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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Crônica de uma Tragédia Anunciada

É amigo atleticano, não sei para você, mas ontem meu sentimento com o vexame desempenhado contra o Grêmio na primeira perna da final da Copa do Brasil não era de raiva pela derrota em casa, não era frustração, mas sim de impotência. Impotência por ver uma série de erros se repetirem e não poder fazer absolutamente nada da arquibancada. O 3x1 foi pouco, muito pouco dada a superioridade gaúcha, poderiam ter sido 4,5,6, talvez até 7x1 no Mineirão, sorte a nossa que não era  David Luiz parceiro do Erazo e sim o Gabriel, um gigante em nossa defesa, combatente único em um mar de passividade. 



Contudo Atleticano o que mais me dói, e certamente dói em toda torcida é que esse resultado ocorreu muito pouco pela partida em si, foi o Grêmio mas poderia ter sido para o Flamengo que nos atropelou no primeiro tempo em pleno Mineirão, poderia ter sido o Santos que nos humilhou na Vila Belmiro ou qualquer time desse campeonato brasileiro que fosse minimamente organizado. Quis o destino que nosso algoz fosse o tricolor gaúcho e que fosse uma final. 

Muito se diz de Marcelo Oliveira, de sua abordagem de jogo equivocada - O que é uma verdade - contudo o ex-treinador foi o último dos problemas do Atlético. Até deixo essa função (a análise do jogo em si) aos meus amigos gremistas, acho que o banho tático deve ser contado pelo lado vencedor (indico inclusive o texto da minha colega Janaína aqui do LF - http://www.linhadefundo.net/2016/11/so-falta-90-minutos.html). 

Há de se admitir a superioridade do adversário e ao mesmo tempo fazer uma reflexão maior dessa vergonha 

A sucessão de cagadas, sim cagadas me perdoem pelo vocabulário mas não há outra palavra para expressar melhor os fatos, se iniciou em dezembro de 2015, quando Daniel Nepumuceno decidiu por não renovar o contrato de Levir Culpi. O técnico certamente não era unanimidade perante a torcida por dois motivos: por supostamente barrar contratações galáticas e por armar um time que tomava gols demais. - 1x0 Grêmio

Já que o mala do Levir não estava mais lá, a torneira foi aberta e começaram a chegar os nomes. Robinho, Cazares, Erazo, Clayton, Urso, Fred..nó que timaço, melhor do Brasil. Infelizmente uma cortina de fumaça. Leo Silva não é mais o mesmo, a idade pesa; e sem Jemerson, era imperativa a contratação de dois zagueiros Top de linha, era o que se esperava, mas não, me vem o Erazo que saiu escurraçado do Flamengo e com uma passagem mais ou menos pelo Grêmio, com um Geromel segurando a onda para os dois; e Ronaldo Conceição, primo distante do Emerson que eu nem vou me atrever a comentar, por que é brincadeira de mau gosto. A lateral esquerda por muito tempo contava apenas com o Douglas Santos. Todo mundo sabia que ele iria pegar seleção olímpica e iria embora como foi, o outro Santos, o Fábio chegou muito depois, no primeiro turno nosso Carlos Cesar cansou de quebrar o galho por lá.  Da meia sairam Guilherme e Giovani Augusto, todos sabemos que são jogares comuns, mas que jogavam, eram titulares com Levir e chegou apenas o Cazares. Dátolo que sempre teve problemas físicos, voltou a sua rotina no DM, e novamente ficamos em uma posição apenas com um cara a disposição. Ok é um elenco forte, mas desequilibrado demais: 999 pontas e ninguém de qualidade para jogar por dentro. 2x0 Grêmio

Sobre o técnico é até engraçado, pois o antídoto ao time que tomava gols demais foi a contratação de um treinador estrangeiro, uruguaio e retranqueiro - Eureka! Retranqueiro! Sim, me refiro a Diego Aguirre. A troca acarretou em uma mudança de metodologia de trabalho e de concepção tática tão grande que seria uma heresia imaginar que tudo em um passe de mágica se resolveria, nem se fosse o Barcelona. Contudo o nosso digníssimo presidente, que conhece muito pouco da história do clube, não ponderou um fator, nós Atleticanos podemos não gostar de uma defesa que sofre muitos gols, mas odiamos um ataque inoperante. A ironia é que o time passou a tomar menos gols...aparentemente o problema estava resolvido, mas não estava. O novo treinador foi para frigideira com 4 meses de trabalho.  E tome mudança de novo, sai Aguirre, entra Marcelo Oliveira. Você sai de um jogo de posse, para um jogo de retranca e termina com um jogo de ofensividade porém com um ritmo mais acelerado. 3x1 Grêmio, 7x1 Grêmio.... 

Três técnicos em menos de 12 meses (completamente antagônicos), contratações midiáticas e nada produtivas, uma defesa para lá de amadora (não os nomes, mas o sistema) e erros graves de planejamento. O atleticano poderia pensar que estou me referindo a 2004, 2005, 2008, 2010, 2011, anos negros, terríveis, quando de joelhos atravessamos os sete portões do inferno. Porém não, é 2016. Sequência de um dos períodos mais vitoriosos da história do clube.



Remetendo a uma metáfora do automobilismo: carro mal nascido, mal pensado pelos engenheiros raramente ganha corridas, e muito menos campeonatos, um desses inclusive matou Ayrton Senna. 

Estamos vivendo dias de um passado esquecido. Um passado de Nélio Brant, Ricardo Guimarães, Ziza Valadares. Espero acordar logo desse pesadelo.

*Os três últimos parágrafos são  cópias quase literais de um texto que eu mesmo escrevi para aqui no Linha, postado em 12 de junho (http://www.linhadefundo.net/2016/06/um-galo-que-vive-dias-de-um-passado.html), pós derrota no clássico contra o time do outro lado da lagoa, propositalmente repetidos. Infelizmente  cantei essa pedra lá atrás e apenas reescrevi os versos dessa crônica de uma tragédia anunciada.

P.S. Um salve ao pessoal de Chapecó em especial ao blogueiro e amigo Marcelo Weber (
http://www.linhadefundo.net/2016/11/noite-historica-chapecoense-chega.html), meu parceiro do Unanimidades, pela classificação heroica da Chape ante o São Lorenzo!

Noite histórica, Chapecoense chega a grande final da Copa Sul-Americana

Foram 20 dias de ansiedade, angústia e de muita confiança para a região Oeste de Santa Catarina. Depois de entrar para a história por ser o primeiro Catarinense semifinalista de uma competição Internacional, a Chapecoense queria mais, o adversário mais uma vez vinha da Argentina, desta vez o tradicional San Lorenzo.
Foto: Divulgação ESPN
Na partida de ida, jogando no Nuevo Gasômeto, um grande resultado para o Verdão, o empate de 1x1 e o gol fora de casa, davam a vantagem de jogar pelo empate sem gols na partida de volta em Chapecó.

Nesses longos 20 dias, muita coisa aconteceu, foram três duelos válidos pelo Campeonato Brasileiro, três vitórias e nenhum gol sofrido, uma defesa sólida, segura e que contava com a grande fase do goleiro Danilo.

Depois da grande vitória sobre o São Paulo no último domingo (20), Chapecó respirava a Copa Sul-Americana, já na segunda feira, os ingressos para a geral estavam esgotados, com isso a diretoria abriu a venda para uma parte da ala Sul, destinada para os visitantes.

Nesses três dias, a ansiedade só aumentava, junto a insônia, e o pensamento totalmente na partida. A diretoria chamou o torcedor para mais uma recepção, com sinalizadores e fogos de artificio.

Ao amanhecer do grande dia, as horas pareciam ser inimigas, o ponteiro insistia em não andar, na concentração aos poucos o torcedor começava a aparecer, fazendo uma grande festa quando o ônibus com os jogadores chegavam a Arena Condá.

Com a Arena lotada, após o apito do árbitro, iniciava os 90 minutos mais importantes da história da Chapecoense, com a vantagem conquistada na partida de ida, o resultado classificava a equipe para a grande final. Em um primeiro tempo equilibrado, quem teve maior posse de bola eram os visitantes, que partiam para cima em busca do gol para reverter a vantagem.

A pressão do Ciclón parava na segura defesa Chapecoense, e na grande fase de Danilo, que aos 19 minutos após chute cruzado de Mas pela esquerda, fez grande defesa e salvou o Verdão. A resposta veio aos 25, quando Thiego recebeu livre e completou para o fundo das redes de Torrico, mas a comemoração durou poucos segundos, o auxiliar levantou a bandeira marcando impedimento do zagueiro. A Chape melhorou na partida, aos 34 foi a vez de Gil assustar, depois de belo corte na zaga, e chutou, passando muito próximo da meta.
17 mil torcedores lotaram a Arena Condá e empurraram o Verdão para a grande final.
Faltavam apenas 45 minutos para o torcedor Chapecoense comemorar a classificação, precisando do gol, Aguirre sacou Corujo e colocou o atacante Blandi em campo. E como era de se imaginar, foi o San Lorenzo que voltou pressionando.

Logo aos 4 minutos, Blandi percebeu Danilo antecipado e arriscou de muito longe, o goleiro se recuperou pulando para espalmar em escanteio. Quando não é Danilo, quem salva é a trave, após cruzamento em diagonal, a bola passou por todo mundo e explodiu na trave.

A Chape não conseguia criar jogadas de ataque, e jogando fechadinha, tentava segurar de qualquer jeito a pressão do Ciclón. O tempo passava, e o torcedor Chapecoense aguardava ansioso para o apito final do árbitro, que soou aos 48 minutos, mas não para o final da partida, o Uruguaio Daneil Fedorczuk marcou falta de Josimar em Ávila, era a última bola da partida, na cobrança, a bola caiu nos pés de Blandi, que finalizou, Danilo opera um milagre, em seguida Thiego afastou, salvando o gol e carimbando mais uma folha do passaporte Chapecoense, agora para a grande final da Copa Sul-Americana.
Foto: Reuters/Paulo Whitaker
A Chapecoense é a sexta equipe brasileira a chegar em uma decisão da competição, aguardando a partida da noite desta quinta-feira (24), entre Atlético Nacional e Cerro Porteño, na Colômbia, a partida de ida ficou no empate em 1x1.

É uma noite histórica para Chapecó e região, muitos jamais imaginariam ver a equipe que brigava para ter um calendário cheio em tempos passados, desrespeitada pela imprensa Catarinense, chegar a uma final de uma competição Internacional, restam apenas duas partidas para o título da Copa Sul-Americana.

Foi difícil conter a emoção, o aperto no coração no chute de Blandi, e o alívio após a grande defesa de Danilo, a Arena Condá teve uma noite histórica, uma festa maravilhosa do torcedor. A má notícia dada pelo presidente Sandro Pallaoro em entrevista coletiva após a partida, foi que na final não existe nenhuma possibilidade de ser disputada em Chapecó, por conta da capacidade exigida de 40 mil torcedores, Curitiba e Porto Alegre brigam para receber a grande final no dia 07 de dezembro.


Marcelo Weber || @acfmarcelo

Só faltam 90 minutos


Que a final da Copa do Brasil seria uma verdadeira guerra, ninguém duvidava. O que surpreendeu, foi a forma como o Grêmio monopolizou grande parte da partida. Um Grêmio forte, aguerrido e, ao mesmo tempo, técnico. Uma junção do excelente toque de bola implantado por Roger Machado, com a objetividade e consistência defensiva de Renato Portaluppi. O Grêmio não teve uma, mas pelo menos quatro oportunidades claras de marcar. Isso só nos primeiros 45 minutos. Marcou em uma, com Pedro Rocha. O garoto, cara a cara com Victor, teve a frieza de desviar do goleiro. O gol foi um golpe duro para o Atlético. O Tricolor continuou empilhando arremates a gol. O jogo que prometia ser um ataque/Atlético vs defesa/Grêmio, acabou sendo um baile ofensivo tricolor.

O resultado era injusto. Cabia mais. Eis que, aos nove minutos da etapa complementar, Pedro Rocha balançou as redes novamente, após deixar três adversários para trás. O descontrole estava formado. Aparentemente nada estragaria a noite do Tricolor. Foi quando Pedro Rocha levou seu segundo amarelo – o primeiro foi na comemoração do gol, quando tirou a camisa. Aí o jogo mudou.

O Galo cresceu, impulsionado pelos famigerados gritos de “eu acredito!”. Chegou ao gol em bola parada, com o zagueiro Gabriel, um problema recorrente do time gremista. O gol colocou os mineiros mais ainda no jogo. Tudo se encaminhava para uma reviravolta. Pedro Rocha quase foi do céu ao inferno.

Começou a guerra, que todo mundo esperava. O Grêmio deixou-se encurralar. Deixou o Galo gostar do jogo – o que é extremamente perigoso, dada a qualidade do time. Mas o Grêmio teve calma. Continuou fazendo uma leitura clara das jogadas. Pedro Rocha foi absolvido com um gol de Everton. Geromel pegou o Atlético desprotegido e formulou um contra-ataque fulminante, que resultou no arremate certeiro do Cebolinha. Eletrizante. Foi uma noite gloriosa.

Com mais qualidade individual, o Galo não foi páreo para o coletivo do Grêmio. O Tricolor teve algo que os mineiros não tiveram: organização. Dominou o meio campo. Marcou bem demais. Fica de alerta, a quantidade de gols perdidos. Poderiam ter feito falta. Mas agora é hora de euforia. A análise fica para amanhã.

Espinosa e Renato, campeões em 83, voltaram para trazer de volta os tempos gloriosos. Os homens que nos deram o mundo, estão muito próximos de nos dar mais um título. Porém, sem essa história de pensamento mágico. Não é pelo que fizeram em 83 que nos enchem de esperança, mas pelo que fazem hoje. O Grêmio é um time bem postado e bem treinado. Confiante. Isso sem esquecer do grande legado deixado por outro vitorioso: Roger Machado. O toque de bola envolvente, a tranquilidade... Isso tudo é herança do trabalho de Roger. Renato complementou um belo trabalho que já vinha sendo feito.

Jogar sem soberba, sem arrogância – como vem fazendo. Essa é a receita para quarta-feira. É uma baita vantagem, sem duvidas. Mas falta 90 minutos. É hora de administrar o relógio. Pegar o regulamento e colocar debaixo do braço. Aí, torcedor gremista, o Rio Grande do Sul vai ficar pequeno para tamanha comemoração. Tantos anos sofridos, tantos gritos de “é campeão!” engasgados na garganta há 15 anos. Falta Pouco. Uma semana será uma eternidade. Os 90 minutos restantes idem. Mas nós estamos perto, muito perto.

Janaína Wille, @janainawille


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