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domingo, 1 de janeiro de 2017

Arsenal 2x0 Palace: Ponto de transição

(Foto: Action Images via Reuters)
Ano novo e missão velha. Todos os times da parte de cima - com exceção ao Manchester City - ganharam suas partidas e, por isso, a única opção viável para a nossa equipe era vencer. O Crystal Palace está mal no campeonato, é verdade, mas ainda era um time que poderia complicar as coisas porque além de possuir bons jogadores em seu elenco - Cabaye e Benteke, por exemplo - eles tinham um novo técnico à bordo da equipe, Sam Allardyce.

Mas não demos chances para o azar. Como esperado, desde o primeiro minuto tomamos as iniciativas ofensivas da partida e era claro que o objetivo dos comandados por Arsène Wenger era sair de campo com os três pontos na conta.

Logo aos 17 minutos, um momento de mágica provou tudo àquilo que eu tinha falado antes: Lucas se esforçou e conseguiu recuperar a bola no campo de defesa e deu para Bellerin em velocidade que tocou para Iwobi que puxou o contra-ataque com velocidade até a bola chegar a Alexis. O chileno fintou e cruzou para Giroud dar um chute de escorpião para abrir o placar. O ano acabou de começar e eu duvido que tenha algum gol que irá superar o do francês nos próximos 364 dias dele. Foi aquele gol que deveria valer por dois.

Olivier Giroud: que homem! (Foto: PA)
Com o placar aberto com estilo, o Arsenal continuou atacando e era questão de tempo para o jogo acabar e a vitória se confirmar. No segundo tempo, ainda conseguiríamos ampliar o placar: A defesa rebateu para cima um cruzamento de Monreal e Iwobi cabeceou para fazer o dois a zero. O jovem nigeriano jogou pelo meio nesse jogo e rendeu bastante, tendo uma ótima atuação e mostrando um bom futebol. Pode se tornar uma boa opção para substituir Özil quando o alemão estiver em um dia ruim.

Para não dizer que foi um massacre, o Palace assustou em um lance após o segundo gol. Townsend, Benteke e Cabaye tentaram vencer Cech em três chutes diferentes, porém nossa muralha mostrou segurança e defendeu as três tentativas. Uma vitória tranquila e uma atuação muito boa, com um time ao mesmo tempo mais leve e jogando com uma referência (Giroud). Com a vitória, agora estamos em terceiro lugar. Mas não há muito tempo para comemorar já que janeiro é um mês caótico e na quinta já enfrentaremos o Bournemouth.

Iwobi, que teve uma boa atuação, comemora o seu gol. (Foto: Action Images via Reuters)
Que o jogo de hoje tenha sido um ponto de transição para que o Arsenal continue jogando bem e consiga encontrar o ápice de seu futebol para que exista a possibilidade de manter as boas atuações e chegar ao objetivo maior, que por ora está distante, que é o título.

A sensação nesse fim de primeiro turno é de inconsistência. Em algumas partidas jogamos como um time de elite da Europa e em outras jogamos como um time que estava enfrentando outro muito superior e por isso tinha medo de atacar. Dos 3 a 0 contra o Chelsea até o 0 a 0 com o Middlesbrough no Emirates, o Arsenal oscilou em muitos momentos - apesar de ter apenas três derrotas.

Arsène Wenger parece não ter encontrado o time ideal ainda, o que é algo que afasta o Arsenal de render tudo àquilo que pode. As lesões, pra variar, atrapalham, mas não podem ser justificativas para explicar tamanha inconsistência. Diferente de nossos rivais que na maioria das vezes vencem e convencem, em muitas partidas custamos a vencer - como, por exemplo, o jogo contra o Burnley. Ainda há um turno inteiro pela frente e o campeonato não acabou, mas precisamos achar algo que nos confirme como um time a ser batido. 2017 começou bem e espero que seja assim até o final dele.

Twitter: @SiteLF / @LFEuropa
Autor: Sergio Santana (@sergiostn_)

Soberania azul, poucas surpresas e muitos destaques: Chegamos a metade da Premier League

Sob enormes expectativas, a edição 2016/17 da Premier League começou com os principais candidatos ao título buscando retomarem as suas soberanias dentro da competição, após uma temporada atípica e de um campeão improvável. E, até o momento, isso têm se cumprido. Ao que tudo indica Chelsea, Liverpool, Arsenal, Tottenham, City e United certamente não darão chance ao "azar", visto que já conseguiram uma distância considerável no bloco dos seis primeiros.

O Chelsea terminou o primeiro turno isolado e na liderança (Foto: Getty Images)
A enorme vantagem a favor do Chelsea é o que, de certa forma, surpreende. Com a chegada de Antonio Conte, a equipe rapidamente reencontrou o bom futebol jogado em 2014/15, quando foi campeão pela última vez. O Liverpool, contudo, não faz um campeonato ruim. Pelo contrário, mostrou regularidade no campeonato, tem o melhor ataque até então e somou uma pontuação que daria a liderança a esta altura da temporada passada. Fora das competições europeias, a expectativa é que Blues e Reds se mantenham no topo até o final, seja com o título ou pelo menos consolados com a vaga na próxima Champions.

Já os outros postulantes ao título terão que lidar com um calendário mais desgastante na sequência. O Arsenal, inclusive, almeja chegar longe na Champions e a prioridade de buscar uma boa campanha na Premier League dependerá da sequência na competição europeia. Após ultrapassar o City, o subestimado Tottenham também fechou o primeiro turno no top four, possuindo uma pontuação superior a alcançada a esta altura da temporada passada e provando que tem condições de brigar pelo título mais uma vez, tendo um confronto direto contra o rival e líder na próxima rodada.

Manchester United manager Jose Mourinho and Manchester City manager Pep Guardiola greet each other before the match
Guardiola e Mourinho ficaram de fora do top four (Foto: Offside Sports)
Nem mesmo os rivais de Manchester podem ser descartados. Com Guardiola no comando, o City iniciou o campeonato bem, não conseguiu manter a regularidade e atualmente é apenas o 5ª colocado, mas enfrentará a maioria dos adversários diretos no Etihad Stadium, o que pode ser um diferencial para somar pontos que recolocariam os Citizens na briga. Em contrapartida, o United iniciou o campeonato de maneira irregular, tropeçou em confrontos diretos e ficou um pouco distante do topo, mas os últimos resultados dão esperanças aos Red Devils possam buscar algo melhor que a 6ª colocação. O mais viável, porém, é que ambos os rivais briguem pelos títulos das respectivas competições continentais que disputam ou pelas vagas na Champions na própria competição nacional.

Na briga contra o descenso, Sunderland, Hull City e Swansea ocupam a zona de rebaixamento com 14, 13 e 12 pontos, respectivamente, sendo os principais ameaçados. Os Black Cats inclusive estiveram próximos de serem rebaixados na última temporada, mas se salvaram; Os Tigers vieram da Championship e tentam evitar a queda logo na primeira temporada após o acesso; Já o time galês, é o lanterna, faz um campeonato muito abaixo em relação aos últimos anos e espera reagir após a troca do treinador.

Surpresa

Levando em consideração que esta edição não propõe grandes surpresas, a campanha que mais merece destaque é a do West Brom, que chegou a ficar até a 7ª colocação e terminou o primeiro turno na parte de cima da tabela. Com 26 pontos, o time comandado por Steven Pulis faz um campeonato considerado bom devido às pretensões iniciais, ocupando a 8ª colocação no momento e estando apenas um ponto atrás do Everton, que atualmente é o último na zona de classificação para competição europeia. Terminar o campeonato com uma dessas vagas seria um grande feito do modesto time.

Decepção

Apesar da péssima campanha do Leicester City, a maior decepção até aqui é o West Ham, que coincidentemente está próximo na tabela – apenas dois pontos separam os dois times. Além da boa campanha na última edição, fatores como a permanência de seus principais jogadores, do técnico Slaven Bilic e, principalmente a mudança para o London Stadium, fizeram com que os torcedores criassem uma expectativa ainda maior para esta temporada.


Manager of West Ham United, Slaven Bilic reacts
As péssimas atuações têm dado dores de cabeça em Slaven Bilic (Foto: Rex)
A tamanha expectativa ficou nítida antes mesmo de o campeonato começar e a venda de bilhetes foram um sucesso. Este sucesso, no entanto, não se repetiu dentro de campo: os Hammers fazem um campeonato irregular, ficou a maior parte do campeonato na parte de baixo da tabela e flertaram com a zona de rebaixamento em alguns momentos – sem contar a eliminação precoce na Europa League. O craque francês, Dimitri Payet, ainda mantém o bom futebol, mas sofre com a queda de rendimento de seus companheiros.

Destaques individuais

Diego Costa é o principal artilheiro da Premier League (Foto: Reuters)
Artilheiros – Diego Costa (14); Alexis Sánchez e Zlatan Ibrahimovic (12)

Assistências – Kevin De Bruyne (9);

"Onze ideal" do primeiro turno pelo Linha de Fundo:

Onze ideal da primeira metade do campeonato segundo votação do LF (Arte feita por Sérgio Santana via Lineup)
Pickford (Sunderland); Walker (Tottenham), Azpilicueta (Chelsea), David Luiz (Chelsea) e Rose (Tottenham); Gueye (Everton), Kanté (Chelsea) e Coutinho (Liverpool); Hazard (Chelsea), Sánchez (Arsenal) e Diego Costa (Chelsea). Técnico: Antonio Conte

Menções honrosas: Courtois (Chelsea); van Dijk (Southampton); Bertrand (Southampton); Pogba (Manchester United); De Bruyne (Manchester City); Payet (West Ham), Ibrahimovic (Manchester United); Jürgen Klopp (Liverpool).

Por: Marcelo Júnior

Twitter: @marcelinjrr / @SiteLF / @LFEuropa

E a freguesia continua

Klopp e Guardiola finalmente se encontram na Premier League (Foto: Liverpool FC)
Klopp e Guardiola já se conhecem muito bem, devido ao tempo em que ambos treinaram times de ponta da Bundesliga, Klopp com o Borussia Dortmund e Guardiola com o seu famoso Bayern de Munique. No passado, Guardiola mudou o seu estilo de jogo por completo apenas para escapar da pressão alta imposta pelos times de Klopp e, naquela partida, o Bayern de Guardiola venceu convencidamente por 3 a 0.

Muitos torcedores e jornalistas esperavam que o Manchester City tivesse uma abordagem mais direta ao seu jogo, pois assim, evitaria que o Liverpool roubasse a bola no campo de ataque. No entanto, desta vez foi Klopp que mudou o seu time para enfrentar Guardiola e podemos dizer que funcionou, com o Liverpool vencendo o jogo por 1 a 0 em Anfield no último jogo do ano.

O Liverpool veio a campo com uma mudança em relação ao jogo contra o Stoke, Emre Can no lugar de Origi, fazendo com que o meio-campo se tornasse mais sólido, com Henderson, Can e Wijnaldum e colocando Lallana como ponta, trazendo um pouco mais de técnica e criatividade do lado esquerdo, algo que o Liverpool vem sentindo falta desde a lesão de Philippe Coutinho.

Em pleno começo de jogo, era possível ver que o Liverpool estava marcando os espaços muito bem, forçando o Manchester City a dar os famosos "chutões" para frente, ganhando a bola muito facilmente e dando início aos seus ataques fulminantes. O primeiro resultado disso foi o gol de Wijnaldum.

Wijnaldum celebra o seu segundo gol com a camisa dos Reds (Foto: Liverpool FC)
Após uma falta mal cobrada por Kolarov, Roberto Firmino pegou a bola no meio-campo e lançou Lallana na ponta esquerda, que conduziu a bola até o canto da área quando fez um cruzamento perfeito para Wijnaldum, que de cabeça abriu o placar aos 8 minutos em Anfield, justificando a superioridade do Liverpool no começo do jogo.

Com o gol, os Reds tiveram ainda mais controle de jogo, desta vez marcando mais alto, anulando os jogadores mais perigosos do City, como Sterling, De Bruyne e Aguero. O zagueiro Klavan fez um ótimo trabalho na defesa, afastando todas as bolas aéreas e tornando a defesa do Liverpool mais segura.

Ainda no primeiro tempo, os comandados de Klopp tiveram mais duas chances de aumentar o placar. Uma delas veio de um ótimo passe longo de Milner para Roberto Firmino, mas o brasileiro não conseguiu controlar a bola, que ficou com Bravo. A outra chance veio com Wijnaldum, que tinha bastante espaço na entrada da área, mas seu chute passou longe do gol.

O segundo tempo foi absolutamente sem graça, sofremos um pouco com a pressão do Manchester City, que conseguiu criar mais chances, mas sem preocupar Mignolet. Até que o Liverpool conseguiu encaixar alguns contra-ataques com Mané e Origi - que substituiu Henderson parecendo estar lesionado- mas no toque final para marcar o segundo gol o time falhou.

Jurgen Klopp celebrates following Liverpool's 1-0 win over Manchester City
Klopp comemora uma vitória importante (Foto: Sky Sports)
O jogo terminou sem muitos sustos para o Liverpool. Muita gente parece não ter gostado do jogo e, admito, foi uma batalha muito tática, sem muitas chances criadas e jogadas bonitas, mas foi uma vitória muito importante para o Liverpool, que entra cada vez mais na briga pelo título e se distância dos rivais como o City e até o Arsenal. E mais uma vez o City sai de Anfield sem vencer, continuando um jejum sem vitórias na casa dos Reds desde 2003.

O próximo jogo do Liverpool será uma partida dura contra o Sunderland na segunda-feira (02), um oponente que foi muito difícil de se enfrentar no jogo em Anfield. Uma vitória seria muito importante, pois o Chelsea tem um confronto complicadíssimo contra o Tottenham e certamente pode perder pontos.

Então é isso, espero que vocês tenham um ótimo ano novo e Up the Reds!

2016 - Da incerteza à glória: O ano mágico do Grêmio após 15 anos

Fonte: Esporte Interativo
Parte I – De um inicio promissor a um desfecho preocupador

O atual ano do futebol gremista começou com uma esperança de que poderia ocorrer algo diferente na temporada. A equipe havia finalizado o campeonato brasileiro em 3º lugar, apresentando um ótimo jogo coletivo mesmo sem contar com craques renomados no elenco. Tudo havia se tornado diferente para o gremista após o dia 09/08/2015, quando o tricolor aplicou uma surra sem dó no seu arquirrival por 5X0. A perspectiva era de que a equipe comandada por Roger Machado conseguisse desenvolver um futebol ainda mais moderno e vistoso

Contratações (inicio de ano)

Para a disputa da Primeira Liga, Libertadores da América, Campeonato Gaúcho e ¼ do Campeonato Brasileiro, o tricolor contou com alguns reforços para incrementar a manutenção do time que deu certo e da filosofia de jogo. A manutenção de Roger Machado e a contratação em definitivo do passe do meio campo (volante) Maicon, junto ao São Paulo, por 1,60 M € foi a prova maior de que o Grêmio terminou a temporada de 2015 com ótimas expectativas, embora não conquistaste algum campeonato importante. Além disso, o seu grande zagueiro, Pedro Geromel, renovou o contrato com o tricolor após o fim do seu vínculo com o FC Köln (ALE), o que viria a ser uma das maiores aquisições do tricolor no ano.

Chegaram para o Grêmio o lateral Wallace Oliveira (emprestado pelo Chelsea), o zagueiro Fred oriundo do Goiás, por uma quantia de R$ 2,5 mi, o zagueiro Kadu (Atlético-PR) e o centroavante Henrique Almeida (Botafogo) que chegaram ao clube sem custo algum, mas que não se firmaram devido à lesões e a própria inconstância de jogo no sistema defensivo (caso dos defensores contratados).

Fonte: Agora Já
A chegada mais impactante foi a do atacante Equatoriano, Miller Bolaños, que veio por uma bagatela de 4,50 M € junto ao Emelec (EQU). O atacante que foi tratado como a principal contratação do clube, teve o seu primeiro problema no clássico contra o Internacional, valendo pela Primeira Liga e Campeonato Gaúcho concomitantemente, com uma cotovelada do adversário que atingiu em cheio a sua mandíbula, o deixando fora de jogo por mais de 60 dias.

Algumas perdas sentidas na transição de temporada foram as do lateral Rafael Galhardo (que tinha um contrato em vigor com o Santos, mas o Grêmio não obteve condições de contratá-lo por definitivo) e do zagueiro equatoriano Fricson Erázo (que teve seu vínculo de empréstimo encerrado e se transferiu para o Atlético-MG).

Primeira Liga (5º lugar)

Fonte: UOL Esporte
A temporada gremista começou no amistoso, contra o Danúbio (URU), na Arena, mas empatando em 1X1 apenas. Com isso, o técnico Roger optou por começar escalando os reservas contra o Avaí, no seu primeiro jogo oficial, na Arena Condá (em Chapecó), em detrimento da estreia do Gauchão e de uma rodagem no elenco. A partida terminou empatada em 2X2 com Bobô perdendo pênalti nos últimos minutos de bola rolando e o time catarinense empatando no final. O resultado foi ruim, porque foi o único ponto da equipe de Santa Catarina e faria falta para o Grêmio na rodada final.

Avai 2X2 Grêmio - Sportv

O jogo seguido foi contra o Coritiba na Arena. Uma partida tecnicamente fraca do time gremista que só conseguiu fazer o gol da vitória com Douglas, graças à falha absurda do zagueiro coxa branca. No jogo final, a partida que valia por dois. O jogo contra o Internacional na Arena fazia com que o Grêmio fosse numa busca maior pela vitória. Mas com uma partida violenta, de expulsões e com uma falta de futebol absurda das duas partes, a partida terminou em 0X0, com o Grêmio mantendo a liderança no Gauchão e sendo eliminado na Primeira Liga.

Campeonato Gaúcho (3º lugar)

Fonte: gremio1983.blogspot.pt
A equipe gremista foi mantendo o nível de jogo competitivo e técnico mostrado no final de 2015 devido à manutenção do seu elenco do meio pra frente e o encaixe dos homens de frente, principalmente dos seus reservas imediatos, como Pedro Rocha, Bobô e Lincoln, que foram se destacando no Campeonato Gaúcho enquanto Roger preparava a equipe titular para os jogos difíceis da Libertadores. Na primeira metade, a equipe contou com dois reveses: um para São José, na Arena, por 2X0 e o outro para o São Paulo, no Aldo Dapuzzo, em Rio Grande, por 3X2. Mas ainda sim, o Grêmio manteve uma campanha muito boa na fase de grupos, o credenciando como favorito do título de 2016, para tentar acabar com a hegemonia Colorada de cinco anos. A equipe terminou com 29 pontos, em 13 disputados e com o melhor ataque. Mas a defesa já estava demonstrando sinais de fraqueza, principalmente no jogo aéreo, onde a tônica da equipe era de levar muitos gols por este tipo de lance. A mesma levou 14 gols nestes 13 primeiros jogos.

Passo Fundo 1X5 Grêmio - RBS TV

Na fase final o Grêmio enfrentara o Brasil de Pelotas, em jogo único na Arena, e goleou o time Xavante por 4X1, classificando para as semifinais, contra o Juventude. Eis que, então, surgiu o calendário do Campeonato Gaúcho com um agravante enorme das datas. O Grêmio faria as rodadas finais da fase de grupos da Libertadores, em partidas com níveis de dificuldade acentuada e, além das longas viagens, ainda tinha o fator decisão em duas competições.

A primeira partida contra o time Jaconero, contou com uma equipe reserva, onde somente o goleiro Marcelo Grohe foi o titular, em virtude do intenso número de jogos num pequeno intervalo. Em jogo realizado na quinta-feira, dois dias após o compromisso com o Toluca na Arena, o tricolor tomou um revés de 2X0 no Alfredo Jaconi e complicaria para a volta na Arena, a sua situação no campeonato.. Três dias depois, na Arena do Grêmio, o tricolor realizava sua melhor exibição no Gauchão.

Grêmio 3X1 Juventude - RBS TV

Tudo começava com um chutaço de fora da área de Wallace aos 3 minutos de jogo, abrindo o placar. A pressão foi aumentando e o tempo iria passando. O goleiro Elias, do Juventude, realizava os milagres debaixo da trave e impedia que o Grêmio ampliasse no primeiro tempo. No segundo tempo, Giuliano em bela jogada com Luan, limpou o zagueiro e mandou bonito no canto esquerdo, logo a 1 minuto da etapa final. No minuto seguinte, foi a vez da “lei do ex”. Roberson, em jogada de ataque, arriscou um chute de fora da área e, com rara felicidade e um desvio em Bressan diminuiu o placar e aumentou o drama do Grêmio no jogo. Aos 12 minutos, Bolaños, que acabava de entrar ainda aproveitou a jogada de raça de Giuliano para colocar de carrinho para as redes e dar a esperança de classificação. Só que o goleiro Elias continuou sua realização de milagres e garantiu a vaga do Pato para a final.

Copa Libertadores (12º lugar)

Fonte: Jornal O Lance
De inicio já se sabia que o Grêmio havia caído no temido GRUPO DA MORTE da maior competição de clubes da América do Sul. Além do mais, a configuração da ordem das partidas fazia com que o Grêmio jogasse com uma pressão enorme de decisão. Roger contava com um time que mostrava um bom futebol da temporada anterior, mas era uma incógnita no fator decisão  contra times de camisas fortes, como LDU e San Lorenzo, além da excelente qualidade técnica do Toluca.

O inicio foi assustador. Jogando a mais de 2500 metros de altitude, em Toluca, o Grêmio faria uma das primeiras batalhas na competição. O time se preparou bem para o confronto, chegando com uma boa antecedência no México. O jogo até ficou interessante para o Grêmio, aos 35 minutos com a expulsão de Velasco para o time mexicano, mas o Grêmio estava muito apático na partida e pouco demonstrava que poderia ser perigoso na partida. E, para variar, no segundo tempo, Triverio resolveu acabar com o jogo e fez os gols da vitória dos mexicanos, que arrancaram na frente do Grêmio, no grupo.

Grêmio 4X0 LDU - Fox Sports

O jogo seguinte teve caráter decisivo e marcou a estreia de Miller Bolaños. O enredo poderia ser de um drama sem fim, mas o que se viu foi um Grêmio imponente e com sede de vitoria. Maicon abriu o placar após um chute estranho que pegou no travessão e entrou. Em seguida, Bolaños, após belo passe de Luan, pegou na saída de Dominguez e ampliou o placar no primeiro tempo. A situação melhorou ainda mais quando o zagueiro Luis Romero foi expulso, embora a LDU tentasse crescer no jogo, mas o Grêmio rapidamente tomou conta da ação do jogo e partiu para matar a partida. A começar com a bela jogada de Henrique Almeida que recebeu contra dois marcadores, deu um drible de corpo e bateu bem de fora da área ampliando o marcador. No fim, após bela arrancada, Everton saiu cara a cara com Dominguez e bateu na saída, dando números finais ao confronto contra os equatorianos.

A expectativa para um jogo melhor contra o San Lorenzo, na esperança da revanche de 2014, quando o tricolor foi eliminado em casa, era enorme por parte da torcida e imprensa, ainda mais que El Ciclon não havia feito uma boa partida na estreia e perdeu inúmeras chances de gols contra o Toluca no jogo de Buenos Aires, que empatou em 1X1.

Mas o que se viu foi uma equipe argentina com mais gana e pegada de Libertadores nesta partida da Arena. O Grêmio até tentou impor o seu jogo, mas a entrega do time argentino falou mais alto e anulou as principais jogadas de ataque do time gaúcho. Mesmo assim, o tricolor abriu o placar Fred, cobrando falta por fora da barreira e dando esperanças de uma melhora na partida. Na sequencia, Everton quase ampliou, mas após boa jogada, acertou o travessão de Torrico. O San Lorenzo cresceu no jogo e após falta cobrada por Belluschi, Cauteruccio subiu mais que a zaga gremista e empatou a partida. A partir daí, San Lorenzo foi crescendo no jogo e impôs mais dificuldade ao Grêmio. No segundo tempo, até que o tricolor criou algumas chances, mas fora a bola na trave do Geromel e a chance perdida por Bobô o San Lorenzo ainda era mais perigoso em busca do gol da virada. E a partida terminou empatada.

Fonte: ESPN Brasil
No Nuevo Gasômero foi a vez do San Lorenzo impor uma pressão absurda contra a equipe gremista. A mesma que fizeram contra o Toluca. A começar com 3 minutos de partida, após o pênalti cometido por Marcelo Oliveira em Belluschi, o volante Ortigoza mandou no ângulo. A partir daí, o que se viu foi um bombardeio do time argentino, criando inúmeras chances para matar a partida, mas que contou com o brilho do espetacular Marcelo Grohe. O arqueiro tricolor fez pelo menos quatro defesas sensacionais que evitou a goleada dos argentinos. No final da partida, aos 45 do segundo tempo, o imortal tricolor ainda conseguiu achar o empate com Lincoln em uma jogada inesperada, mas de muita valentia de Everton, que foi um dos grandes nomes em campo para o Grêmio. No momento, a equipe defendia a segunda posição com cinco pontos e tinha chances de sacramentar a classificação na rodada seguinte.

Após conhecer o resultado de vitória do Toluca sobre o San Lorenzo, o Grêmio jogava pela vitória contra a LDU para garantir a classificação em Quito. A preparação para o confronto foi da mesma forma que ocorreu no México, e o resultado, foi um Grêmio com um futebol mais competitivo e impositivo dentro da casa do adversário. O 2X0 a favor no 1º tempo com Douglas e Bobô dava o sinal de que a partida poderia ser levada com maior facilidade pelo time gaúcho e isso era demonstrado durante a partida. No segundo tempo, Quinteros, no comecinho conseguiu diminuir a partida e botar fogo no jogo, fazendo com que a LDU pudesse vir pra cima. Mas, seis minutos depois, Wallace voltou a botar o time tricolor com dois gols de vantagem e tranquilizando a partida. José Cevallos, após segunda assistência de Diego Morales, ainda descontou aos 32 do segundo tempo, mas a equipe equatoriana não teve forças para empatar e viu sua eliminação prematura ficar mais próxima.

Fonte: Gazeta Esportiva
Na última rodada, o Grêmio jogaria para cumprir tabela contra o Toluca. Só que com o sistema de classificação para a próxima fase, o necessário era a vitória para figurar com a melhor campanha entre os segundos colocados. Foi o que aconteceu, com o gol de Ramiro, que garantiu o 1X0 e a vaga para a temida oitavas de finais, onde a equipe não obtém sucesso desde 2009. Após o final da rodada, o seu adversário era definido. O grande time do Rosário Central, encarado por muitos como o melhor time da Argentina. E o Grêmio vinha de uma maratona forte de jogos e uma eliminação precoce do Gauchão, onde era o grande favorito ao título.

Na primeira partida, em Porto Alegre, o esquema armado pelo time argentino neutralizou os principais pontos de ataque do time gremista que pouco agredia o seu adversário. O que se via era um Rosário Central mais a vontade no jogo e uma defesa gremista mais oscilante, ainda mais sem o seu principal zagueiro, Geromel. O que se viu, foi um Rosário explorando as fraquezas do Grêmio e abrindo o placar facilmente com Marco Rúben, após falha clamorosa de Bressan. O Grêmio não conseguia chegar com muito perigo e se mostrava pouco inspirado, sendo uma presa fácil para o time argentino que cozinhou o jogo e levou a vantagem para o Gigante de Arroyito.

Fonte: Yahoo Esportes
Na partida da volta, o que se viu foi um massacre sem fim do time argentino. Inúmeras chances criadas e um Grêmio inteiramente desorganizado, não foi páreo para o belo esquema adotado por Eduardo Coudet que novamente neutralizou os principais pontos de ataque o time gremista e explorou de novo as deficiências do Grêmio. Novamente Marco Ruben acabou com a partida, sendo o destaque do time em campo. O atacante abriu o placar aos 5 minutos do 1º tempo. Aos 23, após pênalti que Marcelo Hermes cometeu em cima de Cervi, Marco Ruben foi para a cobrança e mandou no ângulo direito de Marcelo Grohe, deixando a situação do Grêmio impossível de ser revertida. Após o gol, o Rosário pode controlar ainda mais o jogo e fazendo com que o time tricolor ficasse mais abatido em campo. Na etapa complementar ainda houve tempo para o zagueiro Alejandro Donatti completar a cobrança de escanteio de Franco Cervi e mandar no canto esquerdo de Marcelo Grohe, encerrando a participação gremista na principal competição da América do Sul.

Rosário Central 3X0 Grêmio - Fox Deportes (Argentina)


Parte II – De turbulência do brasileirão a máxima glória na Copa do Brasil

Fonte: ESPN Brasil
Após a eliminação, novamente nas oitavas de finais da Copa Libertadores e a não classificação para a final do Gauchão, a pressão sobre o elenco gremista aumentava, em virtude do melhor futebol a ser apresentado e a falta de poder de decisão nos jogos mais agudos. Além do mais, preocupava muito a torcida e comissão técnica, os excessivos gols de cabeça que a equipe levava ao longo de todas as competições disputadas no ano.

Transferências (meio do ano)

Fonte: Scoopnest.com
Algumas carências ficaram evidenciadas na equipe gremista após o fracasso em três torneios de inicio do ano. Para variar a equipe comemorava no dia 24 de Junho, 15 anos sem a conquista de um título de expresso. Pressão esta que vinha do rival hexacampeão gaúcho (2011/2016) e que havia conquistado vários títulos internacionais dentro deste período. Para aliviar um pouco o Grêmio anunciou a chegada dos zagueiros Wallace Reis (Flamengo) e do argentino Walter Kanemann (que jogava no Atlas-MEX) há quase dois anos.

Fonte: UOL Esporte
Ainda no sistema defensivo, outra ótima novidade foi a chegada de lateral Edilson (Corinthians) que resolveria de vez o problema da lateral direita. As baixas apresentadas nesta janela foram às vendas do meio campo Giuliano para o Zenit (RUS) e do atacante Bobõ para o Sydney FC (AUS). Também foram confirmados os empréstimos de Bressan e Maxi Rodriguez junto ao Peñarol (URU).

Campeonato Brasileiro (9º lugar)

Fonte: Veja Abril
Se por um lado, o inicio do campeonato brasileiro poderia ser uma pressão maior para o tricolor, por outro, a risca dos últimos anos poderia ser mantida, já que o Grêmio se destacava nos últimos anos por sua regularidade entre os cinco melhores da competição, chegando a figurar no G3 por três temporadas nesta década (2012, 2013 e 2015). Outra coisa que poderia ser levado em consideração é de que o seu elenco não era numerosamente qualificado como o de vários adversários diretos (Atlético, Flamengo e Palmeiras), o que amenizava esta chance de título via brasileirão.

O ¼ de competição começou até promissor para o tricolor. Contra adversários mais fortes nos primeiros cinco jogos (com exceção do Coritiba), o inicio foi até animador. Só nas quatro primeiras partidas, haviam sido 10 pontos ganhos, sendo um empate em Itaquera contra o campeão brasileiro (ainda comandado por Tite) e um 3X0 no Independência contra o galo (vice-campeão de 2015), além da significativa vitória contra o Flamengo por 1X0 na Arena. Com esta pontuação, a equipe chegava à liderança na 4ª rodada. Mas no jogo seguinte, os primeiros gols foram tomados no Pacaembu. Aliás, os quatro primeiros gols, e a derrota para o Palmeiras por 4X3 (num dos melhores jogos do campeonato) encerrava o tabu tricolor.

ATLÉTICO-MG 0X3 GRÊMIO - Sportv

Nos cinco jogos seguintes, se começou ver um pouco da queda de rendimento do Grêmio. A defesa voltava a falhar nas jogadas aéreas e se complicava cada vez mais em jogos importantes. A dificuldade de criar jogadas começava a aparecer em jogos menores e deixava de ser aquele Grêmio paciente e de toque de bola da edição anterior. Mesmo com a vitória sobre a Ponte Preta, conquistada num golaço de Luan aos 48 do segundo tempo e o empate contra o Fluminense com chances de vitória, mostrou esta carência que o time começaria a passar, principalmente após a venda de um dos seus melhores jogadores, mas também o mais caro do elenco, o meio campo Giuliano para o Zenit (RUS). Contra a Chapecoense, na Arena Condá, a deficiência no jogo aéreo se tornou mais gritante e a conta deste tipo de defeito caía cada vez mais nas costas do treinador Roger Machado. A partida contra o Cruzeiro, na neblinada Porto Alegre foi uma das mais fáceis deste campeonato, já que o adversário sequer mostrava algum poder de reação e estava em péssima fase. Mas, no jogo contra o Vitória, também na Arena do Grêmio, além da falha da arbitragem, a instabilidade da equipe ficava ainda mais evidente e a derrota por 2X1 em casa deixaria os torcedores mais preocupados.

Após a derrota acachapante contra o Atlético-PR na Arena da Baixada, o Grêmio voltaria a vencer três partidas consecutivas. Claro que, com muita emoção e pressão dos adversários, mas as vitórias contra o Santos e Figueirense em casa e o triunfo no famoso “Clássico do Trator” contra o maior rival no Beira Rio voltava a deixar o Grêmio na 3ª colocação. Posição esta que seria mantida mesmo com a derrota na Ilha contra o Sport, por 4X2 e assegurada contra o São Paulo na Arena por 1X0 sem esforços. As últimas três partidas do turno poderiam significar nove pontos a mais na tabela de classificação, mas o que se viu foi um Grêmio apático, sem criatividade e com pouca mobilidade ofensiva. Já começava a representar a fase ruim de Roger Machado no comando gremista. O empate em 0X0 contra América no Independência e Santa Cruz na Arena, além da derrota para o Botafogo por 2X1 no Luso Brasileiro já mostrava que o Grêmio não exerceria sua força para chegar ao título brasileiro e terminava a primeira metade em 6º lugar.

INTERNACIONAL 0X1 GRÊMIO - Fox Sports

O returno começaria com um fio de esperança para a equipe gremista. Algo que pode ser demonstrado na épica partida contra o Corinthians, num jogo de inverno às 11 da manhã em Porto Alegre. Um belo massacre na Arena por 3X0 fez daquele jogo o melhor do Grêmio no Campeonato Brasileiro. Mas o começo avassalador foi somente o último “canto do cisne” na Era Roger Machado e a última vez que o time figuraria no G3. Bastaram apenas seis jogos sem vencer, com dois empates na Arena (Atlético-MG 1X1 e Palmeiras 0X0) e quatro derrotas, sendo duas goleadas quase que seguidas para Coritiba (4X0) e Ponte Preta (3X0) fizeram com que o tricolor gaúcho despencasse para o 8º lugar e o técnico Roger Machado tomasse a decisão de pedir demissão do cargo.

GRÊMIO 3X0 CORINTHIANS - Premiere FC

Furacões e terremotos estavam assombrando o lado gremista e até o diretor Alexandre Rolim, que substituiu Rui Costa após o fracasso da Libertadores, foi demitido juntamente com o vice de futebol Alberto Guerra. A tentativa de misericórdia para a retomada gremista tratava de dois nomes de muita história na Azenha, mas não tão presentes no futebol atual. Trata-se da volta de Valdir Espinosa como diretor de futebol e a volta do eterno ídolo, Renato Portaluppi, junto com o seu amuleto, a filha Carolina Portaluppi (mencionada aqui neste texto não à toa). A rodada seguinte, contra o Fluminense, registrou o estopim gremista na sua má fase, com mais uma derrota, desta vez por 1X0.

Após sua classificação heroica na Copa do Brasil (assunto que trataremos a seguir) o time tricolor ainda conquistava mais nove pontos nos quatro jogos subsequentes. Com todos os resultados pela contagem mínima. A partir daí já se observava um Grêmio mais diferente do time com técnica e posse de bola do Roger para o time mais marcador e matador do Renato. Esta mudança drástica do estilo de jogo fez com que o Grêmio oscilasse ainda mais no Brasileiro e dedicasse suas atenções a Copa do Brasil. Isso pode ser observado nas últimas oito rodadas que a equipe em concomitância com o outro torneio nacional.

Dentre estas rodadas, em sete o Grêmio ficou em 8º e, depois da mudança da Conmebol em relação ao regulamento da Libertadores, o deixava com chances de pegar uma das vagas via Brasileiro. Mas o que se viu, foi um time menos interessado na competição. Começou com o empate contra o Santos na Vila Belmiro, onde o time gaúcho optou por escalar reservas, tendo em vista o jogo do meio de semana que decidiria uma vaga. O empate contra o Internacional foi marcante por conta da confusão e da rivalidade criada perante o momento das duas equipes nas duas competições nacionais. Resultado este que foi pior para o seu rival na briga contra o rebaixamento. O empate no Scarpelli contra o Figueira também foi com o time reserva.

As ultimas cinco rodadas do Brasileirão representou mais um sparring para a Copa do Brasil do que uma luta por vaga. Time reserva e mais descompromissado em alguns jogos foram a tônica destas últimas rodadas. A começar pelo time misto escalado contra o Sport (rival direto do Internacional) que fez uma partida abaixo da crítica e perdeu por 3X0 na Arena. Contra o São Paulo, já com os titulares, fez uma partida muito boa e arrancou um bom empate no Morumbi. Já contra o América, também com o time reserva conseguiu se impor e goleou por 3X0 em casa. Por fim, contra o Santa Cruz, em Recife, fez um jogo digno de casados e solteiros e nos 5 minutos finais, conseguiu tomar três gols e uma goleada por 5X1.

Copa do Brasil (Pentacampeão)

Fonte: Poster Campeão
A edição de 2016 colocava o Grêmio já na fase Oitavas de Finais, em virtude de ser uma das equipes brasileiras a disputarem a Libertadores no mesmo ano. O sorteio colocou o Atlético-PR na sua rota, o mesmo que, três anos antes, eliminou-o em uma semifinal na Arena. Ainda no comando de Roger Machado, o tricolor conseguiu um belo placar na Baixada, vencendo a ida por 1X0, com gol de Miller Bolaños. Mas a volta, já com Renato Gaúcho no comando foi dramática e o gol de André Lima, numa falha de Marcelo Grohe, levou a decisão aos penais. Então o goleiro gremista se redimiu, pegou três pênaltis e classificou o tricolor de forma dramática para as quartas de finais.

ATLÉTICO-PR 0X1 GRÊMIO - Fox Sports

GRÊMIO 0X1 ATLÉTICO-PR - Sportv


GRÊMIO 4X3 ATLÉTICO-PR - Sportv Pênaltis


Um novo sorteio foi realizado e, desta vez, decidiu o chaveamento da competição. O Grêmio ficou do lado mais copeiro, contra Palmeiras, Cruzeiro e Corinthians (14 títulos) e o outro lado com Atlético-MG, Juventude, Internacional e Santos (4 títulos) fariam a outra perna decisiva. O Grêmio foi sorteado para jogar contra o Palmeiras, o seu outro algoz, desta vez de 2012, com derrota gremista no Olímpico por 2X0. O duelo contra o atual líder do brasileiro e time de melhor futebol no país foi muito acirrado. A primeira partida, na Arena Grêmio, o tricolor fez um partida espetacular e conseguiu abrir 2X0 com um golaço de Ramiro e outro gol de oportunismo do Pedro Rocha. Mas o Palmeiras, ainda conseguiu fazer o seu gol de honra com Zé Roberto e levando a decisão do confronto para o Allianz Parque.

GRÊMIO 2X1 PALMEIRAS - Fox Sports

No jogo seguinte, Palmeiras veio com um time mais mesclado em para dar preferência a sua campanha no Brasileirão. Com isso, alguns jogadores somente foram mantidos na equipe, como o goleiro Jaílson e o atacante Gabriel Jesus (que cumpria suspensão no Brasileirão). O time alviverde teve a iniciativa do jogo e o maior controle, já que buscava o resultado mínimo para a classificação. O Grêmio contava com o desfalque de Marcelo Grohe no gol. No segundo tempo, o Palmeiras abriu o placar com o volante Thiago Santos, aos 6 minutos. O placar dava a classificação ao time paulista, mas Allione conseguiu ser expulso de maneira infeliz, após duro carrinho em Ramiro no meio campo. O Grêmio voltou para o jogo e após troca de passes, Douglas enfiou o passe para Everton que dominou, driblou o marcador e fuzilou no canto direito rasteiro, entre a trave e Jaílson, empatando o jogo e dando a heroica classificação para o Grêmio.

PALMEIRAS 1X1 GRÊMIO -  Sportv

Na semifinal, o confronto da vez era com um tradicionalíssimo algoz. Eliminações de Libertadores em (1997, 2009), Taça Brasil (1966) e final da Copa do Brasil (1993) assombravam os torcedores gremistas que receavam por este confronto. Mas o que se via no primeiro jogo, no Mineirão foi uma reviravolta do confronto. O Grêmio fez uma partida espetacular com o time azul-celeste, dominou o jogo inteiro e, com muita maestria e decisão, aplicou um 2X0, com gols de Luan (UM GOLAÇO) e Douglas. Já na partida de volta, o que se viu foi um Grêmio administrando a partida e um Cruzeiro tentando chegar, mas só com os chutes de fora da área, já que não conseguia penetrar na zaga gremista. A classificação foi mais do que merecida e, enfim uma final poderia ser disputada pelo imortal tricolor após nove anos.

CRUZEIRO 0X2 GRÊMIO - Globo

Na decisão o duelo foi contra o Atlético-MG e o primeiro jogo era marcado para o Mineirão, no dia 23/11. A expectativa do título era concreta e real, e já se sabia o que deveria fazer para neutralizar os pontos fortes atleticanos e explorar ao máximo os pontos fracos. Foi exatamente o que aconteceu nesta partida. O Grêmio mandou o jogo inteiro e dominou as ações no meio campo, com excelente partida de Maicon e Wallace, que destruíram o esquema tático atleticano. Pedro Rocha foi outro nome importantíssimo. O passe de Maicon no meio zaga e o corte espetacular para cima de Gabriel com um arremate cirúrgico abria o placar para o time gremista, que ficava ainda mais a vontade em campo. Lá atrás, Marcelo Grohe garantia com ótimas defesas e minava a confiança atleticana.

No segundo tempo, o galo até tentou com Lucas Pratto de fora da área, mas Pedro Rocha, em outra jogadaça passou de Gabriel e novamente cara a cara com Victor, ampliou para 2X0. Mas a sua bela atuação foi manchada após uma expulsão patética por falta na lateral em Carlos César. Com isso o galo cresceu no jogo e, aos 36 minutos, Gabriel, após escanteio cobrado por Fábio Santos marcou de sem pulo um bonito gol. Mas, no final, foi a vez de Geromel redimir da falha no gol e fazer uma jogada de raro talento e cruzar na medida para Everton dar números finais e uma mão na taça para o Grêmio.

ATLÉTICO-MG 1X3 GRÊMIO - Globo

Tragédia de Medellín e as consequências para os jogos finais

A decisão da Copa do Brasil tinha tudo para ser uma bela festa no dia 30/11, na Arena. Só que no dia anterior, o terrível acidente que matou 71 pessoas no voo da Chapecoense, incluindo 19 jogadores fez com que o futebol brasileiro tomasse o pior choque humano de sua história. Este acidente foi sentido pelo mundo inteiro e a final da Copa do Brasil, assim como a rodada final do Campeonato Brasileiro não teria tanto sentido mais depois destes acontecimentos.

Fonte: Jornal O Globo
Confesso a todos vocês que fiquei bastante triste nesta primeira semana, por conta daqueles que se foram de forma abrupta e irresponsável por parte da empresa de aviação. Foi o pior dos sentimentos que pude ter nos últimos anos, ainda mais por se tratar da perda de um time quase que inteiro que estava ali buscando o sonho de se tornar campeão em campo e de maneira épica em sua história recente no futebol brasileiro e Sul-americano.

Momentos finais de 2016

A final da Copa do Brasil foi adiada para o dia 07/12. E com ela, ao invés de um clima hostil, normal de uma decisão, se tornou um clima de fraternidade e solidariedade por parte de atletas e torcedores. O que se viu, foi uma bela homenagem ao time da Chapecoense em um momento tão importante na história do nosso futebol. Inclusive tivemos as justíssimas homenagens aos membros da imprensa esportiva que perderam inúmeros jornalistas que cobriam o time da Chape nesta decisão inédita, incluindo o gremista Gustavo Klein, da RBS, que foi homenageado pela torcida.

A partida final se iniciou e o Atlético tomou a iniciativa, mas o que se viu foi uma defesa gremista super intransponível no jogo rasteiro e um galo tentando por chutes de fora da área e jogo aéreo. Nos 30 primeiros minutos, o Atlético já havia chegado muito mais do que no jogo da ida, mas o goleiro Marcelo Grohe não havia feito alguma defesa difícil, já que os chutes e as cabeçadas a gol iriam para fora. Por outro lado, o Grêmio chegou à cobrança de falta com Douglas, mas que passou por cima do gol. Aos 42 minutos, Douglas acertou um belo passe para Everton que saiu cara a cara com Victor, Melhor para o goleiro atleticano que fez uma grande defesa.

No segundo tempo, o Grêmio voltou um pouco mais disposto a atacar também, assim como o Atlético-MG que viria para o tudo ou nada. A tônica do jogo ainda era mantida e a defesa gremista pouco era agredida no jogo rasteiro, fazendo uma bela partida. Com isso, a confiança atleticana era minada a cada minuto que passava. No final, aos 43 minutos, Miller Bolaños e ótima jogada de contragolpe, aproveitou o cruzamento rasteiro de Everton com a bola que sobrou no seu pé e abriu o placar da final na Arena. Era o gol do título gremista. Mas ainda deu tempo para a Arena ver a obra prima que Juan Cazáres arrumou atrás do meio campo e conseguiu encaixar a bola na gaveta de Marcelo Grohe. Final de jogo e o Grêmio encerrou este ano de incertezas com um encerramento de um tabu e uma bela homenagem ao time da Chapecoense. Título mais do que merecido a um elenco desacreditado e não tão caro como os grandes adversários do futebol nacional.

GRÊMIO 1X1 ATLÉTICO-MG - Globo

Ainda sobrou o capitulo final do Campeonato Brasileiro e o jogo contra o Botafogo, que tentava de tudo para chegar a Libertadores 2017. O que se viu foi um Grêmio em ritmo de férias e muita festa por conta do título e do rebaixamento do seu maior rival a Série B do Campeonato Brasileiro. Nem mesmo o golaço de Douglas Silva para o Botafogo foi capaz de tirar a animação do torcedor que foi a campo para tirar o sarro do seu maior rival e comemorar o pentacampeonato da Copa do Brasil. Válido ressaltar também que a bela homenagem ao time da Chapecoense se estendeu para este jogo e todas as outras oito partidas do mesmo dia.

Fonte: Jornal Novo Hamburgo
FELIZ ANO DE 2017 E QUE A TORCIDA GREMISTA POSSA ESPERAR UM ANO CHEIO DE GLÓRIAS!!

SAUDAÇÕES TRICOLORES!!!

Por: Marcos Paulo Fernandes Alves || @makavista 
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