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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Fogão joga bem, dá trabalho ao campeão brasileiro, mas sai derrotado do Allianz Parque

Começou o campeonato estadual mais disputado do país. A bola rolou pela primeira vez na sexta-feira à noite, com a vitória do Santos sobre o Linense, e no domingo foi dia do Fogão estrear no campeonato de mais visibilidade do país. O adversário era o time a ser batido no Brasil. O Palmeiras. O atual campeão brasileiro, e pelo terceiro ano seguido, o time em território nacional, que mais investiu em contratações para a temporada.

O Pantera vem de uma campanha muito irregular no último estadual, onde teve que lutar até as últimas rodadas para evitar que fosse rebaixado para a série A2, e com a manutenção do trabalho, conseguiu escapar, e dar sequência no ano que se sucedeu.

Nesta temporada o trabalho começou mais cedo. Peças pontuais foram trazidas, e o time começou a ganhar cara bem antes da virada do ano. Apostando como é de costume em jogadores rodados, com experiência nacional, e também em garotos formados na base, o Tricolor de Ribeirão já tinha no começo do ano uma espinha dorsal, com jogadores de muito potencial para montar seu time durante a temporada.

O destino seria o Allianz Parque, na capital paulista, para dar o pontapé inicial oficialmente na temporada. Desafio difícil, para o time comandado pelo conterrâneo Moacyr Junior.

Foto - TO Os Dragões 

O JOGO:

Palmeiras e Botafogo foram a campo para iniciar suas respectivas temporadas, a exemplo do que foi no ano passado. Diferentemente de 2017, na última temporada o jogo de estreia foi em Ribeirão Preto, e o time da capital levou a melhor com uma vitória por 2 a 0. Para esse jogo, o local era a belíssima arena do time alviverde, e sua inflamada torcida, empolgada pelo título nacional no último ano.

O Botafogo vinha a campo com um time ainda, não considerado o titular. Alguns jogadores de mais renome, como o meia Bernardo, não começaria entre os 11 por causa da forma física, e a contratação mais recente, o atacante Francis, ainda não estava regularizado para atuar. Mas de todo modo era um time de respeito. Neneca, herói do título da Série C em 2015 no gol, Samuel Santos ídolo da torcida tricolor na lateral, o promissor Mancini na zaga, Rafael Bastos que jogou a Série A na última temporada pelo meio, e o já conhecido Marcão, com passagens por grandes clubes do Brasil, no comando de ataque. Era essa a espinha dorsal do time posto em campo por Moacyr Junior.

Quando a bola rolou, o que se viu foi uma equipe do Palmeiras ansiosa pelo primeiro gol em cima do Botafogo, e tentando de qualquer forma responder a expectativa da torcida com um gol. Entretanto, o Fogão se portava como time grande jogando dentro do Allianz Parque. Marcava do meio campo para trás, congestionando por muitas vezes o meio campo, e não deixando o time Palmeirense fazer seu jogo como gosta.

A partida não foi tão chamativa no quesito oportunidades na primeira etapa, mas para comentaristas e intelectuais da bola, foi um prato cheio. Partida estudada, com o Palmeiras fazendo marcação por zona, característico dos times de Eduardo Baptista, e o Botafogo jogando dentro de suas limitações, e anulando o Palmeiras em suas jogadas ofensivas. O que se via era um time muito bem treinado, e com potencial muito grande de crescer ao longo da temporada.

No fim do primeiro tempo, o Fogão ainda arriscou algumas jogadas pelo lado esquerdo do campo de ataque palmeirense, em jogadas com Samuel Santos, e Serginho. Todas foram bem defendidas, e afastadas pelo arqueiro Fernando Prass. O jogo ia para o intervalo com o Pantera atuando melhor.

Na volta para os 45 minutos finais, o Palmeiras fez questão de pressionar em cima, a exemplo do que fez no começo do jogo. Por méritos da equipe alviverde, e para o delírio dos 24 mil pagantes, a pressão surtiu efeito. Depois de bola recuperada pelo lado direito do campo de ataque, Tchê Tchê partiu em direção ao gol, jogou para a perna esquerda e bateu colocada, no canto de Neneca – que em minha opinião caiu atrasado no lance – para fazer o primeiro gol do Palmeiras no Paulistão 2017.

O jogador que fez um maravilhoso campeonato paulista no ano passado pelo Audax Osasco, na campanha que coroou o time da Grande SP com um vice-campeonato, explorou bem suas virtudes e qualidades. Um chute defensável, mas que arriscou, e foi feliz na conclusão.

O Botafogo a partir daí começou uma blitz que perduraria até o fim do jogo. O importante a se destacar aqui também, é que o Tricolor não sentiu tanto como parecia que sentiria o gol levado pelo time adversário. Com um futebol de marcação pesada nas primeiras linhas do alviverde, o Fogão conseguiu fazer frente em muitos momentos ao time da casa, e levou perigo em diversas jogadas.

Samuel Santos pelo lado direito sempre era um dos mais perigosos. Ele que travou batalha particular em diversos momentos do jogo, com o folclórico Felipe Melo, não deixou barato em nenhuma das vezes. Soube jogar com a cabeça no lugar, e não sucumbir à pressão e provocação já conhecida do volante alviverde.

Marcão até chegou a marcar para o Tricolor. Em chute arriscado de longa distância por Rafael Bastos, o goleiro palmeirense Fernando Prass defendeu, mas bateu roupa, nos pés do centroavante botafoguense, que finalizou com perfeição para o fundo das redes palestrinas. Contudo, o jogador do Botafogo estava em posição de impedimento, corretamente assinalado pelo auxiliar da partida.

Site Botafogo-SP
Com o jogo tomando seus contornos finais, o resultado ficou por isso mesmo. Uma vitória magra do Palmeiras. Sem deixar passar também, a belíssima atuação do Botafogo frente ao time que é atual campeão brasileiro, e tem um dos elencos mais valiosos da América do Sul. Time que se portou de forma corajosa em campo, e não titubeou para a equipe da casa. Bela forma física, bela aptidão tática, e principalmente, jogadores com muita qualidade técnica. Moacyr Junior tem tudo para emplacar frente ao Fogão.

PRÓXIMO COMPROMISSO:

O Botafogo tem agora toda uma semana para se preparar, e depois voltar a campo no sábado, as 19h30, dentro de casa, no Santa Cruz, para enfrentar o Novorizontino. Será o primeiro jogo oficial em casa, com promessa de bom público, e que já deverá ter na equipe titular, alguns dos reforços mais badalados da temporada. O Palmeiras joga no mesmo horário, só que no Domingo, contra o Ituano, no Novelli Junior.

MELHORES MOMENTOS

 

Enfim, perdemos

JEC joga melhor mas sofre derrota para o Criciúma no Sul do estado (Foto: Beto Lima/JEC.com.br)
Joinville Esporte Clube - Site
No primeiro domingo de fevereiro o JEC enfim perdeu. Com uma falha defensiva o Joinville sofreu o revés no clássico norte-sul, Jheimy aproveitou e fez o gol do tricolor do sul. Não foi de todo ruim o jogo para o tricolor do norte, porém, com muita produção ofensiva o JEC teve seu jogo com mais criação do meio, sem uma referência efetiva não conferiu ao gol com sucesso.

Primeiro Tempo

Com domínio da primeira etapa, o JEC encontrou em Fabinho Alves a principal vaga de escape, que com boa velocidade chegou diversas vezes à área adversária, levando perigo já aos 12' com boa jogada de Fabinho, Alex Ruan finalizou com muito perigo. Seguindo com domínio do jogo o JEC sofreu um gol inesperado aos 28', Jheimy aproveitou bobeada de Max e chutou, cara a cara com Jonathan, cruzando, fazendo assim o único tento da partida. Após o gol o time do sul cresceu no jogo, obrigando Jonathan a trabalhar mais, com chutes de fora da área como aos 41', que com uma bola desviada vinha sendo encoberto e praticou uma plástica defesa. Antes, aos 21' Marlyson entrou na vaga de Ciro que saiu enjoado.

Segundo Tempo

Com a equipe mudada, Breno na vaga de Alex Ruan o JEC voltou a pressionar o Criciúma. O maior volume de jogo tricolor continuou a levar perigo ao lado esquerdo do Criciúma, com boas jogadas de Gustavo Xuxa, que entrou no lugar do estreante Renan e, Fabinho Alves o JEC continuou levando perigo. As dificuldades em encontrar um homem gol, porém, dificultaram o jogo do tricolor do norte e assim o jogo terminou empatado. O resultado foi triste, porém a produção ofensiva do JEC foi superior a todas outras partidas, sofrendo apenas pela falta do rendimento de Ciro e Marlyson no comando de ataque.

O Padrão Tático

Hoje não haverá a comum análise tática do JEC, pois apresentou mais do mesmo, algo normal no início de um trabalho. Deve seguir assim até Fabinho Santos ter certeza dos homens que tem, isso deve se dar de uma forma mais clara nos dois jogos em dias seguidos contra Metropolitano na quarta e Atlético-MG na quinta. Devendo usar dois diferentes times, será ideal, por exemplo, para testar Aldair nos 90 minutos, Gustavo Xuxa desde o início e até observar garotos que ainda não estrearam em jogos oficiais, como Luís Menezes e Jonathan Ramos.

Ficha técnica do JEC:

Jonathan; Caíque, Henrique Mattos, Max e Fernandinho; Roberto e Renan Teixeira (Gustavo Xuxa); Fabinho Alves, Lúcio Flávio  e Alex Ruan (Breno); Ciro (Marlyson).

Substituições: Marlyson entrou aos 21' na vaga de Ciro, Breno entrou aos 45' na vaga de Alex Ruan e Gustavo Xuxa entrou aos 20' na vaga de Renan Teixeira.
Gols: Jheimy para o Criciúma aos 28'.
Cartões: Fabinho Alves aos 9' ganhou amarelo.

Liverpool tropeça. Nada de novo na Premier League

Simon Mignolet of Liverpool (L) and Abel Hernandez of Hull City (CR) battle to win a header which later leads to Hull City first goal
Mignolet falhou no primeiro gol do Hull City (Foto: Mirror Football/Divulgação)
Mais uma derrota do Liverpool. Nenhuma surpresa.

O Liverpool foi à Hull no último sábado (04), enfrentar o time da cidade pela 24ª rodada da Premier League. O resultado não foi apenas negativo, mas sim horrível e desastroso. A derrota por 2-0 “coroou” o péssimo momento do time, que nos últimos 10 jogos venceu apenas um, contra o Plymouth, time da quarta divisão.

A equipe mostrou os mesmos problemas já rotineiros, só que dessa vez, de maneira mais incisiva. A defesa não contava com Lovren e Klavan, machucados, o que fez com que Lucas Leiva formasse a dupla titular ao lado de Joel Matip. É bem difícil acreditar que sem o brasileiro e com um dos dois desfalques em campo o resultado seria diferente, já que entre os zagueiros, todos já prejudicaram o time com erros individuais. Coletivamente, é o pior setor da equipe. Mignolet seguiu como goleiro titular, falhou no primeiro gol ao seu melhor estilo: saída do gol. No segundo tento, nada pôde fazer.

É bem verdade que todos os problemas da zaga vinham sendo minimizados pelo sucesso do ataque, nossa maior arma e que ontem, mais uma vez, não foi eficaz. Muito toque de bola e pouca objetividade, todos pareciam perdidos. Quando ficava claro que não conseguiríamos furar o bloqueio adversário, a redonda era despejada na área de qualquer forma. Assim jogamos 90 minutos de um futebol medíocre, pobre, que não convém nem um pouco com a grandeza do Liverpool, seus jogadores e claro, seu treinador.

Tentamos muito, mas em poucos momentos tivemos chances claras para empatar o jogo. Coutinho chutou pra fora uma das melhores, com o goleiro praticamente batido e dentro da pequena área. Aos 38’ da segunda etapa, Niasse fez o segundo em contra-ataque e deu números finais ao jogo.

Com a derrota, saímos do G4 e agora ocupamos a quinta colação na tabela, a um ponto do Arsenal, quarto colocado. Na próxima rodada vamos em busca da reabilitação contra o Tottenham, em Anfield. Em tese, um adversário bem mais complicado do que o Hull City, no entanto, é justamente em jogos contra os grandes que o Liverpool tem conseguido os melhores resultados na temporada, já que esses times não se preocupam apenas em não tomar gols, e naturalmente, dão mais espaços em campo.

Torçamos para que a sina continue, vençamos e voltemos a respirar.

Paraná vai com time misto e perde para o Coritiba no Couto

Na noite do último domingo (05), o Paraná entrou em campo contra o Coritiba pela terceira rodada do Campeonato Paranaense, defendendo o 100% de aproveitamento e a defesa zerada. Preservando o time para o jogo contra o São Bento, pela Copa do Brasil, o técnico Wagner Lopes mandou o time para o clássico com apenas três titulares (Léo - goleiro, Diego Tavares - lateral-direito e Vitor Feijão - atacante) e perdeu o Paratiba por 1x0.

A imagem pode conter: multidão, estádio, grama e atividades ao ar livre
Como sempre, a torcida do Tricolor compareceu em peso no Couto.
O jogo começou muito pegado e com dois cartões nos primeiros 10 minutos de partida (Jhony, do Paraná e Juninho, do Coritiba) e se estendeu até o final do primeiro tempo. A chance mais perigosa do Tricolor nos primeiros 45 minutos foi em uma cobrança de falta batida por Zezinho, que passou acima da trave de Wilson.

No segundo tempo, até os 20 minutos, o Coritiba ficava com a posse e chegava com perigo em alguns lances, como a finalização de Henrique Almeida para a defesa em dois tempos de Léo. Porém, o jogo parecia virar a favor do Paraná quando Guilherme Biteco entrou para a saída de Alesson. Habilidoso e raçudo estava liderando a pressão paranista sobre o time mandante. Fez um bom cruzamento para o meio da área e Vitor Feijão não conseguiu finalizar e na sobra Zezinho chutou em cima da defesa adversária; em outro lance, após cruzamento de Diego Tavares, cabeceou no contra-pé de Wilson, que fez ótima defesa.

Logo depois do milagre de Wilson, Kléber faz o gol após cruzamento de Neto Berola e freou a pressão Tricolor. Paraná ficou abatido com o gol e o Coritiba teve outras oportunidades para ampliar, o que acabou não acontecendo. Para piorar e acabar com a chance de empate, Zezinho foi expulso depois de cotovelada em Matheus Galzdezani, aos 44 minutos.

Não foi uma má apresentação para um time que foi com a equipe mista e ainda não está entrosado. O time segurou bem o Coritiba, que precisava do resultado, e teve duas grandes oportunidades no segundo tempo.

MELHOR DA PARTIDA

Guilherme Biteco entrou e quase mudou o destino da partida. Rápido, habilidoso e demonstrando muita raça em campo, deu o gás que o Paraná precisava no segundo tempo. Foi o autor da jogada mais perigosa do Paraná na partida, quando cabeceou para o milagre de Wilson.

Biteco que saiu chorando da partida, pois foi a primeira partida dele após o trágico acidente da Chapecoense, onde morreu o irmão dele (Matheus Biteco).

O próximo desafio do Tricolor é contra o São Bento, em Sorocaba, pela Copa do Brasil. O jogo será na próxima quarta-feira às 20h30. Lembrando que pelo novo regulamento da competição, o jogo será único e o Tricolor pode jogar pelo empate.


Foto: Antonio More
O próximo desafio do Paraná é contra o São Bento, em Sorocaba, pela Copa do Brasil. O jogo será na próxima quarta-feira (08) às 20h30. Lembrando que pelo novo regulamento da Copa do Brasil, o jogo será único e o Tricolor pode jogar pelo empate.

Um turbilhão de emoções

Ultimamente os jogos contra o Leicester tem um significado especial para mim. Muitos já sabem que comecei a torcer pelo Manchester United no longínquo ano de 1992, pouco depois da Eurocopa na Suécia, quando a Dinamarca se sagrou campeã e um jogador em me chamou atenção, Peter Schmeichel.

Boa parte de sua infância em Old Trafford, Kasper hoje defende o Leicester City e nunca defendeu a camisa do clube em que seu pai é uma lenda. Gostaria muito de vê-lo um dia defendendo o gol do Manchester United e consigo até visualizar ele fazendo história em nome do pai. (MUFC)
Procurei saber onde o goleiro dinamarquês jogava e descobri o Manchester United, passei a acompanhar o jogador e logo a torcer pelo time, o tempo passou Schmeichel se foi para seguir sua carreira em outros ares, mas o sentimento pelo time ficou. Como fã logo descobri que o filho dele, Kasper, também virou jogador profissional e o carinho e admiração pelo pai logo passaram a também ter força no filho. Desde então sempre tenho acompanhado a carreira do pequeno Schmeichel.

Esse é o tipo de jogo que me deixa desconfortável, pois quero que os Red Devils vençam, mas fico na torcida para que Kasper faça uma boa partida, não falhe esse tipo de coisa. E na partida contra o Leicester pela vigésima quarta rodada da Premier League no aconchegante King Power Stadium não foi diferente.

Ibra marcou mais um e segue vivo na briga pela artilharia da Premier League. (MUFC Getty Images)
Porém o Manchester United foi implacável, não só dominou, como normalmente vem fazendo, como conseguiu transformar o domínio em gols, e mataram a partida em 3x0. Mkhitaryan e Ibra quase que sem intervalo marcaram o primeiro e segundo gol no final do primeiro tempo, Juan Mata fez o terceiro logo no início da etapa complementar, para minha tranquilidade referente à família Schmeichel, Kasper não falhou em nenhum momento e ainda fez algumas boas defesas. O mais importante é que finalmente, numa rodada que nos foi favorável, conseguimos conquistar os três pontos, ainda estamos no incômodo sexto lugar, mas conseguimos diminuir a distância do pelotão à frente.

Juan Mata não deu chance para o filho da lenda Peter Schmeichel marcando o terceiro gol. (MUFC Getty Images)
Temos agora uma partida contra o Watford em casa para depois termos uma sequência de partidas eliminatórias, Saint Étienne em casa e depois na França pela Liga Europa e entre estas partidas um confronto pela FA Cup contra o Blackburn Rovers fora de casa. Depois só teremos Premier League em março.

Hoje é um dia de reflexão e homenagens em Old Trafford, faz 59 anos do desastre de Munich quando o avião que transportava a equipe do Manchester sofreu um acidente enquanto tentava decolar. No dia anterior o Manchester empatou em 3x3 contra o Estrela Vermelha, este seria o último jogo dos Busby Babes, como os Red Devils eram conhecidos na época.

Depois de tantos sentimentos finalizo meu texto com uma homenagem às vítimas, GGMU!

"United Will Rise Again" Harold Hardman (Man United Chairman 1951-65). (Google Images)
#FLOWERSOFMANCHESTER
#REMEMBERREDS
#WEWILLNEVERDIE
#BUSBYBABES
#MUNICHDISASTER

Nada pra se comemorar

É, torcedor carijó, ainda não venho falar sobre a primeira vitória no Campeonato Mineiro 2017. Sinceramente, este torcedor que vos escreve esperava mais neste início, quando as primeiras rodadas pareciam favoráveis para nós, sobretudo por enfrentar dois fregueses históricos nas duas primeiras rodadas...

Assim como o time de Tombos, o adversário da vez tentaria quebrar o tabu de nunca ter derrotado o Tupi, que acumulou três vitórias e um empate nos confrontos anteriores. Novamente, afirmo ter consciência de que retrospecto não entra em campo, cada jogo é uma nova história e já havíamos tido essa lição no jogo passado, mas isso só aumenta a responsabilidade no certame.

Neste domingo (05), o Tupi foi até o Vale do Mucuri, onde visitou o América de Teófilo Otoni, no estádio Nassri Mattar. Desta vez, conseguimos manter a escrita contra o adversário, mas não há nada pra se comemorar. Alguns podem até discordar, dizendo que "É sempre difícil jogar lá", "A equipe evoluiu em relação ao último jogo" e "O empate fora de casa é bom", o que eu só levaria em consideração se tivéssemos feito o dever de casa na estreia.

O Galo Carijó apenas empatou no Vale do Mucuri(Foto: Ana Carolina Magalhães/Inter TV)
Após a derrota para o Tombense, esperava-se que o time pudesse ter outra postura, buscando os três primeiros pontos. Não foi o que vimos. Com uma proposta mais reativa, tivemos novidades no onze inicial, que foi à campo com Gideão; Euller (no lugar de Yago), Elivelton, Edmário e Bruno; Marcel, Bonilha (outra novidade neste jogo), Juninho e Carlos Junior; Flávio Caça-Rato e Matheus Pato.

Desde o início, o Tupi se preocupou especialmente com a marcação, deixou o adversário tomar as rédeas da partida e optou por jogar no contra-ataque, como Éder Bastos planejou. Nos primeiros 45 minutos, podemos dizer que a estratégia deu certo, o Galo Carijó aproveitou bem os espaços e esteve mais próximo de marcar, mas a bola de Matheus Pato carimbou o travessão.

Da mesma forma que poderia ter dado certo, também poderia ter dado muito errado. Aliás, estivemos mais perto da derrota do que da vitória a etapa complementar, quando o América-TO voltou determinado a buscar o resultado após o intervalo. A pressão do Dragão resultou em boas chances, mas não em gols, graças às defesas de Gideão. Fim de jogo: 0-0.

Entretanto, a frustração maior nem é o resultado em si, e sim, a forma de lidar com o mesmo. Enquanto o adversário lamentou, nosso time demonstrou satisfação com o empate, principalmente o técnico através da sua declaração. A não ser que ele veja possibilidades em somar pontos no jogo seguinte, foi sim um péssimo resultado, pois é bem provável que a 3ª rodada nos coloque ainda mais distantes das nossas pretensões iniciais, que é a vaga nas semifinais.

O próximo jogo será em Juiz de Fora, mas o adversário será ninguém menos que o Cruzeiro, no sábado (11), às 16h30. Além de ficar longe do G-4, um resultado ruim contra a Raposa pode nos colocar próximos da zona de rebaixamento, ou até mesmo dentro dela. Porém, o "nosso campeonato" não é contra a capital, o que só aumenta a necessidade de vencer jogos contra times do interior.

Embora seja cedo para pensar no pior, nós não podemos nos contentar apenas com a permanência na elite, ficar de fora das semifinais e fazer mais um campeonato como coadjuvante, o que tem acontecido com frequência nas últimas edições. Ainda há tempo para se recuperar e é isso que esperamos!

Por: Marcelo Júnior || Twitter: @marcelinjrr

Em jogo marcado pelo desperdício de chances, Uberlândia mantém o 100%

A partida entre o Furacão Verde e a Pantera de Valadares, em Uberlândia, foi marcada por inúmeras finalizações desperdiçadas pelos donos da casa, que no final garantiram os três pontos e o 100% de aproveitamento.

Comemoração após o 1º Gol do Uberlândia. Reprodução/Facebook Ofiacial do Uberlândia Esporte Clube.
O Gigante do Parque do Sábia, em Uberlândia, se animou mesmo debaixo de muita chuva, que causou sérios transtornos pela cidade. Afinal, a carência do torcedor estava prestes a ter o seu fim, após nove meses sem uma partida oficial do Verdão no estádio (problema de calendário para as equipes de divisões inferiores impossibilita a sequência de trabalho em tais agremiações), enfrentaríamos um dos nossos principais rivais, devido em parte aos últimos anos de sequentes encontros no Módulo II.

A partida inicialmente estava marcada para domingo (5) às 16h, mas a pedido do Uberlândia foi alterada para as 17h. Aquém ao clima pouco convidativo, 5700 pagantes estiveram no maior do interior para empurrarem os jogadores, o UEC vinha de excelente triunfo diante do Tricordiano e faria o primeiro dos seis jogos em casa. No reencontro com a torcida a equipe enfrentou o Democrata que buscava a reabilitação após derrota frente ao América/BH. 

Apoiado pela massa verde, o Periquito partiu para cima do adversário, nos primeiros minutos foi um festival de chances perdidas. A principal com Reinaldo Alagoano que foi lançado de cara com o goleiro do Democrata e finalizou contra o corpo do arqueiro. Por cima, o "Dão" também levava a melhor, Mauro Viana testou duas vezes com perigo à meta do visitante. Após o bom início, sem gol, o Democrata cresceu na partida e começou a controlar as ações do jogo, sem assustar, porém sem levar sustos em contrapartida. Com um tenso primeiro tempo, o placar ficou no 0-0.

O segundo tempo pareceu uma extensão do primeiro, pelo menos nos minutos iniciais. Os visitantes continuavam com mais volume e chegaram a marcar um gol, anulado por falta de ataque, assustando o torcedor do Verde. Passado o "teste para cardíaco", os jogadores do Uberlândia conseguiram segurar a posse de bola e explorar os espaços na defesa do adversário. Em uma dessas escapadas pela ponta esquerda, falta perigosa próxima ao bico da grande área. Na geral, a confiança estava em alta e foi recompensada com um belo cruzamento na cabeça de Mauro Viana, que testou firme para vencer a meta da Pantera.

Com o gol o UEC melhorou e passou novamente a desperdiçar chances em atacado, como o técnico Catanoce bem destacou: "Nós estávamos muito dispersos na conclusão". Com os espaços, os contra ataques surgiam e não eram aproveitados, até Vanger receber pela esquerda já dentro da área e finalizar para um desvio no braço do defensor ocasionar um pênalti. Reinaldo Alagoano correu para a bola e deslocando o goleiro fechou o marcador, 2-0 em casa e 100% de aproveitamento. Na comemoração, muita emoção de Alagoano que conviveu durante a semana com problemas de saúde de seu filho.

Com a bela e não menos sofrida vitória, o maior campeão do triângulo chegou aos seis pontos em seis possíveis, subindo ao 2º lugar sem ainda sofrer gols. O líder é o Atlético, o Cruzeiro 3º colocado, também está 100% no certame. Ao final da partida, se mostrando bastante lúcido, o técnico Catanoce finalizou dizendo que o Uberlândia só teve o domínio total após o segundo gol e tratou de colocar os pés de todos no chão.

Reprodução/ Facebook Oficial do Uberlândia Esporte Clube.
Próximo compromisso do verde mais querido de Minas será em BH. Valendo a liderança enfrentaremos o Atlético no Independência, às 17 h do domingo (12).

Ficha Técnica: Uberlândia 2 x 0 Democrata/GV - 2ª Rodada do Módulo I do Mineiro 2017

Local: Estádio Parque do Sábia - Uberlândia - MG.
Data: 05/02/2017.
Horário: 17:00 h.
Arbitragem: Emerson Ferreira, Felipe de Oliveira, Samuel Silva e Rodrigo Lúcio.
Público Pagante: 5.701.
Gols: Mauro Viana 16' 2ºT, Reinaldo Alagoano 39' 2ºT.

Uberlândia: Thiago Braga, Rodney (Cesinha), Mauro Viana, Robinho, Vandinho, João Paulo, Alê (Jefersom Berger), Bruno Moreno, Marco Goiano (Elivelton), Vanger e Reinaldo Alagoano. Tec. Paulo César Catanoce.

Por: @carlosjr92educa
Carlos Alberto de Sousa Júnior - Colunista do Uberlândia

Nem campo alagado segura o Fluminense

fluminense.com.br    05.02.2017

Ninguém conseguiu parar o Flu em 2017 até o momento. Foram quatro jogos e quatro vitórias com atuações que não víamos desde o começo do ano passado pelo menos. Os três pontos contra a Portuguesa foram importantes não só para manter nossa sequência, mas também para nos deixar numa situação confortável no grupo e poder fazer alguns testes nas duas partidas restantes até a semifinal.

fluminense.com.br    05.02.2017
Situação do gramado no horário programado para a partida. Foto: Mailson Santana/Divulgação FFC
O jogo começou com meia hora de atraso por causa do alagamento de toda uma faixa lateral do campo que impossibilitava qualquer movimento da bola no local. Muito trabalho foi feito, o campo não ficou 100%, mas o jogo começou assim mesmo. Por conta da limitação do gramado, o Flu jogou o primeiro tempo muito mais pela esquerda, chamando Wellington Silva e Léo para participarem das jogadas. A Portuguesa não conseguia segurar a bola no ataque e foi questão de tempo até que o Flu conseguisse achar uma brecha para abrir o placar. Lucas lançou para Douglas na área que escorou para Dourado dominar sozinho e fazer: 1-0 e sensação de que estava só começando.

O segundo tempo veio e continuamos com o mesmo ritmo. Léo fez seu primeiro gol pelo profissional após boa assistência de Wellington e não segurou a emoção. Muito bom ver que temos um lateral-esquerdo seguro que sabe sair para apoiar e voltar para marcar depois de 2016 nos reservarmos tantos problemas na posição. Para fechar a conta Scarpa ainda saiu fazendo fila no final do jogo e chutou no canto do goleiro: 3-0 e mesma dificuldade que jogar contra o Vasco.

fluminense.com.br    05.02.2017
Léo se emocionou depois do gol. Tem jogado muita bola. Foto: Mailson Santana/Divulgação FFC
Nosso próximo confronto já é quarta-feira contra o Inter pela Primeira Liga. Abel já disse que pretende dar chance a outros jogadores para esse jogo. O time gaúcho também já deixou claro que irá com time alternativo. Será a chance de Lucas Fernandes, Marquinho, Nogueira e outros de mostrarem que possuem condições de serem titulares na equipe.

Saudações Tricolores

Matheus Garzon

Jonas a solucionar, 3x0 é o placar e o Benfica a liderar


A liderança do FC Porto durou menos de 20 horas, o Benfica venceu seu compromisso com o Nacional, na Luz, e voltou à liderança do Campeonato Português. Uma vitória maiúscula diante dos insulares, com grandes atuações individuais e também coletivas da equipe.

Mesmo com grande atuação do goleiro nacionalista, o velho Jonas estava afiado e a todo o momento buscou o gol, mostrou sua qualidade nos cabeceios no primeiro gol quando subiu alto e cabeceou pra baixo no cruzamento de Zivkovic fazendo o 1-0. No segundo tento, o brasileiro mostrou sua qualidade e técnica quando pela esquerda foi carregando a bola e chutou no canto esquerdo e bisando na partida. 2-0 Benfica.

No jogo, Zivkovic, Fejsa eram perfeitos nos passes e nas ações de recuperação do esférico. Jonas era vital ao ataque, o time se compunha bem e dava poucos espaços para o Nacional, que levava perigos em poucas ocasiões apenas com Agra e Tobias Figueiredo.

No segundo tempo, o Benfica promoveu a entrada de Rafa e Filipe Augusto. Nos lugares de Salvio e Pizzi. Rafa foi responsável pela construção da jogada junto com Zivkovic para terceiro gol, que resultou na sua assistência para o tento que foi anotado por Mitroglou, 3-0. Filipe Augusto ficou 15 minutos em campo e na sua estreia pelo Benfica o brasileiro foi eficaz em todos os passes que realizou. Carrillo entrou ao fim do jogo, mas não teve tempo para mostrar serviço neste jogo. Vitória conquistada, liderança recuperada.

JONAS, MELHOR EM CAMPO

Jonas ao fim da partida foi eleito o melhor em campo. Embora eu ache que nessa partida e até nos últimos jogos, o melhor jogador da equipe venha sendo Zivkovic, a presença de Jonas no campo faz com que o Benfica se torne mais forte do que já era. Jonas tem recurso técnico de um camisa 10, tem o oportunismo de um camisa 9. Além de claro toda a garra e luta benfiquista que já é conhecida por todos os benfiquistas. Não podemos nos abater por maus resultados que aconteceram, devemos serrar os dentes e nos preparar para as próximas batalhas.

 Agora que venha o Arouca e continuemos o trabalho e rumo ao 36, rumo ao tetra. #CARREGABENFICA

BASQUETE CAMPEÃO

Também gostaria de aproveitar e parabenizar e mostrar toda minha alegria pela conquista de mais um troféu benfiquista. Trata-se da Taça Hugo dos Santos, que o Benfica venceu o Porto na final pelo placar de 77-60.

Palmeiras estreia com vitória no Paulistão

Não foi um grande jogo do Palmeiras em sua estreia oficial em 2017, mas terminou como muitos jogos de 2016 em que não jogamos tão bem: Com vitória. Importante especialmente para Eduardo Baptista que conseguiu sua primeira vitória e evita críticas que seriam certas em caso de iniciar com tropeço.

Os primeiros jogos contra times do interior são sempre mais complicados em função da questão física. Ela pesou bastante a partir dos trinta minutos do primeiro tempo, em especial por conta do forte calor que fez em São Paulo.

O começo foi muito bom com boa movimentação, troca de passes e chances criadas. Aos poucos, a marcação do Botafogo se acertou e o Verdão começou a cansar. Ainda sem o entrosamento inicial, alguns erros bobos foram vistos. A reta final do primeiro tempo lembrou times horrorosos de 2012 e 2013, quando o alviverde não conseguia ficar mais de um minuto com a bola.

De novidade, além das novas peças e do esquema levemente alterado, a alternância de posições – fato raro no Palmeiras de Cuca. Roger Guedes jogou um pouco na esquerda, Dudu foi centralizado, Veiga foi jogar aberto na direita. Funcionou muito mal ontem, mas tende a ser uma ótima alternativa para confundir a marcação adversária com o tempo e com treinamentos/entrosamento.

Tchê Tchê comemora com Felipe Melo o gol da vitória. (Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)
No ataque, principal dúvida dos onze titulares, William foi bem. Não teve nenhuma chance de gol, mas participou, saiu da área e até criou uma boa chance que quase resultou em gol. Jogos com times muito retrancados, como ontem, devem ter um centroavante mais fixo como Alecsandro.

O lado negativo foi a marcação pelas laterais: Tanto Jean, quanto Zé Roberto tiveram várias situações de perigo ao longo do jogo e que deram alguns sustos na torcida, fruto também do novo estilo de marcação que não encaixou. O espaço entre as linhas foi se desorganizando com o cansaço também, nada muito diferente do esperado.

O segundo tempo foi ainda pior fisicamente e tornou o jogo fraco tecnicamente. Na única chance de gol, Tchê Tchê bateu com a esquerda e marcou o gol da vitória. Uma cena que deve se repetir bastante com o seu novo posicionamento mais ofensivo. De resto, valeu mais pelo grito do Felipe Melo que, como de costume, agradou muito a torcida e fez a imprensa ter mais um chilique.

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Super Bowl LI
Mais um herói improvável dos Patriots: James White (Tom Pennington / Getty Images)
Há quem acredite que o esporte possui roteiros escritos por alguma entidade desconhecida dos humanos comuns como nós. Que jogadas decisivas, perfeitas e desafiadoras dos limites físicos e psicológicos dos atletas só acontecem com aqueles destinados a alcançar a glória, e que a perfeição é uma dádiva dos vitoriosos, concedidas por esses Deuses do Esporte. Ontem era a noite do Super Bowl LI no Texas.

Já passava das 20h30min, horário de Houston, quando o campo se tornava um palco para o espetáculo de intervalo da cantora Lady Gaga. A imagem que não saía da cabeça dos torcedores de New England, era a repetida cena de um Tom Brady cabisbaixo após cada falha dos Patriots, com as duas mãos juntas, sem trocar nenhuma palavra com os técnicos Bill Bellichik ou Josh McDaniels, enquanto a sua defesa tentava em vão segurar o poderoso ataque do Atlanta Falcons.

Tom Brady no primeiro tempo
Foi um primeiro tempo calamitoso para o New England Patriots. A linha ofensiva não funcionou. O jogo corrido foi fraco, e em uma partida Brady sofreu 1/3 do total de sacks que havia sofrido em toda a temporada regular. A melhor defesa do campeonato se mostrou impotente frente ao amplo e diverso corpo de recebedores de Atlanta. O placar era 28-3. Junte tudo isso com as estatísticas jogadas para os espectadores durante o jogo:

- Nunca houve uma virada para mais de 10 pontos no Super Bowl;
- A maior virada comanda por Tom Brady em sua carreira foi de 24 pontos;
- Nos playoffs, as equipes que chegam ao último quarto com mais de 10 pontos de vantagem tem uma taxa recente de mais de 90% de vitórias;
- Nunca houve prorrogação no Super Bowl.

Tudo indicava que o Super Bowl havia sido decidido ali mesmo. Eu acreditei nesses números, e se assistiram o jogo, vocês também acreditaram. Pobre daquele que ousasse dizer que Brady ainda seria o MVP da partida. Após o passe incompleto de Julian Edelman em uma chamada desesperada de Bill Belichick, os mercados de aposta davam 99,5% de chance de vitória para Atlanta.

Para reverter essa situação, New England precisaria contar com números tão absurdos quanto a essas estatísticas. Precisaria contar com aquelas jogadas inacreditáveis e inexplicáveis que apenas os campeões fazem (contem eles com a ajuda desses Deuses dos Esportes ou não). E nas mãos de Julian Edelman, de onde saiu o lance que parecia ter selado o título dos Falcons, aconteceu essa jogada mística.

Super Bowl LI
Passe o tempo que for, nem Edelman nem ninguém saberá explicar esse momento (Charlie Riedel / Associated Press)
O fã de futebol americano pode ter pensado que as recepções espetaculares de Julio Jones seriam as famosas "jogadas do campeão", aqueles momentos que ficam eternizados em uma foto que traz a lembrança de toda a partida que consagrou o time vencedor. Até que Edelman completou aquele passe humanamente inalcançável da campanha que empataria o jogo. Veio à memória a recepção de David Tyree no Super Bowl XLII, e subitamente aquele roteiro parecia ter um desfecho diferente do que 99,5% das pessoas acreditava.

E se aquelas estatísticas desfavoráveis aos Patriots precisavam de números absurdos para ser provadas erradas, aqui estão eles, sendo apresentados pelos heróis da noite:

- Maior número de recepções em um Super Bowl: James White, 14 (ele é um running back);
- Recorde de jardas aéreas em um Super Bowl: Tom Brady, 466;
- Empatou o maior número de TD's em uma partida: James White, 3;
- Maior número de passes em uma partida: Tom Brady, 62 (ele tem 39 anos).

E assim, aquele 0,05% foi aumentando. A cada passe completo de Tom Brady, a cada jarda conquistada, a cada tackle sobre os jogadores dos Falcons, o time mais equilibrado da liga fazia da sua história uma das mais épicas do esporte mundial. Abalados, apáticos, atordoados, os jogadores dos Falcons não conseguiam reagir ao que parecia estar escrito nas estrelas.

Super Bowl LI
Dont'a Hightower força um fumble vital sobre Matt Ryan, e coloca a moral dos Patriots no alto (Patrick Smith / Getty Images)
Foi concretizada a maior virada da história do Super Bowl. Dezenas (sim) de recordes foram estabelecidas nessa partida. Esse roteiro foi então realmente escrito por um sádico roteirista sobrenatural do esporte, desconhecido dos amantes de futebol americano? Não, não foi. Foi Tom Brady que fez o impossível virar possível. Fez a derrota acachapante virar um quinto anel em sua mão. Uniu o máximo de seu talento e de sua percepção para aproveitar da habilidade dos seus companheiros e do estado emocional de seus adversários para fazê-lo.

Quando perguntado sobre o que achou da partida, o quarterback respondeu com um sorriso de satisfação em meio a suspiros de cansaço: "Foi exatamente como nós não planejamos". Não foi o destino o responsável por essa história maravilhosa que o esporte pode contar a partir o dia 6 de fevereiro de 2016. Foi apenas o melhor jogador de todos os tempos disputando uma final e mostrando do que é capaz, enquanto deixa o mundo boquiaberto frente a seus feitos.

New England Patriots quarterback Tom Brady holds his daughter Vivian following his team
Tom Brady ao final do jogo
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