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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Tem que saber sofrer

No último sábado (26), Chelsea e Tottenham fizeram o clássico da rodada, em Stamford Bridge. O jogo era de muita importância, já que horas antes, City e Liverpool venceram seus respectivos jogos e ultrapassaram o Chelsea na tabela, jogando o londrino para terceira posição. 

A vibração do time desde à chegada de Conte é visível: Fonte (Getty Images

Antonio Conte manteve a escalação que lhe rendia 6 vitórias consecutivas sem sofrer gol, o 3-4-3: Courtois; Azpilicueta, David Luiz e Cahill; Moses, Kante, Matic e Alonso; Pedro, Hazard e Diego Costa. Os visitantes vinham de uma eliminação na Champions League, e buscavam vencer o líder para além da "redenção", encostar na briga pelo título.

Mauricio Pochettino mostrou uma forma de conter o 3-4-3 até então invencível de Conte, e os Spurs dominaram o jogo durante todo o primeiro tempo, deixando o time da casa aparentemente sem saída. O Tottenham jogava com as suas linhas altas, marcando a saída de jogo do Chelsea, que a todo momento se via obrigado a dar chutão pro ataque. A pressão não demorou a dar resultado, com 11 minutos, Eriksen acertou um lindo chute de perna esquerda vencendo Courtois.

Pedro e Diego após a virada dos Blues: Fonte (Getty Images)
 Após o gol os Spurs mantiveram a pressão alta, e dominavam amplamente o jogo. Mas aos 45 minutos, Pedro acertou um lindo chute, colocado, no ângulo e sem chances pra Lloris e empatou o jogo antes do intervalo. Não se sabia como o Tottenham reagiria ao gol, já que o Chelsea em nenhum momento fez por merecer o gol, mas não tiveram tanto tempo para admitir o primeiro golpe e já levaram o segundo. Diego Costa arrancou pela esquerda, levou para o fundo e rolou para Moses livre virar o jogo com 5 do segundo tempo.

Os Spurs sentiram demais o gol, e até fisicamente não conseguiam manter o ritmo do primeiro tempo, apenas tocava a bola em torno da área, mas sem conseguir entrar. Restou para o Chelsea administrar o jogo e conseguir uma duríssima vitória e reassumir a liderança da Premier League. Com a vitória os Blues chegaram aos 31 pontos, 1 a mais que LIverpool e City. 

A partida do Chelsea foi fraca em relação as últimas 6, principalmente no primeiro tempo, onde se o Tottenham aproveitasse, poderia ampliar o marcador. O fato é que, não se faz um campeão somente com grandes atuações, e Conte sabe disso, o técnico italiano assumiu a fraca partida de sua equipe, mas a de se destacar a raça do time em campo, a vibração a cada lance, um campeão também tem de saber sofrer.  Na próxima rodada, o Chelsea vai a Manchester enfrentar o City, valendo à liderança do campeonato.

Após 45 anos fora do futebol, Almirante Barroso é campeão da Segundona de SC

E está decidido o campeão da Série B do Catarinense. O Clube Náutico Almirante Barroso, de Itajaí, sagrou-se campeão neste domingo (08), após ser derrotado por 1x0 pelo Atlético Tubarão.

Almirante Barroso é o campeão da Segundona de SC (Foto: Assessoria/Almirante Barroso)

Jogando em seus domínios, no estádio Domingos Gonzales, o Atlético Tubarão precisava vencer por dois gols de diferença, já que havia sido derrotado por 3x1 na partida de ida. Tendo mais volume de jogo na partida, o Tubarão abriu o placar aos 29 minutos da etapa inicial, numa cobrança de pênalti do atacante Brasão.

A equipe do sul do estado queria a qualquer custo o título que estava apenas a um gol de "distância". Chegou a pôr duas bolas na trave do goleiro Rodolfo do Barroso. Até conseguiu marcar seu gol. Foram dois. Mas o árbitro Heber Roberto Lopes anulou os tentos do Peixe catarinense. O Tubarão tentou de tudo para alcançar seu gol decisivo durante os minutos restantes, porém nada conseguiu, e o título acabou ficando com o Almirante Barroso.

Gol de Brasão não foi o suficiente para Tubarão ser campeão (Foto: Scarduelli Comunicação/Paulo Scarduelli)

Inativo desde 1971, o Clube Náutico Almirante Barroso voltou aos gramados nesta temporada graças a uma parceria com o Navegantes/Litoral. Conquista o inédito título após ser uma das surpresas do campeonato e fazer uma campanha excepcional, só perdendo a liderança na fase classificatória na última rodada.

Outro acontecimento que mexeu com a cidade de Tubarão ontem, ocorreu momentos antes da partida. O Atlético Tubarão anunciou a contratação do atacante colombiano, Rentería. Com passagens por Internacional, Santos, Porto-POR e tantos outros clubes, o atacante vem para ser a principal contratação do clube para a próxima temporada em que disputará a elite do futebol catarinense.

Atacante Rentería foi anunciado como reforço do Tubarão para 2017 (Foto: Assessoria/Atlético Tubarão)

Ficha Técnica - Atlético Tubarão 1x0 Almirante Barroso

Data: 27 de novembro de 2016
Horário: 16h (horário de Brasília)
Local: Estádio Domingos Silveira Gonzales, Tubarão, SC
Público e renda: 1867 presentes; renda de R$ 35.220
Arbitragem: Heber Roberto Lopes (SC); José Roberto Larroyd (SC), Eli Alves (SC)
Cartões amarelos: Allyson e Matheus Barbosa (TUB); Jefferson, Robenval, Buru, Safira e Rodolfo Recife (ALM)
Gol: Brasão (ALM)

Atlético Tubarão: Jandrei; Ramon, Allyson, Vitor Hugo, Deca (Lucas Gabriel); Matheus Barbosa, Parrudo, Calyson, Israel (Alex Nemetz); Everton Jr (Marcos Vinícius), Brasão | Técnico: Marcelo Mabília

Almirante Barroso: Rodolfo; Pichu, Robenval, Tessio, Chuva; Buru, Jefferson, Couto, Safira (Rafael Recife); Carlos Henrique (Rodolfo Recife), Douglão (Diego) | Técnico: Renê Marques

Patrick Silva | @figueiradepre

Cucabol, perseguição e união torcida-elenco: O Brasil é verde outra vez

E o Brasil voltou a ser verde. Pela nona vez em campeonatos brasileiros, pela décima terceira vez considerando também as copas. Ninguém coloriu mais vezes esse país do que o Palmeiras, mesmo depois de uma longa espera de mais de vinte anos para voltar a gritar campeão do torneio mais importante do país. E foi mais do que merecido e com um sabor mais do que especial.

O título em si já seria motivo de sobra para comemorar, mas fica ainda mais saboroso diante de tudo que aconteceu ao longo do ano e, principalmente, pelo elenco que é certamente o mais palmeirense dos últimos tempos. É difícil escolher apenas um jogador que mereça o carinho da torcida palmeirense.

A sintonia time-torcida transcende completamente o jogo de futebol – e, é claro, isso não é só um jogo. Nunca foi. E talvez não há exemplo maior disso que o nosso Dudu, que a cada jogo parece mais um torcedor dentro de campo: xingando, vibrando, chorando. Não há quem não goste de ter um jogador assim no seu time. Ninguém mais do que ele merecia levantar a taça. E que belíssimo chapéu!

Não muito atrás temos o nosso profeta Moisés que ajudou a abrir muitas das defesas nesse campeonato, além de superar toda desconfiança e uma lesão para ser um dos melhores jogadores do campeonato. E ainda defendeu o clube como um verdadeiro torcedor, inclusive questionando certa emissora ao vivo sobre uma diferença de tratamento.

Impossível também não resumir um dos pilares desse time no momento que aconteceu na reta final do jogo diante da Chapecoense. Esqueça qualquer drible, chute ou passe, o momento em questão é uma substituição. Com uma dupla homenagem que emocionou a qualquer um: Jailson sendo merecidamente ovacionado por um estádio que via um dos grandes ídolos atuais voltar a campo. Justo essa troca que, meses antes, parecia ser o fim do sonho para o palmeirense.

A cena que fez o estádio desabar em lágrimas: Prass volta aos gramados no lugar do decisivo e invicto Jailson.
(Foto: Blog Mauro Beting)
E as histórias bonitas não param por aí. Tem a superação de Vitor Hugo, aquele mesmo que começou sua trajetória com a camisa verde errando um recuo em seu primeiro clássico, mas que hoje é um dos jogadores preferidos da torcida nesse elenco e que cansou de fazer gols desde que chegou por aqui. Tem a adaptação imediata de Tchê, Tchê, Mina e Roger Guedes, também importantes demais nessa conquista. Tem também a representação máxima de um time que joga com doze ou treze (Edu Dracena, Cleiton Xavier e Thiago Santos cansaram de iniciar partidas) e que joga junto com a sua torcida.

E falar o que do “menino” Zé Roberto – jogador que mesmo quarentão participou de um dos lances mais emblemáticos da campanha palmeirense: aquele incrível carrinho que evitou um gol do Cruzeiro de maneira fantástica e que valeu um ponto importante na oportunidade – e do contraste com o menino (e sem aspas) e xodó Gabriel Jesus que nem foi e já deixa saudades?

Por tudo isso e um pouco mais que tornaria este texto ainda mais longo do que já é, esse time encarnou na sua alma aquilo que o torcedor sempre sonha em ver no seu time. Um grupo que passou a sentir, aos poucos, o que é ser Palmeiras. Que se arrepia ao ouvir o “Meu Palmeiras”, saber que faz parte da pátria do palmeirense e que comprovadamente tem efeito como mostram os próprios jogadores.

Ser Palmeiras, contudo, é mais do que entender o sentimento que transborda na Turiassu e nos arredores do Allianz Parque. É entender que um gigante desses incomoda muita gente e que, aqueles que não vivem isso certamente tentarão atrapalhar. A imprensa esportiva brasileira nunca foi das melhores na imparcialidade, mas quebrou todos os protocolos e assumidamente passou a torcer por um time.

Assim, Cuca & Companhia precisaram ouvir críticas sobre o modo de atuar, os gols de bola parada ou mesmo a falta de um futebol bem jogado que outros concorrentes apresentaram por poucas vezes, mas o suficiente para receber um festival de elogios. Com raras exceções, os critérios eram diferentes dependendo da camisa. “Grupo rachado” ou “Cuca perdeu o elenco” foram repetidas insistentemente.

O Palmeiras que jogou bem no primeiro turno foi simplesmente esquecido e a segurança defensiva do segundo turno (elogiada em outros tempos para outras camisas) virou motivo de crítica. As comparações com rival campeão no ano anterior ignoraram o nosso bom primeiro turno e o (tecnicamente) péssimo primeiro turno que eles fizeram em 2015.

(Foto: Globo Esporte)
Manchetes buscando animar os concorrentes eram feitas a todo o momento. Em um dos casos mais bizarros, uma emissora divulgou que a disciplina poderia decidir o campeonato, mas ignorou o fato do Verdão não ter nenhum jogador expulso. A coisa chegou a passar dos limites quando outro canal teve tratamento absolutamente oposto entre as invasões de aeroporto feitas por flamenguistas e palmeirenses. Teve até revista que “jogou no lixo” suas próprias publicações para uma polêmica barata e baixa sobre os títulos anteriores a 1971.

Na reta final, já no desespero, apelaram até para um absurdo e ridículo fechamento da rua mais palmeirense do Brasil – e que nem precisaria de um novo nome para se firmar como tal. A polícia militar, sempre péssima, fez de tudo para atrapalhar a alegria alviverde, mas assim como alguns colegas da imprensa, fracassou. Se a Turiassu só pode ser tomada depois do jogo, a região ficou ainda mais verde em outros lugares.

E tudo isso chegou aos jogadores. Foram eles os responsáveis em fazer de cada jogo uma final, de responder dentro das quatro linhas às críticas (algumas raras justas, outras tantas absolutamente injustas) de uma imprensa parcial e de comemorar junto de quem sempre esteve do lado deles. O lema da torcida (“estamos juntos”) nunca fez tanto sentido.


Esses todos que tanto criticaram só esqueceram que o time em questão era o Palmeiras. O mesmo que passou o ano sendo menosprezado e criticas como havia sido em 2015 durante a Copa do Brasil. Como é desde 1942. E queremos que seja em 2017. Nenhum time gosta tanto desse clima de adversidade como este que é o maior campeão nacional. Afinal, o final desse enredo é o mesmo quase sempre – e costuma ter final verde.

Duas derrotas trágicas e um divisor de águas

Da eliminação na Champions à queda de invencibilidade na Premier League. Não foi uma semana nada agradável para o Tottenham. Pelo contrário, as derrotas para Monaco e Chelsea, ambas por 2 a 1, foram trágicas para as pretensões do time na temporada 2016/17.

Se por um lado todos sabiam que seria difícil repetir aquilo que acontecera na temporada passada, quando ocorreram enormes vacilos dos principais postulantes ao título e o time do norte de Londres se aproveitou para brigar pelo título da Premier League, chegar ao mata-mata da Champions era algo bem alcançável na atual. Após o sorteio, então, as expectativas só aumentaram e o grupo parecia bastante acessível.


O Tottenham se despede precocemente da Champions (Foto: AP Photo)
Parecia. Em momento algum, o time inglês confirmou o favoritismo no grupo e complicou a classificação que parecia provável, caindo precocemente nesta fase. Restando uma rodada, os Spurs terão que se contentar apenas com uma vaga na Europa League, o que também é incerta e será decidida no duelo contra o CSKA.

Mas será que vale a pena disputar a segunda competição do continente? Por um lado, a vaga trará mais prestígio na Europa e há a importância pelo aspecto financeiro, a medida que for avançando de fase. Por outro, serão mais jogos e isso trará um prejuízo no aspecto físico. E isso deve ser levado em consideração, caso o clube almeje repetir a campanha da última Premier League.

De certa forma, Maurício Pochettino teve que fazer essa "escolha" na temporada passada, priorizando a competição nacional e poupando títulares na europeia. No confronto contra o Borussia Dortmund, a equipe mista não foi párea para os alemães, perdendo os dois jogos das quartas-de-final.

Mesmo que a opção seja priorizar a competição europeia, todos sabem que o mata-mata propõe surpresas, não há a garantia que o título venha e, consequentemente, a vaga na próxima Champions também não. Ou seja, retornar à principal competição de clubes do mundo parece mais viável pela Premier League. E, ao meu ver, o técnico argentino deveria prioriza-la novamente.


Os Spurs saíram na frente no Stamford Bridge (Foto: Stefan Wernuth/Reuters)
Algumas coisas são certas: o elenco carece de peças de reposição, tanto em quantidade, quanto em qualidade; há uma inferioridade em relação aos seus principais adversários ingleses; e almejar título nas duas competições difíceis, será quase certeza de fracasso em ambas. A derrota para Blues no clássico, inclusive, evidenciam a queda no aspecto físico, sendo o principal fator para que a virada acontecesse. E o alto número de lesões em poucos meses só confirmam a tese.

Embora a 13ª rodada tenha sido péssima, ainda não estamos nem na metade do campeonato e não dá para descartar o Tottenham como postulante ao título, mas é bom que esqueçamos por um momentoO principal objetivo do Tottenham na temporada, portanto, deverá mesmo ser a briga para retornar à Champions na próxima edição, seja qual for o método escolhido afim de garantir essa vaga.


#COYS

Por: Marcelo Júnior


Twitter: @marcelinjrr / @SiteLF / @PLBrasil_LF

Com Scarpelli quase às moscas, Figueira vence Fluminense

Melancolia, tristeza e uma pitada de depressão. Esses foram os ingredientes da partida entre Figueirense e Fluminense, realizada neste último domingo (27). Já rebaixado à Série B, o Figueira derrotou por 1x0 o clube carioca que já não tinha mais chances de entrar no famigerado G-6 e se classificar à Libertadores.

Zagueiro Marquinhos fez o único gol da última partida do Figueirense em casa neste ano (Foto: Luiz Henrique/FigueirenseFC)

Como dito anteriormente, o Figueirense já entrava em campo rebaixado, e sua única responsabilidade era de apenas cumprir tabela. Se aproveitando desta triste situação, o técnico Marcos Santos testou um novo esquema e utilizou alguns jogadores da base alvinegra.

Querendo mostrar serviço desde o início de jogo, o Figueirense logo nos primeiros segundos teve uma boa chance de abrir o marcador. A zaga carioca bobeou, Lins aproveitou e saiu na cara do gol. Porém o goleiro Júlio Cesar defendeu a finalização do atacante alvinegro. Fria, a partida só teve uma nova boa chance de gol aos 19 minutos. Na verdade, não foi uma chance. Foi o gol. Falta pela esquerda de ataque, a bola foi alçada na área, e Marquinhos foi no terceiro andar para cabecear e mexer no placar do Scarpelli. Aos 31', troca de passes no ataque do Figueira, Rafael Moura bateu da entrada da área e a bola explodiu no travessão.

Usando alguns jogadores da base, Figueirense voltou a vencer após 9 jogos (Foto: Luiz Henrique/FigueirenseFC)

Na segunda etapa, o Figueirense, assim como na etapa inicial, criava inúmeras chances de gol, porém na hora de finalizar, nada do gol sair. O Fluminense praticamente não conseguia chegar ao ataque. E quando chegava, as oportunidades de gol eram desperdiçadas para longe. Foi um segundo tempo de dois times já sem mais nenhum objetivo no campeonato e que "escolheram" manter o placar de 1x0.

Após se despedir do Scarpelli nesta temporada, o Figueirense voltará a campo no próximo domingo (04), às 17h, quando encerrará a sua participação na Série A deste ano contra o Sport Recife, na capital pernambucana.

Ficha Técnica - Figueirense 1x0 Fluminense

Data: 27 de novembro de 2016
Horário: 19h30 (horário de Brasília)
Local: Estádio Orlando Scarpelli, Florianópolis, SC
Público e renda: 1.842 pagantes; 1.910 presentes; renda de R$ 21.870,00
Arbitragem: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS); Leirson Peng Martins (RS), Maurício Coelho Silva Pena (RS)
Cartões amarelos: Yago, Bruno Alves, Lins (FIG); Pierre, Cícero, Igor Julião (FLU)
Gol: Marquinhos (FIG)

Figueirense: Gatito; Marquinhos, Werley, Bruno Alves; Dudu (Jefferson), Marquinhos Pedroso, Renato (João Pedro), Yago, Matheusinho; Lins (Ferrugem), Rafael Moura | Técnico: Marcos Santos

Fluminense: Júlio Cesar; Igor Julião, Nogueira, Henrique, Giovanni; Pierre (Maranhão), Cícero, Danilinho (Pedro); Wellington, Richarlison (Dudu), Henrique Dourado | Técnico: Marcão

Patrick Silva | @figueiradepre

Faltou o ponto final

Corinthians vacila jogando na Arena, e se distancia do 'prêmio de consolo: G-6'

Minha reação em ver o Corinthians jogar em 2016 é semelhante ao do Cristian (Foto: Marco Galvão)

 Diferentemente das partidas anteriores, o Corinthians entrou mais ligado, pressionando o adversário desde os primeiros minutos e por falta de pontaria, não foram finalizadas. Finalização, está aí um dos principais problemas do Corinthians em 2016, as vezes eu não sei se eu estou assistindo aquelas peladas de fim de ano, que você pode isolar a vontade a bola que vão apenas te zoar, diferente daqui que o principal objetivo nessa reta final é o G-6.

Mesmo desperdiçando várias oportunidades, pressionando, estávamos bem superior ao adversário, com mais posse de bola, com mais objetividade, diferente do Atlético-PR em que se preocupava somente em se fechar e jogar no contra-ataque. Infelizmente atuação de alguns jogadores acabaram atrapalhando a equipe de sair vitoriosa, destacando de forma negativa, o Romero, Marquinhos Gabriel, Lucca, entre outros que devem ter algum estranhamento com a bola, é bem provável.

 Na segunda etapa, a equipe continuou da mesma forma, só que errando mais e perdendo chances inacreditáveis. E também, o adversário resolveu se impor em alguns momentos, mas foi somente isso, aliás tivemos Walter presente para nos salvar. Pelas estatísticas, o Corinthians era favorito a vencer na Arena, visto que o Furacão não vive de bons desempenhos fora de casa, porém ainda temos que ressaltar que o time também não está rendendo dentro de casa neste ano, que inclusive hoje faz muita falta pontos que não poderia ter perdido, contra: Chapecoense, Grêmio, São Paulo, Fluminense, Atlético-PR entre outros com todo respeito, mas até o ano passado era nossa arma mortal jogar dentro de casa e ainda é em algumas ocasiões.

Era de extrema importância conquistar os três pontos começando nessa última rodada para conquistar essa tão cobiçada vaga no G-6, mas o time decepcionou e eles sabem disso, sabem que era crucial vencer, mas eu não entendo o que falta nesse time? O Corinthians não é de sua tradição montar times astronômicos de estrelas mundiais/nacionais, sempre fizemos muito com tão pouco, e isso na maioria das vezes dava certo, nesse ano tivemos desmanche, contratações não pontuais e o time não está conseguindo render, o que falta é força de vontade? Empenho? Amor à camisa? Talvez seja. Eles deveriam começar a refletir o que estão fazendo com o Corinthians, não sabem o quão é pesada e sagrada essa camisa, o quão é emocionante vestir essa camisa e se emocionar, ter AMOR pelo clube.

 Uma notícia boa que tivemos pelo menos ao término dessa partida,  é que é a segunda partida seguida que não tomamos gols, já está melhorando,  Isso é positivo, por que até então, era de 'lei' levarmos pelo menos um tento ou não por partida. Falando em defesa, vale lembrar mais uma vez que vai precisar se reforçar para próxima rodada, se não vai ser mais um ano depenando, aliás o Corinthians precisa de uma reforma pra ontem e caras novas dignas de representar o Timão.

 Sua última chance, será agora no próximo domingo, pela última rodada no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte às 17h (horário de Brasília) contra o Cruzeiro. Desta vez não tem como vacilar e não depende somente das próprias forças. Esperamos que dêem o sangue e conquistem se forem merecedores essa vaga para a Libertadores da América.


VAI, CORINTHIANS! 

Césare Boralli || @cesareboralli

Linha de Fundo || @SiteLF

Um 2016 para ser esquecido

Enfim acabou a série B para o Ceará, a derrota de virada para o Vasco foi a decima quarta na competição.
FOTO: Paulo Fernandes / Vasco.com.br
O Ceará até tentou estragar o acesso do Vasco, mas como foi durante todo o campeonato o time sai na frente, mas acaba cedendo a virada. Um time bipolar, o do primeiro tempo lembrou o time do 1º turno, já o do restante da partida se resumiu em um time apático e desnorteado em campo.

Não é mentira, o Ceará foi melhor que o Vasco nos 45 primeiros minutos de jogo, mais incisivo e procurando o ataque, o Vozão criou as melhores chances e aos 27 minutos Eduardo acertou um belo chute e fez um golaço no Maracanã. O Vasco seguiu sem reação e assistia ao Ceará criar chances e descobrir espaços na sua defesa, com isso a torcida evidenciou sua indignação contra o time cruzmaltino com sonoras vaias ao fim do primeiro tempo.

Pronto, o Ceará demorou a voltar do intervalo e cedeu o empate e a virada, um Vasco avassalador nos minutos iniciais, aos 2 depois de cobrança de falta de Andrezinho, Thalles pegou o rebote e empatou a partida. Sem tempo para reação, Thalles virou a partida cinco minutos depois e fez explodir de alegria o Maracanã.
Thalles foi o responsável pela virada do Vasco. FOTO: Carlos Gregório/Vasco.com.br
Com o Vasco todo no ataque, o Ceará criou a sua melhor chance no segundo tempo, depois do passe de Lele, Wescley de frente pro gol chutou e a bola caprichosamente explodiu no travessão. Sérgio Soares tentou mudar algo na partida com as entradas de Rafael Costa e Robinho, mas o Ceará não pode fazer mais nada, além de assistir a festa vascaína.

Terminamos a Série B na decima posição, para um ano nefasto para os alvinegros ficamos bem aquém do que foi esperado para esse brasileiro. O momento não é de apontar erros, pois esses foram nítidos durante toda a temporada e sim corrigi-los e dar a volta por cima no ano que irá se iniciar. Para isso, a diretoria já fez uma faxina no elenco desse ano, alguns já haviam sido dispensados e outros cinco encerraram seus vínculos com o clube apos a partida do ultimo sábado, são eles: Eduardo, Ewerton Pascoa, Ricardinho, Felipe Baxola e Bill.
Artilheiro da B, com 15 gols Bill não fica no Ceará. FOTO: CearaSc
Por outro lado, ontem o vovô anunciou de forma oficial a sua primeira contratação para temporada 2017, trata-se do meia Ricardinho que atuou no clube entre 2013 e 2015. O jogador estava no futebol árabe desde Dez/2015, em um vídeo Ricardinho expressou sua alegria em voltar para onde obteve mais títulos em sua carreira, sendo dois estaduais e uma Copa do Nordeste. Ainda não foi oficializado mas clube já acertou com Gilmar Dal Pozzo para assumir a vaga de Sérgio Soares, também deve está chegando nos próximos dias em Fortaleza, Marcelo Nunes Segurado, o novo gerente de futebol do clube que trabalhou no Goias de 2007 á 2014.

Meia Ricardinho é do Ceará em 2017. FOTO: CearaSc
O ano não foi nada promissor, o Ceará precisa se sobressair na temporada que se inicia, um planejamento bem feito no setor de futebol é essencial para que as falhas de 2016 não se repitam. Estamos iniciando bem, não só pela contratação de Ricardinho (que já mostrou ser um excelente jogador) e sim por enfim a diretoria olhar com bons olhos para o departamento de futebol e trazer um profissional gabaritado para assumir esse setor. Só no resta torcer e acreditar que dias melhores virão para o alvinegro de Porangabussu. No mais, o novo elenco do Vozão ira se reapresentar somente no dia 02/01, quando inicia a pre-temporada e dia 22/01 a estreia no Campeonato Cearense contra o Tiradentes.

FICHA TÉCNICA
VASCO 2 x 1 CEARÁ
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Público/ Renda: 49.259 pagantes (56.426 no total)/ R$ 924.630,00
Arbitragem: Thiago Duarte Peixoto (SP)
Cartões Amarelos: Thalles (Vasco); Richardson (Ceará)
Cartão Vermelho: Valdo (Ceará)
Gols: Eduardo, aos 27 minutos do primeiro tempo; Thalles, aos 2 e aos 4 minutos do segundo tempo

VASCO - Martín Silva; Madson (William), Rafael Marques, Rodrigo e Julio César; Diguinho (Eder Luis), Douglas, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique (Julio dos Santos) e Thalles. Técnico: Jorginho.
CEARÁ - Éverson; Tiago Cametá, Ewerton Páscoa, Valdo e Eduardo; Richardson, Felipe (Ricardinho), Felipe Menezes e Wescley; Bill (Rafael Costa) e Lelê (Robinho). Técnico: Sérgio Soares.
Davi Maia | @davims



Rescaldo positivo de 2016 para o Brasil e a Torcida Xavante

Claramente manifestado em todas as rodas, o objetivo maior do ano para o G. E. Brasil era a manutenção do Clube na Série B do brasileirão. De um lado, aqueles que acreditam sempre e acham que o Xavante vai ganhar todas, independente de adversário porque o Brasil é melhor e pronto. De outro, os pé-no-chão que sabem diferenciar paixão de organização, estrutura, competência e essas mumuinhas que muitas e muitas vezes fazem a diferença dentro das quatro linhas. Não nego que estou no primeiro grupo e às vezes pago o preço. Mas, no meio desse turbilhão tinha ainda os secadores, alguns da “emprensa” pelotense e os que não enxergam o crescimento firme e contínuo dos últimos cinco anos. Duvidam por qualquer dá cá aquela palha. Classificam o plantel como fraco, alegam não termos estádio e multiplicam as qualidades dos outros times.
De certa forma os secadores, a “emprensa” pelotense e aqueles torcedores mais exigentes tinham razão. Depois de iniciar o Campeonato Gaúcho com derrota e uma sequência de empates, o Brasil ganhou a primeira partida somente na quinta rodada e conseguiu a classificação para as etapas finais no último jogo da fase classificatória. Foi suado. Do abismo infernal cheirando a rebaixamento a perto de repetir as façanhas anteriores quando foi Bi-Campão do Interior deixando de disputar a final no “detalhe” costumeiro que separa os times de Interior daqueles poderosos das capitais.
Um sonoro dois a zero no Paraná Clube marcou o início do G. E. Brasil no Campeonato Brasileiro - Série B de dois mil e dezesseis. Este resultado já fez alguns anunciadores do apocalipse botar as barbas de molho porque o Time Xavante já saiu ganhando a primeira partida na competição nacional, mostrando que defenderia sua vaga contra tudo e contra todos.
Mas teve o auê da nova Arquibancada. Fica pronta; não fica; quando vai ser a inauguração? E aquele libera, não libera das metálicas? Tudo a fomentar o imaginário dos facebookianos, blogueiros e participantes do Forum Xavante. Incrível as trocentas alternativas, mas dinheiro que é bom, neca. Num feijão com arroz produtivo, Ricardo Fonseca,”O Presidente”, conduziu o Clube serenamente fazendo jus a mais uma reeleição. De dois mil e doze a dois mil e dezoito, se não bater o record na administração do G. E. Brasil ficará muito próximo.
Afora os resultados em campo, tivemos uma estrondosa vitória capitaneada pela construtora Porto 5. No dia quatro de novembro finalmente a primeira parte do novo Bento Freitas foi inaugurada. Em festa, o módulo Milton da Silva Peil, acolheu os Torcedores com chopp, refrigerante, pipoca e até churrasco. Fui um dos primeiros a chegar. Sem imaginar o drama vivido pela Direção e Comissão de Obras, peguei minha Canon e comecei a disparar o flash e a filmar o grande momento. Meu coração disparava de alegria sem saber que outros corações quase explodiam numa agonia descomunal. Inebriado pela bebida, pelos abraços dos amigos e pela felicidade do momento não percebia o que acontecia nas entrelinhas e no sorriso freado daqueles que mais batalharam para a conquista ora oficializada. A Obra estava pronta, vistoriada, entregue e inaugurada. O que faltava? Foi na explosão e no choro de Perceu e demais integrantes da Comissão de Obras que tudo se esclareceu. Faltava a liberação pela CBF. E esta aconteceu “aos quarenta e cinco do segundo tempo” como muitos diziam com lágrimas nos olhos. Que drama! “Força e vontade”, diz o nosso Hino e a recompensa veio através de um telefonema: “Está liberada! Está liberada!” gritavam. Choro e riso se confundiam atestando a felicidade geral da Nação Xavante.
Após a vitória contra o Paraná, perdemos por um a zero para o Atlético/GO lá no Serra Dourada e, apesar do resultado negativo, deu para ver claramente que o Time tinha condições de fazer um bom campeonato. Para animar de vez, os comandados de Rogério Zimmermann fizeram oito pontos na corrida. Dois a zero no Bragantino, um a um com o Goiás, um a zero no Paysandu e um a um com o Luverdense colocava o Brasil nas principais colocações da tabela com onze pontos.
Daí veio aquele três a zero para o Criciúma que nos deu um baita safanão. Pensam que a Torcida Xavante desanimou? Que nada! Quem tem Garra Xavante, Xavabanda e Máfia Xavante, não para de cantar porque nossas charangas sustentam a batida os noventa minutos. E foi sempre assim. Jogo a jogo, festa a festa, aqui no Bento Freitas ou nos estádios dos adversários. O Brasil nunca joga sozinho e em qualquer estado sempre vai ter aquele grito: “Eeeeêe! Rubro Negro vem aí. Eeeeêe! Rubro Negro vem aí.”. Festa, cerveja e churrasco, é com os Xavantes; em qualquer tempo e em qualquer lugar. E isto é fácil de explicar. Além das diversas “Organizadas” aqui na Princesa do Sul, temos Torcedores espalhados Brasil afora. Num País gigante, só as maiores cantam em qualquer lugar. E isto nós fazemos través dos Núcleos Onda Xavante, Invasão Xavante, XaSerra, Xasc, Xapa, Xapar, XavanRio, XaSampa, XaMinas, Xago e República Xavante o que garante a onipresença da Torcida Xavante. Talvez eu tenha esquecido de citar algum Núcleo e desde já peço desculpas.
E os pontos não paravam de chegar: Brasil um a zero no Tupi; Ceará três, Brasil zero (putz!); Sampaio Corrêa um, Brasil um; Brasil zero a zero com o Náutico; Brasil dois a um no Bahia; Londrina um, Brasil zero; Brasil dois a zero no Joinville; Vasco dois, Brasil zero; Brasil dois a dois com o Vila Nova/GO; Oeste um, Brasil um; CRB um, Brasil dois; e aquele Brasil três a zero no Avaí para fechar o primeiro turno com trinta pontos acalentando o sonho de Série A do maluco Xavante Munhoso.
O segundo turno começou com o Brasil tocando mais dois a zero no Paraná Clube. Eu estourava de felicidade e tentava convencer a todo o mundo de que o caminho para a Série A estava garantido. No fundo, sabia que a missão era muito difícil, mas fazia um contra-ponto aos “corneteiros” e “conformistas”. Aliás, isso merece algumas laudas à parte, mas vou deixar prá lá.
Brasil zero, Atlétigo/GO um em pleno Bento Freitas não foi fácil de aceitar, mas é do jogo e Bragantino zero, Brasil dois me deixou nas nuvens. Depois veio o Goiás e o Brasil fez valer a mística da Baixada e tocou dois a um num time que tinha fortes pretensões de voltar a Série A. O empate em um a um com o Paysandu lá no Mangueirão também foi um baita resultado e tudo corria nos conformes. Estávamos com quarenta pontos. Faltando mais cinco para atingir a pontuação necessária para garantir a permanência na Série B segundo o prognóstico dos entendidos do assunto. E eu nem aí, continuava a querer mais, muito mais.
Aí veio uma sequência de nove jogos com pouca pontuação e isto, para quem queria a Série A, foi um balde de água fria. Luverdense um, Brasil zero; Brasil um, Cricúma dois; Tupi um, Brasil um; Brasil dois a um no Ceará; Brasil um a um com o Sampaio Corrêa; Náutico dois, Brasil zero; Bahia um, Brasil zero; Brasil zero, Londrina um; e Joinvile um, Brasil um. Quarenta e seis pontos na trigésima terceira rodada. Faltavam ainda mais cinco, mas o campeonato embolou na parte de cima e o Brasil havia perdido fôlego. Claro que eu estava querendo demais para um grupo de Atletas que vinha no seu limite. Ao garantirem a pontuação necessária para a permanência na Série B de dois mil e dezessete possivelmente aconteceu um relaxamento natural, uma sensação de dever cumprido, ocasionando a queda de rendimento.
Mas futebol é uma caixinha de surpresas como dizem os entendidos e Eduardo Martini, Weldinho, Cirilo, Leandro Camilo, Marlon, Leandro Leite, Washington, Diogo Oliveira (Marcos Paraná), Felipe Garcia, Ramon (Gustavo Papa) e Jonatas Belusso (Nem) fizeram a festa em cima do Vasco da Gama. Numa tarde ensolarada, feliz e com um bom futebol, ganharam por dois a um; dois golaços. O primeiro foi feito por Diogo Oliveira e o segundo por Marcos Paraná. Ao final da partida a reação da Torcida Xavante foi de arrepiar. Reagindo a uma ação de um jogador vascaíno, o Estádio inteiro cantou: “Ooooooooooô! Tomate cru Vasco! Tomate cru Vasco! Tomate cru Vascoooooooôo! Ooooooooooô! Tomate cru Vasco! Tomate cru Vasco! Tomate cru Vascoooooooôo!”
Pela terceira vez no ano, o Brasil foi a Goiás e dessa vez perdeu por três a um para o Vila Nova/GO. Em seguida empatou com o Oeste no Bento Freitas em um a um. E no dia dezenove de novembro ganhou do CRB por um a zero jogando pela última vez na Baixada neste abençoado ano de dois mil e dezesseis.
Fechando o campeonato, foi a Santa Catarina enfrentar o Avaí. Com um empate de um a um, o G. E. Brasil terminou o Campeonato Brasileiro – Série B de dois mil e dezesseis com cinquenta e quatro pontos. Indiscutivelmente uma grande campanha atestando o acerto da Direção e da Comissão Técnica em apostar todas as fichas nesses Guerreiros que vestiram a Camisa Xavante com brio gravando, com certeza seus nomes na História do G. E. Brasil.
Além de garantir a participação do Brasil no Campeonato Brasileiro – Série B de dois mil e dezessete esse Time marcou quarenta gols, obteve quatorze vitórias e doze empates. Felipe Garcia com treze gols e Ramon com nove foram os artilheiros. E, mais uma vez, a Torcida Xavante deixou a sua marca indo a todos os jogos no Bento Freitas e em todos os outros estádios onde a Equipe Rubro Negra jogou.
E o fim do ano está chegando. Que ano! Como muitas vezes falei na minha eterna exaltação ao G. E. Brasil. Estou muito satisfeito com o resultado final e aproveito para parabenizar Ricardo Fonseca, nosso Presidente. Desde já, desejo a ele e a toda a Diretoria um Feliz Natal e Próspero Ano Novo. Sei que Ricardinho não vai ter tempo de descansar porque, corajoso e determinado como ele é, já tem uma nova Gestão pela frente. Que a Luz Divina e o sucesso continue a abençoá-lo.

Minha gratidão também à Comissão de Obras. Muito obrigado! O trabalho de vocês foi algo nunca visto na Princesa do Sul e o futuro há de honrá-los na eterna lembrança dos corações Xavantes. Estendo este agradecimento à construtora Porto 5 e aqueles doaram suas quotas de participação no terreno que propiciará a construção do novo Bento Freitas. Este berço que acalenta nossos sonhos e permite aos Torcedores Xavantes viverem a plena felicidade durante uma partida de futebol tendo como protagonista maior o G. E. Brasil.


De olho na Chapecoense, Atlético Nacional é derrotado nas quartas do Campeonato Colombiano

Em partida válida pela ida das quartas-de-final do Campeonato Colombiano, o Atlético Nacional visitou o Millonários neste domingo (27), no estádio "El Campim", em Bogotá. No duelo dos maiores campeões do país, melhor para o mandantes, que venceram e abriram vantagem no confronto.


O Millonários venceu o Atlético Nacional (Foto: Divulgação/millonarios.com.co)
De olho na decisão da Copa Sul-Americana, o técnico Reinaldo Rueda não mandou à campo o que tinha de melhor, poupando alguns dos seus principais titulares. Entre eles, o grande algoz dos times brasileiros nesta temporada, o atacante Borja, sequer viajou para o certame.  

Mesmo com a equipe alternativa, o Atlético começou melhor na partida e teve mais posse de bola, enquanto o Millonarios apostava nos contra-ataques. Logo aos 5 minutos, os visitantes até chegaram a balançar as redes, mas o gol foi anulado incorretamente. Dez minutos depois não teve jeito, Quiñones recebeu passe na medida e passou pelo goleiro, antes de abrir o placar.

Após o gol, o time da casa teve que sair mais para o jogo, proporcionando o contra-ataque aos visitantes. Em um deles, Dajome tocou para Ramirez, que deu um corta luz e deixou Rodriguez de frente para o gol, mas o jogador desperdiçou a boa oportunidade de ampliar. No minuto seguinte, a resposta veio com Escobar, que teve a chance mais clara de empatar e também mandou para fora.

No fim do primeiro tempo, o goleiro Vargas ainda fez uma boa intervenção, depois de cruzamento da esquerda e cabeçada a queima-roupa. Porém, a primeira etapa terminou mesmo com a vantagem do time vertolaga, por 1 a 0.

A etapa complementar começou mais equilibrada e com menos chances claras em relação ao primeiro tempo. Até os 15 minutos, quando o Millonarios também teve um gol anulado por impedimento, fazendo com que a equipe crescesse se animasse e definitivamente buscasse o empate.

O goleiro Vargas foi o grande destaque da equipe vertolaga, mas não evitou a virada (Foto: Divulgação/millonarios.com.co)
E de tanto insistir, Ayron Del Valle finalmente aproveitou uma oportunidade e deixou tudo igual, aos 22 minutos. O detalhe é que o gol foi irregular e, o mesmo bandeira que havia anulado um gol do Nacional incorretamente na primeira etapa, voltou a prejudicar a equipe.

Com boas defesas, Vargas foi o principal destaque da equipe vertolaga na partida, mas não conseguiu evitar a virada. Aos 28', David Silva arriscou de fora da área e contou com o desvio na defesa, colocando o Milos na frente pela primeira vez. 

Com 2 a 1 no placar, os mandantes ainda tiveram boas chances de ampliar a vantagem, mas os visitantes evitaram um prejuízo ainda maior e mantiveram o confronto aberto. Antes da partida da volta, o Atlético Nacional começará a decidir a Copa Sul-Americana na próxima quarta-feira (30), diante da Chapecoense, no Atanázio Girardot.

Por: Marcelo Júnior || Twitter: @marcelinjrr
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