofrer o empate, tendo nos pés de Bruno Rangel e Hyoran as chances de voltar para frente do placar, mas Denis desta vez salvou os donos da casa, garantindo um ponto para cada lado na tabela de classificação.

Com o empate, a Chapecoense segue invicta jogando no Morumbi, em três partidas soma uma vitória e dois empates. O resultado fez a equipe cair para o 11° lugar com 23 pontos, cinco a mais do que o primeiro na zona de rebaixamento. A Chape volta a campo na próxima quinta-feira (4), na Arena Condá, no duelo de Verdões contra o agora terceiro colocado Palmeiras, às 21h30.

O empate deixa novamente o gostinho amargo para a torcida do Verdão, assim como foi diante do Flamengo, um pênalti mudou completamente a partida, levando dois pontos importantíssimos embora. O que fica de positivo é a força da equipe jogando em um Morumbi lotado, poucas equipes conseguiram fazer o que a Chapecoense fez na manhã deste domingo, mantendo a invencibilidade sobre o tricolor jogando na capital paulista.

Agora é a vez do torcedor Chapecoense fazer sua parte, o duelo da próxima quinta-feira vale muito para o Verdão. A sequência é complicada, é hora de fazer valer o mando de campo, força que faz parte da nossa história. Vamos fazer a Arena Condá virar um caldeirão.

Marcelo Weber || @acfmarcelo

Botinha não joga bem, mas volta a vencer na Série C

Torcida compareceu, e Botinha voltou a vencer na Série C
O que parecia no começo ser uma vitória fácil, ao longo da partida se tornou um tremendo sufoco para o tricolor de Ribeirão. O Botafogo conseguiu depois de cinco jogos sem vencer sair vitorioso do Santa Cruz, e cessar a falta de gols que tinha pelos lado de seu ataque. Mas não foi tão fácil como se esperava, ou parecia. O próprio placar já diz por si só, um apertado 1 a 0.

O Foguinho que entrava em campo de certa forma “pressionado”, pelo fato de não vencer a cinco partidas, via também a chance de se reabilitar na competição contra um adversário que não vem bem das pernas. O Ypiranga contando com o tropeço de ontem, não vence a três partidas, e é só o sétimo colocado na tabela do Grupo 2. Mesmo com todos esses fatores a favor, assim como o mando do jogo e a torcida, o time precisava se livrar da “seca” de gols que o seu ataque passava, desde a saída de Danilo Bueno e Alemão. Márcio Fernandes repetiu o ataque, e foi a campo com o contestado Isaac, e o até agora discreto Diego Campos.

O jogo:

Parecia que seria o dia que o Botafogo iria tirar a barriga da miséria. Já aos quatro minutos de partida, depois de bom lançamento em diagonal de Derli para Daniel Borges, o lateral direito do tricolor que substitui Samuel Santos, deu cruzamento perfeito para Zotti, que entrou de carrinho e finalizou com perfeição, para abrir o marcador da partida. Um a zero.

O jogo daí em diante parou para a equipe do Botafogo. O que se viu no primeiro tempo em diante, foi a equipe do Ypiranga tentando correr atrás do prejuízo do gol tomado, e por algumas vezes assustando a meta do goleiro Neneca. Em um momento, o goleiro tricolor tentou sair jogando, e se complicou, entregando a bola nos pés do time canarinho, que para a sorte dos donos da casa, teve a rápida intervenção de Pituca, que desarmou Tulio Renan em cima da hora.

Meia Zotti, foi o autor do gol tricolor.

Veio o segundo tempo e com ele o time gaúcho mais ofensivo. O Botafogo que só se preocupava em se defender, viu o time de amarelo exercer certos perigos ao seu goleiro, e todas as jogadas de ataque passando pelos pés do meia Danilinho, que armava o jogo direto para os atacantes. Em duas oportunidades João Paulo tentou marcar, mas Neneca fez seguras defesas que conseguiram segurar o jogo até o fim com vitória do tricolor.

O Botafogo-SP mostrou deficiência em alguns setores de sua equipe, como a saída de bola, que quando foi pressionada pelos jogadores do time adversário, trouxe dificuldade a Mancini e Filipe. E também por mais uma vez, o ataque foi muito criticado. Diogo Campos se mostrou esforçado ao correr atrás de bolas perdidas no ataque, já Isaac, que sem contar a insatisfação do torcedor com seu futebol, se mostrou juvenil em certo momento do segundo tempo, e foi expulso ao levar o segundo amarelo em falta no meio campo, totalmente desnecessária, que deixou o time botafoguense em desvantagem até os últimos quinze minutos finais. Mais motivos para o torcedor pegar birra de seu centroavante.

Com a vitória, o Botinha chega aos dezenove pontos na competição, e se mantém na terceira colocação do Grupo 2. Agora o tricolor de Ribeirão abre três pontos de vantagem do primeiro time fora do G-4, o Tombense-MG, que tem dezesseis pontos. O time agora folga nessa segunda-feira, e já na terça volta aos trabalhos visando à próxima partida, na próxima segunda (8), contra o Boa Esporte, em varginha, as 19h15. Já o Ypiranga, sétimo colocado, recebe a Portuguesa domingo (7), em casa.
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