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terça-feira, 7 de março de 2017

Libertadores 2017 – Grupo 5



O grupo 5 da Copa Libertadores da América de 2017 não é o mais difícil, mas tem uma característica peculiar: Talvez seja o único em que o cabeça de chave não é considerado o melhor time e grande favorito do grupo - ao menos na teoria.

O Peñarol, cabeça de chave do grupo, tem mais tradição do que qualidade técnica para a atual edição do torneio continental. Longe de ser o temido Peñarol de outrora, o time uruguaio terá a concorrência do Palmeiras, atual campeão brasileiro e com um bom elenco e que conta com jogadores experientes, como Zé Roberto, Guerra e Borja (os dois últimos estavam no elenco do atual campeão Atlético Nacional em 2016).

Os dois são os principais cotados para avançar na chave que também conta com o estreante Atlético Tucumán, equipe argentina que já começou a fazer história na fase inicial, e Jorge Wilstermann, time boliviano que também está habituado ao torneio, mas é o mais fraco dos quatro e não tem tanta altitude como outros conterrâneos para ajudar a equilibrar forças.

GRUPO 5: Atlético Tucumán (Argentina), Jorge Wilstermann (Bolívia), Palmeiras (Brasil) e Peñarol (Uruguai)

Por: Stéfano Bozza (Twitter: @stebozza) e Gabriel Cruz

Escudo-club-atletico-penarol.pngClub Atlético Peñarol

Fundação: 28 de setembro de 1891
Cidade: Montevideo Uruguai
Estádio: Campeón del Siglo
Melhor campanha: Pentacampeão (1960, 1961, 1966, 1982 e 1987)
Última participação: 2016

O velho e campeão Peñarol chega à competição com o objetivo de retomar sua histórica grandeza. História nesta competição é algo que não falta ao clube uruguaio, que, ao lado do seu rival Nacional, é recordista em participações no continente. 

O Penarol esteve perto de reconquistar a América recentemente (Foto: Nelson Almeida)
Ao todo, esteve na decisão dez vezes, terminando com o título em cinco oportunidades (1960, 1961, 1966, 1982, 1987) e outros cinco vice-campeonatos (1962, 1965, 1970, 1983, 2011). Os três maiores goleadores da história da competição jogaram no Peñarol (Alberto Spencer, Fernando Morena e Pedro Rocha) e, apenas dois clubes superam o Peñarol em número de conquistas – os argentinos Independiente e Boca Juniors – e ambos estão ausentes em 2017.

Embora seja o maior vencedor nesta edição, o Peñarol chega sob muita desconfiança, pois atravessa uns dos piores momentos da sua história. O clube uruguaio trouxe o técnico Leonardo Ramos após bom trabalho no Danúbio e espera-se que o time volte a ser protagonista, impondo-se com um estilo de jogo agressivo e sólido, com e sem a bola.

Cristiian Rodríguez con sus pequeñas hijas en la cancha del Campeón del Siglo.
Cristian Rodriguez está de volta ao Peñarol (Foto: tenfield.com)
Após muita expectativa, Cristian Rodriguez voltou ao clube que o projetou para o mundo do futebol. Com experiência em La Celeste e no velho continente, será dele a responsabilidade de liderar a equipe com jogadores de pouca rodagem internacional e jovens atletas.

Dois nomes merecem atenção, ambos com 21 anos e já convocados para a seleção uruguaia. São eles: O goleiro Gaston Guruceaga – este que esteve na última rodada das Eliminatórias – e o meio-campista Nahitan Nandez. Outro ponto forte do Carbonero, é o seu estádio novo, o Campeón del Siglo (Campeão do Século), que tem capacidade para 40 mil pessoas e será uns dos triunfos dos uruguaios.

Apesar de passar por mau momento considerando toda a sua história, o time uruguaio tem totais condições de avançar na competição, especialmente caso consiga bons resultados dentro de casa. Fora, a equipe poderá jogar no contra-ataque, como gostam mais as equipes uruguaias, e diante de equipes piores tecnicamente.

Sociedade Esportiva PalmeirasSociedade Esportiva Palmeiras

Fundação: 26 de agosto de 1914
Cidade: São Paulo Brasil
Estádio: Allianz Parque
Melhor campanha: Campeão (1999)
Última participação: 2016

Atual campeão brasileiro, o Palmeiras coloca como grande foco para 2017 o título da Copa Libertadores. O discurso de prioridade não é apenas de torcedores, mas bastante comum dentro do elenco que também quer eliminar o fracasso da temporada anterior, ano em que o Verdão sequer passou da primeira fase.


Sérgio Cesar Sampaio Palmeiras Libertadores 1999 (Foto: Agência Estado)
O Verdão é o segundo brasileiro com mais participações na Libertadores e já a conquistou em 1999 (Foto: Agência Estado)
A boa campanha não é esperada apenas em relação à última edição. Um dos mais tradicionais times brasileiros em participações (perdendo apenas para o rival São Paulo), o Verdão não tem apresentado bons resultados recentes. A última boa apresentação foi em 2009, quando parou para o Nacional-URU nas quartas de final. Coincidentemente, também foi o time uruguaio que impediu a classificação em 2016.

A falta de boas campanhas se justifica por um período confuso e turbulento da história alviverde, com escassez de títulos e dois rebaixamentos em um intervalo de dez anos. A gestão do ex-presidente Paulo Nobre parece ter colocado o maior campeão nacional de volta nos trilhos e o time voltou a conquistar o título mais importante do Brasil no ano passado.

Apesar de ter perdido o técnico Cuca e Gabriel Jesus, atacante titular da seleção brasileira de Tite, os reforços devem suprir as saídas. Estrelas como Felipe Melo, Guerra e Borja (sendo os dois últimos destaques do atual campeão da competição, o Atlético Nacional) chegaram, além de outros bons nomes: Michel Bastos, Keno e Raphael Veiga.

O novo comandante, Eduardo Baptista, já começou bastante pressionado e com a exigência por conquistas no ano. Ele sabe que precisará mostrar resultados rapidamente e que tropeços na Libertadores podem encerrar sua passagem pelo clube, até em função de questionamentos que já começam a surgir da principal organizada do time alviverde (ainda que abafadas pelos demais torcedores).

Borja e Dudu - Palmeiras x Ferroviária - 26/02/2017
O artilheiro da última edição, Miguel Borja, já marcou pelo Palmeiras (Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)
O espírito aguerrido, característica essencial para quem deseja sucesso na competição continental, parece não ser problema. Foi assim que o Palmeiras se apresentou na reta final do Brasileirão e com jogos que mais pareciam de mata-mata. O Allianz Parque deve ser um trunfo importante e certamente estará lotado em todas as partidas para buscar repetir 1999, ano da única conquista do clube.

Considerado um dos favoritos ao título, eliminação na primeira fase sequer passa pela cabeça do time e da torcida – e seria um fracasso. Mesmo sem ser o cabeça de chave do grupo, cargo que ficou com o Peñarol, o Verdão é considerado a grande força da sua chave e deve passar sem grandes sustos.

Club Jorge Wilstermann.svgClub Jorge Wilstermann

Fundação: 24 de novembro de 1949
Cidade: Cochabamba Bolívia
Estádio: Félix Capriles
Melhor campanha: Semifinal (1981)
Última participação: 2011

Apesar de não ser um nome tão popular entre os brasileiros, o Jorge Wilstermann está longe de ser um "novato" em disputas de Libertadores. Esta será a 17ª participação do Wilster, como é carinhosamente conhecido o time boliviano, mesma quantidade do Palmeiras e apenas uma a menos do que o São Paulo, time de maior quantidade de participações entre os brasileiros.

É verdade também que a quantidade não representa necessariamente grandes resultados. Foram poucas as vezes que o Wilster conseguiu incomodar seus concorrentes, sendo eliminado boa parte das vezes ainda na primeira fase, como na sua última participação, em 2011.

Fundado em 1949, esteve presente na edição inaugural da competição continental, em 1960, quando os bolivianos foram duramente goleados pelo Peñarol (companheiro de grupo nesta edição) por 7x1. A mais notável participação veio em 1981, quando deu sorte no chaveamento e passou para fase final – e pouco fez contra adversário melhores como Deportivo Cali e Flamengo.

Jorge Wilstermann EFE
O Jorge Wilstermann conquistou o Clausura em 2016 (Foto: EFE)
O cenário para a edição de 2017 se encaminha para mais uma eliminação precoce. A conquista do Torneio Clausura (espécie de segundo turno boliviano) deu a vaga continental ao Wilster, mas já ficou no passado e o time vem de campanha apenas mediana no Torneio Apertura, terminando na sexta colocação.

Dentro de campo, os nomes também não prometem muito medo para os favoritos. O zagueiro Alex Silva (aquele mesmo ex-São Paulo) chegou juntamente com o atacante colombiano Cabezas, jogador que estava no futebol chinês. Além deles, o mais conhecido é o zagueiro Zenteno, jogador da seleção boliviana.

Nem mesmo a altitude, fator de sucesso para algumas equipes bolivianas, é dos mais assustadores. Os 2.500 metros de Cochabamba não são tão temidos como poderiam ser caso o time fosse de La Paz. Com isso, dificilmente o Wilster deixará de ser um mero coadjuvante do grupo.

Escudo del Club Atletico Tucuman.svgClub Atlético Tucumán

Fundação: 27 de setembro de 1902
Cidade: San Miguel de Tucumán Argentina
Estádio: Monumental José Fierro
Melhor campanha: Estreia em 2017
Última participação: Nunca participou

O centenário clube argentino (completará 115 anos em setembro deste ano) será o "novato" do grupo. Chegou ao torneio continental através do aumento de vagas feito pela Conmebol e, mesmo sem ser um dos principais times do país, já pode ser considerado uma das histórias mais legais da edição de 2017 da Libertadores.

O pequeno time do norte da Argentina chegou à primeira divisão em 2015 e fez da sua casa uma verdadeira fortaleza, chegando a ficar 32 partidas sem perder dentro do seu estádio. O fato de ser um estreante passa a ser mero detalhe para uma equipe que já viveu fortes emoções desde o princípio.

Atlético Tucumán comemoração (Foto: Reuters)
O Atlético Tucumán atuou com a camisa da seleção argentina nesta Libertadores (Foto: Reuters)
E já começou sua participação dentro de casa, quando precisou defender a sua vaga que clubes maiores tentaram tomar nos bastidores. A seguir, precisou de bom senso (e apoio da sua federação) para evitar um W.O. diante do equatoriano El Nacional: Chegando mais do que atrasado e sem uniforme, o Tucumán vestiu a camisa da seleção argentina (a qual ele, Tucumán, é inspirador) e venceu os equatorianos antes de também despachar o colombiano Junior Barranquilla na segunda eliminatória.

Como não poderia deixar de ser, a grande força dos Decanos (apelido do Tucumán) é a sua apaixonada e vibrante torcida, sempre presente. Dentro de campo, sem grandes nomes, a esperança está no atacante Zampedri, autor de gols já na fase da pré-Libertadores e no goleiro Lucchetti.

Estamos entusiasmados para a estreia contra o Palmeiras, para nós é um feito histórico participar pela primeira vez de uma competição tão importante dentro do cenário sul-americano. O clima na província de Tucumán é de festa
O estádio Monumental José Fierro e a empolgação da torcida serão as armas do modesto time (Foto: Reprodução/Twitter)
O time argentino não vive grande fase e faz campanha apenas mediana no campeonato nacional, mas já deixou claro que dará a vida para sobreviver no torneio continental. “Motorista, pode correr, o Tucumán não tem medo de morrer”, como cantaram os próprios jogadores a caminho do jogo contra o El Nacional, dá uma dimensão do quão aguerrido é o time dos Decanos.

À vontade, inclusive, deve ser a grande força dos Decanos. Em condições normais, o time argentino não deve impor grandes dificuldades para Peñarol e Palmeiras, porém investirá no fator casa, local onde é muito forte, para tentar criar uma possibilidade de surpreender. Vencendo os concorrentes diretos na Argentina, pode passar de coadjuvante a competidor - o que seria histórico para um time que nunca disputou a competição antes.

Curiosidades:

- Ao contrário do Nacional-URU, time que complicou o Palmeiras em diversas ocasiões, o Peñarol não costuma dar tanto trabalho para o Verdão. São 21 partidas e apenas três derrotas para os uruguaios - sendo que dos últimos 16 jogos apenas uma vitória do Peñarol (2x0).

- O Peñarol é o único do grupo que já enfrentou o Jorge Wilstermann e tem retrospecto amplamente favorável, inclusive com duas goleadas: 7x1 e 4x0. As duas derrotas que teve foram na altitude e ambas pela diferença mínima: 1x0.

Guia da Libertadores 2017 – Grupo 3


GRUPO 3: Emelec (Equador), Independiente Medellín (Colômbia), Melgar (Peru) e River Plate (Argentina)

Por: Leonardo Domingues (Twitter: @leosccp7) e Lucas Oliveira (Twitter: @sccplucaas)

Emelec sem fundo.pngClub Sport Emelec

Fundação: 28 de abril de 1929
Cidade: Guayaquil Equador
Estádio: George Capwell
Melhor campanha: Semifinal (1995)
Última participação: 2016

O Emelec, tradicional equipe do Equador disputa a Libertadores pela 27ª vez, tendo como sua melhor campanha a 3ª colocação na edição de 1995, quando foi eliminado na semifinal pelo campeão Grêmio. Se classificou para essa edição da Libertadores após ser vice-campeão do Campeonato Equatoriano de 2016.

A equipe do Emelec não começou muito bem o Campeonato Equatoriano, conquistando cinco pontos em três jogos. Empatou na abertura com a Universidad Católica (Equipe de Quito, menos tradicional que a mais famosa equipe do Chile). Na segunda rodada, outro empate, dessa vez com o River Plate de Guayaquil por 0-0. Enfim na terceira rodada a equipe equatoriana venceu a Liga de Quito, a famosa LDU por 2-0 no George Capwell, estádio cujo iremos falar agora.

George Capwell é onde o Emelec aposta todas as suas fichas para buscar a classificação rumo à próxima fase. Estádio acanhado e onde os adversários costumam ter muito trabalho enfrentando a equipe equatoriana. O estádio localizado Guayaquil tem capacidade para 40 mil torcedores, e é a famosa "La Bombonera equatoriana" como gostam de chamar os torcedores "Millonarios".

O camisa 10 Fernando Gaibor (25) acumula convocações à seleção equatoriana. (Reprodução: @CSEmelec)
Uma boa campanha da equipe equatoriana depende também de seus principais jogadores. Dentre eles, o meia de 25 anos, Fernando Gaibor, que é o camisa 10 da equipe. Desde 2007 no time profissional do Emelec, o jogador conhece muito bem a Libertadores, e já enfrentou grandes equipes, como o Corinthians em 2012, São Paulo e o caso mais "recente" foi o Flamengo.

O outro destaque da equipe trata-se de Pedro Quiñónez, jogador experiente e o principal líder dos "Eléctricos". Na equipe desde 2010, o jogador já levantou três títulos nacionais, e é figurinha carimbada na seleção equatoriana dirigida por Gustavo Quinteros, ex-treinador do próprio Emelec.

Escudo del Deportivo Independiente Medellín.pngCorporación Deportiva Independiente Medellín

Fundação: 15 de abril de 1913
Cidade: Medellín Colômbia
Estádio: Atanasio Girardot
Melhor campanha: Semifinal (2003)
Última participação: 2010

A Corporación Deportiva Independiente Medellín disputa o torneio pela sétima vez, sendo a última participação em 2010. Seu melhor resultado foi na edição de 2003, quando caiu para o Santos, nas semifinais. O clube fez um bom 2016, e garantiu a vaga na principal competição das Américas após vencer o Apertura Colombiano de 2016. Sua principal baixa, foi o treinador Leonel Álvarez, que deixou o clube no fim do ano passado.

Ofensivamente, os principais destaques da equipe são o meio-campista Christian Marrugo (31), e o atacante Leonardo Castro (24). Juntos, eles participaram de 36 gols da equipe no ano passado. Não menos importante, o centroavante Juan Caicedo (27) marcou nove gols no ano.

Emprestado pelo Porto, Juan F. Quintero (24) é a principal esperança do Poderoso da Montanha. (Reprodução: @DIM_Oficial) 
Mauricio Molina: Você se lembra desse nome? Pois é, o ex-craque do Santos, atualmente com 36 anos, é um dos destaques do "Poderoso da Montanha", mesmo alternando entre a reserva e o time titular. O meia chegou à equipe em janeiro de 2016, dando início à sua terceira passagem pelo clube.

Pode-se esperar um time muito ofensivo jogando dentro do Atanasio Girardot. Seu treinador, Luis Zubeldía (36), promete um esquema arrojado e agressivo, para pressionar os adversários. Sob a batuta do seu camisa 10, Juan Fernando Quintero (24), que pertence ao FC Porto e chegou por empréstimo até o meio do ano, o "Time do Povo" tem tudo pra fazer frente às principais equipes do continente.

Com um bom elenco, é esperado que a equipe colombiana brigue com o Emelec por uma vaga, já que o Melgar provavelmente será um coadjuvante de luxo. Podemos ter também uma batalha com o River Plate, pela liderança do grupo.

Melgar.pngFoot Ball Club Melgar

Fundação: 25 de março de 1915
Cidade: Arequipa Peru
Estádio: Monumental da UNSA
Melhor campanha: Fase de grupos
Última participação: 2016

Atual vice-campeão peruano, o Melgar participa da Libertadores pela quarta vez em toda a sua história, além de ter conquistado duas vezes o Campeonato Peruano. Apesar de ser desconhecido internacionalmente, o time de Arequipa possui uma grande torcida no futebol local, onde a equipe aposta para conseguir ser a "zebra" do grupo.

A "pequena" equipe peruana perdeu nessa temporada seus dois principais destaques da temporada passada: os atacantes Bernardo Cuesta, argentino que se transferiu para o Junior Barranquilla da Colômbia, e o jovem Vigil, revelado na categoria de base da equipe se transferiu para o gigante Alianza Lima, clube mais tradicional do país.

O experientissimo Ysrael "Cachete" Zúñiga (40) é o capitão da equipe peruana. (Reprodução: @MelgarOficial)
Sem grandes destaques conhecidos, a equipe tem como referência a experiência do capitão Ysrael Zúñiga, jogador de 40 anos, que está na equipe desde 2013, e acumula convocações para a seleção peruana na bagagem. Além do capitão, conta também com a bagagem de Edgar Villamarín, principal defensor da equipe e que atuou muitas vezes como lateral esquerdo na temporada passada.

Apesar de não ser considerada uma das favoritas, a equipe peruana promete dar trabalho, principalmente jogando em seu país. O estádio Monumental UNSA também é uma das armas da equipe peruana para essa edição da Libertadores. Com capacidade para 50 mil pessoas, o estádio se torna um verdadeiro caldeirão para a equipe peruana que aposta na força da sua torcida, além da altitude para conseguir arrancar pontos preciosos para a classificação. Porém, a desclassificação precoce é mais provável, talvez seja a equipe na qual menos se cria expectativa no grupo.

EscudoRiverPlate.pngClub Atlético River Plate

Fundação: 25 de maio de 1901
Cidade: Buenos Aires Argentina
Estádio: Monumental de Núñez
Melhor campanha: Tricampeão (1986, 1996, 2015)
Última participação: 2016

O River Plate vem de uma temporada abaixo da média e correu riscos de ser uma ausência marcante na Libertadores. Com a 9ª colocação no Grupo A do último Campeonato Argentino, o tradicional clube de Buenos Aires só garantiu a vaga via Copa Argentina, vencendo o Rosário Central final. A decisão teve o placar de 4 a 3 e Lucas Alario marcou três gols. Assim, disputará a competição pela 36ª vez, sendo o primeiro do seu país em número de participações.

O River Plate teve grandes mudanças desde a conquista do tricampeonato em 2015 (Foto: Lusa)
Foi tricampeão da Libertadores (1986, 1996 e 2015). Uma das camisas mais pesadas do futebol Sul-americano (maior campeão argentino - com 36 conquistas, tri da Libertadores, campeão Intercontinental em 1986 e da Copa Sul-Americana em 2014), o River Plate venceu a Libertadores de 2015 após altos e baixos (principalmente na fase de grupos, quando avançou com sete pontos e uma senhora ajuda do Tigres, que bateu o Juan Aurich por 5-4 na última rodada, salvando assim o clube argentino).

O conjunto millonario é extremamente diferente daquele que foi campeão em 2015, batendo o Tigres na final. Daquele time titular, saíram Marcelo Barovero (Necaxa), Gabriel Mercado (Sevilla), Ramiro Funes Mori (Everton), Emanuel Mammana (Lyon), Eder Balanta (Basel), Leonel Vangioni (Milan), Matias Kranevitter (Atlético de Madrid), Carlos Sánchez (Monterrey) e Teófilo Gutiettez (Sporting).

Já "desmanchado", a torcida do CARP viu Sebastian Driussi assumir o protagonismo no ano passado, marcando muitos gols, e terminando o ano como líder parcial na tabela dos artilheiros. Fez uma grande dupla ao longo do ano com Lucas Alario. O principal reforço da equipe foi o meia-atacante Carlos Auzqui (25), que se destacou no Estudiantes em 2016, contratado por 2,7 milhões de dólares.

Recuperados de lesões que o impediram de atuarem com regularidade no ano passado, nomes como Luciano Lollo, Ivan Rossi e Marcelo Larrondo (contratados em julho de 2016) deverão ser importantes para o time.

Em um grupo teoricamente fácil, tem tudo para conseguir a sua classificação sem sustos, além de facilitar a sequência com uma das melhores campanhas desta fase. A expectativa é de o time ir longe nessa Libertadores e brigar forte pelo tetracampeonato. 

Guia da Libertadores 2017 – Grupo 2


GRUPO 2: Santa Fé (Colômbia), Santos (Brasil), Sporting Cristal (Peru) e The Strongest (Bolívia)

Por: Gabriel Ferraz (@vsferraz), Marcos Paulo (makavista) e Stéfano Bozza (@stebozza)


LogoSantosFC.png
Santos Futebol Clube

Fundação: 14 de abril de 1912
Cidade: Santos Brasil
Estádio: Vila Belmiro
Melhor campanha: Campeão (1962, 1963 e 2011)
Última participação: 2012 (semifinal)

O Santos é o representante brasileiro que esteve mais tempo fora da Libertadores e entra como cabeça de chave do Grupo 2. Após o vice-campeonato no Brasileirão, não medirá esforços para conquistar mais um titulo da competição mais importante das Américas, o que o tornaria o maior campeão desta competição entre os times brasileiros - está empatado com o São Paulo momentaneamente -.

(Foto: Vanderlei Almeida/ France Press)
Na competição o Santos é sempre temido, principalmente por ser um dos times brasileiros mais conhecidos externamente, e isso se fundamenta justamente pelo seu glorioso retrospecto, em 1962 e 1963, guiados pelo trio lendário de ataque: Coutinho, Pelé e Pepe, o alvinegro goleou todos adversários que ousaram desafiar sua força. Já em 2011 ano de seu terceiro título, contava com um time de meninos liderados pela genial dupla Neymar e PH Ganso, vencendo o Peñarol na final.

Em 2012 ano de sua ultima participação na competição, o peixe era favorito justamente por ser o atual campeão e vinha fazendo jus ao seu favoritismo, até enfrentar o Corinthians de Tite e Emerson Sheik na semifinal. O alvinegro da capital venceu na Vila Belmiro com um golaço de Emerson, e segurou o empate no Pacaembu para se classificar.

O time da baixada santista tem um time bastante competitivo com mesclagem de jovens e experientes. Manteve a base do ano passado e se reforçou pontualmente com jogadores de bastante qualidade como é o caso da maior contratação da gestão de Modesto Roma, Bruno Henrique, proveniente do Wolfsburg; e do pequeno gigante, o colombiano, Wladimir Hernandéz que tem vasta experiência em libertadores e veio do Júnior Barranquilla.

O maior problema do Santos sempre foi os jogos fora de casa, principalmente na libertadores, que mesmo no ano de 2011(no qual foi campeão) sofreu em partidas longe de seus domínios.

Dorival Júnior já acena com a possibilidade de montar o Santos sem centroavante (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
Dorival Junior tem sido alvo de cobranças da torcida santista (Foto:
O início de temporada santista está sendo conturbada, ao vencer os jogos da pré-temporada todos com goleada e o primeiro embate do Campeonato Paulista por 6 a 2 o time fez o torcedor criar grandes expectativas na base mantida e no treinador Dorival Júnior, fato que não se justificou nas rodadas seguintes, principalmente ao perder dois jogos seguidos em casa (onde o Santos é sempre forte) para o São Paulo no clássico San-São e para a Ferroviária.

Dorival está agora sendo cobrado pela torcida, e muitos querem sua saída, fato que amedronta quem realmente entende o mínimo de futebol, o técnico do Santos é o que está a mais tempo no cargo dentre os time da Série A e tem o time nas mãos. O melhor a se fazer é aguardar e ver até onde vai os testes táticos constantes do treinador.

O peixe está sofrendo com a falta de protagonismo, com a ausência de seu capitão Ricardo Oliveira, Renato, Lucas Lima e Vanderlei por lesões, a equipe ainda não encontrou alguém que puxe a responsabilidade para si, Bruno Henrique está por enquanto bem abaixo das expectativas e Vitor Bueno já demonstrou que mesmo com muito potencial sozinho não conseguirá.

A expectativa santista em relação ao seu grupo da Libertadores é de favoritismo, mesmo competindo contra três campeões nacionais o nome Santos é imponente quando o assunto é América do Sul. Encontrará dificuldades principalmente fora de casa, mas se fizer seu papel na Vila Belmiro o primeiro lugar é garantido pela elevada qualidade técnica do elenco e seu potencial.

CISanta Fe.pngClub Independiente Santa

Fundação: 28 de fevereiro de 1941
Cidade: Bogotá Colômbia
Estádio: El Campín
Melhor campanha: Semifinal (2013)
Última participação: 2016

Atual campeão colombiano, o Independiente Santa Fé chega como segunda força do grupo 2, atrás apenas do Santos e, em tese, brigando pela segunda vaga do grupo junto com o boliviano The Strongest.

Apesar de não ser um time com muitas participações em Copas Libertadores (esta será apenas a décima primeira), o Santa Fé esteve presente em todas as edições desde 2013. Com isso, já é um time acostumado a esse tipo de competição e alternou boas participações – como a semifinal de 2013 – com eliminações precoces na fase de grupos.

O grande desafio do treinador Gustavo Costas será melhorar o ataque da sua equipe que costuma ter muita dificuldade em balançar as redes. Atrás, o time colombiano tem uma defesa sólida e terminou o Clausura de 2016 como equipe que menos sofreu gols. Na fase mata-mata, sofreu apenas dois gols em seis partidas.

Para melhorar o desempenho ofensivo, Costas contará com o apoio do experiente Omar Pérez, que já disputou a competição pela equipe colombiana em anos anteriores e é o principal criador da equipe. Ao lado dele, Arango e Buitrago são as principais peças do bom toque de bola colombiano.

Mesmo sendo considerada a segunda força do grupo, o Santa Fé sabe que a chave está longe de ser fácil. Com dois jogos muito difíceis contra o Santos e a altitude pela frente, marcar gols nos jogos dentro de casa será primordial para não se complicar e evitar uma nova eliminação na fase de grupos.

Escudo del Club Sporting Cristal.svgClub Sporting Cristal

Fundação: 13 de dezembro de 1955
Cidade: Lima Peru
Estádio: Alberto Gallardo
Melhor campanha: Vice campeão (1997)
Última participação: -


O mais tradicional dos clubes peruanos está de volta ao principal torneio de clubes da América. Los Celestes, juntamente com o River Plate, figuram entre as seis equipes que mais disputaram a Libertadores. A campanha de destaque, por sua vez, foi no ano de 1997 quando o time teve os seguintes jogos:

Adversários do Sporting Cristal em 1997
Data
Adversário
Placar
Local
Cidade
19/fev
Alianza
0X0
Nacional
Lima
28/fev
Cruzeiro
1X0
Nacional
Lima
07/mar
Grêmio
1X0
Nacional
Lima
12/mar
Alianza
1X1
Nacional
Lima
11/abr
Cruzeiro
1X2
Mineirão
Belo Horizonte
15/abr
Grêmio
0X2
Olímpico
Porto Alegre





23/abr
Velez Sarsfield
0X0
Nacional
Lima
08/mai
Velez Sarsfield
1X0
José Amalfitani
Buenos Aires





21/mai
Bolívar
1X2
Jesús Bermudez
Oruro
28/mai
Bolívar
3X0
Nacional
Lima





23/jul
Racing
2X3
El Cilindro
Avellaneda
30/jul
Racing
4X1
Nacional
Lima





08/ago
Cruzeiro
0X0
Nacional
Lima
13/ago
Cruzeiro
0X1
Mineirão
Belo Horizonte
Campanha do Sporting Cristal na Libertadores de 1997. FONTE: Wikipédia (español)

A equipe peruana, nesta histórica edição, teve em 14 jogos, cinco vitórias, quatro empates e cinco derrotas. O ataque marcou 15 gols e teve em Luis Bonnet, seu principal artilheiro com cinco gols. E a defesa sofreu 11 gols, sendo o último dele, numa falha do goleiro Julio Cesar Baleiro, que custou caro para a equipe, pois foi o gol do título para o Cruzeiro, marcado por Elivelton.


Na temporada passada, Los Celestes sagraram-se campeões pela 19ª vez, após dois empates contra o Melgar, sendo que o primeiro, em Arequipa, contou com o gol qualificado pelo jogador uruguaio Diego Ifrán, de pênalti. Durante a temporada passada, o Sporting conquistou o torneio clausura. Na edição passada da Libertadores, fez uma campanha péssima, onde terminou em ultimo lugar na chave que tinha o atual campeão Atlético Nacional, o Huracán e o Peñarol. Por fim, na disputa da Liguilla, o torneio classificatório para esta Libertadores, foi campeão.

Diego Ifran é a esperança de gols e boas jogadas do Sporting (Foto: Mundo Deportivo)
Para a temporada atual, a equipe do Sporting Cristal contou com algumas saídas e chegadas ao elenco. A começar pela troca no gol: Saiu Diego Penny (Melgar) e chegou Mauricio Viana (Jaguares de Chiapas), na defesa, saiu Alexis Cossio (Alianza Lima) e chegou Renzo Garcés (Universidad San Maritn), no meio campo, saiu, e chegou Joel Sanchéz (Tigres UANL) e para o ataque saíram Santiago Rebagliati (Deportivo Municipal), Santiago Silva (América de Cali) e Alexandre Succar (Universidad San Martin) e entraram Irven Ayala (LDU de Quito), Christian Ortiz (Independiente) e Rolando Blackburn (Deportivo Saprisa).

Ainda nesta temporada, a equipe disputa o torneio de Verão do futebol peruano (o equivalente a um estadual no Brasil) onde a equipe terminou os jogos de ida, com sete partidas: Três vitórias, dois empates e duas derrotas, sendo o 3º lugar da sua chave,  o melhor ataque da competição com 16 gols e sua defesa sofreu oito gols. Os destaques da equipe são os atacantes Diego Ifrán e Ray Sandoval com quatro gols cada.

A sua estreia na Libertadores será em casa contra o Santos, quinta-feira, as 21h45. Para este jogo, a equipe peruana contará com os seus titulares poupados no último final de semana, na derrota por 4X1 para o Academia Cantolao, no Alberto Gallardo, em Lima. E, para a partida deste duelo, a equipe deverá jogar no 4-2-3-1 bem ofensivo com: M. Viana; R. Revoredo, J. Cazulo, L. Abram e J. Céspedes: J. Ballón, C. Lobatón; J. Sánchez, G. Costa e D. Ifrán; R. Sandoval.

Club The Strongest.pngClub The Strongest

Fundação: 08 de abril de 1908
Cidade: La Paz Bolívia
Estádio: Hernando Siles
Melhor campanha: 2014 (oitavas de final)
Última participação: 2016

O The Strongest conseguiu sua classificação para a Libertadores vencendo o Campeonato Boliviano contra o Bolívar, seu maior rival, depois de empatarem em todos os aspectos nos pontos corridos, superando e surpreendendo a todos. O time boliviano já estreou na competição e teve um início animador: Eliminou o Wanderers, do Uruguai, com duas vitórias e 6 a 0 no agregado; depois, manteve a invencibilidade contra o Unión Española, do Chile, ao um empate.

A melhor campanha do time na Libertadores foi em 2014, quando passou em um grupo complicado, que tinha como favoritos Atlético-PR e Vélez Sarsfield. Pela primeira vez da fase de grupos, o time boliviano alcançou mais um feito em busca de conquistar seu espaço dentre os grandes do futebol Sul-americano. O sonho do time boliviano terminou ao enfrentar o Defensor do Uruguai que tinha como estrelas Nico (artilheiro da competição), Gedoz e De Arrascaeta, que atualmente jogam por Atlético-PR e Cruzeiro, respectivamente.

Com a altitude, a principal arma do time de La Paz sempre foi jogar em casa, onde é quase imbatível. Em 2017, contará mais uma vez com o elevado nível do mar, mas não depende mais exclusivamente deste fenômeno. Recentemente, os Tigres passaram a incomodar também fora de casa, vencendo, inclusive, o São Paulo em 2016 - feito que fez com que o jejum de 34 anos sem vitórias longe de seus domínios fosse quebrado no Pacaembu -.

Chumacero e Pablo Escobar são conhecidos do futebol brasileiro e os protagonistas no The Strongest (Foto: APG)
O time está invicto e conta com os artilheiros da Libertadores até aqui: Alejandro Chumacero, com quatro gols, e Pablo Escobar, que marcou três vezes. Ambos tiveram passagens pelo Brasil, o primeiro esteve mais recentemente no Sport Recife, onde não teve grande destaque. Já o "Él Pátron", passou pelo Ipatinga e times do interior paulista, como Mirassol e Santo André, chegando a disputar até a Série A.

A dupla dinâmica se completa, a velocidade e determinação de Chumacero é elevada pela aguçada técnica do Él Patrón e sua capacidade de decisão e liderança. Com eles o The Strongest tem tudo para brigar de igual pra igual dentro ou fora de casa.

Os Tigres chegam a principal competição continental esse ano mais forte do que nunca. Após um titulo boliviano impossível, o The Strongest visa alcançar a classificação no grupo vencendo principalmente suas partidas em casa com a ajuda da altitude.
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