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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Entendam, não é apenas futebol

O futebol é uma das maiores paixões mundiais, no Brasil um país pentacampeão já vimos jogadores como Pelé, Zico, Taffarel, Romário, Cafú, Roberto Carlos, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho entre outros gênios com os pés e mãos.

Foto: Márcio Cunha.
Mas no mundo da bola, não são apenas dirigentes, comissão técnica e jogadores que fazem tudo acontecer. O que seria do futebol sem o torcedor, aquele apaixonado por seu clube, que o defende em qualquer discussão.

A paixão por seus clubes nem sempre é bem aceita por outras pessoas, por aqueles que tratam o futebol somente como um esporte. Mal sabem eles realmente o que acontece dentro de estádios e arenas espalhadas por todo Brasil.

Em Chapecó não é diferente, até hoje vejo fieis torcedores que encararam chuva, frio, pedras, derrotas e que viram a Chapecoense beirando fechar as portas, para hoje estar na elite do futebol Brasileiro e orgulhando o país na Copa Sul-Americana. Na Arena Condá, o torcedor não é apenas mais um, é ele que traz a alma e é o 12° jogador dentro das quatro linhas. Gigantes do futebol brasileiro e sul-americano já sentiram a força desta união entre torcedor e jogadores.

Poucos sabem o que se passa nos bastidores, nas horas que antecedem uma partida de futebol em Chapecó. Dia de jogo sempre é especial, é dia de vestir a camisa verde e branca, pegar o chapéu cata ovo, transformar seu carro em táxi, passar de casa em casa para encontrar seus amigos, é de chegar cedo, fazer das calçadas um restaurante com os famosos churrascos que antecedem as partidas.

Para quem é de fora ou até nunca pisou na Arena, pode parecer besteira. Mas para nós dia de jogos é para encontrar uma família que foi criada ao passar dos anos, a amizade passa a se tornar algo maior, considerando amigos como irmãos.

O Chiqueirinho PTE é um desses grupos, que poucas pessoas conhecem, mas para nós é muito mais que apenas que futebol. São amigos que conheci e hoje com orgulho faço parte, levamos no peito a Chapecoense com muito orgulho, somos fieis, apaixonados e loucos por futebol. Nas arquibancadas, junto com a Barra da Chape, encontramos mais amigos e empurramos a Chapecoense para vitórias fantásticas, perdemos a voz, esquecemos qualquer tipo de problema e só pensamos no belo espetáculo e ser figura importante nas conquistas do Verdão.

Foto: Fernando Remor/Mafalda Press/Gazeta Press.
Quem nunca fez uma loucura para ver seu clube do coração, viajar horas e horas para ver uma partida longe de casa, deixam por algumas horas ou até dias a família, trabalho, faculdade, por amor a camisa.

Esses são só alguns fatores que mostram como somos apaixonados pela Associação Chapecoense de Futebol, um amor que nunca deixará de existir por que dentro das arquibancadas somos mais do que onze, somos Chapecoenses.


Marcelo Weber || @acfmarcelo

Final inédita no futsal terá misto de favoritismo e evolução

(Foto: torcedores.com)
O Irã até fez jogo duro contra a Rússia, mas a seleção europeia, mesmo sem contar com o brilho dos brasileiros Eder Lima, Robinho e Romulo, venceu por 4 a 3 e está na final. O confronto foi uma partida inesquecível, marcada por um nível técnico altíssimo, belos gols e emoção até os últimos segundos. Com a classificação, a Rússia disputará o título da Copa do Mundo de Futsal no sábado, às 16h30 (horário de Brasília), no Coliseo el Pueblo, em Cali, contra a Argentina.

Os hermanos evoluíram muito, na competição, e foram precisos contra a seleção portuguesa. Abriram o placar com um golaço de Borruto e, entre os 12 e 10 minutos, fizeram três gols. Com isto, defenderam-se bem e, no restante da partida, marcaram o quito gol e liquidaram a fatura em 5 a 2.

As semifinais

Apesar da grande eficiência dos brasileiros na competição, eles não foram brilhantes no confronto da semifinal. A Rússia mostrou capacidade coletiva e, com gols de Lyskov, Abramov, Shayakmetov e Chishkala, conseguiu fazer o resultado. A partida foi memorável. Os dois goleiros, Samimi e Gustavo, trabalharam bastante. O goleiro brasileiro foi brilhante e, em várias oportunidades,ampediu o empate. O resultado da partida só foi definido a 11 segundos do fim. Isto, porque, faltando 42 segundos, Chiskhala fez o quarto dos russos, após roubar a bola na defesa, e, ao restarem 11 segundos, M.Javid selou a participação do Irã no mundial, fechando o placar em 4 a 3. Sobre a difícil partida, o técnico Iraniano, Sayed Nazemalsharieh, falou ao final da partida:
"Não é fácil dizer alguma coisa depois da derrota, mas eu estou realmente feliz, por termos proporcionado prazer aos espectadores. Nós sempre jogamos com o coração na mão e, assim, tentamos hoje. Parabéns à Rússia, por estar na final."

            Na outra semifinal, tanto a Argentina quanto Portugal adotaram a mesma estratégia: pressão na saída de bola e rotação rápida no passe. A Argentina foi superior à favorita seleção portuguesa, fez prevalecer a vontade e a eficiência em seu jogo coletivo, que evoluiu ao longo da competição e se tornou a sua marca. O craque Ricardinho, três vezes o melhor do mundo, não conseguiu ser “magico” como de costume, e, apesar da artilharia na competição, não conseguiu marcar, e viu a efefetividade de os argentinos, dentro de dois minutos, ampliarem a sua vantagem para três gols, elevando o placar para 4 a 1. 
(Foto: ESPN)
            Com isto, a seleção lusitana, que via tudo dar errado, ao parar na trave e no goleiro Sarmiento, desestabilizou-se ainda mais. Apesar da maior posse de bola, só conseguiu marcar o segundo e os hermanos, totalmente seguros, na defesa, fecharam o placar em 5 a 2, com Cuzzolino, para o delírio dos argentinos, que, pela primeira vez, na história, disputarão uma final. Sobre a partida, o goleiro argentino destacou:
"Não foi o nosso melhor jogo no torneio, mas fizemos o que tínhamos que fazer. A tática não funcionou bem, mas o coração levou-nos a vencer."
O técnico lusitano, Jorge Braz, justificou a atuação da equipe:

"Nós não fizemos a transição, como deveríamos, e, quando empatamos, pensei que tudo se acertaria. Perdemos muitas opções e tomamos três gols; e, quando você faz isto, é muito difícil vencer."
Adriano Batista || @Adriano1Batista

Em clima de guerra

“O cruzeirense não torce contra o vento, ele veste a camisa e enfrenta a tempestade”.

Não sei vocês, mas acho que essa frase acima, define perfeitamente o momento atual que nos torcedores fanáticos estamos passando. E essa frase também serve para você cruzeirense, que ousou pensar em desistir do seu time por algum momento, isso não é uma opção.

Bom, estou em clima de guerra, que chegue logo dia 19, pois quero ver sangue nos olhos daqueles jogadores, raça e muita fome e sede de gols. A única exigência, Cruzeiro é que você faça sua parte.

@Cruzeiro
Cruzeiro e Corinthians, fizeram seu primeiro jogo pelas quartas de finais da Copa do Brasil, o resultado poderia ser melhor para a Raposa, mas apesar da derrota, segue vivo o sonho de uma possível classificação e como dizia minha mãe: Em casa nós conversamos.

Sobre o jogo:

A maneira que o Cruzeiro iniciou o confronto foi uma surpresa, chegou sem medo e nos primeiros minutos de jogo já assustou a equipe mandante. Já fez com que o torcedor cruzeirense pensasse: “hoje vai”.

Alguns minutos se passaram e a intensidade da Raposa diminuiu bastante, o time passou a valorizar a posse de bola e se aproveitar dos contra-ataques, enquanto o adversário sempre chegava com perigo ao gol cruzeirense, mas é claro que eles tinham uma ajuda extra e não estou falando do juiz, e sim do Lucas, Edimar, que sempre tomavam bola nas costas.

Podemos dizer que tivemos uma etapa inicial equilibrada, com boas oportunidades para as duas equipes. Já o segundo tempo, poderia ser esquecido, ultimamente tem sido difícil falar sobre a segunda etapa.

@Cruzeiro
A etapa complementar começou desagradável para nos cruzeirenses, assim que o duelo começou, o Corinthians balançou as redes com um gol contra do zagueiro Léo, quando tínhamos pedido um gol, era a nosso favor, apenas para lembrar.

O gol em si foi irregular, qualquer um pode testemunhar que Marquinhos Gabriel estava em posição duvidosa, mas fazer o que se a arbitragem interpretou dessa maneira. E aos 08 minutos, a equipe paulista ampliou a vantagem com Romero que estava há dois meses e meio sem marcar gol e adivinha contra quem ele resolveu desencantar.

As substituições de Mano Menezes deram resultado, e foi aos 32 minutos que o Cruzeiro fez o gol da misericórdia com Robinho, um gol importante, de acordo com os critérios de gol fora de casa.

Paula Fernandes - @Paulinha_CEC

Ponto de confiança

Na última terça-feira, o Joinville Esporte Clube foi ao Olímpico de Goiás para enfrentar o Atlético Goianiense na reestreia do estádio - que foi reinaugurado após 11 anos - em partida válida pela 28ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. As equipes entraram em campo com situações totalmente contrárias. O vice-líder Atlético Goianiense buscava uma vitória para se manter na cola do Vasco, enquanto o vice-lanterna Joinville, precisava de um bom resultado para respirar e Fernando Viana foi muito importante para o resultado da partida. Vamos entender isso melhor no decorrer do texto.

Fernando Viana, atacante do JEC
A bola rolou e o Dragão pensou em "cozinhar" o desesperado Coelho, que precisava voltar pra casa com um bom resultado. O JEC criou a primeira boa oportunidade logo aos 12 minutos com Tinga. O volante do Tricolor arriscou o chute, a bola desviou, mas Kléver se esticou todo e evitou o que seria o primeiro gol do Joinville na partida. Alguns minutos depois, o Atlético mostrou que estava atento ao jogo também com Pedro Bambu, que arriscou um chute de fora da área para testar o goleiro Jonathan.

Depois de sair impune na primeira jogada de perigo, Jonathan não conseguiu o feito na segunda jogada. Aos 18 minutos, Magno Cruz recebeu a bola na ponta esquerda e tocou para Jorginho, que deu um lindo corte em Naldo e chutou forte no ângulo para abrir o marcador: Atlético 1x0 JEC. O mesmo Naldo, que sofreu o drible alguns minutos antes, quase empatou a partida em uma cabeçada. Antes de acabar o primeiro tempo, Jorginho quase marcou novamente de cabeça após cruzamento.

Jorginho comemorando o gol do Atlético-GO. Foto: Divulgação/Atlético-GO
Na etapa complementar, a partida continuou interessante e disputada com as duas equipes se alternando no ataque. As primeiras chances do JEC no segundo tempo foram com Heliardo e em uma disputa de bola dentro da área defendida pelo Atlético. Jorginho e Junior Viçosa deram o troco e quase marcaram os gols dentro da área Tricolor. Fernando Viana quase empatou a partida próximo ao fim do jogo, mas a bola insistia em não querer entrar.

Fernando Viana comemorando o gol de empate,no último lance. Foto: Carlos Costa/Futura Press, Estadão Conteúdo
No apagar das luzes, quando todos davam o 1x0 como certo, o JEC chegou ao empate de forma inesperada. Aos 48 minutos, Marquinho recuou mal e Fernando Viana, atento ao lance, saiu na cara do gol, driblou Kléver e empatou a partida: Atlético-GO 1x1 Joinville. De forma inusitada, o JEC conseguiu voltar para o Norte de Santa Catarina com um pontinho na bagagem, o ponto de confiança.

LEO FERNANDES || @L_Fernandes18
LINHA DE FUNDO || @SiteLF

Noite histórica

Jogadores comemorando a classificação. (Coritiba/Divulgação)
Na noite de ontem (28), o Coritiba foi até Córdoba enfrentar à equipe do Belgrano no jogo de volta das oitavas da Sul-Americana. O time Alviverde precisava reverter o resultado e fez mais do que isso, fez história. No tempo normal, o Coxa devolveu o placar de 2 x 1 e levou à partida para os pênaltis, e foi aí que brilhou a estrela do goleiro Wilson. Defendendo duas cobranças e convertendo uma, assim garantindo o Verdão na próxima fase.

Iago brilha mais uma vez

Precisando igualar o placar de 2 x 1 que os argentinos conquistaram no primeiro jogo para levar a decisão para as penalidades, o Coritiba foi a campo com uma equipe bastante ofensiva, com quatro atacantes e com o paraguaio Nery no lugar de Walisson Maia. Carpegiani mandou a campo: Wilson, César Benitez, Nery, Juninho, Juan, João Paulo, Alan Santos, Iago, Leandro, Kazim e Vinícius.

Com o estádio praticamente lotado, a partida iniciou com o elenco Coxa-branca sendo aplaudido pela torcida do Belgrano, muito por conta da recepção Alviverde no jogo de semana passada.

Aos 12', a primeira chance Alviverde, Kazim chutou e o goleiro Olave bateu roupa e por pouco o Coritiba não abriu o placar. Logo em seguida, Suárez tentou de bicicleta, a bola passou por cima do gol assustando o goleiro Wilson.

A equipe Coxa-branca tentava achar espaço, mas a marcação fechada dos argentinos e os contra-ataques perigosos dificultavam a equipe Alviverde na partida. Aos 28', Wilson salvou o Coritiba em chute de Bieler.

Aos 29', o gol argentino saiu. Bieler, após um erro de marcação da defesa Coxa-branca em cobrança de escanteio acertou uma bicicleta, assim colocando o Belgrano à frente do placar.

Após o gol sofrido, a equipe do Coritiba aparentemente acordou na partida. Juan cobrou falta e Alan Santos cabeceou na trave, no rebote, Nery mandou por cima do gol. O Verdão passou a pressionar o time argentino, até que o empate veio. Benitez cruzou pela direita e Iago apareceu sozinho e mandou a bola de cabeça para o gol. Mais um gol do talismã Alviverde, fazendo o Coritiba entrar na partida novamente.

Coxa vira e decisão vai para os pênaltis

Logo aos 2', da etapa complementar, Juan cobrou falta na barreira, a bola voltou para ele, porém a zaga argentina afastou o perigo. O Belgrano chegou aos 7', obrigando o goleiro Wilson salvar o Coritiba com uma boa defesa. O time argentino teve outra boa chance com Suárez, porém Juninho se posicionou bem e tirou o perigo.

Carpegiani buscando mudar a movimentação da equipe sacou do time o atacante Vinícius e colocou Carlinhos, para ajudar Juan do lado esquerdo Alviverde.

Aos 19', em cobrança de escanteio o Coritiba vira o placar. Juan bateu da direta, e Bareiro subiu mais que todo mundo e fez o segundo gol Coxa-branca.

Com esse resultado à partida estava indo para os pênaltis. Mas o Coxa buscava mais um gol para ter a classificação direta. Aos 24', Carlinhos ganhou no campo de ataque e avançou, porém os argentinos afastaram o perigo.

Wilson continuava salvando o Coritiba e segurando placar para o Coxa. Carpegiani ainda colocou Bernardo e Gonzalez nos lugares de Kazim e Iago.

Nos minutos finais do segundo tempo, pressão das duas equipes, mesmo com três minutos de acréscimos, o jogo terminou mesmo em 2 x 1 para o jogo e com isso a partida foi para as penalidades máximas.

Wilson brilha

A equipe Coxa-branca começou batendo primeiro com Leandro, que perdeu. Suárez marcou para o Belgrano. Bernardo empatou para o Coritiba, Bieler fez o segundo para os argentinos. Juan converteu mais um para o Coritiba, Lema mais uma vez deixou os argentinos em vantagem. E Gonzalez empatou novamente.

E foi aí que a estrela do goleiro Wilson brilhou. Primeiro ele defendeu o pênalti batido por Luna. E o próprio Wilson, com muita calma bateu e marcou o dele. E fechando a classificação histórica Coxa-branca, Wilson defendeu a cobrança de Gaston Suárez. Coritiba 4, Belgrano 3 no placar final das cobranças de pênaltis.

Próximos compromissos

Agora o Coritiba enfrenta o Atlético Nacional, da Colômbia, que eliminou o Sol de América do Paraguai, O adversário Coxa-branca nas quartas de final é o atual campeão da Libertadores. O primeiro jogo será no Couto Pereira, no dia 19 ou 20 de Outubro. O jogo que define quem passa para a semifinal será no dia 26 de Outubro, em Medelín.

Pelo campeonato Brasileiro, o Verdão volta a campo dia 03 de outubro (segunda-feira) quando recebe o América às 21h em jogo válido pela 28ª rodada do nacional.

Valeu Coxa!!!

Texto feito por: @Andreysuldovski

Palmeiras e a dúvida chamada Copa do Brasil

“A verdade dói, a mentira mata, mas a dúvida tortura”.

A frase de Bob Marley resume a sensação do palmeirense sobre a partida contra o Grêmio pela Copa do Brasil mais do que qualquer lance que tenha acontecido durante os noventa minutos. A dúvida em questão, lógico, é o quanto o Verdão realmente está interessado e disposto dentro da competição que venceu no ano anterior.

Foi com essa tortura que o palmeirense precisou conviver ao longo da semana e, principalmente, ao longo do jogo. Apesar de dizer que a prioridade é o Brasileirão (e com razão), nenhum jogador ou membro da comissão técnica diz abrir mão do mata-mata. Na prática, porém, a postura em campo deixou essa dúvida.

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Verdão sofreu em Porto Alegre. (Foto: Goal)
Exceção feita aos primeiros minutos, quando tocou bem a bola e quase marcou com Zé Roberto, o Palmeiras pouco fez para merecer coisa melhor nesta noite de quarta-feira. Foi dominado por boa parte do tempo e teve uma com noite horrível de Dudu, Vitor Hugo, Tchê Tchê, Moisés e Gabriel Jesus, para citar alguns.

Enquanto o tempo passava, a dúvida do real interesse do elenco pairava na cabeça de cada torcedor alviverde. Nem deu para questionar o primeiro gol gremista, um chute de rara felicidade do questionado Ramiro. O segundo veio na sequência, naqueles lances de azar (nosso) e sorte (deles) que terminou dentro do gol de Jailson. Isso ainda no primeiro tempo.

Com uma noite horrível e com riscos do placar aumentar, é de agradecer aos céus o pênalti sofrido por Gabriel Jesus - com perdão do trocadilho -, e convertido por Zé Roberto. O gol que deu vida a um Palmeiras que deixa dúvidas se queria essa vida. O desempenho continuou péssimo e, se tivesse mais um gol no jogo, ele dificilmente seria verde.

Pelo menos Cuca mostrou querer algo mais. Colocou o time no ataque, abriu totalmente mesmo correndo risco de um terceiro gol que dificultaria demais uma virada em São Paulo. O placar não se alterou e a dúvida seguirá torturando até o jogo da volta quando, com campeonato nacional avançado, será mais fácil decidir se entra com força máxima ou abre mão da Copa do Brasil.

O palmeirense, otimista e empolgado por natureza, ainda que corneteiro de vez em sempre, vai acreditar que foi apenas uma noite ruim. Vai até lembrar a semifinal do ano passado contra o Fluminense, quando viu o adversário abrir 2x0 e descontou, também de pênalti, também com Zé Roberto.

Em casa, o Verdão deve jogar com a raça tradicional que tem marcado as campanhas recentes. De qualquer forma, caso opte em focar mesmo no Brasileirão, é melhor abrir a opção para o torcedor. Afinal, a verdade pode doer, mas mentir pode matar. E nesse caso, a morte é sinônima de eliminação.

O DESTAQUE: Em uma noite que o time parecia distante, talvez pensando mais no Santa Cruz do que no jogo em si, quase todos erraram lances bobos. Pela frieza ao bater o pênalti em um momento delicado na partida e pela disposição de sempre, fico com Roberto.

BOLA MURCHA: O time todo fez uma partida estranha, mesmo assim não houve nenhuma atuação desastrosa a ponto de responsabilizar o resultado. Como a principal dificuldade foi manter o controle do meio-campo, boa parte disso tem a ver com uma noite ruim de Tchê Tchê, sempre importante na transição com o ataque.

Contos de muito sofrimento

A noite da quarta-feira (28), dificilmente saíra da memória dos Chapecoenses. Chapecó recebia novamente visitantes estrangeiros, se em 2015 o River Plate, mesmo perdendo na Arena Condá, levou a classificação, os Argentinos do Independiente não tiveram a mesma sorte.

Foto: Márcio Cunha/Mafalda Press/Gazeta Press
A cidade acordou respirando o confronto, os Argentinos já compareciam em peso pelas ruas da Avenida Getúlio Vargas. Para o Verdão, qualquer vitória garantia a classificação, a espera da diretoria era de 10 mil torcedores, e acabou se concretizando, 10.530 torcedores se fizeram presentes, para ver mais uma sofrida classificação para as quartas de final da Copa Sul Americana.

Caio Júnior fazia mistério na escalação, Lourency e Bruno Rangel eram esperados na equipe titular, mas confirmada, a surpresa ficou para o atacante Aílton Canela, ao lado de Tiaguinho e Kempes.

Com a bola rolando, vimos uma primeira etapa muito disputada por ambas às equipes, mas com pouca inspiração do poder ofensivo. Assim como a Chapecoense fez na Argentina, o Independiente mesmo jogando fora de casa assustou logo nos minutos iniciais, quando Rogoni chutou no canto, Danilo começava ai seus milagres, salvando com uma defesa no reflexo.

O jogo esfriou, a marcação forte das equipes paravam os ataques, que não assustavam nem Danilo e nem o goleiro Campaña. Na melhor oportunidade da Chape, Tiaguinho cruzou e Canela de cabeça só não abriu o placar, por que o goleiro Rojo pulou para salvar.

Os times voltaram para a segunda etapa sem alterações, não demorou muito para os Argentinos assustar novamente Danilo, Ortiz chutou forte de fora da área, a bola caprichosamente explodiu no travessão, dando pinta que não era para o Rojo classificar.

A resposta do Verdão não demorou, em cobrança de escanteio, Josimar desviou na primeira trave, Filipe Machado praticamente dentro do gol acertou a trave, a bola quicou e não entrou, para desespero do torcedor. Em seguida foi a vez de Cleber Santana acertar a trave em cobrança de falta, como não se lembrar da mesma trave que tirou o gol do Tiago Luis no duelo contra o River Plate, nos minutos finais.

Tudo ia bem, até a torcida do Independiente se envolver em uma confusão e entrar em confronto com a Polícia Militar, o árbitro da partida paralisou a partida, e os jogadores do Rojo iam em direção dos baderneiros tentando apaziguar o clima.

Com a bola voltando a rolar, Aílton Canela deu lugar a Lourency, mas nada mudou, a forte marcação das equipes anulavam qualquer chance dos ataques chegarem com perigo às metas defendidas pelo goleiro.

Aos 43 minutos, com Bruno Rangel no lugar de Kempes, na sua primeira participação, Lourency fez boa jogada e cruzou, na medida para o centroavante, sozinho, de frente para o goleiro mandar por cima, chutando para fora a chance de abrir o placar.

Parecia que o destino queria mais sofrimento para os torcedores Chapecoenses, Cleber Santana chutou de fora da área, a bola pela terceira vez acertou a trave de Campaña e não entrou. Na última chance da partida, o Rojo quase marcou com Rigoni, que cara a cara com Danilo chutou para fora, levando a decisão para as cobranças de pênaltis.

O filme se repetia, em 2015 nesta mesma fase contra os Paraguaios do Libertad, a Chape garantia a classificação, mas todos sabem que em cobranças de pênaltis nada podemos imaginar o que vai acontecer.

O primeiro a cobrar foi o zagueiro Thiego, que acertou o travessão, pelo lado Rojo Benitez chutou e Danilo iniciava ai sua saga, e salvando a primeira. Na segunda série foi a vez do capitão Cleber Santana cobrar no meio do gol e Campaña salvar, já do outro lado Vera foi para a cobrança e colocou em vantagem os visitantes. Em seguida Filipe Machado foi para a cobrança e explodiu as redes, empatando tudo, isso porque Rigoni chutou e novamente Danilo estava lá para salvar. Dener e Rangel pelo lado Chapecoense, Figal e Cuesta para o Independiente acertaram todas as cobranças e levaram a decisão para as alternadas.

Iniciava ai mais sofrimento, qualquer erro seria fatal, Gil que entrou nos minutos finais no lugar de Josimar foi para a cobrança e o goleiro Argentino pulou para pegar, jogando a responsabilidade para Danilo, que não decepcionou, pegando a cobrança de Sánchez Miño. Já Biteco e Toledo acertaram suas cobranças, assim como Tiaguinho que chutou, a bola bateu na trave, mas morreu no fundo das redes, a responsabilidade caia novamente nas mãos de Danilo, Tagliafico foi para a cobrança, mas o arqueiro verde e branco estava inspirado, pegando a cobrança e classificando a Chapecoense novamente para as quartas de final, agora para enfrentar o Junior Barranquilla, da Colômbia.

O diário Olé da Argentina alertou, muitos sucumbiram jogando na Arena Condá, nesta noite a vítima foi o Rojo, todo sofrimento teve um final feliz, e o Rey de Copas, vai ter que ficar acompanhando as finais da competição pela televisão, isso por que, vermelho no Condá não se cria.

Marcelo Weber || @acfmarcelo
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