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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Primeira vitória do Ceni: São Paulo vence e avança na Copa do Brasil

Gilberto marca, São Paulo avança para a segunda fase da Copa do Brasil e Rogério vence a primeira como técnico.


Depois do revés contra Audax no Paulista, o São Paulo foi até o Maranhão para jogar seu primeiro jogo na Copa do Brasil. E trouxe a vitória para casa.

As lesões de jogadores importantes como Wellington Nem e Wesley fez com que Rogério optasse na mesma formação, com peças diferentes. Rodrigo Caio voltou para a zaga. Buffarini voltou para a lateral direita e Junior Tavares foi para esquerda. No meio, João Schmidt e Thiago Mendes atuavam como volantes e Cícero como o meia de armação.

No início da partida o São Paulo já saiu na frente com gol de Gilberto, após passe de Júnior Tavares. Sabendo que passaria de fase até com empate, o São Paulo "tirou o pé" após o jogo, deixando o Moto Club livre para jogar, ir atrás do jogo, todavia o time maranhense não conseguiu chegar com perigo, pelo contrário, o Tricolor teve algumas chances de ampliar o placar com Neilton. No início do 2º tempo, Tricolor segurou o resultado, se poupando para o final de semana, mesmo assim chegou com perigo onde Gilberto perdeu gol inacreditável e Ruan fez uma defesa incrível depois do chute de Cícero. O time maranhense também chegou à segunda etapa, diferente do 1º tempo onde mal conseguiu ficar com a bola, se aproveitando do cansaço do time são-paulino, o Moto Club se jogou para o ataque, sem final feliz. E o jogo terminou 1 a 0 para o São Paulo.

Com essa vitória, o próximo rival na Copa do Brasil será o PSTC do Paraná, novamente em jogo único – empate agora leva a pênaltis. Por sorteio, o mando será do time paranaense. Já no Campeonato Paulista, o São Paulo enfrenta a Ponte Preta no Morumbi, domingo (12/02), às 17h. Será o primeiro jogo de Rogério como técnico em casa, a promessa é de Morumbi cheio e anuncio de Pratto e Jucilei.

FICHA TÉCNICA

Local: Estádio Governador João Castelo, São Luís - Maranhão
Gols: Gilberto (SPO)
Cartões amarelos: Wanderson, Felipe Dias e Cléber Pereira (MOT); Rodrigo Caio, Júnior Tavares e Thiago Mendes (SPO)
Arbitragem: Jailson Macedo Freitas (BA), auxiliado por Elicarlos Franco de Oliveira (BA) e Jose Carlos Oliveira dos Santos (BA)

MOTO CLUB

Ruan; D. Renan, Fernando Fonseca, Wanderson e Lorran; Felipe Dias, Esdras, Curuca (Tote), Marcos Paullo; Vinícius Paquetá e Tony Galego (Cléber Pereira). Técnico: Ruy Scarpino

SÃO PAULO

Denis; Buffarini, Maicon, Rodrigo Caio e Jr Tavares; Schmidt, Thiago Mendes (Araruna) e Cícero; Neilton, Cueva (Shaylon) e Gilberto (Chavez). Técnico: Rogério Ceni

Vergonha: Mal, Figueirense leva quatro do Almirante Barroso

Na tarde desta quinta-feira (09), o Figueirense foi até o estádio Camilo Mussi em Itajaí, para enfrentar a equipe do Almirante Barroso. E surpreendentemente, a equipe da capital foi derrotada de virada pelo placar de 4x2.

Vindo de péssimas atuações, a equipe treinada por Marcos Santos via neste jogo uma oportunidade de praticar um bom futebol e conquistar uma boa vitória devido à fragilidade do adversário. Porém, o que se viu, foi um Figueirense totalmente desorganizado, assim como em todas as partidas cujo comandante foi Marcos Santos.

No gramado sintético do Camilo Mussi, Figueirense foi dominado pelo Barroso
Totalmente dominado pelo Almirante Barroso do início ao fim, o Figueirense praticamente não passava do meio-campo. Quando passou, aos 16 minutos, teve falta pela direita de ataque. Anderson Aquino cobrou na área, e o zagueiro Bruno Alves, de peixinho, abriu o placar. Durante todo o restante da primeira etapa, o Figueira continuou não jogando absolutamente nada e se via mais perto o empate do Barroso.

Empate este que veio logo no início da segunda etapa, quando houve uma disputa confusa na área do Figueirense, o zagueiro Dirceu falhou e a bola sobrou para Safira que empurrou para o fundo do gol. Não se encontrando, o Figueirense se via ameaçado e a virada do Barroso era previsível. Logo que, aos 25', bola alçada na área, zaga do Figueirense não acompanhou, e Jefferson Pauista fez de cabeça. Não demorou muito, e aos 27', Anderson Aquino cobrou escanteio e Dirceu chegou testando forte para marcar o empate do Figueirense. Depois disso o time praticamente morreu em campo, e aos 39', o Almirante Barroso voltou à frente do placar com o ex-Figueirense Diogo Dolem que após assistência de Safira, girou e sem deixar a bola cair, bateu bonito no ângulo esquerdo de Thiago Rodrigues. Aos 46', veio à última pá de cal. Safira fez linda jogada, passou por três marcadores alvinegros e tocou para Abner que só teve o trabalho de empurrar para o gol.

O último jogo entre Almirante Barroso e Figueirense no estádio Camilo Mussi, foi em 9 de maio de 1971, e o placar foi de 4x2 para a equipe de Itajaí. 46 anos depois, no mesmo Camilo Mussi, o Barroso repete o resultado pra cima do Figueirense.

A derrota de hoje para o Almirante Barroso é algo que não se pode aceitar. Com todo o respeito à história do quase centenário Almirante Barroso, mas é inadmissível que hoje, o Figueirense, um clube do tamanho que é, tome quatro gols de uma equipe quase amadora. Não se pode aceitar também, um técnico que escala porcamente o time. Nosso melhor zagueiro, Bruno Alves, jogou hoje, acredite se quiser de lateral-esquerdo. Só isso é motivo pra dar demissão por justa causa para o Marcos Santos.

O retrospecto do "treineiro" alvinegro é vergonhoso. Há quatro meses no comando do Figueirense, Marcos Santos tem 17 jogos, três vitórias, quatro empates, 10 derrotas, e um patético aproveitamento de 25,4%. Vinícius Eutrópio ano passado, por exemplo, foi demitido com um aproveitamento de 51,1%.

Situação de Marcos Santos no Figueirense é insustentável
O time hoje é um completo amontoado dentro de campo. Nosso técnico é um perdido e não sabe o que faz. E o nosso presidente, enquanto isso está curtindo suas férias nos EUA. Pelo visto ele deixou o Pateta aqui treinando o Figueirense.

Ficha Técnica - Almirante Barroso 4x2 Figueirense

Data: Quinta-feira, 09 de fevereiro de 2017
Horário: 17h (horário de Brasília)
Local: Estádio Camilo Mussi, Itajaí, SC
Público e renda: 859 pagantes; renda de R$ 13.580,00
Arbitragem: Eduardo Cordeiro Guimarães; Carlos Schmidt, Alexandre Medeiros Lodetti
Cartões amarelos: Schwenck, Rodrigo Couto e Van Basty (ALM); Zé Love, Yago, Dirceu e Juliano (FIG)
Gols: Safira, Jefferson Paulista, Diogo Dolem e Abner (ALM); Bruno Alves e Dirceu (FIG)

Almirante Barroso: Rodolfo; Nei, Lucena, Téssio, Adriano Chuva; Van Basty, Buru (Hulk), Rodrigo Couto, Safira; Jefferson Paulista (Diogo Dolem), Schwenck (Abner) | Técnico: Renê Marques

Figueirense: Thiago Rodrigues; Dudu (Gustavo Ermel), Dirceu, Leandro Almeida, Bruno Alves; Helder, Yago, Juliano (Elias), Everton (João Paulo); Anderson Aquino, Zé Love | Técnico: Marcos Santos

Patrick Silva | @figueiradepre

A vitória graças ao 1

JEC 1x0 Metropolitano (Foto: Divulgação/JEC.com.br)
Divulgação/JEC.com.br
Em noite inspirada de Jhonatan e bom momento de Aldair, JEC venceu com sufoco o Metropolitano. Em um jogo truncado o empate só saiu por uma bela jogada de Caíque e Fabinho, que foi concluída por uma bela finalização de Aldair. No mais o time de Blumenau que levou perigo ao JEC, obrigando Jhonatan a ser o melhor jogador em campo, destaca-se a boa produtividade ofensiva do Metrô.

Primeiro tempo

Com um início muito inspirado de Aldair, o JEC se aproveitou disso muito bem. Logo aos 13' o JEC abriu o placar com bela jogada da, afiada dupla, Caíque e Fabinho, onde Caíque deu uma arrancada pela direita, tocou pra Fabinho que fez a tabelinha, Caíque foi ao fundo e cruzou, ou melhor, deu uma bela assistência, a Aldair que conferiu para o gol de perna esquerda. A partir daí o JEC foi pressionado usando apenas Aldair como válvula de escape, consagrando assim Jhonathan que fez várias defesas difíceis.


Na primeira partida no 4-1-4-1 o JEC obteve êxito, com uma evolução de ataque nova chegando à área com três jogadores por vezes no 4-3-3.

Segundo tempo

O segundo tempo contou com posse ofensiva maior do Metropolitano, porém não se converteu em gols. O JEC veio com uma mudança já para o segundo tempo Renan Teixeira entrou no lugar Alex Ruan, jogando Ciro pra ponta e Aldair pra de centroavante, essa mudança fez bem ao time que Ciro conseguiu um melhor desempenho e Aldair podendo voltar criou algumas chances. Após isso Caíque sentiu, foi substituído pelo bom Luís Menezes, trazendo Roberto para lateral, que mesmo improvisado foi bem. Juninho, o ultimo a entrar mudou a característica do jogo, onde buscou o jogo e correu bem, diferente dos últimos jogos.


Já no segundo tempo o time veio no comum 4-2-3-1, onde melhorou o ímpeto ofensivo e usou Aldair como referência, que foi muito bem por ali.

As análises

Jhonatan - Faz jus aos três clean sheets em cinco jogos, foi o melhor jogador da partida, garantiu o empate ao JEC.

Caíque - Com ótimo apoio e a assistência para o gol, foi muito bem e faz ótima dobradinha pela direita.

Henrique Mattos - Muito seguro, vem crescendo a cada partida.

Max - A ótima saída destaca o jogo dele, além de manter bom aproveitamento ofensivo nas bolas paradas.

Fernandinho - Sua melhor partida no ano conseguiu manter o ritmo ofensivo e não comprometeu defensivamente.

Roberto - Foi muito bem, até na improvisação deu certo, conseguiu de novo manter a regularidade, mesmo sendo por muito tempo o único marcador do meio,

Fabinho Alves - Destaque a jogada do gol, mostrou mais inteligência que na última partida e é indispensável ao esquema de Fabinho Santos.

Lúcio Flávio - Merece o banco, Aldair pede espaço no time e ele deve sofrer com isso, já que não rende o esperado.

Aldair - Deve se afirmar, tem ótima visão de jogo e leva muito perigo, jogou até de falso nove e foi bem.

Alex Ruan - Apagado também no jogo, deve buscar a briga com Fernandinho, já que na ponta a característica atrapalha seu rendimento.

Ciro - Foi bem, melhor partida de Ciro pelo JEC, conseguiu dominar algumas bolas e depois pela esquerda conseguiu lembrar Fernando Viana.

Renan Teixeira - Entrou para marcar e marcou, podia fazer mais, mas ainda falta ritmo.

Luís Menezes - Foi bem, na sua estreia na temporada foi bem e consegue responder ao torcedor porque no início da pré-temporada foi titular.

Juninho - Acordou, entrou driblando, correndo, mostrou ótimo futebol e merece mais chances.

Ficha técnica do JEC
Jhonatan; Caíque (Luís Menezes), Henrique Mattos, Max e Fernandinho; Roberto; Fabinho Alves, Lúcio Flávio, Aldair e Alex Ruan(Renan Teixeira); Ciro (Juninho).

Substituições: Renan Teixeira entrou aos 45' na vaga de Alex Ruan, Luís Menezes entrou aos 56' na vaga de Caíque e Juninho entrou aos 70' na vaga de Ciro.
Gols: Aldair assistido por Caíque aos 13'.
Cartões: Ciro recebeu amarelo aos 70' e Luís Menezes recebeu amarelo aos 76'.

No primeiro teste pra valer, sem sustos

Falem o que for, mas nunca é fácil enfrentar um time como o Grêmio, ainda mais recém-campeão da Copa do Brasil. A esmagadora maioria vai dizer "mas com time reserva é mole...", "nem o técnico dos caras foi pro jogo...", só que a questão é que qualquer jogador daquele time reserva do Grêmio é superior aos outros adversários que vêm pela frente no Campeonato Carioca, tirando os outros três grandes. Então, qual o problema em comemorar uma vitória importante? Importante sim, pois o time venceu sem sustos e mostrando um futebol vistoso há menos de um mês da estreia na Libertadores, contra o San Lorenzo.

Justiça seja feita, o Flamengo fez mais do que certo em entrar na Copa da Primeira Liga com a intenção de vencer e ser campeão usando força máxima. Esse era o pensamento inicial de todas as outras equipes participantes da competição - uma pena que no campo isso não foi respeitado e as outras equipes priorizam os campeonatos estaduais ao invés de darem a importância que a Primeira Liga precisa!

Berrío comemora seu 1° gol pelo Flamengo. (Fonte: flamengo.com.br)
No campo, fizemos bonito. Desde o apito inicial, a equipe foi pra cima e, sem medo algum do Grêmio, atacou durante todo o primeiro tempo. Destaque para Diego, que distribuiu o jogo de maneira ímpar e sempre encontrava os companheiros em boa posição. O camisa 35, após tentar várias enfiadas de bola, achou Trauco em uma bola açucarada de trivela, o peruano só teve o trabalho de rolar para Éverton, que encheu o pé para abrir o placar pro Mengão, 1 a 0.

Na etapa complementar, dois destaques: A estreia de Berrío e a fase incrível de Paolo Guerrero. O camisa 9 é, ao lado de Diego, o principal jogador da equipe nesta temporada. A grande fase vivida pelo peruano não se limita aos quatro gols que fez até o momento, mas também pela incrível capacidade de movimentação, atração de marcadores e de sempre estar no lance para conferir.

Foi dessa maneira que o Flamengo chegou ao segundo gol. Na cobrança de escanteio, Diego encontrou Guerrero, que testou pro gol; o goleiro tricolor espalmou e a bola procurou quem tem estrela; Berrío, que havia começado mal sua trajetória no Flamengo, só teve o trabalho de testar com calma para o fundo do gol e levar o Mané Garrincha à loucura: 2 a 0 Mengão e uma vitória sacramentada sem sustos.

O próximo duelo da equipe será domingo (12), contra o Botafogo, no Engenhão. A torcida vai comparecer em peso, como de praxe e muito otimista. O adversário vai a campo praticamente eliminado da Taça Guanabara e totalmente focado na Terceira Fase da Libertadores da América, tudo leva à crer que o Rubro-Negro é favorito para o duelo. 

Reencontrando a confiança e o futebol

Na noite de ontem o Inter entrou em campo para sua segunda partida da Primeira Liga, e entrou muito bem querendo ganhar e o fez muito bem. De pouco importam como estava o time adversário, eles decidiram não ir com força máxima. O Inter mostrou muita força e só não goleou o Fluminense por que a bendita trave atrapalhou.

O que aconteceu na quarta feira dentro do Beira Rio foi algo que não conseguíamos ver a muito tempo, Alegria. Voltamos a jogar um futebol decente, algo que tinha visto por ultimo com o Aguirre. Lógico que não está nem perto de algo de encher os olhos, mas voltar a ter um modus operandi de jogo é fantástico.

Charles o novo "Falcãozinho" cai nas graças do Inter. (Foto: Ricardo Duarte)
A coisa mais interessante era que o Internacional com três volantes estava tendo uma saída de bola qualificada, com uma transição bastante intensa. Os volantes do Inter apareciam e muito, apresentavam exatamente o que o futebol moderno os obriga, roubar bola e começar a jogadas de ataque a fim de surpreender a defesa adversária, inclusive concluindo a gol se possível.

O Colorado está colhendo os frutos dos seus ótimos volantes. Charles e Dourado já marcaram gols e são a arma principal que o Inter precisava ter. Outro que devemos bater palma é D’Alessandro, o que ele jogou ontem não pode ser mensurado, o "velhinho" de 2016 jogou 90 minutos e foi o maestro do time. Definitivamente o nosso 10 voltou.

O que ainda precisa tomar uma atenção é o ataque, os homens de frente concluem pouco e muito mal, em um campeonato de tiro longo como a Série B isso pode ser um fator de desequilíbrio. As peças de reposição nessa região estão muito saturadas e Andrigo não pode vestir a camisa do Inter.

O importante é que esse jogo contra o Fluminense trouxe alento para os próximos confrontos pelo regional, sabendo que aos poucos a coisa vai se ajeitando e que a cada jogo vamos mostrando uma melhora, a confiança do grupo e a vontade de vencer vão ser novamente implantadas dentro do elenco do Clube do Povo.

Reservas não jogam bem e Flu perde a primeira em 2017


O Fluminense entrou ontem com um time muito mexido. Apenas Henrique, Léo e Orejuela foram os titulares que participaram do jogo. Óbvio que a expectativa não era de um jogo brilhante coletivamente, mas era de se esperar que os reservas buscassem jogo para beliscar uma vaga no time titular. Fica até difícil fazer uma análise coletiva do time tamanha a falta de entrosamento. É válido, no entanto, fazer algumas avaliações individuais para saber quem pode ou não pode ser útil durante o ano.

Júlio Cesar é apenas um quebra-galho. Não podemos esperar que tivessem um excelente goleiro para ficar na reserva. Ano passado cheguei a dizer que a lesão do Cavalieri serviria para sabermos quem merece a titularidade, mas depois de tantos jogos o nosso camisa 22 ainda não me passa segurança.

Renato é muito limitado. Não se impõe nem ofensivamente muito menos defensivamente. A impressão é de que será mais um daqueles jogadores de apenas uma temporada no Flu e depois não saberemos por onde anda. O outro reserva que jogou na defesa ontem, entretanto, dá mostras de que pode ser um bom zagueiro. Nogueira ainda não está pronto para ser titular, mas entrando aos poucos pode se tornar uma boa peça.

Luiz Fernando e Marquinho foram decepcionantes. O primeiro ainda é jovem, desarma bem, mas erra muitos passes. Precisa botar o pé na forma e aprender a sair jogando. Não adianta nada roubar a bola se entrega para o adversário na jogada seguinte. Marquinho, ao contrário, é um caso perdido. Já rodou a Europa sem se firmar e continua sem jogar bem. Cobrou três faltas na barreira ontem me fazendo perguntar se ele fez algum gol de falta na carreira além daquele que nos salvou em 2009.

Bola na área pro Marcos Junior. Pode confiar que vai dar certo. Foto: Nelson Perez/ Divulgação FFC
Osvaldo, Lucas Fernandes e Marcos Junior no ataque foi difícil de aguentar. Abel tentou fazer o que Levir fez ano passado e já não dava certo que é movimentar os três atacantes para confundir a marcação e abrir espaços. O problema é que os próprios jogadores se confundem. Os três correram errados o tempo todo que estiveram em campo (Lucas saiu no intervalo para entrar Patrick e mais para o final Marcos Jr. saiu para entrar Maranhão) e por incrível que pareça Osvaldo conseguiu ficar os 90 minutos em campo.

Saudações Tricolores

Matheus Garzon

De bruto a insubstituível, a saga de Mandzukic

Muito mais do que um gladiador (foto: Tuttosport.com)
Era uma vez... Clichê que serviu para iniciar histórias épicas de várias épocas e locais onde a narrativa fazia da personagem fictícia um imortal ser. O futebol tem seus heróis que usam chuteiras como espada ou escudo à defesa de um reino de torcedores fanáticos, muitas vezes sem nem mesmo alcançar a glória do gol. Mario Mandzukic não é nenhum Lorde, Sir, Don ou de qualquer casta bem nascida, pelo contrário, com suor, nada de lágrimas, pois não as demonstra, o croata superou adversários internos e externos para se tornar indispensável para a Juventus técnica e taticamente.

A saga em bianconero começou em 2015 na vaga de Tevez (este sim da casta dos atacantes da Argentina), o centroavante já com muitos títulos e gols por "todo onde" no reino da bola e em busca de novos objetivos, em sua chegada a Itália logo foi visto com desconfiança por boa parte dos juventinos que temiam uma nova seca de tentos. O título da Série A e diversos gols vieram, mas sob a sombra do pequeno gigante Dybala ("maldita" casta argentina) o bruto Mario era coadjuvante nas batalhas, todavia isso jamais foi problema para o jogador que teve suas palavras marcadas não em papiros, mas aos ouvidos e olhos de testemunhas: "Não tente ser o melhor da equipe, tente ser o melhor PARA a equipe".

A época 2016/2017 chegou, com ela Higuaín a preço de milhões de moedas de ouro, este também de terras argentinas e que logo se transformou em destaque no setor de ofensivo de batalha da Juve em dupla com Dybala. Mandzukic não se rendeu e mesmo como arma alternativa dava suor e sangue a ponto de que o comandante da tropa, Massimiliano Allegri, mudar a formação de batalha para a inserção do croata de "baixa casta" pela falta da explosão física e técnica de Paul Pogba, vendido também a preço de quiçá quantas terras, posses e animais aos ditos Diabos Vermelhos não deixou saudades, como cantam os alvinegros do norte italiano.

Allegri reconheceu a necessidade de mudar o fronte de batalha e alinhou Higuain como ponta de lança e o tridente com A Vespa Cuadrado, A Joia Dybala e ele, Mario, mesmo com o ceticismo de muitos, deu certo e os resultados seguem vindo. Mandzukic é um guerreiro maleável que não só ataca, mas recua até a linha de meio e fecha junto com Cuadrado uma faixa de quatro quando em fase defensiva, mudando assim do 4-2-3-1 para o 4-4-1-1 se sem a esfera que muda vidas e sonhos e substituindo taticamente o que fazia nesse lado o francês citado antes e criando superioridade na faixa esquerda perante o lateral adversário que nunca tem a altura nem a força para lidar com o "plebeu" que se tornou indispensável para a disposição tática e técnica da Juventus em seu período de forma e de luta em busca da conquista que seria épica de todo o continente com o qual os juventinos sonham.

De apenas bruto, o lutador, voluntarioso, dedicado a tudo e todos para o bem dos seus, Mario Mandzukic pode vencer nada ou tudo, mas quem conquistou em outros lugares e que ainda quer vencer e para isso entrega todas as suas forças em campo e até faz os seus tentos virou indispensável...

Mesmo não sendo um nativo local, este receberá sem dúvidas o titulo de Juventino, na essência do ser dentro e fora do retângulo verde.

Benvenuta al Sud, Juve!

O futebol italiano tem sua essência própria. As diferenças existentes dentro da Itália tornam os campeonatos internos únicos. Acompanhar o Calcio é uma religião. Uma das minhas paixões é ver a Juventus descer e enfrentar os times do sul do país. Ontem (08), enfrentamos o Crotone lá na Calábria e conseguimos sair com a vitória pelo placar de 2x0.

Crotone é uma cidade litorânea, foi lá que Pitagoras (aquele do teorema, “a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa”) criou sua escola de matemática e é a terra do Football Club Crotone, time que leva o nome da cidade, que fez uma boa campanha na Série B do ano passado (culminando no acesso inédito) e na Coppa Itália passada complicou o Milan em pleno San Siro, quase aprontando (levou o jogo para a prorrogação, onde os donos da casa levaram a melhor).

Obviamente difícil comparar o poderio financeiro do Crotone com um time médio da Itália, quiçá contra a Juventus. Todo país tem essas diferenças financeiras. Na Bundesliga é difícil ver os times da antiga Alemanha Oriental terem sucesso. Portugal limita-se a três grandes em duas cidades (Lisboa e Porto). Na Espanha não é necessário pensar demais: Madrid e Barcelona dominam. Na Itália temos essa diferença financeira entre o norte e o sul, que reflete nos times do Campeonato Italiano. Dos 20 times da Série A TIM, três são do sul da Itália: Palermo, Cagliari (ilha da Sardegna) e o Crotone. Dos três, o Palermo e o Crotone estão na zona de rebaixamento e disputarão a Série B ano que vem (só um milagre os salva).

Para o jogo, Allegri modificou um pouco o time da Juventus (comparado aos 11 que iniciaram a partida contra a Inter), iniciando o jogo da seguinte forma: Buffon, Dani Alves, Bonucci, Rugani, Asamoah; Khedira, Rincón, Pjaca, Dybala, Mandzukic; e Higuaín. Retorno de Dani Alves ao time titular após sua recuperação; Asamoah dando descanso a Alex Sandro; Rincón iniciando a partida pela primeira vez; e Pjaca, que inicia um jogo pela primeira vez também após sua recuperação.

Pjaca em ação no jogo contra o Crotone. Atuação discreta do promissor atacante croata. Foto: Juventus.com
Desde o início a Juventus dominou o jogo. A posse de bola era esmagadora e o Crotone apenas recuava suas linhas. Com certa displicência, sabendo da superioridade técnica, a Juventus não era tão incisa e o placar ficou em branco no primeiro tempo.

No intervalo o time deve ter percebido que era a hora de fazer valer o domínio em campo ou então veríamos escapar dois pontos valiosos. A pressão aumentou e em jogada de Dani Alves pela direita, Asamoah cabeceou e no rebote do goleiro, Mario Mandzukic abriu o placar.

Em belo passe de Rincon, Higuain foi frio ao driblar o goleiro e decretar o placar final de 2x0 para Juventus contra o Crotone no jogo atrasado por conta da final da Supercopa da Itália contra o Milan. Uma Juventus fria e calculista como de costume.

Destaque para a torcida do Crotone, que mesmo sabendo que vai cair para a Série B deu show. Cantou e apoiou o time os 90 minutos. Claro que, para um time que disputa a Série A pela primeira vez tudo é novidade, mas não deixa de ser bonita a atitude dos adeptos.

A torcida da Juventus também marcou presença. Muito distante de Torino, com certeza teve bianconero que viajou mais de 1.000 km até o sul da Itália e ainda teve a participação da torcida bianconera local. Lembro que a Juventus é o time com maior torcida da Itália a décadas.

Frieza de Higuaín ao driblar o experiente goleiro Alex Cordaz. Foto: Juventus.com
Com o resultado, a Juventus abriu sete pontos de vantagem para a segunda colocada Roma e nove pontos para o terceiro colocado Napoli. A vantagem da tranquilidade para a sequência da temporada.

Sobre a polêmica da arbitragem do jogo Juventus e Inter, deixo apenas duas frases que li e achei bem pertinente: "Na Itália, quando você não tem capacidade de derrotar a Juventus, a culpa sempre é do árbitro" e a outra é a capa do Tuttosport de hoje: "Gli altri bla bla e la Juve bum bum" (algo como: "os outros ficam de conversinha e a Juventus não perdoa").

Próximo jogo da Juventus será no domingo contra o Cagliari lá na Sardegna.

Fino alla fine, FORZA JUVENTUS!
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