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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O ousado chegou

- Felipe, você gosta da imprensa?
- Olha, vou ser sincero... Nunca precisei da imprensa para nada.

Foi essa uma das respostas de Felipe Melo em sua entrevista de apresentação dentre tantas as polêmicas que criou um menos de uma hora de conversa com os jornalistas. Não foi a mais repercutida - como a que se precisar dar tapa na cara de uruguaio, irá fazê-lo “com responsabilidade” -, mas tem uma relativa importância no contexto em que viverá nos próximos meses.

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Primeira entrevista de Felipe Melo deu o que falar. (Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)
Qualquer pessoa que viva o esporte paulistano sabe que a relação palmeirense-imprensa não é das melhores. E, diante de uma torcida que tem inclusive xingamento a esta em uma das suas músicas, a relação Felipe Melo/imprensa parece ser mais um jogador que leva para dentro de campo o sentimento do torcedor. Para entender esse atrito, porém, é necessário voltar bastante no tempo.

O ano é 1942 e o então Palestra Itália vivia forte pressão em relação ao nome italiano por conta da Guerra Mundial que acontecia. Nesse cenário – e por mais incrível que pareça -, a imprensa de modo geral decidiu posicionar-se contra o clube alviverde, inclusive com campanhas fortes (em especial da Record, comandada por Paulo Machado de Carvalho, são paulino e rival ao título Paulista naquele ano) contra a equipe palmeirense e rotulando como verdadeiro inimigo.

Com muita pressão de todos e definido como “time anti-pátria” que o Palmeiras entrou em campo para enfrentar o São Paulo naquele mesmo ano com uma bandeira do Brasil e venceu o rival (com direito a abandono de campo), conquistando o título e vencendo a batalha dentro e fora de campo. “O Palestra morreu líder, o Palmeiras nasceu campeão”, como diz o slogan, mas nenhum palmeirense esqueceu o que aconteceu naquele período.

Desde então, os atritos são frequentes e ano após ano a história se repete. Para os mais novos, porém, o sentimento não é diferente. Há quem reclama de “síndrome de perseguição”, mas fica difícil defender uma relação melhor quando o tratamento não é o mais adequado para um clube do tamanho do Palmeiras. E não é difícil encontrar momentos desse tipo mesmo em anos mais recentes.

Foi assim que o Palmeiras foi dado como perdedor de uma final que nem começara a disputar diante do Santos menos de dois anos atrás. Foi assim que o time foi rotulado negativamente mesmo com números inquestionáveis durante o Brasileirão do ano passado. Foi assim que uma emissora tratou com diferença duas atitudes iguais das torcidas de Palmeiras e Flamengo. Foi assim que outra emissora fez um programa especial para denunciar uma entrevista do Valdivia, que admitira forçar um terceiro cartão amarelo, mas negligenciou outras tantas frases idênticas nos anos seguintes.

É evidente que, por vezes, o torcedor pode exagerar. É passional, é emocional. Só não é cego e enxerga muito bem quando o tratamento não é justo e igualitário – como de fato não foi ao longo de 2016 e em outros tantos anos, fato esse que fez até jogadores do próprio elenco se manifestarem: foi o caso do meia Moisés, idolatrado nas redes sociais após questionar ao vivo uma das emissoras citadas anteriormente.

Essa mesma torcida que é chata, exigente, insuportável. Mas que também abraça o time quando precisa. Quando vê um Dudu chorando e vibrando dentro de campo como um dos seus. E tem tudo para fazer o mesmo com o recém-contratado Felipe Melo, mais um a compartilhar de um mesmo sentimento. Se foi uma boa contratação, ser produtivo e ajudar, só saberemos com o passar dos jogos.

Até lá, o que vale é o que se fala – e nisso ele começou marcando um golaço. Vale lembrar também que assim como você, Felipe, nossa sensação é de que nunca precisamos da imprensa para nada. Aliás, amamos jogar contra eles, assim como imagino que você também.

Sada Cruzeiro vai em busca de mais uma final

Foto: Sada Cruzeiro/Divulgação /
O atual campeão da Copa do Brasil de Vôlei, entrará em quadra nesta quinta-feira pela semifinal da competição, contra um adversário muito conhecido pela equipe, o SESI-SP.

O técnico celeste afirmou que a equipe Mineira está bastante motivada para o jogo de logo mais, em busca de mais uma final.

"Este é um mata-mata que pode nos levar direto para a final, para a disputa de uma Copa muito importante para o nosso time. Nesta competição, em teoria, estão os quatro melhores times do Brasil, então serão partidas de alto nível, com uma motivação a mais. Mas, o nosso time está acostumado com decisões e é uma equipe que sempre quer vencer, se motiva sozinha".

Informações sobre a partida Sada Cruzeiro x Sesi-SP

Data: 19/01
Horário: 21h30
Local: Ginásio do Taquaral
Transmissão: SporTV e TV Brasil

Corinthians 2017: Novidades nem tão novas assim

Na noite da última quarta-feira (18), Vasco e Corinthians se enfrentaram em Orlando, em partida válida pela semifinal da Florida Cup. O alvinegro paulista levou a melhor com uma goleada por 4 a 1 sobre o cruzmaltino.

A espera acabou, finalmente a fiel torcida pôde ver o Timão em campo novamente. Ano novo, vida nova? Nem tanto assim, o Corinthians apresentou algumas novidades que nem foram tão novas assim, volta de quem já passou pelo clube e esquema de jogo quase que enraizado no Parque São Jorge. 

Kazim marcou o 3º gol do Timão. Foto: John Raoux
Começando pelo comando do time, Fabio Carille foi, mais uma vez, efetivado como técnico e dessa vez com a promessa de ter mais tempo para trabalhar. Carillle foi auxiliar de Tite no tempo que o atual técnico da Seleção Brasileira passou pelo clube e ajudou a construir o consagrado 4-1-4-1, esquema campeão brasileiro em 2015.

Com Walter se recuperando de lesão, a primeira decisão do técnico foi fácil, Cássio começou entre os titulares. A defesa foi formada por Fagner, na lateral direita, Balbuena e Pedro Henrique na zaga e a primeira novidade, o lateral esquerdo Moisés, que estava emprestado para o Bahia na última temporada, completou a linha de quatro.

Uma das principais novidades para 2017 aparece no meio campo, vindo do rival Palmeiras, Gabriel foi o primeiro volante com a função de proteger a defesa. A segunda linha de quatro foi montada com Romero, Camacho, Rodriguinho e Marlone. No comando de ataque, outra novidade para a nova temporada, o centroavante Jô voltando ao clube que o revelou para o futebol.

O primeiro tempo foi de estudos para os dois times, ainda em início de temporada, a ideia era ver se o que foi pensado nos treinos daria certo em campo. O Timão abriu o placar com Camacho, levou o empate, mas ficou à frente no marcador nos minutos finais com Marlone.

Para a etapa complementar, Carille trocou os onze jogadores e o time ficou com: Caique (goleiro formado no clube), Leo Principe, Yago, Vilson e Marciel; Cristian, Giovanni Augusto, Paulo Roberto (outra novidade, volante contratado junto ao Sport), Guilherme e Marquinhos Gabriel. Kazim, o turco que veio do Coritiba foi o centroavante dos últimos 45 minutos.

Com um time mais descansado, o Timão conseguiu se impor em campo e marcar mais duas vezes com Kazim e Marquinhos Gabriel, já no final do jogo. A vitória serviu para dar confiança ao time no início do trabalho e Carille pôde observar algumas peças e o encaixe do seu esquema de jogo.

O Corinthians agora enfrentará o São Paulo para fazer a final da Florida Cup. A partida decisiva está marcada para o sábado (22), às 21h, em Orlando, nos Estados Unidos. O Timão estreia no Paulistão no dia 04/02, sábado, às 17h, diante do São Bento, em Sorocaba.

Lucas Felipe (@lsouza73) #VaiCorinthians
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