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domingo, 13 de novembro de 2016

Só falta o campeão: Quase tudo decidido na Segundona de SC

E deu-se fim neste domingo (13), a fase de pontos corridos da Série B do Campeonato Catarinense 2016. A partir de agora, teremos apenas mais duas partidas, que irão decidir o grande campeão.

Segundona de SC também é no Linha de Fundo

Iniciada em 17 de julho, a Segundona de SC deste ano havia bastante expectativa, comparada às edições anteriores. Dez clubes entraram nessa disputa para ver quem iria conseguir a tão sonhada vaga para a elite do futebol catarinense. E eis que hoje, quando chegamos ao fim da caminhada, temos já os dois mais competentes: Atlético Tubarão e Almirante Barroso.

Mas nem tudo são flores para todos os times do campeonato. Se dois conquistam a glória, um clube sente o sabor amargo do rebaixamento. E neste ano foi o Porto, de Porto União, que brigou até a última rodada com o Jaraguá para tentar se livrar da degola. Porém não teve sucesso e em 2017 disputará a Série C do Catarinense.

Veja abaixo, os resultados da última rodada e a classificação final da Segundona de SC:

- Marcílio Dias 1x4 Concórdia
- Barra 0x0 Juventus
- Atlético Tubarão 2x0 Almirante Barroso
- Jaraguá 1x3 Hercílio Luz
- Operário Mafra 2x0 Porto

Classificação final após as 18 rodadas

Sem nunca terem conquistado um título, Tubarão e Barroso farão uma final inédita. Então anote aí os dias e horários dos dois jogos da grande final da Série B do Catarinense:

- Almirante Barroso x Atlético Tubarão - Estádio Camilo Mussi - 20/11 (dom) - 16h

- Atlético Tubarão x Almirante Barroso - Estádio Domingos Gonzales - 27/11 (dom) - 16h

Para quem mora em Santa Catarina, as partidas da final terão transmissão ao vivo pela Record News SC. Boa sorte às equipes, e que vença o mais competente.

Patrick Silva | @figueiradepre

Atlético-GO 5x3 Tupi – Valeu pela luta!

No último sábado (12), o Tupi visitou o Atlético-GO, no Estádio Olímpico Pedro Ludovico, em Goiânia. A 36ª rodada colocou frente a frente dois times opostos na tabela, os mandantes precisavam da vitória para confirmar o título, enquanto os visitantes tentariam evitar a festa do adversário e o seu rebaixamento por mais uma rodada.

O Galo Carijó mostrou força no Estádio Olímpico (Foto: Reprodução/globoesporte.com)
Para aqueles que apostavam em vitória tranquila do time goiano, se surpreenderam. Vimos os mineiros melhores em vários momentos da partida e dano muito trabalho a melhor equipe do campeonato, assim como havia sido no primeiro turno  vitória do Tupi por 2 a 1 em Juiz de Fora. Desta vez, a boa atuação não bastou para vencer e evitar a queda, mas não faltou vontade.

O Galo Carijó começou melhor e foi quem teve as duas primeiras boas chances do jogo. Após a finalização de Giancarlo, Kléver deu rebote e Jonathan, sem goleiro, não conseguiu marcar. O primeiro gol da partida, contudo, foi do Dragão. Após bela troca de passes, Gilsinho ficou cara a cara com Rafael Santos e abriu o placar, aos 14 minutos. 

Após o revés, os visitantes não desanimaram e foram recompensados, conseguindo finalmente superar Kléver. Aos 28', o goleiro ia salvando o adversário mais uma vez, mas Hiroshi, aproveitando o rebote, mandou para o gol vazio. O meia não cansa de fazer gols e balançou as redes pelo quarto jogo consecutivo.

O empate não serviria para ninguém e o jogo seguiu movimentado. Antes do fim do primeiro tempo, o Tupi chegou pelo menos mais duas vezes, ambas com Giancarlo. Na melhor delas, o centroavante até cabeceou a queima-roupa, mas Kléver novamente salvou os mandantes. 

Seja por méritos do goleiro adversário ou pelas chances desperdiçadas pelos atacantes, faltou competência para o Tupi aproveitar as chances que teve, enquanto sobrou efetividade ao Atlético-GO. Após a cobrança de escanteio, Marlon cabeceou e venceu Rafael Santos, fazendo 2 a 1 no fim do primeiro tempo.

Na volta do intervalo, o Tupi até teve mais posse de bola e tentou propor o jogo, mas se deparou com a defesa adversário melhor organizada em relação aos primeiros 45 minutos. O segundo tempo era morno até os 11 minutos, quando Jonathan caiu na área e, mesmo assim, conseguiu rolar para Marcos Serrato, que empatou peleja novamente.

Hiroshi fez dois gols no jogo e chegou ao quinto nos últimos quatro jogos (Foto: Reprodução/globoesporte.com)
O gol animou o time alvinegro e não demorou muito para marcar novamente. Cinco minutos depois do empate, Henrique cruzou da direita e Hiroshi desviou de cabeça, para marcar o seu segundo gol no jogo, o terceiro do time. A vitória colocava o Tupi como único a vencer o líder nos dois turnos e manteria o time "respirando" no campeonato, ainda que por aparelhos.

Contudo, o seu principal adversário nesta Série B daria as caras no fim da partida: a questão física. Desta vez, foi Hiroshi que sentiu o cansaço, sendo substituído pelo jovem Sávio. Antes disso, o camisa 10 ainda viu o Luiz Fernando empatar a partida, aproveitando o chute torto de Alisson, aos 22 minutos.

Nos minutos finais, o Atlético-GO aproveitou o cansaço do adversário foi superior, jogando um balde de água fria nas últimas esperanças dos carijós. Aos 32', Magno recebeu em profundidade, Rafael Santos saiu mal e a bola foi rolada para Jorginho, que virou o jogo. E depois do contra-ataque, aos 42', Silva cruzou e Matheus Carvalho só teve o trabalho de empurrar a bola para as redes, fazendo 5 a 3.


"Se o Tupi tivesse jogado assim desde o início, não estaria nessa situação" Foi algo que ouvimos quando enfrentamos adversários da parte de cima da tabela e que faltou em confrontos diretos na parte de baixo. E, de fato, é a realidade. Infelizmente ficou a frustração da derrota e a dor do rebaixamento, mas também o orgulho pela vontade dos jogadores neste jogo. É este Tupi que queremos ver em 2017 – valeu pela luta!

Por: Marcelo Júnior || Twitter: @marcelinjrr

Ficou para 2017! Tigrão acaba com sonho de acesso do Ceará

Na tarde do último sábado(12), o Vila Nova foi até Fortaleza onde enfrentou o Ceará. E assim como foi no primeiro turno que o Ceará jogou água no chopp do Tigrão na abertura do OBA. O Vila foi ao Castelão é fez o mesmo, ganhou de 3x2 e acabou com o sonho de acesso da equipe Cearense.

E quem pensou que o campeonato para o Vila já havia acabado se enganou, o Tigre entrou em campo com apenas um pensamento: a vitória. Foi dito e feito, com gols de Aloísio, Victor Bolt e Simião, o Vila concretizou sua melhor campanha em uma edição da Série B. Aloísio marcou seu primeiro gol com a camisa do Tigrão, um golaço de falta.

Desde de 2008 o Vila não fazia uma Série B tão perfeita, em 2016 o objetivo do clube era apenas se manter e a equipe então chegou a sonhar com objetivos maiores chegando a almejando o G-4. Enfim, ficou para 2017.

Vila Nova vence, é acaba com as chances de acesso do Ceará. Foto: Reprodução / Globoesporte.com/go.
Dono do melhor rendimento como visitante nesta Série B, o Vila Nova fez justo a marca ao vencer mais uma fora de casa. O Ceará com chances de acesso chegou a marca aos 10' minutos do primeiro tempo em uma bela jogada pela direita, Tiago Cametá que já foi ex-jogador Vila Nova, cruzou a bola na área na medida para Wescley que pegou de primeira, a bola ainda estava no ar e chutou cruzado no ângulo esquerdo do goleiro Wagner Bueno, 1x0 Ceará.

O Tigrão chegou ao empate 6 minutos depois. Em cobrança de falta, Aloísio com categoria mandou por cima da barreira, a bola ainda rebateu na trave, bateu nas costas do goleiro e entrou para dentro das redes,1x1 Vila. O Vila cresceu na partida, e aos 24' minutos, Maguinho tocou para Aloísio na direita, o meia deu assistência para Moisés que finalizou, obrigando o goleiro cearense trabalhar.

A virada veio ainda na primeira etapa, aos 30' minutos, Simião roubou a bola no campo de defesa e tocou para Victor Bolt no meio de campo. Bolt avançou e tocou na esquerda para Moisés, o atacante driblou a defesa e devolveu para Bolt, estava sem marcação bateu dentro do gol, 2x1 Vila.

Em um jogo bastante disputado, a equipe do Ceará chegou ao empate no início do segundo tempo, aos 4' Felipe fez uma bela jogada pela lateral esquerda, avançou na linha de fundo, deitou e rolou na defesa colorada e chutou por baixo das pernas do arqueiro Wagner Bueno, 2x2 Ceará. Com Bolt, o Vila deu uma resposta logo em seguida, o volante recebeu na entrada da área e chutou mas a bola parou no travessão.

Foto: Christian Aleckson  / Ceará SC.
O Tigrão por fim tratou logo de dar o troco na equipe cearense. Aos 33' minutos, Aloísio avançou entre dois marcadores na linha de fundo pela direita, foi derrubado e ainda no chão tocou para o meio da área, Simião dominou, girou em meio a marcação, e chutou decretando a vitória do Vila. E com isso o Ceará viu o sonho de acesso escorrer por água a baixo. O Vila sem pretensão nenhuma fez seu melhor jogo do ano. Ficou para 2017 Ceará, quem jogou água no seu chopp dessa vez foi o Vila Nova.

No próximo sábado(19) o Tigre recebe o Paysandu, no OBA, em Goiânia onde se despede de sua torcida. O Vila agora começa a planejar 2017, o calendário do clube no próximo ano promete ser cheio. Que 2017 seja breve, obrigado Vila Nova.

Não deveria ser tão difícil

Na ultima sexta-feira(11) o Goiás enfrentou o desesperado Joinville pela 36º rodada da Série B. Em um jogo difícil e de amplo dominío esmeraldino, a suada vitória só foi conquistada aos 45 minutos do segundo tempo em uma virada emocionante com dois gols do artilheiro do time Léo Gamalho. Vitória esta que não tem valor algum para a equipe esmeraldina, que se encontra livre da briga contra o rebaixamento e não alcança mais o acesso a Série A esse ano.
Time reunido antes do início da partida.
 foto: ohoje.com.br

  •  Dificuldades desnecessárias
Ao contrário do que muitos imaginavam antes da bola rolar, o jogo não foi nada fácil para a equipe esmeraldina. Graças a defesa que não se cansa em falhar, o Joinville em seus dois primeiros chutes a gol conseguiu abrir e ampliar o placar. Aos três minutos do primeiro tempo, Jael pegou de primeira o cruzamento de Reginaldo e Marcio, provando para a torcida que não é digno da camisa esmeraldina, aceitou e viu a bola morrer lentamente no fundo das redes. Mal conseguimos digerir o desastre que ali se formava e aos 17 minutos Fernando Viana estufou as redes de novo e fez 2x0 para o time de Santa Catarina transformando um jogo teoricamente fácil em um enorme pesadelo.

Se há uma coisa que podemos notar em 2016, e tentar concertar para o ano que vem é nossa defesa. É um absurdo que jogo após jogo as falhas continuem aparecendo em nosso sistema defensivo e não importa qual seja a mudança, elas persistem. Nós não temos um goleiro que mantenha uma sequência boa, a nossa dupla de zaga não importa qual seja sempre "bate cabeça", e nossos laterais estão abaixo do nível que nossa torcida está acostumada. Espero fortemente reforços dignos de usar nossa camisa nesse setor.
  • Vitória na base do esforço
Após tomar dois gols no início do jogo, o Goiás começou a criar suas primeiras chances depois da expulsão do lateral adversário. Com um jogador a mais em campo, o time tinha  e usou como opção as laterais do campo, que mesmo com um esforço enorme do JEC em tentar cobrir espaços se tornaram a arma esmeraldina. Inúmeros cruzamentos foram feitos rumo a área adversaria, mas o placar não se alterou no primeiro tempo irritando ainda mais os torcedores que já compareceram em clima de protesto contra o clube.

Léo Gamalho disputando a bola com defensores adversários
foto: globoesporte.com
Durante todo o segundo tempo persistimos em cruzamentos na área, mesmo com Gilson Kleina testando Liniker no meio campo,o setor ficou improdutivo e não conseguia furar a defesa do Joinville que no momento era composta por 9 jogadores e o goleiro. Walter de tanto deixar os companheiros na cara do gol, e ver chances e mais chances serem desperdiçadas, resolveu decidir sozinho e aos 23 minutos contou com a ajuda do goleiro Jhonatan pra descontar o placar. 

A pressão aumentou e a torcida voltou a acreditar embalando o time (que se encontrava também com um a menos após a expulsão de David Duarte), com a chuva que começara no final da partida veio o empate, Rossi chegou na linha de fundo e achou Léo Gamalho sozinho para empatar a partida. 2x2 e ainda restavam 12 minutos.

O time de Santa Catarina claramente havia reconhecido a inferioridade técnica mostrada em campo, o Goiás pressionava como nunca o adversário a medida em que o cronômetro aproximava da marca dos 45 minutos. Gilson Kleina ainda teve tempo de testar o garoto Jarlan, que entrou muito bem no lugar de Rossi e deu ainda mais velocidade ao time. Em um contra ataque de um escanteio puxado por Léo Gamalho e Jarlan, o camisa 10 esmeraldino achou Walter na direita, e o mesmo devolveu para o "Ibra do Cerrado" virar o jogo. Festa no Olímpico, torcedores e jogadores em euforia com uma vitória mais que merecida e mais 3 pontos na tabela.

  • Um reflexo sobre 2016

Sim nós vencemos, mas nem tudo está 100%(longe disso). Esse jogo é a prova de que o Goiás foi incompetente esse ano, transformando objetivos relativamente fáceis em pesadelos para a torcida. O time precisou levar dois gols e ter a torcida irritada para reagir e buscar a vitória no segundo tempo, e foi assim o ano inteiro. O Goiás so começou a esboçar reação com a chegada de Gamalho, Walter e Kleina e quando viu já era tarde demais. 2016 não deveria ser tão difícil para o clube e muito menos para o torcedor, faltou profissionalismo, e hoje arcamos com as consequências.



Nem tão perto, nem tão longe: até algum dia Série B

O Tupi está rebaixado para a terceira divisão em 2017. Restando apenas duas rodadas para o fim da Série B, o Galo Carijó viu as chances matemáticas de permanência chegarem ao fim, após ser derrotado para o Atlético-GO neste sábado (12), assim, retornará à Série C. A queda me fez refletir, mais do que nunca, sobre uma declaração do técnico do acesso...
O Tupi está rebaixado para a Série C (Foto: Felipe Couri)
Antes mesmo do término da Série C, Leston Junior já alertava a diretoria sobre as condições para que o clube pudesse disputar uma divisão superior no ano seguinte: "O aspecto estrutural é algo que a diretoria já tem esta noção. A estrutura do Tupi é limitadíssima e todo mundo sabe disso, isso disputando a Série C. Disputando a Série B, o clube vai passar por uma reestruturação. Isso pode pesar sim, a favor ou contra."

Sem perspectivas de mudanças, o treinador preteriu o Tupi e foi para times que disputariam divisões inferiores  o Remo no início da temporada e o Mogi Mirim no segundo semestre –, enquanto a diretoria já demonstrava desleixo com um ano atípico, desde janeiro. O Campeonato Mineiro seria apenas o início de uma temporada sofrida para os alvinegros.

Após um primeiro semestre longe de ser bom, o time juiz-forano até conseguiu se manter na elite do estadual, mas bastou as primeiras pelejas na competição mais difícil do ano para que tamanho incompetência fosse punida. Nas duas primeiras rodadas, porém, foram jogos que não serviram para expôr a limitação do elenco, já que Goiás e Vasco eram, até então, postulantes ao acesso  apenas o Cruzmaltino confirmaria isso  e o Tupi teve duas atuações rasoáveis nas derrotas pelo placar mínimo.


O alvinegro comemorou os 104 anos em grande estilo (Foto: Divulgação/tupifc.esp.br)
A primeira vitória foi um dos raros momentos de felicidade para os carijós na competição. De volta à Juiz de Fora, o antigo algoz Paysandu levou o "troco" de 2014, ao sofrer uma sonora goleada para o Tupi por 5 a 1. Porém, se ainda havia dúvidas que a briga seria na parte de baixo da tabela, isso ficou nítido na sequência. Foram quatro derrotas consecutivas para Bragantino, Joinville, Londrina e Oeste, que cuminaram na demissão de Ricardo Drubscky na 7ª rodada, esta que seria apenas a primeira troca de comando na competição.

De certa forma, a troca foi positiva e Estevam Soares trouxe consigo resultados melhores, mas longe de serem suficientes. Com um aproveitamento rasoável, o treinador passou exatamente um turno à frente do time e conseguiu 5 vitórias, 7 empates e 7 derrotas nos 19 jogos, chegando próximo de sair do Z-4 em duas oportunidades  contra Avaí, em casa, e Goiás, fora, só uma vitória bastava. Entretanto, vários tropeços em confrontos diretos, o péssimo aproveitamento como visitante e a permanência na degola, causaram a sua demissão.

Por fim, Ricardinho assumiu com uma difícil missão de ter que vencer quase metade dos jogos, para que o time pudesse escapar da degola. Um técnico inexperiente e com pouco resultado em sua breve carreira, era tudo que o Tupi não precisava e foi mais uma escolha equivocada, a ponto de poder ser comparada com a bizarríce que está sendo Gustavo Mendes à frente do futebol do clube. O ex-jogador teve um aproveitamento pífio, assinou a senteça do rebaixamento e pediu demissão, antes da partida que confirmou a queda.


O futuro do Galo Carijó depende dos juiz-foranos (Foto: Leonardo Costa/tupifc.esp.br)
Com a queda confirmada, o futuro do Tupi Football Club torna-se uma grande incógnita, assim como as eleições do clube. Confesso que não sei se estamos mais próximos de retornar à Série B, ou até mesmo à Série D, em 2018. Apesar da frustração de um sonho de 26 anos ter se tornado um pesadelo, sempre há como tirar coisas boas das ruins e esta experiência deve servir de aprendizado, como foi em 2012.

Ainda sobre a declaração de Leston Júnior, o técnico também falou sobre o legado, talvez prevendo uma possível queda: "A Série B tem que deixar um legado aqui. Se você disputar uma divisão superior, tiver percalço e caia, você cai estruturado e sobe novamente. Mas se não ficar um legado, algo marcado como melhora da instituição como um todo, você subir, ficar lá dois, três, quatro anos, mas quando cair, nunca mais pisa lá, porque não se preparou para isso."

Entre os fatores que não nos permitem alcançar vôos maiores no cenário nacional, estão o amadorísmo por parte de quem comanda o clube, o baixo investimento financeiro e a falta de apoio da maioria dos juiz-foranos, que culturalmente tem um apelo maior por times cariocas e deixam o da sua cidade em segundo plano.

CLIQUE E LEIA MAIS: >> Atlético-GO 5x3 Tupi – Valeu pela luta! <<

Mas será que a Série B deixou um legado para a diretoria e os torcedores? Espero que sim... Conseguir um novo acesso será mais fácil do que se estruturar para se manter na segunda divisão. Hoje é uma realidade nem tão perto, nem tão longe para nós...


Feliz 2017 para nós torcedores alvinegros! 

Por: Marcelo Júnior || Twitter: @marcelinjrr

Agora é oficial: 2016 acabou para o Ceará

Time alvinegro perde para o Vila Nova na Arena Castelão e agora deve iniciar de vez o planejamento para 2017.

FOTO: Diario do Nordeste
Foi assim durante todo o ano de 2016, o torcedor buscando entender o porque de tantos fracassos, o jogo de hoje foi o retrato fiel do Ceará dessa temporada, mais uma vez o time começa vencendo o jogo e mais uma vez sofre a virada.

O jogo começou bom para o Vovo, logo aos 10 minutos Thiago Cametá cruzou para Wescley fazer um golaço, mas a vantagem no placar durou apenas seis míseros minutos, em cobrança de falta colocada, Aluísio teve a contribuição do goleiro Everson (Minha opinião dava para ter realizado a defesa) e empatou a partida. Em contra - ataque rápido o tigre goiano virou a partida, Moíses serviu Victor Bolt que fuzilou a meta alvinegra, atras no marcador o Ceará até criou duas boas chances, com Bill e Felipe que pararam no goleiro do Vila.

Cametá deu a assitencia para o gol de Wescley. FOTO: Christian Alekson
Assim como no primeiro tempo, o Ceará marcou seu gol no inicio, Felipe em jogada individual, levou pra cima da defesa adversária, passou e fez um belo gol. Com o empate (que em nada interessava ao Ceará), Sérgio Soares tentou mudar a forma de jogar do seu time, mas o Vila Nova gostava da partida e chegava mais ao ataque, Victor Bolt e Moíses infernizavam a defesa e de tanto insistir chegou ao gol da vitoria, aos 33 Simeão recebeu passe de Aluísio que mesmo caído conseguiu deixar o camisa 9 de cara com a meta.Com um Ceará que tentava se reorganizar o Vila quase ampliava seu marcador em oportunidade perdida por Simeão, a ultima chance da partida foi alvinegra, Bill chutou forte, o goleiro Wagner Bueno bateu roupa e a bola triscou a trave.

Foi uma temporada para ser esquecida, vexames que nunca imaginamos passar foram infelizmente proporcionados aos torcedores alvinegros, nem de longe foi um time que fizesse jus a história do Ceará S.C. Jogadores descompromissados, falta de qualidade técnica, contusões em cima de contusões, treinador com as mesmas teimosias de sempre, tudo isso culminou nesse fiasco que está sendo o final de ano alvinegro.

Todos se perguntam, o que foi que aconteceu com o time eficiente do primeiro turno? Desaprenderam a jogar bola do nada? Será a fama de ''pipoqueiro'' que esse treinador carrega? Ou será que o primeiro turno foi apenas uma ilusão? São perguntas tão complicadas de responder, é alarmante ver como um time literalmente morreu em 17 jogos. Se servir de alento, pelo menos não passamos aquele sufoco do ano passado de brigar para não cair.

O pensamento deve ser voltado para 2017 desde já, não temos tempo a perder, montar um elenco de jogadores que no minimo tenha competência para vestir o manto alvinegro é obrigação, mas antes disso é preciso tirar as maças podres de Porangabussu, fazer uma faxina é preciso. Nada de continuar com Sérgio Soares no comando técnico, ele pode ser bem intencionado e boa praça, mas sua segunda passagem pelo Ceará já está passando do prazo de validade até por demais.

Sérgio Soares não consegue o acesso pela 3ª vez seguida. FOTO: O povo
Não sou eu, mas toda torcida espera que em 2017 não seja preciso se conter com o pouco e sim voltar a confiar no nosso grupo de jogadores e principalmente na nossa tão criticada diretoria. O Ceará ainda tem duas partidas a cumprir na série B, no próximo sábado 19/11 enfrenta o Paraná na Arena Castelão e dia 26/11 o Vasco da Gama no RJ.

FICHA TÉCNICA
CEARÁ 2 x 3 VILA NOVA

Local: Arena Castelão, em Fortaleza (CE)
Data: 12 de novembro de 2016, sábado
Horário: 17h30 (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Batista Raposo (DF)
Assistentes: Daniel Henrique da Silva Andrade (DF) e José Reinaldo Nascimento Junior (DF)
Cartões amarelos: Caíque (Vila Nova)
Gols: CEARÁ: Wescley, aos 10 minutos do primeiro tempo; Felipe, aos 4 minutos do segundo tempo
VILA NOVA: Aloísio, aos 15, e Victor Bolt, aos 30, minutos do primeiro tempo; Wellington Simião, aos 34 minutos do segundo tempo
CEARÁ: Éverson; Tiago Cametá, Ewerton Páscoa, Charles e Eduardo (Rafael Costa); Richardson, Felipe (Buiú), Felipe Menezes e Wescley; Robinho e Bill
Técnico: Sérgio Soares
VILA NOVA: Wagner Bueno; Maguinho, Guilherme Teixeira, Reginaldo e Marcelo Cordeiro (Mateus Anderson); Caíque (Reniê), Victor Bolt, Geovane, Wellington Simião e Aloísio; Moisés
Técnico: Guilherme Alves
Davi Maia || @Davims
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