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terça-feira, 8 de novembro de 2016

O início de temporada da Juventus

O dia 26 de julho de 2016 está marcado para sempre como uma data em que a Juventus demonstrou sua ambição em nível continental. O clube tirou Gonzalo Higuain, do Napoli, pela bagatela de € 90 milhões (em duas módicas parcelas de € 45 milhões por ano).

Passados pouco mais de três meses da tal contratação, o início da temporada da Juve não empolga. Com 12 jogos disputados do Campeonato Italiano, La Vecchia Signora soma 30 pontos de 36 pontos possíveis, quatro a mais em comparação a segunda colocada Roma e cinco a mais que o terceiro colocado Milan.


Higuaín (a principal contratação da temporada) e Khedira. Foto: ©shutterstock.

Poucos duvidavam da liderança bianconera no calcio. Um time que há pouco mais de 10 anos era rebaixado para a Série B do italiano (il maledetto calciopoli), soube se reerguer e se tornar dominante. Estádio, administração e resultados em campo fizeram com que a Juve seja a única candidata possível ao Scudetto de 2016/17. 
Na Itália há um ditado que diz que "o jogo de futebol é uma partida de 90 minutos entre dois times que no final tem a Juventus como vencedora."

Nesse começo de temporada a Juventus tem um aproveitamento 
muito bom: mais de 80% na Série A. Contudo, o futebol não anda tão vistoso quanto os torcedores imaginavam. Apesar de dominar o campeonato em pontuação, não há uma dominação no futebol praticado dentro do campo. Não sou daqueles que acham que precisamos jogar de forma vistosa. A história da Juventus não é essa. Eu quero ganhar! A Juventus quer ganhar! A grande questão está no fato da Juventus necessitar melhorar para conseguir o primeiro lugar no seu grupo da Champions.

Há que ponderar as lesões. Neste início de temporada, já se lesionaram: Chiellini, Benatia, Rugani, Marchisio, Pjaca, Dybala e com menos de dois minutos de jogo contra o Chievo, Barzagli deslocou o ombro e tem previsão de ficar mais de dois meses fora. Sem contar o tempo afastado de Bonucci, por conta da doença de seu filho.

Pois é, amigos bianconeri. Vamos torcer para que o time esteja bem preparado para toda a temporada e que Allegri consiga preparar o time para a partida contra o Sevilla, no Ramón Sánchez Pizjuán (será tema de texto aqui no Linha de Fundo).

Fino alla fine FORZA JUVE!


O Tall Ball

Hoje em dia a NBA tem se tornado uma liga, digamos "mais baixa", times da NBA como Golden State Warriors, Boston Celtics, Atlanta Hawks e Los Angeles Clippers reforçam isso.

Alguns times se aproveitam desta estatística e colocam seus times para jogar alto, como por exemplo, Minnesota Timberwolves, Milwaukee Bucks e o Dallas Mavericks.

Da esquerda para a direita:Manute Bol e Mugsy Bogues (Imagem: Sports Illustraded)
O Tall Ball consiste em deixar o time alto, (nome auto explicativo, não?) e normalmente fazer a bola rodar bastante nas mãos do pivô. Entenda como funciona:

PG- Um grande PG (Dante Exum, Michael Carter-Willians e Shaun Livingston) Ou um Combo Guard, jogadores que jogam de SG e PG, (como Goran Dragic, Monta Ellis e Jerry West)

SG- Um grande SG (Andrew Wiggins,Giannis Antetokuompo e Corey Brewer) ou um SF que jogue de SG (Andre Iguodala e Paul George)

SF- Um SF alto e com um alcance enorme (Kawhi Leonard, Kevin Durant e Danilo Gallinari)

PF- Um protetor de aro que possa chutar de média distancia e defender o outro PF (Al Horford, Tim Duncan e Anthony Davis

C- Qualquer pivô que consiga defender o aro (Andrew Bogut, Ian Mahinmi e DeAndre Jordan)

E você, acha que essa tática é efetiva?
(Créditos na imagem)

Darío Dubois: a lenda do Ascenso argentino.

No futebol, há uma série de personagens emblemáticos que ficam marcados na história do esporte. A bem da verdade, todo esporte tem os seus mitos, atletas que se destacam por conseguirem alcançar feitos até então considerados inalcançáveis. Mas é certo que o futebol é bem democrático nesse aspecto, e vários jogadores ganham uma aura especial mesmo sem terem sido grandes expoentes da arte. Este é o caso de Darío Dubois, talvez o personagem mais especial que esculpiu o Ascenso argentino nos últimos anos.

"Un payaso que se pinta la cara, pero que se mata por la camiseta"
(Foto: La Voz Argentina)
Zagueiro, Darío foi um jogador que poderia ser visto pela grande mídia como apenas mais um número das estatísticas, sem nunca ter chegado a um clube ou conquista de grande expressão. Passou toda sua carreira defendendo times pequenos de seu país como Yupanqui, Lugano, Ferro Carril Midland, Deportivo Laferrere, Deportivo Riestre, Cañuelas, Deportivo Paraguayo e Victoriano Arenas, entre outros clubes, praticamente semi profissionais, com muito apoio de suas comunidades e praticamente nenhuma repercussão midiática.

Ficou conhecido por ter jogado algumas partidas com a cara pintada, mas por trás da maquiagem e suas habituais excentricidades se escondia um cara muito inteligente, bom companheiro, humilde e um ávido crítico do futebol contaminado por corrupção. Ele se destacou mais por suas atitudes do que por sua técnica e hoje é uma das lendas do futebol e do Ascenso argentino, cada vez mais raras nos tempos atuais

Pois bem. Nas divisões de acesso é comum os atletas não viverem apenas de futebol. Darío trabalhava como técnico de som e músico em casas de shows de Buenos Aires, mais especificamente aquelas voltadas aos roqueiros, como ele. Fã confesso de black metal, Dubois costumava pintar o rosto à moda de alguns artistas do gênero.

Dubois com sua pintura antes de uma partida pelo Midland
(Foto: La Gambeta)


Seu primeiro jogo a caráter foi no clássico entre Midland e Argentinos de Merlo, depois de conseguir a maquiagem com uma travesti que conhecia. Ao entrar no gramado, todos se espantaram. Não era Gene Simmons que fechava a defesa e envergava a camisa 4, era Darío. Os companheiros de Midland acharam graça, mas alguns adversários ficaram intimidados. Segundo o próprio Darío, como torcedor do Midland e fã de rock, era propício pintar o rosto num clássico, da mesma maneira que povos antigos quando iam a guerra. Apesar da maquiagem assustadora e do discurso belicista, o zagueiro viu o cartão amarelo em apenas 4 oportunidades nas 22 partidas que disputou naquela temporada

No entanto, depois de 14 jogos de cara pintada, a AFA (Asociación Del Fútbol Argentino) proibiu o atleta de continuar pintando o rosto, com a justificativa de que isso trazia uma má imagem para a competição. Estranhamente, a AFA se silenciava para outras questões de fato relevantes envolvendo o torneio.

Um exemplo disso foi o que ocorreu durante uma partida entre Midland x Excursionistas. Dubois foi expulso ao receber o segundo amarelo depois da segunda falta cometida. Ao sacar o vermelho, o árbitro Juan Carlos Moreno deixou cair 500 pesos, que foram pegos por Dubois. Houve, então, um salseiro entre todos os envolvidos na partida: juiz, jogadores, comissão técnica e quem quer que estivesse dentro das quatro linhas. No final, devolveu o dinheiro, não sem antes disparar que "esse é o prêmio que ganha ao me expulsar seu filho da puta!".

Darío, agachado de cabelos loiros, antes de uma partida pelo Victoriano Arenas
(Foto: http://futbolxto2lados.blogspot.com.br/)

Outra história interessante é de quando defendia o Lugano em 1995. Um patrocinador garantiu que daria 40 pesos para cada jogador se conseguissem a vitória. A equipe conseguiu três vitórias seguidas, mas não viu nem a cor do dinheiro, fazendo com que o camisa 4 decidisse cobrir a marca do patrocinador com fita adesiva. No dia de colocar seu plano em prática, Darío acabou esquecendo a fita. Em campo, fingiu se persignar, causando estranheza, já que era ateu. Na verdade, ele estava pegando a lama do gramado, já que havia chovido no dia, e cobrindo o patrocinador com barro. A camisa laranja ficou coberta de lama. "Mais tarde na semana, a comissão do clube se reuniu e queriam me suspender, mas não fizeram", disse ele.

Dubois também fazia frente a dirigentes corruptos, denunciando atos vergonhosos de homens que são responsáveis pela destruição das categorias mais humildes do futebol. Em 2003, por exemplo, durante uma entrevista na "Ascenso 950" pela Rádio Belgrano, disse que Juan José Castro, até então presidente da Juventud Unida, tinha oferecido dinheiro para que perdessem e com a vitória o presidente conseguisse uma reeleição. "Desgraçado! Queremos ganhar, jogamos sem receber e nos oferecem dinheiro pra perder. Então, não vamos aceitar... mas é um político, o que você pode esperar dele?", disse Darío.

Dubois e seus companheiros de Victoriano Arenas
(Foto: http://futbolxto2lados.blogspot.com.br/)

Infelizmente, Darío Dubois parou de jogar aos 34 anos em meados de 2005, não por opção, mas por conta de uma lesão que sofreu no joelho. Dubois rompeu o ligamento cruzado do joelho esquerdo (mesma lesão que o rapaz que vos fala sofreu no início do ano) e seu clube na época, o Victorino Arenas, não pôde custear o tratamento e, como o próprio Darío não podia pagar, ele teve que deixar o futebol, não escondendo o sonho de poder fazer a cirurgia e voltar a jogar. 

Todavia, esse sonho foi interrompido em 17 de março de 2008, quando, em um assalto enquanto saia de uma casa de shows onde trabalhava, levou dois tiros. Dubois foi internado, mas não resistiu e acabou falecendo aos 37 anos, depois de duas semanas internado.

Darío com um fã do "En Una Baldosa"
(Foto: En Una Baldosa)

O fato não ganhou manchetes nos jornais, nem foi de conhecimento geral. Mas, para aqueles que acompanhavam o Ascenso, não foi só a perda de um jogador emblemático ou uma lenda das divisões inferiores, mas de uma boa pessoa. Diz-se que não havia como não gostar dele, seja por sua simpatia, seja por seu caráter.

"Sou um palhaço que pinta a cara, mas que se mata pela camisa".

Darío Dubois 1971-2008



Matheus Morais
Twitter: @danosmorais_
Instagram: @danosmorais
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