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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Precisamos de reforços

Embalado pela vitória no clássico, o Fortaleza estreou pela Copa do Nordeste na última quinta-feira (26), contra o Bahia, na Arena Castelão. A partida foi bastante disputada, principalmente no primeiro tempo, com jogadas mais duras, reclamações com a arbitragem, vários cartões amarelos e a expulsão do volante Juninho do time do Bahia.

Tricolor de Aço tentou bastante, mas não saiu do 0x0 contra o Bahia, na partida de estreia na Copa do Nordeste de 2017. (Divulgação Fortaleza.net)
Apesar de jogar com o mesmo time, o Tricolor do Pici não conseguiu repetir a atuação do último domingo, quando venceu o clássico contra o maior rival. Contra o Bahia, a garra e a disposição foram evidentes durante os 90 minutos, mas a falta de qualidade técnica também, visto que teve um jogador a mais durante metade do confronto. Sem pressionar o adversário de forma efetiva, ainda não aproveitou as poucas chances que teve, uma nos pés do Gabriel Pereira e outras duas pelo centroavante Lúcio Flávio.

Os poucos mais de 9 mil torcedores presentes na Arena Castelão viram um futebol pouco produtivo e muito fraco tecnicamente. Principalmente na parte ofensiva, faltam peças de reposição e os que estão jogando não estão correspondendo à demanda como no caso do meia-atacante Juninho Potiguar. Vale ressaltar que, o sistema defensivo portou-se bem, com uma partida segura e consciente da dupla de zaga e dos laterais, que estão criando uma consistência nos últimos jogos.

A necessidade de reforçar esse elenco é urgente e gritante. O time possui muita raça e disposição, mas não é o suficiente para vencer todos os jogos. A inexistência de um padrão de jogo coletivo também preocupa a torcida tricolor, que está na bronca com a diretoria, pela demora na contratação de novos jogadores e na falta de respostas.

O próximo compromisso do Fortaleza será no domingo (30), diante do Horizonte, pela quarta rodada do Campeonato Cearense. Na Copa do Nordeste, o time volta a campo no dia 5 de fevereiro, contra o Altos-PI, em Teresina.

O duelo de compadres

Essa é uma bela definição do que foi o jogo de ontem. Um jogo chato pra torcida, mas bom para quem gosta de analisar os fatos, o JEC foi superior no controle da partida, teve boa saída de bola e ampla posse de bola. Assim tendo um jogo de poucas oportunidades de gol e pouca agressão de ambas as partes.

Créditos Foto: Sirli Freitas/Chapecoense
O JEC foi posicionado no, muito conhecido, 4-2-3-1, no qual têm sua força maior pelos lados do campo com seus pontas agressivos. Os pontas que jogam como nos anos 70, de destros na direita e canhotos na esquerda, buscando muito o fundo para alçar as bolas na área o centroavante. Ora Bruno Batata, ora Ciro, atuou mais avançado. Os laterais apoiam bastante, com destaque a Caíque, que ainda sem tanto ritmo, consegue importa muita velocidade e força. Uma análise de área a área é muito vaga nesse momento, mas podemos tirar alguns pontos:

- Jonathan foi pouquíssimo testado nesse jogo, porém quando necessitou defendeu bem e mostrou segurança.

- A zaga formada por Henrique e Max demonstrou ser um pouco lenta, ainda pelo desfalque de um dos pilares da equipe Darnlei.
As laterais, o velho conhecido da torcida Fernandinho e Caíque são laterais de apoio, com o primeiro sendo mais habilidoso, porém com menor agilidade.

A "volância" tricolor conta com atletas da base, dão orgulho ao jequeano, que pedia mais atletas formados aqui.

O pensador Lúcio Flávio e os matadores Bruno Batata e Ciro não tiveram grandes chances no jogo.

- Nossas pontas, já citadas mostram qualidades ofensivas de Fabinho Alves e Alex Ruan, que tem muita velocidade e buscam o fundo.

Ficha técnica: Jonathan; Caíque, Henrique Mattos, Max e Fernandinho; Roberto e Kadu; Fabinho Alves (Gustavo Xuxa), Lúcio Flávio e Alex Ruan (Juninho); Bruno Batata (Ciro).

De bom, nem os três pontos

O momento que guardava enormes expectativas para toda a nação Motense acabou por reservar desfechos decepcionantes. A estreia, que já poderia ser ruim através do placar, se tornou ainda pior pela atuação.

Dominado do inicio ao fim, o Moto Club mostrou que ainda precisa evoluir coletivamente, sobretudo, de forças individuais no campo ofensivo. Como já nos acostumamos, o técnico Scarpino entrou em campo com uma equipe conservadora, escalando três volantes de bastante poder de marcação. Desta vez, a estratégia falhou ainda mais na ausência de Curuca, o principal responsável pela ligação do setor ao ataque em 2016, quando não, substituído por Kléo.

A ligação direta tomou conta do jogo do Papão, sobrecarregando Toni Galego, que, como meia de origem, se viu na missão de conduzir a bola em quase que todos os ataques e ainda trabalhar na referencia, com as horríveis atuações de Elton e Valdanes. Também como em 2016, a principal arma do Moto foi às bolas paradas, principalmente no jogo aéreo, e foi basicamente desta forma que se deram todas as oportunidades do rubro-negro. 


Créditos Foto: (Divulgação/Moto Club)
Enquanto todas essas dificuldades rondaram o lado maranhense, a equipe do Piauí se postou muito bem, anulando as nossas opções de ataque e saindo sempre com consciência. Com bom toque de bola e bastante velocidade, o adversário acertou a trave três vezes, além de obrigar Ruan a fazer grandes defesas. O lado de brilho rubro-negro da partida ficou pelo gol de Felipe Dias - homenageado antes do jogo -, que completava uma rara marca no futebol maranhense atual, alcançando 50 jogos com a camisa do campeão do Maranhão.

Pelo público, três mil presentes foi satisfatório, visto que é final de mês, quinta à noite e contra adversário menos esperado. Mas, assim como o time melhor, esperamos públicos melhores. Sabemos e somos cientes das dificuldades de se fazer futebol no nosso estado, e vamos seguir apoiando, acreditando na evolução da equipe.

O próximo compromisso será contra o Americano no final de semana, pelo Campeonato Maranhense. Esperamos mais fibra e garra, só que também bom futebol. Torcedor não tem dificuldade para se iludir, então, meu Papão, só um pouquinho de bom futebol, para alimentar a fé da nação que te empurra, pois ontem, infelizmente, de bom, nem os três pontos. Eles que apesar de tudo, pareciam possíveis em boa parte do jogo, viraram um.

Davi Borralho || @d_borralho

Cruzeiro definido para o primeiro jogo do ano

Foto: Washington Alves
Atuando como reserva nos coletivos do Cruzeiro, o jogador Alisson, que foi titular no amistoso de quarta-feira, foi confirmado por Mano Menezes no time que fará o primeiro jogo oficial do ano, domingo contra o Villa Nova, no Mineirão, às 17h. O técnico da Raposa explicou o motivo da escolha por Alisson.

“Na prática, a gente equilibra melhor a equipe nos dois lados do campo. Robinho é mais armador que atacante. Precisaria do outro lado de um jogador com mais profundidade, um velocista q trabalhe a bola em direção ao gol. Alisson tem essa característica, como o Elber. Rafinha é mais parecido com o Robinho. Como a opção é começar com dois atacantes mais agudos, optamos por começar com o Alisson no time”.

No amistoso contra o Brasília, o atleta atuou muito bem e deu uma assistência para o primeiro gol de Rafael Sóbis. Porém, Mano Menezes disse que poderá ocorrer mudanças ao longo dos jogos e sempre passa isso para todos os atletas sobre as situações de cada jogo e suas escolhas sobre cada esquema que será utilizado.

“O jogo hoje está muito complexo e você nunca sabe quando vai precisar ou não mudar o sistema. O importante é que a equipe saiba usar, entender os momentos diferentes e a hora, a estratégia de cada momento. É isso que se faz na pré-temporada. Depois, você não tem tempo de fazer esse trabalho de mudanças drásticas na equipe".

O Cruzeiro já está escalado para o primeiro jogo do ano, Mano Menezes mandará a campo os jogadores: Rafael; Ezequiel, Leo, Manoel e Diogo Barbosa; Henrique, Ariel Cabral, Robinho e Alisson; Arrascaeta e Rafael Sobis.

Guia do Catarinense 2017

Neste sábado (28), dá-se início mais um Campeonato Catarinense. Um dos estaduais mais equilibrados do país, o Catarinense 2017, assim como anterior, contará com dez times disputando entre turno e returno para ver quem chega à grande final em maio. Uma das novidades serão os nomes dos troféus do turno e returno. O campeão do turno receberá a Taça Atlético Nacional de Medellín, enquanto o campeão do returno receberá a Taça Sandro Luiz Pallaoro, ex-presidente da Chapecoense. A fórmula de disputa continuará sendo a mesma de 2016. Turno e returno disputados em pontos corridos, os campeões de cada turno classificam-se às finais, e o clube que obtiver a melhor campanha na classificação geral, leva a vantagem de decidir o título em seus domínios. Caso uma mesma equipe seja campeã de ambos os turnos, ela será declarada campeã do Catarinense 2017.

Catarinense 2017 você acompanha aqui no Linha de Fundo

Clube Náutico Almirante Barroso

Cidade: Itajaí
Estádio: Camilo Mussi (1.160)
Melhor campanha: Vice (1963)
Campanha 2016: Campeão (Série B)
Objetivo: Permanência e Série D

Fundado em 11 de maio de 1919, o Clube Náutico Almirante Barroso é o único representante da cidade de Itajaí na disputa do Catarinense. O clube que teve como melhor campanha um vice em 1963, esteve desativado e fora do futebol durante 45 anos, até ano passado anunciar sua volta às disputas dos torneios regionais. Sua primeira competição após a volta foi a Série B do Catarinense, e comandada pelo técnico Renê Marques que permanece no cargo, a equipe Itajaiense acabou surpreendendo muitos, e sendo campeã. Uma peculiaridade é o gramado do estádio Camilo Mussi, onde o Barroso mandará seus jogos. O gramado é totalmente sintético, e contém listras amarelas o dividindo em quatro campos de society. Vale ressaltar que a FCF aprovou o gramado. Os principais nomes desse time do Barroso são: Meia e camisa 10 Safira; o rodado atacante Schwenck que vai para mais um Catarinense; e o lateral-direito Nei, ex-Internacional, que chegou para substituir Pichu, que fraturou a fíbula em um treinamento.

Time base: Rodolfo; Nei, Técio, Lucena, Adriano Chuva; Van Basty, Rodrigo Couto, Safira; Carlos Henrique, Diego Doli, Schwenck | Técnico: Renê Marques

Avaí Futebol Clube

Cidade: Florianópolis
Estádio: Ressacada (17.800)
Melhor campanha: Campeão (16 vezes)
Campanha 2016: 8° lugar
Objetivo: Título

Fundado em 1° de setembro de 1923, o Avaí Futebol Clube é um dos representantes da capital neste Campeonato Catarinense. Segundo maior ganhador de títulos de Santa Catarinense com 16 títulos, ficando atrás apenas do seu maior rival Figueirense com 17 títulos, o Leão da Ilha vem para a sua 69ª participação no Campeonato Catarinense. Comandado pelo técnico Claudinei Oliveira, é um dos principais favoritos ao título do campeonato, muito pela excelente campanha feita na Série B do ano passado, que culminou com o acesso à elite do futebol brasileiro. Como principal peça, o Avaí conta com o seu ídolo, capitão e camisa 10 Marquinhos. O 'anjo loiro', como é chamado pela torcida azurra, tem mais uma vez a missão de comandar dentro das quatro linhas os jovens jogadores que querem mostrar serviço e conquistar um lugar no time avaiano.

Time base: Kozlinski; Alemão, Betão, Gustavo, Capa; Luan, Judson, João Paulo, Marquinhos; Denilson, Romulo | Técnico: Claudinei Oliveira

Brusque Futebol Clube

Cidade: Brusque
Estádio: Augusto Bauer (6.000)
Melhor campanha: Campeão (1992)
Campanha 2016: 5° lugar
Objetivo: Permanência e Série D

Fundado em 12 de Outubro de 1987, o Brusque Futebol Clube vai para sua 21ª participação na elite do futebol catarinense. Representando uma importante cidade de Santa Catarina, foi campeão em 1992, quando derrotou o Avaí na grande final. Depois de um 2016 aonde a equipe chegou ao 5° lugar no estadual, o quadricolor tem uma base boa, onde estão jogando juntos há pelo menos dois anos. Comandado pelo incansável Mauro Ovelha, o time confia no fator casa para surpreender no estadual. Contando com jogadores conhecidos da torcida, como Rodolpho, Carlos Alberto, Mineiro, Eliomar e Ricardo Lobo, além do ex-Corinthians Boquita. Para 2017, o clube também irá participar da Copa do Brasil, depois de herdar a vaga da Chapecoense, que entrará só nas oitavas de final. O adversário será o Remo-PA. Essa será a terceira participação na história do clube, que nunca passou da primeira fase. O objetivo do clube é se garantir na elite por mais um ano, assim como uma vaga na Série D de 2018 caso seja necessário.

Time base: Rodolpho, Carlos Alberto, Cleyton, Gustavo, Willian, Mineiro; Diogo Roque, Pedrinho, Assis; Ricardo Lobo, Jonatas Belusso | Técnico: Mauro Ovelha

Associação Chapecoense de Futebol

Cidade: Chapecó
Estádio: Arena Condá (22.830)
Melhor campanha: Campeã (5 vezes)
Campanha 2016: Campeã
Objetivo: Título

Fundada em 10 de maio de 1973, a Associação Chapecoense de Futebol é a única representante do Oeste do estado na competição. Atual campeã catarinense, e com cinco títulos catarinenses na história, a Chape inicia 2017 em um ano de reconstrução, já que após o acidente aéreo no dia 29 de novembro, vitimou jogadores, diretores, comissão técnica, funcionários e jornalistas. Desde o trágico acidente, a nova direção trabalha duro para fechar o plantel para disputas de oito competições durante a temporada, entre elas destaque para a Taça Libertadores da América e a Recopa Sul-Americana. Sob o comando do técnico Vagner Mancini, o Verdão mesmo começando do zero, inicia a competição entre os favoritos para a conquista do estadual. As apostas ficaram por conta de jogadores que já passaram e conhecem muito bem o clube, casos do zagueiro Grolli, e o atacante Túlio de Melo. Martinuccio, Neném e Moisés foram os únicos dos que não viajaram para a Colômbia e que continuam no clube, e aguardam as recuperações dos sobreviventes Alan Ruschel e Neto, que em breve devem voltar a vestir a camisa do Verdão.

Time base: Elias; Zeballos, Grolli, Fabrício Bruno, Reinaldo; Amaral, Andrei Girotto, Dodô; Rossi, Niltinho, Wellington Paulista | Técnico: Vagner Mancini

Criciúma Esporte Clube

Cidade: Criciúma
Estádio: Heriberto Hülse (19.300)
Melhor campanha: Campeão (10 vezes)
Campanha 2016: 3° lugar
Objetivo: Título

Fundado em 14 de maio de 1947, Criciúma Esporte Clube é o candidato mais forte representando o sul do estado. Tendo 10 títulos catarinenses em sua história, trata o campeonato como preparação e avaliação do técnico recém-contratado Deivid para o segundo semestre do ano, onde disputará a Série B. O clube, no entanto, mantém uma boa base do time e apenas contratando reforços muito bem selecionados cuidadosamente, pois o presidente Jaime Dal Farra pretende gastar menos pra ter salários em dia. Com tudo isso, o Criciúma tem um teto salarial precário de apenas 30 mil reais. Até agora o time Carvoeiro trouxe apenas o lateral-direito Maicon Silva e o atacante Pimentinha.

Time base: Luiz; Maicon Silva, Raphael Silva, Diego Giaretta, Marlon; Barreto, Douglas Moreira, Alex Maranhão; Pimentinha, Jheimy, Adalgiso Pitubull | Técnico: Deivid

Figueirense Futebol Clube

Cidade: Florianópolis
Estádio: Orlando Scarpelli (19.564)
Melhor campanha: Campeão (17 vezes)
Campanha 2016: 4° lugar
Objetivo: Título

Fundado em 12 de junho de 1921, o Figueirense Futebol Clube é um dos representantes da capital catarinense no Estadual. Quarto colocado na edição anterior com uma campanha em que chegou a flertar com a zona de rebaixamento em alguns momentos, o Figueira vem para a competição com um time totalmente diferente daquele que acabou sendo rebaixado no Brasileirão. Remanescente após a queda, a estratégia do técnico Marcos Santos foi contratar jogadores com quais ele já trabalhou. Dos onze contratados até aqui, nove já trabalharam com o treinador alvinegro. O destaque da equipe vai para a linha de frente que contam com os conhecidos atacantes Bill, Zé Love e Anderson Aquino.

Time base: Luis Carlos; Weldinho, Bruno Alves, Leandro Almeida, Marlon; Juliano, Everton, João Pedro, Anderson Aquino; Elias, Bill | Técnico: Marcos Santos

Esporte Clube Internacional de Lages

Cidade: Lages
Estádio: Tio Vida (7.620)
Melhor campanha: Campeão
Campanha 2016: 6° lugar
Objetivo: Permanência e Série D

Fundado em 13 de junho de 1949, o Esporte Clube Internacional de Lages é o único representante da Serra Catarinense na competição. O Inter que voltou à elite do futebol catarinense há duas temporadas, tem esse ano o âmbito de se classificar para a Copa do Brasil 2018. Em um time com muitos nomes novos, o destaque entre eles é o meio-campista Enercino, que se destacou no Uniclinic no Campeonato Cearense 2016. Ele jogará pela primeira vez no Sul do país. ambém tem alguns remanescentes do ano passado, como André Gava e Neto Volpi. A esperança do time é a comissão técnica que conta com o técnico, Joel Cornelli, ex-auxiliar do técnico Tite e como auxiliar, Chiquinho Lima, que fez história no MS em 2016 com o Sete.

Time base: Neto Volpi; Jefinho, Belém, Renato Camilo, Duda; Parrudo, Michel Schmöller, André Gava, Enercino; Luizinho, Marquinhos | Técnico: Joel Cornelli

Joinville Esporte Clube

Cidade: Joinville
Estádio: Arena Joinville (22.675)
Melhor campanha: Campeão (12 vezes)
Campanha 2016: Vice
Objetivo: Título

Fundado em 29 de janeiro de 1976, o Joinville Esporte Clube, representante da maior cidade do estado, vem para o Catarinense após um 2016 turbulento. Vice do estadual anterior após uma arrancada incrível, o JEC fez uma péssima Série B de Brasileiro repleta de erros que acabou rebaixando o clube. Erros esses que agora com o técnico Fabinho Santos, o Joinville não quer repetir. Para tentar quebrar essa sina de 16 anos sem vencer o estadual e de três vices seguidos, o coelho do norte catarinense deposita suas fichas na experiência do meia Lúcio Flávio com passagens por Botafogo e Vitória.

Time base: Jhonatan; Caíque, Henrique Mattos, Max, Fernandinho; Roberto, Kadu, Lúcio Flávio; Fabinho Alves, Alex Ruan, Bruno Batata | Técnico: Fabinho Santos

Clube Atlético Metropolitano

Cidade: Blumenau
Estádio: Monumental do SESI (3.500)
Melhor campanha: 4° lugar (2008 e 2014)
Campanha 2016: 7° lugar
Objetivo: Permanência e Série D

Fundado em 22 de janeiro de 2002, o Clube Atlético Metropolitano irá participar pela 13ª vez seguida da elite do futebol de Santa Catarina. Única representante da cidade de Blumenau, a terceira maior do estado, conseguiu chegar duas vezes na quarta colocação, em 2008 e 2014, em seus melhores resultados. Para 2017, o Crocodilo do Vale vai voltar a jogar em Blumenau, fato que não aconteceu na última temporada por causa de reformas no único estádio de Blumenau, obrigando a equipe a jogar em Jaraguá do Sul. Com um orçamento mais limitado, depois de um turbulento 2016, o time montou um elenco totalmente novo. O grande destaque do time ficaria pelo retorno do atacante Mariano Trípodi. Mas a duas semanas do início do estadual, sofreu grave lesão no joelho, e ficará três meses em tratamento. Numa previsão muito otimista, pode ser que jogue as últimas rodadas. Fora ele, outros destaques também são o zagueiro Elton, que vai pra sexta temporada de Metropolitano, o experiente volante Max Carrasco, que veio do Asa, e o lateral Maranhão, que teve passagem por grandes times do país.  O objetivo do clube, desde o início do planejamento é se garantir mais um ano na elite, e também na Série D do campeonato brasileiro, caso não suba esse ano.

Time base: Vilar, Maranhão, William, Elton, Juninho; Max Carrasco, Valkenedy, Mazinho, Thiago Cristian; Jean Moser, Charles | Técnico: César Paulista

Clube Atlético Tubarão

Cidade: Tubarão
Estádio: Domingos Silveira Gonzales (5.000)
Melhor campanha: 9° lugar (2008)
Campanha 2016: Vice (Série B)
Objetivo: Permanência e Série D

Fundado em 14 de abril de 2005, o Clube Atlético Tubarão volta à primeira divisão do Catarinense depois de anos batendo na trave. Com tanto pouco tempo de vida comparado a outros clubes de Santa Catarina, já almeja muito com contratações de peso e tem uma perspectiva de chegar à Série B do brasileiro em poucos anos. Representando o sul juntamente com Criciúma, o Tubarão trouxe muitos jogadores rodados e experientes para agregar com o seu elenco. Nomes como o atacante colombiano Rentería, os zagueiros Gustavo Bastos ex-Avaí e Gérson ex-Grêmio, além do meia uruguaio Ferron ex-River Plate-URU.

Time base: Jandrei; Ramon, Gustavo Bastos, Aldo, Arthur Henrique; Matheus Barbosa, Ricardo Conceição, Daniel Costa, Calyson; Everton Júnior, Rentería | Técnico: Marcelo Mabília

Confira todos os jogos da primeira rodada:

Sábado - 28/01
17h - Criciúma x Avaí
19h30 - Figueirense x Brusque

Domingo - 29/01
17h - Chapecoense x Inter de Lages
17h - Metropolitano x Tubarão
17h - Almirante Barroso x Joinville

O Catarinense 2017 vai começar e os detalhes de todos os times da competição você acompanha aqui no Linha de Fundo. Tanto no site, quanto no Twitter.

Frederico Kuhnen | @Fred_Metro2002
Gabriel Pereira | @gabrielcec__
Marcelo Weber | @acfmarcelo
Matheus Fraga | @Fragamatheus_
Patrick Silva | @figueiradepre
Wilson Manoel | @leaobaiodepre

Uma nova visão sobre a elitização do futebol brasileiro

Seu Antônio chegou mais cedo do que o habitual naquela tarde de sábado. Ele trabalhava em uma feira da Vila Bandeira, periferia da cidade de São Paulo, para sustentar a ele e seu neto, o Neco. Geralmente o trabalho exigia que ele voltasse já de noite para casa, mas ele havia prometido que assistiriam juntos à partida do Imperatriz, clube do coração dos dois.

Ao chegar, viu que o quarto de Neco ainda estava fechado. Possivelmente dormia. Não quis incomodar e foi adiantar o almoço, enquanto deixava o sonho que comprara (era o doce favorito de Neco) na mesa da sala. Enquanto a água fervia, sentou-se e ficou vendo a grande bandeira do Imperatriz gigantesca que tinham na sala.

Avô e neto tinham verdadeira paixão pelo Impera, como era carinhosamente chamado o time alvirrubro com grande torcida na capital. Conhecido como “time do povo”, o Imperatriz sempre mandou seus jogos no acanhado estádio Coronel Ataliba. A capacidade era para pouco mais de quinze mil pessoas, das quais duas eram presença certa: Neco e Seu Antônio. Nem sempre os dois tiveram pão e manteiga na mesa, mas jamais faltaram a um jogo do Impera.

A presença assídua aos jogos do time acabou. Não porque Neco e seu avô tivessem desistido do time, mas a diretoria do Imperatriz optou por seguir o mesmo destino de outros grandes clubes brasileiros e trocou o carismático Coronel Ataliba pela Arena Imperatriz, um moderno e luxuoso estádio com possibilidade de receber até jogos da Copa do Mundo. A direção também inflacionou os ingressos e ficou impossível para um simples feirante acompanhar o time a partir de então.

Foto: Assessoria ACA Sports
Neco perguntou muitas vezes ao avô quando retornariam a ver um jogo no estádio. Ele gostava demais daquilo. Das vozes se misturando em uma multidão, de encontrar seus amigos no meio da torcida. Todos vestindo o manto alvirrubro e abraçando a conhecidos e desconhecidos nos gritos de gol. O pós-jogo era gostoso também. Todos comemorando e bebendo cerveja, bebida da qual Neco nunca provou. Seu Antônio era rigoroso com regras e não gostava de beber, passou a detestar quando viu os pais de Neco falecerem em um acidente de carro. O outro motorista estava bêbado.

Esse ambiente, porém, já não existia mais. Pouco se via, inclusive, na nova Arena. Um novo perfil de torcedor abraçou o time que seguiu ganhando títulos após a mudança. Seu Antônio e Neco seguiram torcendo pela televisão. E foi assim que se reuniram naquela tarde de sábado para ver um cruzamento de Batata encontrar o zagueiro Carlão e abrir o placar. Na comemoração, Neco ficou triste ao ver um clarão na arquibancada: Ele podia estar ali com seu avô.

Quase que ao mesmo tempo em que as redes da Arena balançaram, Paulinho chegava de uma viagem ao exterior. Passou por Milão e Madri antes de retornar ao Brasil. Ele não conhecia Seu Antônio ou Neco, mas já esteve lado a lado com eles. Já os abraçou, inclusive. Paulinho também torce pelo Imperatriz e esteve no Coronel Ataliba para assistir a vitória do Impera por 3x1 contra o maior rival, o São Miguel. Os três se abraçaram, mesmo sem se conhecer, a cada gol do alvirrubro.

Fora do futebol, Paulinho não tinha praticamente nada em comum com os dois. Filho de pais de classe média, não faz nem ideia das dificuldades que passam Neco e Seu Antônio. Ele, inclusive, já foi a diversas partidas na nova Arena Imperatriz, especialmente no ano passado quando o time foi campeão nacional. Não perdeu quase nenhuma partida.

Este ano, porém, o Impera não vem bem. Empatou muitas em casa e parece fadado ao meio da tabela ou até (tomara que não!) uma briga contra o rebaixamento. Com o time assim, Paulinho prefere nem acompanhar: “Me recuso a ver o time jogando mal desse jeito” é o discurso para os amigos que o ironizam ao se dizer torcedor fanático do clube.

Paulinho, aliás, nem lembra que o Impera joga hoje. Seu lugar está vazio na arquibancada. Ele ainda está no aeroporto quando Neco e Seu Antônio pulam sem parar na Vila Bandeira. Breno, o maior artilheiro da história do clube, marcou o segundo para os donos da casa. Já eram jogados quase quarenta minutos do segundo tempo, a vitória estava garantida.

O Impera venceu, mas novamente sem jogar bem. E mais uma vez para um público decepcionante. A diretoria, porém, se recusa a pensar em ingressos mais populares. Ela pensa em esperar que a boa fase volte para o estádio lotar novamente. Esperar, diga-se, é outro ponto em comum aos três personagens da história. Talvez o único, além do time do coração.

Paulinho também segue esperando um time forte e jogando bem, brigando por títulos para, quem sabe, voltar a assistir um jogo no estádio. Neco e o avô também esperam, mas apenas uma oportunidade para ver o Impera de perto mais uma vez.

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Paulinho e Neco são apenas personagens fictícios, claro, mas são também reais. Reais na medida em que as novas arenas surgem aos montes no Brasil e o preço do ingresso sobe quase na mesma proporção. Você mesmo deve conhecer diversos Necos e Paulinhos por aí.

É evidente que se entende a necessidade de um preço maior que estádios menos modernos por conta dos custos de operação em setores específicos. Alguns clubes, porém, simplesmente largaram o seu verdadeiro torcedor em troca de receber ingressos caros de alguns simpatizantes que acompanham o time na medida do possível – e dos resultados. Mas isso aqui já é assunto para outro dia.

A primeira a sofrer o impacto dessa realidade de elitização é a Arena Corinthians. O time estagnou depois de anos de bons resultados e o simpatizante largou a equipe. É óbvio, o problema não é o corintiano, mas o perfil do torcedor que vem frequentando o estádio. Como também é, diga-se, o perfil de boa parte de outras arenas brasileiras, como o Allianz Parque.

É bom lembrar, já que aparentemente alguns teimam em esquecer, Neco e Seu Antônio podem perfeitamente viver sem ver os jogos do Imperatriz (embora se recusem a concordar com isso). O Impera jamais viverá sem seus torcedores.
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