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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Indignação é a palavra

O Fortaleza voltou a campo na tarde deste domingo (29) para a quarta rodada do Campeonato Cearense, para enfrentar o até então lanterna Horizonte, fora de casa. O time veio modificado pelas suspensões de Gastón, pela expulsão no clássico passado e pela ausência de Anderson Uchoa, pelo terceiro cartão amarelo.

O jogo começou bastante truncado, com chances para ambas as equipes, vale ressaltar o calor de mais de 30°C, que dificultou a vida dos dois times. Fortaleza perdeu duas oportunidades claras de abrir o marcador, uma com Rodrigo Andrade, outra com Jefferson e levou o castigo aos 44 minutos do primeiro tempo, quando num contra-ataque mortal o centroavante Isaque, recebeu livre, driblou o goleiro e abriu o placar.

No segundo tempo, o time começou muito desorganizado, errando passes bobos, não tendo criatividade no ataque e deixando muito espaço para as investidas do time adversário. No final do jogo até ensaiou uma pressão, colocou uma bola no travessão, mas não conseguiu empatar o jogo.

OPINIÃO

Não temos elenco, essa é a verdade, não temos uma organização mínima de jogo, temos jogadores inoperantes que ainda continuam no time titular, não temos opções no banco de suplentes e o treinador também não inspira confiança nem ao mais otimista torcedor tricolor. Precisamos de no mínimo de 8 a 10 jogadores (dois laterais, dois meias, dois atacantes de lado de campo e mais duas opções para o comando de ataque).

Enquanto isso a diretoria tenta iludir o torcedor com o lançamento de camisas, promoções nas redes sociais, discursos bonitos, pede a adesão para o programa de sócios torcedores, mas, o trabalho que necessita ser feito está à míngua, e o pior disso tudo que não temos nem aonde nos apegar em alguma perspectiva de mudança, a situação tende a piorar se não tivermos mudanças urgentes dentro do clube.

Engraçado que todos os clubes conseguem se reforçar bem, contrataram jogadores de nome e com potencial e só o Fortaleza que não consegue, engraçado né? Parece que nem existe um departamento de análise de desempenho somente voltado para contratações, e que analisou mais de 2000 jogadores.

A torcida não aguenta e não vai tolerar mais um ano de decepções, de ser chacota nacional, de ser feita de idiota. Vamos cobrar, vamos protestar, mas sem violência e nem depredar a nossa sede nem algum patrimônio do clube.

 Sem jogar bem, Fortaleza caiu para o Horizonte no Campeonato Cearense (Foto: Helene Santos/Agência Diário)

Olhar apenas para cima

Ítalo-brasileiro Éder comemora seu gol, o terceiro do time (Foto: Divulgação/ Twitter Internazionale)
A vitória que se confirmou no último domingo (29), foi apenas mais uma figuração do que tem se transformado a equipe, outrora perdida em suas ações. O sonho continua, o pulso, pulsa. A Inter está muito viva em busca do maior objetivo dessa temporada: A vaga da Champions. A rodada foi excelente para os interistas, os concorrentes tropeçaram e não conseguiram se distanciar ou se aproximar. A goleada por 3 a 0 foi o nono triunfo consecutivo, o sétimo pelo Campeonato Italiano, do confiante e empolgante time de Pioli.

Em Milão, o time da casa começou a todo vapor. Sem Ansaldi, expulso na última partida, o japonês Nagatomo foi o titular pela esquerda. Marcação alta e posse de bola, as grandes características da nova Inter, foram também as maiores virtudes durante a partida. Os comandados de Stefano Pioli começaram pressionando, e aos 22', D'Ambrosio abriu o placar.

Os outros dois gols fluíram com bastante naturalidade, não houve dificuldades para vencer o fragilizado lanterna Pescara, João Mário deixou o seu, e Éder, em uma jogada começada por ele próprio no campo de defesa definiu com o último tento. O próximo jogo é confronto direto contra a líder Juventus, no próximo Domingo, em Turim. A Inter ocupa a quarta colocação, nove pontos atrás do seu próximo adversário.

Agora, a diferença é só de um ponto

Comemoração do gol marcado por André Silva  [Fonte: Site oficial do FC Porto]
O Futebol Clube do Porto visitou o Estoril Praia e venceu o jogo por 2x1. Mas, a ida à Praia foi bastante difícil, tanto que o primeiro gol só saiu aos 37 minutos do segundo tempo com André Silva cobrando pênalti, Corona fez um belo gol aos 45’ da etapa final e por fim, o time mandante diminuiu já nos acréscimos. Os Dragões contaram com a derrota do Benfica para o Vitória de Setúbal e estão a somente um ponto dos encarnados, os líderes da liga.

Com o triunfo, os Tripeiros está há 16 jogos sem perder na Liga NOS. São sete vitórias nos últimos oito jogos. Maxi Pereira e André André foram as novidades nos onze do Porto que tomou conta do jogo desde o apito inicial. Mas, sentiu falta do time mais ofensivo, como vinha atuando, e só finalizou três vezes na primeira parte do jogo.

Numa primeira parte bastante chata, a melhor coisa que aconteceu foi a volta de Brahimi ao Porto. O atacante estava defendendo a Argélia na Copa das Nações Africanas.  Aos 36’, Nuno Espírito Santo optou por substituir Diogo Jota pelo argelino, com isso, André Silva foi atuar na zona centra do campo.  Na segunda etapa, o Futebol Clube do Porto melhorou. Mas, a entrada de Rui Pedro no lugar de Óliver Torres deu mais agressividade aos Dragões.

O jovem português criou duas boas chances e sofreu um pênalti não assinalado pela arbitragem. O jogo caminhava para o final e parecia que o Porto mais uma vez iria empatar fora de casa e sem gols. Os atletas que entraram – além do Rui Pedro e Brahimi, Corona também ingressou- e fizeram muito bem aos Tripeiros, o argelino lançou André Silva que foi derrubado na área. O artilheiro portista cobrou e converteu mais uma penalidade na competição: 1x0.

No fim, Jesus Corona tratou de fazer um golaço e concretizar a vitória portista sobre o Estoril. Mas, os mandantes não se entregaram e diminuíram o placar do jogo com Dankler, mas o vencedor da rodada era mesmo o Porto, que levou os três pontos na bagagem e viu o Vitória de Setúbal aprontar para cima do Benfica e fez com que a diferença do líder para o segundo colocado caísse para um ponto.

A ascendência do mais "indisciplinado"

Sem faltar brio ou empenho o Eintracht Frankfurt ignorou a festa da torcida adversária e venceu mais uma fora de casa. Considerado o time mais faltoso da Bundesliga o time do treinador Nico Kovac vem surpreendendo e consequentemente ascendendo, apesar da perceptível limitação técnica a questão tática contrasta com o adjetivo de "indisciplinado".

Depois da decepção que o Frankfurt causou em sua torcida ano passado disputando a repescagem para não cair e sem grandes contratações para a nova temporada todos esperava o time na metade de baixo da tabela, o que não vem acontecendo graças ao trabalho excepcional de Nico que com sua persistência tática está a se apresentar em alto nível. A classificação para a Champions League não é mais um sonho impossível.

O método compacto de Nico Kovac consiste em ajustar duas linhas de três defensores formadas pelo volante juntamente com os alas a frente dos três zagueiros e o losango ofensivo, composto por um meia criativo, dois meias atacantes e um centroavante. Se alternando em 5-4-1 sem a bola e 3-4-3 com a bola. Impressionando a todos com o nível de dedicação e empenho tático que a equipe apresenta.

O Eintracht jogando dentro ou fora da Commerzbank-Arena é temido nesta temporada, e esse "temor" por parte dos adversários trás uma sensação de felicidade intensa aos torcedores dos Águias que há muito tempo não sentiam isso.

Comemorando mais uma vitória, (produção/twitter oficial do Eintracht Frankfurt)
O Eintracht teve a chance de dar a volta por cima depois de ter sido goleado pelo RB Leipzig, na ultima rodada, nesta sexta-feira (27) em Gelsenkirchen contra o Schalke 04. Apesar da grande festa feita pela torcida dos donos da casa a estrela do capitão do Frankfurt Alex Meier brilhou e a organização mais uma vez falou mais alto em um jogo trincado.

Barkok e Branimir Hrgota reeditaram a dupla que dizimou Mainz no dia 20 deste mesmo mês (décima sexta rodada) e mais uma vez deram um "toque diferente" no meio campo do Frankfurt e por coincidência ou não venceram mais uma. O time de Kovac foi a campo com: Lindner, Abraham, Vallejo e Hasebe, Omar Mascarell, Chandler e Oczipka, Gacinovic, Barkok e Hrgota, Alex Meier.

O primeiro tempo foi sem grandes emoções, o Eintracht não correu muitos riscos e manteve sua admirada disciplina tática que foi facilitada pelos intensos erros de passe do Schalke. Merecidamente após sua primeira finalização no jogo o time visitante abriu o placar, após escanteio cobrado rasteiro pelo japonês Hasebe, a bola parou nos pés de quem sabe e o capitão e artilheiro do time Alexander Meier colocou na rede.


Alex Meier marca seu quinto gol e decreta vitória. (Produção/twitter oficial do Frankfurt)
O segundo tempo foi muito dinâmico, o time da casa pressionava enquanto o visitante explorava os contra ataques e assustava. Mas o momento máximo de indignação da torcida do Eintracht Frankfurt foi a entrada do camisa 9 Seferovic, odiado por forçar sua saída do time para vestir a camisa do Benfica de Portugal, ele entrou para dar velocidade ao ataque, apenas na tese, pois o que vimos foi o suíço perder chances e justificar as críticas.

O restante da partida foi caracterizado pela "pilha de nervos" por parte dos jogadores do Schalke, o Eintracht mais frio não conseguiu aproveitar e a partida terminou assim mesmo, 0x1 e a consagração do time de Frankfurt que concretizou sua ascendência na Bundesliga e garantiu a terceira posição, TODOS os resultados da rodada ajudaram.

De acordo com Nico Kovac, ataque ganha jogo e defesa ganha campeonato. Apartir de uma defesa sólida muito elogiada na Alemanha o time da Commerzbank-Arena se mostrou ser um time competitivo mesmo sem estrelas, mas com jovens de bastante potencial, guiados pelo capitão Meier o Frankfurt é capaz de bater de frente com qualquer time Alemão.

Próxima Partida: Eintracht Frankfurt x Darmstadt98
Sábado (05/02/2017) - Commerzbank-Arena - 14h30min (horário de Brasília)

Por: Gabriel Ferraz/@_vsferraz

Vivemos um dos últimos espetáculos do White Hart Lane

Com direito à invasão de campo, Tottenham fez o White Hart Lane vibrar intensamente aos 97 minutos.



Como todos os finais de semana, liguei minha TV, peguei a minha cerveja e sintonizei no jogo do Tottenham. Confesso que, por dentro, não fiquei satisfeito com a escalação, mas era aceitável, afinal, jogaríamos contra o Wycombe. Um clube de baixíssima expressão na Inglaterra, mas que vinha embaladíssimo.

Pra você ter uma ideia, os Chairboys não perdem na EFL League Two (4ª divisão) desde o dia 29 de outubro de 2016. Embalados e confiantes para o confronto, os visitantes foram com seu melhor plantel e conseguiram calar o White Hart Lane, até o último segundo de jogo. Especialmente nos primeiros 45 minutos, foi desastroso para nós. Os Spurs mostravam certo desinteresse na partida, alguns jogadores com preguiça de fazer seus respectivos papéis em campo.

Não demorou muito e o time superior na partida fez o seu primeiro gol. Aos 23', Paul Hayes bateu cruzado no canto esquerdo de Vorm, sem chances para o holandês ter qualquer tipo de reação. Treze minutos mais tarde, com falha inicial de Wimmer – novamente desligado –, o adversário armou um contra-ataque; Na sequência do lance, Carter-Vickers deu o bote atrasado em Kashket dentro da área, Paul Hayes não perdoou novamente e ampliou o placar para os visitantes. 2-0.
  
Paul Hayes foi o desequilíbrio do primeiro tempo.


O segundo tempo começou e confesso que já tinha jogado a minha toalha. Mas Pochettino fez uma de suas "mágicas" no intervalo e deu uma injeção de ânimo nos seus jogadores. O time voltou mais focado e, aos 60 minutos, com um pouco de sorte, diminuímos o placar com um chute cruzado de Son, contando com um desvio de Jacobson, que atrapalhou a defesa do goleiro Blackman. Logo na sequência, Janssen, entrou na área, e com um pênalti, no mínimo, juvenil do zagueiro Pierre, o Tottenham empatou com o holandês. 2-2.

Dois a dois, até os 83 minutos de jogo, tudo indicava um 'replay' – Que, eu, particularmente, odeio. Prefiro a derrota ao jogo de volta –. No entanto, Dier comprometeu o time com uma reposição de jogo horrível, deu novamente um contra-ataque para o time visitante e Myles Weston deu o famoso “drible da vaca” no próprio zagueiro, com altíssima velocidade o antiguano lançou na cabeça de Garry Thompson, que não desperdiçou. 3-2.

Agora era diferente. Tudo indicava a classificação do time do sul da Inglaterra para as oitavas da competição. Na frente de mais de 31 mil torcedores empurrando a todo o momento, Dele Alli, aos 89’, empurrou para o barbante a redonda e empatou a partida. Ainda com um placar ruim para Pochettino, já que tenho certeza que não estava na agenda de planos do argentino ir ao Adams Park.

Tottenham's Son Heung-min scores their fourth goal
O Tottenham está classificado para as oitavas da FA Cup (Foto: Reuters)
Mas Son não deixou! Após a tabela com Janssen, o craque da partida chutou fora do alcance do goleiro e também do gol, mas contou com uma infelicidade do defensor dos chairboys, que empurrou para a rede, decretando a vitória e classificação dos Spurs nos acréscimos. 4-3.

Por mais que seja contra um time de 4ª divisão, é impossível não vibrar com uma vitória desta maneira, vencendo com um gol no último lance. Paro e penso que essa atmosfera que vi no White Hart Lane no último sábado está para terminar. O nosso querido estádio está passando pelos seus últimos jogos e aperta o meu coração saber que em menos de seis meses, mais uma parte do estádio virará pó e nosso abrigo será em um estádio totalmente diferente, o Wembley.

Nem que se lotarem os 90 mil lugares no estádio do English Team, terá uma atmosfera igual ao estádio do norte de Londres com 36 mil torcedores. Jogos como este são dignos de serem gravados e colocados num DVD. Enfim, ainda não é momento de se despedir, mas o sentimento de saudade e o aperto no peito em saber que não verei você e mais desses jogos marcantes, como este, já tomam conta de mim. Farás falta, White Hart Lane!

Xhaka precisa manter a calma e nós também

A adaptação a Premier League leva mais tempo para alguns jogadores, o ritmo intenso e a velocidade do jogo são pontos que dificultam a vida de bons talentos. É o caso de Granit Xhaka, que chegou ao Arsenal na última janela de verão europeu, por cerca de £30M. Ao lado de Mustafi, foram as duas principais apostas dos Gunners para a atual temporada.

Ghanit Xhaka sendo apresentado oficialmente pelo  Arsenal (Foto: Arsenal.com)
Nascido na Basiléia, Granit Xhaka (24) iniciou sua carreira no futebol no próprio país de origem, após ser revelado pelo modesto Concordia no inicio dos anos 2000. Logo aos nove anos, atraiu olhares do Basel, um dos principais clubes da Suíça, que o contratou em 2002. Apesar da origem kosovar, Xhaka optou por defender a seleção Suíça de futebol, no entanto, para chegar lá, ele precisou se provar nos clubes.

O meia teve toda sua formação no clube suíço e já aos 17 anos se destacava na equipe principal. Dois anos após ser promovido para o profissional, em 2012, se transferiu para a Alemanha, onde defendeu o Borussia Mönchengladbach. No futebol alemão, Xhaka teve seus melhores momentos, onde liderou a equipe, sendo o capitão e o principal jogador do time nas boas campanhas da Bundesliga, que garantiram classificações para a UEFA Champions League.

Além das boas temporadas no futebol alemão, também fez uma boa Eurocopa pela Suíça, algo que elevou ainda mais a moral do atleta na sua chegada em Londres. Granit sempre se destacou pelo bom chute, os ótimos passes, a boa leitura de jogo e o estilo durão de liderar a equipe. Saiu do clube alemão com status de ídolo e chegou enchendo os Gooners de esperança. O suíço chegou para substituir Arteta, que ao fim da última temporada anunciou a aposentadoria do futebol.

Arsène Wenger foi inserindo Xhaka no time titular aos poucos, com calma, para que ele pudesse ter o tempo necessário de adaptação e conhecimento suficiente da nova liga que se propôs a disputar. Logo o desejo do torcedor de vê-lo no time titular era unanimidade, após boas apresentações ganhou a admiração dos novos adeptos. No entanto, o jogador ficou conhecido negativamente pelos cartões vermelhos, com um número de expulsões que assusta.

O camisa 29 voltou a ser expulso pela Premier League (Foto: DailyPost)
Sua primeira expulsão com a camisa do Arsenal, aconteceu no duelo contra o Swansea, em partida válida pela 8ª rodada da Premier League. O fato culminou em alguns jogos de suspensão e interrompeu a sua evolução. Com as lesões de Cazorla e Ramsey, Xhaka recebeu novas oportunidades, provando estar em forma com apresentações sólidas e uma boa sequência de jogos. Contudo, na última rodada da Premier League, em casa, contra o Burnley, Xhaka novamente prejudicou a equipe com uma expulsão. Só nos últimos três anos, o suíço recebeu nove cartões vermelhos, que é um número bastante alto.

No dia seguinte ao jogo, Xhaka teria se envolvido em confusão no Aeroporto de Heathrow, em Londres. O atleta levava o amigo para pegar um voo de volta para a Alemanha, após ter ficado uns dias na Inglaterra. Segundo a BBC, o jogador teria proferido palavras racistas a uma funcionária da companhia aérea, após se irritar por seu amigo ter perdido o voo. A polícia local teria chamado o jogador para depor. O Arsenal não se pronunciou sobre o caso.

Apesar das polêmicas, o camisa 29 já provou ser um ótimo jogador, tendo uma capacidade enorme de distribuir o jogo, seja com passes curtos ou com lançamentos diretos, todos com enorme precisão. Seu posicionamento defensivo talvez seja um de seus principais problemas, algo que com treinos e mais jogos, Arsène deve acertar.

Xhaka precisa manter a calma e pôr a cabeça no lugar. Temos um atleta talentoso, cheio de virtudes. Mas, como qualquer pessoa, tem seus defeitos. Xhaka não chega a ser um jogador violento, seus cartões são mais por afobação e um mau posicionamento defensivo, que acarreta na chegada atrasada em muitos lances, tanto que além dos cartões, já cometeu dois pênaltis com a camisa do Arsenal.

Contudo, o novo reforço está em sua primeira temporada, já mostrou futebol e precisa apenas corrigir algumas coisas e aprender com os erros. É um jogador importante para o Arsenal e, assim como ele, precisamos manter a calma.

Os facínoras bianconeri

Com licença poética ao grande Rômulo Mendonça, a Juventus foi facínora.

No dia de ontem (29) a Juventus bateu o Sassuolo pelo placar de 0x2, em pleno Stadio Città del Tricolore e manteve-se na liderança do Campeonato Italiano.

Em meu último texto (A surpresa de Allegri) eu havia questionado se Massimiliano Allegri seria capaz de manter a escalação ousada do 4-2-3-1 que bateu a Lazio facilmente no Juventus Stadium. Ele não apenas manteve o esquema, bem como o time se postou muito bem, com um entrosamento maior dos jogadores, principalmente pelo lado esquerdo com Mandzukic e Alex Sandro.

Allegri iniciou o jogo com o seguinte 11: Buffon, Lichsteiner, Bonucci, Chiellini e Alex Sandro; Khedira, Pjanic, Cuadrado, Dybala, Mandzukic; Higuaín.

A partir da derrota para a Fiorentina parece que Allegri entendeu que faltava algo mais para esse time da Juventus. Nos últimos anos o esquema que nos fez voltar às vitórias, o 3-5-2 instituído por Conte parecia “manjado” pelos adversários. Já o esquema que nos fez chegar até a final da Champions League em 2015, um 4-1-2-1-2 (um 4-4-2 losango) parecia não funcionar sem o tridente Pirlo-Vidal-Pogba, pois faltava uma mistura de vários fatores que Marchisio-Pjanic-Khedira não demonstravam.

O grande segredo para um esquema que tem quatro jogadores de origem ofensiva na frente dar certo no futebol atual é eles entenderem que precisam jogar de forma coletiva, que nem todos irão brilhar em todos os jogos e que, sem a bola, se não iniciarmos o sistema defensivo pelo primeiro homem do ataque não iremos chegar a lugar nenhum.

A Juventus foi até Reggio Emilia pegar um Sassuolo que sempre é “chato” de ser batido em casa. Encontramos alguns velhos conhecidos como Peluso, Aquilani (sim, se lembra da passagem deste flop por aqui?) e Matri.

Ainda no texto passado, afirmei que o lado esquerdo sem Alex Sandro não conseguiu criar e que Mandzukic não era um exímio criador de jogadas para dar conta da função. Pois bem, com o retorno de Alex e um Mandzukic inspirado a Juventus abriu o placar em jogada exatamente pela esquerda. Um passe espetacular de Mandzukic de calcanhar para Alex Sandro, que de um cruzamento-passe rasteiro para ele, sempre ele, Gonzalo Higuaín marcar seu 15º gol no Campeonato Italiano, tornando-se artilheiro junto com Dzeko.

Higuaín comemora seu 15º gol na Série A Tim. Foto: Juventus.com
Higuaín é o atacante que a Juventus procurava desde o final do auge de Trezeguet, desde a saída de Ibrahimovic, passando por Quagliarella, Amauri, Iaquinta, Vucinic, Tevez, Morata... Uns com mais e outros com menos sucesso. Até o momento a compra do argentino é um sucesso marcante dessa temporada.

O domínio no primeiro tempo foi total. Paolo Cannavaro bobeou com Higuaín a sua frente, este fez jogada individual pela esquerda e cruzou rasteiro, Dybala fez lindo corta-luz e Khedira chegou batendo de primeira na entrada da área. O segundo gol bianconero trazia tranquilidade ao jogo.

Novamente me valho do último texto que analisei o novo esquema de jogo para falar de Khedira. Caso queira manter essa formação, Allegri teria Marchisio, Khedira e Pjanic brigando por duas vagas no meio campo. Khedira e Pjanic largaram na frente, mas é difícil para qualquer torcedor da Juve ver Cláudio Marchisio no banco de reservas.

A partir de então a Juventus fez sua velha tática de cozinhar o jogo. Um domínio absoluto, sem quaisquer chances de gol ao Sassuolo. Mandzukic e Dybala ainda quase aumentaram o placar, que ficou em 2x0 para a Juventus.

Exatamente neste ponto que a Juventus faz jus ao título deste texto. Os adversários odeiam a forma com que a Juventus vence seus jogos. Faz parecer com que os adversários não tentaram de tudo para vencerem os líderes. Há piadas dizendo que os times de meio de tabela do Italianão não jogam tudo o que podem contra a Juventus com a certeza de derrota e guardam para os outros que disputam na cabeça do campeonato.

A Juventus é facínora porque engana os adversários. Sempre enganou. Adora, principalmente fora de casa, dar uma falsa sensação de moleza, de que o time da casa pode vencer o jogo em algum momento. Entretanto, de forma sorrateira dá o bote e põe o adversário para dormir. Crime consumado.

Mudando um pouco de assunto, nas redes sociais, na Itália, Brasil e no mundo os torcedores bianconeri exaltam a cara desse time que é Mario Mandzukic. O croata está em todos os lugares do campo, defende, arma, passa, finaliza. Chega a ser incrível como Allegri vem conseguindo tirar algo deste jogador que talvez nem ele soubesse que seria capaz de entregar.

Mario Mandukic é o destaque do 4-2-3-1 de Massimiliano Allegri. Foto: Juventus.com
Mandzukic surgiu no NK Zagreb, o time menos conhecido de Zagreb. Logo foi contratado pelo irmão mais rico, o Dinamo Zabreb, para substituir o brasileiro Eduardo da Silva, que havia se transferido para o Arsenal. Após ganhar notoriedade em seu país o Wolfsburg contratou Mario para ser reserva de Dzeko, que já despertava os olhares de grandes clubes europeus (inclusive da Juventus). Assim que Edin foi para o City, Mandzukic se destacou, sendo que após momentos ótimos com a camisa do time da Volks chegou ao Bayern para ser campeão da UCL fazendo gol na final contra o Borussia Dortmund.

Após passagem apagada pelo Atlético de Madrid, Mandzukic chegava com desconfiança dos torcedores a Torino. Após bom início, mas muita irregularidade, quase que ele saiu do clube após a chegada de Higuaín. Hoje em dia, para surpresa de muitos (inclusive a minha), eles (Mandzukic, Higuaín e Allegri) vão mostrando que os dois atacantes podem jogar – e bem – juntos.

É muito claro que não ganhamos nada na temporada, estamos sólidos no campeonato e temos uma dura Champions League pela frente, mas é muito bom ver a Juventus jogando bem, com autoridade e tendo boas perspectivas.

Com uma boa rodada para nós, derrota da Roma por 2x1 para a Sampdoria em Genova e o empate do Napoli em casa por 1x1 contra o Palermo, a Juventus abriu quatro pontos de vantagem para a segunda colocada Roma, lembrando que temos um jogo a menos por conta da final da Supercoppa da Itália.

Nosso próximo jogo é o Derby d’Itália contra a Inter, no Juventus Stadium, próximo domingo (5).

Um excelente teste para o novo esquema de Allegri.

Fino alle fine, FORZA JUVENTUS!

Emoção até o fim: Náutico empata em primeiro clássico do ano

Na tarde deste domingo (29/01) o Náutico fez sua estreia no campeonato pernambucano de 2017 perante o Santa Cruz. O time veio com mudanças em relação ao jogo anterior frente ao Uniclinic pela Copa do Nordeste, entraram: o meia Dudu e o atacante Alison, no lugar de Cal Rodrigues e Jefferson Renan, respectivamente.

O jogo foi bem pegado, enquanto a dupla da zagueiros se segurava no setor defensivo, a parte ofensiva do time pouco criava, o jogador que mais tentou jogadas e que mais estava sendo incisivo foi o meia Dudu, jogador que mais estava se apresentando na armação das jogadas acabou sendo expulso em meados da primeira etapa após se envolver em uma confusão com o zagueiro Jaime, que também foi expulso.

Dudu e Jaime são expulsos após se envolverem em confusões (Foto: Diário de Pernambuco)
A partir do momento das duas expulsões o jogo ficou bem mais cadenciando, assim desacelerando o ritmo da partida, o time usou muito os seus laterais, tanto com Manoel pela esquerda, como principalmente o lateral direito Joazi, mas as jogadas não progrediram porque os atacantes não estavam levando vantagem sobre os zagueiros do Santa Cruz

O setor de ataque do time que era composto por Giva, Jefferson Nem e Alison, não fez uma boa partida em geral, Giva jogou como um ponta direito e pouco sucesso obteve, Alison centralizado brigou muito, mas poucas bolas recebeu pra efetuar as finalizações e Jefferson Nem foi o que mais tentou jogadas individuais mas foi neutralizado pelo lateral Vitor

Então a partir do início do segundo tempo o técnico Dado Cavalcanti utilizou as três substituições pra tentar mudar o jeito de jogar da equipe, colocou Maylson no lugar de Rodrigo Souza, Giva deu espaço ao jovem da base Erick e a mudança que surtiu mais efeito foi a entrada do artilheiro Anselmo no lugar de Alison.

Maylson deu mais qualidade na transição da defesa pro ataque, o atacante Erick se apresentou pro jogo, correu muito, mas não mudou o jogo de forma significativa, e Anselmo também não estava agregando tanto valor no jogo, mas aos 44' 2T após bola alçada na área, ele dominou, tirou do lateral Eduardo Brito e finalizou com sucesso abrindo o marcador para o time alvirrubro.

Anselmo comemorando depois de abrir o placar (Foto: Náutico-Pe)
Matador

Contratado junto ao time do Fortaleza para ser o homem gol do Náutico na temporada de 2017, o atacante Anselmo já deu seu cartão de visitas ao torcedor do Timbu, só precisou de uma bola para marcar o gol que até então daria a vitória ao Timbu, esse oportunismo deixa a torcida mais esperançosa para o restante do ano, desde a saída de Kieza ainda em 2013 o time sofre com ausência de um camisa 9 clássico.

A próxima partida agora será realizada nessa quarta feira, o time encara o Central que apesar de ter sua sede em Caruaru, mandará a partida na ilha do retiro devido a problemas com o estádio Luiz Lacerda, o Lacerdão.

Ficha técnica da equipe: Tiago Cardoso; Joazi, Tiago Alves, Ewerton Páscoa, Manoel; João Ananias, Rodrigo Souza (Maylson), Dudu; Giva (Erick) , Jefferson Nem e Alison (Anselmo) Técnico: Dado Cavalcanti     

Ceará 2 x 1 Guarany: Com um a menos e invenção do treinador

Na noite do ultimo domingo (29), o Ceará enfrentou o Guarany de Sobral na Arena Castelão, o time alvinegro venceu por 2 a 1, mesmo jogando quase toda a partida com um jogador a menos e o treinador inventando novamente.

O Ceará foi campo sem alguns de seus jogadores considerados titulares, Jackson Caucaia, Felipe Menezes e Romário entregues ao departamento médico e Magno Alves poupado, além de Lele suspenso. O time sofreu algumas modificações principalmente nas peças ofensivas, onde Felipe Tontini, Rafael Costa, Alex Amado e Douglas Baggio formavam o quarteto ofensivo do Vozão.

Felipe Tontini foi o destaque do 1º tempo. FOTO: Cearasc.com
1° Tempo: Mesmo com 10, Ceará dominou

Mostrando estava disposto a vencer novamente no estadual, o Ceará partiu pra cima do bugre, logo aos 04 minutos Alex Amado obrigou ao goleiro Thiago a defender um chute forte, o mesmo goleiro que sete minutos depois interviu novamente em um chute de Douglas Baggio. Jogando fácil e pressionando o adversário o gol era questão de tempo e esse saiu aos 18 minutos, em cobrança de falta Felipe Tontini colocou a bola na cabeça do zagueiro Rafael Pereira que empurrou para as redes.

Mal deu tempo comemorar o gol e um banho de água fria nos alvinegros, aos 21 minutos Richardson chega atrasado à bola e acerta o camisa 5 do Guarasol Ricardo Baiano, resultado o segundo cartão amarelo e a expulsão do atleta. Mas o Ceará seguiu jogando da mesma forma, pressionando e criando oportunidades até que os 45 minutos em uma tabelinha rápida, Rafael Costa mandou uma bomba o goleiro rebateu e Lucas fez o segundo do mais querido.

Richardson, expulso ainda na 1ª etapa. FOTO: Mateus Dantas/opovo
2º Tempo: A mudança fatal

O segundo tempo já começou com um erro, mais uma vez Gilmar Dal Pozzo sacou o melhor jogador da partida (Felipe Tontini) e colocou um volante de marcação (Diones), depois dessa fatídica troca o Ceará ficou sem criatividade nenhuma no seu meio campo e viu o Guarany diminuir aos 06 minutos com o polemico Luiz Carlos. Com um a mais e o adversário sem criatividade o bugre sobralense tentou o empate, mas sempre esbarrava na falta de qualidade técnica de seus jogadores. Aos 34 minutos, o Ceará acorda e assustou o arqueiro Thiago em uma cabeçada de Diones e logo depois Nathan Cachorrão desperdiçou uma boa oportunidade. Os minutos finais resumem-se em o Ceará querendo manter o resultado e o Guarany em busca do empate.

Gilmar Dal Pozzo é criticado pelas suas mudanças. FOTO: Cearasc.com
Dal Pozzo, meu querido se você continuar insistindo com essa ideia de todo jogo sacar o melhor jogador e bater de frente com o torcedor infelizmente você não terá vida fácil no alvinegro, o que custa fazer o fácil? Na entrevista ele disse que precisaria tirar o Tontini por questões físicas (Não convenceu ninguém), a mesma conversa de uma semana atrás quando substituiu o Magno Alves no clássico rei. Ontem sua invenção só não custou caro porque o Guarany não é um time muito qualificado, não temos nada a reclamar dos seus treinamentos (muito intensos e de qualidade) e muito menos do padrão de jogo que a equipe apresenta, mas seu maior pecado está sendo na hora de trocar.

O Ceará voltará a campo na próxima quarta feira, as 19h30min na Arena Castelão contra o Tiradentes e no próximo sábado (04) as 21h00min enfrenta o Ferroviário no clássico da paz.

FICHA TÉCNICA

CEA: Éverson, Tiago Cametá, Sandro, Rafael Pereira, Lucas; Raul, Richardson, Felipe Tontini (Diones); Douglas Baggio (Nathan Cachorrão), Alex Amado (Rafinha) e Rafael Costa. T: Gilmar Dal Pozzo

GUA: Thiago, Felipe Almeida, Romário, Carlos Alberto, Alex; Ricardo Baiano (Emerson), China, Alan (William Crispim); Damião (Wanderley), Luiz Carlos, Jeferson Maranhense. T: Junior Cearense

Davi Maia | @davims

Flu não toma conhecimento do Vasco e enfia 3


Depois de um jogo como o contra o Vasco pelo campeonato carioca é difícil não começar a se empolgar e pensar que o time está uma máquina. Afinal de contas, o Fluminense marcar três gols já é difícil (última vez havia sido em 1º de outubro do ano passado contra o Sport) num clássico então foi em 31 de maio de 2015 contra o Flamengo e ainda assim tomamos dois. Antes de começar a escrever mais é melhor eu colocar o pé no chão.

O Flu só teve duas mudanças com relação ao jogo da Primeira Liga que foram as entradas de Lucas e Scarpa nas vagas de Renato e Marcos Junior. O primeiro tempo começou bem parelho com os dois times criando algumas boas chances. O ponto chave foi a parada técnica aos 20 minutos. Abel arrumou o time e passamos a sufocar o Vasco. Ganhamos o meio campo com Orejuela e Douglas jogando o fino da bola. Sornoza, Scarpa e Wellington se movimentavam sem parar deixando a defesa completamente perdida. Nessas movimentações que conseguimos os dois gols que fizeram com que o Flu levasse uma excelente vantagem para o vestiário.

Voltamos para o segundo tempo com um pouco mais de cautela. O Vasco começou a pressionar para tentar um gol que os traria de volta ao jogo e Abel logo achou melhor colocar o volante Luiz Fernando no lugar de Sornoza para que fechássemos melhor os espaços. Parecia mais uma das já conhecidas "Abelices"  que nos fazem sofrer até o final da partida mas aconteceu o contrário. O Flu ficou mais seguro atrás e passou a jogar no contra-ataque com a entrada de Marcos Junior. Numa dessas escapadas, fizemos o terceiro gol e liquidamos a partida.

"Aí vocês vão lá e acabam com o Vasco". Foto: Nelson Perez/Divulgação FFC
Vários pontos positivos a destacar incluindo a defesa. Óbvio que estamos falando de um time candidato ao rebaixamento e que tinha no comando de ataque o limitado Thalles, mas é importante ver que Renato Chaves e principalmente Henrique estão jogando bem. Esses jogos contra-ataques ruins devem servir para os dois ganharem entrosamento já que nosso próximo jogo com um nível de dificuldade um pouco maior será contra o Inter na Primeira Liga no dia 9.

Lucas não fez uma excelente estreia. Errou passes e cruzamentos. Tomara que melhore. Foto: Nelson Perez/Divulgação FFC
Mal posso esperar para o jogo contra o Resende na quarta. Expectativa é ganhar essa classificação o quanto antes e aproveitar alguma rodada de folga para rodar o elenco. Abel está cumprindo o prometido e trouxe de volta a alma ao Fluminense. Muito bom.

Saudações Tricolores

Matheus Garzon

Atuação horrenda e derrota para o nosso maior freguês – Já temos um rival?

Quando o hino do Tupi diz "carijó não tem rivais...", não há nenhuma dúvida quanto a veracidade desta afirmação, prevista há algumas décadas atrás. Sabe-se lá se Carlos Odilon, Messias da Rocha e o falecido Geraldo Santana, os compositores da letra, eram videntes ou algo do tipo, mas o fato é que eles acertaram a profecia. Até nos tempos atuais Juiz de Fora, e até a região, segue tendo soberania única...

O Tupynambás acabou de subir para o Módulo II do estadual; o Sport Club Juiz de Fora nem time profissional tem. Na ausência de um clássico juiz-forano, a única alternativa é "adotar um rival" em Tombos, que está há apenas 223 km de Juiz de Fora. O Tombense chegou à elite mineira em 2013 e é quem mais tem ameaçado a nossa soberania na Zona da Mata nos últimos anos.

Ou não, já que essa "ameaça" pode ter fundamento apenas por serem os únicos representantes da região na elite, terem conquistado a Série D também e estarem na mesma divisão nacional atualmente, devido ao investimento do forte empresário do futebol brasileiro, Eduardo Uram – algo que não contamos. Dentro de campo, porém, não há dúvidas quem é que manda.

Desde que disputou a elite pela primeira vez, o Gavião-Carcará não havia vencido o Galo Carijó em nenhuma das oportunidades, nem nos jogos como mandante. Os números nos confrontos são o bastante para ser considerado o nosso maior freguês: Três vitórias (2013, 2015, 2016) e um empate (2014). Nem em 2015, quando houve mais duas oportunidades (empate e vitória alvinegra) pela Série C, conseguiu mudar este cenário.

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O Tupi não conseguiu manter o tabu contra o Tombense (Foto: Leonardo Costa/tupifc.esp.br)
A nossa estreia nesta temporada foi justamente contra este adversário. Tudo favorável para iniciarmos 2017 com um resultado positivo, certo? Pelo menos até a bola rolar, o histórico favorável nos levava a crer que começaríamos o Campeonato Mineiro com uma vitória, ou na pior das hipóteses somando um misero ponto em casa. Sabíamos, porém, que retrospecto não entra em campo. E de fato não entrou...

Desta vez, o Tupi não esteve perto da vitória em nenhum momento, tampouco do empate. Para àqueles que acreditam nessas superstições do futebol, assim como este colunista que vos escreve, houve um consolo neste jogo: A famigerada "lei do ex" prevaleceu no confronto. Logo aos 6 minutos, o ex-carijó Jonathan marcou, abrindo o placar. Aliás, será que a diretoria fez algum esforço para mantê-lo? Apesar da irregularidade apresentada, não faltou vontade na Série B, foi útil em vários momentos e serviria para esta temporada, já que disputaremos uma divisão inferior.

Há de se fazer duas ressalvas sobre o jogo: O aspecto físico e o entrosamento favoreciam o adversário que manteve a base da boa campanha na Série C. Contudo, nada justifica tamanha falta de despreparo, já que a equipe falhou até nos fundamentos mais básicos. A substituição feita ainda na primeira etapa demonstrou que Éder Bastos não teve as suas expectativas correspondidas: Thiago André – que também foi substituído no segundo tempo – entrou no lugar de Emerson.

Com a entrada de mais um atacante, o técnico pôs em prática um 4-2-4, o que teoricamente deixaria o time mais ofensivo. Na prática, não funcionou. Pelo contrário, a alteração só deixou o empate mais distante, matando o meio de campo da equipe. As péssimas atuações individuais e os inúmeros erros de passe também contribuíram para a falta de criação. Mas nada justifica o comandante "queimar" os atletas na entrevista pôs-jogo ao invés de assumir a maior parte da responsabilidade.

Caça-Rato teve atuação discreta e foi substituído por Sávio (Foto: Raphael Lemos) 
No intervalo, Caça-Rato deu lugar a Sávio, que mais uma vez demonstrou mais vontade que os companheiros. Porém, assim como os demais, o garoto não teve um dia bom. Com isso, só conseguimos incomodar o adversário nos lances de bola parada, todas muito mal aproveitadas por Juninho. Aliás, o meia ex-Baeta foi o pior em campo – ao lado do lateral Yago, diga-se –, algo que não surpreende por ter vindo do rival que disputava a segunda divisão do estadual.

O Tombense, por sua vez, optou pelo estilo de jogo reativo. Sem fazer muita questão de "matar" o jogo, se fechou no campo de defesa, ofereceu poucos espaços e também não aproveitou o contra-ataque, apenas administrando a vantagem. A meu ver, o adversário nos respeitou além da conta, já que poderia ter matado o jogo mais cedo. Porém, o placar de 1 a 0 prevaleceu até fim, quebrando um tabu histórico.

De positivo, podemos destacar a homenagem ao Sr. Augusto – que de fato é um torcedor elogiável –, além dos valores dos ingressos, que fizeram jus ao futebol apresentado. Por mais que eu já queira questionar a qualidade do elenco, não irei correr o risco de fazer criticas de maneira precipitada, sendo mais um mero "torcedor corneta" – Por enquanto! 

Entretanto, a derrota em casa, a atuação horrenda e nenhuma chance clara ao longo dos 90 minutos, nos deixaram preocupados. O próximo compromisso será em Teófilo Otoni, onde o Tupi visitará o América, no próximo domingo (05), às 10h. Espero que seja apenas uma impressão ruim de estreia e o time se recupere contra um dos candidatos ao rebaixamento...

Por: Marcelo Júnior || Twitter: @marcelinjrr
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