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sábado, 21 de janeiro de 2017

Muita emoção e empate na volta aos gramados da Chapecoense

54 dias após a tragédia com o avião da delegação da Chapecoense, que seguia para a Colômbia no primeiro duelo da final da Copa Sul-Americana, a cidade de Chapecó e região Oeste de Santa Catarina, viu a bola voltar a rolar no gramado da Arena Condá, em Chapecó, na tarde deste sábado (21), no chamado “Jogo da Amizade” diante do Palmeiras.

Foto: Antônio Cícero/Photopress/Gazeta Press
Os verdões organizaram juntos um duelo visando ajudar financeiramente as famílias das vítimas do acidente, e apresentar o novo grupo de jogadores, que tem a missão de fazer com que os sorrisos voltem a brilhar na Arena Condá.

As torcidas abraçaram a causa, e logo nas primeiras horas da manhã, já compareciam aos arredores da Arena, com churrasco, e confraternizando entre amigos. Com a abertura dos portões, adentrei as arquibancadas, com um nó na garganta, era difícil voltar e não ver mais aqueles jogadores que lutaram até o fim para manter o sorriso e a felicidade para nós Chapecoenses.

Foto: Antônio Cícero/Photopress/Gazeta Press
O choro seria inevitável, as primeiras lágrimas caíram quando Neto, Alan Ruschel e Follmann entraram no gramado acompanhados por Nivaldo, Martinuccio, Lourency e Moisés, recebendo das mãos do atual presidente Plínio David De Nês Filho, o Maninho, a taça da Copa Sul-Americana. Follmann, goleiro do Verdão que teve sua perna amputada após o acidente, na cadeira de rodas deixou o gramado com a taça no colo. Ainda foram entregues as medalhas, para os jogadores sobreviventes e as famílias que perderam jogadores, integrantes da comissão técnica, funcionários do clube e jornalistas.

Em sequencia houve apresentação do técnico Vagner Mancini e todos os jogadores contratados pela diretoria para defender as cores verde e brancas da Chapecoense, se juntando aos que permaneceram no elenco. Destaques para a volta de Grolli, emprestado pelo Cruzeiro, e Túlio de Melo, vindo do Sport/PE.

Foto: Antônio Cícero/Photopress/Gazeta Press
Com Heber Roberto Lópes no apito, a partida iniciou com o clube paulista partindo para o ataque, e logo aos 11 minutos, Raphael Veiga em chute colocado, tirou de Arthur Moraes e abriu o placar na Arena Condá. O empate da Chapecoense não demorou muito, em cruzamento de Niltinho, Grolli apareceu e completou para o fundo das redes de Fernando Prass, o zagueiro prata da casa, voltou para sua terceira passagem, e fez o primeiro gol da nova Chapecoense. Ainda no primeiro tempo, Wellington Paulista depois de rebote de Prass, completou para o fundo das redes, mas a bandeirinha já assinalava impedimento do atacante. 

Filhos do capitão Cleber Santana levantaram a taça em homenagem ao pai. Foto: Antônio Cícero/Photopress/Gazeta Press
Para o segundo tempo, Eduardo Batista alterou praticamente toda equipe do Palmeiras, foram oito alterações, já a Chapecoense fez duas, Elias entrou no lugar de Arthur Moraes, e Dodô na vaga de Nenén.

E logo no primeiro minuto do segundo tempo, após cruzamento da esquerda, o volante Amaral de cabeça aproveitou e virou o placar para a Chapecoense. Passados 10 minutos, o técnico Vagner Manici resolveu mexer na equipe, e aos poucos os novos jogadores faziam suas estreias com a camisa da Chape. O Palmeiras aos 21 minutos teve a chance de empatar a partida, Erik saiu cara a cara com goleiro Elias, que cresceu na frente do atacante, e salvou com grande defesa.

Quando o relógio completou 71 minutos de partida, o árbitro Héber Roberto Lopes parou a partida, em nova homenagem e novas lágrimas dos torcedores Chapecoenses, no telão a imagem do vestiário e o canto que tomou conta do mundo “vamo vamo Chape”, entoado pelos jogadores e diretoria após os jogos da Copa Sul-Americana.

Com a retomada da partida, o Palmeiras aproveitou e empatou com um golaço do atacante Vitinho, que fintou e chutou de fora da área, encobrindo goleiro Elias. Sem mais inspiração, o jogo da amizade terminou empatado em 2x2.

A Chapecoense volta a campo na Arena Condá na próxima quinta-feira (26), quando estreia na Primeira Liga, diante do Joinville, às 20h.

Marcelo Weber ||  @acfmarcelo

O novo manto sagrado

Caros tricolores, na noite da ultima sexta-feira, (20), foram lançados os novos uniformes comemorativos do Tricolor de aço, batizada  como ''CORDEL'', traz referências ao sertão nordestino e homenageia o povo da região.

O lançamento foi realizado no shopping rio mar Kennedy em Fortaleza e contou com a presença de muitos torcedores e de alguns atletas do elenco atual como o goleiro Marcelo Boeck, o volante Gastón Filgueiras e o meio-campista Rodrigo Andrade.

Vale ressaltar que o Fortaleza possui uma marca própria de material esportivo a ''Leão1918'' desde o final do ano de 2016 e que esse foi o segundo lançamento de camisas comemorativas, no ano passado haviam sido produzidas três modelos inspirados nas cores da frança e nos ideais da revolução Francesa: Liberdade, igualdade e fraternidade.

Essa camisa vai ser utilizada na Copa do Nordeste de 2017 e tem a estreia prevista no primeiro jogo do time, dia (26), quinta-feira, frente ao EC Bahia, na Arena Castelão. As vendas foram iniciadas nas lojas oficiais do clube e pelo site. Inicialmente os preços vão ser de R$ 153 reais para sócios torcedores e R$ 169 reais para não sócios.

A camisa ficou bonita e agradou muitos torcedores, não foi criada para fugir da tradição das cores do time e sim para representar o nordeste e potencializar a marca do clube.

O símbolo ficou um pouco apagado (escondido) na mesma cor da camisa, poderiam ter usado o dourado para ressaltar mais o clube. O preço ainda está muito acima do padrão do país (ainda por cima a crise que estamos atravessando) e por ser uma marca própria da instituição, poderia ter um preço mais acessível para os seus torcedores.
         

O show de horrores tem que acabar

Gylfi Sigurdsson
Com erros defensivos, Liverpool perde em casa para lanterna Swansea (Foto: Mirror U.K/Divulgação)
Quando, no pré-jogo, analisássemos o panorama da partida deste sábado entre Liverpool e Swansea, veríamos a disputa entre o melhor ataque da competição, jogando em casa contra o lanterna e dono da pior defesa. Jogo fácil, goleada, podíamos imaginar. Mas no futebol, especialmente, na Premier League, o fator surpresa é algo comum, por mais que paradoxal que soe essa afirmação.

Nem o mais otimista torcedor do Swansea imaginaria seu time abrindo o placar e ainda ampliando para 2-0 contra o Liverpool em Anfield. É claro que nos recuperamos e conseguimos empatar, palmas para a atuação de Firmino, autor de dois belos gols, que empataram a partida e mostraram que dentro da área é o lugar do brasileiro. 

Vaias para a defesa, que já havia bobeado nos dois primeiros gols e deu, pelos pés de Klavan, o passe para o terceiro dos visitantes, que desempatou a partida e deu números finais ao placar.

É a mesma justificativa de outros fracassos recentes: jogamos bem, mas sofremos com os desfalques. Esse discurso não é mais aceitável, afinal, estamos em janeiro, com a janela de transferências abertas e dinheiro em caixa para contratar, como já foi exposto em inúmeros jornais britânicos. Klopp já declarou algumas vezes que não pretende investir nessa janela.

É inaceitável que um clube da grandeza como o Liverpool se contente com uma dupla de zaga formada por Klavan e Lovren, por mais que haja desfalques. Matip voltou a jogar, mas será que seja o suficiente para estancar a sangria? Devemos lembrar que usualmente perdemos pontos importantes por erros individuais da defesa.

A contratação de pelo menos um nome pra zaga é essencial para as pretensões do Liverpool na competição. Nos basta torcer para que Jürgen Klopp, que vem fazendo um ótimo trabalho, decida olhar para o mercado e busque a solução para o nosso antigo e inaceitável problema defensivo.

Tupi 2017: Podemos esperar coisas boas?


Sem pedir o número 7, Caça Rato brincou que atua até com a camisa de goleiro (Foto: Olavo Prazeres)
Flávio Caça-Rato foi um dos reforços do carijó (Foto: Olavo Prazeres/Tribuna de Minas)
A espera está chegando ao fim. Restando pouco mais de uma semana para a estreia no Campeonato Mineiro, o Tupi está fazendo os últimos ajustes para o jogo-treino contra o Bangu, visando uma boa campanha na primeira das duas competições que o clube terá em 2017. Antes de falar sobre isso, convenhamos que 2016 só poderá servir como aprendizado para Galo Carijó, que "ano novo, vida nova" nunca fez tanto sentido para nós e é importante ressaltar os acontecimentos recentes, inclusive, as eleições no fim do ano passado.

Hoje, o sentimento do torcedor alvinegro é de frustração e incerteza, ou seja, totalmente oposto ao do início de 2016, quando esbanjávamos realização e esperança na expectativa de um ano atípico. Aliás, os últimos anos têm sido uma "montanha russa de emoções": título mais importante da história (2011), rebaixamento no centenário (2012), acesso à Série C (2013), frustração do quase acesso à Série B (2014), a realização de um sonho (2015) e novo rebaixamento (2016). O que será de nós em 2017?

Em condições normais, já seria bastante difícil prever como seria o ano seguinte, devido a sua "típica imprevisibilidade". Mas, com as eleições no início de dezembro, essa missão ficaria quase impossível, o futuro seria uma incógnita e, a única certeza é que, tentaríamos deixar o que passou para trás. Com a visível incompetência da atual diretoria, demonstrada através de um ano pífio e que culminaram na queda, creio que a maioria dos torcedores – eu, inclusive – aclamava por mudanças. Mesmo não havendo certeza de melhorias, uma renovação na diretoria poderia renovar também as nossas esperanças.

Myrian Fortuna Roberto Cândido da Silva Boizinho Tupi-MG (Foto: Leonardo Costa/tupifc.esp.br)
A chapa "Sempre Tupi" venceu as eleições no fim de 2016 (Foto: Leonardo Costa/tupifc.esp.br)
A eleição veio e com ela mais uma das muitas frustrações recentes. Isto por que, a chapa "Sempre Tupi", encabeçada por Myrian Fortuna e Roberto "boizinho", venceu as eleições e permanecerá durante o triênio de 2017/2019. Acredite, este torcedor que vos escreve também reconhece os bons frutos desta gestão, tem consciência das dificuldades que é para gerir um clube do interior (principalmente pelo desleixo da maioria dos empresários/torcedores juiz-foranos) e foi bastante cauteloso antes de manifestar uma opinião sobre o resultado, pois havia esperanças que o rebaixamento havia deixado um legado maior.

Entretanto, as primeiras atitudes visando o estadual, já demonstram que não foi bem assim. E, mesmo no início, podemos afirmar que passaremos mais três anos sendo reféns de uma metodologia que não visa nos levar a um patamar acima no futebol brasileiro. A pré-temporada foi um filme repetido de anos anteriores: a mesmice de dizer que o orçamento é curto (até quando recebemos a cota de TV?), poucos remanescentes da temporada anterior e chegada de jogadores desconhecidos; falta continuidade e ambição.

Comissão técnica Tupi-MG Éder Bastos, Fabinho, Ricardo Leão (Foto: Tupi/Divulgação)
Éder Bastos e Fabinho foram os responsáveis pela montagem do elenco (Foto: Divulgação/tupifc.esp.br)
Para 2017, foram feitas apostas e mais apostas. A começar pela contratação do ex-jogador e agora novo diretor de futebol, Fabinho. Éder Bastos, por sua vez, foi auxiliar de Ney Franco – sendo odiado pelos atletas na época do São Paulo, inclusive – e como técnico trabalhou apenas em clubes modestos (mais precisamente Valeriodoce e CAP Uberlândia). Ambos não possuem tanta experiência em seus respectivos cargos, o que nos deixa ainda mais preocupados, mas com receio de cometer injustiças numa avaliação imediata.

De qualquer forma, sabemos que estes poderão ser apenas mais alguns coadjuvantes de um "teatro", assim como Gustavo Mendes e tantos técnicos e jogadores que passaram no clube foram. Todos chegaram, serviram de escudo para erros de quem mais deveria ser responsabilizado e depois seguiram seus rumos para outros clubes. Enquanto isso, o Tupi ficou e os torcedores – me refiro àqueles que realmente são frequentes no estádio – foram quem pagaram a conta.

Passada a frustração, teremos apenas duas competições pela frente – sim, estaremos de fora da Copa do Brasil pelo segundo ano consecutivo –, sendo uma estadual e outra nacional. Sinceramente, eu gostaria poder cravar coisas melhores para este ano, talvez projetando voltar às semifinais do Campeonato Mineiro – o que não acontece desde 2012 – e num retorno à Série B, mas não há nenhuma garantia disso até então. E não é questão de ser pessimista, apenas uma precaução para não se decepcionar novamente.

Thiago André, Matheus Pato e Bonilha Tupi-MG Fluminense (Foto: Raphael Lemos)
Os jogadores vindos do Flu são algumas das muitas apostas (Foto: Raphael Lemos)
Neste sábado (21), o Tupi fará um jogo-treino contra o Bangu com portões abertos, no Estádio Radialista Mário Helênio, às 16h. Este será apenas o primeiro com acesso de torcedores no ano e muitos jogadores terão o contato com a torcida carijó pela primeira vez. Entre eles, Gideão (com passagem notável pelo Náutico), Jajá (artilheiro do estadual 2008 pelo Guarani-MG e com passagem pelo Cruzeiro) e Flávio Caça-Rato (o "CR7 do Nordeste" dispensa apresentações), as contratações de maior destaque. Resta saber se estes reforços chegam a condições de repetir a performance demonstrada em outros clubes e uma boa campanha no estadual passa, sobretudo, por isso.

A maior parte do elenco, contudo, é formado por jogadores jovens. É impossível não temer o mesmo desfecho do Boa Esporte na edição passada, quando tinham uma das médias de idade mais baixas da competição, fez uma campanha pífia e acabou rebaixado para o Módulo II, tendo que se reformular novamente para a Série C. Por ora, o fato é que a pergunta do título só poderá ser respondida daqui algum tempo, e espero que seja positiva. Assim como o Brasileirão, o estadual também é importante para nós, precisamos retomar a soberania do interior mineiro e voltar a fazer jus à alcunha de "Fantasma do Mineirão", dando trabalho aos grandes da capital.



O Tupi precisa reconquistar a confiança do torcedor (Foto: reprodução/Youtube)
Por inúmeros motivos, é compreensível não vermos tantos torcedores no estádio e é visível o cansaço dos que estão lá. Porém, muitos não entendem que este afastamento só prejudica ainda mais o Tupi, que deveria estar acima de qualquer dirigente. Quanto menos torcedores, menos cobrança. Quanto mais abandono, mais acomodação. Peço, portanto, que deem esse voto de confiança ao clube que representa Juiz de Fora. Vão ao estádio, cobrem ainda mais e apoiem o nosso Galo Carijó incondicionalmente! Feliz 2017 para nós carijós!

Por: Marcelo Júnior || Twitter: @marcelinjrr

Rei, Rei, Rei

O atacante recebe um passe preciso, cara a cara com goleiro, ele pode bater de primeira, driblar o goleiro, mas esse atacante aqui não, ele tem a frieza de ver a posição do arqueiro, e dá um leve toque por baixo da bola, que sobe, passa por cima do camisa 1 e vai dormir mansamente no fundo das redes, golaço por cobertura.

Fonte: Acervo Globo
Todo mundo já assistiu a incrível jogada da copa de 70, em que Pelé, sem tocar na bola, deu um drible de corpo em Mazurkiewicz para depois encontrar a bola e já meio desequilibrado tocar para o gol, que não aconteceu porque a bola passou caprichosamente rente a trave esquerda, num caso raro em que o não acontecer torna um fato deliciosamente melhor do que o fato consumado. Pois existe outro atacante que chegou a jogar contra o Pelé e que fazia a mesma coisa, sem tocar na bola ele driblava e deixava o zagueiro para trás, driblava o goleiro e mandava a bola para o gol.

Aos mais jovens da geração Play Station, lembram-se do Ronaldinho Gaúcho distribuindo chapéus no adversário espanhol, pois o nosso atacante também fazia muito isso, os azuis que o digam. Jogando pela seleção em um jogo contra a Polônia, Reinaldo deu um lençol no zagueiro e tocou à direita do goleiro, um dos mais belos gols de sua carreira.

Fonte: Acervo Globo
Antes de me atrever a escrever sobre o ídolo que não vi jogar, pelo menos não ao vivo, pois não me canso de assistir aos vários vídeos, ouvir e ler várias histórias de suas magias dentro do campo e seu ativismo fora dele, recorro ao que dizem aqueles que estavam lá. Extraído da contra capa do livro “Punho Cerrado – A História do Rei.” Escrito pelo filho do ídolo, Philipe Lima, trago a esse espaço citações sobre o Rei, feitas por quem o viu brilhar:

Olha, até nisso eu dei sorte. Se o Reinaldo fosse fisicamente perfeito, poderia bem ser capaz de me reeleger ao segundo plano” (Pelé).

Reinaldo foi um jogador maravilhoso. Eu sempre digo que seria o jogador que mais se aproximaria de Pelé se não fossem tantos problemas de joelhos e cirurgias” (Zico).

Eu ia ao campo só pra ver o Reinaldo jogar. Nunca tive um ídolo em minha vida, mas me espelhei no Reinaldo” (Tostão).

Era impressionante a capacidade do Reinaldo de se recuperar. Muitas vezes ele não parecia ter condições de descer uma escada, mas ele ia para campo, treinava e jogava” (Procópio Cardoso).

Quando 80 mil pessoas gritavam ‘Rei, rei, rei. Reinaldo é nosso Rei, até o adversário se curvava, era um espetáculo” (Paulo Isidoro).

O Reinaldo era absolutamente um gênio, um jogador capaz de se desvencilhar da marcação em um espaço muito pequeno. Todo dia fazia coisas muito diferentes e jogadas geniais” (Marcelo Oliveira).

Se Deus um dia quis brincar de centroavante, Ele encarnou no Reinaldo” (Geraldo Márcio).

Respaldada pelas testemunhas acima, sigo contando um pouco do que sei sobre um ídolo que aprendi a ter, ainda criança, quando fui ao Mineirão pela primeira vez, e após um jogo dos meninos da base, que abriu o jogo do time principal contra o rival Cruzeiro, aconteceu uma homenagem ao maior jogador alvinegro de todos os tempos. Reinaldo deu a volta olímpica, aos gritos eufóricos da torcida, que em um coro único proclamara seu rei: “Rei, rei, rei, Reinaldo é nosso rei. Saí do campo feliz com a vitória e determinada a conhecer mais sobre vossa majestade.

Mineiro de Ponte Nova, Reinaldo, ainda Zé, se destacava entre a molecada.  A fama do gênio começou ainda nos tempos das peladas. Nos campeonatos amadores, Zé jogou com os adultos pelo Pontenovense, chamado na época pelo apelido Caburé se destacou entre os mais velhos e experientes, nascia ali o sonho possível de ser profissional, nascia ali uma lenda.  E então soube, de onde veio o menino que se tornou rei de uma geração inteira de torcedores, de aficionados por futebol.

Se pararmos para assistir as atuações que temos acesso, não teremos nem o que falar. Indiscutíveis, explicam a realeza, quase divindade. É coisa para qualquer amante de futebol ver rever por toda a vida. É o que tenho feito, diga se de passagem. Mas o Zé, Caburé, Reinaldo Lima, Rei tem uma história que vai além das extraordinárias jogadas que fazia dentro de campo. Enquanto encantava o Brasil e o mundo, Reinaldo estudava e se conscientizava do período político da época, e usava seu talento para desafiar a ditadura em uma tentativa de conscientizar as pessoas das atrocidades que um regime de exceção, um regime que jogava para o alto os princípios básicos da democracia e da noção de sociedade. Reinaldo sem querer foi um revolucionário.  

Fonte: Imortais do Futebol Wordpress
Seu punho cerrado foi motivo de aproximação com grandes artistas e intelectuais, engajados como ele. E assim como grandes pensadores de nosso país, foi vítima de muita perseguição e calúnia extracampo (Reinaldo teve sua inteligência, capacidade intelectual e até sua sexualidade colocada à prova). Contudo, o gênio do futebol e amigo de Chico Buarque, Elis Regina, Frei Betto, continuava indestrutível e encantador onde jogava. Somada à perseguição fora de campo o craque junto do glorioso esquadrão do Clube Atlético Mineiro enfrentou, juízes ladrões, dirigentes, a mídia (leiam os relatos da biografia do Walter Clark, os crimes rubro-negros foram confessados na maior cara de pau) e os absurdos que assolavam o futebol durante sua jornada; Reinaldo enfrentou graves lesões sofridas desde muito jovem e atenuadas por jogadas desleais (que o digam Abel e Moraes), muitas vezes acobertadas pelos árbitros e a principio por tratamentos equivocados, foram essas lesões  que mais dificultaram a vida do craque, que com grande ajuda do doutor Neylor Lasmar continuou fazendo o impossível dentro campo.

Fonte: Acervo Estado de Minas
Como não estamos falando de um jogador comum, apesar das dores, lesões e às vezes falta de sequencia de jogos, Reinaldo sempre entrou em campo para desequilibrar, impressionar e mudar cenários, mesmo quando parecia não ser possível.  Em 79, após voltar de um tratamento nos EUA, aguardado com euforia e desconfiança, o rei temia não conseguir jogar como antes e enfrentar as agressões violentas que sempre sofreu de seus marcadores. Antes de voltar, ele ainda passou por seu maior sofrimento, naquele ano, a morte do pai. Reinaldo nunca escondeu que jogava para o pai. Ele era a principal motivação do craque.

A volta do rei aos campos, após um longo período de recuperação, a momento de luto, haveria de resultar em uma participação simbólica no jogo. Mas estamos falando de um rei, a majestade do nosso futebol, aquele que em sua volta marcou um gol improvável contra o rival. Aos poucos Reinaldo reencontrou seu futebol, e ainda em 1980, junto da geração de ouro do nosso Galo enfrentaria o jogo que nunca acabou, brilharia contra o Flamengo na final do campeonato brasileiro. A história desse jogo se resume em injustiça, mas ratifica a indiscutível soberania do rei, nem sempre os vencedores de uma batalha são os verdadeiros heróis, a história melhor do que ninguém conta: Tiradentes enforcado virou símbolo de liberdade, Joana D’arc acabou na fogueira e se tornou símbolo de abnegação, e Reinaldo... Bem Reinaldo mesmo machucado, com os dois joelhos infiltrados carregou o Atlético nas costas fazendo dois gols em um Maracanã lotado contra um Flamengo igualmente fantástico que não precisaria de tanto esforço extracampo para se tornar campeão.

Fonte: Acervo Globo
Em 82, Reinaldo ainda tinha talento e condições de brilhar. A convocação para a disputa da Copa do Mundo era eminente. Os jogadores pediam publicamente a presença do craque na seleção. Se o então técnico Telê Santana tivesse se rendido, acredito que o destino da seleção brasileira teria sido outro, faltou o brilhantismo de um Rei no Sarriá, mas enfim em 78 Reinaldo foi cortado em plena Copa pela Ditadura, nunca saberemos se em 82 Ernesto Geisel havia mexido mais peças de seu tabuleiro. Azar do futebol, pois a arte brasileira morreu naquela derrota para a Itália, depois dali o futebol ficou chato e com Reinaldo tudo poderia ser diferente. O Atleticano pode se orgulhar, pois entre 74 e 82, o Mineirão viu em sua relva o maior jogador de futebol do mundo naqueles tempos. A Bola de Ouro seria tranquilamente do Rei.

Reinaldo é vencedor pela própria natureza. Longa vida ao Rei!

Dica aos Leitores: Documentário sobre o Rei produzido pela BBC Parte 1 e Parte 2



Saudações Alvinegras! E até a próxima jornada.

Por Aline Lima, Carlos Eduardo Oliveira e @Mhfernandes89  - Equipe Vingadores LF

Mais uma vez o Bastia foi a pedra no sapato do Nice

Depois de tropeçar diante do Metz na Allianz Riviera, o Nice visitou o Bastia em busca de uma reabilitação no Campeonato Francês. Para a partida, os Aiglons foram desfalcados de dois dos seus principais nomes: Jean Michael Seri (com a Costa do Marfim na Copa Africana) e Ricardo Pereira (lesionado). Apesar de contar com várias peças de reposição em seu plantel, Lucien Favre não tem nenhum jogador com as mesmas características dos citados.

Oniangué foi decisivo para o Bastia, recém contratado diante do Wolves. (Imagem: L'Equipe).
Taticamente, o Nice como de costume varia bastante. Dessa vez, as águias da Costa Azul jogaram no 5-3-2, formação no qual sem um armador na linha de três meio-campistas, tende a não funcionar. Com Cyprien, Rémi Walter e Koziello, o Nice não tem ninguém com características do último passe, a assistência. Isso vem sendo determinante nos recentes tropeços do time. A Seri-dependência fica ainda mais evidente quando citamos que o marfinense contribuiu diretamente em 50℅ dos gols do time na temporada.

Jean Michael Seri é imprescindível no esquema do Nice. Faz muita falta. (Imagem: NiceOfficiel).
O JOGO

A dupla de zaga formada por Dante e Sarr, começou errando muito, e concedendo muitos espaços para o quarteto ofensivo do Bastia criar chances e chegar com muito perigo. O Nice sofreu com a marcação pressão exercida pelo time da casa, errava muitos passes e muita vezes tomava a decisão incorreta no terço final do campo. Muito preciosismo e falta de mobilidade custou caro...

O Bastia, dentro da sua proposta de jogo, fez um excelente primeiro tempo. Abriu o placar aos dezessete minutos, em uma falha coletiva da zaga do Nice, que deixou a bola sobrar para Oniangué, que só teve o trabalho de chutar forte e fazer. Bastia 1-0 Nice. O castigo veio tarde, pois o Nice mostrou um jogo apático e pouco efetivo, mereceu sair atrás no placar.

E foi em uma bola parada que o Nice achou o gol de empate: Após cobrança de escanteio, Cyprien colocou a bola na cabeça de Souquet, que fez. Bastia 1-1 Nice. Sejamos sinceros, o empate foi injusto.  Os visitantes eram inferiores ao Bastia no jogo e pela qualidade individual de Cyprien conseguiram um ponto, que foi excelente levando em conta as circunstâncias do jogo.

Souquet comemora empate sofrido no Armand Cesari. (Imagem: L'Equipe).
O Nice reassumiu a liderança da Ligue 1, porém a vantagem que já foi de sete pontos, hoje é apenas de um. Caso o Mônaco vença o Lorient em casa, os Monegascos assumirão a ponta. Vale lembrar, que no primeiro turno, o Bastia arrancou um empate na marra diante do Nice, que tirou um pouco da vantagem na ocasião. Hoje, outro empate, agora no Armand Cesari, deverá custar à liderança para os comandados de Lucien Favre.

PREVISIBILIDADE

Após apresentar um futebol vistoso, de muita posse de bola e variações que encaixotavam os adversários, o Nice vive o seu pior momento na temporada. O estilo de jogo de passes curtos, triangulações, movimentação e reatividade parece ter ficado manjado. Uma estatística que prova isso: Em 12 dos 21 jogos no Campeonato Nacional, o Nice finalizou, criou e teve mais volume que o seu rival, porém, desde o jogo contra o Toulouse, na vitória por 3-0 em Dezembro, que o time não é mesmo.

Favre tem capacidade de mudar essa situação. Afinal, o suíço é um dos melhores técnicos da atualidade no que se diz conhecimento tático e poder de variar jogo a jogo. Essa queda notável de rendimento pode ser justificada pelos desfalques, o Nice não tem quatro de seus principais jogadores há três semanas. Belhanda lesionado, Cardinale e Ricardo Pereira lesionados, além de Seri que está com sua seleção.

Lucien Favre é extremamente capacitado e pode mudar a cara do time, como já fez em outras oportunidades em sua carreira. (Imagem: L'Equipe).
Líder com 46 pontos, os Aiglons recebem o Guingamp, atual quinto coloca, na Allianz Riviera. Jogo difícil, mais um teste pra esse Nice que tem margem para reencontrar seu bom futebol do início da temporada. Por contrapartida, os dois rivais diretos na luta pelo título farão um confronto decisivo no Parc Des Princes. Essa rodada definirá muita coisa na Ligue 1.
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