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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Com show de Lallana, Liverpool volta a vencer e continua na briga

Após conquistar apenas um ponto das últimas duas partidas, o Liverpool precisava voltar a vencer de forma urgente para voltar a brigar pelo título, considerando a forma avassaladora do Chelsea, que não perdia a nove jogos. O confronto da vez foi contra o Middlesbrough, partida realizada nessa quarta-feira (14) no Riverside Stadium, que está situado ao norte da Inglaterra.

Goleiro Mignolet volta a ser titular (Foto: Liverpool FC)
Devido a muita crítica, o técnico dos Reds Jürgen Klopp resolveu dar outra chance ao belga Mignolet e assim deixando Karius no banco. O goleiro alemão vem sendo alvo de muita crítica por parte da mídia, devido aos seus erros contra Bournemouth e West Ham, erros que custaram pontos preciosos ao clube de Anfield.

Outra ausência na partida foi o camaronês Joel Matip, que sofreu uma pequena lesão na partida contra o West Ham. O Liverpool veio a campo no seu usual 4-3-3, com: Mignolet, Clyne, Lovren, Klavan e Milner; Wijnaldum, Lallana e Henderson; Mané, Origi e Roberto Firmino.

Em relação ao Middlesbrough, o time comandado por Aitor Karanka tem um dos piores ataques da competição, com apenas 13 gols marcados. No entanto, a sua defesa é muito consistente, sofrendo apenas 16 gols, mostrando que mesmo na parte inferior da tabela, a tarefa seria difícil para o Liverpool.

No entanto, após 29 minutos de controle total sobre a partida, um cruzamento de Clyne na cabeça de Lallana deu aos Reds uma vantagem muito merecida. O time vinha mostrando controle total da posse de bola, uma ótima movimentação e anulando quaisquer possibilidades de gol do oponente, assim deixando a vitória como algo mais próximo.

Lallana celebra o seu gol após ter abrido o placar (Foto: Liverpool FC)
De acordo com as palavras de Klopp em sua entrevista coletiva pós-jogo, mesmo sendo dominante no primeiro tempo, o seu time ainda não estava jogando de maneira perfeita, pois ainda estavam errando em parte de sua movimentação e passando a bola em espaços aonde não deveriam. Contudo, os Reds corrigiram os erros e foram ainda mais dominantes na segunda etapa.

O segundo gol do jogo veio aos 66 minutos, em jogada característica do Liverpool. Após trocarem passes de forma muita muito rápida, Mané e Wijnaldum desmontaram a defesa do Boro e mesmo com Mané sofrendo uma falta, a bola sobrou para Lallana, que teve apenas o trabalho de rolar a bola para Origi marcar o seu quinto gol em cinco jogos, e o segundo gol do Liverpool.

Nesse ponto do jogo a pressão e domínio exercido pelos Reds era absoluta. O Middlesbrough não era capaz de trocar passes e criar jogadas com facilidade, mesmo optando pela bola longa, uma estratégia que geralmente o Liverpool sofre para jogar contra. Tudo estava perfeito para o time de Klopp e a resposta a uma fase ruim estava claramente visível.

Jogadores comemoram o gol de Origi (Foto: Liverpool FC)
Para fechar o jogo com chave de ouro, após boa jogada do belga Origi, o mesmo cruzou rasteiro para Lallana marcar o seu segundo gol do jogo, aos 68', assim fechando uma performance extraordinária pelo meio-campo inglês, que está provando ser fundamental para o estilo de jogo de Klopp, com sua criatividade e movimentação.

No fim, foi uma grande atuação dos comandados de Klopp, mostrando que não se deve descartar o Liverpool. A vitória coloca os Reds novamente na briga pelo título, na segunda colocação, a seis pontos atrás dos líderes Chelsea e na frente de Arsenal e Manchester City. O Liverpool terá uma dura missão na segunda-feira (19) contra o Everton, no Merseyside Derby, mas estamos otimistas após uma grande performance.

Gabriel Coelho - @gabrielcoelhof_
Linha de Fundo- @SiteLF

Cruzeiro anuncia novo gerente de futebol

Euler Junior
Um velho conhecido da torcida celeste está de volta, Tinga aceitou o convite feito pelo Cruzeiro e agora é o novo gerente de futebol do Maior de Minas. Paulo César Tinga irá ocupar a vaga que era de Valdir Barbosa, que saiu em 2015, desde então o clube não havia contratado outro para o lugar.

Tinga jogou no Cruzeiro nas temporadas 2012, 2013 e 2014, foi bicampeão brasileiro com o clube, atuando como peça importante na equipe, marcou um total de 65 gols com a camisa celeste. Aposentou-se dos gramados em maio de 2015, ainda no Cruzeiro.

O presidente, Gilvan de Pinho Tavares, afirmou que ficou feliz em contar com Tinga para ajudar o Cruzeiro.

Desde quando ele parou de jogar, eu já havia conversado com ele, que ficou de pensar no assunto. Ele quis se preparar também e tem muito a oferecer para o futebol. Ele se preparou, a família concordou, e agora ele volta para Belo Horizonte para nos ajudar bastante, como foi na época de jogador. É um sujeito muito responsável e que tem muito conhecimento. O Tinga tem muito para nos ajudar, uma pessoa que se preparou ao longo da vida para assumir este tipo de função que ele exercerá no Cruzeiro".

O novo dirigente da Raposa também comentou sobre a relação dele com o clube e a alegria em voltar para o Cruzeiro.

"A alegria que estou tendo hoje é a mesma alegria que tive quando fui contratado para jogar. Única diferença é que venho hoje para fazer parte do clube, do grupo, mas onde os protagonistas principais são os atletas. Parei há pouco tempo, mas a gente se emociona por ter vivido coisas bonitas neste clube, ter encerrado a carreira aqui. A relação é muito boa, só tenho a agradecer ao Cruzeiro pela confiança, é meu primeiro trabalho neste cargo no futebol. Foi tudo consciente, poderia ter parado de jogar e ter ingressado em outra área, mas foi esta a área que eu queria trabalhar, me preparei para isso. Tive meu tempo de dois anos para me preparar, acompanhar o futebol de um jeito diferente, de fora para dentro. Estou agradecido pela confiança do presidente e depois do vice-presidente pelo convite. Quando cheguei, não estava preocupado como ia chegar e como ia sair, eu saí do Cruzeiro de uma maneira feliz, tinha a convicção que um dia eu voltaria aqui. Agora estou tendo está oportunidade e confiança como gerente. Espero que no final do meu trabalho, seja daqui um ano, dez anos, seja bom, como sempre saí, deixando as portas abertas. Eu prometo sinceridade e parceria com todos", disse Tinga.

A diretoria cruzeirense ainda busca um novo diretor de futebol, já que Thiago Scuro não continuará no Clube.

Eliminados na Copa, focados na Ligue 1

Após o empate contra o PSG no confronto decisivo da Ligue 1, o Nice voltou suas atenções para a Copa da Liga, onde visitou o Bordeaux na tarde de ontem. O jogo marcava o retorno do bom zagueiro Maxime Le Marchand, que estava lesionado desde o final da temporada passada.

Apesar da derrota, os torcedores do Nice aplaudiram os jogadores ao final do jogo. (Imagem: L'EQUIPE).
Como de costume, o suíço Lucien Favre fez alterações táticas na equipe, tanto na formatação quanto na variação de característica de cada jogador. O Nice, em 23 jogos na temporada, usou sete formações e 29 jogadores diferentes. Prova da força e qualidade do elenco de um dos melhores times da Europa na atualidade.

Para a partida contra o Bordeaux, o Nice voltou ao 5-3-2. Com zagueiros de bom passe, meio-campistas talentosos, pontas reativos e alguns garotos da base. O esquema com cinco defensores é tendência na Europa. Um dos pontos positivos dessa formação são exatamente a compactação e a velocidade nas transições.

O JOGO

O Nice começou dominando as ações. Tinha mais volume de jogo e usava muito da amplitude de seus alas para chegar ao ataque. Por contrapartida, o Bordeaux tinha pouco volume, era menos criativo e concedia muitas chances ao Nice. Curiosamente, o time da casa abriu o placar quando estava sendo pressionado pelos visitantes. O veterano Plasil marcou e fez: Bordeaux 1-0 Nice.

Após sofrer o gol, o Nice se abateu e errava muitos passes no setor central do campo. O Bordeaux cresceu no jogo, usava e abusava dos chutões para encontrar Laborde na área, seja escorando a bola ou servindo Malcom e Menez nos flancos do campo. E foi de uma jogada baseada no chutão que o Bordeaux chegou ao segundo gol: Toulalan lançou Malcom, que cruzou para Laborde testar de cabeça no fundo das redes. Bordeaux 2-0 Nice.

Vendo a superioridade numérica do adversário na faixa central do campo, Lucien Favre alterou o posicionamento de sua equipe. Do 5-3-2, passou a jogar no 4-5-1, com três armadores e dois volantes dentre os cinco no meio-campo. Com isso, o Nice voltou controlar o jogo, impondo um domínio físico e reatividade nos lados, achando a movimentação de Pléa e os pivôs de Balotelli no ataque.

Lucien Favre prova a cada jogo que é um dos mais capacitados técnicos do mundo atualmente. (Imagem: Bein Sports).
O Nice diminuiu com um gol de Pléa, aos 43 minutos. O atacante que foi revelado na base do Lyon chegou aos 14 gols na temporada. Bordeaux 2-1 Nice. O panorama do jogo continuou o mesmo até o final da primeira etapa: Nice possessivo, usando a mobilidade de seus atacantes e o talento de seus meias; Bordeaux compacto, reativo e abusando das famigeradas ligações diretas.

Atrás no placar, aos 70 minutos, Favre teve que ousar e colocou o atacante grego Anastasios Donis no lugar de Mathieu Bodmer. Ou seja, tirou um cadenciador e tentou ter mais profundidade com Donis. Porém, as linhas do Bordeaux eram muito compactas, e no segundo tempo, o Nice finalizou apenas duas vezes. Muito volume de jogo, pouca criatividade e poder de conclusão.

Em um contra-ataque que surgiu após erro individual do garoto de 18 anos Olivier Boscagli, o Bordeaux chegou ao seu terceiro gol. Laborde guardou, em outra assistência de Menez. Bordeaux 3-1 Nice. Praticamente selando sua classificação para as quartas de final da Copa.

Ainda deu tempo do Nice descontar: Em jogada pessoal de Marcel, o jovem Youssouf, de apenas 16 anos, derrubou o meia do Nice na área, pênalti. Na cobrança, Balotelli bateu e deu números finais ao jogo. Bordeaux 3-2 Nice.

Balotelli pouco fez no jogo, mesmo com o gol de pênalti no final. (Imagem: NiceOfficiel).
OPINIÃO

Mesmo com a eliminação, os garotos do Nice mostraram potencial de brigarem por posição no elenco. Principalmente o meia Marcel, que recebeu algumas oportunidades na pré-temporada. O time de Lucien Favre demonstrou uma evolução nas transições e nas retomadas, o que foi o grande problema nas últimas partidas pela Ligue 1.

Agora somente em duas competições (Copa da França e Campeonato Francês), o Nice voltará todas suas atenções para a conquista do título nacional. As eliminações na UEFA Europa League e na Coupe de Ligue podem ser um diferencial para os Aiglons, em questões de calendário, principalmente, já que os grandes rivais na luta pelo título francês (Mônaco e Paris Saint-Germain) estão disputando quatro competições diferentes.

Na próxima partida, o Nice receberá o Dijon, pela 18° rodada do Campeonato Francês. O time da Costa Azul da França lidera a competição com 40 pontos, um à frente do Mônaco e quatro do PSG. Vantagem administrável e que poderá ser mantida com tranquilidade.

A maldição do futebol mexicano no Mundial de Clubes

Desde que o Mundial de Clubes passou à ser organizado pela FIFA, o futebol mexicano constantemente têm sido o representante da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF), que teve uma única vez um clube vindo de outro país. A exceção foi no ano de 2015, quando o costa-riquenho Deportivo Saprissa foi o representante da federação, chegou até às semifinais e conquistou o terceiro lugar do torneio.

O América do México foi derrotado para o Real Madrid e não estará na final (Foto: Reprodução/LANCE!)
Nas onze edições (12), na qual envolveu um representante mexicano, dizendo um "Mundialito" experimental em 2000, nenhum deles conseguiu quebrar o duopólio tradicional Europa/América do Sul e chegar à final. Um marco que até um futebol mais modesto conseguiu, cujo o congolês Mazembe colocou a Africa na final de 2010, após eliminar o brasileiro Internacional e posteriormente ser derrotado para a Internazionale de Milão, por 3 a 0.

Pior, em quase metade dessas edições (2007, 2010, 2011, 2013 e 2015), o representante do México ainda chegou às semifinais. Uma humilhação completa para um país que tem um dos mais fortes campeonatos da América, com uma força financeira que também coloca entre os mundialmente mais competitivos. 

Os melhores mexicanos neste quesito em torneios alcançados, foram o Necaxa (2000) e o Monterrey (2012), ambos ficaram com o terceiro lugar individuais. O bronze do Necaxa teve lugar na primeira edição da competição, em uma edição realizada no Brasil, onde venceu o Real Madrid nos pênaltis (4-3 após empate 1-1) no jogo para o terceiro uma vez que, no que poderia ser considerado como a melhor participação até à data de um clube mexicano na 'Mundialito', também dado o nome rival na luta pelo bronze.
O Necaxa foi o representante na edição do Brasil (Foto: Getty Images)
O Monterrey repetiu em 2012, quando venceu o sul-coreano Ulsan Hyundai (3-1) nas quartas de final, antes de perder pelo mesmo resultado contra o Chelsea nas semifinais e vencer a partida pelo terceiro lugar contra o Al Ahly do Egito (2- 0).

Antes da edição atual começar, as equipes mexicanas estiveram em quatro ocasiões: o América em 2006; o Pachuca em 2008; o Atlante 2009; e Cruz Azul em 2014.

Nem Pachuca em 2007 e 2010 (perdeu nas quartas-de-final contra o Etoile du Sahel, da Tunísia por 1-0 e Mazembe pelo mesmo placar, respectivamente), nem Monterrey em 2011 (ele caiu contra o Kashiwa Reysol, do Japão nas grandes penalidades) conseguiram chegar às semifinais. Também não fez isso no ano passado o América, que perdeu em sua estreia contra o chinês Guangzhou Evergrande (2-1), acumulando uma nova decepção para o futebol mexicano, embora ele terminasse em quinto depois de vencer o Mazembe (1-0).

O América almeja pelo pelo menos o terceiro lugar (Foto: Getty Images)
Em sua terceira aparição no torneio, o América tenta superar ou, pelo menos, igualar seu quarto lugar de 2006. O time da Cidade do México derrotou nas quartas-de-final o sul-coreano Jeonbuk Hyundai (2-1) e nas semifinais foi derrotado pelo Real Madrid por 2-0, tendo agora o terceiro lugar como objetivo. O adversário será um sul-americano, o time colombiano do Atlético Nacional, que caiu precocemente e decidirá o bronze neste domingo (18).

Por Ilgner Braga | @ilgner_braga

Um dos dias mais trágicos da Juventus completa 10 anos

Jovens foram eternizados em mural no CT em Vinovo (foto: Juventus.com)
O dia 15 de dezembro não será jamais um dia normal para a Juventus e seus aficionados desde o ocorrido no ano de 2006, quando Alessio Ferramosca e Riccardo Neri perderam suas vidas em busca dos seus sonhos justamente dentro do centro de treinamentos do clube em um momento trágico para os alvinegros do norte italiano.

Um dia infeliz que mudou as coisas em Turim, a Juventus se preparava para enfrentar o Cesena pela Série B quando a notícia chegou do centro de treinamentos de jovens, na parte afastada do complexo do clube em Vinovo, próximo a capital do Piemonte. As notícias eram as piores possíveis. Os jovens Alessio e Riccardo, meio campista e goleiro da base do clube de apenas 17 anos, treinavam sozinhos pra melhorarem ainda mais em busca do desejo de se tornarem ídolos do clube quando uma bola chutada caiu em um lago no CT e um dos jovens se afogou quando foi buscar e o outro faleceu na tentativa do resgate do amigo. A tragédia completa nesta quinta-feira 10 anos, e a equipe que sempre rendeu homenagens, assim como seus torcedores com cartazes e placas em jogos da Juve, que hoje tem o mesmo centro de treinamentos mudado e com o nome "Ale & Ricky" será lembrado mais uma vez no jogo de sábado da Velha Senhora contra a Roma no Stadium da líder do campeonato.

Claudio Marchisio rendendo homenagens nos anos anteriores
De acordo com o site oficial da líder do campeonato italiano, os bianconeri usarão um patch especial em homenagem aos dois em camisa de jogo que serão leiloadas para a fundação que leva o mesmo nome dos dois eternizados jovens que deixaram este mundo em busca do sonho que não era só deles, mas de muitos, o de defender o time de coração.

Ale & Ricky eternos em nossas recordações.

Do sonho ao pesadelo: Atlético Nacional é goleado na estreia e vai disputar o bronze no Mundial

Miguel Borja. FONTE: El Colombiano (Medelín)
Por Marcos Paulo Fernandes Alves

A noite do dia 14/12, na cidade de Osaka, prometia reservar um arsenal de sonhos para o campeão da Libertadores 2016. Após todos os acontecidos nas semanas que antecederam esta partida, acreditava-se que o time Verdolaga estava mais preparado e com o psicológico afiado na ponta dos cascos para buscar o seu inédito título do Mundial Interclubes da FIFA, almejando ainda uma final contra o poderoso time do Real Madrid. Mas não foi exatamente o que aconteceu no Suita Stadium.

A partida começou a caráter para a equipe Verdolaga, que foi criando inúmeras chances com o seu toque de bola envolvente e refinado. As jogadas pelos flancos dava a ideia de como estava tranquilo de chegar e perfurar a defesa do time japonês, mas a intranquilidade dos seus atacantes de finalização, a falta de precisão nas conclusões e a excelente partida que o goleiro Sogahata fizeram a confiança dos atacantes Miguel Borja e Orlando Berrío ficassem ainda mais minada por conta das situações criadas. A chance mais perigosa criada foi com uma bomba na trave do meia Jhon Mosqueira, que acertara outra em cabeçada no final do primeiro tempo.

Pra piorar, aos 30 minutos, numa falta cobrada por Shibasaki na área, Berrío deixou o pé e derrubou o lateral Nishi dentro da área. O arbitro Viktor Kassai, três minutos depois e com a ajuda do arbitro de vídeo, sinalizou o pênalti para o Kashima Antlers. Shoma Doi foi para a cobrança e deslocou o goleiro Franco Armani, abrindo o placar. A partir deste momento, os japoneses cresceram na partida e fizeram com que os colombianos ficassem ainda mais nervosos para correr atrás do placar.

O jogo foi continuando e o Atlético Nacional foi aumentando a pressão para o encontro do seu gol de empate, mas não contavam com a noite iluminada do goleiro Sogahata. O mesmo realizava defesas espetaculares, impedindo a sua equipe levasse um número de gols considerável na partida. Nem Berrío, nem Borja, nem Mosqueira e nem Uribe conseguiram em finalizações transpor a meta do goleiro.

No segundo tempo, a equipe japonesa teve a sua marcação ainda mais ajustada e com as linhas mais próximas, dificultando a armação de jogadas inicialmente com Macnely Torres, e depois na companhia de Alejandro Guerra que entrara no lugar de Diego Arias, deixando o time ainda mais ofensivo. Mas a aplicação tática oriental, aliado ao cansaço físico dos jogadores, por conta da baixa temperatura e do fuso desfavorável (14 horas de diferença entre Medelín e Osaka). A entrada de Jeróme Dajome deixou o time ainda mais incisivo no intuito de tentar buscar o gol de empate.

Golaço de Endo, sacramentando a classificação. FONTE: UOL Esporte
As chances perdidas no segundo tempo, aliado ao nervosismo da equipe e o passar do tempo de jogo fizeram com que o Nacional se tornasse uma presa muito fácil de serem batidos nos minutos finais devido os fatores mencionados anteriormente, mesmo criando inúmeras chances de gols (18 chutes, sendo oito no alvo). Aos 38 minutos do segundo tempo, os japoneses ampliaram o placar após grande jogada de Shibasaki pelo lado esquerdo que cruzou para Yasushi Endo dividir e ganhar de Franco Armani e dar um belo calcanhar para as redes, aumentando o drama Verdolaga.

Aos 40 minutos, num contragolpe mortal, as mexidas do treinador Masatada Ishii surtiram resultado e Mu Kanazaki organiza a jogada pelo lado direito de ataque e acerta um belo cruzamento rasteiro para a chegada de Yuma Suzuki para completar para as redes e dar números finais a goleada sofrida pelo time Verdolaga.

Yuma Suzuki comemorando o gol da classificação. FONTE: Globoesporte.com
Para quem não viu o jogo, pode falar que os colombianos jogaram de salto alto e menosprezaram o futebol japonês, mas as particularidades envolvendo cada uma das equipes fizeram a diferença e nos mostrou que, nem sempre, o futebol mais bonito e ofensivo consegue vencer uma partida. A aplicação tática dos japoneses mostrou o porquê chegaram nesta fase e o porquê conseguiu eliminar bons adversários nestas duas últimas fases.

Só resta agora a equipe Verdolaga esperar o jogo de domingo, às 05 horas (horário de Brasília), 02 horas (horário de Medelín) e 16 horas (horário de Yokohama) para a disputa do terceiro lugar contra, provavelmente o América do México. Talvez seja a chance dos colombianos terminarem de uma maneira mais honrosa o torneio e coroar de certa forma o excelente ano de 2016.

Melhores Momentos: Atlético Nacional 0X3 Kashima Anlters

Planejamento, gols e evolução: O CRB de 2016

Se reforçando com jogadores conhecidos pelo torcedor nordestino, um planejamento que estava dando certo até os "quarenta e cinco do segundo tempo" e um título na bagagem. Este foi o CRB de 2016, ampliando sua marca, usando sua estrutura e usufruindo das melhores oportunidades que lhe foram concedidas nesta temporada maravilhosa.

Campeonato Estadual

Na primeira partida do estadual, houve certa empolgação por conta da vitória elástica sobre o Murici em casa por 5 a 1. Após isso foi uma campanha com grandes interrogações e medo de não conquistar o campeonato por parte da torcida. Ser goleado pelo rival após uma década assustou o torcedor, mas apimentou a rivalidade para o fim do campeonato.

Ao fim do estadual, com duas vitórias diante do maior rival, e Neto Baiano brilhando e sendo decisivo após entrar no segundo tempo e marcar gol nas duas partidas, o CRB se sagrou campeão. Mas foi já no estadual que a torcida conheceu o maior problema do clube na temporada, a defesa.

19 jogos; 11 vitórias; 2 empates; 6 derrotas
31 gols marcados e 22 sofridos

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Copa do Nordeste

Inicialmente por conta do ranking e da história dentro da competição, o América/RN era o favorito de ser primeiro colocado no grupo. Mas o CRB foi valente, conseguiu seis pontos fora de casa e mais quatro como mandante para se garantir como primeiro colocado de seu grupo, sendo o único do mesmo a se classificar para a fase seguinte.

Somália era o destaque da equipe junto de Neto Baiano. E nas quartas de final, um adversário duro para se enfrentar. No Rei Pelé, o CRB conseguiu vencer por 2 a 1, gols de Lúcio Maranhão e Somália. Na Ilha do Retiro o Galo conseguiu segurar a classificação até depois dos 30' minutos do segundo tempo, mas Renê fez o gol da classificação do Sport, eliminando o Regatas da Copa do Nordeste.

8 jogos; 4 vitórias; 1 empate; 3 derrotas
10 gols marcados e 7 sofridos.

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Foto: Williams Aguiar
Brasileiro - Série B

Outra evolução no CRB. Foi uma campanha história, aonde o clube chegou a passar mais de treze rodadas seguidas no G4 da competição. O estádio Rei Pelé esteve cheio em várias partidas, e o clube conseguiu ter a segunda melhor campanha entre os visitantes na competição, outro feito que jamais havia acontecido. Mas de forma lamentável, o CRB começou vencendo partidas em Maceió, e acabou cedendo o empate e a virada na maioria dos jogos. Se houvesse uma maior responsabilidade e pressão de diretoria e atletas, o clube teria alçado voos maiores.

A sétima colocação mostrou uma evolução. Em 2007 o clube ficou em 8º lugar, mas a maior pontuação havia sido em 2015, e este ano as duas campanhas foram superadas. O Galo conseguiu fazer 58 pontos e ficar apenas três posições atrás do quarto colocado.

38 jogos; 17 vitórias; 7 empates; 14 derrotas
57 gols marcados e 54 gols sofridos

Resultado de imagem para CRB vence Nautico
Foto: Aldo Carneiro
Copa do Brasil

A participação do Regatas na edição deste ano foi de certa forma uma evolução, mesmo não parecendo ser e eliminado na mesma fase pelo quarto ano seguido. Diferente dos outros anos, o CRB jogou apenas uma partida na primeira fase, isto por conta da vitória por 2 a 0 contra o Ivinhema no Mato Grosso do Sul. Passando de fase, tinha o poderoso Vasco da Gama, clube em que o Galo enfrentaria quatro vezes neste ano, onde nas quatro mostrou um futebol digno de vitória. Na primeira partida em Maceió, derrota por 1 a 0 em gol de falta do zagueiro Rodrigo do Vasco. No jogo de volta, o CRB novamente jogou melhor, chegou abrir o placar com Diego em cobrança de falta, mas viu por vacilo Rafael Vaz marcar o gol de empate nos acréscimos e eliminar o clube alagoano.

3 jogos; 1 vitória; 1 empate; 1 derrota
3 gols marcados e 2 gols sofridos

Imagem relacionada
Foto: Vasco da Gama
Números

- No século atual, pela primeira vez o CRB fechou uma temporada com mais de 100 gols marcados. Foram 101 gols marcados em jogos profissionais.

- 68 jogos, 33 vitórias, 11 empates, 24 derrotas, 101 gols marcados e 85 gols sofridos.

- Diego foi o jogador que mais vezes atuou no ano, foram 64 partidas.

- Neto Baiano e Lúcio Maranhão com 13 gols cada, foram os jogadores que mais vezes marcaram gols na temporada. Neto teve de jogar 47 partidas, sendo 25 como titular para chegar em Lúcio Maranhão que atuou 35 vezes, sendo titular em 26 jogos.

- Diego foi o jogador que mais vezes deu assistências para gol na temporada. Foram 11 assistências ao todo.

- Olívio, ídolo da torcida teve uma temporada difícil. Contusões e suspensões do STJD atrapalharam mais um ano que seria perfeito para o atleta. O volante regatiano foi o que mais vezes esteve presente em seleção de rodada no site de estatísticas de futebol Footstats.

- Galdezani foi eleito por voto popular através do facebook como o melhor jogador da temporada. A votação foi aberta para os 8 mil torcedores presentes no grupo do clube no facebook.

- Luidy foi a revelação da temporada. O atleta após um ano de amor e intrigas com o Clube de Regatas Brasil, irá se apresentar no Corinthians Paulista, onde estará a partir da próxima rodada. Os valores da negociação giram em torno de 1 milhão e meio, mas nada oficial.

- Olívio foi eleito o craque da galera no campeonato alagoano, a votação foi feita pela internet na página oficial da Federação Alagoana de Futebol.

Maiores públicos da temporada

CRB 1x4 CSA/AL - 14.829
CRB 2x0 CSA/AL - 11.925
CRB 0x1 Vasco/RJ - 11.391
CRB 1x2 Vasco/RJ - 11.225
CRB 1x0 Náutico/PE - 11.041
CRB 0x1 Paysandu/PA - 10.933
CRB 1x2 Vila Nova/GO - 10.914
CRB 3x0 Tupi/MG - 10.529
CRB 2x2 Bahia/BA - 10.098
CRB 2x1 Goiás/GO - 10.032
CRB 1x2 Brasil/RS - 9.459
CRB 1x1 Paraná - 8.165
CRB 1x2 Atlético/GO - 7.764
CRB 2x1 Sport/PE - 7.239
CRB 2x1 Joinville/SC - 7.144

Outra vitória da Roma em clássico... E que venha a Juventus

Depois de vencer o clássico contra a Lazio na 15ª rodada da Serie A Italiana, a Roma recebeu o Milan, que tinha os mesmos 32 pontos do time da capital.

Em mais um grande jogo no Stadio Olimpico, a Roma venceu a equipe de Milão e chegou a sete vitórias em casa, com 100% de aproveitamento. Além disso, se isolou na vice-liderança com 35 pontos, quatro atrás do líder e próximo adversário, a Juventus.

foto: asroma.com
A Roma começou criando mais chances e impondo o ritmo do jogo. O jovem e impressionante goleiro Donnarumma (17 anos e já convocado para a Seleção Italiana) mostrou o porquê é considerado o goleiro mais promissor do mundo. Com boas defesas foi segurando o empate no placar.

Mas quem apareceu ainda mais foi o goleiro do time da casa. Aos 26 minutos, em uma investida do Milan, o polonês Szczensy derrubou Lapadula na área. Pênalti marcado pelo árbitro Paolo Silvio Mazzoleni. Mas o camisa 1 se redimiu e defendeu a cobrança do francês Niang, mantendo o placar em 0 a 0.

Ainda no primeiro tempo, aos 41’, Bruno Peres saiu machucado. Depois seria confirmada uma torção no tornozelo que preocupa para os próximos jogos. Spalletti foi ousado e colocou o atacante El Shaarawy no lugar do brasileiro.

Apesar da ligeira vantagem na posse de bola do Milan durante a partida (52% x 48%) a Roma conseguiu manter um ritmo melhor, e finalizou mais vezes na meta do goleiro adversário (13 contra 8).

Aos 17 minutos da segunda etapa, em mais uma chegada romanista, o belga Radja Nainggolan brilhou mais uma vez neste campeonato, mostrando o porquê é um dos jogadores mais elogiados pelos torcedores e pela crítica esportiva. O camisa 4 conseguiu desmontar a defesa do Milan com um belo domínio em velocidade, e de longe finalizou de canhota com categoria na meta de Donnarumma, fazendo o único gol da partida. Final Roma 1 Milan 0.

As duas equipes voltam a entrar em campo no próximo sábado. A Roma visitará a líder Juventus (que também tem 100% de aproveitamento em casa) e pode diminuir a diferença para apenas um ponto. Já o Milan recebe a Atalanta, que está bem no campeonato (apesar da derrota em casa para a Udinese por 1 a 0) e ocupa a sexta colocação com 28 pontos, quatro atrás do Milan, que é o terceiro colocado.

Classificação:

1. Juventus 39
2. Roma 35
3. Milan 32
4. Napoli 31
5. Lazio 31
6. Atalanta 28
7. Fiorentina 26
8. Torino 25
9. Internazionale 24
10. Chievo 22
11. Sampdoria 22
12. Udinese 21
13. Genoa 20
14. Cagliari 20
15. Sassuolo 17
16. Bologna 17
17. Empoli 11
18. Crotone 8
19. Pescara 8
20. Palermo 6

Arthur Godioso - twitter: @arthurgodioso
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