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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Nascido na Farmácia Franco


Faz hoje 113 anos que um grupo nobre e brioso, de jovens rapazes, se reuniu na Farmácia Franco, em Lisboa, para assinar a ata de constituição do Sport Lisboa e Benfica. Conta à história que se encontraram pela manhã, fizeram aquilo que mais gostavam: Treinaram, jogaram à bola, depois almoçaram em união e decidiram fazer nascer um clube... O nosso clube. O clube de minha família e o de milhões de portugueses em Portugal e espalhados pelo mundo afora, que também é a minha família.

Nunca me esqueço, quando era pequeno e via meu avô, meu pai e meu tio todos os fins de semana sentados em frente à TV reunidos olhando a TV assistindo um jogo de futebol, sempre o do Benfica. Vivíamos em Portugal e o resultado do jogo era o necessário para fazer com que o humor de meus entes fosse definido para a semana, tratando-se de dérbi (contra o Sporting) ou o clássico (contra o Porto) duplicava-se a razão para a alegria em caso de vitória benfiquista ou tristeza e raiva em caso de derrota. 


A mística foi tomando conta de mim, e meu avô, meu pai foi me explicando o que era o Benfica, o que o Benfica representava para Portugal, para o futebol português, mesmo eu tendo uma infância e juventude onde o Porto começou a crescer, o Benfica e a sua Águia sempre foram o emblema com mais títulos em Portugal, a equipe que primeiro venceu uma Liga dos Campeões Europeus em cima de Barcelona e depois do fantástico Real Madrid de Di Stéfano e Puskas. E claro, foi a equipe que foi a pedra fundamental para a Seleção Portuguesa da Copa do Mundo de 1966, que eliminaria o Brasil atual campeão mundial da época. E não havia como me deixar não me envolver com a paixão de meu avô e meu pai que me contavam a história dos encarnados com tanta paixão, eu via em seus olhos. Eu nasci pra ser benfiquista.


Inclusive Eusébio, ídolo máximo do Benfiquismo, presente nas principais conquistas benfiquistas destes 113 anos, acabou se tornando o meu grande ídolo no futebol, mesmo sem eu nunca ter visto jogar ao vivo, e isto é uma coisa que vem com um benfiquista. Todo benfiquista (acredito que até todo português) tem essa admiração, respeito, carinho e idolatria com o "King". Afinal, foi ele quem fez o Benfica e o futebol português alcançarem um patamar superior.

O patamar do Benfica hoje conta com um palmares de: 2 Ligas dos Campeões da UEFA, 35 Campeonatos Portugueses, 25 Taças de Portugal, 6 Supertaças de Portugal, 7 Taças da Liga, 3 Campeonatos de Portugal. Somando assim, 78 troféus conquistados no futebol tornando-se assim na modalidade o maior campeão de Portugal.

Se o Benfica conseguiu essa galeria de títulos, se deve muito à seus torcedores. A claque maravilhosa que o Benfica tem, no seu magnífico estádio. Transformam a Luz, num verdadeiro inferno, a torcida fanática é uma verdadeira válvula que bombeia os jogadores a conseguirem os objetivos. Por isto o Benfica segue vivo, nos três campeonatos nesta época: líder do campeonato português segue nas oitavas de final, da Liga dos Campeões da Uefa, rumo ao tri, e busca o 26º título da Taça de Portugal onde já está na semifinal.

Com tudo isso dito, gostaria de agradecer ao meu pai e ao meu avô por me passarem toda a mística benfiquista. À Cosme Damião por ter sonhado e fundado o Sport Lisboa e Benfica e claro a todos os jogadores que fizeram parte dessa história colossal que envolve o Glorioso Encarnado.

Ah, hoje o Benfica jogou venceu por 2 a 1, o Estoril fora de casa, válido pelo primeiro jogo das semifinais da Taça de Portugal.

#CarregaBenfica


Cristóvão Borges e o fim da invencibilidade no Clássico dos Milhões

Até o mais otimista dos otimistas não consegue ver um futuro brilhante para o Vasco de hoje nas mãos de Cristóvão. E não, não seria muito radical tirá-lo antes que 2015 se repita. O atual condutor da nau vascaína não conseguiu navegar por conta própria em nenhum clube brasileiro depois que saiu da tutela de Ricardo Gomes, naquele Vasco de 2011. A grande pergunta que fica após o problema exposto é: Por que Eurico Miranda trouxe de volta ao Vasco um técnico que nos últimos quatro anos não produziu nada de concreto no cenário brasileiro?

Cristóvão Borges em sua volta ao Vasco (Fonte: O Dia) 
As opções no mercado realmente eram escassas, mas a escolha poderia ter sido feita com um pouco mais de critério. Pela falta de experiência e de criatividade técnica também, continuamos a ver um time apático que ainda depende muito de um jogador: Nenê. O mesmo já não está mais conseguindo responder a toda sobrecarga colocada em seus ombros. O camisa 10 vascaíno hoje demonstra que não consegue mais carregar todo o time sozinho, e precisa dividir esta tarefa com outros jogadores que façam um bom futebol fluir dentro das quatro linhas o quanto antes.

Dos reforços que foram anunciados e do que ainda está pra ser anunciado (Bruno Paulista), o Vasco ainda não conseguiu reforçar o seu setor defensivo. Ainda necessitamos de um bom zagueiro e um lateral esquerdo. Os porquês dessas mudanças estão ficando mais evidenciados jogo a jogo quando a zaga titular já não consegue render o que um dia já rendeu; e a necessidade de se trazer um bom lateral esquerdo é para além de dar mais segurança na posição, incentivar e auxiliar o crescimento das duas "pratas da casa" (Alan e Henrique).

Luan e Rodrigo (Fonte: NetVasco) 
Alan e Henrique na sala de imprensa vascaína (Fonte: GloboEsporte.com)
O setor ofensivo vascaíno foi bastante modificado, e peças como Julio dos Santos e Diguinho dão lugar para jogadores como Jean e Wagner. O antigo 4-4-2 de Jorginho pode dar lugar a um 4-2-3-1 com dois volantes jovens, rápidos e que saibam jogar bola como esperamos que Bruno Paulista e Douglas Luiz joguem. Nenê poderia jogar armando no tempo ofensivo com dois jogadores que alternassem no ataque para um 4-3-3 como Manga e Kelvin, dando bastante velocidade e volume de jogo a um setor que, hoje, ainda possui suas vagas em aberto. Contudo, no tempo defensivo, o inicial 4-2-3-1 apareceria e assim, fechando as jogadas pela lateral do campo ou lançamentos atrás dos laterais.

Outra opção seria um 4-2-2-2 com Wagner em campo auxiliando Nenê nas jogadas de armação. Enfim, essas são somente diferente formas de poder armar este elenco que, na presente data, conta com um plantel melhor para o setor que, ano passado, foi pouco convincente no segundo turno.

O futuro deste conjunto sob a tutela de Cristóvão Borges ainda é algo que preocupa muito toda a torcida. Os clássicos perdidos e a quase não classificação para as finais da Taça Guanabara são motivos que fazem refletir até o mais otimista dos vascaínos.

Fotografia feita pelo jornalista Felipe Schmidt (Fonte: Globoesporte.com)
A segunda metade deste texto precisa começar com uma verdade que precisa ser dita: O Estádio Raulino de Oliveira não poderia ter recebido o Clássico dos Milhões e não pode recebê-lo novamente. A história do maior clássico deste país não poderia ter sido escrita com menos de sete mil pessoas como público presente, além de estar em um palco que não comporta toda a sua grandeza. Apesar de termos torcedores por todo o país, o clássico não poderia ter saído do seu grande centro e deixado ao relento seus torcedores.

Contudo, focando na partida realizada no último sábado, ela pode ser dividida em dois atos: Antes do gol e depois do gol. O Gigante da Colina entrou em campo com uma formação igual à do adversário, o que fez com que os times se estudassem mais e o jogo ficasse menos fluido no primeiro tempo. A estratégia vascaína era clara: Contra-ataque. E por 40 minutos ela conseguiu funcionar de forma razoável, com boas saídas dos três meias avançados e dos laterais. Contudo, o gol de Diego desestabilizou muito a equipe cruzmaltina.

Após o final do primeiro tempo, era de se esperar que o Vasco tentasse não depender somente da sua proposta inicial, pois o empate também levaria o Flamengo à decisão da Taça Guanabara. Contudo, o treinador vascaíno substituiu um dos melhores jogadores em campo, o volante Douglas, e com o seu "miolo" de zaga e seu primeiro volante já amarelados, o treinador tentou manter o esquema tático com a troca de um volante por um meia. O grande erro do "comandante" foi esquecer-se de que o Wagner é um meia de criação e não um marcador por natureza. Assim, Cristóvão expôs mais ainda o setor defensivo que, a partir desta modificação, começou a ser altamente sufocado pela equipe rubro-negra. A substituição mais intuitiva naquele momento seria colocar um meia-atacante ou um ponta no lugar do próprio Wagner e pôr mais fogo no jogo para realmente ir para um verdadeiro "Tudo ou Nada". Dos reservas, Manga Escobar seria a melhor escolha.

Muito se discutiu acerca da existência ou não existência do pênalti cometido por Luan, porém não pode ser ele a receber todo o peso pela derrota, pois, a equipe deveria saber como reagir frente a um pequeno resultado adverso. É necessário saber reagir dentro do futebol, pois como bons vascaínos devemos nos recordar de jogos como 4x3 na final da Mercosul ou o 5x2 na Copa Sul-Americana; e não falarmos que por causa daquele lance o time sofreu a derrota. Não, o Vasco não perdeu por causa daquele pênalti. Perdemos porque o time que esta em campo foi inferior e se apequenou depois do gol sofrido.

O segundo tempo foi algo que não pode ser o reflexo do Vasco quando enfrentar qualquer time que esteve no G-4 do último Brasileirão. Caso este cenário se repita, o pior pode voltar a acontecer pela quarta vez. E isso realmente é constrangedor, frente à história de um dos maiores clubes do planeta. O Club de Regatas Vasco da Gama é muito maior que esses clubes atualmente famosos como PSG e Manchester City; e até mesmo maior do que clubes consagrados somente em seus países como o Arsenal.

Eurico e Euriquinho (Fonte: O Globo)
A clareza que o sócio-torcedor precisará ter na próxima eleição para a presidência do clube irá determinar o fim (ou a continuação) do reinado particular da família que controla e se sente dona do Vasco: a Família Miranda. Gandhi por uma vez disse "O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente", e esse é o pensamento que deve guiar a cabeça do nosso torcedor no momento em que for eleger o próximo presidente. A história da Família Miranda precisa encontrar o seu fim, e o quanto antes melhor. Precisamos de um mandatário que consiga aliar uma equipe competitiva a uma reestruturação econômica do clube para que num futuro não tão distante possamos começar a colher os frutos das ações feitas no presente.

Saudações Vascaínas e um grande abraço,

J.P.Alves || @8_joaopedro
Site LF || @SiteLF

Não será apenas um jogo

O confronto entre Taubaté e Barretos, historicamente, deveria ser apenas mais um jogo na centenária história do Burro da Central. Porém nos últimos anos, este duelo ganhou ares de rivalidade.

Em 2015 foi contra o time da cidade da Festa do Peão que após anos o Alviazul deixou a Série A3 e subiu para a Série A2, vencendo dentro do Estádio Fortaleza com um time basicamente formado por reservas. O Barretos também conquistou o acesso, mas não em campo, aonde foi superado pelo Atibaia, mas sim nos bastidores com a proibição do adversário em disputar a A2 devido à capacidade de seu estádio.

No ano passado, Taubaté e Barretos voltaram a se enfrentar em confrontos decisivos. Nas quartas de finais da A2, o primeiro jogo, disputado no Joaquinzão ficou marcado pelo escândalo da arbitragem ao marcar uma penalidade totalmente inexistente para o visitante. Com o empate, 2x2, a disputa foi para Barretos, aonde o Touro venceu por 1x0 e avançou as semifinais. Detalhe, com o zagueiro do time da casa espalmando uma bola que seria o gol taubateano. O empate levaria a disputa da vaga para os pênaltis.

Quase um ano depois, o Alviazul voltará a pisar no gramado do Fortaleza. Os erros da arbitragem de 2016 seguem entalados na garganta. Seis jogadores que fazem parte do atual elenco estiveram envolvidos nos jogos do ano passado. Destes apenas o volante Alan Mota deverá ser titular nesta quarta-feira. Rodrigo Soares, que se recupera de lesão, poderá ser outro em campo. Mauricio, Raí Diego e Luciano ficarão no banco de reservas. Yuri não foi relacionado para o jogo.

Erros de arbitragem marcaram a eliminação do Taubaté  na quartas de finais em 2016. Foto: Bruno Castilho/EC Taubaté
Para o confronto, o técnico Evaristo Piza não poderá contar com o lateral direito Rafael Ferro, suspenso. Israel deverá ter a primeira oportunidade como titular. Júnior Campos, que cumpriu suspensão diante da Portuguesa, está à disposição, porém a atuação de Éder na rodada anterior praticamente impede a saída do mais novo reforço da equipe do time titular, que finalmente passou em branco após sofrer gols em todas as seis primeiras partidas da competição.

Outro motivo que causará emoções no confronto desta quarta-feira será o reencontro do Taubaté com o zagueiro Léo. O melhor zagueiro a defender o Burro da Central nos últimos dez anos, desta vez estará do outro lado. Teremos que torcer contra você Gigante, mas nunca iremos esquecer-nos do que fez nas mais de 80 partidas que honrou azul e branco (sem Lei do Ex ok?).

Campeão da A3 com o Burro, Léo defenderá o Barretos nesta quarta-feira. Foto: Pedro Nogueira/Jornal Voz do Vale

Detroit Pistons aposenta a 32 em homenagem a Richard Hamilton

O domingo (26), foi um jogo diferente para os torcedores dos Pistons. Apesar da derrota de 104 a 98 para o Boston Celtics, o espetáculo estava por conta de um ídolo, Richard Hamilton. O ex-ala-armador teve a sua camisa aposentada em uma belíssima cerimônia no Palace of Auburn Hills.

Detroit Pistons aposenta o número 32 em homenagem à Richard Hamilton
Camisa aposentada pelos Pistons (Foto: USA Today Sports)
A cerimônia teve jogadores que participaram do elenco campeão da NBA em 2004, como Ben Wallace, Chauncey Billups, Rasheed Wallace e Tayshaun Prince. Eles foram campeões sobre o poderoso Los Angeles Lakers com Kobe Bryant, Shaquille O'Neal, Karl Malone e Gary Payton.

Hamilton jogou nos Pistons entre 2002 e 2011, tendo sido três vezes selecionado para o All Star Game entre os anos 2006-2008. O jogador após sair do time, foi para o Chicago Bulls na temporada 2011-2012, franquia pela qual se aposentou no ano seguinte.

Números na NBA:

Pontos: 15,708
Rebotes: 2,852
Assistências: 3,125
Roubos de Bola: 714

Foram 631 partidas pelo time em temporada regular, com médias de 18.2 pontos por jogo e 120 jogos de playoffs, com 17.7 pontos por partida.

Com a homenagem, Hamilton agora se junta a seus dois companheiros de equipe campeões em 2004 com seus números aposentados: Billups (número 1) e Ben Wallace (número 3).

João Eduardo Gurgel

O título não veio, mas o Southampton é gigante

Como foi difícil escrever esse texto. Achar palavras certas para descrever os sentimentos do time e de nós, torcedores, desse incrível clube que se chama Southampton Football Club, não foi nada fácil.

Uma final eletrizante, com tensão rondando ambos os times nos 90 minutos. O placar final, 3 x 2 para o Manchester United, foi na verdade mais uma das grandes histórias do futebol, onde um time pressiona o jogo inteiro, e o adversário precisa apenas de uma chance para matar o jogo. E o palco desse espetáculo, foi mais uma vez o charmoso Wembley, recebendo mais de 86 mil pessoas.

Torcida do Southampton fez uma bela festa em Wembley (Foto:SkySports)
O jogo se iniciou com os Saints bem melhor, tendo mais posse de bola e tentando envolver o United e logo depois, o lance que mudou o rumo da partida. Cèdric roubou a bola de Rojo pela direita, invadiu a área, cruzou rasteiro e Giabbiadini empurrou, gol 100% legal, mas, o bandeira inventou um impedimento do atacante nesse lance, que resultou na invalidação do gol para desespero e raiva de todos.

No ataque seguinte, o Manchester teve uma falta perto da área e ninguém menos que o monstro Ibrahimovic bateu com perfeição para abrir o marcador. Mesmo após o gol, os Saints não se intimidaram e continuaram a criar as melhores chances de gol, dessa vez com Tadic e Ward-Prowse, parando nas luvas de DeGea. A posse de bola era toda nossa, o jogo era nosso, quando veio o segundo gol do Manchester. Lingard recebeu sozinho na área, girou e bateu no canto esquerdo, fazendo o segundo gol dos Red Devils e para desespero do Southampton.

Mais uma vez, os Saints não se abateram e continuaram em busca do gol. E ele veio no final do primeiro tempo, em um cruzamento rasteiro de Ward-Prowse, Gabbiadini deu um leve desvio e a bola passou por baixo das pernas do goleiro, 2 x 1. Fim de primeiro tempo e os Saints muito melhores no jogo.

Gabbiadini marcou três gols, mas um foi anulado ilegalmente ( Foto: Southampton FC)
A pretensão de Claude Puel era igualar o placar nos primeiros minutos para ter um segundo tempo todo e trabalhar na vitória. Então, logo aos 4 minutos, ele, Manolo Gabbiadini, num bate rebate na área, com a ponta da chuteira, colocou no canto, igualando o marcador, 2 x 2. Depois disso, iniciou-se uma verdadeira artilharia dos Saints. A falta no poder de finalização e a sorte do Manchester foram cruciais para o Saints não terem virado o jogo. Mas a chance que chamou mais a atenção foi a cabeçada na trave de Oriol Romeu. Em diante, houve mais um equilíbrio na partida, o United saiu mais para o jogo, mas também deixou espaço e tomou contra-ataques nos quais não soubemos aproveitar, pois Gabbiadini já tinha saído para a entrada de Boufal e faltava um matador. Que saudades de Charlie Austin.

Foi aos 40 minutos de jogo que veio o golpe fatal dele, Zlatan Ibrahimovic. Rashford, que acabara de entrar, recebeu na ponta da grande área e cruzou para Ibra cabecear de forma certeira, sem chances para Forster e para a tristeza de todos os torcedores do Southampton. E terminou assim, Manchester United campeão da EFL Cup pelo placar de 3 x 2.

Torcedor do Southampton aplaude e apoia o time mesmo com a derrota (Foto:Southampton FC)
Torcer por um time considerado pequeno como o Southampton e vê-lo em uma final da Copa da Liga Inglesa, um dos maiores eventos do futebol britânico, jogando de igual para igual contra o time mais vitorioso e rico da Inglaterra é gratificante. Mostramos mais uma vez que somos gigantes. Eliminamos Liverpool e Arsenal nas fases anteriores, nos impondo sobre todos. Somos um time que trabalhamos duro para manter o nosso elenco anualmente, pois somos visados por todos os clubes ingleses pelas nossas boas contratações e pela nossa categoria de base.  A bravura apresentada pelos nossos guerreiros, dando a alma por esse título, é de ser exaltada por todos os clubes.

Ver os milhares de torcedores gritando apoiando no estádio, foi uma sensação indescritível, ver nosso time disputando mais uma final, é indescritível, ser torcedor do Southampton é indescritível.

We love you Saints - João Eduardo Gurgel

Campeones, campeones, ole, ole, ole...

Foi um jogo duro, o Southampton lutou com unhas e dentes pela vitória numa atmosfera fantástica em Wembley, mas nós suportamos a pressão e conquistamos a Copa da Liga Inglesa. Com dois gols de Ibracadabra e um gol do "Garoto Wembley" Lingard, fechando o placar em 3x2.

Mais um título para os Red Devils, com essa taça somos o clube com mais triunfos na Inglaterra, (MUFC/Getty)
Nossa semana decisiva começou com uma vitória simples contra o Saint Étienne na belíssima França. O Stade Geoffroy-Guichard recebeu um bom público na esperança de conseguir pelo menos uma vitória em cima dos Red Devils, mas logo no começo do jogo Mkhitaryan marcou o gol da partida frustrando assim as pretensões de conquistar a vitória. Garantimos a classificação e agora vamos visitar a hostilidade da torcida russa no embate contra o Rostov.

Zlatan foi o diferencial da partida dois gols e mais um título para o currículo. (MUFC/Getty)
Após garantir a classificação na Liga Europa, voltamos todo o foco para a final da Copa da Liga Inglesa contra o Southampton em Wembley. Os Saints se prepararam bem para a final, pois diferente do Manchester United eles tiveram um bom período sem jogos, a última partida deles foi em 11 de fevereiro contra o Sunderland, depois disso foi concentração e foco na final. Acredito que esse descanso fez diferença.

Comemoração do mais caro do mundo, quanto mais troféus chegarem melhor para justificar o investimento, (MUFC/Getty)
No jogo conseguimos vencer o cansaço e, numa demonstração de superação que é comum para o Manchester United, vencemos a partida mesmo com o adversário melhor, mostrando que esse time tem estrela e mais que isso mostrou que temos jogadores destinados a brilhar. Zlatan jogou cinco finais de Copa nos últimos anos e marcou gols em todas elas e Lingard mostrou que não fica acanhado quando joga num templo como Wembley, em sua segunda final neste estádio sagrado, marcou seu segundo gol, ajudando a equipe a vencer sua segunda taça.

Com defesas importantes De Gea também foi um dos destaques da final. (MUFC/Getty)
Não dá tempo para descansar, dentro de 15 dias teremos cinco jogos. Iniciando em 4 de março, pela Premier League, encaramos o Bournemouth em Old Trafford logo depois faremos dois jogos duros fora de casa o primeiro dia 9 pela Liga Europa na Rússia contra o Rostov e depois visitamos o Stamford Bridge em 13 de março contra o Chelsea na luta pela classificação no torneio mais antigo do mundo, a FA Cup. Logo após no dia 16 vamos receber os russos do Rostov em casa no jogo de volta da Liga Europa e para finalizar visitamos o Middlesbrough pela Premier League no dia 19 de março. É, o preparo físico tem que estar em dia...

Encerro por aqui, vou curtir o título e o restinho de carnaval, GGMU!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

O carnaval de Alex Sandro e Mandzukic

O mês de fevereiro é, geralmente, o mês tradicional do carnaval em todo o mundo. Além do carnaval brasileiro, na Itália temos o famoso carnaval de Venezia, que possui uma roupagem diferente da nossa, o que não torna esse ou aquele superior.

Nesse último final de semana, que foi o do carnaval brasileiro, tivemos a 26ª rodada da Série A Tim. No último sábado, 25, a Juve enfrentou o Empoli no Juventus Stadium. Destaque também para outras duas partidas: No mesmo dia 25, o Napoli perdeu para a Atalanta por 2x0, em pleno San Paolo, com dois gols do zagueiro Mattia Caldara (que já pertence a Juventus e está emprestado ao time de Bérgamo) e Internazionale 1x3 Roma, em Milano, fazendo com que a Roma seja a única equipe a almejar o título junto com a Juventus.

Allegri postou a Juventus da seguinte forma: Neto; Dani Alves, Bonucci, Rugani, Alex Sandro; Marchisio, Pjanic, Cuadrado, Sturaro, Mandzukic; Higuaín. Os únicos que podem ser considerados reservas que entraram no time inicial foram Neto, Rugani e Sturaro. Rugani ainda atuou (e muito bem) em muitas partidas nesta temporada. Na verdade apenas Sturaro e Neto são considerados jogadores de nível diferente dos que costumam iniciar os jogos.

Mandzukic comemorando seu gol. Um gladiador da era moderna! Foto: Juventus.com
A Juventus iniciou a partida muito bem, criando diversas oportunidades de gols, deixando o Empoli encurralado no campo de defesa. A partir dos 20 minutos da primeira etapa, o time da Toscana acertou a marcação e deixou o jogo mais emparelhado, com poucas chances para ambos os lados.

Já na segunda etapa, aos 51 minutos, Cuadrado arrancou um ótimo cruzamento na cabeça de Mandzukic. O croata testou firme na bola, que explodiu no travessão e já pingou dentro do gol. Mandzukic, que não é bobo, para não ter problemas, foi como um carro alegórico sem freios e estufou as redes.

Exatos 13 minutos após o primeiro gol, novamente tivemos uma trama armada pelo lado direito do nosso ataque. Cuadrado foi até a linha de fundo, fez uma bonita jogada (com um elástico), tornou o passe para Dani Alves que cruzou rente ao gramado. A bola parou nos pés de Alex Sandro, que utilizou todo o seu vigor físico girando na marcação e batendo cruzado. O placar então foi para 2x0 e se mantém até o final do jogo.

Mandzukic e Alex Sandro já foram muito elogiados por mim durante essa temporada. O crescimento técnico e tático deles é vertiginoso. Mandzukic está numa fase de sua carreira que seria difícil pensar que poderia mudar seu posicionamento que não fosse aquele de jogar dentro da área como um camisa 9. No jogo de sábado, ele não apenas revezou com Sturaro a posição de um meia esquerda/ponta esquerda, como fez um papel de um segundo atacante mais centralizado, papel de Dybala no esquema de Allegri.

Alex Sandro vive ótima fase na Juventus. Foto: Juventus.com
Quando Alex Sandro foi contratado muitos viraram a cara. O brasileiro ainda chegou a ter o status de reserva de Evra, mas com o tempo, passou a ser nítida a necessidade de dar a titularidade a Alex, que vinha pedindo passagem com excelente forma física e técnica. Nos últimos jogos, o lateral-esquerdo vem sendo peça fundamental no ataque da Juventus, com assistências, volume de jogo e até gols. A saída de Evra mostrou-se fundamental para que não houvesse essa exigência de dar minutos para um jogador já consagrado, mas em final de carreira, dar a titularidade absoluta a Alex Sandro e dar mais minutos de jogo a Asamoah na lateral-esquerda (e não no meio, pelo amor de Deus), que faz o papel de maneira justa, correta.

Dessa forma, com o time em ótima fase, manteve sete pontos de distância para a segunda colocada Roma e 12 pontos para o terceiro colocado Napoli. Nosso próximo jogo é exatamente contra o time da Campania, pelo jogo de ida da Copa da Itália, amanhã, dia 28.

Fino alla fine, FORZA JUVENTUS!

Lyon 5-0 Metz - Vitória para lavar a alma

Essa temporada vem sendo uma completa decepção para o torcedor do Lyon. Apenas quarto colocado no campeonato local e eliminado nas duas Copas Francesas, os comandados de Bruno Génésio têm todas as suas atenções voltadas para o confronto decisivo contra a Roma nas oitavas da Europa League. Para quem foi vice-campeão da última Ligue 1, se contentar com uma vaga para a próxima Liga Europa parece pouco, mas é a realidade de um tradicional clube europeu que vive momento de transição.

Apesar de todos os pontos negativos, o sistema ofensivo do Lyon vem funcionando muito bem. (Imagem: L'Equipe).
No último domingo (26), Lyon e Metz se enfrentaram no Parc OL no chamado confronto de opostos. Os donos da casa brigam por vaga em competição europeia, enquanto os visitantes, em viés de crise, lutam contra a queda para a segunda divisão nacional. Lembrando que no primeiro turno, quando essas equipes se encontraram, o jogo foi marcado pela violência. Em forma de protesto, a torcida organizada do Metz atirou rojões ao gramado, e por pouco, não causaram maiores danos ao goleiro português Antonhy Lopes, do Lyon. A partida foi cancelada imediatamente pela federação e será refeita no final do campeonato.

O jovem técnico Bruno Génésio muda bastante a formatação tática do time jogo a jogo, e isso não é variação. Já chegamos ao meio da temporada, e Génésio ainda não encontrou um esquema ideal e tampouco os seus titulares. Nesse jogo, o Lyon em tese jogou no 4-2-3-1: Tousart e Tolisso dando consistência no centro do campo (com a ausência do capitão Maxime Gonalons), Cornet e Depay nas beiradas, Fekir meia por trás de Lacazette no comando do ataque. No entanto, com a bola, o time variou para o 4-2-4, muito disso pelas características dos homens da frente e também pela fragilidade do adversário. De mudanças da última partida, na goleada avassaladora diante do AZ Alkmaar, Darder, Ghezzal e Yanga M'biwa deram espaço a Mammana, Tolisso e Depay.

Muito criticado pela torcida, Bruno Génésio está no clube desde 2005, como auxiliar. Assumiu o time principal no ano passado. (Imagem: Goal).
O JOGO

Os donos da casa começaram muito mal no jogo. Logo aos 58’ segundos de jogo, o experiente meia Mandjeck, do Metz, perdeu um gol incrível. Nos primeiros quinze minutos de jogo, o panorama foi esse: Metz com muita posse de bola e tentando atacar o Lyon. Porém, no decorrer do primeiro tempo, o time conseguiu se impor e contou muito com a participação de seus laterais para isso, tanto Jallet quanto Rafael, fizeram excelente partida. Como de costume, o gol que abriu o placar para o Lyon e que deu início a goleada dos Gones, foi marcado em uma jogada genial de Alexandre Lacazette, que teve seu chute defendido por Didillon, mas no rebote, Depay fez no apagar das luzes.

Lacazette comemora o gol de Depay após bela jogada iniciada por ele. (Imagem: L'Equipe).
Totalmente abalado com o gol no final da primeira etapa, os visitantes mantiveram a sua postura de esperar o Lyon, e depositar todas as suas esperanças em contra-ataques casuais. O cenário da etapa complementar foi idêntico ao do início do jogo: Metz tentava ter a posse, mas só criava perigo para si mesmo. Depois do doblete de Depay aos 13 minutos do segundo tempo, as coisas só ficaram piores para o Metz. O lateral Iván Balliu marcou contra, Lacazette e Valbuena deram números finais ao jogo. Destaque para esses dois últimos gols do Lyon, que por sinal, foram dignos de Puskás. Um show de agilidade e frieza de Lacazette, para cortar três vezes o mesmo marcador e colocar no ângulo, além do talento de Valbuena para aproveitar de um erro de saída de bola do Metz, e fazer de 'cobertura'.

No auge dos 23 anos, Memphis Depay parece ter encontrado sua melhor forma física no Lyon. (Imagem: L'Equipe).
NOTAS E ATUAÇÕES

Antonhy Lopes | 6 - Apesar de ser um grande goleiro e um dos melhores do Campeonato Francês, o português não foi muito exigido na partida. Isso porque o Metz não proporcionou muitos perigos ao Lyon, Lopes foi um "espectador" na goleada do time.

Christophe Jallet | 8 - Mesmo sendo veterano e bastante rodado no futebol francês, Jallet ainda sim é o melhor lateral que temos. Fez uma partidaça, chegou ao ataque, deu assistência, não perdeu um duelo individual sequer e ganhou a confiança de seu comandante. 

Emanuel Mammana/Moucar Diakhaby | 7 - O argentino que chegou nessa temporada vindo do River Plate não está decepcionando. Faz ótima temporada, juntamente de seu parceiro de zaga, o jovem revelado no Lyon, Diakhaby. Com esses dois jogando, o time tem cinco clean sheets na temporada, mais do que com qualquer outra dupla de zaga.

Rafael | 7 - O brasileiro está fazendo a sua melhor temporada na Europa desde que saiu do Fluminense muito jovem para o Manchester United. Um dos líderes em assistência no elenco, Rafael fez uma boa partida diante do Metz. Muito voluntarioso, sempre dando opção para os meias laterais e claro, sendo consistente defensivamente.

Lucas Tousart/Corentin Tolisso | 8 - Vigor físico, qualidade no primeiro passe e boa chegada ao ataque definem muito bem os dois volantes do Lyon. Um deles, revelado na base do clube e desde 2014/15 é titular, o outro, chegou do Valenciennes no início da temporada passada. No jogo, ambos deram assistências e acertaram a maioria dos passes que tentaram, além de desarmarem com extrema facilidade. Dois jovens para se prestar atenção.

Memphis Depay | 9 - O melhor em campo, o ponta holandês que chegou recentemente por um fortuna, vindo do Manchester United, marcou dois gols e foi muito participativo durante o jogo todo. Justificando toda a badalação em seu redor e também o Status de "Novo" ídolo.

Nabil Fekir | 7 - Depois de um hat-trick perfeito no meio da semana na Liga Europa contra o AZ, o nível do franco-argelino caiu um pouco, mesmo assim, fez um bom papel armando o jogo, distribuindo a bola no centro do campo e se movimentando muito bem como de costume.

Maxwel Cornet | 5 - O ponta que é revelado no próprio Metz, foi o que mais deixou a desejar no Lyon na partida de ontem. A sua característica de usar e abusar da velocidade nos flancos do campo, às vezes, prejudica o time. Surpreendentemente, Cornet foi substituído e saiu sob as vaias de um Parc OL vazio.

Alexandre Lacazette | 9 - O craque, até quando não faz muitos gols, decide o jogo para sua equipe. Lacazette marcou apenas uma vez, mas participou diretamente de praticamente todos os gols do Lyon. Infelizmente, ao que tudo indica, o atacante também formado na base do clube, deverá sair ao final da temporada.

Apesar da má campanha na Ligue 1, o Lyon apresentou crescimento nas últimas partidas. (Imagem: L'Equipe).
Com a vitória, o Lyon se manteve na briga por vaga em Liga Europa, somando 46 pontos, na quarta posição. Quatro a frente do Bordeaux e 13 atrás de PSG e Nice. Na próxima rodada, o gigante do vale Rhône visitará o próprio Bordeaux, no Matmut Atlantique. Jogo complicado e um grande teste para o time. No primeiro turno, no Parc OL, o Bordeaux venceu o Lyon por 3-1, em um jogo que ficou marcado pela expulsão do capitão Gonalons e pelo golaço do brasileiro Malcom.

Destaques alternativos do Campeonato Francês

O futebol francês é muito conhecido por revelar grandes jogadores para a seleção local, ou até mesmo para países africanos, dos quais a maioria dos atletas tem descendência. Porém, na atual edição da Ligue 1, podemos citar diversos jogadores "desconhecidos" do grande público que vem fazendo excelente temporada. Principalmente nas equipes menores, que apesar do baixo investimento conseguem trabalhar muito bem no mercado de transferências, contratando e revendendo constantemente. Abaixo, veja cinco nomes que estão chamando atenção nessa temporada:

Alguns dos melhores jovens do Campeonato Francês. (Imagem: Goal).

Ryad Boudebouz (Montpellier) - Revelado no Sochaux no início dessa década, o talentoso franco-argelino se destaca bastante desde essa época. Driblador, criativo e de extrema qualidade técnica, o meia-atacante é o jogador com mais chances criadas e dribles completos dentre as cinco grandes ligas europeias. Um fato curioso sobre Boudebouz: Ainda nos tempos de Sochaux, o jogador recusou em diferentes oportunidades propostas do Lyon e após fazer má temporada em 2013/14, foi negociado com o Bastia, e em sequência, vendido por apenas 1.4 milhões de euros ao Montpellier.

Ryad Boudebouz é sem dúvidas um dos mais talentosos meias da Ligue 1. (Imagem: L'Equipe).
Benjamin Moukandjo (Lorient) - Apesar da péssima temporada que faz o Lorient, que sempre foi figura certa na primeira divisão do Campeonato Francês nessa década, o bom atacante camaronês é de fato um destoante e isso desde a época de Stade Reims. Campeão da Copa Africana das Nações recentemente, Moukandjo acumula oito gols em 19 partidas disputadas na Ligue 1. O mesmo, teve seu nome vinculado a clubes da Premier League nos últimos dias, e com certeza não ficará no Lorient para a próxima temporada, provavelmente na segunda divisão nacional.

O bom atacante camaronês é o único jogador de seu país a marcar mais de 10 gols por três temporadas seguidas na Ligue 1. (Imagem: Bein Sports).
Martin Braithwaite (Toulouse) - Um atacante completo. É assim que muitos torcedores do Toulouse definem o ótimo jogador dinamarquês que está no clube há quatro temporadas. Capitão do jovem clube de uma região pouco povoada na França, Braithwaite também pode atuar pelas pontas e como meia por trás do centroavante. Presença certa nas convocações de sua seleção, o polivalente atacante tem 14 gols e sete assistências na temporada. Driblador, forte, rápido e de ótimo poder de finalização, o nórdico quase saiu para o futebol alemão na última janela. Na temporada passada, junto de Wissam Ben Yedder, Braithwaite formou uma das melhores duplas da Ligue 1 na ocasião.

Ídolo do pequeno Toulouse, Braithwaite já se destaca na Ligue 1 há um bom tempo. (Imagem: L'Equipe).
Oussama Tannane (Saint-Étienne) - Holandês, mas que defende a seleção do Marrocos, Tannane chegou em 2015/16 ao maior campeão francês. Na Eredivisie, sempre chamou atenção pela sua facilidade para driblar e por sua absurda precisão nas bolas paradas. Atua como ponta (com características de armador) e no centro do campo. Nessa temporada, apesar de muitas contusões, vem sendo importante na boa campanha de sua equipe no Campeonato Nacional, que briga por vaga em competições continentais. Parece pouco pela história que tem o Saint-Étienne, porém é a realidade.

Classe, força física e muita facilidade para driblar: Oussama Tannane ainda dará muitas alegrias a torcida do Saint-Étienne. (Imagem: L'Equipe).
François Kamano (Bordeaux) - O mais jovem dessa lista e também o que tem maior potencial. Revelado no Bastia e ganhando bastante destaque especialmente na temporada passada, o guineano de 20 anos é o famoso velocista; engana-se quem pensa que ele é apenas um "ponta burro", muito pelo contrário. Líder de assistências e melhor contratação do Bordeaux nesse ano, vale lembrar que o mesmo chegou por apenas quatro milhões de euros. A coisa que mais impressiona nesse jogador, é que surgiu muito jovem. Fez sua estreia na Ligue 1 aos 16 anos, em 2012/13, na penúltima rodada do campeonato, ainda no Bastia, obviamente.

Mesmo com a pouca idade, Kamano já é titular absoluto de sua seleção e isso desde os 18 anos. (Imagem: Goal).
Um tanto quanto atípica, a Ligue 1 2016/17 tem um Mônaco avassalador, com melhor ataque do campeonato de forma absoluta e líder, com 62 pontos. Dois a mais que Paris Saint-Germain e Nice, que fecham a zona de classificação para a próxima UEFA Champions League. A briga pelas outras vagas em competições europeias parece estar polarizada entre Lyon (que tem um jogo a menos), Saint-Étienne, Bordeaux e um pouco mais distante o Olympique Marseille.

A briga pelo rebaixamento é um paradoxo na Ligue 1. Do décimo ao vigésimo colocado, a distância é pequena: Apenas 6 pontos. Em uma rodada, tudo pode mudar. No entanto, em minha opinião, os três times rebaixados ao final da atual temporada, serão: Metz, Lorient e Caen. Apesar de possuírem bons nomes em seus respectivos elencos, a irregularidade nos confrontos diretos pesará contra essas equipes. Lembrando que dois clubes têm o seu descenso determinado de forma direta, enquanto o 18°, disputa um playoff de ida e volta com o terceiro colocado da Ligue 2. Algo idêntico ao que acontece na Bundesliga.
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