A SUA LINHA DE NOTÍCIAS

Tecnologia do Blogger.

Arquivo do blog

TWITTER

FACEBOOK

Premier League Brasil

Siga-nos nas redes sociais

Popular Posts

Quem sou eu

CLASSIFICAÇÃO

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Te amar é maravilhoso, Corinthians

Há anos escrevo sobre o Corinthians e não me recordo de um jogo no qual encontrei tanta dificuldade em descrevê-lo como este. Corinthians x Palmeiras nunca é só mais um jogo. O clássico Paulista muda a vida das pessoas, onde o humor e a rotina não são as mesmas em uma semana pré-clássico.

Estamos falando de um clássico que no ano de 2017 completará 100 anos de existência, e o porque não ser tão enlouquente? A minha vida mudou quando o Corinthians começou a fazer parte diariamente dela, e muda toda vez que um Corinthians x Palmeiras está para acontecer.

Há tempos não via o real sentido de 'Ser Corinthians' como foi este jogo. Em quase três anos de Arena Corinthians, pela primeira vez vi este local ser um estádio e não uma arena. Rolou de tudo.

A começar pela TORCIDA, o que foi aquilo? Antes de começar o jogo com sinalizadores, fumaças e faixa escrita: Pelo fim da proibição. Sim amigos, que essa proibição acabe, a festa foi linda e isso incentiva jogadores a se doarem mais dentro de campo.

Foto: Reprodução Instagram 
Com a bola rolando só deu Corinthians na primeira etapa, a equipe da Turiassú dificultou apenas uma vez ao assustar com bola na trave de Keno. O alvinegro foi ousado, enquanto a mídia o subestimava por ser uma equipe nova criando a sua identidade ainda diante de um glamoroso rival cheio de jogadores de nomes.

Mas é aquela, clássico nunca é clássico se não rolar de tudo né?! Gravem este nome: THIAGO DUARTE PEIXOTO, o querido JUIZÃO da peleja. Que lambança este homem aprontou dentro de campo. Ao final da primeira etapa o arbitro resolveu entrar em ação. Gabriel havia tomado cartão amarelo e o juiz aplicou o segundo em um lance que o atleta alvinegro nem participou, só estava ao lado. Maycon quem merecia o cartão amarelo, o jogador ainda falava ao arbitro que ele quem merecia a punição, não seu parceiro Gabriel.

As desculpas do juiz Thiago não me convence, ele aceitar que errou depois de ver as imagens é o mínimo que ele poderia fazer, porém eu o vi ser alertado e mesmo assim ele não aceitou a ajuda de seus parceiros que estavam presente.

A revolta do elenco do Corinthians foi tanta que o circo pegou fogo e os dois elencos tanto do Timão quanto do alviverde. O quarto arbitro alertou Thiago do erro, falou que não era Gabriel quem estava errado no lance e sim Maycon. Mesmo com todos alertando o arbitro ele não corrigiu seu erro. O atleta do Corinthians se recusava a sair de gramado, mas saiu muito revoltado chutando tudo o que via pela frente. Gabriel inclusive chorava muito do vestiário, como se o Timão viesse a perder a partida por culpa dele. Porém, todos sabiam que ele não teve culpa, menos o juizão.

O espírito do elenco do Corinthians é tanto que os jogadores ainda no intervalo falavam para Gabriel parar de chorar porque iriam ganhar o jogo por ele, e claro, por Camacho que teve a perda de seu pai.

A etapa complementar com um jogador a menos foi um teste cardíaco para os torcedores Alvinegros. Só deu Palmeiras. A equipe da zona oeste Paulistana soube aproveitar a vantagem de um jogador a mais e foi pra cima, porém esbarravam em um Cássio muito bem dentro de campo. 

O Corinthians chegou com perigo mesmo uma vez no segundo tempo e foi em um contra-ataque de Maycon que encontrou Jô que havia acabado de entrar no lugar de Kazim machucado. O volante chutou uma vez, porém Zé Roberto afastou e na segunda oportunidade o atacante alvinegro chutou e Prass não defendeu. Gol para delírio da Fiel Alvinegra. Gol com a cara do Corinthians. Na raça, na bola! 

Rubens Cavallari/Folhapress
Vitória do Corinthians é maravilhoso, uma vitória em cima do nosso rival em temporada que se completa 100 anos de clássico e da maneira como foi esta vitória se torna mais gostoso ainda.

Alguns atletas merecem destaques como Guilherme Arana que jogou muito o moleque, foi muito bem ofensivamente, e seu maior problema que era na defesa apoiando a dupla de zaga já melhorou muito. O atleta hoje sabe marcar dentro de campo. E a raça e entrega do paraguaio Romero? O atacante ao lado de Arana jogaram muito.

A dupla de zagueiros Pablo e Balbuena estão entrosados. Uma pessoa que merece reconhecimento pelo Corinthians que andamos vendo é FABIO CARILLE, o comandante Alvinegro está cada dia mais adquirindo a cara desse novo Timão. Eu particularmente gosto do futebol apresentado pelo Alvinegro, o time não é ~horrível~ como muitos acham e a própria mídia muito das vezes detona.

A questão é que o elenco sem estrelas venceu a tal "seleção" montada pela equipe alviverde cheia de "estrelinhas". Essa é a diferença do Corinthians, nunca precisou de um jogador, mas sim de seu elenco completo, porque a união do time faz com que dentro de campo se jogue com raça, principalmente em um jogo onde a torcida apoiou e não vaiou em nenhum momento.

O conjunto  torcida + time funcionou perfeitamente no clássico e essa união se transforma em Corinthians. Isso é Corinthians! Isso é futebol, essa é a minha vida.

Da mesma maneira que um clássico entre Corinthians x Palmeiras muda a rotina antes do jogo acontecer, ela muda depois também. Tudo o que foi relatado ninguém precisou me falar, eu vivi isso pessoalmente ao estar dentro da Arena Corinthians como imprensa. Aliás, a quem me conhece sabe que meu amor pelas reportagens é pelo Futebol Feminino, porém, fiz meu primeiro jogo dentro da Arena Corinthians como imprensa pela Rádio Coringão e logo de cara presenciei esse espetáculo.

TE AMAR É MARAVILHOSO, CORINTHIANS!

Isabela Macedo || @ismacedo_
Linha de Fundo || @SiteLF

Você sabe quais foram os brasileiros que já jogaram no Arsenal?





Os brasileiros nunca foram exatamente muito populares na esfera futebolística inglesa. É verdade que nos últimos anos esse cenário vem tomando uma nova forma, muito pelo fato da intensa globalização efetiva no mundo atual, e aos poucos, os tupiniquins vêm conquistando um espaço maior no futebol da terra da rainha, mas se formos olhar para algumas décadas atrás, a parcela de brasileiros era praticamente nula. Com o Arsenal não foi diferente.

Em mais de 130 anos do clube, somente nove brasileiros jogaram com a camisa dos Gunners. Aqui falarei um pouco sobre cada um deles.

Sylvinho (1999-2001)

Silvinho


Após uma boa passagem pelo Corinthians, Sylvinho (que na época ainda era Silvinho) assinou com o Arsenal em 1999, em uma transferência que custou quatro milhões de libras aos cofres do clube, tornando-se assim o primeiro Gunner brasileiro. Nas duas temporadas que disputou pelo clube, conseguiu se firmar como titular na lateral-esquerda do time, somente perdendo espaço no fim de sua passagem, para o inglês Ashley Cole. Sylvinho é lembrado por alguns torcedores até hoje por alguns golaços que marcou, como sua pintura diante do Sparta Praha na Champions League. Em 80 partidas pelo clube, marcou cinco gols e faturou a FA Community Shield de 1999. Individualmente, também obteve destaque, figurando no time do ano da Premier League na temporada 2000-01.

Juan (2001-2004)

Juan

Sim, aquele Juan mesmo, que jogou por Flamengo, São Paulo e mais recentemente, Coritiba. Juan chegou ao Arsenal muito jovem, 19 anos apenas, e com status de lateral-esquerdo promissor; e não passou disso. Durante toda sua passagem, disputou só duas partidas, mas integrou o plantel em uma fase vitoriosa do clube, que o possibilitou incluir quatros títulos em seu currículo: Duas Community Shield, uma FA Cup e até uma Premier League (isso mesmo Gerrard).

Edu (2001-2005)

Edu

O meia-central Edu chegou ao Arsenal em janeiro de 2001, também após se destacar pelo Corinthians. Seu começo, de longe, não foi dos melhores; logo na estreia, deixou o campo lesionado após jogar apenas quinze minutos e voltou a tempo de disputar somente mais quatros jogos na sua primeira temporada. Na temporada seguinte, Edu voltou melhor, sua adaptação ao futebol inglês foi bem fácil, e o meia conseguiu ajudar o Arsenal na caminhada pelos títulos FA Cup e da Premier League 2001-02, sagrando-se o primeiro brasileiro a vencer uma PL. Edu,em todo seu tempo como gunner, nunca conseguiu se firmar como titular absoluto na equipe, muito por conta da grande concorrência que existia na sua posição, mas sempre que era exigido, cumpria muito bem o seu papel. Um futebol refinado aliado a um carisma inconfundível, fizeram com que Edu ganhasse o coração dos torcedores e de seus companheiros de time. Antes de rumar para o Valencia, em 2005, o brasileiro ainda participou dos títulos de mais duas FA Cup, duas Community Shield e da Premier League 2003-04, onde o Arsenal foi campeão de forma invicta. Em 127 partidas, marcou 15 gols.

Gilberto Silva (2002-2008)

Gilberto


Unanimemente o maior brasileiro a jogar pelo Arsenal até hoje, Gilberto Silva se tornou um Gunner em 2002, depois de conquistar a Copa do Mundo com a seleção brasileira, onde foi titular em todos os jogos da campanha. Gilberto chegou ao clube com moral, pois além da medalha de campeão do mundo, o volante também se recusou a usar a camisa número 6, eternizada pelo lendário Tony Adams, pois acabara de chegar, atitude reconhecida pelos torcedores. Logo em sua primeira temporada, assumiu a titularidade na volância do Arsenal. Gilberto era um exímio 'carregador de piano', era muito bom em fazer o 'trabalho sujo', e isso fez com que se tornasse peça-chave nos esquemas de Wenger durante anos, inclusive nos times dos Invencíveis, na temporada 2003-04 e no que chegou à final da Champions League 2005-2006. Em 2007, o volante brasileiro recebeu a braçadeira de capitão da equipe, após Henry, que até então a possuía, rumar para o Barcelona. Em seis anos de clube, foram 244 partidas, 24 gols e cinco títulos: Duas Community Shield, duas FA Cup e uma Premier League.

Denílson (2006-2013)

Denilson

Em 2006, chegou ao Arsenal, Denílson, mais um volante brasileiro para o plantel. Denílson não teve vida fácil em seu começo pelos Gunners; a concorrência por sua posição era muito forte, e o brasileiro teve que esperar por oportunidades, até que em 2008, após alguns companheiros de time seu deixarem o clube, elas enfim vieram. O volante agarrou com muita vontade as chances que teve e conseguiu se firmar no time titular. Além de sua qualidade defensiva, Denílson também era muito bom em chutes de média e longa distância, o que o possibilitou marcar alguns belos gols com a camisa do Arsenal. Problemas com contusões, aliados com a ascensão de Jack Wilshere atrapalharam a sequência de Denílson, e as oportunidades como titular ficaram cada vez mais raras a partir de 2010. Em 2011, foi cedido por empréstimo para o São Paulo, encerrando seu ciclo pelo Arsenal, afinal, o brasileiro não voltou a atuar pela equipe londrina. Em 153 partidas, o brasileiro marcou 11 gols.

Júlio Baptista (2006-2007)

Julio Baptista

Júlio Baptista já era sonho antigo de Wenger quando em 2006, chegou ao clube proveniente de um empréstimo do Real Madrid. A adaptação do brasileiro ao futebol inglês foi complicada, e Julio não conseguiu fazer uma boa Premier League, onde balançou as redes apenas três vezes em vinte e quatro jogos. Entretanto, se o brasileiro não conseguia desenvolver seu futebol na liga, pela Copa da Liga Inglesa a situação era diferente; seis gols marcados na competição, quatro deles em uma única partida, um sonoro 6x3 diante do Liverpool, de longe a melhor atuação do meia-atacante pelos Gunners. Ao fim da temporada, Baptista voltou para o Real Madrid, terminando sua passagem pelo Arsenal.

Eduardo da Silva (2007-2010)

08/09 Arsenal 3-0 Burnley - Eduardo


O brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva (ou só Eduardo) se tornou jogador do Arsenal em 2007. Sua adaptação ao estilo de jogo local não foi demorada, e Eduardo teve um empolgante início pela equipe, anotando doze tentos em vinte e dois jogos como titular em sua primeira temporada. A frieza do atacante frente ao gol era algo louvável, característica essa que o proporcionou ser considerado o melhor Gunner no quesito desde Ian Wright. Todavia, tudo mudou depois daquela partida contra o Birmingham City... Foi nela que Eduardo teve uma fratura exposta na fíbula após uma entrada criminosa do defensor adversário. A lesão na perna deixou o jogador um ano fora dos gramados, e quando voltou a atuar, infelizmente não conseguiu repetir o mesmo futebol de antes e seu espaço no time titular foi diminuindo gradativamente. Em 2010, Eduardo deixou o Arsenal após sessenta e sete partidas, vinte bolas na rede e um sentimento de 'e se?' na cabeça dos torcedores.

André Santos (2011-2013)

Andre Santos

Em agosto de 2011, o lateral-esquerdo André Santos, até então jogador do Fenerbahçe, assinou com o Arsenal. André vinha de alguns bons anos, pois havia ido bem ao futebol turco e seu nome estava presente na maioria das convocações da seleção brasileira. Contudo, pelo Arsenal definitivamente não foi bem; disputou somente trinta e três partidas, onde marcou três gols e recebeu críticas da maioria.

Gabriel (2015-atual)

Gabriel
Foto: Arsenal.com
O zagueiro Gabriel é o único brasileiro presente no plantel atual do Arsenal. Até o momento, são 57 partidas disputadas, com um gol marcado. O brasileiro chegou ao clube após uma boa passagem pelo Villareal, da Espanha, já pelo Arsenal, não conseguiu só repetir seu futebol apresentado anteriormente, também apresentou uma grande melhora na parte defensiva. Mesmo que não seja titular absoluto, não decepciona quando joga, independente com quem fizer a dupla de zaga. É claro que não é só de rosas que vive Gabriel no Arsenal, como qualquer jogador, vive alguns altos e baixos, mas de modo geral, é uma boa peça para Wenger e só agrega mais força ao elenco.

Lembrava-se de todos? De fato já tivemos alguns nomes muito bons e outros nem tão bons assim... Por hora, desejo toda a sorte do mundo à Gabriel e espero que em breve essa lista possa ficar ainda maior!

Por: Matheus Moraes // Twitter: @mathmoraees

Vitória para lavar a alma

Depois de quatro jogos sem vitórias, sendo dois empates jogando em casa, e duas derrotas fora, a Chapecoense voltou ao gramado da Arena Condá nesta quarta-feira (22), para enfrentar o Metropolitano, buscando a reabilitação na competição, e reencontrar o caminho das vitórias.

Foto: Sirli Freitas
Diferente dos últimos duelos em casa, o forte calor deu lugar a um dilúvio que caiu principalmente durante todo primeiro tempo. Mas foi na segunda etapa, quando o gramado enxugou, e com a inspiração de Rossi e Niltinho, a Chape reencontrou o caminho das vitórias, goleando por 4x0.

Com muita água no gramado, o primeiro tempo foi de pouco futebol, na base do bumba meu boi, as equipes se viravam para tentar criar oportunidades de gol. Quem resolveu assustar foram os visitantes, aos 12 minutos Maranhão cruzou, Arthur Moraes espalmou, no rebote Paulo Victor chutou forte, mas com ótimo reflexo, o goleiro voltou a brilhar e salvar a Chapecoense, jogando para escanteio.

O Metropolitano veio para Chapecó querendo aprontar, dois minutos depois foi a vez da poça de água e Grolli salvar a Chapecoense, Nathan falhou, e a bola sobrou para Sabiá, que tirou de Arthur e chutou, para sorte da Chape, a poça d’água diminuiu a velocidade da bola, Grolli foi mais rápido e chutou para longe.

A Chapecoense teve sua melhor oportunidade aos 29 minutos, quando Rossi cruzou e encontrou Túlio de Melo livre, o atacante cabeceou, mas pegou mal, jogando a esquerda de Ricardo Vilar.

A chuva aos poucos ia acalmando, a mudança para o segundo tempo ficou por conta do gramado, já sem poças d’água. Melhor para a Chapecoense, aproveitando da velocidade de Rossi e Niltinho, não demorou muito para abrir o placar, logo aos 5 minutos, Túlio de Melo cabeceou mal, Vilar foi tirar a bola de soco da cabeça de Grolli, mas jogou contra o próprio patrimônio, o lance gerou muita reclamação, mas o gol estava confirmado para a Chapecoense.

Ai em diante começava o mesmo bombardeio que Thiago Rodrigues do Figueirense enfrentou no último domingo. Aos 10 minutos, Túlio cabeceou e a bola explodiu na trave, no rebote, Rossi desequilibrado e com o gol livre, chutou por cima do travessão.

Mas o atacante se redimiu aos 22 minutos, depois de brigar com dois zagueiros, Rossi ganhou e em velocidade encontrou Niltinho livre para empurrar a bola para o fundo das redes e ampliar o placar.

Faltando cinco minutos para o fim da partida, a Chapecoense não se contentava com o dois a zero, aos 40 minutos, Luiz Antônio que entrou na segunda etapa, cobrou falta de longe, enganou Vilar e marcou o terceiro. Aos 41 minutos quem fez a festa da torcida foi novamente Niltinho, que recebeu de Túlio de Melo e só empurrou para o fundo das redes, fechando o marcador em 4x0.
Foto: Sirli Freitas
A goleada lavou a alma da equipe e do torcedor, que não abandonou a equipe, o reencontro com a vitória foi essencial. Já sem chances de conquistar o turno, e faltando duas partidas para o fim, Vagner Mancini deverá utilizar uma equipe reserva nos duelos contra Joinville e Criciúma, visando as partidas contra Atlético-MG na Primeira Liga, e a estreia na Taça Libertadores da América, diante do Zúlia, na Venezuela. A Chape volta a campo no próximo sábado, na Arena Joinville, para encarar o JEC, às 19h30.

Marcelo Weber || @acfmarcelo

Uma autoritária Juventus enquadra um frágil Porto

Desde o sorteio que definiu os confrontos das oitavas de final da Champions League todos estavam ansiosos para este momento. Como chegaria o time cinco vezes seguido campeão italiano para as disputas eliminatórias de sua grande ambição?

Ontem, 22, a Juventus foi até Portugal, mais precisamente na belíssima cidade do Porto, enfrentar o time que leva o nome da cidade, em uma disputa que colocava em jogo quatro títulos de Champions League (dois de cada lado).

Em nosso último jogo (vitória contra o Palermo por 4x1) nossa zaga foi composta de Benatia e Bonucci. Benatia é um zagueiro mediano, Bonucci é um dos melhores (se não o melhor) zagueiros do mundo. Ao final do jogo houve uma discussão entre Bonucci e Allegri, culminando em uma punição (?) ao zagueiro em não participar do jogo contra o Porto. Para Allegri foi dada uma multa.

Com todo respeito à competentíssima diretoria bianconera, pra mim, por mais que o jogador fique incomodado em ficar de fora de um jogo de tamanha importância, a punição foi mais ao clube do que ao jogador. Todos sabem como é complexo punir um jogador de futebol. Os jogadores de sucesso têm egos inflados e, alguns deles, com futuro financeiro definido. Parto da premissa que uma punição financeira (das bravas) seria melhor.

Encarando por um lado positivo, após problemas com Dybala, Lichsteiner e agora Bonucci, a punição (exemplar, diga-se) faz com que Allegri marque seu território como comandante do vestiário. Punir um jogador em um jogo que poderia significar uma saída de uma competição foi de uma coragem e tanto.

Massimiliano, então, escalou a Juventus para pegar o Porto da seguinte forma: Buffon; Lichtsteiner, Barzagli, Chiellini, Alex Sandro; Khedira, Pjanic; Cuadrado, Dybala, Mandzukic; Higuain. Talvez por sorte (ou já sabendo) Allegri teve uma zaga em campo mais do que confiável. Barzagli e Chiellini voltaram muito bem, obrigado e deram conta do recado. Não é necessário explicar o quão entrosados o quarteto BBBC é, então, na verdade, apenas Bonucci ficou de fora, já que estamos jogando há oito jogos (nove com esse) no 4-2-3-1.

Essa é escalação (sem esquecer de Bonucci) é responsável por nove vitórias seguidas no 4-2-3-1. Foto. Juventus.com
Desde a derrota para o Milan na Supercopa, Allegri perdeu o “medinho” e mudou drasticamente a escalação da Juventus. Com a vitória contra o Porto, são nove jogos dessa escalação e nove vitórias. São incríveis 17 gols marcados e apenas dois sofridos. Incontestável o trabalho de todos.

Logo de início parecia que a Juventus estava diante de mais um adversário do campeonato italiano. Não houve mudança na postura bianconera ao enfrentar os comandados de Nunu Espírito Santo. Uma postura gelada, firme, de quem não se importou com um belíssimo estádio do Dragão completamente lotado. Com todo o respeito a equipe do Porto, eu esperava mais.

A postura da Juventus pareceu irritar os jogadores do Porto. Alex Telles, lateral esquerdo formado na base do Grêmio, que defende o time Português, foi exemplo. Aos 24 minutos da primeira etapa o lateral brasileiro chegou de forma dura em Cuadrado e levou o cartão amarelo. A jogada seguiu após a cobrança da falta, Liechtsteiner avançava pela direita do ataque bianconero, e Alex Telles veio como uma carreta sem freio, atingindo o suíço. Segundo cartão amarelo e expulsão. Foi um balde de água fria em todo o estádio e nos jogadores do Porto. Neste momento penso em um sórdido Buffon esfregando as mãos, amando o bote que estaria armado.

A partir de então o jogo (que já estava favorável/controlado antes da expulsão) ficou totalmente em prol da Juventus. Não trago muitos números, mas foram 70% de posse de bola, 18 chutes ao gol. Foi uma atuação autoritária, diante de um Porto perdido.

Apesar disso, a Juventus repetiu a dose de maldade e abriu o placar em um momento em que o jogo começava a ficar morno. Pjaca, que entrou no lugar de Cuadrado, recebeu belo passe de Dybala e abriu o placar. Foi o primeiro gol do croata com a camisa bianconera. Dani Alves, que entrou no lugar de Lichsteiner, recebeu ótimo cruzamento de Alex Sandro, batendo cruzado e finalizando o placar da partida. Um 2x0 dificílimo de ser revertido.

Primeiro gol de Pjaca foi logo na Champions League e em cima de Iker Casillas: histórico. Foto: Juventus.com
Destaque para a sólida partida de Giorgio Chiellini. O narigudo voltou em bom momento, espero que não se machuque mais. Khedira esteve, novamente, muito constante tanto defensivamente quanto ofensivamente e, para mim o melhor em campo: Alex Sandro (que homem!) é um tanque de guerra que atua pelo lado esquerdo. Defende bem, ataca bem. Espero que os rumores de sua renovação se confirmem.

É possível que o Porto reverta a vantagem em pelo Juventus Stadium? Óbvio que sim, futebol não é uma ciência exata, mas cá entre nós, será muito difícil. A Juventus não é dos times que se encantam com os resultados, pelo contrário. Somos céticos. Sabemos que o trabalho precisa ser bem feito. Precisa levar o jogo de volta contra o Porto a sério, pois caso haja algum resultado que seja derrota (não necessariamente uma desclassificação) não é algo positivo. Sabemos que estamos apenas nas oitavas e que nosso foco é a final.

Uma grande vitória, com uma grande atuação, após momentos difíceis com o caso Bonucci-Allegri. Melhor que a encomenda e todos os méritos aos jogadores, comissão técnica e diretoria.

Fino alla fine, FORZA JUVENTUS!

O futebol é relativo

Arena Corinthians, zona leste de São Paulo. Assim como em 2014, o mundo está com os olhos focados no estádio alvinegro. Não é um simples jogo, como nenhum jogo é simples para Corintianos e Palmeirenses. Imagina um que envolve as duas equipes. E esse era literalmente um jogo especial. Em 2017 completa-se 100 anos do primeiro registro de um Dérbi. E um clássico centenário, como previsto, foi um clássico disputado. E com um final de fazer inveja a muito escritor. Só que para cada fim, um começo. Logo nos primeiros minutos a equipe Corintiana mostrou o seu cartão de visitas: Com o apoio da fiel, o favoritismo alviverde para o duelo, se existia, se encerrou assim que o juiz apitou. O jogo estava bom. Estava. No final do primeiro tempo, após um contra ataque puxado por Keno, o árbitro Thiago Duarte Peixoto expulsou o volante Gabriel. O problema é que não havia problema. Não foi Gabriel que cometeu a infração, foi Maycon. Um ingrediente indigesto.

O juiz, ao apontar o centro de campo, já apontava um perdedor: O torcedor. O desânimo era evidente, tão grande que ultrapassou o indignado vestiário e estádio Corintiano. Mas estamos falando de um Corinthians x Palmeiras, um jogo diferente. E o segundo tempo foi um ótimo resumo disso. Em um esboço de ataque contra defesa, a estratégia alvinegra foi de apostar em um contra-ataque veloz e eficiente, com Kazin isolado para organizar o inicio das jogadas. Do outro lado, Eduardo Baptista fez da paciência o sinônimo dos seus comandados. Troca de passes laterais, que não surtiram efeito para furar o bem montado esquema defensivo adversário. Com um Michel Bastos pouco eficiente, isolado hora no lado esquerdo, hora na zona central, e com Rafael Veiga amarelado, faltava uma cabeça pensante na faixa central palmeirense: Guerra. A aposta ficou na teoria, pois a prática era alvinegra. Anulou qualquer tipo de tentativa alviverde. E o empenho corintiano teve o seu reconhecimento premiado pelos deuses do futebol. Aos 42 minutos, na bacia das almas, com uma delas. Foi do jeito que o torcedor Corintiano gosta. Foi do jeito que um jogo deste tamanho merece.

Merecimento que não é dado a Eduardo Baptista. Após comandar a equipe que aplicou uma goleada de quatro a zero no Linense no último final de semana, volta a sofrer pressão da torcida palmeirense que critica duramente seu trabalho. Após o jogo, em meio às entrevistas coletivas e a avalanche de comentários da opinião pública, surgiu a dúvida: As criticas seriam as mesmas o cabeceio de Keno, seguido da bela defesa do goleiro Cássio, tivesse resultado em gol? Ou se o chute de Willian, acertando o travessão após encobrir o goleiro Corintiano, fosse milimetricamente mais abaixo? Imaginando esse cenário, dois a zero para o Palmeiras, qual seria a tônica da partida? Certo é que o grande destaque da partida, juntamente com a fiel torcida, foi Carille. No tabuleiro alviverde, o xeque-mate foi alvinegro.

(Eduardo Knapp/Folhapress)

Começo de temporada avassalador: Resultados, liderança e era Condé

Nesta quarta-feira (22), o CRB fez seu jogo de número onze na temporada. Os números surpreendem positivamente o torcedor que esperava um plantel cheio de dificuldades. Comparando a temporada passada, os números diminuíram. Menos gols feitos e menos gols sofridos. Isso é preocupante? Não, o treinador Leonardo Condé colocou os ditos "titulares" em oito partidas. Foram três vitórias, quatro empates e uma derrota, sendo cinco gols sofridos e dez marcados.

   (Crédito: Douglas Araújo / Ascom CRB)
Foto: Douglas Araújo
Na última partida contra o Miguelense, vitória por 4 a 1 e confiança do Condé nos reservas. O que mais chama a atenção é que os garotos da base do CRB estão sendo aproveitados pelo novo treinador, Mazola fazia o mesmo. No segundo tempo da partida, além de Rafinha que estava em campo como titular, foram entrando outros três jogadores que em 2015 já começavam a ser aproveitados no elenco profissional, são eles: Jonata, Bruno Nascimento e Emaxwell. Um ou outro recebe fortes críticas, mas isto é bem normal. Cabe a eles corrigir os erros e ouvir a torcida. No banco de reservas havia nove jogadores a disposição de Léo Condé, sendo oito destes da base do clube.

Líder de tudo

É fantástico ver que mesmo com o rodízio entre titulares e reservas no elenco, a indecisão de quem é titular ou não no meio de campo, você ter sua equipe na liderança tanto do Campeonato Regional, tanto como no Estadual. Condé com as peças que tem em mãos faz um trabalho bastante razoável neste começo de temporada. Serão três jogos no Rei Pelé pela Copa do Nordeste, basta o CRB vencer apenas dois que garante sua classificação. Já no Estadual, o Galo tem nove pontos de diferença para a equipe do Coruripe, já que o Murici, 5º colocado do grupo não pode alcançar nem o mesmo número de pontos do Regatas. O Coruripe precisaria vencer e golear em seus três jogos e torcer pro CRB ser goleado em todos. Quase impossível, e assim o Galo vai poupar seus atletas no restante da primeira fase, talvez não no clássico contra o CSA.

O time está bem mesmo?

Durante a pré-temporada, a torcida do clube acompanhou dia após dia a saga do camisa 10. Era se esperar um jogador fantástico, já que os membros da diretoria exageravam na hora de falar sobre as negociações. Foram contratados nove jogadores para o setor de meio de campo e nesta última semana foi anunciado o volante Matheus Queiroz. Destes dez jogadores contratados para a temporada, seis são volantes de origem. Jocinei chegou a atuar nas duas primeiras partidas como meia, na segunda partida foi "o 10" da equipe. A camisa de número 10 passou por cinco jogadores, sendo Sérgio Mota o que mais vezes a utilizou. 

Resultado de imagem para sergio mota crb

O meia "made in Cotia" foi contratado para ser o principal homem de armação no meio de campo. Passando longe da expectativa da torcida, e ainda mais longe das especulações feitas pela diretoria. Sérgio é um grande jogador, titular do time com toda razão. Mas o que falta nele, falta no time. Na ausência de um jogador que defina o ritmo do passe, saiba fazer com que o time vá ao ataque e segure a bola na hora certa, seja o jogador que decide a partida com uma bola, essa posição é preenchida por um jogador que tenha características parecidas, que no caso é o Sérgio Mota. No time do CRB, é de se saber que a defesa será esta até um momento em que os mesmos estragarem tudo, fato que não está ocorrendo nesta temporada.

Em relação ao meio de campo e ataque da equipe, temos uma briga forte e espetacular entre os volantes. Sérgio Mota e Maílson seriam para todos os efeitos os dois jogadores que atuam pelo lado do campo. E assim, o camisa 10 chegaria para fechar o elenco e deixar a equipe voando. E claro, o centroavante da equipe tem uma briga que infelizmente é nivelada por baixo entre Neto Baiano e Elias.

Léo Condé deve embalar de vez?

Um elenco totalmente regular nas mãos. A defesa pouco vazou, há um rodízio entre quem marca os gols, mas seu centroavante não consegue produzir tanto. A culpa às vezes cai de forma desnecessária no treinador, quando não deve ser. A falha individual de alguns atletas seja na defesa ou ataque faz com que o torcedor tenha uma dúvida em relação ao tipo de treinamento que é aplicado ali naquele elenco.

Resultado de imagem para Léo Condé CRB
Foto: Aílton Cruz
O cansaço contribui para que a torcida realmente critique o trabalho que está sendo feito. Houve uma semana em que o elenco teve de "ralar" dobrado para jogar contra o CSA no domingo, Altos na quarta-feira e ABC no sábado. Olhando assim, há dois de folga entre cada partida, mas infelizmente, foi gasta na estrada. A equipe conseguiu a liderança do grupo na Copa do Nordeste, mas acabou sendo eliminada na Copa do Brasil. São somente duas derrotas em onze partidas disputadas. Mas será que Léo Condé vai embalar de vez?

Ceará 0 x 0 Flamengo: A árdua missão de Givanildo

A estreia de Givanildo no comando do Ceará foi um empate sem gols contra o Flamengo, mesmo com o apoio do seu torcedor, o alvinegro segue sem vencer na Primeira Liga. Nosso novo comandante terá uma missão complicada, principalmente para organizar a parte ofensiva da equipe.

Ceará empata sem gols com o Fla. FOTO: CearaSc.com
Seria hipocrisia de minha parte exigir que Givanildo mudasse o estilo de jogo do Ceará da noite para o dia, como ele mesmo enfatizou em suas entrevistas não houve tempo para realizar um treinamento coletivo e muito menos para colocar sua metodologia de trabalho em ação. Mesmo assim o treinador escalou seu time no bom e velho 4-4-2 e deixando de lado o esquema de seu antecessor.

O JOGO

A primeira etapa foi bastante equilibrada com chances de gols para ambos, aos 7 minutos Magno Alves ajeitou para Felipe Menezes mandar um chute a direita da meta rubro-negra. A resposta do Flamengo não demorou, dois minutos depois foi Felipe Vizeu que teve boa chance, mas parou no goleiro Everson. O Ceará tentava criar, porém os meias de criação (Felipe Menezes e Felipe Tontini) não estavam em uma noite inspirada, tanto que o vovô só criou mais uma chance de perigo aos 44’, Magno Alves limpou a marcação e chutou forte para a defesa de Alex Muralha. 

Felipe Tontini não se saiu bem contra o Fla. FOTO: Matheus Dantas/Opovo
No segundo tempo o Flamengo logo assustou aos 06 minutos, Felipe Vizeu quase aproveitava a bela triangulação entre Adryan e René, o alvinegro respondeu com Cametá que obrigou ao goleiro Muralha fazer uma defesa com a ponta dos dedos. Precisando da vitória, Givanildo colocou mais ofensividade no jogo com as entradas de Alex Amado e Victor Rangel, mas nada de sair o gol do Ceará (até saiu com Magno Alves, mas corretamente anulado). No mais, aos 34’, Luis Otávio aproveitou o bom cruzamento de Tontini e cabeceou com perigo e aos 38’ a ultima chance real de gol, Cafu mandou uma bomba obrigando ao goleiro Everson a intervir com uma boa defesa.

Não é de hoje que nosso ataque preocupa o Ceará tem sérios problemas na criação de jogadas, a difícil e urgente missão de Givanildo será fazer esse time ter ofensividade, coisa que poucas vezes foi vista nessa temporada. Após a partida, nosso treinador foi consciente nas suas palavras ''Temos bastante coisa para melhorar'' é preciso encontrar o equilíbrio desse time, onde defesa, meio campo e ataque funcionem. Ontem, algumas peças que estavam se saindo muito bem não tiveram bom desempenho, como no caso de Tontini e Romário (o ultimo muito discreto, pouco produziu pelo lado esquerdo), em compensação mais uma partida exemplar da nossa dupla zaga e do criticado Cametá.

Givanildo não gostou do resultado. (FOTO: CearaSC)
PONTO POSITIVO: Rafael Pereira e Luis Otávio, esses dois repassam segurança ao torcedor, a dupla de zaga é essa.

PONTO NEGATIVO: Ataque ficou a desejar mais uma vez, são 11 jogos na temporada e apenas 10 gols marcados, os números não mentem.

O Ceará está na segunda colocação do Grupo 2 da Primeira Liga, em dois jogos o Vozão acumula dois empates. Para se classificar precisa vencer o Grêmio/RS em Porto Alegre no próximo dia 02/03, caso o resultado seja um empate será preciso aguardar o resultado do jogo entre o próprio Grêmio contra o América/MG.

FICHA TÉCNICA

CEARÁ 0 X 0 FLAMENGO

CEA: Everson, Cametá (Everton Silva), Rafael Pereira, Luiz Otávio, Romário, Raul, Richardson, Felipe Tontini (Victor Rangel), Felipe Menezes (Alex Amado), Lele e Magno Alves. T: Givanildo Oliveira.

FLA: Alex Muralha, Rodinei, Donatti, Juan, René, Cuellar, Marcio Araujo, Vinicius Paquetá (Cafú), Gabriel (Ronaldo), Adryan (Mateus Sávio) e Felipe Vizeu. T: Zé Ricardo.

CARTÕES AMARELOS: CEA: Romário / FLA: Rodinei
PUBLICO: 16.216 Pagantes
RENDA: R$ 410.013,00

Davi Maia | @davims 
←  Anterior Proxima  → Inicio

Inscreva-se no canal LFTV

Curta nossa página no Facebook

Siga-nos no Twitter

Mais lidas da semana